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quinta-feira, 19 de março de 2026

A Argentina se retira oficialmente da OMS: como isso afetará o país?

 

A Argentina se retira oficialmente da OMS: como isso afetará o país?

Na prática, a decisão não exclui a Argentina dos principais mecanismos regionais de aquisição de vacinas, medicamentos e suprimentos médicos. A Argentina permanecerá na OPAS.A Argentina concluiu formalmente sua saída da Organização Mundial da Saúde em 17 de março, uma medida anunciada pelo governo de Javier Milei um ano antes e agora confirmada pelo Secretário de Relações Econômicas Internacionais, Pablo Quirno. Em sua declaração, Quirno afirmou que o país continuará promovendo a cooperação na área da saúde por meio de canais bilaterais e regionais, ao mesmo tempo em que salvaguarda integralmente sua soberania sobre as políticas de saúde pública.


quarta-feira, 8 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 08/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 08/04/20

- No momento em que escrevo estas notas, o mapa da John Hopkins University registra 1.446.242 casos de infectados pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 em todo o mundo. O Brasil aparece na 14ª. posição com 14.072 casos. No dia de ontem (7) a maioria dos comentários eram sobre a aceleração do número de casos e mortes nos EUA, que já bateram a casa dos 400 mil casos e tiveram quase 2000 mortes nas 24 horas entre o dia 6 e o dia 7 de abril. Cada vez mais irritado com os ataques que vem sofrendo por conta de sua inabilidade para se precaver e atuar melhor na crise, Trump atira para todos os lados. A vítima de seus pronunciamentos agora é a Organização Mundial da Saúde – OMS – que segundo ele é “chinocêntrica” e, portanto os EUA vão cortar suas contribuições financeiras à entidade. A ameaça foi feita no Dia Mundial da Saúde. 

- Outra vítima da ira de Trump ontem foi o presidente indiano Narendra Modi, ameaçado de “represálias” caso não cedesse em vender a hidroxicloriquna ao exterior. Segundo o chanceler indiano, Anurag Srivastava, “a Índia dará licença para a venda de paracetamol e hidoxicloriquina em quantidades adequadas para os países vizinhos que dependam de nossos préstimos”. A Índia é o maior produtor de medicamentos genéricos do mundo e sua exportação estava suspensa desde o dia 25 de março por conta da pandemia. Ainda segundo o chanceler, as exportações estarão direcionadas às nações mais duramente afetadas pela pandemia.

- E os EUA tiveram uma baixa nas forças armadas em meio à pandemia, na Marinha em particular, ainda por conta da confusão com o capitão do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, Brett Crozier. O secretário interino da marinha, Thomas Modly, renunciou ontem (7). Ele havia insultado Crozier. O capitão foi atacado por Modly e Trump após escrever uma carta criticando o confinamento de mais de 4000 tripulantes da embarcação em condições precárias após cerca de 100 terem testado positivo para o Sars-CoV-2. Modly havia dito que Crozier era “ingênuo ou estúpido demais para ser o comandante de um navio como este”. Por fim, a opinião pública ficou fortemente ao lado do capitão e Modly acabou por renunciar e o secretário de Defesa, Mark Esper, aceitou. Toda essa história parece uma notícia menor, mas nos atuais tempos de pandemia misturada com corrida eleitoral nos EUA há um grande significado de como Trump ainda poderá ser bastante atingido por sua ineficácia frente à crise. Lembre-se também que neste momento os EUA ameaçam uma abordagem militar para intervir na Venezuela e uma das principais frentes é a naval.

