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Chile quer que Papa convença Bolívia a parar com hostilidade

Chanceler do Chile, Heraldo Muñoz, durante entrevista coletiva sobre acordo com o Brasil na área de direitos humanos
Chanceler do Chile, Heraldo Muñoz, pediu ao papa Francisco que Evo Morales acabe com "agressividade permanente" entre os dois países. Foto EFE

Santiago do Chile - O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, pediu nesta quinta-feira ao papa Francisco, que está em visita à Bolívia, que convença o governo de Evo Morales a "cessar a agressividade permanente" na disputa entre os dois países por um acesso ao mar aos bolivianos.
"O que a Bolívia pretende é afetar a integridade territorial do Chile e isso não é aceitável, como bem sabe o papa Francisco", disse o chanceler chileno.
As declarações foram dadas pouco depois de Francisco ter pedido ontem, em La Paz, um diálogo "franco e aberto" para "evitar conflitos com os países irmãos", citando o problema da saída ao mar exigida pela Bolívia ao Chile.

Sobre a solicitação do papa, o chanceler disse que o Chile sempre esteve aberto ao diálogo, algo frustrado pela Bolívia com sua reivindicação unilateral na Corte Internacional de Justiça (CIJ).
"Não negamos o diálogo, mas não podemos aceitar que se apresente como diálogo algo que não passa de uma demanda com um só resultado possível, resultado que viola um tratado válido e vigente", afirmou.
"Como disse o Vaticano, é preciso avançar a uma integração do século XXI e não ficar, como a Bolívia, no século XIX. O papa está dizendo, na realidade, que esse é um tema bilateral", concluiu o chefe da diplomacia chilena.
A Bolívia entrou com um processo contra o Chile na CIJ para que o país seja obrigado a negociar uma solução pacífica quanto ao pedido de La Paz de contar com um acesso soberado ao oceano Pacífico.
O governo chileno, no entanto, questionou a competência do tribunal da ONU para decidir sobre o assunto e aguarda que a corte se pronuncie sobre o recurso. EFE/Blog do Capitão Fernando

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