quarta-feira, 27 de maio de 2015

Netanyahu alerta para risco de Irã '1.000 vezes mais perigoso' que o EI

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, no dia 26 de maio de 2015
Foto de RONEN ZVULUN/POOL/AFP


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que o Irã poderia se tornar "mil vezes mais perigoso" do que o grupo Estado Islâmico (EI), se as grandes potências permitirem o acesso de Teerã à bomba atômica.
"Não importa o quão terrível seja o EI, o Irã, o primeiro Estado terrorista do nosso tempo, será, uma vez adquirido armas atômicas, mil vezes mais perigoso e destrutivo", disse Netanyahu, no dia da reabertura das negociações sobre o programa nuclear de Teerã.
"As negociações do grupo 5+1 foram retomadas, e temo por uma precipitação que leve ao que eu considero um acordo muito ruim", insistiu Netanyahu.
Em sua opinião, o acordo que está sendo negociado "abre o caminho da bomba atômica ao Irã, além de encher os cofres iranianos com dezenas de bilhões de dólares que serão utilizados para continuar com sua política de agressão no Oriente Médio".
O Irã receberá um grande balão de oxigênio econômico em caso de levantamento das sanções econômicas internacionais.
"Temos de combater o EI. Temos também de parar o Irã", disse ele durante uma reunião com o senador americano Bill Cassidy.
Netanyahu critica há meses o acordo que está sendo negociado pelo grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha) com o Irã.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Exército da Síria prepara reação contra Estado Islâmico, diz governador

Uma autoridade da Síria afirmou que o Exército do país está enviando tropas em áreas próximas à cidade antiga de Palmira, preparando-se para um contra-ataque para retomar a área do Estado Islâmico. O governador Talal Barazi, da província de Homs no centro da Síria, onde está a cidade, disse neste domingo que membros do grupo "cometeram massacres em massa em Palmira", desde que a capturaram na quarta-feira.

Barazi disse que civis, incluindo mulheres, foram capturados e levados para local desconhecido na área. Segundo ele, há um planejamento para um ação militar no entorno da cidade, mas ainda não está claro quando esse ataque será lançado. Fonte: Associated Press.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estado Islâmico ergue bandeira em Ramadi, no Iraque

O grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) hasteou sua bandeira na cidade de Ramadi, no Iraque, após dias de confrontos com as forças locais. A notícia foi anunciada nesta sexta-feira (15) pelo prefeito Dalaf al-Kubaisi.    
Os confrontos deixaram ao menos 10 policiais mortos e outros sete feridos. O EI explodiu carros-bomba perto dos principais prédios do governo. De acordo com a imprensa local, ao menos 50 funcionários das equipes de segurança do governo foram pegos como reféns. Ramadi é a capital da província de Al-Anbar e, há meses, é palco de confrontos entre o EI e o Exército.

Obama defende negociações com o Irã perante países do Golfo

Obama
Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman

O presidente Barack Obama buscava, nesta quinta-feira, convencer os líderes do Golfo Pérsico sobre os fundamentos de suas negociações com o Irã, embora a tentativa possa ser insuficiente para dissipar as desconfianças destas monarquias diante da estratégia americana.

