sexta-feira, 13 de abril de 2018

Internacional: EUA e SÍRIA!



       
(Ex-Emb. RF) 1. No dia em que as forças de Bashar al-Assad retomaram o controle de Douma, o último enclave ocupado pela oposição nos arredores da capital síria, especulava-se sobre a forma que iria assumir a retaliação anunciada por Donald Trump em resposta ao ataque com armas químicas do passado fim de semana, que causou 60 mortos e cerca de mil feridos, precisamente na cidade agora recuperada pelo regime de Damasco. 
   
2. Numa tentativa de evitar um ataque americano às suas forças, o regime sírio convidou inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) a visitarem Douma e determinar a natureza das substâncias envolvidas.
    
3. Num primeiro comentário ao ataque, a OPCW referiu a possibilidade, com base nas informações prestadas pelos grupos rebeldes, de ter sido usada uma mistura de gás sarin e cloro. O representante da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, anunciou a intenção de apresentar uma resolução no Conselho de Segurança da organização a propor o envio de uma missão da OPWC à Síria. O que estava a ser considerado pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha uma manobra dilatória de Moscou para evitar a punição do regime Assad - que poderia estar por horas, ontem ao final do dia. Por seu lado, a OPWC confirmou ter tomado a iniciativa de pedir autorização ao governo sírio para efetuar o deslocamento. Nebenzia advertiu os EUA para "graves repercussões", caso fossem desencadeadas operações retaliatórias na Síria.
      
4. Durante a tarde Trump falara com Theresa May, que antes deste contato estivera ao telefone com Emmanuel Macron, tendo os três dirigentes acordado que os responsáveis pelo ataque de Douma "têm de ser sofrer as consequências" da sua ação", indicou um porta-voz de Downing Street após os contatos.
       
5. Fontes oficiais em Washington, exprimindo-se sob anonimato, explicaram à Reuters que diferentes opções militares estavam em discussão, com os EUA a procurarem uma articulação com os aliados internacionais. Não foram dados detalhes, mas sugeria-se que a finalidade da retaliação seria desencorajar, de uma vez por todas, o regime sírio de usar armas químicas.
       
6. Os alvos mais prováveis seriam os centros de comando e controle que terão dirigido os ataques e unidades de apoio, considerava um especialista em segurança internacional, Benjamin Haddad, do Hudson Institute, num texto ontem publicado online na Foreign Policy. Outro alvo poderia ser a base de Dumayr, de onde teriam partido os helicópteros envolvidos no ataque. A 6 de abril de 2017, em resposta a ataque semelhante, em Khan Shaykhum, os EUA dispararam 59 mísseis sobre a base de Shayrat, na província de Homs.
      
7. Aquelas hipóteses foram, de algum modo, confirmadas ao final do dia por Emmanuel Macron que disse, a haver ataques, estes terão como alvo instalações de armas químicas. Por outro lado, a representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, numa reunião do Conselho de Segurança na noite de segunda-feira, recordou que há pouco mais de um ano mostrara fotografias de ataque semelhante ocorrido a 4 de abril de 2017 em Khan Shaykhun, na província de Idlib e apontou para "as mãos cheias de sangue da Federação Russa" no conflito sírio. Moscou vetou 11 resoluções a condenarem o regime de Assad, lembrou Haley, que disse ainda ser indispensável estabelecer-se "um mecanismo imparcial para investigar os ataques". Em 2013, a Rússia e os EUA assinaram um acordo em que o primeiro país se tornava garante de que o regime de Assad entregaria para destruição todas as armas e agentes químicos suscetíveis de uso letal. Na época foi estimado que possuiria mil toneladas de armas químicas. Em agosto daquele ano, o regime de Damasco efetuara um ataque químico em Ghouta oriental, que causou mais de 1700 mortos, segundo fontes da oposição. A região que voltou agora a controlar.

8. Outro sinal da iminência de uma possível punição militar do regime de Assad foi dada pela notícia do cancelamento da viagem de Trump ao Peru, onde deveria participar sexta-feira na Cimeira das Américas, deslocando-se em seguida à Colômbia. Trump será substituído pelo vice-presidente Mike Pence.