- Outra situação também foi pauta da imprensa internacional no dia de ontem sobre EUA e a crise do coronavírus. Trata-se da alta taxa de mortalidade de afrodescendentes. Agora que já passou da casa dos dez mil o número de mortos pela covid19, começam a aparecer dados significativos sobre os falecidos. Em cidades como Nova Orleans, Chicago e Detroit é evidente como estão morrendo desproporcionalmente mais pessoas negras. Cidades como Detroit, Chicago e Miwaukee também reportam situação semelhante. Segundo reportagem do The Guardian, em Chicago, por exemplo, onde 30% da população é negra, no caso das vítimas da covid19, 70% são negras. A explicação está em grande parte no fato de que está população está nos empregos mais precários e vulneráveis, muitas vezes em setores que não puderam adotar o homeoffice. São pessoas que estão nos transportes públicos e vivem em condições mais precárias, com coabitação e aglomeração. São também pessoas que não tem acesso a um atendimento básico de saúde, inexistente nos EUA. Devido aos altos custos dos atendimentos médicos, as pessoas mais vulneráveis adiam ao máximo a busca do serviço, podendo chegar tarde demais aos hospitais. É a herança prática do racismo, também revelada pela crise do coronavírus. 

- O México é outro país que tem chamado atenção para a forma com a qual vai enfrentar o período mais grave da pandemia e suas inevitáveis consequências na saúde publica, na economia, na política e nos aspectos sociais em geral. Ainda reverbera o pronunciamento de AMLO realizado no domingo (5) no que o governo chamou de balanço do trimestre. Primeiramente cético frente à ameaça sanitária do vírus, ao melhor exemplo de Trump, Bolsonaro e Daniel Ortega, AMLO acabou por aderir às recomendações médicas de distanciamento social. Em seu pronunciamento de domingo, a pandemia aparece como um contratempo que não deve tirar do foco de seu plano de governo original da “Quarta Transformação” com ampliação de empregos, reativação da economia e fim da corrupção. A questão é que todo o mundo está discutindo como manter minimamente as pessoas alimentadas e em segurança sanitária enquanto a economia é obrigada a ficar paralisada justamente pelas medidas de distanciamento social. E para esta situação AMLO não parece ter muitas respostas, para além de reduzir salários de servidores públicos, inclusive o seu e acomodar recursos de gastos do governo no enfrentamento à crise. E neste aspecto setores do comércio, das pequenas e médias empresas, para além da indústria dizem que o governo não ofereceu nenhum plano que dê respostas à esta questão. Uma grande tensão no país parece se avizinhar. E eu não estranharia se logo começarem os burburinhos de uma derrubada de AMLO impulsionada pelo setor empresarial.

- O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, segue hospitalizado desde segunda (6) e as notícias da imprensa britânica nesta manhã é de que ele está “respondendo bem” ao tratamento na UTI. Esta foi a segunda noite dele no hospital St. Thomas e enquanto ele está lá um grande debate político se dá no país sobre os poderes de seu “substituto”. Não existe uma figura de vice-premiê ou premiê interino. Formalmente quem governa é o gabinete, formado pelo primeiro ministro e demais ministros. Neste momento quem o substitui no poder, por indicação do próprio Johnson, é o chefe da diplomacia, ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab. Com poderes bem limitados, Raab não pode, por exemplo, demitir ou admitir ministros ou falar com a Rainha.

- A Polônia tem um problema democrático concreto com a pandemia do coronavírus. Eleições presidenciais estão marcadas para o dia 10 maio. O governo do partido ultraconservador Pis (Lei e Justiça) tenta aprovar no parlamento uma proposta para que as eleições sejam realizadas por correio, algo que nunca ocorreu no país. A oposição qualificou a proposta de golpe de Estado. O atual presidente Andrzej Duda, do PiS, lidera as pesquisas de opinião sobre o pleito. A princípio uma primeira proposta foi rejeitada, mas o governo modificou o projeto e a segunda versão, em que o presidente do congresso fica com o poder de mudar a data do pleito, foi aprovada na câmara baixa e seguiu para senado. Outra proposta aventada por partidos aliados do PiS é a extensão do mandato da presidência em 2 anos. A principal opositora do atual presidente ultraconservador é uma liberal, Malgorzata Kidawa-Blonska, líder de um partido de uma composição de partidos de centro-direita, Coalizão Cívica. Ela aparece com 16% nas pesquisas, enquanto Duda está com 51%. Em condições normais, caso o primeiro colocado não tivesse mais de 50%, o segundo turno seria dia 24 de maio. O coronavírus segue desafiando a saúde, a economia e a democracia mundo afora.

