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sábado, 25 de junho de 2022

LFS INTERNACIONAL: Texto na íntegra: Intervenção do presidente chinês Xi Jinping no Diálogo de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Global - créditos Xinhua


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LFS INTERNACIONAL: 

Texto na íntegra: Intervenção do presidente chinês Xi Jinping no Diálogo de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Global - créditos Xinhua --- https://capitaofernando.blogspot.com/2022/06/internacional-texto-na-integra.html    



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domingo, 29 de maio de 2022

GEOPOLÍTICA: CHEFES DE GOVERNO DOS PAÍSES DO QUAD SE REÚNEM E LANÇAM NOVAPARCERIA ECONÔMICA PARA O INDO - PACÍFICO ---- Créditos Informativo Estratégico - EB

GEOPOLÍTICA: CHEFES DE GOVERNO DOS PAÍSES DO QUAD SE REÚNEM E LANÇAM NOVA PARCERIA ECONÔMICA PARA O INDO - PACÍFICO 




No dia 19 de maio, o presidente dos EUA realizou viagem à Ásia, passando pela Coreia  do  Sule  pelo  Japão.  Na  base  norte-americana  de  Osan,  na  Coreia  do Sul,  encontrou-se  com  o  presidente  sul  coreano  e  reiterou  a  aliança  entre  os dois  países.  

No  Japão,  Joe  Biden  se  reuniu  com  autoridades  dos  países  que integram  o  QUAD:  os  presidentes  do  Japão  e  da  Índia,  além  do  primeiro-ministro  da  Austrália,  sendo  o  segundo  encontro  presencial  desse  nível  na história. Na ocasião, as autoridades reforçaram o compromisso de manutenção de  um  "Indo-Pacífico  livre  e  aberto".  

Além  disso,  a  visita  serviu  para  o lançamento  do  "Quadro  Econômico  Indo-Pacífico"  (I n d o - P a c i f i c     e c o n o m i c  f r a m e w o r k   f o r   p r o s p e r i t y  - I P E F,  na  sigla  em  inglês),  novo  pacto  comercial  que pretende  aproximar  Washington  de  economias  asiáticas  em  questões  como cadeias  de  suprimentos,  comércio  digital  e  energia  limpa.  Austrália,  Índia,Japão,  Coreia  do  Sul  e  Nova  Zelândia  estão  entre  os  signatários,  assim  como Brunei,  Indonésia,  Malásia,  Filipinas,  Singapura,  Tailândia  e  Vietnã.  

Junto  com os Estados Unidos, essas nações representam 40% do PIB global.

Fonte:
 - Assessoria de imprensa do governo dos EUA - https://www.whitehouse.gov/ e CNN -https://www.cnnbrasil.com.br/business/doze-paises-aderem-ao-novo-pacto-comercial-indo-pacifico-com-eua-diz-biden/



- Informativo Estratégico do Exército: www.ebrevistas.eb.mil.br/CEEExIE/article/view/9601/8149

segunda-feira, 23 de maio de 2022

"Estratégia Indo-Pacífica" dos EUA está fadada ao fracasso, diz chanceler chinês

 

"Estratégia Indo-Pacífica" dos EUA está fadada ao fracasso, diz chanceler chinês

2022-05-23 10:21:28丨portuguese.xinhuanet.com

Guangzhou, 23 mai (Xinhua) -- A chamada "Estratégia Indo-Pacífica" dos Estados Unidos está fadada ao fracasso, disse no domingo Wang Yi, conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês.

Wang fez o comentário ao se encontrar com a imprensa depois de conversar com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Bilawal Bhutto Zardari, na cidade de Guangzhou, sul da China.

Quando perguntado sobre a chamada "Estratégia Indo-Pacífica" sendo vigorosamente promovida pelos Estados Unidos para conter a China, Wang apontou que "a 'Estratégia Indo-Pacífica' dos EUA está causando cada vez mais vigilância e preocupação na comunidade internacional, especialmente na região da Ásia-Pacífico".

