segunda-feira, 13 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 13/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 13/04/20

- Uma nota antes das notas. Tenho acompanhado a evolução da epidemia por coronavírus em todo o mundo desde o início do processo, em janeiro, lá na China. Ao longo desses três meses, não vi nenhum registro em nenhuma parte do mundo de pessoas se manifestando nas ruas contra as medidas de distanciamento social. Há sim registros de pessoas fazendo filas quilométricas para receber cestas básicas, como em El Salvador, ou para que o governo interceda pelas famílias que não conseguem enterrar seus mortos, como no Equador. Mas cenas de pessoas protestando e dançando de forma debochada segurando caixões de papelão como vimos ontem em São Paulo não vi em lugar nenhum. É chocante.

- O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, deixou o hospital no final de semana e gravou um vídeo publicado em sua conta no twitter. No vídeo ele testemunha a “coragem pessoal” dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate ao vírus. Ele nomeou uma enfermeira, da Nova Zelândia e um enfermeiro de Portugal, como seus assistentes de primeira hora no hospital. O médico que o atendeu é italiano. Por fim fez também uma homenagem ao NHS, sistema nacional de saúde, como “imbatível”. O depoimento tem uma simbologia forte por reconhecer dois institutos muito criticados por ele ao longo de sua trajetória política, o sistema de saúde público e a participação dos migrantes na economia do país. É de Johnson a frase: “cidadãos da União Europeia não deveriam tratar o Reino Unido como deles”.

- Houve uma pauta no final de semana que conseguiu romper a barreira do tema único coronavírus. Foi a da construção de um acordo mundial em torno da estabilização do preço do petróleo. Após dias negociando, os membros da OPEP chegaram a um acordo. Na abertura da conferência de negociações, o secretário-geral da OPEP, Mohammed Barkindo, disse: “O coronavírus é uma besta nunca antes vista, que arrasta tudo o que encontra no caminho. Os fundamentos da oferta e demanda estão horríveis”. As tratativas se dão no contexto das divergências entre Rússia e Arábia Saudita que fizeram o preço do barril ter quedas vertiginosas no começo de março. A princípio, OPEP e Rússia fizeram um acordo para reduzir a extração do petróleo nos meses de maio e junho em até 10 milhões de barris/dia (um décimo da produção atual) e incluir outros países como EUA, Noruega, Brasil e México. O acordo demorou mais para ser concluído por conta da discordância do México que disse não conseguir reduzir o montante proposto, o país precisaria produzir menos 400 mil barris/dia e afirmou só conseguir reduzir 100 mil. Diante disso, López Obrador, presidente mexicano, recorreu a Trump que acordou em reduzir mais 250 mil barris/dia em sua cota e que os mexicanos “pagam depois”.

- Em meio à uma grande fratura entre países do norte e do sul, membros da União Europeia aprovaram um pacote de 500 bilhões de euros (cerca de 3 trilhões de reais) para a prevenção e combate a danos econômicos decorrentes da pandemia por coronavirus. Segundo o presidente do Eurogrupo, o português Mario Centeno à imprensa, o pacote prevê três redes de proteção: ao emprego, às pequenas e médias empresas e ao sistema de saúde. Com o pacote, foi amortecido o debate sobre o endividamento comum denominado “coronabonds”. A polarização entre norte sul tem sido representada pela Itália no sul e a Holanda no norte com porta vozes mais contundentes. 

- Na América do Sul, o Equador segue sendo o país de maior preocupação geral com relação à pandemia do Coronavírus. As notícias do final de semana e que estão na imprensa dão conta da retirada de quase 800 corpos de pessoas falecidas de suas residências nas últimas semanas somente em Guaiaquil, epicentro da crise. O sistema hospitalar e funerário está absolutamente colapsado. Guaiaquil é a capital da província de Guayas que concentra mais de 70% dos casos do país. Neste momento o governo afirma que há 4000 mil infectados na província, mas este número pode estar subestimado. 

- Do Vietnã vem uma notícia interessante que alia assistência social do governo à tecnologia. Uma máquina repartidora de arroz foi instalada no distrito de Tan Phu, região ao sul do país e que concentra pessoas com menos recursos. A máquina funciona 24 horas por dia e só se admite filas de no máximo 10 pessoas por vez. Cada cidadão pode se aproximar e retirar 1,5kg de arroz na sua vez. 

- A revista científica Nature, uma das mais prestigiadas do mundo, publicou um editorial em que pede desculpas pelas associações feitas entre o novo coronavírus e a China. Também fez um apelo para que as pessoas parem de usar a associação de forma racista e discriminatória contra a população asiática. O racismo acaba por prejudicar chineses que estão estudando e trabalhando em universidades mundo afora, além de sabotar seu acesso a bolsas de estudos. A revista cita que cerca de 700 mil estudantes chineses estão fora do seu país neste momento. Segundo a revista, “estes jovens vão experimentar disrupturas e perdas de novas conexões e oportunidades”. 