9. Um terceiro sinal veio do ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir, que falava em Paris no quadro da visita que o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman concluiu ontem na França, e antes de Macron proferir a declaração acima citada. "Não vou especular sobre o que pode ou não pode suceder. O que posso dizer é que estão sendo avaliadas as opções disponíveis nesta questão", disse o ministro saudita, que sublinhou estar Riad em total sintonia com Washington, Paris e Londres, antecipando o cenário de uma presença saudita nas operações a realizar.

10. Embora seja perceptível que os principais poderes envolvidos no conflito procuram, de alguma forma, não abrirem caminho a uma escalada de tensões de consequências imprevisíveis, os sinais de tensão continuam a multiplicar-se. Ontem, soube-se que, no fim de semana, um avião de combate russo sobrevoou a baixa altitude a fragata francesa Aquitaine, em patrulha no Mediterrâneo ao lardo do Líbano, numa violação das regras internacionais. A notícia, inicialmente divulgada pela edição online da revista Le Point, referia ainda que o aparelho voava com armamento completo.

11. Este caso confirma que a guerra na Síria é, de forma crescente, um conflito em que as grandes potências estão envolvidas e os poderes regionais estão a enfrentar-se de forma aberta. Caso de Israel e do Irã, o principal apoio do regime de Assad no terreno.

12. À medida que a guerra prossegue e a consolidação do poder de Assad depende, de forma clara, da presença das forças de Teerã e de seus aliados, como o Hezbollah libanês, Israel vê, com crescente preocupação, o reforço da presença militar iraniana na Síria, país com o qual tem fronteira comum. Assim, a determinação em impedir que isto suceda.

13. A consolidação da presença militar iraniana, mais as forças do Hezbollah (com o qual Israel já travou uma guerra em 2006, que terminou num relativo impasse) e os combatentes xiitas de várias partes do mundo, cria uma nova e potencial ameaça para as forças armadas israelitas. O que Israel já mostrou que não toleraria enquanto o Irã garantiu que o ataque à base de Tiyas "não ficará sem resposta".

sábado, 7 de abril de 2018

Vaticano: Saiba como foi o encontro do cardeal Sérgio da Rocha com o Papa Francisco


"O Papa Francisco sempre demonstra um amor imenso pelo Brasil, pela Igreja no Brasil, pelo povo brasileiro", diz Dom Sérgio da Rocha
"O Papa Francisco sempre demonstra um amor imenso pelo Brasil, pela Igreja no Brasil, pelo povo brasileiro", diz Dom Sérgio da Roch


O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Sérgio da Rocha, recebido pelo Papa Francisco na sexta-feira, 6 de abril, falou ao Vatican News sobre o encontro.

Cristiane Murray - Cidade do Vaticano
"O Papa Francisco sempre demonstra um amor imenso pelo Brasil, pela Igreja no Brasil, pelo povo brasileiro". Palavras do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Sérgio da Rocha, depois do encontro com o Papa Francisco na última sexta-feira.
O cardeal arcebispo de Brasília falou com o Santo Padre, entre outros, sobre a missão da Igreja no Brasil hoje, da qual foram ressaltados três aspectos: a necessidade de avançar sempre mais,  na fidelidade à missão da Igreja; caminhar unidos na oração como Igreja,  para superar os desafios pastorais e outros problemas da realidade brasileira e a esperança colocada em Cristo.
O Sínodo dos jovens, do qual Dom Sérgio foi nomeado pelo Santo Padre para a secretaria geral, também esteve na pauta do encontro. Francisco insiste que devemos ouvir os jovens, acolhendo a sua pluralidade, revela o arcebispo de Brasília.
O Sínodo da Amazônia foi outro tema candente na entrevista, assim como o desafio da formação permanente e integral dos presbíteros, a ação evangelizadora da Igreja, o cultivo da vida fraterna.
Para ouvir a entrevista na íntegra, clique: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-04/cardeal-sergio-da-rocha-encontro-papa-francisco.html 

China expandirá laços com Uruguai, afirma presidente Xi Jinping

China expandirá laços com Uruguai, diz presidente Xi Jinping
A China está disposta a expandir laços com o Uruguai de maneira abrangente a fim de beneficiar melhor os dois países e povos, disse no sábado o presidente chinês Xi Jinping.
Clique aqui e leia matéria completa.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Egito - O presidente Abdel-Fatah al Sisi foi reconduzido com 97% dos votos


ELEIÇÕES NO EGITO RATIFICAM ABDEL-FATAH AL SISI!


