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domingo, 14 de maio de 2023

Afeganistão se somará à Nova Rota da Seda, enquanto China e Paquistão se comprometem a trabalhar juntos na reconstrução do país

 



Geopolítica

Afeganistão se somará à Nova Rota da Seda, enquanto China e Paquistão se comprometem a trabalhar juntos na reconstrução do país

Na 5ª rodada do Diálogo de chanceleres dos três países, foi proposto levar o Corredor Econômico China-Paquistão de R$ 295 bilhões ao Afeganistão, que enfrenta uma grave crise humanitária após duas décadas de invasão dos EUA. Em comunicado conjunto, os países também se comprometeram a não permitir ações terroristas em seus territórios.

Caixin Global, 08.05.2023

Global Times, 09.05.2023


Créditos Notícias da China

domingo, 22 de maio de 2022

Como o Ocidente fracassou no Afeganistão --- créditos MSIA

 

Como o Ocidente fracassou no Afeganistão

Um livro recentemente publicado na Alemanha lança uma oportuna e profunda luz sobre a desastrosa intervenção ocidental no Afeganistão. O autor de “Hubris no Hindu Kush: como o Ocidente fracassou no Afeganistão” (Hybris am Hindukusch – Wie der Westen in Afghanistan scheiterte, Verlag C.H. Beck, 2022), Michael Lüders, é um dos principais especialistas alemães sobre o Oriente Médio, presidente da Sociedade Alemã-Árabe e autor de best-sellers sobre a Primavera Árabe e o Irã. O novo livro discute em profundidade uma profusão de fatos para o observador atento traçar paralelos relevantes com a guerra na Ucrânia e o posicionamento do Ocidente, em particular, dos EUA e da Grã-Bretanha. 

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sábado, 26 de fevereiro de 2022

INTERNACIONAL - China pede que EUA devolvam ativos para Afeganistão

 

China pede que EUA devolvam ativos para Afeganistão

2022-02-26 16:54:22丨portuguese.xinhuanet.com

Foto tirada em 10 de fevereiro de 2022 mostra um campo de deslocados no distrito de Nahr Shahi, na Província de Balkh, sul do Afeganistão. (Xinhua/Kawa Basharat)

Beijing, 26 fev (Xinhua) -- O Ministério das Relações Exteriores da China exigiu nesta sexta-feira que os Estados unidos devolvam incondicionalmente os ativos pertencentes ao povo afegão e tomem medidas concretas para reparar os danos causados a eles.

O Global Times, um jornal chinês de língua inglesa, lançou uma petição online na quinta-feira, pedindo que o governo americano devolva o "dinheiro destinado a salvar vidas" às pessoas no Afeganistão.

Quando solicitado a comentar a petição, Wang Wenbin, porta-voz da chancelaria chinesa, disse em uma coletiva de imprensa que a petição recebeu assinaturas de mais de 200 mil internautas em 24 horas. Isso prova que o que os Estados Unidos fizeram ao Afeganistão foi pirataria e tal ato enfureceu o público, acrescentou.

Chamando os Estados Unidos de culpados pela questão do Afeganistão, o porta-voz destacou que mais de 30 mil civis inocentes morreram durante a guerra afegã iniciada pelos EUA e cerca de 11 milhões de pessoas se tornaram refugiados.

A retirada irresponsável de suas forças pelos Estados Unidos criou uma crise humanitária no Afeganistão, com 22,8 milhões de pessoas enfrentando a fome e 3,2 milhões de crianças menores de cinco anos sofrendo de desnutrição, pontuou Wang, citando números do Programa Mundial de Alimentos.

Neste momento crítico, os Estados Unidos não assumiram sua devida responsabilidade de ajudar o povo afegão a aliviar sua crise humanitária. Em vez disso, o país saqueou abertamente os ativos do Afeganistão, agravando ainda mais o sofrimento do povo deste país, apontou Wang.

Ele observou que o comportamento dos EUA provou que a essência da chamada ordem internacional baseada em regras, conforme anunciado pelos Estados Unidos, é na verdade a ordem da política de poder com o objetivo de manter a hegemonia americana.