- Estão suspensas por ora as conversações entre o governo do Afeganistão e o grupo dos Talibãs. As conversas se davam para concretizar a troca de prisioneiros, fruto de um acordo inédito entre o governo afegão, o governo dos EUA e os Talibãs após quase duas décadas de conflito armado pós-11 de setembro. Desde o início o “acordo” tem sido muito questionado por vários analistas que não veem muita substância real nele.

- Ontem (7) foi um dia de manifestações de solidariedade ao ex-presidente Rafael Correa por líderes latino-americanos. O ex-presidente do Equador (2007 – 2017) foi condenado a oito anos de prisão por corrupção pelo Tribunal da Corte Nacional de Justiça do Equador em um caso de flagrante perseguição política, semelhante aos casos de Lula no Brasil, Kirchner na Argentina e outros. O Equador tem eleições marcadas para 2021 e Correa é pré-candidato (já vimos esse filme). O presidente Lenin Moreno, do Equador, tem sido denunciado como um dos mais inábeis para lidar com a pandemia do coronavírus na América do Sul.

- O embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, se pronunciou sobre o caso das cargas de materiais e suprimentos médicos compradas pelo Brasil e que estão sendo interceptadas nos EUA. Ele fez uma coletiva online ontem (7) e disse que seu país não adquiriu, comprou, reteve ou bloqueou qualquer equipamento hospitalar ou medicação que estivesse destinada ao Brasil. A embaixada da China afirma, no entanto, que uma carga comprada pelo governo da Bahia de fabricantes chineses, não consegui sair do aeroporto de Miami na Flórida, primeiro por impedimentos da alfandega americana e na sequencia por ter sido comprada pela prefeitura de Nova Iorque.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

*Notas internacionais (por Ana Prestes) – 01/04/20*

*Notas internacionais (por Ana Prestes) – 01/04/20*

- Infelizmente não é uma brincadeira pelo dia da mentira. O quarto mês de 2020 começa hoje, primeiro de abril, em meio a uma pandemia global provocada pelo novo coronavírus, denominado Covid19, e que já atingiu 874 mil pessoas e vitimou 43 mil em todo o globo.

- Ao contrário de janeiro e fevereiro, quando a China liderava o número de casos, hoje os EUA estão no topo dos países afetados, com 189.633 casos, o dobre da China no auge do surto. A projeção da Casa Branca, nos EUA, é de que pode haver de 100 mil a 240 mil mortes nos EUA provocadas pelo coronavírus, mesmo com as regras de distanciamento social sendo obedecidas. Somente ontem (31) 800 pessoas faleceram. É o maior número de mortes por dia até aqui. Metade dos óbitos são no estado de Nova Iorque, epicentro da epidemia no país. Trump disse: “eu quero que cada americano esteja preparado para dias difíceis. Nós vamos passar por duas semanas muito brutais”.

- Um editorial publicado ontem pelo jornal inglês The Guardian diz que Jair Bolsonaro é “um perigo para os brasileiros”. O jornal é um dos mais lidos do mundo e está prestes a completar dois séculos de existência. Segundo o editorial, “muitos governos terão que responder por seus erros e complacência quando a pandemia terminar. O desempenho de Bolsonaro está em uma categoria única”. Outros jornais e diversos veículos da imprensa internacional retratam o presidente brasileiro como um caso único de irresponsabilidade perante à pandemia.

