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terça-feira, 5 de novembro de 2024

LFS Internacional - A aproximação entre Índia e China é um golpe para a política dos EUA na Ásia - créditos MPR

LFS Internacional - 

A aproximação entre Índia e China é um golpe para a política dos EUA na Ásia


Em 21 de outubro, o governo indiano anunciou um acordo com a China para retirar tropas de dois pontos disputados no leste de Ladakh, na fronteira comum do Himalaia, e patrulhas de acompanhamento.


*Grupo LFS Internacional no whatsapp: https://chat.whatsapp.com/Lli6CAtC6pZ40Yp1IFpej2 


Dois dias depois, Xi Jinping e Narendra Modi reuniram-se para as primeiras conversações formais em cinco anos, à margem da cimeira dos BRICS, na cidade russa de Kazan.


Tanto a China como a Índia reconheceram os esforços de mediação de Putin, o que indica muito que a influência do Kremlin está a aumentar. A sua consequência mais imediata foi que a cimeira dos Brics abriu com uma notícia espectacular: a reaproximação entre a Índia e a China, os dois países mais populosos do mundo. Ambos suavizaram décadas de guerras e escaramuças no telhado do mundo.


É uma mudança decisiva. A Índia abandonou a política anti-China promovida pelos Estados Unidos que sempre caracterizou a sua política externa.


Durante anos, a Índia considerou o Sul da Ásia e o Oceano Índico como a sua esfera de influência tradicional, mas depois de se tornar aliada dos Estados Unidos, nenhum dos países vizinhos permanece dentro da sua esfera.


Os Estados Unidos alimentaram o sentimento anti-indiano nos países vizinhos e contribuíram secretamente para a derrubada de governos pró-indianos no Sri Lanka, no Nepal e nas Maldivas, aos quais se deve acrescentar a recente desestabilização que os Estados Unidos levaram a cabo contra o governo de Bangladesh.


A Índia considera que os Estados Unidos não admitem a sua “autonomia estratégica”, nem as suas reivindicações de ter a sua própria esfera de influência no Sul da Ásia.


Após quatro anos de experimentação em política externa, o governo Modi compreendeu que a cooperação com a China é essencial para o desenvolvimento económico da Índia. O conselheiro económico do primeiro-ministro argumentou que a China provavelmente se absteria de interferir nos assuntos fronteiriços da Índia devido à sua dependência daquele país, juntamente com a perspectiva de um maior investimento chinês.


O primeiro e o segundo mandatos do governo Modi marcaram uma das piores décadas da história da Índia em termos de relações internacionais. O terceiro mandato promete outra linha. Para a Índia, envolver-se com a China e evitar os Estados Unidos é uma grande mudança.


Esta mudança nas relações terá consequências tão profundas como a recente redefinição das relações entre a Arábia Saudita e o Irão.


É um desastre para a política dos EUA de orientação para a Ásia, inaugurada sob Obama. Uma boa prova disso é que a mídia ocidental sobre envenenamento manteve um silêncio escrupuloso.


—https://asiatimes.com/2024/10/why-modis-shifting-away-from-us-toward-china/


Créditos MPR


sábado, 2 de setembro de 2023

Geopolítica --- Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi se reuniram para discutir a necessidade de resolver a disputa de fronteira entre os dois países




 Créditos Notícias da China


Geopolítica

Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi se reuniram para discutir a necessidade de resolver a disputa de fronteira entre os dois países

Os dois lados concordaram em acelerar os esforços para retirar as tropas e reduzir as tensões ao longo da “Linha de Controle Real”. Na 19ª rodada de diálogo entre comandantes de corpos de exército da Índia e da China, realizada a meados de agosto, os dois lados retiraram tropas de cinco pontos de atrito e concordaram em manter a paz e as negociações para desbloquear as outras questões.

Global Times,25.08.2023

The Hindu,25.08.2023

sábado, 1 de maio de 2021

Presidente chinês, Xi Jinping, expressa condolências a Modi por pandemia de COVID-19 na Índia

 

Xi expressa condolências a Modi por pandemia de COVID-19 na Índia

2021-05-01 16:12:30丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 30 abr (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, enviou nesta sexta-feira uma mensagem de condolências ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sobre a pandemia de COVID-19 no país.

