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sábado, 16 de agosto de 2025

LFS Internacional - Razões por trás da amnésia seletiva do Japão sobre o Massacre de Nanquim

 LFS Internacional - 

Razões por trás da amnésia seletiva do Japão sobre o Massacre de Nanquim. 


Este ano marca o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista, além do 88º aniversário do Massacre de Nanquim, um dos episódios mais bárbaros da Segunda Guerra Mundial. 

Em alguns livros didáticos publicados por editoras de direita, não há menção às atrocidades ultrajantes cometidas pelo exército japonês invasor na China, como assassinatos em massa, roubos e estupros. 

Créditos Xinhua, leia mais: https://redelfsdecomunicacao.wordpress.com/2025/08/16/lfs-internacional-razoes-por-tras-da-amnesia-seletiva-do-japao-sobre-o-massacre-de-nanquim-creditos-xinhua/ 


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sábado, 17 de agosto de 2024

LFS Internacional - Aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial gera preocupação (na China) - créditos Xinhua

 

Aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial gera preocupação

2024-08-17 11:00:40丨portuguese.xinhuanet.com

Foto de arquivo tirada no dia 9 de setembro de 1945 mostra He Yingqin (esquerda), representante do governo chinês, recebendo a rendição do Japão em Nanquim, leste da China. Em 15 de agosto de 1945, o imperador japonês Hirohito fez um discurso de rádio gravado à nação, anunciando a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, um dia após o Japão declarar a aceitação das disposições da Proclamação de Potsdam emitida em conjunto pela China, pelo Estados Unidos e pelo Reino Unido no dia 26 de julho de 1945, com a União Soviética se juntando mais tarde. (Xinhua)

A ascensão das forças de direita no país levou a uma tendência preocupante: esforços persistentes para restabelecer o Japão como uma potência militar, juntamente com tentativas de encobrir seu passado agressivo e minar sua Constituição pacifista do pós-guerra.

Tóquio, 15 ago (Xinhua) -- Enquanto o mundo observa o 79º aniversário da rendição incondicional do Japão na Segunda Guerra Mundial, os recentes movimentos preocupantes da nação asiática levantaram preocupações na comunidade internacional.

O Japão, uma nação que deveria se lembrar de sua história e valorizar a paz na era pós-guerra, tomou um rumo inesperado. A ascensão das forças de direita no país levou a uma tendência preocupante: esforços persistentes para restabelecer o Japão como uma potência militar, juntamente com tentativas de encobrir seu passado agressivo e minar sua Constituição pacifista do pós-guerra.

Foto tirada no dia 7 de julho de 2023 mostra fotos com detalhes da invasão japonesa à China. Um novo lote de evidências com mais detalhes da invasão japonesa da China foi coletado do Japão, anunciou o Salão de Exibição de Evidências de Crimes Cometidos pela Unidade 731 do Exército Imperial Japonês em Harbin. (Salão de Exibição de Evidências de Crimes Cometidos pela Unidade 731 do Exército Imperial Japonês/Divulgação via Xinhua)

 

PERSPECTIVAS HISTÓRICAS DISTORCIDAS

Anualmente, em 15 de agosto e outras datas significativas, um grupo de políticos japoneses de direita visitava abertamente o controverso Santuário Yasukuni, um símbolo do militarismo japonês e sua agressão em tempos de guerra e lar de 14 criminosos de guerra japoneses de Classe A da Segunda Guerra Mundial.

Essas visitas, fortemente condenadas por defensores da paz no Japão e na comunidade internacional, têm repetidamente prejudicado as relações do Japão com seus países vizinhos.

Este ano, as preocupações aumentaram após relatos de visitas em larga escala ao santuário por membros das Forças de Autodefesa do Japão (SDF, na sigla em inglês). Notavelmente, Hiroki Kobayashi, vice-chefe de gabinete das SDF Terrestres, liderou dezenas de membros das SDF em uma visita coletiva ao santuário em janeiro.

Depois, foi revelado que o contra-almirante Yasushige Konno, o comandante do Esquadrão de Treinamento Marítimo das SDF (MSDF) na época, liderou 165 formandos da Escola de Candidatos a Oficiais do MSDF em uma visita ao santuário em maio passado. Fotos dessa visita foram posteriormente mostradas em um artigo publicado no boletim informativo do Santuário Yasukuni.