Isso porque a chamada estratégia desistiu de sua intensão, tentando não apenas apagar o nome "Ásia-Pacífico" e a efetiva arquitetura de cooperação regional na região, como também apagar as conquistas e o impulso de desenvolvimento pacífico criado pelos esforços concertados dos países na região ao longo das últimas décadas, informou Wang.

Segundo ele, as pessoas da Ásia-Pacífico ainda se lembram dos conflitos e confrontos causados pela hegemonia e querem estabilidade nacional e uma vida feliz, enquanto os países da região não querem tomar partido e esperam que os países possam viver juntos na harmonia e buscar uma cooperação de ganho mútuo.

A tendência dos tempos da região é avançar na integração regional e construir uma comunidade da Ásia-Pacífico com um futuro compartilhado, destacou Wang, observando que o crescimento de 6,3% na Ásia em 2021 não veio facilmente em meio à pandemia, dando crédito à solidariedade dos países regionais e ao trabalho árduo das pessoas.

Wang criticou os Estados Unidos por criarem a "Estratégia Indo-Pacífica" para formar pequenos grupos em nome da liberdade e abertura, ressaltando que seu objetivo é conter a China.

O que é particularmente perigoso é que os Estados Unidos jogam a "carta de Taiwan" e a "carta do Mar do Sul da China" para trazer o caos à região, acrescentou.

De acordo com ele, os fatos provarão que a chamada ""Estratégia Indo-Pacífica" é, em essência, uma estratégia de criar uma divisão, incitar um confronto e minar a paz. Não importa como seja embalado ou disfarçado, inevitavelmente falhará no final.

Ao responder a uma pergunta sobre o chamado "Quadro Econômico Indo-Pacífico" (IPEF, em inglês) dos EUA, Wang disse que a China, como outros países na região, acolhe iniciativas que conduzam ao fortalecimento da cooperação regional, mas se opõe a tentativas de criar divisão e confronto.

Wang declarou a proposta da China de avaliar o chamado "IPEF":

Primeiro, deve defender o livre comércio em vez de perseguir o proteccionismo. Ao se retirar da Parceria Trans-Pacífico, os Estados Unidos foram para o oposto do livre comércio, enfatizou Wang, acrescentando que o que os Estados Unidos devem fazer é seguir as regras de livre comércio, ao invés de começar algo novo e minar a existente arquitetura de cooperação regional.

Segundo, deve contribuir para a recuperação econômica global em vez de minar a estabilidade da cadeia industrial. Os Estados Unidos estão tentando acelerar a recuperação da economia global ou estão tentando a criar dissociação econômica, bloqueio tecnológico e ruptura industrial e agravar a crise da cadeia de suprimentos? Os Estados Unidos devem aprender lições com a guerra comercial que lançou contra a China há alguns anos, que trouxe graves consequências para o mundo e para os próprios Estados Unidos, observou Wang.

Terceiro, deve promover abertura e cooperação em vez de criar confronto geopolítico. Se o IPEF se tornar uma ferramenta política para os Estados Unidos salvaguardarem sua hegemonia econômica regional e excluir deliberadamente países específicos, seria um caminho errado a seguir. Wang perguntou se os Estados Unidos estão politizando, armando e ideologizando questões econômicas e usando meios econômicos para coagir os países da região a escolherem um lado entre a China e os Estados Unidos.

A China se tornou o maior parceiro comercial da maioria dos países da região e seus interesses estão profundamente interligados com os de outros países da região, destacou Wang.

