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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

"NÃO EXISTE MAIS UM RISCO À INTEGRIDADE TERRITORIAL DAS NAÇÕES ONDE O ESTADO ISLÂMICO SE INSTALOU E GANHOU CORPO"!

Ex-Blog do Cesar Maia
Cesar Maia
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"NÃO EXISTE MAIS UM RISCO À INTEGRIDADE TERRITORIAL DAS NAÇÕES ONDE O ESTADO ISLÂMICO SE INSTALOU E GANHOU CORPO"!


(Editorial - Folha de SP, 13) Geram justificada celebração os relatos de que o último bastião do Estado Islâmico está prestes a capitular. Aproxima-se do fim um regime que impôs de forma brutal sua visão distorcida de islamismo após os insurgentes derrotarem forças sírias e iraquianas e autoproclamarem um califado, em 2014.

Segundo reportagem do jornal The New York Times, os combatentes restantes da facção terrorista concentram-se em uma pequena faixa de terra, equivalente a um bairro, no povoado sírio de Baghuz, na fronteira com o Iraque. Estão encurralados por tropas dos dois países e por uma milícia curda e árabe apoiada pelos EUA.

Não existe mais, portanto, um risco à integridade territorial das nações onde o EI se instalou e ganhou corpo. No auge de sua sinistra expansão, uma área do tamanho do estado de São Paulo ficou sob comando da organização, incluindo importantes cidades como Mossul, a segunda maior do Iraque.

A aniquilação em termos militares do infame califado traz alívio a milhares de pessoas forçadas a viver em um reino de terror, mas não elimina os tentáculos criados pela facção em várias partes do mundo. Não se pode desprezar seu poder de influência sobre muçulmanos radicais dispostos a praticar atentados no Ocidente.

Uma prova dessa capacidade de atração são as diversas nacionalidades de cidadãos que aderiram à milícia e agora fogem do cerco para tentar se salvar. Há alemães, franceses, britânicos, suecos, entre outros. Estima-se que no ápice até 40 mil homens, de cerca de cem países, juntaram-se ao EI.

Outro desafio é garantir a estabilidade local, uma vez consumada a rendição por completo dos militantes. Isso dependerá, em boa medida, de quando o governo americano vai retirar suas tropas da Síria, uma promessa de campanha de Donald Trump reforçada por ele no fim do ano passado.

A desmobilização está em suspenso, porém, por causa do conflito histórico entre as milícias curdas —aliadas dos americanos em solo sírio— e a vizinha Turquia, que as vê como grupo terrorista. A Casa Branca quer garantias de que os turcos não atacarão os curdos.

Como se nota, o Estado Islâmico, a despeito da iminente queda no front, ainda representa um considerável potencial de ameaça.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Ofensiva deixa EI com menor número de membros desde 2014, dizem EUA Esforços de coalizões internacionais combatem jihadistas na Síria e no Iraque

Forças curdas peshmerga guardam área perto de Irbil, no Iraque - SAFIN HAMED / AFP


O número de integrantes do Estado Islâmico tem se reduzido, em função da ação militar internacional e local no Iraque e na Síria e está em seu nível mais baixo desde que Washington começou a monitorar o grupo - afirmou o governo americano, nesta terça-feira.
A declaração foi dada às vésperas de uma reunião convocada pelo presidente Barack Obama com sua equipe de segurança na sede da Agência Central de Inteligência, a CIA, para analisar propostas que permitam acentuar a pressão sobre os radicais no Iraque e na Síria, declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.
"Trabalhando - seja diretamente, seja por meio de sócios locais - recuperamos 40% do território que o Daesh (acrônimo do EI em árabe) controlava há um ano no Iraque, e 10% na Síria", declarou o secretário de Estado adjunto Antony Blinken aos congressistas.
"De fato, consideramos que os números do Daesh estão em seus níveis mais baixos desde que começamos a monitorar seus contingentes em 2014", acrescentou.
Blinken não especificou o tamanho da força de combate do EI em sua declaração na comissão do Senado que supervisiona o financiamento para o programa do Departamento de Estado para conter as forças extremistas.
Em setembro de 2014, a última estimativa a que Blinken se refere, um funcionário da Inteligência americana disse à AFP que a CIA acredita em que o grupo poderia contar com entre 20.000 e 31.500 combatentes, incluindo efetivo local e recrutado no exterior.
Desde então, as ações dos Estados Unidos, das forças iraquianas e curdas possibilitaram a retomada do controle de cidades como Tikrit e Ramadi, enquanto no norte da Síria as forças do governo apoiadas pela Rússia recuperaram a cidade histórica de Palmira.