O chefe de Estado americano mantém uma reunião em sua residência de campo em Camp David com representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar, em uma tentativa de responder às inquietações surgidas.
A agenda de discussões se concentra nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que a Casa Branca considera prioritário, mas também o apoio do Irã aos rebeldes xiitas no Iêmen e ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
"Trata-se de uma negociação sobre a questão nuclear, não de uma reaproximação mais profunda entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou nesta quinta-feira Ben Rhodes, conselheiro próximo a Obama, ao final de uma primeira sessão de reuniões.
Rhodes admitiu que a perspectiva de suspensão das sanções ao Irã (no âmbito das negociações que poderiam ser concluídas no fim de junho) inquieta os países da região.
Temores regionais
As monarquias da região do Golfo temem que a suspensão das sanções e a recuperação da economia iraniana reforcem a tendência de Teerã a intervir em toda a região.
Para Rhodres, "as sanções nunca impediram que o Irã realize ações desestabilizadoras" e, por isso, considerou que são maiores as possibilidades d eque o país evolua para uma aproximação "construtiva" com a assinatura de um acordo.
No Iêmen, onde o Irã apoia os rebeldes huthis, a coalizão comandada pela Arábia Saudita mantém uma frágil trégua depois de várias semanas de ataques aéreos. O governo iemenita chamou nesta quinta seu encarregado de negócios na embaixada em Teerã em protesto contra a ingerência iraniana.
Esta é a segunda vez em que o presidente americano usa a residência de Camp David - 100 km ao norte de Washington - para receber líderes estrangeiros, após uma cúpula do G8 em maio de 2012.
O lugar está carregado de história: foi ali que em 1978 israelenses e egípcios mantiveram reuniões secretas para negociações que foram concluídas com a assinatura de Menachem Begin e Anwar al-Sadat de um acordo de paz, conhecido desde então como "Acordos de Camp David".
Dos líderes dos seis países convidados por Obama, apenas dois serão representados por seus principais governantes, Catar e Kuwait.
Na ausência do rei Salman, da Arábia Saudita, que rejeitou no último minuto o convite da Casa Branca, Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman.
Relação estratégica
Mohamed ben Nayef, saudita considerado em Washington o arquiteto da luta implacável contra a rede Al-Qaeda em seu país, também saudou a relação histórica e estratégica entre Estados Unidos e Arábia Saudita.
Mas as divergências são evidentes. Obama se propõe a defender o acordo preliminar concluído junto com várias potências nucleares e com o Irã para impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica.
"Podemos imaginar de que forma o Irã poderá ser ainda mais provocador caso disponha de uma arma atômica", expressou Obama em uma entrevista ao jornal saudita Asharq al-Awsat, na qual também considerou indispensável suprimir "uma das principais ameaças à segurança da região".
Se o acordo com o Irã, que deve ser finalizado no fim de junho, é alvo de inquietações, as tensões se concentram no crescimento da presença da República Islâmica na região.
Para Bruce Riedel, do instituto Brookings, "não se trata de uma divergência sobre o número de centrífugas nucleares. Trata-se de saber se o Irã deve ser aceito como um interlocutor legítimo no seio da comunidade internacional".
Já Hussein Ibish, do Arab Gulf States Institute, afirmou que "os países do Golfo acreditam, acima de tudo, que a política americana começa a se inclinar ao Irã e se afasta de aliados tradicionais dos Estados Unidos na região".
Diversas vozes na região do Golfo pedem um acordo de defesa mútua nos moldes da Otan, mas este projeto não consta na agenda de Washington.
As monarquias esperam um compromisso americano mais profundo na Síria para debilitar o governo de Damasco.
Os Estados Unidos começaram a treinar um pequeno grupo de rebeldes sírios moderados na Jordânia para combater os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico, mas a Casa Branca se mostra reticente a se envolver mais que isto no conflito.
O encontro em Camp David pode ter como resultado anúncios de alcance limitado, como a intensificação de exercícios militares comuns ou uma coordenação melhor dos sistemas de defesa antimísseis nos países da região.

Chefe do Exército do Burundi reconhece que tentativa de golpe fracassou

Protestos no Burundi começaram após o atual presidente anunciar que iria concorrer a um terceiro mandado REUTERS/Goran Tomasevic

O chefe do Exército de Burundi disse nesta quinta-feira (14) que uma tentativa de golpe fracassou e forças leais ao presidente Pierre Nkurunziza estavam no poder.
O anúncio do general Prime Niyongabo aconteceu um dia após outro general dizer que havia destituído Nkurunziza por tentar um terceiro mandato presidencial, ato considerado inconstitucional. Tiros foram ouvidos na capital, Bjumbura.
O presidente, que estava na Tanzânia para um encontro de líderes africanos na quarta-feira (13) quando a tentativa de golpe foi anunciada, pediu aos burundineses que mantivessem a calma em uma mensagem publicada no site presidencial e em sua conta no Twitter.
Não houve confirmação oficial da localização precisa do presidente, que provocou mais de duas semanas de protestos após anunciar que iria tentar mais cinco anos no poder. No entanto, duas fontes tanzanianas disseram que ele ainda estava em Dar es Salaam.
"A tentativa de golpe fracassou, forças leais ainda estão controlando os pontos estratégicos", disse Niyangabo em declaração transmitida pela rádio estatal.
Na guerra civil de Burundi, que terminou em 2005, o Exército era comandado pela minoria tutsi, que lutou contra grupos rebeldes da maioria hutus, incluindo um grupo liderado por Nkurunziza. O Exército foi reformado deste então para absorver facções rivais, mas ainda existem pontos falhos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Iraque diz que segundo no comando do Estado Islâmico foi morto

