Mostrando postagens com marcador Grupos Terroristas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grupos Terroristas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

LFS Internacional - Operação francesa de desestabilização na África Ocidental - Créditos MPR.

LFS Internacional - 

Operação francesa de desestabilização na África Ocidental - 

Créditos MPR.


 ----------------




Junte-se à nossa Estrutura - Receba notícias colhidas da Imprensa especializada!


  • Receba nossas notícias através do grupo LFS Internacional no whatsapp: https://chat.whatsapp.com/Lli6CAtC6pZ40Yp1IFpej2






 ----------------


Uma “operação secreta” liderada pela França foi desmascarada no Sahel. O meio de comunicação da África Ocidental AES Info revela que identificou agentes franceses e afirma que Paris pretende desestabilizar os três países aliados da Aliança dos Estados do Sahel (AES): Burkina Faso, Mali e Níger.


A França recorreu a “uma rede complexa de ONG falsas”, afirma a AES Info, com filiais no Benim, no Chade e em vários outros países da África Ocidental.


O meio de comunicação revela os nomes das pessoas que identifica como agentes e também informa sobre a construção de acampamentos militares franceses na região.


Um deles é Thomas Giozzo, oficial de ligação da Direcção Geral dos Serviços Estrangeiros de França, que trabalhou na embaixada francesa em Niamey antes da deposição do Presidente Mohammed Bazoum em 26 de Julho do ano passado.


Outros franceses foram identificados como trabalhadores no Sahel com identidades falsas na fronteira com o Benim ou mesmo no Chade e na Nigéria. Segundo a AES Info, esses agentes criaram uma rede complexa utilizando falsas ONGs como cobertura para suas atividades.


A mídia também os acusa de terem fornecido equipamento militar e de comunicações a organizações terroristas, especialmente ao Boko Haram. A sua actividade consistiria em financiar grupos jihadistas para se instalarem em áreas críticas e causarem crises humanitárias, permitindo assim que "ONGs fictícias interviessem e fornecessem cobertura logística".


O relatório explica que a França construirá dois campos militares na Nigéria, em Guigani e Garingata, onde serão fornecidas armas aos terroristas Sarma e depois aos da região das três fronteiras.


Por fim, uma estrada logística de Kandi a Sokotto teria sido planejada com o objetivo de atacar simultaneamente áreas dos três países que compõem a AES.


Porque é que o Gana está fora do raio de acção jihadista?

Há já algum tempo que os ataques jihadistas que devastam o Sahel se espalharam gradualmente pela África Ocidental, com países como o Benim e o Togo afectados pelo terrorismo. Mas o Gana, embora seja um país vizinho do Burkina Faso, parece estar salvo até agora, embora tenham uma fronteira comum de 600 quilómetros.


Um relatório divulgado em julho pelo Instituto Clingendael denunciou que Gana é a retaguarda dos jihadistas (1) e esta semana a Reuters volta à briga com o mesmo (2). Os ataques ocorrem no Burkina Faso e os seus autores refugiam-se no norte do Gana.


A polícia ganense faz vista grossa porque o governo tem um “pacto de não agressão” tácito com o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), o braço da Al Qaeda na África Ocidental.


As minas de ouro artesanais do norte do Gana constituem um recurso que os jihadistas exploram para se financiarem sem atrair demasiada atenção. Os terroristas atravessam discretamente a fronteira para se abastecerem de alimentos, combustível e explosivos, e para tratarem os seus combatentes feridos em hospitais locais.


“Notámos vários incidentes em que membros ou associados da JNIM estiveram presentes no Gana para reabastecimento, recrutamento ou trânsito temporário”, sublinhou Kars De Bruijne, membro do Instituto Clingendael.


O embaixador do Gana no Burkina Faso reconhece que os jihadistas aproveitam as instalações fronteiriças, mas negou a existência de um acordo com o governo. Afirmou que o Gana está a colaborar activamente com o Burkina Faso para “expulsar” os insurgentes do seu território.


Um líder da JNIM manifestou aos meios de comunicação social a intenção do grupo de reforçar a sua presença no Gana, no Togo e no Benim.


(1) https://www.clingendael.org/sites/default/files/2024-10/a-beacon-of-democracy_0.pdf

(2) https://www.reuters.com/world/africa/ghana-sahel-jihadis-find-refuge-supplies-sources-say-2024-10-24/


 


Créditos MPR

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Aliança governista do Iraque e milícias pedem a premiê que solicite ataques aéreos russos


Primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi. na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.   01/10/2015   REUTERS/Eduardo Munoz

BAGDÁ (Reuters) - A coalizão que governa o Iraque e poderosas milícias xiitas do país pediram que o primeiro-ministro Haider al-Abadi solicite à Rússia que realize ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico, que controlam grandes partes do país, disseram à Reuters membros do gabinete e milicianos. Leia matéria.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Líder da Al Qaeda no Iêmen é morto. Wahishi já foi secretário de Osama Bin Laden