Os que tentam isolar a China com qualquer estrutura acabarão por se isolar, acrescentou ele.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

LFS INTERNACIONAL - Dia da Vitória na Rússia, 9 de maio, e o limiar de uma nova era - créditos MSIA - créditos MSIA

LFS INTERNACIONAL - Dia da Vitória na Rússia, 9 de maio, e o limiar de uma nova era - créditos MSIA 


9 de maio e o limiar de uma nova era


O discurso do presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, na celebração do Dia da Vitória em Moscou, a despeito das especulações delirantes da mídia internacional, não trouxe novidades em relação às motivações da operação militar na Ucrânia, já explicadas por ele anteriormente. O fato novo é que as ideias que podem conformar uma nova ordem de relações internacionais estão agora no campo de batalha. Sem dúvida, o que está em jogo vai muito além das fronteiras finais da Ucrânia após o conflito, mas toda a arquitetura da ordem de poder mundial. Como enfatizou o diretor do Serviço de Inteligência Exterior (SVR) da Rússia, Sergei Naryshkin, “não haverá retorno à ordem antiga”, que deverá ser substituída por “uma nova ordem mundial que seja justa e sustentável (Sputnik Brasil, 07/04/2022)”.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

POLÍTICA: Repercutimos a edição de 13/09 do Ex-Blog do Cesar Maia - E SE GEORGE W. BUSH TIVESSE DECIDIDO NÃO INVADIR O IRAQUE? (Ishaan Tharoor - The Washington Post/O Estado de S. Paulo, 10)

POLÍTICA: 

Repercutimos a edição de 13/09 do Ex-Blog do Cesar Maia - 

E SE GEORGE W. BUSH TIVESSE DECIDIDO NÃO INVADIR O IRAQUE? 

(Ishaan Tharoor - The Washington Post/O Estado de S. Paulo, 10)


E SE GEORGE W. BUSH TIVESSE DECIDIDO NÃO INVADIR O IRAQUE?!

(Ishaan Tharoor - The Washington Post/O Estado de S. Paulo, 10) Boa parte dos americanos, varridos pela pressa de George W. Bush, não questionou a conexão entre o 11 de Setembro e a decisão de invadir “preventivamente” o Iraque, dois anos depois, para derrubar Saddam Hussein. Uma pesquisa do Washington Post, de 2003, descobriu que 7 em cada 10 americanos acreditavam que era pelo menos “provável” que Hussein estivesse diretamente envolvido nos ataques.

É claro que tudo isso se provou absurdo, como grande parte do argumento de Bush sobre as fantasiosas armas de destruição em massa do regime iraquiano. Animado por um zelo neoconservador para derrubar regimes inimigos – e desimpedido pelo grosso da imprensa – Bush mergulhou os EUA em uma guerra e ocupação que redesenhariam o mapa do Oriente Médio, desviariam a atenção da intervenção no Afeganistão e provocariam novos ciclos de violência.

“Os primeiros dois anos após o 11 de Setembro marcaram uma era em que os EUA cometeram grandes erros estratégicos”, disse Vali Nasr, professor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade Johns Hopkins, ao Today’s World View. “Sua visão foi obscurecida pela raiva e pela vingança.”

Mas e se os EUA tivessem optado por não invadir o Iraque? A decisão de derrubar Saddam, ainda mais do que a invasão do Afeganistão, provocou uma guerra que isolou uma série de outras opções e desencadeou eventos que alteraram a região. É impossível reverter o que Bush fez, mas podemos especular sobre alguns elementos dessa proposição contrafactual.

Entre eles, há o número de mortos no Iraque. O Watson Institute, da Brown University, calcula que entre 184.382 e 207.156 civis iraquianos foram mortos entre março de 2003 e outubro de 2019. Mas o número verdadeiro pode ser maior.

“Mesmo considerando o longo histórico de brutalidade de Saddam, é difícil imaginar um futuro de maior sofrimento para o povo iraquiano se os EUA não o tivessem retirado do poder”, disse Sinan Antoon, poeta e escritor iraquiano radicado em Nova York. “Se o regime tivesse permanecido, dezenas de milhares de iraquianos ainda estariam vivos e não nasceriam, todos os dias, crianças com defeitos congênitos em Fallujah”, disse Antoon ao Today’s World View, aludindo ao impacto dos cartuchos de urânio empobrecido que as forças americanas usavam no Iraque.

De acordo com ele, se os EUA não tivessem invadido o Iraque, também não teríamos a ascensão do Estado Islâmico – uma convicção compartilhada pelo ex-presidente Barack Obama e uma miríade de especialistas.