- Finalmente a OEA (organização dos estados americanos) deixou um pouco de lado o endosso ao projeto de invasão estadunidense na Venezuela e fez algo pelo enfrentamento da pandemia do coronavirus no continente. Gestões foram feitas nos últimos dias para que os 33 países das Américas que formam parte da Rede Integrada Interamericana de Compras Governamentais (RICG) tenham acesso a um Mecanismo de Negociação Conjunta. Atuaram nas gestões a OEA, o BID (banco interamericano de desenvolvimento), CDB (banco centroamericano de desenvolvimento) e o Conselho de Ministros da Saúde da América Central.

- No final de semana da Páscoa, o Papa Francisco, enviou uma carta “aos movimentos e organizações populares” argentinos para defender que talvez “seja tempo de pensar um salário universal” para trabalhadores informais, pessoas sem ocupação laboral e da economia popular do campo e das cidades que “tenham sido excluídas dos benefícios da globalização”. O Papa se refere, segundo ele, às pessoas que “não tem um salário estável para resistir neste momento” de quarentenas que se tornaram em algo “insuportável”. Também veio do Papa nos últimos dias um alerta sobre a questão da violência contra as mulheres em tempo de confinamento e isolamento social nos domicílios. Nas palavras do Papa, as mulheres em todo o mundo “correm o risco de ser submetidas à violência por uma convivência da qual levam uma carga muito grande”. Países como Ítalia, França e Argentina adotaram políticas específicas de combate à violência contra a mulher em tempos de quarentena. Uma delas é a criação de um código através do qual mulheres podem comunicar em farmácias que estão sofrendo violência e a farmácia repassa a informação para órgãos do estado. Na Argentina o código é “máscara vermelha” e na Europa “máscara 19”.

- Na Europa, mais um país que não havia adotado medidas mais estritas de distanciamento social, a Suécia, precisou fazer mea culpa e voltar atrás. No sábado (11), o primeiro-ministro Stefan Lofven afirmou que o país não estava suficientemente preparado para a epidemia. O país registra hoje quase 900 mortes pelo vírus, enquanto países vizinhos como a Noruega, está com 128 e a Dinamarca com 273. A Suécia manteve abertas creches e escolas de educação infantil, restaurantes e maioria das lojas. As medidas mais flexíveis não impediram o aumento do desemprego. Segundo a imprensa europeia, cerca de 25 mil suecos se registraram como desempregados nas últimas semanas, maior número desde a crise de 2008.

- Outra pauta que tentou roubar a cena do coronavírus no final de semana foi a da erupção do vulcão Anak Krakatoa na Indonésia. A explosão foi ouvida no sábado 11 na capital Jacarta. Não foi registrada nenhuma vítima decorrente da erupção. O evento preocupou pois da última vez em que o vulcão esteve em atividade, em 2018, foi provocado um tsunami na região e a morte de 281 pessoas, além de mais de mil feridos.

domingo, 12 de abril de 2020

100 dias depois do assassinato do general Soleimani: quem venceu a guerra?

