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terça-feira, 16 de novembro de 2021

INTERNACIONAL - Repercutimos a Edição 16/11/2021 do Ex-Blog do César Maia - COVID: COMO A ALEMANHA PERDEU CONTROLE SOBRE PANDEMIA DE CORONAVÍRUS! (BBC, 12)

 


COVID: COMO A ALEMANHA PERDEU CONTROLE SOBRE PANDEMIA DE CORONAVÍRUS!


(BBC, 12) Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, a Alemanha registrou, recentemente, mais de 50 mil casos diários da doença.

De acordo com o Instituto Robert Koch, a agência pública de controle e prevenção de doenças, 50.196 infecções foram confirmadas na quarta-feira (10/11), tornando a Alemanha o país europeu com o maior número de contágios diários.

Com quase 250 infecções por 100 mil habitantes, a situação do país é muito pior do que na França (94) ou na Itália (73), segundo dados do Statista citados pela agência de notícias AFP.

A força com que esta quarta onda de Covid-19 atinge a Alemanha tem disparado o alerta não só dos agentes de saúde, mas também políticos e econômicos. Scholz, o atual vice-chanceler e provável sucessor de Angela Merkel, afirmou na quinta-feira que o país precisa aplicar maiores restrições para conter o aumento dos casos e, assim, poder "passar por este inverno [boreal]".

"Mesmo que a situação seja diferente [do inverno passado] porque muitas pessoas foram vacinadas, ainda não é boa, especialmente porque até agora bastante gente não optou por ser vacinada", acrescentou.

A vacinação insuficiente contra Covid-19 é vista como a principal causa do aumento de casos da doença. Desde meados de outubro, as infecções e mortes pelo novo coronavírus vêm aumentando na Alemanha, algo que os especialistas atribuem à taxa de vacinação relativamente baixa, já que apenas 67% da população tomou as duas doses, segundo a publicação Our World in Data da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Com este percentual, o país está atrás de nações como Portugal (88%), Espanha (80%), Irlanda (75%), Bélgica (74%) e Itália (72%), entre outros.

No total, cerca de 16 milhões de alemães acima de 12 anos não estão totalmente vacinados. E isso não se deve à falta de insumos.

O governo alemão reconheceu que é improvável que muitas dessas pessoas sejam persuadidas a tomar a vacina, apesar do fato de esta quarta onda está sendo considerada, como em muitas outras partes do mundo, uma pandemia de não vacinados.

Na quarta-feira, o Estado da Saxônia registrou o maior índice de infecções do país: cerca de 459 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional é inferior a 250.

A Saxônia também tem a menor taxa de vacinação: apenas 57% de sua população foi imunizada.

Os efeitos da decisão de vacinar ou não se refletem nos centros de saúde.

Na unidade de terapia intensiva para Covid-19 do Hospital Universitário de Leipzig, por exemplo, havia 18 pessoas internadas, das quais apenas quatro haviam sido vacinadas, segundo a correspondente da BBC na Alemanha Jenny Hill.

"É muito difícil motivar a equipe a tratar os pacientes agora nesta quarta onda. Uma grande parte da população ainda subestima o problema", diz o professor Sebastian Stehr, chefe da ala de Covid-19 do hospital.

As consequências em termos de vidas humanas podem ser muito altas. De acordo com Christian Drosten, um dos virologistas mais renomados da Alemanha, cerca de 100 mil pessoas podem morrer no país se não forem tomadas medidas para impedir esta quarta onda agressiva.

"Temos que agir agora", enfatizou Drosten, que descreveu a situação como uma verdadeira emergência.

Para tentar deter as infecções, já estão sendo esboçadas uma série de restrições.

O Partido Social-Democrata, o Partido Verde e o liberal FDP — que estão em negociação para formar uma nova coalizão de governo — apresentaram uma série de propostas no Parlamento para fazer frente à pandemia.

Entre elas, está permitir o acesso a determinados locais apenas para aqueles que foram vacinados ou que já se recuperaram da doença, endurecer as exigências de teste de Covid-19 em ambientes de trabalho e reintroduzir os testes rápidos de antígeno, que foram aplicados no verão passado.

Estas propostas serão analisadas pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se aprovadas, podem entrar em vigor até o fim do mês.

No Estado da Saxônia, eles já começaram a aplicar algumas medidas adicionais, como a proibição da entrada de pessoas não vacinadas em bares, restaurantes, eventos públicos e instalações esportivas e recreativas.

A medida irritou os grupos antivacina que realizaram um protesto no último fim de semana em Leipzig, no qual participaram milhares de pessoas.