"Instamos aos Estados Unidos a suspenderem imediata e completamente o 'congelamento' dos ativos afegãos nos EUA e as sanções unilaterais, devolverem incondicionalmente os ativos pertencentes ao povo afegão e tomarem medidas concretas para reparar os danos causados à população afegã", ressaltou Wang.


Créditos Xinhua

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Governo da China envia Ajuda Humanitária na casa de 850 toneladas ao Afeganistão

 

Governo afegão envia mantimentos humanitários auxiliados pela China para províncias, segundo oficial

2022-02-01 14:31:57丨portuguese.xinhuanet.com

Caminhões são vistos prontos para entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, em Cabul, capital do Afeganistão, no dia 29 de janeiro de 2022. O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, segundo uma autoridade. (Foto por Saifurahman Safi/Xinhua)

Cabul, 30 jan (Xinhua) -- O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados da China para quatro províncias, segundo uma autoridade.

Os suprimentos, que serão enviados por 26 caminhões de carga para as províncias do sul de Candar e Helmande e as províncias ocidentais de Farah e Ghor, incluíram 848 toneladas de arroz e trigo, disse Hasal Khan Musleh, do Ministério de Refugiados e Repatriação, a repórteres no sábado.

Musleh disse que o Afeganistão recebeu vários lotes de suprimentos humanitários doados pela China, que estão sendo enviados para pessoas vulneráveis ​​nas 34 províncias do país.

No início de janeiro, o ministério transportou 440 toneladas de arroz doado pela China para 10 províncias mais vulneráveis.

O funcionário expressou gratidão à China pela assistência humanitária.

A China enviou lotes de assistência humanitária, incluindo alimentos, vacinas de COVID-19 e roupas de inverno para o Afeganistão.

Caminhões são vistos prontos para entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, em Cabul, capital do Afeganistão, no dia 29 de janeiro de 2022. O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, segundo uma autoridade. (Foto por Saifurahman Safi/Xinhua)

Caminhões são vistos prontos para entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, em Cabul, capital do Afeganistão, no dia 29 de janeiro de 2022. O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, segundo uma autoridade. (Foto por Saifurahman Safi/Xinhua)




Fonte: http://portuguese.news.cn/2022-02/01/c_1310449594.htm

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Internacional - Talibãs devem adotar formas moderadas de serem reconhecidos no mundo - créditos Agência Mehr

Talibãs devem adotar formas moderadas de serem reconhecidos no mundo - créditos Agência Mehr

 

Talibãs devem adotar formas moderadas de serem reconhecidos no mundo

TEERÃ, 23 OUT (MNA) – O representante da comunidade sunita na Assembleia de Especialistas acredita que os governantes do Afeganistão devem adotar abordagens moderadas para serem reconhecidos e atrair a simpatia dos países do mundo.

A Conferência Internacional de Unidade Islâmica começou na capital iraniana de Teerã na presença do presidente iraniano Ebrahim Raeisi na terça-feira.

O Fórum Mundial de Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento programou a 35ª edição da Conferência da Unidade Islâmica para os dias 19 e 24 de outubro, que termina com o aniversário de nascimento do profeta Mohammad (PBUH), também conhecido como a Semana da Unidade Islâmica.

Mais de 500 estudiosos muçulmanos, intelectuais e figuras religiosas participam da 35ª edição da Conferência de Unidade Islâmica. O Fórum Mundial de Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento decidiu realizar o 35º evento com o tema "Unidade Islâmica, Paz e Prevenção da Divisão e Conflito no Mundo do Islã".

À margem desta conferência internacional, o correspondente da Agência de Notícias Mehr chegou a Molavi Nazir Ahmad Salami, representante da comunidade sunita na Assembleia de Especialistas, e lhe fez algumas perguntas sobre o mais recente desenvolvimento no Afeganistão, o vizinho oriental do Irã.

Depois que o Talibã chegou ao poder no Afeganistão, temos testemunhado repetidos ataques contra muçulmanos xiitas neste país. Esses ataques planejados visam criar uma fenda entre muçulmanos xiitas e sunitas? Quem está por trás desses crimes?