100 dias depois: quem venceu a guerra?
TEHRAN, 12 de abril (MNA) - O assassinato do general Qasem Soleimani e Abu Mahdi al-Muhandis, realizado há 100 dias em um ataque terrorista no aeroporto internacional de Bagdá, pode ser considerado o maior erro de cálculo e segurança. pelos Estados Unidos de sempre.
No entanto, o assassinato foi considerado uma decisão pessoal e unilateral por Trump e alguns outros oficiais da Casa Branca e do Pentágono, que revelaram o desentendimento de Trump e seu círculo interno sobre os eventos regionais.
Trump tomou a decisão de alcançar os resultados desejados. Numa pressa causada por confusão, o presidente dos EUA buscou resultados que ele imaginava que poderiam ser alcançados pelo assassinato do tenente-general Soleimani.
Um dos fatores determinantes no processo de tomada de decisão de Trump e sua abordagem política insana foi alcançar seus interesses eleitorais. Supunha-se que o assassinato pudesse afetar a eleição de 2020 a seu favor. Além disso, ao martirar o tenente-general Soleimani, a Casa Branca teve a ilusão de que pode colocar a situação política no Iraque sob seu controle, uma questão que foi definida pelos objetivos domésticos de Trump.  
Obviamente, a pressão aplicada pelo regime sionista e seus interesses tiveram um papel importante nas decisões dos EUA. Enquanto isso, Tel Aviv estava sob pressão doméstica e não conseguiu formar um gabinete. Também estava sendo ameaçado pelo Hezbollah libanês e por grupos de resistência na Palestina. 
Acreditava-se que o principal motivo de fracassos dos EUA e Israel na região era o Irã, particularmente a Guarda Revolucionária Islâmica, Corpo de Quds, cujo comandante possuía uma personalidade carismática.
Inúmeras conquistas políticas e de campo e o sucesso do eixo de resistência na Palestina, Líbano, Síria, Iraque e Iêmen, bem como as repetidas falhas da Arábia Saudita, como um pateta israelense-americano, são os principais motivos que levaram Trump a tomar essa decisão.
Trump estava tentando mudar a situação no Irã, que havia sido submetida à máxima pressão política e econômica, a favor dos EUA pelo assassinato do comandante Soleimani. Observando os eventos que se seguiram ao assassinato e os desenvolvimentos regionais, pode-se ver os erros de cálculo e a decisão errada de Trump.
O assassinato do comandante da Força Quds foi contestado por muitos americanos. A oposição surgiu mesmo no nível político e mundial, como muitos acreditavam que o tenente-general Soleimani era uma figura importante na luta contra o terrorismo e o ISIS. Eles viram seu assassinato em contraste com as alegações antiterroristas dos EUA.
Segundo pesquisas, a popularidade de Trump e a chance de vencer a próxima eleição até recusaram um assunto que ele não esperava. Muitos americanos sabem muito bem que Trump é, de fato, uma ferramenta para implementar a "teoria dos loucos". Ele tem a missão de usar os cidadãos americanos como um meio de atingir a meta de 3% da comunidade judaica americana, que é a exploração política e econômica.
Trump pode nunca ter previsto que grandes multidões no Irã, Iraque, Síria e os países classificados como membros do eixo de resistência participariam das procissões fúnebres do comandante Soleimani. O funeral, ao qual compareceram milhões de pessoas, foi na verdade um referendo anti-EUA que mostrou o quão popular é o discurso do movimento de resistência. De fato, os americanos perceberam que "Mártir Soleimani" é mais vivo e mais perigoso para o inimigo do que "Qasem Soleimani".
As avaliações mostraram que a maioria dos que prestaram homenagem a Qasem Soleimani antes de seu martírio e o consideraram um herói e comandante lendário na luta contra o terrorismo, agora o consideram não uma pessoa, mas uma escola.
Mas outra questão que os americanos procuraram alcançar com o assassinato foi reduzir a esfera da influência do movimento de resistência islâmico iraniano na Palestina e no Iraque. Os americanos assumiram que, ao conduzir o ataque terrorista, seriam capazes de reduzir a influência do Irã na região e teriam mais chance de realizar seus planos no Iraque. Portanto, pouco depois do assassinato, reduzir a influência iraniana na região se torna um assunto importante para os meios de comunicação ocidentais.
Esse foi outro grande erro de cálculo dos americanos. Eles não sabiam que, além de sua personalidade comandante e carismática, o que fazia de Haj Qasem Soleimani uma grande figura, era sua busca por um discurso liderado pelo aiatolá Khamenei. É um discurso que contém teoria e visão de mundo do martírio.
Embora o martírio do comandante Soleimani tenha sido um grande golpe para o Irã e o eixo de resistência, isso não significava que o Irã continuaria inativo a partir de agora. Teerã nomeou imediatamente o general Esmail Qaani como comandante da Força Quds do IRGC. Os EUA estão preocupados com o novo comandante desde o início de sua nomeação e até falam em seu assassinato.
É claro que, após um curto período de tempo, o eixo de resistência obteve mais conquistas, especialmente na Síria. Todos esses fatores mostram que hoje todos os países membros do eixo de resistência estão mais determinados a atingir seus objetivos em relação ao mártir Soleimani, que agora se tornou uma escola.
Este artigo foi publicado pela primeira vez no The Tehran Times.
MNA / TT 

Créditos Agência Mehrnews, publicado originalmente em - https://en.mehrnews.com/news/157506/100-days-later-Who-won-the-war 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Presidente Donald Trump agradece ao Vietnã por seu apoio contra o COVID-19

Presidente Donald Trump agradece ao Vietnã por seu apoio contra o COVID-19

O presidente Donald Trump confirmou que 450.000 roupas de proteção "fabricadas no Vietnã" chegaram aos Estados Unidos por via aérea para ajudar o país a combater a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). 