"Isso é discriminação e queremos expressar com veemência que não aceitamos isso em nossa sociedade", enfatizou Leif Hansen, representante de um dos grupos antivacina de Leipzig.

"Dizem que a vacina não faz mal e que deveria dar aos meus filhos. Jamais! Tenho a sensação de que isso nunca deveria entrar no meu corpo e lutarei o máximo que puder para evitar", disse Hansen à BBC.

Além destas restrições, muitos temem que um novo lockdown seja imposto.

Entre eles, está Nadine Herzog, coproprietária de um bar em Leipzig que a duras penas sobreviveu ao lockdown anterior.

"Meu negócio está morrendo. Meus sonhos se tornaram realidade e agora sofremos porque as pessoas não fazem as coisas lógicas para evitar que outras pessoas adoeçam e morram, estou muito chateada", afirmou ela à BBC.

Mas muitos já estão deduzindo as consequências que as restrições contra a Covid-19 somadas aos problemas globais na cadeia de abastecimento vão ter sobre a economia alemã.

O Conselho Alemão de Especialistas Econômicos, um grupo consultivo do governo, reduziu nesta semana suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano de 3,1% para 2,7%.

"Gargalos na cadeia de suprimentos estão retardando a produção industrial, e a Alemanha é particularmente afetada por isso, mais do que outros países em que a indústria é responsável por uma parcela menor do PIB", explicou Volker Wieland, professor de política monetária da Universidade Goethe de Frankfurt, de acordo com o jornal Financial Times.

Com estes números do PIB, a Alemanha teria uma das taxas de crescimento mais baixas de toda a zona do euro neste ano.

Enquanto isso, foram observadas nesta semana longas filas em alguns centros de vacinação de Leipzig, o que talvez seja uma evidência de que algumas pessoas estão mudando de ideia sobre a vacina.

No entanto, na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário de Leipzig, teme-se que o estrago já tenha sido feito. Cirurgias foram canceladas e procedimentos eletivos adiados para reservar leitos para pacientes com Covid-19.

Os médicos disseram à BBC que quase metade das pessoas que dão entrada ali acabam morrendo.

"Para a Alemanha, que inventou uma das primeiras vacinas contra Covid-19 do mundo, isso é uma grande vergonha", diz Jenny Hill, correspondente da BBC no país.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Repercutimos a Edição de 30/09/21 do Ex-Blog do César Maia - VETO A HAITIANOS NOS EUA DESGASTA BIDEN! (Amber Phillips, analista de política do Washington Post - O Estado de S. Paulo, 24)

Repercutimos a Edição de 30/09/21 do Ex-Blog do César Maia - 

VETO A HAITIANOS NOS EUA DESGASTA BIDEN!  

(Amber Phillips, analista de política do Washington Post - O Estado de S. Paulo, 24) 



VETO A HAITIANOS NOS EUA DESGASTA BIDEN!

(Amber Phillips, analista de política do Washington Post - O Estado de S. Paulo, 24) As travessias ilegais estão aumentando e os haitianos representam uma parte cada vez maior delas. O Haiti é um país com problemas políticos, econômicos e humanitários, incluindo um presidente assassinado e um forte terremoto recente. Mas muitos desses haitianos no Texas são refugiados de um outro tremor, o de 2010. Na época, eles se refugiaram na América do Sul, mas, por uma série de razões, agora estão fugindo para os EUA.

O motivo pode ser econômico. “Um trabalhador que vem do Chile pode ter uma renda 3,5 vezes maior nos EUA”, disse Alex Nowrasteh, analista do Cato Institute. O agravamento da pandemia em países como o Brasil também desempenha um papel importante. “Quando você olha o que está impulsionando a migração, é uma combinação de deterioração econômica, social e, às vezes, de segurança nos países em que eles vivem”, disse Jessica Bolter, do Migration Policy Institute. “Além da percepção de que, sob o governo de Joe Biden, é mais fácil entrar nos EUA.”

Biden fez várias mudanças na política de imigração de Donald Trump – principalmente reduzindo as deportações. Mas ele continuou a usar ferramenta controversa para expulsar os estrangeiros: um código de saúde, conhecido como “Título 42”, que cita a pandemia como razão para limpar a fronteira o mais rápido possível. Então, os migrantes estão sendo mandados para casa sem a chance de solicitar asilo.