- A OMS, com tantas coisas para fazer em meio a uma pandemia que já atinge quase um milhão de pessoas em todo o mundo e já matou mais de quarenta mil, precisou parar uns minutinhos para reiterar as distorções feitas por Bolsonaro da fala de Tedros Adhanom Ghebreyesus, seu diretor geral. O presidente brasileiro, visto em todo o mundo como o chefe de Estado mais irresponsável perante à crise, atribuiu a Tedros uma fala contrária ao isolamento social, quando na verdade, o diretor afirmou que o isolamento social deve ser combinado com o apoio econômico por parte dos Estados para os setores mais vulneráveis da sociedade, especialmente os que se encontram na atividade econômica informal.

- O Ministério Público venezuelano convocou Juan Guaidó para uma audiência pública amanhã (2) no âmbito de uma investigação por tentativas de golpe de Estado e magnicídio contra o presidente Nicolas Maduro. Nesse mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, deve apresentar nos EUA um plano para a formação de um governo de transição na Venezuela. O governo americano está chantageando a Venezuela que neste momento precisa de apoio financeiros para enfrentar a pandemia da Covid19. Alegam que suspenderão as sanções ao país caso Maduro abra mão do poder e igualmente Guiadó abra mão momentaneamente de seu poder autoproclamado e o país fique a cargo de um conselho de cinco membros eleito pela assembleia nacional que governaria o país até novas eleições presidenciais e parlamentares a serem realizadas no final de 2020. A proposta vem na sequencia da procuradoria geral dos EUA ter denunciado o presidente Maduro e mais 12 membros do governo venezuelano por narcotráfico e ter estabelecido prêmios de 15 milhões por sua prisão e 10 milhões pela prisão dos demais denunciados. Vem também na sequencia do desbaratamento de um plano de magnicídio revelado por um ex-general das forças armadas bolivarianas da Venezuela e descoberta de armas e equipamentos de segurança na fronteira com a Colômbia.

- O presidente Alberto Fernández, da Argentina, tem sido reconhecido mundialmente como um dos chefes de estado sulamericanos que melhor lida com a crise do coronavírus. Sua popularidade chegou aos 80% na condução das medidas contra a pandemia e a adesão de todo o país às medidas salta aos olhos. Houve uma trégua política notória e todos os setores se uniram, assim como todas as esferas administrativas. Mas como nem tudo é só calmaria em uma Argentina que segue arrasada economicamente pela política neoliberal de Macri e está em seu terceiro ano de recessão econômica, uma nova polêmica surgiu quando o presidente disse a empresários que era chegada a hora de “lucrar menos”. Ao dizer isso, Fernandez estava reagindo a grandes industriais que demitiram em massa, como a siderúrgica Techint, pelo twitter ele chamou os industriais de “miseráveis” e que estes se “esqueciam de quem trabalhava para eles”. A reação da classe média e alta foi de fazer protestos nas redes e nas janelas para exigir que os políticos em geral reduzam seus salários para dar o exemplo. A Argentina é um país de cultura de rua e de muita militância política. Isso se reflete também em tempos de quarentena nas janelas, sacadas e varandas. Para se ter um exemplo. Na última segunda-feira houve às 18h um “barulhaço” contra o feminicídio e a violência doméstica, às 20h30 aplausos para os profissionais da saúde e na sequencia às 21h30 um panelaço contra os políticos, para que reduzam seus salários.

- No Uruguai também circula essa ideia de redução de 30% dos salários dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário, durante quatro meses. A proposta é puxada pelo próprio presidente recém empossado Luis Alberto Lacalle Pou.