Essas visitas de oficiais violavam o princípio constitucional do Japão de separação entre religião e estado e uma diretiva do vice-ministro administrativo emitida em 1974 proibindo visitas em grupo de membros das SDF a uma instalação religiosa.

No entanto, em resposta às crescentes críticas, as SDF Terrestres declararam que a visita foi um ato pessoal conduzido durante um intervalo e emitiu apenas uma punição menor pelo uso de um veículo oficial.

Da mesma forma, o ex-chefe de gabinete do MSDF, almirante Ryo Sakai, descartou o incidente como uma "visita pessoal" e indicou que não haveria investigação.

Analistas alertaram que o envolvimento das SDF em visitas ao Santuário Yasukuni e a aparente leniência da liderança sugerem que a visão distorcida da história simbolizada por essas visitas se infiltrou nas forças armadas do Japão.

Em um caso ainda mais perturbador, o MSDF confirmou que um grupo de seu pessoal visitou o museu Yushukan, memorial de guerra, dentro do complexo do santuário como parte de seu programa de treinamento em maio, informou o jornal japonês Asahi Shimbun na quarta-feira.

Além disso, o almirante aposentado do MSDF, Umio Otsuka, foi anunciado como o 14º sacerdote chefe do Santuário Yasukuni em abril, marcando a primeira vez que um ex-oficial das SDF assumiu essa função. Durante a Segunda Guerra Mundial, a posição foi ocupada pelo general aposentado do Exército Takao Suzuki, uma "coincidência" que muitos consideram preocupante.

Membros da equipe com cesta de flores em homenagem às vítimas do Massacre de Nanquim no Memorial Hall das Vítimas do Massacre de Nanquim pelos Invasores Japoneses, em Nanquim, província de Jiangsu, leste da China, no dia 3 de abril de 2024. (Xinhua/Li Bo)

 

ATROCIDADES HISTÓRICAS DE BRANQUEAMENTO

Além disso, em abril, o Ministério da Educação do Japão aprovou um livro didático de história para o ensino fundamental da Reiwa Publishing que promove a perspectiva histórica imperial, que nega o recrutamento forçado de "mulheres de conforto" pelos militares japoneses.

Essa foi a primeira vez que um livro didático desse tipo passou pela revisão do governo, levantando a possibilidade de que o livro controverso ser introduzido nas escolas já no ano que vem.

Em 1993, o então secretário chefe de Gabinete, Yohei Kono, emitiu a Declaração de Kono, reconhecendo o envolvimento direto dos militares japoneses na criação de "estações de conforto" e no recrutamento forçado de mulheres na Coreia, na China e em outros lugares, oferecendo um pedido de desculpas e reflexão sobre essas ações.

No entanto, o livro didático recém-aprovado contradizia a posição, afirmando que as mulheres de conforto eram "trabalhadoras pagas" e que "os militares japoneses não levaram mulheres coreanas à força".

O governo japonês há muito tolera o revisionismo histórico, tentando remodelar a compreensão histórica pública por meio de livros didáticos que encobrem o domínio colonial e as guerras agressivas do Japão, disse Toshio Suzuki, representante do grupo de cidadãos Rede Nacional para Crianças e Livros Didáticos 21.

Isso engana as crianças sobre o passado do Japão, fomentando sentimentos xenófobos contra a China e a Coreia do Sul, disse ele.

Tamaki Matsuoka é uma ativista japonesa que passou décadas entrevistando sobreviventes e vitimizadores do Massacre de Nanquim de 1937 para revelar a verdade histórica sobre os crimes de guerra do país ao povo japonês.

Ela disse à Xinhua que a parte relacionada à Segunda Guerra Mundial dos livros didáticos de história do ensino fundamental japonês dedica mais de uma dúzia de páginas aos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki e ao ataque aéreo a Tóquio.

Quase não há descrição dos crimes de agressão do Japão, muito menos do Massacre de Nanquim.

Sob o pretexto de criar um "país bonito" proposto pelo ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, o Japão tentou repetidamente encobrir as manchas de sua história de agressão. Até hoje, os adolescentes japoneses sabem pouco sobre responsabilidade de guerra, e as memórias dos crimes de guerra estão desaparecendo rapidamente.

