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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Inimigo será aprisionado e derrotado caso viole Irã, adverte major-general iraniano

Mísseis iranianos exibidos durante uma parada por ocasião do Dia Nacional do Exército (foto de arquivo)
AP Photo/Ebrahim Noroozi/Sputnik


O major-general Mohammad Hossein Baqeri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, declarou que o resultado de qualquer guerra contra o Irã será aprisionamento e derrota do inimigo.
"Temos dito repetidamente ao inimigo que se houver qualquer violação relacionada ao Irã, eles enfrentarão a mesma ação que ocorreu com o drone americano e o petroleiro britânico", afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Mohammad Hossein Baqeri, citado pela agência de notícias Tasnim.
Mohammad Hossein Baqeri acrescentou que o Irã não tem nenhuma inimizade contra a Arábia Saudita nem contra os Emirados Árabes Unidos.
Anteriormente, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, ressaltou que seu país não permitirá que ninguém viole suas fronteiras. Além disso, o comandante da Marinha do Irã, Hossein Khanzadi, deixou claro que Teerã está preparada para defender suas fronteiras marítimas e responder "esmagadoramente" a qualquer agressão inimiga.

Aumento de tensões

As tensões entre o Irã e a Arábia Saudita dispararam na semana passada com os ataques a refinarias sauditas da petrolífera estatal Aramco Saudita, ocasionando paralização temporária da maior refinaria do mundo, aumento do preço do petróleo e da incerteza no mercado mundial.
O movimento iemenita Houthis se responsabilizou pelos ataques às refinarias, mas os Estados Unidos responsabilizaram o Irã. Por sua vez, Teerã refutou as acusações.
Em 21 de setembro, os EUA enviaram o destróier Nitze para a costa nordeste da Arábia Saudita, em uma tentativa de "preencher a lacuna" na defesa antiaérea saudita.
Em agosto, os Estados Unidos convocaram Austrália, França, Alemanha, Japão, Noruega, Coreia do Sul, Reino Unido e outras nações a se unirem em uma coalizão que garantiria a passagem marítima segura pelas vias estratégicas do golfo por meio de vigilância aérea e navios-patrulha. 

Presidente chinês, Xi Jinping, se reúne com premiê iraquiano para discutir cooperação bilateral e situação no Oriente Médio e região do Golfo

Presidente chinês, Xi Jinping, se reúne com premiê iraquiano para discutir cooperação bilateral e situação no Oriente Médio e região do Golfo


 
CHINA-BEIJING-XI JINPING-IRAQI PM-MEETING (CN)

(Xinhua/Huang Jingwen)

Beijing, 24 set (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se na segunda-feira com o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi, para discutir a cooperação bilateral e a situação na região do Oriente Médio e Golfo, no Grande Palácio do Povo, em Beijing.
Saudando a amizade tradicional entre os dois lados, Xi enfatizou que a China está pronta para trabalhar com o Iraque para elevar sua parceria estratégica bilateral a um novo patamar, a partir de um novo ponto de partida histórico.
Os dois países celebraram o 60º aniversário de estabelecimento dos laços diplomáticos no ano passado, observou o presidente. Este ano marca o 70º aniversário da fundação da República Popular da China.
Xi enfatizou que a China apoia firmemente os esforços iraquianos na salvaguarda da soberania nacional, independência, união e integridade territorial e se opõe à interferência de qualquer força externa nos assuntos internos do Iraque.
A China parabeniza o Iraque por sua significativa vitória na luta contra o terrorismo e está disposta a apoiar ativamente, ainda mais, o país em seus esforços de combate ao terrorismo e reconstrução, para alcançar a estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo, disse ele.
A China foi o primeiro país a participar da reconstrução econômica iraquiana e continuou seu trabalho pelo mais longo período. A China é o país que tem projetos mais amplamente distribuídos no Iraque em termos de geografia e setores. As empresas chinesas continuaram operando no Iraque mesmo nas piores fases de situação de segurança, disse Xi.
A China está pronta para aprimorar a integração da Iniciativa do Cinturão e Rota com o plano de reconstrução do Iraque, disse Xi, observando que os dois lados podem impulsionar a cooperação em petróleo, infraestruturas e outros campos.
O presidente também pediu às duas civilizações antigas que melhorem ativamente os intercâmbios pessoais e culturais.
A China espera que o Iraque continue a tomar medidas tangíveis para garantir a segurança das instituições e dos cidadãos da China no país, disse Xi, observando que os dois países podem fortalecer a cooperação em segurança e aplicação da lei.
A atual situação no Oriente Médio e na região do Golfo é complicada e sensível, disse Xi, pedindo aos lados relevantes que se mantenham calmos, sejam comedidos e resolvam as diferenças e disputas através do diálogo, negociações e outros meios pacíficos para salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais.
A China manterá comunicações com o Iraque e outras partes envolvidas sobre a situação, disse o presidente.
Abdul Mahdi felicitou calorosamente o lado chinês pelo 70º aniversário da fundação da República Popular da China.
A China sempre salvaguardou firmemente sua própria soberania, independência e dignidade nacional e fez grandes progressos de desenvolvimento, disse o primeiro-ministro. No cenário mundial, a China desempenha um papel importante na proteção da paz, estabilidade e harmonia, acrescentou.
Como uma nação que passou por guerra e caos, o Iraque agradece sinceramente pelo valioso apoio da China aos esforços antiterroristas e de reconstrução do país, disse Abdul Mahdi.
O Iraque está pronto para aprofundar a cooperação pragmática bilateral em vários campos no âmbito do Cinturão e Rota, disse o primeiro-ministro iraquiano.
Quanto à situação regional, Abdul Mahdi disse que o Iraque está comprometido em aliviar as tensões e evitar guerra, e que seu país intensificará a comunicação e a coordenação com a China a esse respeito.
Abdul Mahdi fez uma visita oficial à China de 19 a 23 de setembro, a convite do primeiro-ministro chinês Li Keqiang.
Créditos Xinha, publicado originalmente em - http://portuguese.xinhuanet.com/2019-09/24/c_138417635.htm