BAGDÁ (Reuters) - O Ministério da Defesa do Iraque disse nesta quarta-feira que o segundo homem no comando do Estado Islâmico foi morto durante um ataque aéreo da aliança a uma mesquita onde ele estava reunido com outros militantes, no norte do país.
"Com base em informações precisas de inteligência, um ataque aéreo das forças da aliança atingiram o segundo no comando do Estado Islâmico, Abu Alaa al-Afari", disse o ministério em nota divulgada em seu site.
Abu Alaa al-Afari, cujo nome real é Abdul Rahman Mustafa Mohammed, é de etnia turcomena, da cidade de Tel Afar, no noroeste iraquiano. Ele é considerado o segundo na hierarquia de comando do Estado Islâmico, após o autoproclamado califa Abu Bakr al-Baghdadi. O Pentágono informou que estava ciente dos relatos, mas não poderia confirmá-los.
Segundo alguns relatos, Baghdadi teria ficado incapacitado devido a um ataque aéreo na mesma parte do Iraque recentemente, e Afari era apontado como possível sucessor na liderança da organização. O Pentágono, em Washington, negou essas informações, dizendo que Baghdadi continua capaz de direcionar operações e não foi ferido em nenhum ataque.
Uma aliança de mais de 60 países, liderada pelos Estados Unidos, iniciou uma campanha no ano passado para "degradar e destruir" o Estado Islâmico, grupo militante islâmico que tomou grandes áreas no Iraque e Síria.
Não foi possível confirmar de forma independente o relato do Ministério da Defesa, e no passado o governo iraquiano já anunciou equivocadamente a morte de outros militantes do Estado Islâmico.

terça-feira, 12 de maio de 2015

John Kerry vai explorar a flexibilidade de Putin sobre Ucrânia e Síria. Relações EUA e Rússia são as piores desde a Guerra Fria

Putin e John Kerry. (Foto: Dailymail)
Por Arshad Mohammed e Denis Dyomkin
SOCHI, Rússia (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, espera explorar a vontade russa de conter seu envolvimento na Ucrânia e seu apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, em conversas nesta terça-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Com as relações entre Rússia e Estados Unidos em seu pior nível desde a Guerra Fria, a viagem de Kerry para discutir questões que incluem as conversas sobre o programa nuclear do Irã, o Iêmen e a Líbia parece ser apenas para manter contato. Kerry também deve encontrar o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Sochi.
"É importante para nós manter as linhas de comunicação abertas. É importante tentar conversar com quem decide", disse uma autoridade sênior do Departamento de Estado norte-americano.
"Temos muitos negócios que podemos fazer juntos, caso haja interesse", disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato.
O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, saudou o encontro como um passo positivo. "Pelo diálogo é possível encontrar maneiras para a normalização, coordenação mais próxima para lidar com problemas internacionais", disse Peskov a repórteres.
As relações entre Washington e Moscou pioraram desde que a Rússia anexou a península da Crimeia em março do ano passado e apoio rebeldes pró-Rússia na Ucrânia. Moscou acusa Washington de orquestrar a queda do presidente da Ucrânia no ano passado, que era apoiado pela Rússia.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jovem de 24 anos libertada na semana passada estava em grupo de 300 mulheres em poder do grupo terrorista

Libertadas não eram do grupo sequestrado de meninas sequestradas há um ano
Libertadas não eram do grupo sequestrado de meninas sequestradas há um ano. BBC

"Todos os dias nós testemunhávamos a morte de uma de nós e esperávamos nossa vez". É assim que Asabe Umaru, de 24 anos, descreve o período que passou sequestrada com seus dois filhos pelo Boko Haram.
Ela estava em um grupo de 300 mulheres e crianças que estavam na floresta da Sambisa, no norte da Nigéria, e que foram libertadas pelo Exército nigeriano na semana passada. Na última semana, segundo os militares, cerca de 700 pessoas foram resgatadas em uma ofensiva contra o grupo extremista islâmico.
Durante o resgate em Sambisa, segundo as sobreviventes, algumas delas foram apedrejadas até a morte quando o Exército se aproximou.
Elas disseram que combatentes do Boko Haram começaram a atacá-las depois que elas se recusaram a fugir. As sobreviventes não souberam dizer quando mulheres teriam morrido.
Outras mulheres, segundo elas, foram mortas inadvertidamente pelos militares durante a operação de resgate.
Soldados não perceberam "a tempo que não éramos os inimigos" e algumas mulheres e crianças foram "atropeladas por seus caminhões", disse Umaru à agência de notícias Reuters.
No cativeiro, "eles não deixavam a gente se mover um centímetro," afirmou ela. "Tínhamos que ficar em um só lugar. Estávamos amarradas."
Segundo sobreviventes, elas eram vigiadas até quando iam ao banheiro.
Uma mulher disse que elas recebiam apenas uma refeição por dia.
"Éramos alimentadas apenas com milho seco à tarde, que não estava bom para o consumo humano", disse Cecilia Abel à Reuters. Isso levou à desnutrição, doença e morte.
Grávida
As sobreviventes disseram que, quando foram pegas, os militantes mataram homens e meninos mais velhos na frente de suas famílias antes de levar mulheres e crianças para a floresta.
Algumas foram obrigadas a se casar. Uma mulher, Lami Musa, de 27 anos, conseguiu evitar esse destino.