 

DESVIO DA CONSTITUIÇÃO PACIFISTA

Nos últimos anos, o Japão usou a Península Coreana e o Estreito de Taiwan, além da crise da Ucrânia, como uma desculpa para aumentar as tensões e criar pânico na região.

Ao descrever a China como "um desafio estratégico maior e sem precedentes", o Japão aproveitou a oportunidade para ajustar significativamente sua política de segurança, reforçar constantemente seu orçamento de defesa e flexibilizar continuamente as restrições às exportações de armas, quebrando repetidamente as restrições de sua Constituição pacifista.

A "política exclusivamente orientada para a defesa" do Japão é cada vez mais desafiada pela quebra de vários tabus militares pelo governo. Apesar da oposição generalizada, o governo do primeiro-ministro Fumio Kishida aprovou em 2022 revisões em três documentos relacionados à segurança e defesa, incluindo a Estratégia de Segurança Nacional, para adquirir "capacidades de ataque à base inimiga".

O governo também planeja destinar cerca de 43 trilhões de ienes (384 bilhões de dólares americanos) para despesas de defesa do ano fiscal de 2023 a 2027, quase 1,6 vezes o valor do período de cinco anos anterior.

Em março deste ano, o Japão aprovou um plano para vender caças de última geração que está desenvolvendo com o Reino Unido e a Itália para outros países e revisou ainda mais os Três Princípios sobre Transferência de Equipamentos e Tecnologia de Defesa e suas diretrizes de implementação, abrindo portas para exportações diretas de armas letais para outros países em outra violação dos princípios pacifistas do pós-guerra do país.

Desde 2022, o Japão assinou acordos de acesso recíproco com a Austrália, o Reino Unido e as Filipinas, formando uma relação de "quase aliança". O Japão também fortaleceu seu conluio com a OTAN, tentando "convidar o lobo para dentro de casa". Durante a visita de Kishida aos Estados Unidos em abril deste ano, os dois lados elevaram seus laços de defesa a níveis sem precedentes.

Essas ações contenciosas do Japão violam sua política exclusivamente voltada para a defesa e o pacifismo incorporado em sua Constituição e representam ameaças à segurança do Leste Asiático.

Ukeru Magosaki, ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores japonês, disse que as disputas entre o Japão e seus vizinhos asiáticos poderiam ser resolvidas diplomaticamente; no entanto, o governo japonês atendeu cegamente às demandas dos Estados Unidos e seguiu um caminho perigoso de fortalecimento militar.

É hora de o Japão considerar genuinamente que tipo de política pode trazer segurança.

sábado, 9 de julho de 2022

Shinzo Abe: por que assassinato do ex-premiê pode mudar Japão para sempre - créditos BBC

 

Shinzo Abe: por que assassinato do ex-premiê pode mudar Japão para sempre

  • Rupert Wingfield-Hayes
  • Da BBC News em Nara (Japão)
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe em 27 de dezembro de 2016 em Honolulu, Havaí.

CRÉDITO,GETTY IMAGES

Legenda da foto,

Assassinato a tiros de Shinzo Abe levantou questões em um país onde pessoas não pensam em crimes violentos

Desde que as notícias do ataque a tiros contra o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foram divulgadas na sexta-feira (08/07), mensagens circulam entre amigos e conhecidos, todas com uma mesma pergunta: como isso pode ter acontecido no Japão?

Viver no Japão acostuma as pessoas a não pensar em crimes violentos.

Leia matéria completa, créditos BBC: https://capitaofernandodefesaeseguranca.blogspot.com/2022/07/shinzo-abe-por-que-assassinato-do-ex.html 



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domingo, 29 de maio de 2022

GEOPOLÍTICA: CHEFES DE GOVERNO DOS PAÍSES DO QUAD SE REÚNEM E LANÇAM NOVAPARCERIA ECONÔMICA PARA O INDO - PACÍFICO ---- Créditos Informativo Estratégico - EB

GEOPOLÍTICA: CHEFES DE GOVERNO DOS PAÍSES DO QUAD SE REÚNEM E LANÇAM NOVA PARCERIA ECONÔMICA PARA O INDO - PACÍFICO 




No dia 19 de maio, o presidente dos EUA realizou viagem à Ásia, passando pela Coreia  do  Sule  pelo  Japão.  Na  base  norte-americana  de  Osan,  na  Coreia  do Sul,  encontrou-se  com  o  presidente  sul  coreano  e  reiterou  a  aliança  entre  os dois  países.  