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Obama defende negociações com o Irã perante países do Golfo

Obama
Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman

O presidente Barack Obama buscava, nesta quinta-feira, convencer os líderes do Golfo Pérsico sobre os fundamentos de suas negociações com o Irã, embora a tentativa possa ser insuficiente para dissipar as desconfianças destas monarquias diante da estratégia americana.

O chefe de Estado americano mantém uma reunião em sua residência de campo em Camp David com representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar, em uma tentativa de responder às inquietações surgidas.
A agenda de discussões se concentra nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que a Casa Branca considera prioritário, mas também o apoio do Irã aos rebeldes xiitas no Iêmen e ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
"Trata-se de uma negociação sobre a questão nuclear, não de uma reaproximação mais profunda entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou nesta quinta-feira Ben Rhodes, conselheiro próximo a Obama, ao final de uma primeira sessão de reuniões.
Rhodes admitiu que a perspectiva de suspensão das sanções ao Irã (no âmbito das negociações que poderiam ser concluídas no fim de junho) inquieta os países da região.
Temores regionais
As monarquias da região do Golfo temem que a suspensão das sanções e a recuperação da economia iraniana reforcem a tendência de Teerã a intervir em toda a região.
Para Rhodres, "as sanções nunca impediram que o Irã realize ações desestabilizadoras" e, por isso, considerou que são maiores as possibilidades d eque o país evolua para uma aproximação "construtiva" com a assinatura de um acordo.
No Iêmen, onde o Irã apoia os rebeldes huthis, a coalizão comandada pela Arábia Saudita mantém uma frágil trégua depois de várias semanas de ataques aéreos. O governo iemenita chamou nesta quinta seu encarregado de negócios na embaixada em Teerã em protesto contra a ingerência iraniana.
Esta é a segunda vez em que o presidente americano usa a residência de Camp David - 100 km ao norte de Washington - para receber líderes estrangeiros, após uma cúpula do G8 em maio de 2012.
O lugar está carregado de história: foi ali que em 1978 israelenses e egípcios mantiveram reuniões secretas para negociações que foram concluídas com a assinatura de Menachem Begin e Anwar al-Sadat de um acordo de paz, conhecido desde então como "Acordos de Camp David".
Dos líderes dos seis países convidados por Obama, apenas dois serão representados por seus principais governantes, Catar e Kuwait.
Na ausência do rei Salman, da Arábia Saudita, que rejeitou no último minuto o convite da Casa Branca, Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman.
Relação estratégica
Mohamed ben Nayef, saudita considerado em Washington o arquiteto da luta implacável contra a rede Al-Qaeda em seu país, também saudou a relação histórica e estratégica entre Estados Unidos e Arábia Saudita.
Mas as divergências são evidentes. Obama se propõe a defender o acordo preliminar concluído junto com várias potências nucleares e com o Irã para impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica.
"Podemos imaginar de que forma o Irã poderá ser ainda mais provocador caso disponha de uma arma atômica", expressou Obama em uma entrevista ao jornal saudita Asharq al-Awsat, na qual também considerou indispensável suprimir "uma das principais ameaças à segurança da região".
Se o acordo com o Irã, que deve ser finalizado no fim de junho, é alvo de inquietações, as tensões se concentram no crescimento da presença da República Islâmica na região.
Para Bruce Riedel, do instituto Brookings, "não se trata de uma divergência sobre o número de centrífugas nucleares. Trata-se de saber se o Irã deve ser aceito como um interlocutor legítimo no seio da comunidade internacional".
Já Hussein Ibish, do Arab Gulf States Institute, afirmou que "os países do Golfo acreditam, acima de tudo, que a política americana começa a se inclinar ao Irã e se afasta de aliados tradicionais dos Estados Unidos na região".
Diversas vozes na região do Golfo pedem um acordo de defesa mútua nos moldes da Otan, mas este projeto não consta na agenda de Washington.
As monarquias esperam um compromisso americano mais profundo na Síria para debilitar o governo de Damasco.
Os Estados Unidos começaram a treinar um pequeno grupo de rebeldes sírios moderados na Jordânia para combater os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico, mas a Casa Branca se mostra reticente a se envolver mais que isto no conflito.
O encontro em Camp David pode ter como resultado anúncios de alcance limitado, como a intensificação de exercícios militares comuns ou uma coordenação melhor dos sistemas de defesa antimísseis nos países da região.