Resultado de imagem para eleição no Egito
Foto reprodução




1. O presidente do Egito, Abdel-Fatah al Sisi, foi reconduzido ao cargo com 97% dos votos válidos, numa eleição em que o seu único oponente era um seu confesso apoiante. Os resultados foram anunciados esta segunda-feira e marcam uma esmagadora vitória do homem que tem sido acusado de apertar o garrote à oposição, transformando a dissidência política num crime.



2. Porém, é também o único visto pela maioria da população como capaz de impor a estabilidade que desapareceu do país desde os protestos que derrubaram Hosni Mubarak, em 2011.



3. Apesar de a participação ter sido relativamente baixa (41,5%), al Sisi teve mais votos do que nas últimas eleições, realizadas em 2014. Moussa Moustafa Moussa, o candidato que já tinha prometido lealdade ao general al Sisi, conseguiu apenas 3% (cerca de 656 mil votos), ou seja, ficou em terceiro lugar porque os votos nulos fixaram-se nos 7,27% (1,7 milhões).



4. Alguns cidadãos queixaram-se de terem sido coagidos a votar mas preferiram inutilizar o boletim do que votar numa eleição que consideram parcial e sem reais alternativas.



5. A revista "Economist" dá conta de vários em casos em que eleitores, descontentes com ambas as opções, terão riscado os nomes de al Sisi e Moussa e escolhido Mohamed Salah, um futebolista egípcio que joga no Liverpool.



6. Nas eleições de 2014, que decorreram entre 26 e 28 de maio, Al-Sisi, 63 anos, obteve 96,91% dos votos contra Hamdeen Sabahi, que também concorreu a estas eleições. Na altura, a taxa de participação ficou perto dos 48%, segundo os números oficiais. Também nessa altura a oposição se referiu à consulta como uma “farsa”.



7. Desta vez, a oposição espera que o segundo mandato de al Sisi acabe por se revelar um pouco mais aberto a novas alternativas, apesar de isso parecer mais um sonho do que uma exigência tangível. Todos os seis candidatos que não faziam parte do grupo de homens leais a al Sisi foram impedidos de figurar nos boletins e, mesmo dentro do próprio aparelho de Estado egípcio, o descontentamento foi claro durante o tempo de campanha.



8. “Não creio que al Sisi queira algum tipo de política real a acontecer no Egito. Ele odeia política. Ele odeia opiniões”, disse ao diário britânico “The Guardian” Hamdeen Sabahi, que tentou, com outros membros da oposição, instaurar um boicote às eleições. Ato contínuo, o procurador público colocou-o sob investigação, acusado de tentar derrubar o regime. Um outro oposicionista, Abdel Moneim Fotouh, está agora na lista de terroristas também por se ter envolvido em ações classificadas como um ataque ao regime.



9. O que é mais atípico é que esta perseguição também se estendeu ao exército, território pró-al Sisi, e mais precisamente a Sami Anan, antigo segundo no comando do Conselho Superior das Forças Armadas que foi detido depois de demonstrar a sua intenção de concorrer à presidência.



10. O problema que agora se começa a desenhar é a intenção, já demonstrada pelos apoiantes de al Sisi, em estender os mandatos presidenciais. Aumentar os anos dos mandatos ou suprimir qualquer limite pressupõe uma consulta popular para modificar a Constituição. Já aconteceu na Turquia, onde o enorme apoio ao presidente Erdogan se repetiu no apoio às mudanças constitucionais que ele propôs.


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terça-feira, 3 de abril de 2018

Coréia do Norte - Porque a ida de Kim Jong-un a show de K-pop é surpreendente

Por que a ida de Kim Jong-un a show de K-pop é surpreendente

Pela 1ª vez na história, líder norte-coreano assiste a apresentação de artistas do vizinho do sul; evento em principal casa de shows de Pyongyang foi visto como mais um passo rumo à aproximação entre Coreias.