No  Japão,  Joe  Biden  se  reuniu  com  autoridades  dos  países  que integram  o  QUAD:  os  presidentes  do  Japão  e  da  Índia,  além  do  primeiro-ministro  da  Austrália,  sendo  o  segundo  encontro  presencial  desse  nível  na história. Na ocasião, as autoridades reforçaram o compromisso de manutenção de  um  "Indo-Pacífico  livre  e  aberto".  

Além  disso,  a  visita  serviu  para  o lançamento  do  "Quadro  Econômico  Indo-Pacífico"  (I n d o - P a c i f i c     e c o n o m i c  f r a m e w o r k   f o r   p r o s p e r i t y  - I P E F,  na  sigla  em  inglês),  novo  pacto  comercial  que pretende  aproximar  Washington  de  economias  asiáticas  em  questões  como cadeias  de  suprimentos,  comércio  digital  e  energia  limpa.  Austrália,  Índia,Japão,  Coreia  do  Sul  e  Nova  Zelândia  estão  entre  os  signatários,  assim  como Brunei,  Indonésia,  Malásia,  Filipinas,  Singapura,  Tailândia  e  Vietnã.  

Junto  com os Estados Unidos, essas nações representam 40% do PIB global.

Fonte:
 - Assessoria de imprensa do governo dos EUA - https://www.whitehouse.gov/ e CNN -https://www.cnnbrasil.com.br/business/doze-paises-aderem-ao-novo-pacto-comercial-indo-pacifico-com-eua-diz-biden/



- Informativo Estratégico do Exército: www.ebrevistas.eb.mil.br/CEEExIE/article/view/9601/8149

quinta-feira, 24 de março de 2022

INTERNACIONAL - China insta Japão a cessar provocações sobre questão de Taiwan

 

China insta Japão a cessar provocações sobre questão de Taiwan





Beijing, 24 mar (Xinhua) -- A China insta solenemente o Japão a parar todos os laços oficiais com a região de Taiwan e parar de fazer provocações sobre a questão de Taiwan, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira.

Wang Wenbin fez as observações em uma coletiva de imprensa diária quando solicitado a comentar sobre uma recente reunião virtual entre o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e a líder da região de Taiwan, Tsai Ing-wen.

Taiwan é parte inalienável do território chinês, disse Wang, observando que a China se opõe firmemente a qualquer forma de intercâmbio oficial entre Taiwan e países que têm relações diplomáticas com a China, e a adesão da região a qualquer acordo ou organização de natureza oficial. "Esta posição é consistente e clara", disse.

"Algumas forças políticas no Japão conspiram abertamente com as forças da 'independência de Taiwan' e apontam os dedos para a questão de Taiwan. O lado chinês expressou firme oposição e forte insatisfação, e apresentou representações solenes com o lado japonês", disse ele.

A questão de Taiwan e a questão da Ucrânia são de natureza diferente e não são nada comparáveis, disse Wang, observando que Taiwan é um assunto interno da China e não tem nada a ver com o Japão.

O Japão colonizou Taiwan por meio século e cometeu inúmeros crimes, disse Wang. A China exorta solenemente o lado japonês e certos políticos a refletir profundamente sobre a história, respeitar seriamente os compromissos assumidos até agora e os princípios estipulados nos quatro documentos políticos entre a China e o Japão, agir com prudência sobre a questão de Taiwan e cessar as provocações.

Wang disse que desde o início da crise na Ucrânia, a autoridade do Partido Progressista Democrata (PPD) de Taiwan aproveitou a oportunidade para manipular o tema, enganar o público e fortalecer as forças da "independência de Taiwan" -- e tudo isso será em vão.

"Não importa quais truques a autoridade do PPD tente jogar, não pode mudar o fato de que Taiwan é parte da China, nem parar a tendência dominante do retorno de Taiwan à pátria, e não pode impedir o colapso final das forças de 'independência de Taiwan'", disse o porta-voz. 