Na mensagem, Xi disse que a China está disposta a fortalecer a cooperação antipandêmica com a Índia, e fornecer apoio e ajuda ao país.

Notando que está muito preocupado com a situação da pandemia na Índia, Xi, em nome do governo e do povo chineses, bem como em seu próprio nome, expressou sinceras condolências ao governo e ao povo indianos.

A raça humana pertence a uma comunidade com um futuro compartilhado, disse Xi, acrescentando que somente através da solidariedade e da cooperação todos os países do mundo poderão derrotar finalmente a pandemia.

Xi disse acreditar que sob a liderança do governo indiano, seu povo certamente superará a pandemia.


Créditos Xinhua

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 08/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 08/04/20

- No momento em que escrevo estas notas, o mapa da John Hopkins University registra 1.446.242 casos de infectados pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 em todo o mundo. O Brasil aparece na 14ª. posição com 14.072 casos. No dia de ontem (7) a maioria dos comentários eram sobre a aceleração do número de casos e mortes nos EUA, que já bateram a casa dos 400 mil casos e tiveram quase 2000 mortes nas 24 horas entre o dia 6 e o dia 7 de abril. Cada vez mais irritado com os ataques que vem sofrendo por conta de sua inabilidade para se precaver e atuar melhor na crise, Trump atira para todos os lados. A vítima de seus pronunciamentos agora é a Organização Mundial da Saúde – OMS – que segundo ele é “chinocêntrica” e, portanto os EUA vão cortar suas contribuições financeiras à entidade. A ameaça foi feita no Dia Mundial da Saúde. 

- Outra vítima da ira de Trump ontem foi o presidente indiano Narendra Modi, ameaçado de “represálias” caso não cedesse em vender a hidroxicloriquna ao exterior. Segundo o chanceler indiano, Anurag Srivastava, “a Índia dará licença para a venda de paracetamol e hidoxicloriquina em quantidades adequadas para os países vizinhos que dependam de nossos préstimos”. A Índia é o maior produtor de medicamentos genéricos do mundo e sua exportação estava suspensa desde o dia 25 de março por conta da pandemia. Ainda segundo o chanceler, as exportações estarão direcionadas às nações mais duramente afetadas pela pandemia.

- E os EUA tiveram uma baixa nas forças armadas em meio à pandemia, na Marinha em particular, ainda por conta da confusão com o capitão do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, Brett Crozier. O secretário interino da marinha, Thomas Modly, renunciou ontem (7). Ele havia insultado Crozier. O capitão foi atacado por Modly e Trump após escrever uma carta criticando o confinamento de mais de 4000 tripulantes da embarcação em condições precárias após cerca de 100 terem testado positivo para o Sars-CoV-2. Modly havia dito que Crozier era “ingênuo ou estúpido demais para ser o comandante de um navio como este”. Por fim, a opinião pública ficou fortemente ao lado do capitão e Modly acabou por renunciar e o secretário de Defesa, Mark Esper, aceitou. Toda essa história parece uma notícia menor, mas nos atuais tempos de pandemia misturada com corrida eleitoral nos EUA há um grande significado de como Trump ainda poderá ser bastante atingido por sua ineficácia frente à crise. Lembre-se também que neste momento os EUA ameaçam uma abordagem militar para intervir na Venezuela e uma das principais frentes é a naval.

- Outra situação também foi pauta da imprensa internacional no dia de ontem sobre EUA e a crise do coronavírus. Trata-se da alta taxa de mortalidade de afrodescendentes. Agora que já passou da casa dos dez mil o número de mortos pela covid19, começam a aparecer dados significativos sobre os falecidos. Em cidades como Nova Orleans, Chicago e Detroit é evidente como estão morrendo desproporcionalmente mais pessoas negras. Cidades como Detroit, Chicago e Miwaukee também reportam situação semelhante. Segundo reportagem do The Guardian, em Chicago, por exemplo, onde 30% da população é negra, no caso das vítimas da covid19, 70% são negras. A explicação está em grande parte no fato de que está população está nos empregos mais precários e vulneráveis, muitas vezes em setores que não puderam adotar o homeoffice. São pessoas que estão nos transportes públicos e vivem em condições mais precárias, com coabitação e aglomeração. São também pessoas que não tem acesso a um atendimento básico de saúde, inexistente nos EUA. Devido aos altos custos dos atendimentos médicos, as pessoas mais vulneráveis adiam ao máximo a busca do serviço, podendo chegar tarde demais aos hospitais. É a herança prática do racismo, também revelada pela crise do coronavírus. 