2 ABR2018
10h57
atualizado às 11h12
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Ele aplaudiu, demonstrou entusiasmo e quis conhecer os artistas pessoalmente. No domingo, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assistiu a um show com artistas de música pop da Coreia do Sul, em Pyongyang.
Pela primeira vez, um líder da Coreia do Norte assiste a um show de músicos da Coreia do Sul
Pela primeira vez, um líder da Coreia do Norte assiste a um show de músicos da Coreia do Sul
Foto: EPA / BBCBrasil.com
Não foi um evento qualquer. A presença dele surpreende por ser a primeira vez que um líder da Coreia do Norte assiste a uma apresentação de músicos sul-coreanos.
Por isso, mais do que um acontecimento cultural, a "troca musical" foi considerada um sinal forte de aproximação entre as duas Coreias.
Os outros dois líderes anteriores da Coreia do Norte, Kim Jong-il e Kim II-sung (pai e avô de Kim Jong-un), nunca estiveram num evento como este. Imagens mostram Kim Jong-un animado, aplaudindo do palco.
Depois do espetáculo, ele cumprimentou os artistas nos bastidores e tirou fotos, segundo a imprensa sul-coreana.
O Grande Teatro do Leste de Pyongyang foi o palco da apresentação
O Grande Teatro do Leste de Pyongyang foi o palco da apresentação
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
Wendy, Irene, Seulgi e Yeri, do popular grupo K-pop Red Velvet, participaram da apresentação
Wendy, Irene, Seulgi e Yeri, do popular grupo K-pop Red Velvet, participaram da apresentação
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
A presença de estrelas do K-pop sul-coreano faz parte dos planos de intercâmbio diplomático entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.
As duas nações, que trocaram ameaças ao longo de 2017 por causa dos testes com mísseis norte-coreanos, iniciaram, desde janeiro deste ano, uma trajetória de aproximação.
Em fevereiro, a Coreia do Norte enviou uma delegação aos Jogos Olímpicos de Inverno sediados na Coreia do Sul. E, no dia 27 de abril, Kim Jong-un deve se reunir com o presidente sul-coreano.
Cho Yong-pil foi um dos cantores que estiveram em Pyongyang
Cho Yong-pil foi um dos cantores que estiveram em Pyongyang
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

'Perguntou sobre as letras das músicas'

O show em Pyongyang, chamado "A primavera está chegando", ocorreu no domingo à tarde, no Grande Teatro do Leste de Pyongyang, com capacidade para 1,5 mil pessoas. Os artistas eram principalmente representantes do gênero K-pop (abreviação de Korean pop), de sucesso internacional, mas também havia músicos de rock e outras modalidades. Eles voltarão a se apresentar na terça.
Kim Jong-un é o primeiro líder norte-coreano a assistir a um espetáculo de um grupo da Coreia do Sul, segundo a agência estatal de notícias sul-coreana Yonhap. Kim Yo-jong, irmã e braço direito de Kim Jong-un, também compareceu ao show.
"Kim Jong-un demonstrou muito interesse no espetáculo e fez perguntas sobre as músicas e as letras", disse o ministro da Cultura da Coreia do Sul, Do Jong-hwan, segundo agência Reuters.

Mas nem tudo correu tranquilamente...

O show de música sul-coreana não correu sem imprevistos. Parte da imprensa da Coreia do Sul foi barrada quando tentou cobrir o evento. O chefe de inteligência da Coreia do Norte e principal responsável pela relação com a Coreia do Sul, Kim Yong-chol, pediu desculpas oficialmente e reconheceu que foi um erro prejudicar o trabalho dos jornalistas.
Segundo ele, não houve cooperação suficiente entre as equipes de segurança e os organizadores do evento.
"Não foi certo prejudicar a mídia livre na cobertura e filmagem (do show)", disse ele, acrescentando que a restrição aos jornalistas não foi "intencional".
O pedido de desculpas em si já foi considerado um avanço na relação entre as duas Coreias, já que esse tipo de manifestação é raro entre autoridades norte-coreanas.

Diálogo com os EUA

Kim Jong-un concordou em se reunir com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em abril, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em maio.
Os encontros foram combinados depois de uma visita do líder norte-coreano ao presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.
A visita à China foi a primeira viagem de Kim Jong-un ao exterior desde que assumiu o poder em 2011. Enquanto isso, Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram seus exercícios militares conjuntos anuais, algo a que Pyongyang sempre se opôs por considerar uma "intimidação".
No entanto, o número de tropas - 300 mil soldados sul-coreanos e 24 mil soldados norte-americanos- é menor que o de anos anteriores. O treinamento também será um mês mais curto que o habitual e não envolverá submarinos nucleares.
Segundo a imprensa sul-coreana, Kim Jong-un disse a autoridades da Coreia do Sul que entende a continuidade dos exercícios militares.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Farc são unânimes sobre acordo de paz, mas revelam inquietações

