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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Equador: violência e dolarização - créditos Vermelho

 

Equador: violência e dolarização

Um território com um estado ausente torna-se terra de ninguém, como também o demonstra o domínio do narcotráfico da Amazônia brasileira

O Equador mergulhou em onda de violência sem precedentes que já custou a vida de milhares de pessoas. A narrativa que se lê na imprensa sobre as causas do conflito é que os principais carteis mexicanos do narcotráfico ali se instalaram recrutando gangues locais por conta do porto de Guaiaquil e outros portos do país terem se tornado localizações convenientes para a exportação da droga produzida nos vizinhos Colômbia e Peru para a Europa e Estados Unidos. A causa principal da violência, continua a narrativa, é a disputa entre esses carteis de drogas envolvendo as gangues locais pelo domínio do lucrativo negócio que movimenta bilhões de dólares.

Essa narrativa, embora aponte as causas imediatas da atual onda de violência, falha em explicar suas causas mais profundas que é o desmonte do Estado equatoriano ao longo dos anos. O Equador vem passando por um processo de privatização das funções do Estado há anos. Na área de segurança, por exemplo, o contingente de pessoas empregadas na segurança privada já é superior ao das forças públicas. Um território com um estado ausente torna-se terra de ninguém, como também o demonstra o domínio do narcotráfico da Amazônia brasileira.

No caso do Equador, até de sua moeda nacional o país abriu mão quando decidiu enterrar o sucre, sua moeda local, cujo nome homenageava o general Sucre, libertador do Equador durante as campanhas lideradas por Bolivar no século 19, trocando-o pelo dólar norte-americano. Muitos poderiam se perguntar: o que tem a dolarização do país, realizada há mais de 20 anos, a ver com o aumento da violência?

Tem tudo, não apenas pelo abandono de sua própria moeda, mas sobretudo pelo que isso representa: a renúncia de sua elite política e econômica de dirigir seu próprio país,  de ter um projeto de nação que atenda aos interesses coletivos e ao desenvolvimento nacional. Ao hipotecar parte importante de sua soberania ao banco central dos Estados Unidos a elite equatoriana deixou clara sua traição aos interesses nacionais e mandou o recado a todos que quisessem se aproveitar do país: venham, aqui é terra de ninguém, não existe Estado, tudo está à venda, inclusive o próprio país.

A adoção do dólar como moeda local tornou o país um local ideal para a lavagem de dinheiro do tráfico internacional. Estima-se que cerca de 3% do PIB equatoriano, o equivalente US$ 3,5 bilhões, são provenientes da lavagem de dinheiro do narcotráfico (O Globo, 20/11/2023). Como destacou a matéria do Globo, “Além da lavagem de dinheiro, os ajustes neoliberais adotados primeiro pelo governo do então presidente Lenín Moreno e depois pelo atual governo de Guillermo Lasso — ambos seguindo as recomendações de um acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) —, promoveram medidas que levaram a um processo sistemático de cortes na área de segurança. Além disso, a percentagem de pessoas em situação de pobreza aumentou gradativamente nos últimos anos, e passou de 21,9%, em 2019, para 25,5%, em 2022 (…) Hoje, 5 milhões de pessoas vivem com apenas US$ 3 por dia, e 2 milhões com menos de US$ 1,70. Essa situação de pobreza e miséria, abre espaço para que muitos acabem se envolvendo com o tráfico”. Infelizmente a Argentina está indo para o mesmo caminho.

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho
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domingo, 6 de fevereiro de 2022

China e Equador iniciarão conversas para firmar Tratado de Livre Comércio

 

