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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

segunda-feira, 2 de março de 2020

Governo brasileiro busca estreitar relação bilateral com o Uruguai

Governo brasileiro busca estreitar relação bilateral com o Uruguai

Novo presidente do Uruguai toma posse neste domingo (1º); saiba mais sobre as relações entre os dois países
Governo busca aumentar relação bilateral com o Uruguai
- Foto: Banco de imagens
O Uruguai é um dos principais parceiros do Brasil na América do Sul, com acordos tanto no âmbito bilateral quanto no Mercosul. No setor econômico, o Brasil é o segundo destino das exportações uruguaias e, de acordo com dados do Ministério da Economia, o Uruguai importa do Brasil a maioria dos produtos que consome. Em 2019, a corrente de comércio entre os países somou mais de US$ 3 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 1,2 bilhão. 
Como demonstração de iniciativas para mobilizar as atividades comerciais, em julho de 2019, foi firmado o acordo entre Brasil e Uruguai para evitar a dupla tributação em relação aos tributos sobre a renda e sobre o capital e prevenir a evasão e a elisão fiscais.
Além da economia, Brasil e Uruguai possuem 1.069 km de fronteiras em comum, com 800 mil pessoas nos limites fronteiriços, onde os temas como segurança e serviços públicos são compartilhados. Por isso, a cooperação fronteiriça também é ponto importante das relações bilaterais pelo expressivo contingente populacional.
Como mecanismo de formulação de políticas para a fronteira, destaca-se a Nova Agenda de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço Brasil-Uruguai, que atua em coordenação com os níveis estadual e local dos governos brasileiro e uruguaio, buscando atender às demandas da população fronteiriça mediante políticas acordadas bilateralmente. Entre as medidas formuladas no âmbito da Nova Agenda, encontra-se o Projeto de Saneamento Integrado Aceguá-Aceguá para criar sistemas de saneamento integrado entre as duas cidades gêmeas, evitando a duplicação de esforços e o desperdício de recursos. 
Na área de integração física, destacam-se projetos como a construção da segunda ponte internacional sobre o rio Jaguarão, que visa a melhoria do tráfego internacional de transporte de carga e de passageiros entre Brasil e Uruguai; e a restauração do patrimônio histórico e arquitetônico da Ponte Internacional Barão de Mauá, entre as cidades de Jaguarão (Brasil) e Rio Branco (Uruguai), que foi inaugurada em 1930 e declarada patrimônio histórico do Mercosul em 2015. Deve-se mencionar, ainda, a coordenação entre os dois países na estruturação física e institucional da Hidrovia Uruguai-Brasil, que compreende as lagoas dos Patos e Mirim e seus afluentes. 

Novos acordos


O secretário de negociações Bilaterais e regionais nas Américas do Itamaraty, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, destacou que, além de temas de infraestrutura, os países devem aprofundar a cooperação na área de segurança e defesa. "A segurança, não só das fronteiras, é uma grande preocupação do governo uruguaio. Os números impactaram muito nos últimos anos e certamente o Uruguai terá interesse em cooperar com o Brasil", disse o embaixador.
"A sintonia com o governo atual estava boa. Avançamos muito com eles ao longo de 2019 no fronte interno do Mercosul e regional e há um renovado interesse em manter impulso nessas negociações por parte do Uruguai. O elemento novo nesse governo vai ser uma maior sintonia e maior possibilidade de trabalho junto nos temas regionais, já recebemos indicações que haverá mudança de posição em relação a agendas centrais para o Brasil como Venezuela, Bolívia e acredito que haverá impacto na atuação do Uruguai na Organização dos Estados Americanos (OEA), haverá espaço maior para consulta e coordenação de política regional" completou.
O Brasil também planeja aumentar o já consolidado relacionamento na área de energia com o Uruguai, que inclui a existência de duas linhas de transmissão de energia elétrica cruzando a fronteira, além de uma usina eólica compartilhada entre a Eletrobrás e a estatal uruguaia em funcionamento no Uruguai.