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Aliança governista do Iraque e milícias pedem a premiê que solicite ataques aéreos russos


Primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi. na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.   01/10/2015   REUTERS/Eduardo Munoz

BAGDÁ (Reuters) - A coalizão que governa o Iraque e poderosas milícias xiitas do país pediram que o primeiro-ministro Haider al-Abadi solicite à Rússia que realize ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico, que controlam grandes partes do país, disseram à Reuters membros do gabinete e milicianos. Leia matéria.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Guerra contra o EI. Turquia entra na coligação liderada pelos EUA.

Os dirigentes turcos assistiram ontem a uma parada militar para marcar o 93.º Dia da Vitória, que assinala a vitória turca sobre as forças gregas na batalha final da Guerra da Independência em 1922.
Os dirigentes turcos assistiram ontem a uma parada militar para marcar o 93.º Dia da Vitória, que assinala a vitória turca sobre as forças gregas na batalha final da Guerra da Independência em 1922.Fotografia © REUTERS/Umit Bektas

Pentágono aplaude adesão turca aos bombardeamentos. Jornalista Patrick Cockburn diz que EUA fizeram mal os cálculos ao trair os curdos em troca de acordo militar.

Os Estados Unidos e os seus aliados atacaram desde sábado 22 alvos do Estado Islâmico na Síria e Iraque, indicou um comunicado ontem divulgado pela coligação internacional que luta contra o grupo terrorista que há um ano proclamou o seu próprio califado. E inclui desde sábado também a Turquia, país que até agora tinha resistido a integrar esta força por receio de ataques no seu território. A 24 de julho a aviação turca já tinha bombardeado alvos do Estado Islâmico, mas não como parte integrante da coligação internacional. O Pentágono aplaudiu o envolvimento de Ancara nesta luta, considerando que os esforços da coligação "levarão à derrota final" dos jihadistas sunitas que operam entre território sírio e iraquiano.
Com a aproximação dos jihadistas das suas fronteiras, a Turquia começou a defender a criação de uma espécie de zona-tampão entre território sírio e turco. E será com essa intenção que está agora a fazer bombardeamentos na Síria. Ao mesmo tempo permitiu aos norte-americanos o uso da sua base aérea em Incirlik. E começou a bombardear também as posições dos rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com os quais estava em curso a negociação de um processo de paz. O presidente Recep Tayyip Erdogan, do partido islâmico AKP, defende esta abordagem dupla e garante que ela continuará até que "não reste qualquer terrorista".

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estado Islâmico ergue bandeira em Ramadi, no Iraque

O grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) hasteou sua bandeira na cidade de Ramadi, no Iraque, após dias de confrontos com as forças locais. A notícia foi anunciada nesta sexta-feira (15) pelo prefeito Dalaf al-Kubaisi.    
Os confrontos deixaram ao menos 10 policiais mortos e outros sete feridos. O EI explodiu carros-bomba perto dos principais prédios do governo. De acordo com a imprensa local, ao menos 50 funcionários das equipes de segurança do governo foram pegos como reféns. Ramadi é a capital da província de Al-Anbar e, há meses, é palco de confrontos entre o EI e o Exército.