China e Equador iniciarão conversas para firmar Tratado de Livre Comércio

Presidente do Equadro, Guillermo Lasso (à esquerda), e o presidente chinês, Xi Jinping (à direita) - Sputnik Brasil, 1920, 06.02.2022
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A China e o Equador concordaram em iniciar conversas para firmar um Tratado de Livre Comércio entre os dois países, segundo declaração conjunta dos presidentes Guillermo Lasso e Xi Jinping.
"Ambas as partes concordaram em iniciar as negociações de um Tratado de Livre Comércio para explorar os potenciais de comércio, otimizar a cadeia de valor e impulsionar a liberação e facilitação do comércio e investimentos para fomentar o desenvolvimento sustentável, estável e diversificado do comércio bilateral e o aproveitamento de sua contribuição ao desenvolvimento", comunicou a Secretaria de Comunicação do Equador.
A declaração foi emitida em Pequim, onde o presidente equatoriano está em visita oficial, a convite de Xi Jinping.
Boletim Oficial 401. O governo do Equador continua abrindo mercados com passo firme, fortalecendo as relações bilaterais e estreitando vínculos com parceiros comerciais que permitam colocar mais Equador no mundo e mais mundo no Equador.
Os dois países também pretendem aprofundar a cooperação em âmbitos como o combate à pandemia, investimento, financiamento, desenvolvimento sustentável, comércio eletrônico, informação e comunicações, acesso à Internet, interconectividade e a luta contra a mudança climática.
As relações entre Equador e China entrarão em uma nova etapa. Alegro-me em compartilhar os resultados da reunião com o presidente Xi Jinping: assinatura de um memorando de entendimento para o Tratado de Livre Comércio e uma reunião para iniciar a conversa formal sobre a dívida.
De acordo com a declaração oficial, o governo chinês expressou seu desejo de impulsionar as negociações amigáveis com o Equador sobre temas de cooperação financeira, como o financiamento e a dívida, visando ajudar Quito com relação à crise sanitária e à promoção do desenvolvimento sustentável pós-pandemia.
"Houve um acordo no memorando de entendimento para firmar um Tratado de Livre Comércio com a China, e já foi determinada uma reunião entre os ministros das Finanças da China e do Equador para iniciar as conversas formais sobre a proposta do Equador a respeito da dívida", afirmou o presidente equatoriano, Guillermo Lasso. 

Créditos Sputnik

terça-feira, 13 de julho de 2021

internacional - Evo Morales alerta para "novo Plano Condor" na América Latina

INTERNACIONAL - Evo Morales alerta para "novo Plano Condor" na América Latina

Alerta do líder boliviano ocorre após a denúncia de que os ex-presidentes Lenín Moreno, do Equador, e Mauricio Macri, da Argentina, apoiaram o golpe de Estado na Bolívia de 2019

Evo Morales
Evo Morales (Foto: © REUTERS/David Mercado/Direitos Reservados)
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Opera Mundi - O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, alertou este domingo (11) que está em marcha um novo Plano Condor, que atentaria, segundo ele, contra os processos democráticos, a livre determinação dos povos e a vontade das maiorias.

Em mensagem veiculada pela rede social Twitter, Evo Morales afirmou que os povos devem “pactuar medidas para que os governos de direita na América Latina não continuem participando de golpes sob a direção dos Estados Unidos, causando luto e dor aos nossos povos”. 

O alerta do líder boliviano ocorre após a denúncia do governo do presidente Luis Arce de que os ex-presidentes Lenín Moreno, do Equador, e Mauricio Macri, da Argentina, apoiaram o golpe de Estado perpetrado na Bolívia em novembro de 2019. 

As autoridades bolivianas divulgaram na semana passada evidências sobre o fornecimento pelos governos Moreno e Macri de material de guerra às autoridades golpistas, e que foram utilizados para reprimir aqueles que saíram às ruas em oposição ao governo de facto. 

O ex-presidente boliviano pediu aos "militantes, simpatizantes, soldados patrióticos e profissionais comprometidos com seu país" que protejam os interesses nacionais. 

Da mesma forma, ele afirmou que os Estados Unidos não perdoam a Bolívia pela capacidade que teve para recuperar seus recursos naturais, nacionalizar suas empresas estratégicas e fechar a base militar estadunidense em Chimoré, localizada na província de José Carrasco, no departamento de Cochabamba. 

Durante as décadas de 1970 e 1980, as ditaduras militares na América Latina lançaram uma estratégia coordenada com os EUA para eliminar a oposição política, principalmente da ideologia de esquerda. 

Conhecida como Plano Condor, essa estratégia liderada pela Agência Central de Inteligência (CIA) fez com que milhares de cidadãos fossem torturados, desaparecidos e assassinados. 


Créditos Brasil247

terça-feira, 7 de abril de 2020

INTERNACIONAL - Rafael Correa é condenado a 8 anos de prisão no Equador

Presidente do Equador, Rafael Correa
Reuters/Mariana Bazo
INTERNACIONAL - 
Rafael Correa é condenado a 8 anos de prisão no Equador. 
O ex-presidente equatoriano, Rafael Correa, foi condenado por corrupção pelo Tribunal da Corte Nacional de Justiça do Equador nesta terça-feira (7). 

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