Saiba mais: https://es.vietnamplus.vn/presidente-donald-trump-agradece-a-vietnam-por-su-apoyo-contra-covid19/118590.vnp

INTERNACIONAL - China continuará apoiando EUA no combate à epidemia

China continuará apoiando EUA no combate à epidemia



Trabalhadores médicos posam para foto com suprimentos médicos doados em um hospital em Staten Island de Nova York, Estados Unidos, em 29 de março de 2020. Americanos de origem chinesa e operações locais de empresas chinesas estão fazendo grandes esforços para doar suprimentos médicos para hospitais, estações de polícia e residentes locais para aliviar a escassez e ajudar a combater a COVID-19 nos Estados Unidos.(Xinhua)
Beijing, 8 abr (Xinhua) -- Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, disse nesta terça-feira que a China está pronta para continuar a fornecer apoio dentro de suas capacidades aos Estados Unidos no combate à COVID-19.
Zhao Lijian disse em uma coletiva de imprensa de rotina que a China "entende a atual situação difícil que os Estados Unidos estão enfrentando".
Em sua recente conversa telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente chinês Xi Jinping apontou que os dois lados devem se unir contra a pandemia da COVID-19, recordou Zhao.
O porta-voz lembrou que muitos americanos deram muito apoio ao povo chinês no início do surto epidêmico.
A China está acompanhando de perto e preocupada com a situação epidêmica nos Estados Unidos e espera sinceramente que o país contenha a propagação da doença o mais rápido possível para reduzir as perdas infligidas pela doença ao povo americano, disse ele.
Alguns governos locais, organizações não governamentais, instituições e empresas da China têm fornecido aos Estados Unidos assistência de suprimentos médicos, de acordo com Zhao.
O porta-voz disse que a China tomou conhecimento das reportagens da mídia sobre o governador de Nova York, Andrew Cuomo, que agradeceu ao governo chinês por ajudar a facilitar a doação de mil respiradores para seu estado.
"Agradeço ao governo chinês, Jack Ma, Joe Tsai, Fundação Jack Ma, Fundação Tsai e o cônsul geral Huang", tuitou Cuomo no sábado.
"Isso é um grande negócio, e vai fazer uma diferença significativa para nós", disse Cuomo em um coletiva diária.
Créditos Xinhia, publicado originalmente em http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/08/c_138957228.htm

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Mortes por coronavírus vão aumentar em 3 a 6 semanas na América Latina

Mortes por coronavírus vão aumentar em 3 a 6 semanas na América Latina - Brasil247

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 08/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 08/04/20

- No momento em que escrevo estas notas, o mapa da John Hopkins University registra 1.446.242 casos de infectados pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 em todo o mundo. O Brasil aparece na 14ª. posição com 14.072 casos. No dia de ontem (7) a maioria dos comentários eram sobre a aceleração do número de casos e mortes nos EUA, que já bateram a casa dos 400 mil casos e tiveram quase 2000 mortes nas 24 horas entre o dia 6 e o dia 7 de abril. Cada vez mais irritado com os ataques que vem sofrendo por conta de sua inabilidade para se precaver e atuar melhor na crise, Trump atira para todos os lados. A vítima de seus pronunciamentos agora é a Organização Mundial da Saúde – OMS – que segundo ele é “chinocêntrica” e, portanto os EUA vão cortar suas contribuições financeiras à entidade. A ameaça foi feita no Dia Mundial da Saúde. 

- Outra vítima da ira de Trump ontem foi o presidente indiano Narendra Modi, ameaçado de “represálias” caso não cedesse em vender a hidroxicloriquna ao exterior. Segundo o chanceler indiano, Anurag Srivastava, “a Índia dará licença para a venda de paracetamol e hidoxicloriquina em quantidades adequadas para os países vizinhos que dependam de nossos préstimos”. A Índia é o maior produtor de medicamentos genéricos do mundo e sua exportação estava suspensa desde o dia 25 de março por conta da pandemia. Ainda segundo o chanceler, as exportações estarão direcionadas às nações mais duramente afetadas pela pandemia.

- E os EUA tiveram uma baixa nas forças armadas em meio à pandemia, na Marinha em particular, ainda por conta da confusão com o capitão do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, Brett Crozier. O secretário interino da marinha, Thomas Modly, renunciou ontem (7). Ele havia insultado Crozier. O capitão foi atacado por Modly e Trump após escrever uma carta criticando o confinamento de mais de 4000 tripulantes da embarcação em condições precárias após cerca de 100 terem testado positivo para o Sars-CoV-2. Modly havia dito que Crozier era “ingênuo ou estúpido demais para ser o comandante de um navio como este”. Por fim, a opinião pública ficou fortemente ao lado do capitão e Modly acabou por renunciar e o secretário de Defesa, Mark Esper, aceitou. Toda essa história parece uma notícia menor, mas nos atuais tempos de pandemia misturada com corrida eleitoral nos EUA há um grande significado de como Trump ainda poderá ser bastante atingido por sua ineficácia frente à crise. Lembre-se também que neste momento os EUA ameaçam uma abordagem militar para intervir na Venezuela e uma das principais frentes é a naval.

