terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pentágono avalia transferir presos de Guantánamo para presídios nos EUA

Foto reprodução

O Departamento de Estado norte-americano está avaliando possibilidades de transferir presos em Guantánamo, em Cuba, para presídios dentro do território dos Estados Unidos. A informação foi repassada em uma entrevista à imprensa do porta-voz do Pentágono, Jeff Davi, nessa segunda-feira (17).
O anúncio sobre o estudo para transferir os presos ocorre poucos dias depois de o vice-presidente, John Kerry, ter visitado Havana. Na sexta-feira (14), Kerry esteve em Cuba, onde participou da crimônia de hasteamento da bandeira dos Estados Unidos na embaixada do país em Havana, e se reuniu com o representante do governo cubano, Bruno Rodriguez.
A devolução do território de Guantánamo aos cubanos, é um dos pontos reivindicados pela ilha para o total restabelecimento das relações diplomáticas, recém reatadas, após meio século de afastamento. Guantánamo localiza-se no sul da ilha de Cuba.
De acordo com o Pentágono, equipes militares já visitaram a segurança e as condições das prisões militares em Fort Leavenworth, Kansas e em Charleston, Carolina do Sul. Os técnicos averiguaram a segurança das prisões e as alterações necessárias para que, eventualmente, recebam alguns dos detentos de Guantánamo.
"É verdade que houve uma equipe que visitou [a prisão de] Fort Leavenworth para uma avaliação muito preliminar sobre quanto custaria transferir os detidos para lá", disse Jeff Davis.
Apesar de ser uma exigência de Havana, o fechamento da prisão norte-americana em Guantánamo, já era um desejo manifesto do presidente Barack Obama. Em 2009, ele colocou a iniciativa como uma das prioridades a serem alcançadas, mas na época encontrou oposição do Congresso.
Deputados e senadores, especialmente entre os republicanos alegam que não querem que os presos sejam transferidos para território norte-americano.
Com relação ao fechamento total da prisão e da base militar em Cuba, a imprensa norte-americana especula que um plano dever ser lançado em breve, e a Casa Branca já informou que estuda “medidas” para viabilizar o fechamento.
A prisão de Guantánamo foi inaugurada em janeiro de 2002, pouco tempo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Chegou a ter 680 detidos em 2003, mas atualmente abriga 116 prisioneiros.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Obama será anfitrião de cimeira sobre a luta contra jiadistas

O Presidente norte-americano, Barack Obama, recebe no mês de setembro, em Nova Iorque, os líderes dos países que integram a coligação internacional que combate o grupo extremista Estado Islâmico.

Obama será anfitrião de cimeira sobre a luta contra jiadistas
Cimeira vai decorrer à margem da 70.ª sessão da Assembleia-geral das Nações Unidas - FOTO MIKE THEILER/ EPA

Segundo fontes diplomáticas, citadas pela agência francesa AFP, a cimeira está prevista para 29 de setembro e terá como tema principal a luta contra o terrorismo e o extremismo violento.
As mesmas fontes indicaram que esta cimeira, que vai decorrer à margem da 70.ª sessão da Assembleia-geral das Nações Unidas, vai servir para os líderes internacionais fazerem um balanço e traçarem o futuro caminho da ofensiva contra o Estado Islâmico.
O encontro acontece um ano depois de Barack Obama ter defendido, durante uma intervenção nas Nações Unidas, um esforço multilateral contra o terrorismo e de ter apelado a uma mobilização moral.
"O grupo terrorista [Estado Islâmico] tem de ser desmembrado e, finalmente, derrotado", afirmou o líder norte-americano, em setembro de 2014, num discurso proferido na Assembleia-geral das Nações Unidas.
Ainda em 2014, os Estados Unidos conseguiram reunir uma coligação com mais de 50 países para combater o grupo radical sunita, que proclamou um "califado" em junho desse ano depois da conquista de Mossul, a segunda cidade iraquiana.
Desde então, os jiadistas conquistaram território na Síria e no Iraque e ganharam posições na Líbia, Iémen e em outros locais no Médio Oriente. Também conseguiram alianças em outros lugares mais distantes, nomeadamente na Nigéria com o grupo extremista Boko Haram.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Chile quer que Papa convença Bolívia a parar com hostilidade