- O México é outro país que tem chamado atenção para a forma com a qual vai enfrentar o período mais grave da pandemia e suas inevitáveis consequências na saúde publica, na economia, na política e nos aspectos sociais em geral. Ainda reverbera o pronunciamento de AMLO realizado no domingo (5) no que o governo chamou de balanço do trimestre. Primeiramente cético frente à ameaça sanitária do vírus, ao melhor exemplo de Trump, Bolsonaro e Daniel Ortega, AMLO acabou por aderir às recomendações médicas de distanciamento social. Em seu pronunciamento de domingo, a pandemia aparece como um contratempo que não deve tirar do foco de seu plano de governo original da “Quarta Transformação” com ampliação de empregos, reativação da economia e fim da corrupção. A questão é que todo o mundo está discutindo como manter minimamente as pessoas alimentadas e em segurança sanitária enquanto a economia é obrigada a ficar paralisada justamente pelas medidas de distanciamento social. E para esta situação AMLO não parece ter muitas respostas, para além de reduzir salários de servidores públicos, inclusive o seu e acomodar recursos de gastos do governo no enfrentamento à crise. E neste aspecto setores do comércio, das pequenas e médias empresas, para além da indústria dizem que o governo não ofereceu nenhum plano que dê respostas à esta questão. Uma grande tensão no país parece se avizinhar. E eu não estranharia se logo começarem os burburinhos de uma derrubada de AMLO impulsionada pelo setor empresarial.

- O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, segue hospitalizado desde segunda (6) e as notícias da imprensa britânica nesta manhã é de que ele está “respondendo bem” ao tratamento na UTI. Esta foi a segunda noite dele no hospital St. Thomas e enquanto ele está lá um grande debate político se dá no país sobre os poderes de seu “substituto”. Não existe uma figura de vice-premiê ou premiê interino. Formalmente quem governa é o gabinete, formado pelo primeiro ministro e demais ministros. Neste momento quem o substitui no poder, por indicação do próprio Johnson, é o chefe da diplomacia, ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab. Com poderes bem limitados, Raab não pode, por exemplo, demitir ou admitir ministros ou falar com a Rainha.

- A Polônia tem um problema democrático concreto com a pandemia do coronavírus. Eleições presidenciais estão marcadas para o dia 10 maio. O governo do partido ultraconservador Pis (Lei e Justiça) tenta aprovar no parlamento uma proposta para que as eleições sejam realizadas por correio, algo que nunca ocorreu no país. A oposição qualificou a proposta de golpe de Estado. O atual presidente Andrzej Duda, do PiS, lidera as pesquisas de opinião sobre o pleito. A princípio uma primeira proposta foi rejeitada, mas o governo modificou o projeto e a segunda versão, em que o presidente do congresso fica com o poder de mudar a data do pleito, foi aprovada na câmara baixa e seguiu para senado. Outra proposta aventada por partidos aliados do PiS é a extensão do mandato da presidência em 2 anos. A principal opositora do atual presidente ultraconservador é uma liberal, Malgorzata Kidawa-Blonska, líder de um partido de uma composição de partidos de centro-direita, Coalizão Cívica. Ela aparece com 16% nas pesquisas, enquanto Duda está com 51%. Em condições normais, caso o primeiro colocado não tivesse mais de 50%, o segundo turno seria dia 24 de maio. O coronavírus segue desafiando a saúde, a economia e a democracia mundo afora.

- Estão suspensas por ora as conversações entre o governo do Afeganistão e o grupo dos Talibãs. As conversas se davam para concretizar a troca de prisioneiros, fruto de um acordo inédito entre o governo afegão, o governo dos EUA e os Talibãs após quase duas décadas de conflito armado pós-11 de setembro. Desde o início o “acordo” tem sido muito questionado por vários analistas que não veem muita substância real nele.

