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quarta-feira, 26 de abril de 2023

LFS INTERNACIONAL - Juan Guaidó atravessa fronteira com a Colômbia a pé, é expulso pelo governo e vai para Miami - créditos CNN

LFS INTERNACIONAL - VENEZUELA

Juan Guaidó atravessa fronteira com a Colômbia a pé, é expulso pelo governo e vai para Miami.

Créditos CNN/Reuters/Gaby Oraa.

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Guaidó atravessa fronteira com a Colômbia a pé, é expulso pelo governo e vai para Miami

Ex-líder da oposição venezuelana foi ao país de surpresa com esperança de participar de uma cúpula internacional

Juan Guaidó em Caracas
Juan Guaidó em Caracas27/9/2022. REUTERS/Gaby Oraa

Da Reuters

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O ex-líder da oposição venezuelana Juan Guaidó chegou a Miami na terça-feira (25) após uma visita surpresa à Colômbia no dia anterior, onde esperava se encontrar com os participantes de uma cúpula internacional.

Guaidó chegou inesperadamente no país na véspera do encontro, organizada pelo governo do presidente esquerdista Gustavo Petro com o objetivo de reiniciar as negociações paralisadas entre o governo venezuelano e políticos da oposição.

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Ele embarcou em um avião na capital da Colômbia, Bogotá, na segunda-feira (24), poucas horas depois de dizer no Twitter que havia cruzado para a Colômbia a pé.

“Depois de 70 horas ou mais de viagem, ainda estou muito preocupado com minha família e equipe”, disse Guaidó a jornalistas após chegar a Miami, referindo-se às ameaças que disse ter recebido.

A visita de Guaidó atraiu críticas de autoridades colombianas, com o ministro das Relações Exteriores, Alvaro Leyva, dizendo na que o ex-líder da oposição venezuelana havia entrado no país de forma inadequada.

A agência de migração da Colômbia acompanhou Guaidó ao aeroporto de Bogotá para garantir sua partida para os Estados Unidos, informou o ministério na segunda.

“Basta entrar com seu passaporte e pedir asilo. Com prazer, teria sido oferecido. Você não precisa entrar ilegalmente”, escreveu Petro no Twitter, acrescentando que Guaidó recebeu permissões de trânsito.

Leyva disse a jornalistas que Guaidó estava acompanhado por autoridades dos EUA no aeroporto e sua passagem foi fornecida pelos EUA.

“Juan Guaidó acredita que está sob ameaça e partiu da Venezuela para a Colômbia. Ajudamos sua partida para os Estados Unidos”, disse uma autoridade dos EUA sob condição de anonimato. Guaidó havia dito que esperava encontrar delegações em Bogotá para a cúpula. Ele pediu aos participantes que falassem pelos venezuelanos no exílio, servindo como a voz que Maduro queria tirar de mim”.

A conferência de terça, marcada para a presença de representantes de 19 países e da União Europeia, visa ajudar a reiniciar as negociações paralisadas no México.

Guaidó, um engenheiro de 39 anos, liderou um governo interino por quase três anos antes de ser substituído como chefe da legislatura da oposição no final de 2022.

O partido Vontade Popular de Guaidó disse em um comunicado que rejeitou seu tratamento pelo governo da Colômbia.

Créditos CNN

 




quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

PAINEL - *”Brasil seguirá reconhecendo Guaidó como presidente da Venezuela, mesmo ele não sendo deputado”*

 PAINEL - *”Brasil seguirá reconhecendo Guaidó como presidente da Venezuela, mesmo ele não sendo deputado”*: O Brasil seguirá reconhecendo Juan Guaidó como autodeclarado presidente da Venezuela mesmo após a posse da nova Assembleia Nacional, em 5 de janeiro. Nessa data, Guaidó, que boicotou a eleição, deixa de ser deputado. O líder oposicionista reivindica ocupar o lugar do ditador Nicolás Maduro por ser chefe do órgão legislativo. O Itamaraty diz que o fato de as eleições terem sido fraudulentas as torna inválidas.

Créditos FPA

quinta-feira, 2 de abril de 2020

*Notas internacionais (por Ana Prestes) – 01/04/20*

*Notas internacionais (por Ana Prestes) – 01/04/20*

- Infelizmente não é uma brincadeira pelo dia da mentira. O quarto mês de 2020 começa hoje, primeiro de abril, em meio a uma pandemia global provocada pelo novo coronavírus, denominado Covid19, e que já atingiu 874 mil pessoas e vitimou 43 mil em todo o globo.

- Ao contrário de janeiro e fevereiro, quando a China liderava o número de casos, hoje os EUA estão no topo dos países afetados, com 189.633 casos, o dobre da China no auge do surto. A projeção da Casa Branca, nos EUA, é de que pode haver de 100 mil a 240 mil mortes nos EUA provocadas pelo coronavírus, mesmo com as regras de distanciamento social sendo obedecidas. Somente ontem (31) 800 pessoas faleceram. É o maior número de mortes por dia até aqui. Metade dos óbitos são no estado de Nova Iorque, epicentro da epidemia no país. Trump disse: “eu quero que cada americano esteja preparado para dias difíceis. Nós vamos passar por duas semanas muito brutais”.