Chanceler do Chile, Heraldo Muñoz, durante entrevista coletiva sobre acordo com o Brasil na área de direitos humanos
Chanceler do Chile, Heraldo Muñoz, pediu ao papa Francisco que Evo Morales acabe com "agressividade permanente" entre os dois países. Foto EFE

Santiago do Chile - O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, pediu nesta quinta-feira ao papa Francisco, que está em visita à Bolívia, que convença o governo de Evo Morales a "cessar a agressividade permanente" na disputa entre os dois países por um acesso ao mar aos bolivianos.
"O que a Bolívia pretende é afetar a integridade territorial do Chile e isso não é aceitável, como bem sabe o papa Francisco", disse o chanceler chileno.
As declarações foram dadas pouco depois de Francisco ter pedido ontem, em La Paz, um diálogo "franco e aberto" para "evitar conflitos com os países irmãos", citando o problema da saída ao mar exigida pela Bolívia ao Chile.

Sobre a solicitação do papa, o chanceler disse que o Chile sempre esteve aberto ao diálogo, algo frustrado pela Bolívia com sua reivindicação unilateral na Corte Internacional de Justiça (CIJ).
"Não negamos o diálogo, mas não podemos aceitar que se apresente como diálogo algo que não passa de uma demanda com um só resultado possível, resultado que viola um tratado válido e vigente", afirmou.
"Como disse o Vaticano, é preciso avançar a uma integração do século XXI e não ficar, como a Bolívia, no século XIX. O papa está dizendo, na realidade, que esse é um tema bilateral", concluiu o chefe da diplomacia chilena.
A Bolívia entrou com um processo contra o Chile na CIJ para que o país seja obrigado a negociar uma solução pacífica quanto ao pedido de La Paz de contar com um acesso soberado ao oceano Pacífico.
O governo chileno, no entanto, questionou a competência do tribunal da ONU para decidir sobre o assunto e aguarda que a corte se pronuncie sobre o recurso. EFE/Blog do Capitão Fernando

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Guerra contra EI - Exército sírio e Hezbollah cercam rebeldes perto da fronteira libanesa

Presidente da Síria Bashar al Assad. Foto reprodução

Grande ofensiva aérea e terrestre foi lançada contra a cidade de Zabadani.
Capturá-la seria grande ganho estratégico para o presidente sírio.


O Exército sírio e o grupo libanês Hezbollah afirmaram ter lançado, neste sábado (4), uma grande ofensiva aérea e terrestre contra a cidade síria controlada por rebeldes de Zabadani, aproximando-se dos insurgentes refugiados na localidade.
O Exército e seus aliados xiitas do Hezbollah há muito tentam assumir o controle de Zabadani das mãos de rebeldes sunitas. A cidade fica próxima à fronteira libanesa e à estrada que liga Beirute a Damasco.
Capturá-la seria um grande ganho estratégico para o governo do presidente sírio, Bashar Al-Assad.
Filmagens divulgadas pelo canal Al Manar, do Hezbollah, e pela TV estatal síria mostraram grandes chamas emanando da cidade, o som de bombardeios aéreos e depois o forte barulho de tiros de artilharia.
Zabadani, antes um popular resort a nordeste da capital Damasco, é um dos últimos refúgios dos rebeldes nas proximidades da fronteira. A cidade costumava ser usada como rota de entrada de armas enviadas ao Hezbollah pela Síria antes do escalada, em 2011, do conflito sírio, em que mais de 200 mil pessoas já morreram.
O Exército sírio disse ter causado diversas vítimas entre “os grupos terroristas fortificados na cidade” e que estava avançando em diversas frentes em direção às posições rebeldes. G1/Blog do Capitão Fernando

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Exército brasileiro muda comando da fiscalização de produtos controlados

Procuradoria de Justiça Militar investiga envolvimento de pelo menos 11 militares na cobrança de propina de empresas de blindagem. 