"Quando eles perceberam que eu estava grávida, disseram que eu estava impregnada por um infiel (seu marido) e o mataram", disse ela.
Segundo Musa, militantes disseram que ele teria que casar com o comandante uma semana após dar à luz.
"Eu tive filho à noite e fomos resgatados por soldados na manhã seguinte," acrescentou Musa, chorando.
Resgate
As mulheres e crianças viajaram durante três dias em caminhonetes da floresta Sambisa, onde foram resgatados, até o acampamento na cidade de Yola, onde chegaram na noite de sábado.
Por meio de entrevistas, as autoridades descobriram que quase todos os resgatados são de Gumsuri, uma aldeia perto da cidade de Chibok, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Aparentemente, nenhum dos reféns libertados são do grupo de mais de 200 estudantes de Chibok sequestradas pelo Boko Haram um ano atrás, em um sequestro em massa que levou a protestos em todo o mundo pedindo a libertação das meninas.
Milhares foram mortos no norte da Nigéria desde que o Boko Haram - que significa "educação ocidental é pecado" - começou sua insurgência, em 2009, para criar um Estado islâmico.
Em fevereiro, militares da Nigéria, apoiados por tropas dos países vizinhos, lançaram uma grande ofensiva contra os combatentes islâmicos, recapturando a maioria do território que o Boko Haram havia tomado no ano anterior.
Acredita-se que os últimos esconderijos restantes estejam na floresta Sambisa, que rodeia uma reserva com o mesmo nome.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Exército israelense bombardeia posições do Hamas na Faixa de Gaza, após foguete atingir seu território

Região de Operações
Tanques israelenses dispararam na noite de quinta-feira (23/04) contra posições do movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, após o lançamento de um foguete contra Israel a partir do enclave, segundo fontes israelenses e palestinas.
"Em resposta a um ataque com foguetes desde Gaza sobre o sul de Israel (...), o exército israelense atacou uma infraestrutura terrorista no norte da Faixa", indicou o exército de Israel em um comunicado.
Uma porta-voz militar disse que os tanques atuavam em represália pelo ataque procedente de Gaza.
Fontes de segurança do Hamas confirmaram os disparos contra uma sede do braço militar do movimento islamita no leste de Beit Hanun, no norte do enclave palestino.
Segundo o porta-voz dos serviços de emergência em Gaza, Ashraf al-Qodra, o ataque só provocou danos materiais.
Após o disparo do foguete, o ponto de acesso de Erez entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerá fechado para os moradores de Gaza que desejarem ir a Jerusalém para a oração de sexta-feira, indicou à AFP uma porta-voz do coordenador de atividades governamentais israelenses nos territórios palestinos.
O foguete lançado na noite de quinta-feira foi o primeiro a atingir Israel desde dezembro. Não provocou nenhum dano, segundo o exército.
O enclave palestino foi arrasado no último verão após 50 dias de guerra que deixaram 2.200 palestinos e 73 israelenses mortos. Os bombardeios israelenses arruinaram 100.000 casas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Ex-presidente do Egito Mohammed Mursi e líderes da Irmandade Mulçumana foram condenados a 20 anos de prisão.