Outros caminhos também eram possíveis. Em 2002, Shibley Telhami, professor da Universidade de Maryland, fazia parte de um grupo de estudiosos que se opunham à guerra no Iraque. “Bush tinha a chance de construir coalizões globais, fortalecer as normas e instituições internacionais, focar na ameaça da Al-Qaeda, reformular as relações na região do Golfo e usar o apoio para encerrar o conflito palestino-israelense”, disse Telhami, também ao Today’s World View.

“Mas, em vez disso, ele optou pelo unilateralismo e acabou com o equilíbrio de poder entre Irã e Iraque. O ganho do Irã ao ver seu inimigo cair em Bagdá, redefiniu os cálculos geopolíticos dos países árabes do Golfo, que ficaram tão inseguros que embarcaram em suas próprias políticas desestabilizadoras, incluindo a guerra do Iêmen.”

domingo, 13 de dezembro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

China denuncia presença de navio dos EUA perto de ilhas disputadas

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A China condenou nesta terça-feira (27) com veemência a presença de um navio de guerra dos Estados Unidos dentro das águas territoriais das ilhas artificiais que Pequim está construindo no arquipélago das Spratly, no Mar da China Meridional, e denunciou uma "ameaça" a sua soberania.
O "USS Lassen" navegou na manhã desta terça nas águas de pelo menos uma das pequenas ilhas construídas no arquipélago das Spratly, cuja soberania é reivindicada pela China e outros países, informou uma fonte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Leia matéria

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Guerra contra o EI. Turquia entra na coligação liderada pelos EUA.

Os dirigentes turcos assistiram ontem a uma parada militar para marcar o 93.º Dia da Vitória, que assinala a vitória turca sobre as forças gregas na batalha final da Guerra da Independência em 1922.
Os dirigentes turcos assistiram ontem a uma parada militar para marcar o 93.º Dia da Vitória, que assinala a vitória turca sobre as forças gregas na batalha final da Guerra da Independência em 1922.Fotografia © REUTERS/Umit Bektas

Pentágono aplaude adesão turca aos bombardeamentos. Jornalista Patrick Cockburn diz que EUA fizeram mal os cálculos ao trair os curdos em troca de acordo militar.

Os Estados Unidos e os seus aliados atacaram desde sábado 22 alvos do Estado Islâmico na Síria e Iraque, indicou um comunicado ontem divulgado pela coligação internacional que luta contra o grupo terrorista que há um ano proclamou o seu próprio califado. E inclui desde sábado também a Turquia, país que até agora tinha resistido a integrar esta força por receio de ataques no seu território. A 24 de julho a aviação turca já tinha bombardeado alvos do Estado Islâmico, mas não como parte integrante da coligação internacional. O Pentágono aplaudiu o envolvimento de Ancara nesta luta, considerando que os esforços da coligação "levarão à derrota final" dos jihadistas sunitas que operam entre território sírio e iraquiano.
Com a aproximação dos jihadistas das suas fronteiras, a Turquia começou a defender a criação de uma espécie de zona-tampão entre território sírio e turco. E será com essa intenção que está agora a fazer bombardeamentos na Síria. Ao mesmo tempo permitiu aos norte-americanos o uso da sua base aérea em Incirlik. E começou a bombardear também as posições dos rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com os quais estava em curso a negociação de um processo de paz. O presidente Recep Tayyip Erdogan, do partido islâmico AKP, defende esta abordagem dupla e garante que ela continuará até que "não reste qualquer terrorista".