O Exército mudou o comando da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados. Sai o general Luiz Henrique e, para o lugar dele, deve ir o coronel Ivan Ferreira Neiva Filho.
Fantástico mostrou, no domingo (28), que a Procuradoria de Justiça Militar investiga o envolvimento de pelo menos 11 militares do Exército na cobrança de propina de empresas de blindagem, pra conceder autorização de funcionamento. Uma dessas empresas, a Ser Glass, produz vidros blindados que não passaram em testes de qualidade e, mesmo assim, conseguiu a autorização.

Negociações nucleares com Irã se aproximam do fim, mas ainda há impasses

O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif (direita), e o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, durante reunião com secretário de Estado norte-americano em Viena, na Áustria. 03/07/2015 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters
VIENA (Reuters) - O diálogo nuclear que se arrasta há um ano e meio entre o Irã e grandes potências está se aproximando do fim nesta sexta-feira, quando os negociadores ainda discutiam impasses como as dúvidas a respeito das pesquisas atômicas passadas da República Islâmica.
O Irã está conversando com os Estados Unidos e outros cinco países --China, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha-- sobre um acordo para frear seu programa nuclear em troca de um alívio nas sanções econômicas.
"Estamos chegando ao fim", disse um diplomata ocidental veterano, acrescentando não haver planos de prosseguir muito além da próxima terça-feira. "Ou conseguimos um acordo ou não conseguimos."
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse que um pacto está próximo.
"Estamos prontos para chegar a um acordo equilibrado e bom, além de abrir novos horizontes para abordarmos importantes desafios em comum", declarou ele em comunicado transmitido no YouTube, referindo-se ao crescimento da militância islâmica. "Jamais estivemos mais perto de um desfecho duradouro."
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou haver mais trabalho a ser feito, mas que as partes estão se esforçando. "Estamos fazendo progresso", disse Kerry.
Todos os lados concordam que um entendimento está ao alcance.

Autoridades norte-americanas, europeias e iranianas, incluindo a subsecretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, e os vice-ministros das Relações Exteriores iranianos, Abbas Araqchi e Majid Takhteravanchi, se reuniram até 3h da manhã desta sexta-feira, segundo um funcionário norte-americano de alto escalão.  
O vice-ministro das Relações Exteriores russo e principal negociador de seu país, Sergei Ryabkov, disse que o texto do pacto está mais de 90 por cento completo.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou confiança de que as partes irão obter um acordo mutuamente aceitável.
Os negociadores não conseguiram fechar um acordo definitivo até 30 de junho e concordaram em estender o prazo até 7 de julho. Os ministros das Relações Exteriores que ainda não estão em Viena devem voltar para um esforço final no domingo.
(Reportagem adicional de Parisa Hafezi, Arshad Mohammed e Shadia Nasralla) 