Posse do novo presidente

No domingo (1º), o presidente da República, Jair Bolsonaro, participará da cerimônia de posse do novo presidente do Uruguai, Lacalle Pou. Bolsonaro foi o primeiro chefe de estado a confirmar presença na cerimônia e será o primeiro a cumprimentá-lo no evento. 
De acordo com o embaixador Antonio Simoes, há grande entusiasmo na presença do presidente Bolsonaro na cerimônia. "O povo uruguaio e o novo presidente Lacalle estão esperando a visita do presidente Bolsonaro com grande alegria. A presença do presidente trás o simbolismo de perspectiva do aprofundamento da relação bilateral entre os dois países nos próximos anos", disse o embaixador.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Novo governo do Uruguai quer expandir cooperação com a Rússia

O então candidato à Presidência do Uruguai, Luis Lacalle Pou, em Montevidéu em 27 de outubro de 2019.
Strenger/AFP
Novo governo do Uruguai quer expandir cooperação com a Rússia. 
O recém-eleito governo do Uruguai pretende expandir a cooperação com a Rússia, disse à Sputnik nesta quinta-feira (5) o senador eleito do Partido Nacional, Jorge Gandini.

terça-feira, 2 de abril de 2019

URUGUAY - TABARÉ VÁZQUEZ DESTITUYÓ AL MINISTRO DE DEFENSA Y AL COMANDANTE EN JEFE DEL EJÉRCITO URUGUAYO

02/04/2019 -Cartas do Mundo
CARTA DE MONTEVIDÉU: TABARÉ VÁZQUEZ DESTITUYÓ AL MINISTRO DE DEFENSA Y AL COMANDANTE EN JEFE DEL EJÉRCITO URUGUAYO. CRÉDITOS CARTA MAIOR. LEIA MATÉRIA.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

URUGUAI - JUAN SARTORI, "ZEBRA" DA DIREITA, AVANÇA NA DISPUTA PRESIDENCIAL

Ex-Blog do Cesar Maia
Cesar Maia
 
linha

SARTORI, "ZEBRA" DA DIREITA, AVANÇA NO URUGUAI!


(Sylvia Colombo - Folha de S.Paulo, 21) A corrida presidencial uruguaia começa a esquentar com os anúncios das pré-candidaturas. Num cenário em que os eleitores escolherão entre dar continuidade aos 14 anos de governo da esquerdista Frente Ampla ou optar pela alternância com alguma força de centro ou de direita, surge um opositor com o discurso de "correr por fora da política tradicional".

​Já popularmente chamado pelos locais de "Bolsonaro uruguaio" ou "Macri uruguaio", o bilionário Juan Sartori, 38, apresenta-se como um pré-candidato que promete acabar com o excesso de gastos sociais do atual governo —"um assistencialismo que nem os pobres querem"—, tornar o Mercosul mais flexível e menos ideologizado e romper com um governo de esquerda que, segundo ele, tornou a administração do país uma máquina lenta e ultrapassada para dar respostas a uma economia mundial mais moderna.

As linhas de seu discurso são ainda bastante genéricas, mas é inevitável ver semelhanças com os dos presidentes brasileiro e argentino. Como o último, Sartori pertence a uma das famílias mais ricas do país e diz, assim como prometia Macri, que não quer a Presidência "para me mostrar publicamente e depois tirar proveito para meus negócios".

Sartori é fundador da Union Group, uma empresa de gestão de investimentos, principalmente na área agroprecuária, de onde vêm os principais produtos que o Uruguai exporta. A Union Group também atua nas áreas energética, de mineração, gás e construção de infraestrutura.

Assim como Macri, é ligado ao mundo do futebol, sendo um dos principais acionistas do time britânico Sunderland. É casado com Ekaterina Rybolovleva, filha de um magnata russo dono da empresa de fertilizantes Uralkali e do time francês de futebol Mônaco.

A cerimônia de casamento de ambos ocorreu na ilha grega de Skorpios, a mesma em que Aristóteles Onassis se casou com Jacqueline Kennedy.

Há pouco mais de dois anos, Sartori começou a dar palestras sobre o futuro da economia do Uruguai, animando o público local de investidores. Daí, saltou para a política e decidiu concorrer por um dos partidos mais tradicionais do país, o Nacional, de centro-direita.

Ali, disputará internamente com um desacreditado Luis Lacalle Pou, perdedor nas últimas eleições, nas primárias, que ocorrem em junho.

O empresário diz estar, por enquanto, financiando sua própria campanha. Ele esteve no último Fórum de Davos, para se encontrar com líderes e empresários. Também esteve com o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a imprensa uruguaia, Bolsonaro teria dito a Sartori que "varresse a esquerda do Uruguai". Questionado sobre a veracidade da frase, Sartori disse que teve um "ótimo diálogo" com o brasileiro e que isso serviria para "nosso relacionamento no futuro", pois via que ambos tinham várias semelhanças na visão da região.