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Negociações nucleares com Irã se aproximam do fim, mas ainda há impasses

O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif (direita), e o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, durante reunião com secretário de Estado norte-americano em Viena, na Áustria. 03/07/2015 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters
VIENA (Reuters) - O diálogo nuclear que se arrasta há um ano e meio entre o Irã e grandes potências está se aproximando do fim nesta sexta-feira, quando os negociadores ainda discutiam impasses como as dúvidas a respeito das pesquisas atômicas passadas da República Islâmica.
O Irã está conversando com os Estados Unidos e outros cinco países --China, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha-- sobre um acordo para frear seu programa nuclear em troca de um alívio nas sanções econômicas.
"Estamos chegando ao fim", disse um diplomata ocidental veterano, acrescentando não haver planos de prosseguir muito além da próxima terça-feira. "Ou conseguimos um acordo ou não conseguimos."
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse que um pacto está próximo.
"Estamos prontos para chegar a um acordo equilibrado e bom, além de abrir novos horizontes para abordarmos importantes desafios em comum", declarou ele em comunicado transmitido no YouTube, referindo-se ao crescimento da militância islâmica. "Jamais estivemos mais perto de um desfecho duradouro."
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou haver mais trabalho a ser feito, mas que as partes estão se esforçando. "Estamos fazendo progresso", disse Kerry.
Todos os lados concordam que um entendimento está ao alcance.

Autoridades norte-americanas, europeias e iranianas, incluindo a subsecretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, e os vice-ministros das Relações Exteriores iranianos, Abbas Araqchi e Majid Takhteravanchi, se reuniram até 3h da manhã desta sexta-feira, segundo um funcionário norte-americano de alto escalão.  
O vice-ministro das Relações Exteriores russo e principal negociador de seu país, Sergei Ryabkov, disse que o texto do pacto está mais de 90 por cento completo.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou confiança de que as partes irão obter um acordo mutuamente aceitável.
Os negociadores não conseguiram fechar um acordo definitivo até 30 de junho e concordaram em estender o prazo até 7 de julho. Os ministros das Relações Exteriores que ainda não estão em Viena devem voltar para um esforço final no domingo.
(Reportagem adicional de Parisa Hafezi, Arshad Mohammed e Shadia Nasralla) 

Por John Irish e Louis Charbonneau

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Netanyahu alerta para risco de Irã '1.000 vezes mais perigoso' que o EI

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, no dia 26 de maio de 2015
Foto de RONEN ZVULUN/POOL/AFP


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que o Irã poderia se tornar "mil vezes mais perigoso" do que o grupo Estado Islâmico (EI), se as grandes potências permitirem o acesso de Teerã à bomba atômica.
"Não importa o quão terrível seja o EI, o Irã, o primeiro Estado terrorista do nosso tempo, será, uma vez adquirido armas atômicas, mil vezes mais perigoso e destrutivo", disse Netanyahu, no dia da reabertura das negociações sobre o programa nuclear de Teerã.
"As negociações do grupo 5+1 foram retomadas, e temo por uma precipitação que leve ao que eu considero um acordo muito ruim", insistiu Netanyahu.
Em sua opinião, o acordo que está sendo negociado "abre o caminho da bomba atômica ao Irã, além de encher os cofres iranianos com dezenas de bilhões de dólares que serão utilizados para continuar com sua política de agressão no Oriente Médio".
O Irã receberá um grande balão de oxigênio econômico em caso de levantamento das sanções econômicas internacionais.
"Temos de combater o EI. Temos também de parar o Irã", disse ele durante uma reunião com o senador americano Bill Cassidy.
Netanyahu critica há meses o acordo que está sendo negociado pelo grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha) com o Irã.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Obama defende negociações com o Irã perante países do Golfo

Obama
Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman

O presidente Barack Obama buscava, nesta quinta-feira, convencer os líderes do Golfo Pérsico sobre os fundamentos de suas negociações com o Irã, embora a tentativa possa ser insuficiente para dissipar as desconfianças destas monarquias diante da estratégia americana.