- Ontem (7) foi um dia de manifestações de solidariedade ao ex-presidente Rafael Correa por líderes latino-americanos. O ex-presidente do Equador (2007 – 2017) foi condenado a oito anos de prisão por corrupção pelo Tribunal da Corte Nacional de Justiça do Equador em um caso de flagrante perseguição política, semelhante aos casos de Lula no Brasil, Kirchner na Argentina e outros. O Equador tem eleições marcadas para 2021 e Correa é pré-candidato (já vimos esse filme). O presidente Lenin Moreno, do Equador, tem sido denunciado como um dos mais inábeis para lidar com a pandemia do coronavírus na América do Sul.

- O embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, se pronunciou sobre o caso das cargas de materiais e suprimentos médicos compradas pelo Brasil e que estão sendo interceptadas nos EUA. Ele fez uma coletiva online ontem (7) e disse que seu país não adquiriu, comprou, reteve ou bloqueou qualquer equipamento hospitalar ou medicação que estivesse destinada ao Brasil. A embaixada da China afirma, no entanto, que uma carga comprada pelo governo da Bahia de fabricantes chineses, não consegui sair do aeroporto de Miami na Flórida, primeiro por impedimentos da alfandega americana e na sequencia por ter sido comprada pela prefeitura de Nova Iorque.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Brasil e Índia assinam 15 acordos bilaterais em segurança, cibernética, ciência e biocombustíveis

Brasil e Índia assinam 15 acordos bilaterais em segurança, cibernética, ciência e biocombustíveis


O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram, neste sábado, 15 acordos bilaterais nas áreas de segurança, cibernética, biocombustíveis e ciência, informou a chancelaria brasileira. XINHUA

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Visita do presidente do Brasil à Índia estará concentrada em acordos comerciais e de investimentos

Visita do presidente do Brasil à Índia estará concentrada em acordos comerciais e de investimentos




Brasília, 17 jan (Xinhua) -- A visita oficial que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, realizará a Nova Déli, Índia, nos dias 24 a 27 de janeiro, deve resultar na assinatura de 10 a 12 acordos relacionados com comércio e investimentos, disse nesta sexta-feira o embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, secretário de negociações bilaterais para Ásia, Pacífico e Rússia da chancelaria brasileira.
Em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Salgado ressaltou que Brasil e Índia devem assinar acordos para facilitar o investimento mútuo e a cooperação nas áreas de segurança cibernética, bioenergia e saúde.
"O objetivo é ter esse olhar específico para a Ásia, que é de longe a região mais dinâmica do mundo e também uma região que tem 65% da população mundial. Com a Índia, ainda temos muito espaço para melhorar o comércio", explicou.
Em 2019, o Brasil exportou US$ 2,76 bilhões para a Índia, uma cifra considerada baixa pelo governo, que vê um potencial de crescimento especialmente nas áreas de alimentos e energia.
No ano passado, o país sul-americano registrou um deficit comercial de US$ 1,49 bilhão na relação com o país asiático, o que supõe uma reversão do superavit de US$ 246 milhões de 2018, segundo os dados atualizados do Ministério da Economia.
"Há muito potencial a ser explorado. Existe algo a melhorar, e isso é um dos objetivos da visita", afirmou o embaixador.
Ao menos seis ministros estão confirmados na comitiva presidencial: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Osmar Terra (Cidadania).
No dia 25 de janeiro, a programação incluirá com o presidente indiano, Ram Nath Kovind, e o primeiro-ministro Narendra Modi, bem como a ida ao Memorial de Gandhi. No dia 26, participará, como convidado, das comemorações do Dia da República, e em 27 de janeiro manterá encontros com empresários indianos.
Embora o tema esteja em estudo, o governo não deverá anunciar durante a viagem a isenção de visto para turistas indianos porque, segundo Salgado, a análise interna sobre o tema não deverá estar concluída antes da visita.
A Índia será o quinto país a receber a isenção de visto para viagens de seus cidadãos ao Brasil. No ano passado, o governo isentou de visto de entrada os turistas provenientes do Japão, Austrália, Canadá e Estados Unidos sem que a medida tivesse reciprocidade desses países com relação aos turistas brasileiros.
Créditos Xinhua - publicado originalmente em portuguese.xinhuanet.com/2020-01/18/c_138715521.htm