- O novo embaixador dos EUA chegou ao Brasil. Trata-se de Todd Chapman, historiador e diplomata de carreira, e que está indicado por Trump desde outubro do ano passado. Foi confirmado pelo Senado americano em fevereiro deste ano. Ele já havia servido no Brasil como vice-chefe de Missão (2011). Viveu em SP na infância e fala português fluentemente. A própria Embaixada divulgou as palavras do novo embaixador: “Meu foco imediato será ajudar o governo brasileiro, o povo brasileiro e os 260 mil norte-americanos residentes no Brasil em sua resposta à emergência de saúde causada pela covid-19. Há muito o que fazer e estou ansioso para começar a trabalhar”. Anteriormente ele estava no Equador, no período de 2016-2019, justamente o período em que as forças políticas ligadas ao ex-presidente Rafael Correa foram afastadas do poder, com a traição de Lenin Moreno, e houve uma guinada pró-EUA no país. Há relatos dos equatorianos de pressões sobre a diplomacia do país para votos nos organismos multilaterais que favorecessem os interesses dos EUA, até mesmo em questões como incentivo ao aleitamento materno que prejudicam a indústria alimentícia americana de produtos substitutos do leite materno.

- Enquanto por aqui nas Américas, os EUA se aproveitam da crise do coronavírus para avançar sobre a Venezuela, na Europa o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, desde segunda (30) tem direito a governar por decretos por tempo ilimitado. Foi aprovada pelo parlamento húngaro uma lei que lhe dá esse direito usando a pandemia como justificativa. Na prática foi um golpe contra a democracia “com supremo com tudo”. Parlamento e Judiciário apoiaram. A Hungria é até agora o país europeu menos atingido pelo coronavírus, com 525 casos e 20 mortes. Alguns cientistas políticos tem usado o termo “autocracia eleitoral” para designar o status da Hungria. Na nova lei que dá super poderes a Orbán está prevista a prisão de até cinco anos para quem difundir informações que o governo considere incorretas sobre a pandemia e oito anos de prisão para quem desrespeitar a quarentena. Ontem (31) a presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen, fez um alerta, sem nominar a Hungria, que a luta contra o coronavirus não pode se tornar uma luta contra a democracia. A líder também defendeu a liberdade de imprensa.

- Continua a disputa no seio da União Europeia a respeito dos “coronabonds”, espécie de bônus para um endividamento comum de toda a comunidade enquanto investe recursos para superar a pandemia do coronavírus. A Alemanha segue sendo o país mais contrário à iniciativa. França, Espanha e Itália são os mais interessados nos bônus. Angela Merkel insiste em lidar com a crise através das ferramentas financeiras já existentes na zona do euro, como o chamado mecanismo de estabilidade europeu.

- Enquanto os EUA seguem bloqueando economicamente o Irã e prejudicado o país que tem dificuldade para adquirir medicamentos no mercado mundial em meio à pandemia por coronavírus, França, Alemanha e Reino Unido estão conseguindo driblar o bloqueio. Estão usando o INSTEX (Instrumento de apoio a intercâmbios comerciais), criado para manter ativo o pacto nuclear de 2015 quebrado unilateralmente pelos EUA. Uma declaração do ministério de relações exteriores da Alemanha, divulgada pela imprensa, diz que um primeiro envio já foi realizado e que medicamentos e suprimentos de saúde já estão no Irã. O mecanismo permite que empresas desses países exportem e importem do Irã sem o uso do dólar, fugindo assim das sanções estadunidenses.

- A Rússia enviou um avião militar com material médico e de proteção aos profissionais de saúde para os EUA. O fato ocorre após pelo menos seis anos de relação instável, sanções, fim de um pacto comum de controle armamentício, acusações de ingerência e etc. Trump disse que a Rússia “enviou uma carga de avião muito, muito grande. Equipe médica. Muito agradável”. A Rússia enviou há algumas semanas 15 aviões militares para a Itália, muito antes da União Europeia conseguir dar algum apoio concreto ao país.

- Um país da Ásia Central, o Turcomenistão, adotou uma forma inusitada de enfrentar o coronavírus. Seu governo proibiu o uso da palavra “coronavirus” na vida pública. O presidente do país determinou o banimento da palavra da mídia estatal e também privada. O país de 5,8 milhões de pessoas tem assistido a prisão de pessoas que falam sobre a doença ou que usam máscaras. O Turcomenistão está pertinho do Irã, um dos países mais atingidos pela pandemia.

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