O chefe de Estado americano mantém uma reunião em sua residência de campo em Camp David com representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar, em uma tentativa de responder às inquietações surgidas.
A agenda de discussões se concentra nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que a Casa Branca considera prioritário, mas também o apoio do Irã aos rebeldes xiitas no Iêmen e ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
"Trata-se de uma negociação sobre a questão nuclear, não de uma reaproximação mais profunda entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou nesta quinta-feira Ben Rhodes, conselheiro próximo a Obama, ao final de uma primeira sessão de reuniões.
Rhodes admitiu que a perspectiva de suspensão das sanções ao Irã (no âmbito das negociações que poderiam ser concluídas no fim de junho) inquieta os países da região.
Temores regionais
As monarquias da região do Golfo temem que a suspensão das sanções e a recuperação da economia iraniana reforcem a tendência de Teerã a intervir em toda a região.
Para Rhodres, "as sanções nunca impediram que o Irã realize ações desestabilizadoras" e, por isso, considerou que são maiores as possibilidades d eque o país evolua para uma aproximação "construtiva" com a assinatura de um acordo.
No Iêmen, onde o Irã apoia os rebeldes huthis, a coalizão comandada pela Arábia Saudita mantém uma frágil trégua depois de várias semanas de ataques aéreos. O governo iemenita chamou nesta quinta seu encarregado de negócios na embaixada em Teerã em protesto contra a ingerência iraniana.
Esta é a segunda vez em que o presidente americano usa a residência de Camp David - 100 km ao norte de Washington - para receber líderes estrangeiros, após uma cúpula do G8 em maio de 2012.
O lugar está carregado de história: foi ali que em 1978 israelenses e egípcios mantiveram reuniões secretas para negociações que foram concluídas com a assinatura de Menachem Begin e Anwar al-Sadat de um acordo de paz, conhecido desde então como "Acordos de Camp David".
Dos líderes dos seis países convidados por Obama, apenas dois serão representados por seus principais governantes, Catar e Kuwait.
Na ausência do rei Salman, da Arábia Saudita, que rejeitou no último minuto o convite da Casa Branca, Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman.
Relação estratégica
Mohamed ben Nayef, saudita considerado em Washington o arquiteto da luta implacável contra a rede Al-Qaeda em seu país, também saudou a relação histórica e estratégica entre Estados Unidos e Arábia Saudita.
Mas as divergências são evidentes. Obama se propõe a defender o acordo preliminar concluído junto com várias potências nucleares e com o Irã para impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica.
"Podemos imaginar de que forma o Irã poderá ser ainda mais provocador caso disponha de uma arma atômica", expressou Obama em uma entrevista ao jornal saudita Asharq al-Awsat, na qual também considerou indispensável suprimir "uma das principais ameaças à segurança da região".
Se o acordo com o Irã, que deve ser finalizado no fim de junho, é alvo de inquietações, as tensões se concentram no crescimento da presença da República Islâmica na região.
Para Bruce Riedel, do instituto Brookings, "não se trata de uma divergência sobre o número de centrífugas nucleares. Trata-se de saber se o Irã deve ser aceito como um interlocutor legítimo no seio da comunidade internacional".
Já Hussein Ibish, do Arab Gulf States Institute, afirmou que "os países do Golfo acreditam, acima de tudo, que a política americana começa a se inclinar ao Irã e se afasta de aliados tradicionais dos Estados Unidos na região".
Diversas vozes na região do Golfo pedem um acordo de defesa mútua nos moldes da Otan, mas este projeto não consta na agenda de Washington.
As monarquias esperam um compromisso americano mais profundo na Síria para debilitar o governo de Damasco.
Os Estados Unidos começaram a treinar um pequeno grupo de rebeldes sírios moderados na Jordânia para combater os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico, mas a Casa Branca se mostra reticente a se envolver mais que isto no conflito.
O encontro em Camp David pode ter como resultado anúncios de alcance limitado, como a intensificação de exercícios militares comuns ou uma coordenação melhor dos sistemas de defesa antimísseis nos países da região.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Iraque diz que segundo no comando do Estado Islâmico foi morto