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Pyongyang acusa ações de França e Canadá como 'esforços dos EUA' para controlar China e Rússia

 Pessoas tiram fotos em frente à bandeira da Coreia do Norte e dos EUA, em Hanói, Vietnã, 24 de fevereiro de 2019

ÁSIA E OCEANIA
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O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte acusou, nesta segunda-feira (25), o Canadá e a França de enviarem aviões de patrulha para perto da península Coreana, a fim de monitorar as atividades de Pyongyang.

Conforme o órgão, tal ato viola as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo classificado de "provocação militar" que poderia colocar em risco a segurança na região.

Um pesquisador do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano comentou sobre as operações de vigilância, chamando-as um ato "imprudente" que vai "destruir o equilíbrio da segurança na região e resultar no agravamento da situação política", citado pela agência Yonhap.

Acusando Washington de "incitar" as atividades militares dos países na região, o ministério afirma que os atos mencionados fazem parte dos esforços dos EUA para manter a China e a Rússia sob controle.

Na semana passada, o Ministério da Defesa do Canadá anunciou o posicionamento de uma aeronave CP-140 na base aérea de Kadena, em Okinawa, no Japão, "para apoiar os esforços multinacionais em andamento para combater as tentativas da Coreia do Norte de escapar às sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas", citado na matéria.

De igual modo, no início de outubro, o Ministério das Relações Exteriores do Japão informou que a França se envolveria no monitoramento de atividades marítimas ilícitas, incluindo "transferências entre navios com embarcações de bandeira norte-coreana", proibidas pelas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Porém, a autoridade norte-coreana advertiu que "os EUA e os países ocidentais devem estar cientes de que suas provocações militares não só prejudicarão a situação regional, como também sua própria segurança nacional", citada pela Yonhap.

Créditos Sputnik

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

INTERNACIONAL - Japão confirma Yoshihide Suga como novo primeiro-ministro

Foto: @Reuters/Nicolas Datiche



INTERNACIONAL - ÁSIA E OCEANIA 

Japão confirma Yoshihide Suga como novo primeiro-ministro do país

A votação foi transmitida ao vivo pelo site do parlamento japonês. Ao todo 314 legisladores votaram em Suga, de um total de 462 cédulas válidas. 

Créditos Sputnik, leia matéria: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020091616080059-japao-confirma-yoshihide-suga-como-novo-primeiro-ministro-pais/ 


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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Filhos de brasileiros no Japão começam a superar barreiras no mercado de trabalho qualificado

Filhos de brasileiros no Japão começam a superar barreiras no mercado de trabalho qualificado


Imagem ilustrativa sobre imigração no JapãoDireito de imagemMIRSAD SARAJLIC / GETTY IMAGES
Image captionOs primeiros decasséguis chegaram ao Japão na década de 1990 - a palavra em japonês significa 'trabalho fora de casa'

Renan Eiji Teruya, 27, é o primeiro brasileiro a ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Japão. Fez a prova em 2016, quando havia 6.899 candidatos, e foi um dos 1.583 que passaram. E na primeira tentativa. "Nunca estudei tanto na minha vida", relembra. Ele já passou por um treinamento específico a fim de se especializar na área e está pronto para atuar na profissão.
Há um aumento de imigrantes brasileiros no Japão que está começando a alcançar postos inacessíveis a seus pais quase três décadas após o início da migração ao país asiático. Hoje, cavam espaço como professores, artistas e executivos de empresas.
Oficialmente, o Japão não admite imigrantes. Mas em 1990 o país mudou a lei para poder receber mão de obra formada por descendentes de japoneses até a terceira geração, e ofereceu-lhes visto de residência permanente. Conhecidos como decasséguis, eles sempre tiveram sua imagem associada ao macacão das fábricas. E embora sejam considerados imigrantes, continuam estrangeiros e não têm obrigação de matricular as crianças na escola.

Quando os filhos conseguem atuar em profissões também visadas pelos japoneses, acabam despertando o interesse da imprensa local, porque é como estivessem seguindo um caminho não natural ao seu destino. Ou seja, longe das fábricas e do trabalho braçal.
Com o diploma universitário obtido em uma das quase 780 universidades do Japão, essa geração de jovens filhos de "imigrantes" também chamam a atenção dos japoneses pelo ineditismo de suas conquistas.