Biden reconhece que as coisas no Haiti estão muito ruins. No semestre passado, o governo concedeu proteção temporária a milhares de haitianos que já estavam ilegalmente nos EUA, citando “condições extraordinárias e temporárias”, como uma crise política, violência e abusos dos direitos humanos. Talvez isso tenha alimentado a falsa percepção de que os imigrantes poderiam entrar nos EUA agora, disse Theresa Brown, do Policy Center. Agora, muitos desses haitianos presos na fronteira estão sendo deportados – muitos dos quais não moram lá há anos. Alguns disseram que foram algemados nos voos para casa.

Mais atenção do público na fronteira é a última coisa de que Biden precisava. É seu ponto fraco desde que assumiu o cargo, e ele tem se preocupado em ser visto como muito leniente em temas migratórios. Mas, enquanto o presidente segue a mesma política de Trump, os migrantes continuam chegando. A crise no Texas ganhou espaço porque os haitianos são diferentes dos migrantes da América Central, mais comuns na fronteira, e por causa da foto de agentes perseguindo os refugiados a cavalo.

Defensores dos direitos humanos e das liberdades civis aumentaram o tom contra Biden. Agora, muitos democratas entraram na fila para criticar o governo. O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, pediu a Biden o fim das deportações. “Não podemos continuar essas políticas odiosas e xenófobas de Trump”, afirmou. A NAACP, uma das mais fortes organizações de defesa da igualdade racial, também disparou contra a Casa Branca. “A crise humanitária que está acontecendo sob esse governo espelha de forma repugnante alguns dos momentos mais sombrios da história dos EUA. Se fechássemos os olhos e isso estivesse ocorrendo sob o governo de Trump, o que faríamos? O tratamento desumano dispensado aos refugiados haitianos é repugnante”, disse o presidente da NAACP, Derrick Johnson.

domingo, 15 de agosto de 2021

ARGENTINA- Alberto Fernández: As fotos de aniversário em pleno lockdown que criam 'tempestade política' para presidente argentino - BBC

ARGENTINA-

Alberto Fernández: As fotos de aniversário em pleno lockdown que criam 'tempestade política' para presidente argentino

Familia presidencial argentina

CRÉDITO,

LN+

Legenda da foto,

Família presidencial violou quarentena que próprio governo havia imposto

A família presidencial da Argentina violou o lockdown, um dos mais rígidos do mundo, em plena pandemia do coronavírus. E agora isso pode ter consequências sérias para o presidente do país, Alberto Fernández.

Fotos de um evento ocorrido em 14 de julho de 2020 na residência presidencial foram publicadas nesta semana pela imprensa local.

Era o aniversário de Fabiola Yáñez, esposa de Fernández. O presidente argentino atravessa um momento político delicado: a economia do país continua estagnada, há sinais de ruptura em sua coalizão e em novembro serão realizadas eleições legislativas das quais depende sua governabilidade.

"Definitivamente, isso (festa de aniversário) não deveria ter sido feito", admitiu Fernández nesta sexta-feira (13/8), durante um evento para mostrar que o partido no poder continua unificado.

"Lamento que tenha acontecido (...) Não vai acontecer de novo", desculpou-se.

O escândalo, principal notícia da imprensa durante a semana, parece ter dado impulso à oposição, que anunciou a intenção de entrar com um pedido de impeachment contra o presidente pela forma como ele vem enfrentando a pandemia de covid-19 — a Argentina contabiliza até agora 108,5 mil mortos em meio a uma das maiores e mais rígidas restrições de mobilidade do mundo.

Embora a iniciativa tenha poucas chances de sucesso, devido ao fato do peronismo ter maiorias nas duas casas do Congresso, o gesto tem um valor simbólico que pode marcar as eleições legislativas de novembro, das quais dependerá o restante do mandato de Fernández.

Alberto Fernández

CRÉDITO,

GETTY

Legenda da foto,

Presidente Fernández teve que se desculpar pela comemoração

As fotos do escândalo

As fotos foram reveladas por dois jornalistas do La Nación +, canal de televisão de um dos jornais mais importantes do país.

Em seguida, chegaram a todos os meios de comunicação, incluindo o Reverso, conglomerado de mídia administrado pelo Chequeado, portal de verificação de especialistas, que fez uma análise cuidadosa das fotos para concluir que não só eram verdadeiras, mas tratavam do aniversário da esposa do presidente em plena Quinta de Olivos, residência oficial do presidente argentino.

Também circulou uma notícia de junho de 2020 da agência de notícias estatal Télam que dizia que a esposa do presidente havia comemorado seu aniversário pelo aplicativo Zoom.

Mas as fotos mostram uma realidade completamente diferente: nelas, é possível ver várias pessoas sem máscaras e sem praticar distanciamento social, em um cômodo com janelas fechadas.