- Outra situação também foi pauta da imprensa internacional no dia de ontem sobre EUA e a crise do coronavírus. Trata-se da alta taxa de mortalidade de afrodescendentes. Agora que já passou da casa dos dez mil o número de mortos pela covid19, começam a aparecer dados significativos sobre os falecidos. Em cidades como Nova Orleans, Chicago e Detroit é evidente como estão morrendo desproporcionalmente mais pessoas negras. Cidades como Detroit, Chicago e Miwaukee também reportam situação semelhante. Segundo reportagem do The Guardian, em Chicago, por exemplo, onde 30% da população é negra, no caso das vítimas da covid19, 70% são negras. A explicação está em grande parte no fato de que está população está nos empregos mais precários e vulneráveis, muitas vezes em setores que não puderam adotar o homeoffice. São pessoas que estão nos transportes públicos e vivem em condições mais precárias, com coabitação e aglomeração. São também pessoas que não tem acesso a um atendimento básico de saúde, inexistente nos EUA. Devido aos altos custos dos atendimentos médicos, as pessoas mais vulneráveis adiam ao máximo a busca do serviço, podendo chegar tarde demais aos hospitais. É a herança prática do racismo, também revelada pela crise do coronavírus. 

- O México é outro país que tem chamado atenção para a forma com a qual vai enfrentar o período mais grave da pandemia e suas inevitáveis consequências na saúde publica, na economia, na política e nos aspectos sociais em geral. Ainda reverbera o pronunciamento de AMLO realizado no domingo (5) no que o governo chamou de balanço do trimestre. Primeiramente cético frente à ameaça sanitária do vírus, ao melhor exemplo de Trump, Bolsonaro e Daniel Ortega, AMLO acabou por aderir às recomendações médicas de distanciamento social. Em seu pronunciamento de domingo, a pandemia aparece como um contratempo que não deve tirar do foco de seu plano de governo original da “Quarta Transformação” com ampliação de empregos, reativação da economia e fim da corrupção. A questão é que todo o mundo está discutindo como manter minimamente as pessoas alimentadas e em segurança sanitária enquanto a economia é obrigada a ficar paralisada justamente pelas medidas de distanciamento social. E para esta situação AMLO não parece ter muitas respostas, para além de reduzir salários de servidores públicos, inclusive o seu e acomodar recursos de gastos do governo no enfrentamento à crise. E neste aspecto setores do comércio, das pequenas e médias empresas, para além da indústria dizem que o governo não ofereceu nenhum plano que dê respostas à esta questão. Uma grande tensão no país parece se avizinhar. E eu não estranharia se logo começarem os burburinhos de uma derrubada de AMLO impulsionada pelo setor empresarial.

- O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, segue hospitalizado desde segunda (6) e as notícias da imprensa britânica nesta manhã é de que ele está “respondendo bem” ao tratamento na UTI. Esta foi a segunda noite dele no hospital St. Thomas e enquanto ele está lá um grande debate político se dá no país sobre os poderes de seu “substituto”. Não existe uma figura de vice-premiê ou premiê interino. Formalmente quem governa é o gabinete, formado pelo primeiro ministro e demais ministros. Neste momento quem o substitui no poder, por indicação do próprio Johnson, é o chefe da diplomacia, ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab. Com poderes bem limitados, Raab não pode, por exemplo, demitir ou admitir ministros ou falar com a Rainha.

- A Polônia tem um problema democrático concreto com a pandemia do coronavírus. Eleições presidenciais estão marcadas para o dia 10 maio. O governo do partido ultraconservador Pis (Lei e Justiça) tenta aprovar no parlamento uma proposta para que as eleições sejam realizadas por correio, algo que nunca ocorreu no país. A oposição qualificou a proposta de golpe de Estado. O atual presidente Andrzej Duda, do PiS, lidera as pesquisas de opinião sobre o pleito. A princípio uma primeira proposta foi rejeitada, mas o governo modificou o projeto e a segunda versão, em que o presidente do congresso fica com o poder de mudar a data do pleito, foi aprovada na câmara baixa e seguiu para senado. Outra proposta aventada por partidos aliados do PiS é a extensão do mandato da presidência em 2 anos. A principal opositora do atual presidente ultraconservador é uma liberal, Malgorzata Kidawa-Blonska, líder de um partido de uma composição de partidos de centro-direita, Coalizão Cívica. Ela aparece com 16% nas pesquisas, enquanto Duda está com 51%. Em condições normais, caso o primeiro colocado não tivesse mais de 50%, o segundo turno seria dia 24 de maio. O coronavírus segue desafiando a saúde, a economia e a democracia mundo afora.

- Estão suspensas por ora as conversações entre o governo do Afeganistão e o grupo dos Talibãs. As conversas se davam para concretizar a troca de prisioneiros, fruto de um acordo inédito entre o governo afegão, o governo dos EUA e os Talibãs após quase duas décadas de conflito armado pós-11 de setembro. Desde o início o “acordo” tem sido muito questionado por vários analistas que não veem muita substância real nele.

