domingo, 1 de junho de 2014

ONU quer Brasil em mais missões internacionais de paz

Edmont Mulet no seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti". Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto
Trabalho de militares brasileiros no Haiti é excepcional e admirável, diz Edmont Mulet. Foto ONU
As Nações Unidas precisam do Brasil em mais missões internacionais de paz em outros países. A afirmação é do secretário-geral assistente de Operações de Paz da ONU, Edmond Mulet, em entrevista exclusiva à BBC Brasil no Rio de Janeiro durante as comemorações dos dez anos da Minustah, missão de paz no Haiti liderada pelas forças brasileiras.
Nascido na Guatemala, o diplomata participou do seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti", na Escola de Guerra Naval da Marinha, na Urca. Para ele, que já atuou duas vezes como chefe da Minustah, o trabalho dos militares brasileiros é "excepcional e admirável".
O Brasil já participou de várias missões de paz ao longo dos anos, seja com observadores militares ou de outras maneiras, mas enviou tropas a apenas quatro: a missão de Suez, em 1956, do Timor Leste, em 1999, e atualmente a Unifil, no Líbano, e a Minustah, no Haiti.
Para Mulet, é imprescindível que esta participação continue e se expanda. Prova desta confiança foi a indicação do general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, que esteve à frente das tropas no Haiti, para chefiar a Monusco, missão da ONU na República Democrática do Congo.
Na entrevista, o diplomata, baseado em Nova York, que supervisiona 16 missões de paz da ONU ao redor do mundo falou sobre o trabalho de Santos Cruz, que completa um ano na África, e comentou ainda uma potencial expansão da atuação brasileira no Líbano e a inédita permissão do uso da força aos "capacetes azuis" atuando no Congo.
Confira os principais trechos:
BBC Brasil – O Brasil já participou de várias missões internacionais de paz nas últimas décadas e enviou tropas em quatro ocasiões. Agora que a Minustah completa dez anos, como o senhor avalia esta participação?
Edmond Mulet – Eu posso dizer, com toda certeza, que as tropas brasileiras atuam com profissionalismo, qualidade, e com um nível de comprometimento excepcional e admirável. Tendo servido duas vezes como chefe da missão no Haiti, fui testemunha deste trabalho, e posso dizer que a atuação deles faz uma grande diferença.
E sabendo que eventualmente a Minustah vai começar a ser reduzida e um dia será encerrada, a ONU está tentando motivar o Brasil a olhar além do Haiti, e analisar outras possibilidades em outras partes do mundo.
Em nome do Departamento de Operações de Missões de Paz, posso dizer que as Nações Unidas precisam do Brasil. Eu espero que os líderes políticos e militares do Brasil levem em consideração esta atuação além do Haiti, para que contribuam levando a paz e a estabilidade a outros lugares.
BBC Brasil – O que ainda é necessário fazer no Haiti antes que a Minustah possa ser encerrada e a ONU deixe o país?
Mulet – A ONU sempre terá uma presença no Haiti. Não necessariamente com uma missão de paz, com componentes militares e policiais, mas os programas de desenvolvimento e ajuda internacional continuarão lá, com certeza.
É preciso lembrar que uma missão de paz deveria ter curta duração e que os objetivos são atuar em situações de instabilidade e insegurança. E podemos dizer que no Haiti estas metas foram alcançadas. A capacidade da polícia nacional haitiana é excelente e dentro de dois anos eles devem atingir o número de 15 mil homens.
Sobre o que está pendente, acho que os haitianos precisam começar, sozinhos, a lidar com assuntos como o cumprimento da lei, do Estado de Direito, e o combate à impunidade. É necessário investir em infraestrutura, em desenvolvimento.
O Estado precisa ser reestruturado, as instituições ainda são muito frágeis. É necessário instaurar sistemas de registro civil, registro de propriedades de terra. É preciso convidar investidores internacionais a analisarem oportunidades para gerar renda e empregos.
O país tem um potencial de turismo enorme, com praias lindas e 1.700 quilômetros de costa, a uma hora apenas de distância dos Estados Unidos.
Seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti". Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto
O seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti" aconteceu no Rio de Janeiro
BBC Brasil – Em termos de moradia e segurança, dois assuntos cruciais, já que o terremoto deixou muitos sem casa e vitimou grande parte das forças policiais, o senhor acha que o país realmente já está em condições de caminhar sem a ajuda da ONU?
Mulet – Se você comparar os níveis de violência, em termos de sequestros, homicídios e outros crimes, com outros países do Caribe e América Central, o Haiti é provavelmente neste momento uma das nações mais seguras da região. Acho que os níveis de segurança e estabilidade no Haiti são aceitáveis agora.
BBC Brasil – O Brasil avalia enviar tropas terrestres à Unifil, missão de paz que monitora a costa do Líbano desde 1978, e onde o país mantém uma fragata com mais de 200 marinheiros e fuzileiros navais desde 2011. Houve algum avanço nas negociações?
Mulet – O Brasil tem contribuído com sua embarcação e um almirante brasileiro é o chefe do componente marítimo da Unifil. Eles têm feito um ótimo trabalho e espero que continuem. Quanto às tropas terrestres, há países como a Espanha, que estão reconfigurando seus contingentes na missão.
Eles buscam reduzir o número de homens presentes no Líbano, mas convidando países latino-americanos a enviarem tropas para atuarem dentro de seus batalhões. Ainda não há confirmação oficial de que o Brasil vá enviar tropas terrestres nem de que tenha aceito qualquer convite da Espanha para ter soldados "embedados" nos batalhões espanhóis.
BBC Brasil – Os países emergentes tendem a ter um papel cada vez mais forte em missões de paz da ONU?
Mulet – Sem dúvida. Países como Camboja, Mongólia e Vietnã, que nunca haviam participado de missões de paz, enviaram recentemente seus primeiros observadores militares. Muitas nações da Ásia Central e da Europa Oriental também começam a participar.
Mas também é preciso dizer que os países da Otan, que estiveram no Oriente Médio nos últimos anos, começam a fazer a transição de poder no Afeganistão e com isso poderão voltar a contribuir com as missões de paz da ONU, não só necessariamente com tropas, mas com expertise e equipamentos.
A Holanda, por exemplo, contribuiu com quatro helicópteros de ataque, uma unidade de inteligência e forças especiais para nossa missão no Mali. A Alemanha e os países nórdicos, como Islândia, Dinamarca e Suécia estão contribuindo com aeronaves, e nossa mais nova missão, que será estabelecida no dia 15 de setembro, na República Centro-Africana, também contará com contribuições de muitos países europeus, alguns com tropas.
BBC Brasil – O trabalho dos "capacetes azuis", como são conhecidos os soldados das missões de paz da ONU, sempre foi marcado pela contenção, mas no Congo, pela primeira vez, uma missão da ONU conta com uma brigada de intervenção, com autorização para o combate direto. Como isto pode afetar a visão do mundo sobre as missões de paz?
Mulet – Esta foi uma decisão tomada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e temos que enxergá-la como parte de um esforço político maior na região. Eu não creio que este seja um modelo a ser replicado em outros países, em outros contextos.
Os 11 países que assinaram o acordo para a atuação da missão de paz na região dos Grandes Lagos aceitaram esta proposta, que na verdade foi sugerida por eles. Esta possibilidade do uso da força é uma ferramenta, um instrumento, para se atingirem os objetivos políticos mais abrangentes da região.
Cada missão de paz é completamente diferente e temos que nos adaptar com flexibilidade aos desafios e riscos de cada lugar onde atuamos. Créditos BBC Brasil