El Diamante (Colômbia), 19 set (EFE).- Os delegados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reunidos para a 10ª Conferência Nacional Guerrilheira mostraram apoio unânime ao acordo de paz com o governo colombiano, mas também revelaram algumas inquietações sobre sua aplicação, explicou nesta segunda-feira um de seus líderes, Jorge Torres Victoria, conhecido como "Pablo Catatumbo".
"Existe apoio unânime ao acordo, ao comandante, ao Estado-Maior e à delegação de paz", disse "Catatumbo" em reunião com a imprensa que se deslocou até El Diamante, um ponto nos Llanos del Yarí, uma remota região nos confins da Amazônia onde acontece a assembleia.
Além disso, "Catatumbo" explicou que neste domingo discursaram na conferência representantes de 44 unidades e blocos que expuseram diferentes inquietações sobre o que vai acontecer com os grupos criminosos herdeiros do paramilitarismo e se "o governo irá cumprir" sua parte do acordo.
"Catatumbo", que é membro do Secretariado (comando colegiado das Farc), explicou que os guerrilheiros também têm dúvidas sobre como será sua reintegração "na vida econômica" colombiana e se os presos das Farc "vão sair" das prisões.
Em sua declaração, na qual não aceitou perguntas, o dirigente das Farc também afirmou que os delegados continuarão hoje com os discursos nos quais esperam que "se alimente o debate".
Até o momento, os guerrilheiros também ouviram "muitas propostas para melhorar a imagem e o desempenho na organização política legal" em que se transformarão assim que deixarem as armas, acrescentou "Catatumbo".
Essa organização será "um partido ou movimento político", segundo disse seu líder, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko" na abertura da conferência no sábado passado.
Durante os debates, foram propostos alguns dos princípios que esse partido terá, como "combater a corrupção e manter o respeito às ideias alheias e a luta pelas ideias", comentou o chefe guerrilheiro.
O novo movimento deverá também buscar a "democracia ampliada, uma Colômbia inclusiva socialmente, mais justa" e que respeite os "princípios democráticos".
Além disso, houve "observações e críticas frente a alguns comandantes da Frente Primeira", uma unidade guerrilheira que opera no departamento do Guaviare, no sudeste, que anunciou há dois meses que não acolheria o acordo de paz alcançado após quase quatro anos de negociações em Havana, mas que enviou um delegado e parece que finalmente se desmobilizará.
O acordo de paz alcançado com o governo foi firmado no dia 24 de agosto e será assinado em um ato solene no próximo dia 26, em Cartagena das Índias, pelo presidente Juan Manuel Santos e "Timochenko".
Posteriormente, o pacto será submetido a uma consulta popular em um plebiscito que será realizado em 2 de outubro.
Nesta conferência, que terminará na próxima sexta-feira, espera-se que as Farc ratifiquem o acordo, a deposição das armas e sua transformação em um partido ou movimento político.
Ao ser o principal órgão de representação dessa guerrilha, as decisões que forem tomadas nessa reunião marcam as linhas de atuação que serão seguidas e cujo cumprimento é obrigatório. EFE

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

China - Laboratório espacial Tiangong-2 é lançado ao espaço


Foguete Longa Marcha decola com laboratório espacial Tiangong-2

Laboratório espacial Tiangong-2 da China é lançado

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Na Venezuela, Pimenta denuncia o Golpe no Brasil e defende direitos dos venezuelanos no Mercosul.

Na Venezuela, Pimenta denuncia o Golpe no Brasil e defende direitos dos venezuelanos no Mercosul.
https://capitaofernando.wordpress.com/2016/07/18/na-venezuela-pimenta-denuncia-o-golpe-no-brasil-e-defende-direitos-dos-venezuelanos-no-mercosul/

sábado, 16 de julho de 2016

Turquia: Primeiro-ministro afirma que há tentativa de golpe militar no país

Turquia: Primeiro-ministro afirma que há tentativa de golpe militar no país
https://capitaofernando.wordpress.com/2016/07/15/turquia-primeiro-ministro-afirma-que-ha-tentativa-de-golpe-militar-no-pais/