- Um editorial publicado ontem pelo jornal inglês The Guardian diz que Jair Bolsonaro é “um perigo para os brasileiros”. O jornal é um dos mais lidos do mundo e está prestes a completar dois séculos de existência. Segundo o editorial, “muitos governos terão que responder por seus erros e complacência quando a pandemia terminar. O desempenho de Bolsonaro está em uma categoria única”. Outros jornais e diversos veículos da imprensa internacional retratam o presidente brasileiro como um caso único de irresponsabilidade perante à pandemia.

- A OMS, com tantas coisas para fazer em meio a uma pandemia que já atinge quase um milhão de pessoas em todo o mundo e já matou mais de quarenta mil, precisou parar uns minutinhos para reiterar as distorções feitas por Bolsonaro da fala de Tedros Adhanom Ghebreyesus, seu diretor geral. O presidente brasileiro, visto em todo o mundo como o chefe de Estado mais irresponsável perante à crise, atribuiu a Tedros uma fala contrária ao isolamento social, quando na verdade, o diretor afirmou que o isolamento social deve ser combinado com o apoio econômico por parte dos Estados para os setores mais vulneráveis da sociedade, especialmente os que se encontram na atividade econômica informal.

- O Ministério Público venezuelano convocou Juan Guaidó para uma audiência pública amanhã (2) no âmbito de uma investigação por tentativas de golpe de Estado e magnicídio contra o presidente Nicolas Maduro. Nesse mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, deve apresentar nos EUA um plano para a formação de um governo de transição na Venezuela. O governo americano está chantageando a Venezuela que neste momento precisa de apoio financeiros para enfrentar a pandemia da Covid19. Alegam que suspenderão as sanções ao país caso Maduro abra mão do poder e igualmente Guiadó abra mão momentaneamente de seu poder autoproclamado e o país fique a cargo de um conselho de cinco membros eleito pela assembleia nacional que governaria o país até novas eleições presidenciais e parlamentares a serem realizadas no final de 2020. A proposta vem na sequencia da procuradoria geral dos EUA ter denunciado o presidente Maduro e mais 12 membros do governo venezuelano por narcotráfico e ter estabelecido prêmios de 15 milhões por sua prisão e 10 milhões pela prisão dos demais denunciados. Vem também na sequencia do desbaratamento de um plano de magnicídio revelado por um ex-general das forças armadas bolivarianas da Venezuela e descoberta de armas e equipamentos de segurança na fronteira com a Colômbia.

- O presidente Alberto Fernández, da Argentina, tem sido reconhecido mundialmente como um dos chefes de estado sulamericanos que melhor lida com a crise do coronavírus. Sua popularidade chegou aos 80% na condução das medidas contra a pandemia e a adesão de todo o país às medidas salta aos olhos. Houve uma trégua política notória e todos os setores se uniram, assim como todas as esferas administrativas. Mas como nem tudo é só calmaria em uma Argentina que segue arrasada economicamente pela política neoliberal de Macri e está em seu terceiro ano de recessão econômica, uma nova polêmica surgiu quando o presidente disse a empresários que era chegada a hora de “lucrar menos”. Ao dizer isso, Fernandez estava reagindo a grandes industriais que demitiram em massa, como a siderúrgica Techint, pelo twitter ele chamou os industriais de “miseráveis” e que estes se “esqueciam de quem trabalhava para eles”. A reação da classe média e alta foi de fazer protestos nas redes e nas janelas para exigir que os políticos em geral reduzam seus salários para dar o exemplo. A Argentina é um país de cultura de rua e de muita militância política. Isso se reflete também em tempos de quarentena nas janelas, sacadas e varandas. Para se ter um exemplo. Na última segunda-feira houve às 18h um “barulhaço” contra o feminicídio e a violência doméstica, às 20h30 aplausos para os profissionais da saúde e na sequencia às 21h30 um panelaço contra os políticos, para que reduzam seus salários.

- No Uruguai também circula essa ideia de redução de 30% dos salários dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário, durante quatro meses. A proposta é puxada pelo próprio presidente recém empossado Luis Alberto Lacalle Pou.

- O novo embaixador dos EUA chegou ao Brasil. Trata-se de Todd Chapman, historiador e diplomata de carreira, e que está indicado por Trump desde outubro do ano passado. Foi confirmado pelo Senado americano em fevereiro deste ano. Ele já havia servido no Brasil como vice-chefe de Missão (2011). Viveu em SP na infância e fala português fluentemente. A própria Embaixada divulgou as palavras do novo embaixador: “Meu foco imediato será ajudar o governo brasileiro, o povo brasileiro e os 260 mil norte-americanos residentes no Brasil em sua resposta à emergência de saúde causada pela covid-19. Há muito o que fazer e estou ansioso para começar a trabalhar”. Anteriormente ele estava no Equador, no período de 2016-2019, justamente o período em que as forças políticas ligadas ao ex-presidente Rafael Correa foram afastadas do poder, com a traição de Lenin Moreno, e houve uma guinada pró-EUA no país. Há relatos dos equatorianos de pressões sobre a diplomacia do país para votos nos organismos multilaterais que favorecessem os interesses dos EUA, até mesmo em questões como incentivo ao aleitamento materno que prejudicam a indústria alimentícia americana de produtos substitutos do leite materno.