E essas são justamente algumas das medidas determinadas pelo decreto presidencial, assinado pelo próprio Fernández, que traçou as diretrizes de um lockdown que, para muitos, foi muito rigoroso e teve forte impacto na população argentina, a maior parte da qual vive da economia informal.

"A situação desmascara a hipocrisia do presidente", dizia um comunicado de vários partidos da oposição pedindo o impeachment.

Mulher protesta contra quarentena em Buenos Aires

CRÉDITO,

GETTY IMAGES

Legenda da foto,

Mulher protesta contra quarentena em Buenos Aires

"Naquela época, vigorava um lockdown estrito que proibia as reuniões sociais e limitava a circulação ao essencial. Ele, que manda cumprir o que ele próprio não cumpre, nem faz seu estreito círculo cumprir no lugar onde vive, mostra uma desigualdade perante a lei que entristece um país republicano."

A oposição aproveitou as fotos para atacar um presidente que já acumula vários escândalos, incluindo um caso de vacinação exclusiva para integrantes do Ministério da Saúde argentino.

Para piorar, a inflação continua crescendo (50% ao ano, uma das mais altas do mundo), metade da população vive na pobreza e a cotação do dólar paralelo (ou "blue", como é chamado no país), importante para alguns setores da economia, subiu para 180 pesos por dólar esta semana.

Créditos BBC 



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quinta-feira, 22 de julho de 2021

INTERNACIONAL - Instituto de Virologia de Wuhan responde às acusações: não criamos nem deixamos vazar SARS-CoV-2

 

ÁSIA E OCEANIA
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O Instituto de Virologia de Wuhan não criou o coronavírus, nem este foi vazado do laboratório, assegurou o diretor do laboratório nacional de biossegurança de Wuhan, Yuan Zhiming.

Anteriormente, o Wall Street Journal, citando dados dos serviços de inteligência, relatou que três cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, tiveram uma doença grave em novembro de 2019, tendo procurado assistência médica. O episódio reforçou os pedidos de investigação sobre um possível vazamento do coronavírus do laboratório. Em particular, os republicanos apontaram o aparecimento de sintomas específicos de COVID entre uma série de pesquisadores do laboratório de Wuhan no outono de 2019 e o envolvimento dos militares chineses no laboratório.

O instituto de investigação chinês contesta estas informações.

"Alguns relatos da mídia indicam que, em novembro de 2019, três funcionários do Instituto Laboratorial de Wuhan foram encaminhados ao hospital e tinham sintomas semelhantes à COVID-19. Isso é um absurdo. Se precisam estabelecer os fatos, isso é muito simples. É preciso que estes jornalistas digam os nomes dos três funcionários e tudo ficará claro. Nós propusemos isso há tempos, mas até agora não recebemos resposta", afirmou Yuan Zhiming.

Até o dia 31 de dezembro de 2019, o Instituto de Virologia de Wuhan nunca estudou nem enfrentou a COVID-19. O Instituto de Virologia de Wuhan nunca sintetizou, criou ou vazou a COVID. Além disso, nenhum funcionário ou estudante do instituto foi infectado com a COVID-19 até aquele momento", afirmou um representante do instituto.

O representante também sublinhou que não há evidências da origem artificial do vírus ou vazamento do laboratório.

"Os cientistas chegaram a um consenso de que a COVID-19 é de origem natural. Os especialistas publicaram uma declaração afirmando que não há evidências da origem artificial da COVID-19 ou de seu vazamento do laboratório", afirmou.

Em maio, os EUA anunciaram ter "provas circunstanciais" de que o surto de coronavírus poderia ter ocorrido devido a um vazamento do Instituto de Virologia de Wuhan.

Desde o início do surto, no final de 2019, surgiram diversas versões na mídia de que o vírus teria "vazado" do laboratório de Wuhan.

Os especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) visitaram o instituto em março de 2021, incluindo o laboratório BSL-4, onde teria ocorrido o suposto vazamento.

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas na cidade de Wuhan e arredores com pesquisadores chineses e concluiu em um relatório conjunto, divulgado em março, que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal, chamando a versão de vazamento do vírus do laboratório de "pouco provável".

No entanto, 13 países, entre os quais os Estados Unidos, e alguns cientistas expressaram suas preocupações quanto ao relatório da OMS e exigiram uma investigação "transparente e independente" sobre a origem do vírus.

A China classificou a teoria de "absurda" e disse repetidamente que "politizar" a questão dificultaria as investigações. 

Créditos Sputnik

sábado, 1 de maio de 2021

Presidente chinês, Xi Jinping, expressa condolências a Modi por pandemia de COVID-19 na Índia

 

Xi expressa condolências a Modi por pandemia de COVID-19 na Índia

2021-05-01 16:12:30丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 30 abr (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, enviou nesta sexta-feira uma mensagem de condolências ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sobre a pandemia de COVID-19 no país.