Renan Eiji TeruyaDireito de imagemACERVO PESSOAL
Image captionRenan Eiji é o primeiro brasileiro a obter uma licença para advogar no Japão
É, por exemplo, o caso de Renan, que migrou ao Japão com oito anos acompanhando a mãe Regina. "Como ela trabalhava muito na fábrica, depois da aula eu ficava sozinho em casa assistindo a seriados policiais pela TV. Acho que isso despertou em mim o interesse por Direito", diz.
Para ascender profissionalmente, ele conta que precisou se esforçar em dobro em relação aos japoneses. Conseguiu vaga na universidade pública de Aichi, onde se formou em 2014, e depois a aprovação para a Ordem dos Advogados.
A intenção no início era ser promotor ou juiz. Desistiu, porque não queria trocar de nacionalidade, e resolveu se tornar advogado, profissão que passou a ser permitida aos estrangeiros desde uma mudança feita em 1977 pela Suprema Corte japonesa. Renan quer atuar na área de Direito do Trabalho para ajudar os estrangeiros, principalmente os brasileiros no Japão.

Vida acadêmica

Dados do Ministério da Justiça do Japão estimam em 2,5 milhões o número de estrangeiros residentes no país, sendo que 196.781 são do Brasil. Desse total, mais de 20% são jovens com até 18 anos. Mesmo tão novos, muitos se encontram trabalhando em fábricas, como seus pais. Outra parcela também decidiu seguir a vida acadêmica e tomar outros rumos profissionais.
A via-crúcis percorrida por Renan até a faculdade é muito parecida com a de outros conterrâneos que entraram em escolas japonesas sem saber quase nada do idioma. No Japão, a criança é matriculada sempre na série correspondente à idade. Quanto mais velho for o aluno recém-chegado, maiores serão as dificuldades que enfrentará. O jovem advogado diz que a barreira linguística impede o estrangeiro de exercer seus direitos, por isso a importância de estudar o idioma local, por mais difícil que ela seja.

Rodrigo Igi diante de seus alunos no JapãoDireito de imagemACERVO PESSOAL
Image captionRodrigo Igi foi um dos primeiros brasileiros a se tornar professor no Japão

Porém, apesar do longo tempo de permanência no Japão, muitos brasileiros avançaram pouco no aprendizado da língua, mantendo-se fechados na roda de amigos com quem só se comunicam em português.
Levantamento feito pelo Ministério da Educação do Japão em 2017 identificou 34.334 alunos estrangeiros e 9.612 japoneses (de famílias internacionais ou crescidas no exterior) que precisavam de assistência especial na escola, devido à dificuldade de se comunicar e entender o idioma japonês. Entre os estrangeiros, 25,6% eram crianças falantes nativas do português.

'Futuro diferente'

Na época dos irmãos Igi, não existia esse auxílio que a maioria dos alunos recebe atualmente para poder acompanhar as aulas. Assim que chegaram do Brasil em 1996, Rodrigo foi matriculado na quarta série e André, na segunda série do ensino fundamental de uma escola pública de Toyokawa. Eles levaram a primeira bronca assim que entraram na classe, de tênis, pois desconheciam a existência da sapatilha de uso obrigatório dentro da escola. O segundo sermão veio na sequência, quando começaram a mascar chiclete.
"Éramos os únicos brasileiros lá e não sabíamos das regras", lembram.
Essa fase inicial da vida escolar no Japão foi uma sucessão de broncas, zombarias pelos colegas e episódios de bullying. Eles eram tão frequentes, que após dois anos André pediu aos pais para deixá-lo ficar em casa ou então ir para uma escola brasileira que começava a surgir na região. "Meu pai insistiu para que eu continuasse, porque só assim poderia ter um futuro diferente das fábricas no Japão", diz.