A Al Qaeda na Península Arábica (AQPA) anunciou nesta terça-feira a morte de seu líder Nasser al Wahishi em um bombardeio de um avião não tripulado americano no leste do Iêmen, e a nomeação como substituto do até agora dirigente militar Qasem al Rimi.
Em um vídeo divulgado em páginas web jihadistas, a AQPA explicou que Wahishi, que foi secretário de Osama bin Laden no Afeganistão, foi morto com outros dois companheiros em Al Mukala, capital da província de Hadramut.
A organização terrorista não detalhou onde e quando seu líder foi morto, mas uma fonte de segurança iemenita informou à Efe que o bombardeio do drone aconteceu na sexta-feira passada em Al Mukala, capital da província de Hadramut.
O xeque extremista Khaled Omar Baterfi, que leu o comunicado no filme, afirmou que "a jihad não vai ser detida pela morte dos líderes, mas seu sangue vai motivar os mujahedins (guerreiros santos) a se sacrificar".
"Nós nascemos nesta guerra e morreremos nela", ressaltou o xeque, que ameaçou os Estados Unidos com fazer provar "a amargura da guerra e da derrota até que deixe de apoiar os judeus ocupadores da Palestina e saia dos países muçulmanos".
Wahishi, também conhecido como Abu Basir, foi um estreito colaborador de Bin Laden e dos talibãs, e foi muito ativo no financiamento de operações da Al Qaeda.
Foi detido no Irã e depois entregue ao Iêmen em 2003, onde esteve preso até fevereiro de 2006, quando fugiu da prisão de Sana junto com outros 22 presos.
O falecido dirigente da AQPA liderou uma série de ataques sangrentos contra instalações governamentais e de segurança no Iêmen e foi incluído na lista internacional de procurados pela justiça em janeiro de 2010.
A AQPA, que reivindicou em janeiro passado o ataque terrorista contra a sede da revista francesa "Charlie Hebdo", é considerada por Washington o ramo mais ativo e perigoso da Al Qaeda. EFE/Blog do Capitão Fernando

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jovem de 24 anos libertada na semana passada estava em grupo de 300 mulheres em poder do grupo terrorista

Libertadas não eram do grupo sequestrado de meninas sequestradas há um ano
Libertadas não eram do grupo sequestrado de meninas sequestradas há um ano. BBC

"Todos os dias nós testemunhávamos a morte de uma de nós e esperávamos nossa vez". É assim que Asabe Umaru, de 24 anos, descreve o período que passou sequestrada com seus dois filhos pelo Boko Haram.
Ela estava em um grupo de 300 mulheres e crianças que estavam na floresta da Sambisa, no norte da Nigéria, e que foram libertadas pelo Exército nigeriano na semana passada. Na última semana, segundo os militares, cerca de 700 pessoas foram resgatadas em uma ofensiva contra o grupo extremista islâmico.
Durante o resgate em Sambisa, segundo as sobreviventes, algumas delas foram apedrejadas até a morte quando o Exército se aproximou.
Elas disseram que combatentes do Boko Haram começaram a atacá-las depois que elas se recusaram a fugir. As sobreviventes não souberam dizer quando mulheres teriam morrido.
Outras mulheres, segundo elas, foram mortas inadvertidamente pelos militares durante a operação de resgate.
Soldados não perceberam "a tempo que não éramos os inimigos" e algumas mulheres e crianças foram "atropeladas por seus caminhões", disse Umaru à agência de notícias Reuters.
No cativeiro, "eles não deixavam a gente se mover um centímetro," afirmou ela. "Tínhamos que ficar em um só lugar. Estávamos amarradas."
Segundo sobreviventes, elas eram vigiadas até quando iam ao banheiro.
Uma mulher disse que elas recebiam apenas uma refeição por dia.
"Éramos alimentadas apenas com milho seco à tarde, que não estava bom para o consumo humano", disse Cecilia Abel à Reuters. Isso levou à desnutrição, doença e morte.
Grávida
As sobreviventes disseram que, quando foram pegas, os militantes mataram homens e meninos mais velhos na frente de suas famílias antes de levar mulheres e crianças para a floresta.
Algumas foram obrigadas a se casar. Uma mulher, Lami Musa, de 27 anos, conseguiu evitar esse destino.

"Quando eles perceberam que eu estava grávida, disseram que eu estava impregnada por um infiel (seu marido) e o mataram", disse ela.
Segundo Musa, militantes disseram que ele teria que casar com o comandante uma semana após dar à luz.
"Eu tive filho à noite e fomos resgatados por soldados na manhã seguinte," acrescentou Musa, chorando.
Resgate
As mulheres e crianças viajaram durante três dias em caminhonetes da floresta Sambisa, onde foram resgatados, até o acampamento na cidade de Yola, onde chegaram na noite de sábado.
Por meio de entrevistas, as autoridades descobriram que quase todos os resgatados são de Gumsuri, uma aldeia perto da cidade de Chibok, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Aparentemente, nenhum dos reféns libertados são do grupo de mais de 200 estudantes de Chibok sequestradas pelo Boko Haram um ano atrás, em um sequestro em massa que levou a protestos em todo o mundo pedindo a libertação das meninas.
Milhares foram mortos no norte da Nigéria desde que o Boko Haram - que significa "educação ocidental é pecado" - começou sua insurgência, em 2009, para criar um Estado islâmico.
Em fevereiro, militares da Nigéria, apoiados por tropas dos países vizinhos, lançaram uma grande ofensiva contra os combatentes islâmicos, recapturando a maioria do território que o Boko Haram havia tomado no ano anterior.
Acredita-se que os últimos esconderijos restantes estejam na floresta Sambisa, que rodeia uma reserva com o mesmo nome.