Na mensagem, Xi disse que a China está disposta a fortalecer a cooperação antipandêmica com a Índia, e fornecer apoio e ajuda ao país.

Notando que está muito preocupado com a situação da pandemia na Índia, Xi, em nome do governo e do povo chineses, bem como em seu próprio nome, expressou sinceras condolências ao governo e ao povo indianos.

A raça humana pertence a uma comunidade com um futuro compartilhado, disse Xi, acrescentando que somente através da solidariedade e da cooperação todos os países do mundo poderão derrotar finalmente a pandemia.

Xi disse acreditar que sob a liderança do governo indiano, seu povo certamente superará a pandemia.


Créditos Xinhua

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

CRISE NO PERU - CORONAVÍRUS

 CRISE NO PERU - CORONAVÍRUS

O Peru se tornou o país com mais óbitos por 100.000 habitantes no mundo. Até o momento, são mais de 28.000 mortes e 647.000 casos para uma população de 31 milhões de habitantes. Segundo o governo, o triste recorde se dá devido à transparência de dados e uma taxa de subnotificação baixa, mas o sistema de saúde mal preparado, com pouco investimento, o trabalho informal, a pobreza e a superlotação domiciliar também têm ajudado na propagação da doença e no aumento dos óbitos. No que diz respeito aos leitos de UTI, o Peru possui 1.600, enquanto, seguindo os parâmetros da OMS, o ideal seria ter, ao menos, 9.300. A situação é crítica. Créditos VEJA

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Cuba mais perto de ter sua própria vacina contra a Covid-19

Foto: Gramna


 Cuba mais perto de ter sua própria vacina contra a Covid-19 

Identificado com as siglas FINLAY-FR-1, o projeto de vacina, liderado pelo Instituto Finlay de Vacinas, o Centro de Imunologia Molecular – ambos pertencentes à BioCubaFarma – e com a colaboração do Laboratório de Síntese Química e Biomolecular, da Universidade de Havana, concluiu satisfatoriamente a fase de desenvolvimento farmacêutico e os estudos pré-clínicos em animais; cujas evidências científicas permitiram a emissão da licença ou autorização por parte do Centro para o Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos de Cuba (Cecmed).

A nota explica que, com a referida licença e o acompanhamento de diversas instituições do ministério da Saúde Pública, começará «o teste clínico fase I-II, denominado Soberana, ao qual continuarão outros estudos clínicos, antes de a vacina ser considerada pronta para a sua aplicação».

Argumenta-se, aliás, que foi elaborada uma estratégia de fabricação industrial que gere capacidades, a fim de «dispor dos oito milhões de doses necessárias para proteger nossa população, após serem concluídos satisfatoriamente» os exames.

Da informação da BioCubaFarma transcende que o candidato a vacina é o trigésimo – o primeiro na América Latina e o Caribe – a receber permissão para testes clínicos, entre os mais de 200 que se desenvolvem no mundo.

Precisa-se que o solicitante da permissão, o Instituto Finlay de Vacinas, tem mais de 30 anos de experiência na obtenção de vacinas, «e o fato de dispor de plataformas desenvolvidas para outras epidemias, especificamente para a epidemia de meningite, nos anos 80 do século passado, lhe permitiu obter esses resultados relevantes».

A BioCubaFarma, reitora da atividade biotecnológica e farmacêutica da Ilha maior das Antilhas, qualificou os avanços da pesquisa urgente para procurar uma vacina nacional, como uma homenagem do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, fundador e promotor do desenvolvimento nesse setor, e em sadia expressão de orgulho pelos resultados anunciados, exortando a não variar o rigor no cumprimento das medidas sanitárias para conter a doença, enquanto o país se aproxima da hora em que possa dispor de sua própria vacina.

«Foram semanas de intenso trabalho, sacrifício e dias muito tensos, nos quais se contou com a inteligência e compromisso desta comunidade científica que tem como prioridade cuidar da saúde e salvar vidas»; e assegura ao povo de Cuba que não se vai descansar até que cada cubano esteja protegido com a vacina contra essa temível doença; mas neste momento é importante continuar mantendo as medidas higiênico-sanitárias orientadas pelo ministério da Saúde Pública, para o enfrentamento a Covid-19.

Créditos Gramna, publicado originalmente em - http://pt.granma.cu/cuba/2020-08-20/cuba-mais-perto-de-ter-sua-propria-vacina-contra-a-covid-19