Ayane MogiDireito de imagemACERVO PESSOAL
Image captionFilha de brasileiros nascida no Japão, Ayane tornou-se artista performática

Nessa mesma época, seu irmão Rodrigo foi diagnosticado com leucemia e precisou ficar internado sete meses. "Não entendia o que se passava com os japoneses, porque eu lutava para viver enquanto muitos jovens pensavam em morrer. Eram mais de 30 mil suicídios por ano", afirma. Essa situação despertou nele a vontade de ser professor. "Percebi que não eram apenas os estrangeiros que sofriam por causa das diferenças. Havia milhares de japoneses que se sentiam excluídos e eu queria ajudá-los."
Rodrigo obteve a licença para ensinar inglês no ensino fundamental 2. Naquele ano de 2009, professor estrangeiro contratado para a rede pública era figura rara, o que fez com que o brasileiro fosse bastante procurado pela mídia japonesa. "Eu passei um medo danado. Achei que se cometesse algum deslize, iriam penalizar a comunidade, e não eu, Rodrigo. Os japoneses poderiam fechar as portas para outros brasileiros que quisessem ser professores", diz.
Ser pioneiro não foi fácil. Rodrigo, hoje com 32, lecionou por seis anos em uma escola pública de Toyota, passou dois anos na Inglaterra fazendo o mestrado e desde 2018 ensina na cidade vizinha de Toyohashi. Ele continua sendo referência aos estrangeiros.

Seguindo os veteranos

Karin Oshima, 25, percorre o mesmo caminho do professor veterano. Ela ensina geografia em uma escola do ensino fundamental 2 na cidade de Komaki e também passou por situações difíceis em sua vida escolar. Diz que o período de um ano em que esteve no Brasil como intercambista a fez entender muitas coisas sobre as diferenças culturais.

Rodrigo IgiDireito de imagemACERVO PESSOAL
Image captionO começo da vida escolar de Rodrigo no Japão foi marcado por broncas dos professores e bullying dos colegas

Também foi ao sair do Japão para fazer estágio nos Estados Unidos que André Igi tomou uma decisão para sua vida. Até então ele pensava em ser professor como o irmão Rodrigo, mas mudou de ideia e achou que poderia ser mais útil trabalhando em grandes corporações.
"Vi que poderia contribuir mais se estivesse atuando em vários países, não só no Japão", afirma. Ele é um dos poucos brasileiros, filho de operário, a ser contratado direto no Japão por uma multinacional na área alimentícia, com várias unidades espalhadas pelo mundo, inclusive o Brasil.
A decisão de Nayara Kinjo pela carreira de assistente social teve um pouco da influência do pai Edilson, que durante muitos anos dirigiu uma organização destinada a ajudar brasileiros. A tese de mestrado dela foi sobre o envelhecimento dos brasileiros no Japão. Esse tema a preocupa mais do qualquer outro, porque uma grande parcela de conterrâneos permanece sem qualquer proteção de seguridade social enquanto vê o tempo passar.

Renan Eiji TeruyaDireito de imagemACERVO PESSOAL
Image captionO plano de Renan é especializar-se em direito trabalhista, para atender imigrantes brasileiros no país

"Conheci algumas pessoas que, por vários motivos, não pagaram a aposentadoria e não tiveram acesso aos benefícios da assistência social do Japão. Muitos deles estão na faixa de mais de 60 anos", afirma.
À medida que vão abandonando o movimento pendular de ir e vir do Brasil para se fixar no Japão, um maior número de brasileiros se forma nas universidades japonesas e até foge de carreiras tradicionais. Ayane Mogi, de 25 anos, estudou na faculdade de Belas Artes pensando em ser designer, mas há um ano trabalha como rakugoka (espécie de humorista) usando o nome artístico de Ramune.
Filha de brasileiros, Ayane é nascida e criada no Japão, mas não sabia nada do idioma até entrar na escola japonesa. Também cometeu muitas gafes e diz que, se sofreu maus-tratos, relevou e tentou encarar a situação com bom humor.
O trabalho dela é entreter o público com monólogos humorísticos, num estilo criado no século 17. O humorista precisa de boa memória e expressão corporal, além de preparo físico para ficar um longo tempo sozinho no palco, sentado de joelho em uma almofada enquanto conta histórias reproduzindo as falas de vários personagens. Ayane é a única de origem brasileira a encarar esse desafio.


Créditos BBC Brasil. Publicado originalmente em: https://www.bbc.com/portuguese