Ex-presidente do PT disse à TV 247 que 'a integração da América Latina não deve ser apenas uma integração ideológica'. Ele também analisou a 26ª reunião do Foro de São Paulo
PARAGUAI VÊ PARTIDO VINCULADO À CORRUPÇÃO À FRENTE NAS PESQUISAS ELEITORAIS!
(Sylvia Colombo – Folha de SP, 04) O Paraguai, que irá às urnas no final de abril, aparece em segundo lugar entre os países mais corruptos da América do Sul no Índice de Percepção da Corrupção, realizado pela ONG Transparência Internacional e divulgado na última semana —os que surgem como menos corruptos são Uruguai e Chile.
Esse vizinho economicamente importante do Brasil viveu anos de instabilidade política, com o racha no famoso Partido Colorado, de direita, de longe o mais poderoso do país, colocando o governo do presidente Mario Abdo Benítez outra vez sob risco de impeachment.
Apesar de ser uma nação em que o Estado rouba muito e na qual governam máfias do contrabando, como a do intocável ex-presidente Horacio Cartes —cujo império de tráfico ilegal de cigarros se estende por toda a região—, a disputa pela Presidência a princípio mostra um Partido Colorado à frente.
Trata-se da sigla que mais aparece vinculada a casos de corrupção. Nos últimos dias, foi a vez de os EUA abrirem os olhos da nação vizinha. Os americanos pressionaram Hugo Velázquez a desistir de sua candidatura ao acusá-lo de "significativamente corrupto". O atual vice-presidente estaria vinculado a uma tentativa de suborno para interromper uma investigação contra si mesmo. Ele deixou a corrida eleitoral.
Agora, o Departamento do Tesouro dos EUA ataca outros colorados, desta vez Cartes, acusando-o de ser responsável por uma "corrupção que socava as instituições democráticas" do Paraguai. Tanto o vice como o ex-presidente estão proibidos de ter acesso a bancos dos EUA ou de fazer negócios naquele país. Os americanos também apontam possíveis ligações de Cartes com a milícia libanesa Hizbullah.
Entre as denúncias que já foram feitas contra ele estão, além da de contrabando, evasão de divisas e suborno durante a campanha que o elegeu presidente. Hoje, ele está no comando do Partido Colorado.
Em 2021, a Folha cobriu in loco as manifestações contra o governo de Abdo Benítez, em Assunção. A sensação era de que se tratava de um movimento que iria crescer, impulsionado pela presença maciça de jovens. Esse cenário, porém, não ocorreu. A forte repressão fez os protestos minguarem e a pandemia acabou por terminar com eles. A oposição, à época débil, não conseguiu capitalizar politicamente o caso.
Agora parece haver alguma diferença. Efraín Alegre, líder do Partido Liberal Radical Autêntico e candidato à Presidência em três oportunidades, conseguiu amarrar uma coalizão de partidos de centro, centro-esquerda e esquerda, com a qual crê que será possível tirar os colorados do poder. É a primeira vez que uma aliança com essas características se forma no país desde a vitória de Fernando Lugo, em 2008.
Aliado ao bolsonarismo, o Colorado de Cartes estará representado pelo economista Santiago Peña. O ex-ministro, assim como Bolsonaro, é um admirador do ditador Alfredo Stroessner. Se vencer, o predomínio do partido sobre o Paraguai se estenderá, o que facilita a impunidade de toda uma geração de políticos.
As cifras ainda não permitem indicar nenhum grande favorito, embora a balança penda mais para o lado do Colorado. Seria importante se o país tivesse alternância de poder e investigasse todos esses casos. O descrédito internacional do Paraguai prejudica, além da economia local, o Brasil e o Mercosul.
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Chanceler do Chile, Heraldo Muñoz, pediu ao papa Francisco que Evo Morales acabe com "agressividade permanente" entre os dois países. Foto EFE
Santiago do Chile - O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, pediu nesta quinta-feira ao papa Francisco, que está em visita à Bolívia, que convença o governo de Evo Morales a "cessar a agressividade permanente" na disputa entre os dois países por um acesso ao mar aos bolivianos.