Por John Irish e Louis Charbonneau

terça-feira, 16 de junho de 2015

Líder da Al Qaeda no Iêmen é morto. Wahishi já foi secretário de Osama Bin Laden



A Al Qaeda na Península Arábica (AQPA) anunciou nesta terça-feira a morte de seu líder Nasser al Wahishi em um bombardeio de um avião não tripulado americano no leste do Iêmen, e a nomeação como substituto do até agora dirigente militar Qasem al Rimi.
Em um vídeo divulgado em páginas web jihadistas, a AQPA explicou que Wahishi, que foi secretário de Osama bin Laden no Afeganistão, foi morto com outros dois companheiros em Al Mukala, capital da província de Hadramut.
A organização terrorista não detalhou onde e quando seu líder foi morto, mas uma fonte de segurança iemenita informou à Efe que o bombardeio do drone aconteceu na sexta-feira passada em Al Mukala, capital da província de Hadramut.
O xeque extremista Khaled Omar Baterfi, que leu o comunicado no filme, afirmou que "a jihad não vai ser detida pela morte dos líderes, mas seu sangue vai motivar os mujahedins (guerreiros santos) a se sacrificar".
"Nós nascemos nesta guerra e morreremos nela", ressaltou o xeque, que ameaçou os Estados Unidos com fazer provar "a amargura da guerra e da derrota até que deixe de apoiar os judeus ocupadores da Palestina e saia dos países muçulmanos".
Wahishi, também conhecido como Abu Basir, foi um estreito colaborador de Bin Laden e dos talibãs, e foi muito ativo no financiamento de operações da Al Qaeda.
Foi detido no Irã e depois entregue ao Iêmen em 2003, onde esteve preso até fevereiro de 2006, quando fugiu da prisão de Sana junto com outros 22 presos.
O falecido dirigente da AQPA liderou uma série de ataques sangrentos contra instalações governamentais e de segurança no Iêmen e foi incluído na lista internacional de procurados pela justiça em janeiro de 2010.
A AQPA, que reivindicou em janeiro passado o ataque terrorista contra a sede da revista francesa "Charlie Hebdo", é considerada por Washington o ramo mais ativo e perigoso da Al Qaeda. EFE/Blog do Capitão Fernando

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Rebeldes capturam última cidade síria em província próxima à Turquia

O Exército da Síria se retirou de Ariha depois que uma coalizão de grupos insurgentes tomou a última cidade na província de Idlib que ainda era controlada pelo governo, no noroeste do país e próxima à fronteira turca.
 Foto: Khalil Ashawi / Reuters
Rebeldes do Movimento Islâmico Ahrar al-Sham preparam armamento em Jabal al-Arbaeen, de onde se tem uma visão da cidade de Ariha, na província de Idlib, na Síria, nesta semana. 26/05/2015
Foto: Khalil Ashawi / Reuters
A coalizão chamada Jaish al Fateh, ou Exército da Conquista, disse ter capturado a cidade. A Frente Nusra, braço da Al Qaeda na Síria, é um dos principais grupos da ofensiva conjunta.
Os insurgentes afirmaram ter tomado vários pontos de controle que defendiam a cidade, enquanto o Exército sírio declarou ter travado intensos combates contra a Frente Nusra que se infiltraram em Ariha.
"Há pesados confrontos entre o Exército e os terroristas do Jabahat al Nusra que se infiltraram na cidade", de acordo com comunicado do Exército na televisão estatal.
Mais tarde, o Exército admitiu que suas forças haviam se retirado, na mais recente derrota das forças nacionais sírias, e um grande golpe contra a moral dos soldados leais a Assad, que prometeu derrotar os militantes sunitas financiados por Arábia Saudita, Catar e Turquia que pretendem derrubar seu governo.
"Unidades de nossas forças armadas recuaram de suas posições em Ariha e se retiraram para posições defensivas nos arredores da cidade, após as batalhas que travaram contra um grande número de terroristas da Frente Nusra", disse uma fonte do Exército.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

“DUAS MULHERES PODEM MUDAR O MAPA POLÍTICO DA ESPANHA”!

Eleição na Espanha faz país guinar à esquerda!


(BBC, 26) 1. As eleições municipais e regionais da Espanha, realizadas neste domingo, marcaram a ascensão de duas mulheres ao centro das atenções políticas do país - e, possivelmente, ao comando das duas principais cidades espanholas. Barcelona deverá ser comandada pela ativista Ada Colau, 41, conhecida por ter liderado um movimento social contra os despejos habitacionais decorrentes da crise econômica. Colau lidera a agremiação de esquerda independente Barcelona En Comú, que venceu os partidos independentistas catalães.
        