O ISIL assumiu a responsabilidade por esses ataques. O ISIL foi criado pelos Estados Unidos. Os inimigos recorrem a tais movimentos para criar uma fenda entre os irmãos xiitas e sunitas.

Os inimigos do Islã, poderes arrogantes e os EUA se beneficiam de tais movimentos imprudentes, e isso será em detrimento do Umh Islâmico.

Portanto, os muçulmanos devem estar cientes das tramas dos inimigos e devem adotar medidas adequadas para combater e retaliar contra essas tramas.

Como você avalia o papel do Talibã na prevenção de tais ataques terroristas no Afeganistão?

Bem, o Talibã afirma que impediria tais movimentos terroristas do EI. Exceto algumas partes do Vale panjshir, todas as províncias afegãs estão sob o controle do Talibã. Portanto, se o Talibã está falando sério sobre sua decisão de combater o EI, será capaz de impedir movimentos terroristas deste grupo.

Na sua opinião, o Talibã mudou? Se sim, você acha que isso é estratégico ou tático?

Definitivamente, as abordagens e comportamentos de alguns membros do Talibã foram alterados. Claro, eles devem ser trocados. Além disso, os outros não têm escolha a não ser parar políticas extremistas anteriores e adotar abordagens moderadas.

Se não adotarem abordagens moderadas, não serão capazes de atrair a simpatia dos países do mundo.

Muitos países ainda não reconheceram o Talibã. Estes países estão esperando para ver se o Talibã mudou ou não.

Entrevista por Marzieh Rahmani

Código de Notícias 179960
Marzieh Rahmani 

Créditos Agência Mehr - Irã

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Repercutimos a Edição 02/09/21 do Ex-Blog do Cesar Maia - O FRACASSO NO AFEGANISTÃO! (Henry Kissinger- The Economist/O Estado de S. Paulo, 28)

 



O FRACASSO NO AFEGANISTÃO!

(Henry Kissinger- The Economist/O Estado de S. Paulo, 28) Os objetivos militares americanos têm sido absolutos e inatingíveis. E os políticos, abstratos e fugidios.

A tomada do Afeganistão pelo Taleban põe o foco da preocupação imediata no resgate de dezenas de milhares de americanos, aliados e afegãos imobilizados em todo o país. Seu socorro precisa ser a mais urgente prioridade dos EUA.

A questão mais fundamental, porém, é saber como os EUA se viram levados a se retirar em uma decisão tomada sem muito aviso ou consulta aos aliados ou às pessoas mais diretamente envolvidas em 20 anos de sacrifício. E por que o desafio básico no Afeganistão foi concebido e apresentado ao público como uma escolha entre o controle total do país ou a retirada completa.

Uma questão subjacente perseguiu os esforços americanos de contrainsurgência, do Vietnã ao Iraque, por mais de uma geração. Quando os EUA arriscam a vida de seus militares, põem em risco também seu prestígio e envolvem outros países, então devem fazê-lo com base em uma combinação de objetivos estratégicos e políticos.

Estratégicos, para deixar claras as circunstâncias pelas quais está lutando; políticos, para definir uma estrutura de governo que dê sustentação ao resultado, tanto dentro do país em causa quanto no cenário internacional.

Os EUA se dilaceraram em seus esforços de contrainsurgência por causa de sua incapacidade de definir objetivos alcançáveis e vinculá-los de uma forma que fosse sustentável pelo processo político americano. Os objetivos militares têm sido muito absolutos e inatingíveis. E os políticos, muito abstratos e fugidios. O fracasso em vinculá-los um ao outro enredou a América em conflitos sem pontos finais definíveis e a fez dissolver o propósito unificado em um pântano de controvérsias domésticas.

Os EUA entraram no Afeganistão com amplo apoio público para responder ao ataque da Al-qaeda ao território americano, lançado de um Afeganistão controlado pelo Taleban. A campanha militar inicial prevaleceu com grande eficácia. O Taleban sobreviveu essencialmente em santuários paquistaneses, de onde realizou ataques no Afeganistão, com a ajuda de algumas autoridades paquistanesas.