- Ontem (7) foi um dia de manifestações de solidariedade ao ex-presidente Rafael Correa por líderes latino-americanos. O ex-presidente do Equador (2007 – 2017) foi condenado a oito anos de prisão por corrupção pelo Tribunal da Corte Nacional de Justiça do Equador em um caso de flagrante perseguição política, semelhante aos casos de Lula no Brasil, Kirchner na Argentina e outros. O Equador tem eleições marcadas para 2021 e Correa é pré-candidato (já vimos esse filme). O presidente Lenin Moreno, do Equador, tem sido denunciado como um dos mais inábeis para lidar com a pandemia do coronavírus na América do Sul.

- O embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, se pronunciou sobre o caso das cargas de materiais e suprimentos médicos compradas pelo Brasil e que estão sendo interceptadas nos EUA. Ele fez uma coletiva online ontem (7) e disse que seu país não adquiriu, comprou, reteve ou bloqueou qualquer equipamento hospitalar ou medicação que estivesse destinada ao Brasil. A embaixada da China afirma, no entanto, que uma carga comprada pelo governo da Bahia de fabricantes chineses, não consegui sair do aeroporto de Miami na Flórida, primeiro por impedimentos da alfandega americana e na sequencia por ter sido comprada pela prefeitura de Nova Iorque.

CHINA - A China sairá mais forte dessa grande batalha - Por Jose Medeiros da Silva*

CHINA -
A China sairá mais forte dessa grande batalha - Por Jose Medeiros da Silva* -

terça-feira, 7 de abril de 2020

INTERNACIONAL - Rafael Correa é condenado a 8 anos de prisão no Equador

Presidente do Equador, Rafael Correa
Reuters/Mariana Bazo
INTERNACIONAL - 
Rafael Correa é condenado a 8 anos de prisão no Equador. 
O ex-presidente equatoriano, Rafael Correa, foi condenado por corrupção pelo Tribunal da Corte Nacional de Justiça do Equador nesta terça-feira (7). 

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 07/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 07/04/20

- No Dia Mundial da Saúde, que é hoje, 7 de abril, a ONU fez um comunicado, através de seu secretário-geral, Antônio Guterres, para lembrar que a data está marcada em 2020 por ser um ano particularmente difícil para todo o mundo. Nas palavras dele, “hoje, minha mensagem é para nossos profissionais de saúde – enfermeiras (os), parteiras (os), técnicos, paramédicos, farmacêuticos, médicos, motoristas, profissionais de limpeza, administradores e muitos outros – que trabalham dia e noite para nos manter seguros”. Ele fez ainda uma menção especial às enfermeiras e enfermeiros: “elas (es) geralmente oferecem conforto no final da vida”. 

- O governo da Argentina suspendeu por enquanto as negociações de reestruturação de sua dívida com credores internacionais e congelou os pagamentos. O Ministro da Economia, Martín Guzmán, disse ontem (6) que a medida vai ajudar o país a voltar a uma posição mais firme e proteger os mais vulneráveis em um momento em que a economia, já atingida pela recessão, enfrenta os impactos da pandemia por coronavírus. Em seu twitter ele disse: “essa decisão faz parte do plano elaborado para restaurar a sustentabilidade da dívida”. Só em 2020, a Argentina precisaria pagar mais de 22 bilhões de dólares de parcela da dívida e mais de 10 bilhões de dólares em juros.

- O coronavírus já passou com força na Ásia, especialmente China, Europa e agora as Américas serão o foco das preocupações com a pandemia. Pela primeira vez, em 24 horas, a China não registrou nenhuma morte. A primeira morte informada foi no dia 11 de janeiro. Foram registrados até aqui 3331 óbitos. Na segunda 6 foi registrada uma morte e do dia 6 para o dia 7 nenhuma. A taxa de infecções também está desacelerando na Europa. A tendência de queda é atribuída às medidas rígidas de isolamento impostas em março. Na Itália, o chefe do Instituto Superior de Saúde, Silvio Brusaferro, disse que a “curva começou sua queda”. Em toda a Europa já se debate a segunda fase pós-surto. Como sair do confinamento? A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que apresentará amanhã (8) algumas “diretrizes” para uma saída do isolamento social. A tom da fala geral é de que a vida não voltará a ser como antes de imediato e que vão existir muitas restrições por muitos meses.

- Quem também falou sobre a “vida de antes” foi o infectologista da equipe da Casa Branca de enfrentamento ao coronavírus, Anthony Fauci, na entrevista coletiva diária de ontem (6). Segundo ele, a vida pré-coronavírus pode nunca mais voltar a ser como antes, especialmente enquanto não houver uma vacina ou um tratamento efetivo. Ontem eram 364 mil os casos confirmados de infecção por coronavírus nos EUA e quase dez mil mortes. Ao ser perguntado sobre como seria a volta à vida “normal”, o infectologista respondeu: “se ‘volta ao normal’ significar agir como se nunca tivesse havido um problema com o coronavírus, eu penso que isso não irá acontecer até nós termos uma situação em que você possa proteger completamente a população.” A frase dele de ontem que mais foi difundida: “Se você quer voltar ao pré-coronavirus, isto pode nunca mais acontecer no sentido de que o perigo está lá”. 