2. E, em Madri, a juíza aposentada Manuela Carmena, 71, do movimento esquerdista Ahora Madrid, foi a segunda mais votada (com 31,8% dos votos), mas tem grandes chances de se tornar prefeita da capital caso o seu partido faça uma coalizão com os socialistas do PSOE. Se isso de fato ocorrer, o Ahora Madrid porá fim à hegemonia de 23 anos do direitista Partido Popular (PP) no controle da capital espanhola.
        
3. Colau e Carmena representam uma mudança no cenário político espanhol, tradicionalmente dominado pelo bipartidarismo do direitista PP (atualmente no governo nacional) e do socialista PSOE.

Netanyahu alerta para risco de Irã '1.000 vezes mais perigoso' que o EI

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, no dia 26 de maio de 2015
Foto de RONEN ZVULUN/POOL/AFP


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que o Irã poderia se tornar "mil vezes mais perigoso" do que o grupo Estado Islâmico (EI), se as grandes potências permitirem o acesso de Teerã à bomba atômica.
"Não importa o quão terrível seja o EI, o Irã, o primeiro Estado terrorista do nosso tempo, será, uma vez adquirido armas atômicas, mil vezes mais perigoso e destrutivo", disse Netanyahu, no dia da reabertura das negociações sobre o programa nuclear de Teerã.
"As negociações do grupo 5+1 foram retomadas, e temo por uma precipitação que leve ao que eu considero um acordo muito ruim", insistiu Netanyahu.
Em sua opinião, o acordo que está sendo negociado "abre o caminho da bomba atômica ao Irã, além de encher os cofres iranianos com dezenas de bilhões de dólares que serão utilizados para continuar com sua política de agressão no Oriente Médio".
O Irã receberá um grande balão de oxigênio econômico em caso de levantamento das sanções econômicas internacionais.
"Temos de combater o EI. Temos também de parar o Irã", disse ele durante uma reunião com o senador americano Bill Cassidy.
Netanyahu critica há meses o acordo que está sendo negociado pelo grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha) com o Irã.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Exército da Síria prepara reação contra Estado Islâmico, diz governador

Uma autoridade da Síria afirmou que o Exército do país está enviando tropas em áreas próximas à cidade antiga de Palmira, preparando-se para um contra-ataque para retomar a área do Estado Islâmico. O governador Talal Barazi, da província de Homs no centro da Síria, onde está a cidade, disse neste domingo que membros do grupo "cometeram massacres em massa em Palmira", desde que a capturaram na quarta-feira.

Barazi disse que civis, incluindo mulheres, foram capturados e levados para local desconhecido na área. Segundo ele, há um planejamento para um ação militar no entorno da cidade, mas ainda não está claro quando esse ataque será lançado. Fonte: Associated Press.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estado Islâmico ergue bandeira em Ramadi, no Iraque

O grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) hasteou sua bandeira na cidade de Ramadi, no Iraque, após dias de confrontos com as forças locais. A notícia foi anunciada nesta sexta-feira (15) pelo prefeito Dalaf al-Kubaisi.    
Os confrontos deixaram ao menos 10 policiais mortos e outros sete feridos. O EI explodiu carros-bomba perto dos principais prédios do governo. De acordo com a imprensa local, ao menos 50 funcionários das equipes de segurança do governo foram pegos como reféns. Ramadi é a capital da província de Al-Anbar e, há meses, é palco de confrontos entre o EI e o Exército.

Obama defende negociações com o Irã perante países do Golfo

Obama
Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman

O presidente Barack Obama buscava, nesta quinta-feira, convencer os líderes do Golfo Pérsico sobre os fundamentos de suas negociações com o Irã, embora a tentativa possa ser insuficiente para dissipar as desconfianças destas monarquias diante da estratégia americana.