Mas, enquanto o Taleban estava fugindo do país, os EUA perderam o foco estratégico. Os americanos se convenceram de que, em última análise, o restabelecimento de bases terroristas só poderia ser evitado transformando o Afeganistão em um Estado moderno, com instituições democráticas e um governo constitucional. Tal empreendimento jamais poderia ter um cronograma compatível com os processos políticos americanos. No ano de 2010, em um artigo em resposta a um aumento de tropas, alertei contra um processo que fosse tão prolongado e intrusivo a ponto de virar até mesmo os afegãos não jihadistas contra todo o esforço.

Pois o Afeganistão nunca foi um Estado moderno. A organização estatal pressupõe um senso de obrigação comum e centralização da autoridade. O solo afegão, rico em muitos elementos, carece destes. A construção de um Estado democrático moderno no Afeganistão, onde o mandato do governo funcionasse uniformemente em todo o país, implicaria um período de muitos anos – na verdade, décadas. Mas isso vai contra a essência geográfica e etnorreligiosa do país. Foi precisamente a fragmentação, a inacessibilidade e a ausência de autoridade central que fizeram do Afeganistão uma base atraente para redes terroristas.

Embora se possa datar do século 18 uma entidade afegã distinguível, seus povos constituintes sempre resistiram ferozmente à centralização. No Afeganistão, a consolidação política – e, especialmente, a militar – ocorre ao longo de linhas étnicas e de clãs, em uma estrutura basicamente feudal, onde os mediadores de poder mais decisivos são os organizadores das forças de defesa do clã. Quase sempre em conflito latente entre si, esses senhores da guerra se unem em coalizões, sobretudo quando alguma força externa – como o Exército britânico que invadiu, em 1839, e as forças armadas soviéticas, que ocuparam em 1979 – tenta impor centralização e coerência.

Tanto a calamitosa retirada britânica de Cabul, em 1842, na qual apenas um único europeu escapou da morte ou do cativeiro, quanto a decisiva retirada soviética do Afeganistão, em 1989, foram provocadas por essa mobilização temporária entre os clãs. O argumento hodierno de que o povo afegão não está disposto a lutar por si mesmo não tem respaldo histórico. Eles são combatentes ferozes por seus clãs e pela autonomia tribal.

Com o tempo, a guerra assumiu o caráter ilimitado das campanhas de contrainsurgência anteriores, nas quais o apoio interno aos americanos enfraqueceu progressivamente com o passar dos anos. A destruição das bases do Taleban foi essencialmente conseguida. Mas a construção de uma nação sobre um país dilacerado pela guerra absorveu forças militares substanciais. O Taleban podia ser contido, mas não eliminado. E a introdução de formas governamentais desconhecidas minou o compromisso político e aumentou a corrupção já abundante.

Assim, o Afeganistão repetiu os padrões anteriores de controvérsias domésticas americanas. O que o lado da contrainsurgência definia como progresso, o lado político tratava como desastre. Os dois grupos tenderam a paralisar um ao outro durante os sucessivos governos de ambos os partidos. Um exemplo é a decisão de 2009 de juntar um aumento de tropas no Afeganistão ao anúncio simultâneo de que elas começariam a se retirar em 18 meses.

O que se negligenciou foi uma alternativa concebível, combinando objetivos alcançáveis. A contrainsurgência poderia ter se reduzido à contenção, e não à destruição, do Taleban. E o curso político-diplomático poderia ter explorado um dos aspectos especiais da realidade afegã: o fato de os vizinhos do país – mesmo quando adversários um dos outros e, ocasionalmente, dos EUA – se sentirem ameaçados pelo potencial terrorista do Afeganistão.

Teria sido possível coordenar alguns esforços comuns de contrainsurgência? É verdade que Índia, China, Rússia e Paquistão costumam ter interesses divergentes. Uma diplomacia criativa poderia ter destilado medidas comuns para superar o terrorismo no Afeganistão. Essa estratégia é a forma como o Reino Unido defendeu as abordagens territoriais à Índia em todo o Oriente Médio por um século, sem bases permanentes, mas com prontidão constante para defender seus interesses, junto com apoiadores regionais ad hoc.