BAGDÁ (Reuters) - O Ministério da Defesa do Iraque disse nesta quarta-feira que o segundo homem no comando do Estado Islâmico foi morto durante um ataque aéreo da aliança a uma mesquita onde ele estava reunido com outros militantes, no norte do país.
"Com base em informações precisas de inteligência, um ataque aéreo das forças da aliança atingiram o segundo no comando do Estado Islâmico, Abu Alaa al-Afari", disse o ministério em nota divulgada em seu site.
Abu Alaa al-Afari, cujo nome real é Abdul Rahman Mustafa Mohammed, é de etnia turcomena, da cidade de Tel Afar, no noroeste iraquiano. Ele é considerado o segundo na hierarquia de comando do Estado Islâmico, após o autoproclamado califa Abu Bakr al-Baghdadi. O Pentágono informou que estava ciente dos relatos, mas não poderia confirmá-los.
Segundo alguns relatos, Baghdadi teria ficado incapacitado devido a um ataque aéreo na mesma parte do Iraque recentemente, e Afari era apontado como possível sucessor na liderança da organização. O Pentágono, em Washington, negou essas informações, dizendo que Baghdadi continua capaz de direcionar operações e não foi ferido em nenhum ataque.
Uma aliança de mais de 60 países, liderada pelos Estados Unidos, iniciou uma campanha no ano passado para "degradar e destruir" o Estado Islâmico, grupo militante islâmico que tomou grandes áreas no Iraque e Síria.
Não foi possível confirmar de forma independente o relato do Ministério da Defesa, e no passado o governo iraquiano já anunciou equivocadamente a morte de outros militantes do Estado Islâmico.

terça-feira, 12 de maio de 2015

John Kerry vai explorar a flexibilidade de Putin sobre Ucrânia e Síria. Relações EUA e Rússia são as piores desde a Guerra Fria

Putin e John Kerry. (Foto: Dailymail)
Por Arshad Mohammed e Denis Dyomkin
SOCHI, Rússia (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, espera explorar a vontade russa de conter seu envolvimento na Ucrânia e seu apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, em conversas nesta terça-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Com as relações entre Rússia e Estados Unidos em seu pior nível desde a Guerra Fria, a viagem de Kerry para discutir questões que incluem as conversas sobre o programa nuclear do Irã, o Iêmen e a Líbia parece ser apenas para manter contato. Kerry também deve encontrar o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Sochi.
"É importante para nós manter as linhas de comunicação abertas. É importante tentar conversar com quem decide", disse uma autoridade sênior do Departamento de Estado norte-americano.
"Temos muitos negócios que podemos fazer juntos, caso haja interesse", disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato.
O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, saudou o encontro como um passo positivo. "Pelo diálogo é possível encontrar maneiras para a normalização, coordenação mais próxima para lidar com problemas internacionais", disse Peskov a repórteres.
As relações entre Washington e Moscou pioraram desde que a Rússia anexou a península da Crimeia em março do ano passado e apoio rebeldes pró-Rússia na Ucrânia. Moscou acusa Washington de orquestrar a queda do presidente da Ucrânia no ano passado, que era apoiado pela Rússia.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Snowden diz que recebeu treinamento da CIA para ser espião.

Edwad Snowden. Foto internet.




O ex-analista de informática Edward Snowden, que em 2013 revelou programas secretos de espionagem em massa, disse, na primeira entrevista a uma televisão dos EUA, que recebeu treino de espião e trabalhou para a Central de Inteligência norte-americana (CIA) no estrangeiro.
“Fui treinado como espião no sentido tradicional da palavra. Vivi e trabalhei no estrangeiro, encoberto, fingindo que trabalhava em algo que não trabalhava. Inclusive, foi-me atribuído um nome que não era o meu”, disse Snowden à NBC, segundo trechos da entrevista que será divulgada hoje (28).
Autor da maior divulgação de documentos secretos dos últimos anos, Snowden falou de sua experiência profissional para rebater as tentativas da administração norte-americana de desvalorizar os seus conhecimentos. “Trabalhei secretamente para a CIA no estrangeiro, trabalhei secretamente para NSA [Agência de Segurança Nacional] no estrangeiro. Trabalhei para as informações militares, como professor na Academia de Contraespionagem, onde desenvolvi as fontes e os métodos para pôr em segurança as nossas informações e os nossos cidadãos nos pontos mais hostis do planeta”, disse o analista, entrevistado em Moscou, onde está exilado desde agosto.
“Sou um especialista, um perito. Trabalhei em todos os níveis, do mais baixo ao mais alto. Por isso, quando dizem – o governo – que sou um administrador de sistemas de nível inferior, não sabem do que falam, respondo que isso é um pouco enganador”, acrescentou.
Edward Snowden foi acusado nos EUA de espionagem e roubo de documentos oficiais.
Suas revelações sobre programas de escuta em massa de cidadãos norte-americanos, países aliados e organizações nacionais e estrangeiras reabriram o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade e suscitaram tensões político-diplomáticas com vários países. Créditos JB