Mursi ainda aguarda veredito de mais cinco processos. Foto reprodução

Cairo - Egito, 21/04/2015 - O ex-presidente do Egito Mohammed Mursi, bem como líderes da Irmandade Mulçumana, foram condenados, a 20 anos de prisão por incitação à violência, sequestro e tortura durante protestos contra seu governo em dezembro de 2012.
Trata-se da primeira condenação da Justiça ao ex-presidente, deposto em julho de 2013 por militares comandados pelo atual presidente, Abdel Fattah al-Sisi, que iniciou uma repressão à Irmandade Muçulmana após tomar posse.
Outros membros do movimento islamita, considerado terrorista pelo governo, receberam a mesma pena pelos mesmos crimes.
Os líderes Mohammed el-Beltagy e Essam el-Erian e mais três integrantes ouviram a sentença de dentro de uma jaula no Tribunal Penal do Cairo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Hillary Clinton quer implantar Bolsa Família nos EUA se eleita presidenta

Hillary Clinton. Foto reprodução
Após anunciar oficialmente que vai se candidatar á presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, Hillary Clinton busca apoio e base em governos progressistas da América Latina e anunciou que irá apoiar programa lançado por governo Lula no Brasil, o Bolsa Família

Por Redação*


Hillary Clinton anunciou oficialmente neste domingo (12) que vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, que acontecerão em novembro de 2016. É a segunda vez que a ex-secretária de Estado do país tenta chegar ao posto.
Sete anos depois de sua derrota para Barack Obama nas primárias do Partido Democrata, Hillary Clinton se lança à arena eleitoral como a franca favorita para uma dura batalha de 16 meses.
O anúncio foi feito através de um vídeo divulgado em seu site oficial. Com 67 anos de idade, Hillary é por ora a única pré-candidata presidencial democrata, e domina as pesquisas dentro de seu partido.
Os americanos precisam de um defensor. Eu quero ser esse defensor. Eu me lanço à arena para ganhar o voto de vocês — afirmou Hillary em seu primeiro vídeo de campanha.
As primárias começarão no princípio de 2016, em Iowa e New Hampshire. A eleição presidencial acontecerá em novembro. Hillary Clinton teceu uma aliança com Barack Obama, seu adversário nas primárias de 2008 e que se tornou seu amigo.

Na corrida democrata para conquistar a indicação do partido nas eleições gerais dos Estados Unidos em novembro de 2016, a pré-candidata Hillary Clinton guarda em seu programa de governo uma boa notícia para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff: apoiará o programa Bolsa Família caso seja eleita.
A menção ao programa, uma das principais bandeiras sociais do governo Lula, é encarada pela ex-primeira-dama como prioridade para diminuir a pobreza no continente. Em sua plataforma eleitoral para a América Latina, Hillary escreve, na primeira pessoa, sobre a necessidade de reconstruir as relações de seu país com as nações da região.
"Eu vou apoiar programas que dão às famílias poder para construírem seus próprios futuros, como o Bolsa Família do Brasil", afirma a senadora de Nova York. "Essas idéias de combate à pobreza podem ser colocadas em prática aqui, na nossa casa", acrescenta.
No documento oficial em que Hillary Clinton menciona o Brasil, há quatro prioridades prometidas pela pré-candidata à Casa Branca: estimular governos democráticos na América Latina; contribuir para reduzir a desigualdade social da região em 50% até 2015; combater mudanças climáticas e fazer a reforma da imigração nos EUA.
"Isso significa um reconhecimento da importância do Brasil e apoio à sua agenda social. O apoio dela ao Bolsa Família mostra que os programs sociais do governo são mais criticados no Brasil do que fora", afirma Cristina Pecequilo, doutora em Política Internacional pela USP e especialista em eleições nos EUA.
Se eleita, a ex-secretária de Estado dos EUA propõe criar o Fundo de Investimento Social e o Fundo de Desenvolvimento Econômico para as Américas, iniciativas defendidas por Lula desde seu primeiro mandato.
"Como presidente, eu vou dar à América Latina o respeito e a atenção que ela merece. Em colaboração com nossos parceiros da região, eu vou trabalhar duro para restaurar a credibilidade dos Estados Unidos e entregar resultados concretos para o povo da América Latina", diz ela.
As palavras de Hillary têm também uma motivação estratégica. A população de origem hispânica nos EUA já atinge a marca dos 15% neste ano e é a faixa do eleitorado que mais cresce naquele país.
A campanha de Hillary não estava imediatamente disponível para explicar os detalhes do apoio ao Bolsa Família. Proposta semelhante não foi encontrada no programa oficial do pré-candidato Barack Obama, líder das primárias do partido.