Mas essa alternativa nunca foi explorada. Depois de fazer campanha contra a guerra, os presidentes Donald Trump e Joe Biden empreenderam negociações de paz com o Taleban, com cuja extirpação os EUA haviam se comprometido, induzindo aliados a ajudá-los, 20 anos atrás. Tudo isso agora culminou no que equivale a uma retirada incondicional dos EUA por parte do governo Biden.

Descrever a evolução não elimina a insensibilidade e, sobretudo, a intempestividade da decisão da retirada. Por causa de suas capacidades e valores históricos, a América não pode escapar de ser um componentechave da ordem internacional. Não pode evitá-lo apenas retirando-se. Como combater, conter e superar o terrorismo aprimorado e apoiado por países com uma tecnologia crescente e cada vez mais sofisticada? Essa questão continuará a ser um desafio global, que deverá ser enfrentado pelos interesses estratégicos nacionais, juntamente com qualquer estrutura internacional que os EUA possam criar por meio de uma diplomacia proporcional.

Os americanos devem reconhecer que não haverá no futuro imediato nenhum movimento estratégico dramático para compensar esse revés autoinfligido, como assumir novos compromissos formais em outras regiões. A precipitação americana aumentaria o desapontamento entre os aliados, encorajaria os adversários e semearia confusão entre os observadores.

O governo Biden ainda está em seus estágios iniciais. Deve ter a oportunidade de desenvolver e sustentar uma estratégia compatível com as necessidades nacionais e internacionais. As democracias evoluem nos conflitos entre as partes. E alcançam grandeza por suas reconciliações.


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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

AFEGANISTÃO - Presidente Joe Biden diz que EUA irão 'caçar' autores de atentados em Cabul

 

Biden diz que EUA irão 'caçar' autores de atentados em Cabul

O presidente dos EUA, Joe Biden, deu declarações fortes após os ataques suicidas que mataram pelo menos 13 soldados norte-americanos e feriram outros 15, além de matar pelo menos 60 afegãos e ferir cerca de 140, em uma das entradas do aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão. Créditos R7.




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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Talibã exige retirada de tropas dos EUA até 11 de setembro como anunciado e promete não as atacar

 Forças Especiais Afegãs durante missão perto de posto de controle cercado pelo Talibã, na província de Kandahar, Afeganistão, 13 de julho de 2021

ÁSIA E OCEANIA
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Perguntado quanto tempo o Talibã dá aos Estados Unidos para retirarem todos os seus militares, um representante talibã afirmou que isso deve acontecer no prazo marcado, até 11 de setembro. O Talibã responsabiliza os EUA pela situação no aeroporto de Cabul.

O representante do movimento Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), Suhail Shaheen, afirmou que os EUA devem retirar suas tropas do Afeganistão até 11 de setembro. Os talibãs não pretendem atacar ninguém, segundo o representante.

"Eles anunciaram que retirariam as tropas até 11 de setembro. Então devem retirar todas as suas forças, e nós nos comprometemos de não os atacar. E não os atacamos", disse Shaheen ao canal de televisão Sky News.

Shaheen afirmou que os outros países "são obrigados" a ajudar a recuperar o Afeganistão, dado que são responsáveis pela destruição do país ao longo de 20 anos. É sua "obrigação moral" recuperar o país e ajudar as pessoas a começar uma vida nova.

Perguntado sobre a situação no aeroporto de Cabul, o representante do Talibã acusou os EUA da queda de pessoas de um avião na segunda-feira (16).

"Estes norte-americanos deviam manter a segurança, evitar que essas pessoas entrassem no aeroporto, não havia nossas forças lá. Não somos responsáveis. Eles são responsáveis, foi seu avião, não nosso", afirmou Shaheen na entrevista.

Segundo o islamista, assim que as forças do Talibã começaram a "controlar a segurança no aeroporto, não houve mais tais acidentes".

Afegãos sobem ao topo de um avião no aeroporto de Cabul, Afeganistão, 16 de agosto de 2021
© AFP 2021 / WAKIL KOHSAR
Afegãos sobem ao topo de um avião no aeroporto de Cabul, Afeganistão, 16 de agosto de 2021

Além disso, Shaheen negou que o Talibã receba apoio financeiro do Paquistão, China ou Rússia, dizendo que tem "boas relações" com estes países.