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Príncipe Charles, primeiro na sucessão do trono do Reino Unido compara Putin a Hitler. Declarações azedam de vez as más relações entre Rússia e a Coroa Britânica.

Foto Diário Digital
Príncipe Charles, o primeiro na sucessão do trono do Reino Unido, fez uma declaração que causou extremo mal estar entre a Rússia e o Reino Unido. O monarca comparou o presidente russo, Putin, a Hitler. Tal afirmação azedou de vez as já péssimas relações entre a Rússia e a Coroa Britância. Leia matéria

quinta-feira, 22 de maio de 2014

LÍBIA MERGULHADA NO CAOS AO SABOR DAS MILÍCIAS!

Muamar Kadafi
              
(BBC, 20/04) 

1. Líbia está mergulhada na instabilidade desde o derrocamento do coronel Muamar Gadafi (foto) em outubro de 2011. Desde então, milícias irregulares ostentam o poder de fato em extensos territórios enquanto cinco governos foram se sucedendo numa luta por assumir o controle do país.
                
2. Quem controla a Líbia? Ninguém e esse é o problema. Há numerosos grupos armados, uns 1.700, com objetivos muito diferentes, mas com um denominador comum: dinheiro e poder. Trata-se de grupos ideologicamente divididos: alguns são islamitas, outros secessionistas e há também os liberais. E mais: as milícias também se diferenciam por linhas étnicas e regionais, o que faz torna a situação uma explosiva mistura.
                
3. Não eram aliados? Efetivamente, hoje aparecem divididos e antes estavam unidos pelo ódio ao coronel Gadafi, mas nada mais que isso. As milícias tinham suas bases em diferentes cidades e lutam suas próprias batalhas.  Depois de 4 décadas de governo autoritário sabem pouco de democracia. Por isso não souberam forjar alianças e construir um novo regime baseado no estado de direito. Os milicianos tomaram instalações petrolíferas operadas por empresas ocidentais, o que levou a uma enorme queda da produção, ainda que sem impacto notável nos mercados globais.

4. Quais são as principais milícias? Ansar al Sharia é considerado o mais perigoso dos grupos islamitas armados na Líbia. Analistas apontam que teria forjado alianças com outros grupos islamitas. O coronel Kalifa Haftar também possui uma poderosa milícia. Haftar esteve por trás do  ataque aéreo de 16 de maio contra uma base aérea militar em Bengasi e no assalto dois dias depois ao parlamento em Trípoli.
                
5. Quem é o coronel Haftar? O coronel Haftar esteve  junto a Gadafi quando tomou o poder em 1969 e jogou um papel fundamental na incursão militar da Líbia no Chade nos 80. Em 1987, foi preso e anos depois após ser libertado fugiu para os EUA. Reapareceu na Líbia durante a rebelião contra Gadafi e formou uma milícia a partir de desertores das forças leais a Gadafi. Para muitos líbios, segue sendo uma figura escura que provoca muita instabilidade.
                
6. A situação da Líbia é muito mais anárquica porque o exército se desintegrou após a queda de Gadafi, a diferença do Egito. Líbia nunca teve grupos políticos bem organizados que defendam os interesses de suas bases. Dessa forma o governo está à mercê das milícias. De fato, paga a muitos milicianos com a esperança de comprar a sua lealdade e ajudar a construir um exército nacional, mas há muito pouca evidência de que isso esteja ocorrendo.