"O que a Bolívia pretende é afetar a integridade territorial do Chile e isso não é aceitável, como bem sabe o papa Francisco", disse o chanceler chileno.
As declarações foram dadas pouco depois de Francisco ter pedido ontem, em La Paz, um diálogo "franco e aberto" para "evitar conflitos com os países irmãos", citando o problema da saída ao mar exigida pela Bolívia ao Chile.
Sobre a solicitação do papa, o chanceler disse que o Chile sempre esteve aberto ao diálogo, algo frustrado pela Bolívia com sua reivindicação unilateral na Corte Internacional de Justiça (CIJ).
"Não negamos o diálogo, mas não podemos aceitar que se apresente como diálogo algo que não passa de uma demanda com um só resultado possível, resultado que viola um tratado válido e vigente", afirmou.
"Como disse o Vaticano, é preciso avançar a uma integração do século XXI e não ficar, como a Bolívia, no século XIX. O papa está dizendo, na realidade, que esse é um tema bilateral", concluiu o chefe da diplomacia chilena.
A Bolívia entrou com um processo contra o Chile na CIJ para que o país seja obrigado a negociar uma solução pacífica quanto ao pedido de La Paz de contar com um acesso soberado ao oceano Pacífico.
O governo chileno, no entanto, questionou a competência do tribunal da ONU para decidir sobre o assunto e aguarda que a corte se pronuncie sobre o recurso. EFE/Blog do Capitão Fernando
A presidente Dilma Rousseff iniciou nesta segunda-feira (11) uma visita oficial ao Peru, que deverá aprofundar a aliança estratégica assinada há dez anos entre os dois países.
Novos acordos de cooperação em infraestrutura, comércio e temas sociais serão assinados nesta ocasião.
Dilma, que assinou durante a manhã um declaração conjunta com o presidente peruano Ollanta Humala no Palácio do Governo, chegou acompanhada por 60 empresários que participarão em um fórum de negócios com líderes de empresas de ambos os países, e no qual serão exploradas novas oportunidades comuns de investimento.
"O Brasil investiu 6 bilhões de dólares no Peru, com mais de 70 empresas no país, incluindo as principais multinacionais brasileiras", enfatizou Dilma em uma mensagem no Twitter.
Peru e Brasil, que compartilham uma tensa fronteira e têm seus territórios banhados pelo Amazonas, darão particular importância ao cuidado com o meio ambiente através de um acordo relativo à monitoração e vigilância da região amazônica.
Outros dos compromissos abordam a redução de tarifas da telefonia móvel nas zonas de fronteira para a vigência de preços locais e não internacionais, assim como um acordo de cooperação trabalhista orientado a dar facilidades aos trabalhadores de ambos países.
Miguel Vega Alvear, presidente da Câmara Binacional de Comércio e Integração, afirmou à AFP que o Brasil "está em condições de quintuplicar seus investimentos no Peru durante os próximos vinte anos", passando de 6 a mais de 30 bilhões.
O empresário peruano se referiu a uma nova agenda para um cenário de duas décadas de cooperação nas áreas de energia, hidrovias, petroquímica, estradas, têxtil, turismo, entre outros.
Na última década, Brasil e Peru consolidaram projetos comuns de infraestrutura, desenvolvimento e segurança fronteiriça, educação, agricultura e programas sociais.
A balança comercial entre os dois países cresceu nos últimos seis anos acima dos 8% em média, de 2,3 a 3,7 bilhões de dólares anuais, segundo cifras da Associação Peruana de Exportações.
A visita de Dilma é a quarta ao Peru e será a oitava ocasião em que se encontrará com Humala.
A agenda da presidente brasileira inclui também uma cerimônia na prefeitura de Lima, onde a prefeita da capital, Susana Villarán, a declarará hóspede ilustre.
11.nov.2013 - Presidente Dilma Rousseff recebe honras militares em sua chegada ao Palácio do Governo, em Lima, Peru. A presidente iniciou na manhã desta segunda-feira (11) uma série de compromissos na capital peruana, com o intuito de estreitar a relação entre o Brasil e o país vizinho, sobretudo do ponto de vista econômico Ernesto Benavide/AFP