O islamista adicionou que o movimento não "tem aliados como tal", mas procura cooperação com todos os países para a construção do Afeganistão.

No domingo (15), após a fuga do ex-presidente afegão Ashraf Ghani, o Talibã anunciou seu controle total sobre as entidades estatais de Cabul, sobre a guarda do palácio presidencial e sobre a organização de patrulhas noturnas na cidade.

Na noite de segunda-feira (16), o porta-voz do gabinete político do movimento Talibã, Mohammed Naim, afirmou que a guerra no Afeganistão acabou e que a forma de governo do Estado será determinada no futuro próximo.


Créditos Sputnik

INTERNACIONAL - Credibilidade dos EUA é mais duvidável com rápido desmoronamento do Afeganistão, diz mídia

INTERNACIONAL - Credibilidade dos EUA é mais duvidável com rápido desmoronamento do Afeganistão, diz mídia


Nova York, 17 ago (Xinhua) -- A retirada apressada das tropas dos EUA e o rápido desmantelamento do Afeganistão fizeram os aliados dos EUA e os outros países duvidarem ainda mais da sua credibilidade, de acordo com uma reportagem do The New York Times na sexta-feira.

A retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão aumentou a sensação de que "o apoio dos Estados Unidos aos seus aliados não é ilimitado", indicou o artigo.

É "duvidoso", já que alguns dos aliados dos EUA e na Europa e na Ásia desejavam que o governo atual "restabelecesse a presença firme dos EUA nos assuntos internacionais", relatou a reportagem.

A questão para os aliados dos EUA e os outros, no entanto, é menos "credibilidade", um termo muito mal utilizado, do que a capacidade de cumprir os compromissos até o fim, indicou o relatório citando o ex-diplomata francês, Jean-Marie Guehenno.

"A derrocada militar do Afeganistão, após a derrocada diplomática da Síria, tornará as nações ocidentais mais introvertidas, cínicas e nacionalistas, pois se sentem cercadas por um mundo que não controlam, mas no qual continua se intrometendo", afirmou ele.

Fonte: Xinhua


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Últimas notícias sobre Afeganistão - Fonte BBC

 

Reportagem ao vivo

Se você está apenas se juntando a nós ...

  1. Aqui está um resumo do que está acontecendo hoje:

    • O Taleban está prestes a dar sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o controle do Afeganistão no domingo
    • O presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu a decisão de sair do Afeganistão , dizendo que, apesar da retirada "confusa", "nunca houve um bom momento para retirar as forças dos EUA"
    • Cabul está supostamente muito mais calma após as cenas caóticas no aeroporto internacional da cidade ontem - que viram pessoas agarradas a um avião dos EUA enquanto tentavam fugir do Afeganistão
    • Mas os militantes estão em força, controlando postos de controle em toda a cidade
    • Um líder do Taleban ordenou aos combatentes que não entrem na casa de ninguém e evitem interferir nos veículos da embaixada após relatos de saques
    • O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, disse que seu governo buscará um "acordo sob medida" para aqueles que fogem do país
    • Enquanto isso, os líderes europeus expressaram preocupação com o possível afluxo de refugiados, com o presidente francês Emmanuel Macron dizendo que a Europa deve "nos proteger contra grandes fluxos migratórios irregulares"
    • O ministro do desenvolvimento da Alemanha diz que o país está suspendendo a ajuda ao desenvolvimento ao Afeganistão
    Legenda da imagem: Em Kandahar, a segunda maior cidade do Afeganistão, a polícia de trânsito carregava bandeiras do Taleban em suas motocicletas na terça-feira
  2. QUEBRATalibã fará coletiva de imprensa

    Um porta-voz do Taleban dará uma entrevista coletiva em cerca de 45 minutos.

    É a primeira vez que o grupo faz um discurso público ao povo do Afeganistão desde que assumiu o controle do país no domingo. 



Fonte: https://www.bbc.com/news/live/world-asia-58219963

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