O chefe de Estado americano mantém uma reunião em sua residência de campo em Camp David com representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar, em uma tentativa de responder às inquietações surgidas.
A agenda de discussões se concentra nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que a Casa Branca considera prioritário, mas também o apoio do Irã aos rebeldes xiitas no Iêmen e ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
"Trata-se de uma negociação sobre a questão nuclear, não de uma reaproximação mais profunda entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou nesta quinta-feira Ben Rhodes, conselheiro próximo a Obama, ao final de uma primeira sessão de reuniões.
Rhodes admitiu que a perspectiva de suspensão das sanções ao Irã (no âmbito das negociações que poderiam ser concluídas no fim de junho) inquieta os países da região.
Temores regionais
As monarquias da região do Golfo temem que a suspensão das sanções e a recuperação da economia iraniana reforcem a tendência de Teerã a intervir em toda a região.
Para Rhodres, "as sanções nunca impediram que o Irã realize ações desestabilizadoras" e, por isso, considerou que são maiores as possibilidades d eque o país evolua para uma aproximação "construtiva" com a assinatura de um acordo.
No Iêmen, onde o Irã apoia os rebeldes huthis, a coalizão comandada pela Arábia Saudita mantém uma frágil trégua depois de várias semanas de ataques aéreos. O governo iemenita chamou nesta quinta seu encarregado de negócios na embaixada em Teerã em protesto contra a ingerência iraniana.
Esta é a segunda vez em que o presidente americano usa a residência de Camp David - 100 km ao norte de Washington - para receber líderes estrangeiros, após uma cúpula do G8 em maio de 2012.
O lugar está carregado de história: foi ali que em 1978 israelenses e egípcios mantiveram reuniões secretas para negociações que foram concluídas com a assinatura de Menachem Begin e Anwar al-Sadat de um acordo de paz, conhecido desde então como "Acordos de Camp David".
Dos líderes dos seis países convidados por Obama, apenas dois serão representados por seus principais governantes, Catar e Kuwait.
Na ausência do rei Salman, da Arábia Saudita, que rejeitou no último minuto o convite da Casa Branca, Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman.
Relação estratégica
Mohamed ben Nayef, saudita considerado em Washington o arquiteto da luta implacável contra a rede Al-Qaeda em seu país, também saudou a relação histórica e estratégica entre Estados Unidos e Arábia Saudita.
Mas as divergências são evidentes. Obama se propõe a defender o acordo preliminar concluído junto com várias potências nucleares e com o Irã para impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica.
"Podemos imaginar de que forma o Irã poderá ser ainda mais provocador caso disponha de uma arma atômica", expressou Obama em uma entrevista ao jornal saudita Asharq al-Awsat, na qual também considerou indispensável suprimir "uma das principais ameaças à segurança da região".
Se o acordo com o Irã, que deve ser finalizado no fim de junho, é alvo de inquietações, as tensões se concentram no crescimento da presença da República Islâmica na região.
Para Bruce Riedel, do instituto Brookings, "não se trata de uma divergência sobre o número de centrífugas nucleares. Trata-se de saber se o Irã deve ser aceito como um interlocutor legítimo no seio da comunidade internacional".
Já Hussein Ibish, do Arab Gulf States Institute, afirmou que "os países do Golfo acreditam, acima de tudo, que a política americana começa a se inclinar ao Irã e se afasta de aliados tradicionais dos Estados Unidos na região".
Diversas vozes na região do Golfo pedem um acordo de defesa mútua nos moldes da Otan, mas este projeto não consta na agenda de Washington.
As monarquias esperam um compromisso americano mais profundo na Síria para debilitar o governo de Damasco.
Os Estados Unidos começaram a treinar um pequeno grupo de rebeldes sírios moderados na Jordânia para combater os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico, mas a Casa Branca se mostra reticente a se envolver mais que isto no conflito.
O encontro em Camp David pode ter como resultado anúncios de alcance limitado, como a intensificação de exercícios militares comuns ou uma coordenação melhor dos sistemas de defesa antimísseis nos países da região.