- Enquanto por aqui nas Américas, os EUA se aproveitam da crise do coronavírus para avançar sobre a Venezuela, na Europa o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, desde segunda (30) tem direito a governar por decretos por tempo ilimitado. Foi aprovada pelo parlamento húngaro uma lei que lhe dá esse direito usando a pandemia como justificativa. Na prática foi um golpe contra a democracia “com supremo com tudo”. Parlamento e Judiciário apoiaram. A Hungria é até agora o país europeu menos atingido pelo coronavírus, com 525 casos e 20 mortes. Alguns cientistas políticos tem usado o termo “autocracia eleitoral” para designar o status da Hungria. Na nova lei que dá super poderes a Orbán está prevista a prisão de até cinco anos para quem difundir informações que o governo considere incorretas sobre a pandemia e oito anos de prisão para quem desrespeitar a quarentena. Ontem (31) a presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen, fez um alerta, sem nominar a Hungria, que a luta contra o coronavirus não pode se tornar uma luta contra a democracia. A líder também defendeu a liberdade de imprensa.

- Continua a disputa no seio da União Europeia a respeito dos “coronabonds”, espécie de bônus para um endividamento comum de toda a comunidade enquanto investe recursos para superar a pandemia do coronavírus. A Alemanha segue sendo o país mais contrário à iniciativa. França, Espanha e Itália são os mais interessados nos bônus. Angela Merkel insiste em lidar com a crise através das ferramentas financeiras já existentes na zona do euro, como o chamado mecanismo de estabilidade europeu.

- Enquanto os EUA seguem bloqueando economicamente o Irã e prejudicado o país que tem dificuldade para adquirir medicamentos no mercado mundial em meio à pandemia por coronavírus, França, Alemanha e Reino Unido estão conseguindo driblar o bloqueio. Estão usando o INSTEX (Instrumento de apoio a intercâmbios comerciais), criado para manter ativo o pacto nuclear de 2015 quebrado unilateralmente pelos EUA. Uma declaração do ministério de relações exteriores da Alemanha, divulgada pela imprensa, diz que um primeiro envio já foi realizado e que medicamentos e suprimentos de saúde já estão no Irã. O mecanismo permite que empresas desses países exportem e importem do Irã sem o uso do dólar, fugindo assim das sanções estadunidenses.

- A Rússia enviou um avião militar com material médico e de proteção aos profissionais de saúde para os EUA. O fato ocorre após pelo menos seis anos de relação instável, sanções, fim de um pacto comum de controle armamentício, acusações de ingerência e etc. Trump disse que a Rússia “enviou uma carga de avião muito, muito grande. Equipe médica. Muito agradável”. A Rússia enviou há algumas semanas 15 aviões militares para a Itália, muito antes da União Europeia conseguir dar algum apoio concreto ao país.

- Um país da Ásia Central, o Turcomenistão, adotou uma forma inusitada de enfrentar o coronavírus. Seu governo proibiu o uso da palavra “coronavirus” na vida pública. O presidente do país determinou o banimento da palavra da mídia estatal e também privada. O país de 5,8 milhões de pessoas tem assistido a prisão de pessoas que falam sobre a doença ou que usam máscaras. O Turcomenistão está pertinho do Irã, um dos países mais atingidos pela pandemia.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

VENEZUELA - Nicolas Maduro propõe ideia de "mesa de diálogo permanente" entre governo e oposição

Maduro propõe ideia de "mesa de diálogo permanente" entre governo e oposição


 
Caracas, 28 ago (Xinhua) -- O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, disse que propôs a criação de uma "mesa de diálogo permanente" entre o partido socialista no poder e a oposição apoiada pelos EUA.
"Propus a criação de um mecanismo permanente de diálogo, uma mesa de diálogo permanente, capaz de suportar qualquer tempestade, dificuldade, situação. Um diálogo pela paz", afirmou Maduro em uma recente entrevista à Xinhua.
Maduro disse que também propôs que os dois lados discutissem os principais problemas enfrentados pela Venezuela e "procurassem soluções compartilhadas e acordadas".
O presidente insistiu que o diálogo é o único meio de superar o impasse político em seu país.
O governo da Venezuela retomou o diálogo com a oposição, depois de se afastar brevemente das negociações para protestar contra as sanções norte-americanas, que visavam impedir o acesso do governo a capital, especialmente de dólares americanos, e afetando o governo do presidente, Maduro.
O líder da oposição, Juan Guaidó, decidiu em janeiro não reconhecer Maduro e se declarou "presidente interino" da nação, provocando uma crise duradoura no país.
Créditos Xinhua, publicado originalmente em - http://portuguese.xinhuanet.com/2019-08/30/c_138350284.htm