Sobre a frase que teria sido dita por Bolsonaro a ele sobre a esquerda, apenas disse "não confirmo nem nego".

Sartori tem feito sua campanha pensando em dois públicos. Um, o empresariado, com quem segue tendo encontros e dando palestras. Há duas semanas, esteve em Buenos Aires para uma série de reuniões com empresários locais.

O outro público tem sido o dos rincões do Uruguai e as classes populares. Fez atos junto a pequenos e médios agricultores, que reivindicam uma redução dos altos impostos.

Sartori tem realizado encontros com ele e feito cavalgadas ou caravanas em trator, vestindo roupas populares entre os camponeses e acompanhado da bela esposa russa, também vestida a caráter. Também tem visitado as periferias e torcedores dos times populares, como o Peñarol.

Em entrevista a um veículo argentino, Sartori disse que "os uruguaios cada vez veem menos oportunidades em seu país, enquanto o custo de vida está muito alto". "Não estamos gerando um contexto em que as pessoas possam almejar uma melhora em seu padrão de vida."

Sua crítica à Frente Ampla, partido do atual presidente, Tabaré Vázquez, é que as políticos do partido "geraram um Estado muito grande que hoje asfixia empresários e produtores, e também os trabalhadores, com cada vez mais impostos e com tarifas de serviço mais altos."

Embora o alto custo de vida seja, de fato, uma das principais reclamações dos uruguaios, o desempenho macroeconômico do país nos últimos 14 anos são de dar inveja aos vizinhos Argentina e Brasil.

O Uruguai teve um crescimento ininterrupto, tendo crescido 3,4% em 2018, acima da média da região. Deve fechar 2019, segundo o FMI, com crescimento de 3,1%.

Outro ponto do discurso de Sartori é o aumento do número de homicídios e a sensação da falta de segurança, temas muito citados entre as preocupações dos uruguaios.

Em 2018, o número de assassinatos cresceu 66% em relação ao ano anterior, uma cifra altíssima para um país considerado tão pacato.

Sartori acusa a esquerda de não ter pulso forte suficiente em relação ao crime organizado, também aí com discursos sincronizados aos de Bolsonaro e Macri.

Ainda assim, a corrida acaba de começar, e há oito meses de campanha pela frente. Apesar de o nome de Sartori vir despontando, as pesquisas, ainda sem o nome dos candidatos dos partidos (que serão definidos nas primárias de junho), mostram a Frente Ampla na liderança, com 37% das intenções de voto, seguidas pelo partido Nacional, com 28%.

sábado, 7 de abril de 2018

China expandirá laços com Uruguai, afirma presidente Xi Jinping

China expandirá laços com Uruguai, diz presidente Xi Jinping
A China está disposta a expandir laços com o Uruguai de maneira abrangente a fim de beneficiar melhor os dois países e povos, disse no sábado o presidente chinês Xi Jinping.
Clique aqui e leia matéria completa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Presidentes de Brasil e Uruguai se reúnem em Brasília. Uruguai pode vir a abandonar a Minustah, a missão de paz no Haiti.

Dilma e Mujica

A presidenta Dilma Rousseff recebeu na tarde deste domingo (10) o colega uruguaio, José Mujica, informou à AFP a assessoria de imprensa da Presidência.

O encontro dos dois presidentes não teve caráter oficial e foi celebrado no Palácio da Alvorada, residência da presidente, explicou uma porta-voz, sem dar maiores detalhes sobre a reunião.

Mujica chegou a Brasília a caminho da Venezuela e ainda em Montevidéu disse que conversaria com os colegas brasileira e venezuelano, Nicolás Maduro, sobre a permanência das forças de paz uruguaias no Haiti.

No Haiti, o Uruguai tem 840 homens, uma centena a menos do que no começo de sua participação na MINUSTAH - criada em 2004 pelo Conselho de Segurança da ONU - uma missão também integrada por militares de Brasil (que comanda as forças), Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Filipinas, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru e Sri Lanka.

A ONU acertou em 10 de outubro reduzir sua missão de paz no Haiti a um máximo de 5.021 soldados, quando até hoje foi de 6.233.

A presidência uruguaia destacou, ainda, que Mujica e Dilma também conversaam sobre Mercosul e integração bilateral, sobretudo na área da energia.

Segundo a nova agenda da presidente, Dilma adiou sua viagem ao Peru para se reunir com o presidente Ollanta Humala, prevista inicialmente para a tarde deste domingo. A presidente voará com destino a Lima na manhã desta segunda-feira. Créditos ZH