Em 2008, Hillary também buscou inspiração e base em governo Lula

Em 2008, Hillary estava em segundo lugar pela busca de indicação do partido, atrás de Barack Obama.
A estratégia foi buscar inspiração e apoio em governos progressistas e a  pré-candidata, viu no governo Lula, ideias ideais para os EUA.
O programa brasileiro, chamado nos EUA de “Family Voucher”, distribui dinheiro a famílias de baixa renda em troca da presença dos seus filhos menores de 15 anos às escolas.
Hillary perdeu a batalha pela indicação do partido Democrata para o então candidato Barack Obama, em 2008.

*Com informações das agências internacionais




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cuba é único latino-americano a atingir metas de educação, diz Unesco

Foto: G1-GA
Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação no período 2000-2015, informou nesta quinta-feira (9) a Unesco  (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
Quinze anos após o lançamento, em Dakar, da iniciativa "Educação para Todos", a missão fixada pela Unesco não foi cumprida, apesar de alguns progressos.
"Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da EPT (Educação para Todos) estabelecidos no ano 2000", destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que "na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos". O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.
O principal objetivo - a escolarização universal de todas as crianças em idade de cursar o ensino fundamental - foi atingido por apenas a metade dos países, tanto na América Latina como em todo o mundo, destacou a Unesco, um mês antes do Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul.
"Mas em todo o mundo foram registrados progressos impressionantes", destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. "Conseguimos o ingresso no ensino fundamental de milhões de crianças que não estariam lá se persistissem as tendências predominantes na década de 90".
"Para que a universalização da educação chegue a ser uma realidade, é necessário adotar estratégias específicas e financiá-las adequadamente para dar prioridade às crianças mais pobres, especialmente às meninas, visando melhorar a qualidade do ensino e reduzir as diferenças no grau de alfabetização", acrescentou Bokova.
O relatório assinala que serão necessários US$ 22 bilhões anuais para completar as contribuições previstas pelos governos visando garantir o sucesso dos novos objetivos em matéria de educação para o período 2015-2030.

Persistem evasão escolar e analfabetismo na América Latina
Segundo o relatório, mais da metade dos países da região conseguiram a universalização do ensino fundamental, "mas ainda há 3,7 milhões de crianças sem escolarização".
"Mais de um quinto dos alunos do ensino fundamental da região abandonam a escola antes de terminar este ciclo de aprendizado" e esta situação "não sofreu qualquer mudança desde 1999".
"Os índices de analfabetismo caíram em 26% em toda a região, um percentual muito distante dos 50% previstos neste objetivo", assinala a Unesco, que estima que apenas Bolívia, Peru e Suriname "vão atingir a meta estabelecida".
A Unesco estima em 33 milhões o número de adultos "que carecem de conhecimentos básicos de leitura e escrita" na América Latina, "sendo 55% mulheres".
O relatório emite uma série de recomendações, entre elas a obrigação de se "cursar um ano de ensino pré-escolar no mínimo", uma "educação gratuita que deve abranger cadernos, livros, uniformes e transporte escolar", a aplicação dos "convênios internacionais sobre idade mínima" para o trabalho, a adequação das políticas de alfabetização às "necessidades das comunidades" e a redução das "disparidades de gênero em todos os níveis".

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Príncipe Harry da Inglaterra se incorpora ao exército australiano

Príncipe Harry deposita flor de papoula no monumento conhecido como Quadro de Honra, durante visita ao Memorial Australiano da Guerra, nesta segunda-feira, 6 de abril de 2015. Foto: Lukas Coch/AFP
Príncipe Harry deposita flor no Memorial Australiano da Guerra. Foto: Lukas Coch/AFP

Sydney (AFP) - O príncipe Harry chegou nesta segunda-feira a Canberra para se incorporar durante um mês ao exército australiano.

Harry, que anunciou sua baixa do exército britânico para junho, aterrissou em Sydney e dali voou à capital, onde uma dezena de admiradores o aguardavam.

O príncipe planejava depositar uma coroa no túmulo do soldado desconhecido do Memorial australiano da guerra, antes de se apresentar no quartel-general das Forças Armadas Australianas (ADF).

"O príncipe Harry está ansioso para começar suas quatro semanas com as forças armadas australianas", declarou o porta-voz do príncipe à rede de televisão pública ABC.

O príncipe, de 30 anos, quarto na linha de sucessão e em breve quinto, quando o segundo filho de seu irmão William nascer, se integrará em unidades e regimentos de Sydney, Darwin e Perth.

Entre outras coisas, participará de "exercícios de treinamento urbano, patrulhas na zona rural, exercícios de simulação de voo, exercícios de tiro conjuntos e atividades com um regimento indígena", indicaram as forças australianas na semana passada.