- Há muita esperança em todo o mundo sobre a descoberta de uma vacina ou de terapias medicamentosas efetivas. Todos os dias vemos na imprensa muito apelo sobre este tema. Temos Trump e Bolsonaro como garotos propaganda da cloriquina e hoje há denúncias de que ambos teriam interesses comerciais na difusão deste medicamento. Temos jornais da Austrália divulgando o uso da Ivermectina, um remédio usado no tratamento do piolho. Há também um medicamento para artrite Actemra sendo testado. Já tivemos relatos de testes de uma vacina oral em Israel. Sabe-se da efetividade do Interferón cubano em alguns casos e ontem houve muito burburinho sobre o início dos testes clínicos de uma vacina que está sendo produzida pela Inovio Pharmaceuticals, cujas pesquisas são financiadas pela Bill & Melinda Gates Foundation. Nenhum destes é a panaceia por enquanto. Por isso o reforço da necessidade isolamento social.

- Há mais ou menos dez dias, o secretário geral da ONU, pediu um cessar-fogo geral de todos os conflitos armados existentes no mundo por conta da pandemia. Ontem (6) ele divulgou um balanço informando que um “número substancial de partes em conflito expressou aceitação” ao apelo. Os conflitos nos quais houve êxito da abordagem diplomática de enviado da ONU, segundo o secretário, foram Camarões, Colômbia, Filipinas, Mianmar, República Centro-Africana, Sudão, Sudão do Sul e Ucrânia. Seguem não aderindo ao apelo as partes conflitantes no Afeganistão, Iêmen, Líbia e Síria. 

- Na Venezuela, o ministro de Comunicação, Cultura e Turismo, Jorge Rodríguez, detalhou o anúncio por Maduro de toque de recolher nos municípios de Simón Bolívar e Ureña na fronteira com a Colômbia desde ontem (6). Segundo ele, tem havido entrada de paramilitares, desertores e mercenários com o propósito de gerar violência no país. Na região há acampamentos que eram coordenados por Clíver Alcalá Cordones, membro afastado das forças armadas venezuelanas, que recentemente admitiu um plano de assassinato contra Maduro. Enquanto isso, na Colômbia, 23 parlamentares enviaram uma carta ao presidente Iván Duque para solicitar que se abstenha de apoiar qualquer iniciativa de intervenção militar dos EUA na Venezuela. Os congressistas lembram ao presidente Duque na carta que qualquer iniciativa precisa ser amparada pelo parlamento que está em recesso pela quarentena contra o coronavírus até o dia 13 de abril. Na carta, eles se referem a um pronunciamento do ministro da Defesa, Carlos Homes Trujilo, que manifestou apoio a uma possível intervenção armada. Lembraram ainda que segundo o artigo 173-4 da constituição colombiana, se atribui ao senado colombiano “permitir o transito de tropas estrangeiras pelo território da República”. 

- A pequena ilha de Cuba já conta com 363 infectados pelo coronavírus e 9 mortes. Enquanto isso, seu chanceler Bruno Rodríguez expressa as dificuldades que o país passa por conta do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos EUA. Um dos exemplos das dificuldades é que uma grande doação do presidente da chinsa Alibaba, Jack Ma, não conseguiu chegar na ilha porque a companhia de transportes era estadunidense. No entanto, foi possível a chegada de uma grande doação vinda diretamente do governo da China. Com a chegada dos donativos chineses ontem foi um dia de grande troca de homenagens de parte a parte entre cubanos e chineses. De um lado, o embaixador cubano na China, Carlos Miguel Pereira Hernández, enviou uma mensagem via facebook dizendo que Cuba nunca deixou de reconhecer o valor do esforço extremo da China na contenção do vírus. Do outro, o porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang, disse que “é uma tradição na China retribuir a boa vontade com mais amabilidade. Nunca esqueceremos o apoio político da comunidade internacional nos momentos mais difíceis e tampouco das ajudas recebidas de 79 nações (Cuba incluída) e 10 organizações globais”.

- No México, o presidente López Obrador, anunciou que não haverá planos econômicos específicos para enfrentar a pandemia por coronavírus. Segundo ele, “a cultura de nosso povo sempre nos salvou e nos permitiu superar terremotos, furacões, inundações, epidemias, tiranias, maus governos e a corrupção.” Sua postura tem sido muito criticada por economistas de todas os campos. Já na frente sanitária, o presidente anunciou a contratação de 3000 médicos para enfrentar a epidemia. Até o momento, o México está com 2439 infectados e 125 mortos pelo coronavírus. As informações são de que o México poderá ser um dos países mais atingidos pela pandemia nas Américas. O país possui 1,4 leitos de hospital por mil pessoas, menos de 10 mil ventiladores para uma população de 130 milhões e uma das menores taxas de investimento em saúde per capta, segundo dados divulgados pela bloomberg.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Congressistas criticam governo Bolsonaro após novo ataque à China

Congressistas criticam governo Bolsonaro após novo ataque à China

Governo Bolsonaro põe em xeque mais uma vez relações com a China. Declaração do ministro Abraham Weintraub insinua que a China poderia se beneficiar pela crise provocada pelo coronavírus
(Foto: Reprodução)
Depois dos ataques feitos pelo filho 03 de Bolsonaro, foi a vez do ministro da Educação, Abraham Weintraub, gerar nova crise diplomática entre Brasil e China. No final de semana, em sua conta no Twitter, Weintraub insinuou que a China poderia se beneficiar com a crise provocada pelo coronavírus.
Como de praxe no governo, a publicação foi posteriormente apagada. No entanto, o embaixador da China no Brasil, Wanming Yang, repudiou a declaração de Weintraub e cobrou do governo brasileiro uma declaração oficial do governo sobre a fala de seu ministro. “O lado chinês aguarda uma declaração oficial do lado brasileiro sobre as palavras feitas pelo ministro da Educação. Nós somos cientes de que nossos povos estão do mesmo lado ao resistir às palavras racistas e salvaguardar nossa amizade”, declarou o embaixador em sua conta no Twitter.
A bancada do PCdoB também repudiou o novo ataque. Para o deputado Daniel Almeida (BA), presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-China, o ministro da Educação demonstra “o tamanho de sua ignorância e falta de conhecimento sobre a China, além de mostrar forte preconceito e colocar em risco a relação econômica do país com o Brasil”.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo. Grande parte das exportações brasileiras vai para o país asiático. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores o comércio bilateral entre os dois países movimentou US$ 98 bilhões em 2019. Coincidência ou não, nesta segunda-feira (6), a China anunciou a possibilidade de compra de soja dos EUA por “segurança”.
A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), destacou que “a diplomacia ‘dos bananinhas’, de insultos constantes à China, atinge o coração das exportações brasileiras. Produtores, os que mais defenderam Bolsonaro, são agora os mais prejudicados”.
Já o deputado Orlando Silva (SP) enfatizou que este tipo de atitude fará com que o governo brasileiro perca seu principal comprador de mercadorias. “Isso não será compensado com a submissão aos EUA. O que diz nosso agronegócio? Vão para o suicídio com os lunáticos ou vão abandonar o barco?”, indagou o parlamentar.
Para a deputada Professora Marcivânia (AP), este é mais um caso da irresponsabilidade do governo. “Não é somente a crise econômica, o coronavírus. A incompetência do governo em dar respostas eficazes faz com que o governo Bolsonaro se deteriore a cada dia. A falta de comando, a irresponsabilidade dos membros do seu governo, a falta de compromisso com o Brasil e seu povo”, pontuou.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) prestou solidariedade ao povo chinês. “O comportamento racista do Sr. @AbrahamWeint nos envergonha e o seu destino é a lata de lixo da história. O cimento das relações entre nossos povos sempre será o respeito mútuo e a solidariedade, principalmente diante do enorme desafio atual”, escreveu no Twitter.
O líder da Minoria na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-PE), avaliou que Bolsonaro já queimou todos as pontes com os nossos parceiros comerciais em especial os parceiros estratégicos como a China.
“Só resta os EEUU e é o tempo todo de Pires na mão mendigando apoio. #BastaDeGovernoBolsonaro”, protestou.
O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) diz que só um governo totalmente irresponsável insistiria numa briga com a China, maior parceiro comercial e maior exportador de testes do coronavírus e de máscaras.
“Não é hora de palhaçada, Weintraub. Se não quiserem ajudar, pelo menos não atrapalhem!”, criticou.
“É inacreditável e criminoso o comportamento do ministro da educação. Na ânsia ególatra por lacrar e figurar nos noticiários, Abraham Weintraub causa crise diplomática com a China, principal parceira comercial do Brasil, em plena crise global. Homenzinho asqueroso e imprestável”, afirmou a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
O texto de Weintraub imitava a fala do personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que, ao falar, troca a letra “R” pela “L”. O ministrou ridicularizou o fato de alguns chineses, quando falam português, efetuarem a mesma troca de letras.
Na postagem, Weintraub insinuou que a China vai sair “relativamente fortalecida” da crise do coronavírus e que isso condiz com os planos do país de “dominar o mundo”. Disse ainda que haveria, no Brasil, parceiros dos chineses nesse objetivo.
“Geopolíticamente [sic], quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu Weintraub. Para ilustrar a postagem, ele publicou ainda uma foto de uma capa de um gibi da Turma da Mônica, que mostra os personagens na China.
PCdoB na Câmara

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