- - - - - - -
Conheça as páginas do Blog do Capitão Fernando:







Curta nossa página no Facebook:


Siga-me no twitter clicando aqui.


Colabore com o Blog do Capitão Fernando




EUA trocam prisioneiros de Guantanamo por sargento americano

Bowe Bergdhal foi capturado em junho de 2009 
Bowe Bergdhal foi capturado em junho de 2009
O soldado norte-americano raptado pelo Talibã em 2009 no Afeganistão foi soltou em troca da libertação de cinco detidos em Guantanamo. As informações são do jornal Washington Post. 
O sargento Bowe Bergdhal, o único prisioneiro de guerra dos EUA no Afeganistão, foi levado de helicóptero pelas forças especiais norte-americanas e transferido para o leste do país.
Bergdahl é esperado na base de Bagram após uma avaliação de suas condições de saúde. A transferência ocorreu após uma intensa semana de tratativas com a mediação do governo do Catar. Créditos JB





- - - - - - -
Conheça as páginas do Blog do Capitão Fernando:







Curta nossa página no Facebook:


Siga-me no twitter clicando aqui.


Colabore com o Blog do Capitão Fernando




Sudão liberta mulher condenada à morte

As autoridades sudanesas anunciaram que a libertação de uma mulher condenada à morte por apostasia estaria para breve.
A notícia foi avançada por um alto funcionário do ministério sudanês dos negócios estrangeiros.
Meriam Yahia Ibrahim Ishag, de 27 anos, encontra-se detida numa prisão para mulheres situada nas proximidades de Cartum.
Na terça-feira passada deu à luz uma bebé.
No dia 15 de maio, um tribunal em Cartum condenou-a à morte acusando-a de ter trocado a religião muçulmana pelo cristianismo.
Meriam é casada com um norte-americano cristão.
A condenação à morte provocou uma onda de indignação pelo mundo pressionando o governo sudanês a recuar.
A Grã-Bretanha apelou ao Sudão no sentido de defender o que designou como obrigações internacionais relativas à liberdade religiosa.
No Sudão vigora a Sharia, a lei islâmica que pune as conversões religiosas com a morte. Créditos EuroNews

- - - - - - -
Conheça as páginas do Blog do Capitão Fernando:







Curta nossa página no Facebook:


Siga-me no twitter clicando aqui.


Colabore com o Blog do Capitão Fernando




quinta-feira, 29 de maio de 2014

Egito: Ex-chefe do Exército é eleito presidente, com mais de 90% dos votos válido. Abstenção superou os 60%, resultado questionável

CAIRO - Abdel Fattah al-Sisi, o militar que derrubou o primeiro presidente livremente eleito no Egito, obteve mais de 90 por cento dos votos na eleição presidencial, de acordo com resultados provisórios divulgados nesta quinta-feira, unindo-se assim a uma longa lista de líderes que emergiram das fileiras das Forças Armadas.
No entanto, uma abstenção maior do que a prevista levanta questões sobre a credibilidade de um homem idolatrado por seus partidários como um herói que poderá proporcionar estabilidade política e econômica ao país.
Sisi estava com 93,3 por cento dos votos, segundo fontes do judiciário, enquanto a apuração dos votos prosseguia, após três dias de votação. Seu único rival, o político esquerdista Hamdeen Sabahi, conseguiu 3 por cento e 3,7 por cento dos votos foram invalidados.
Compareceram às urnas 44,4 por cento dos 54 milhões de eleitores, disseram fontes no Judiciário, menos do que 40 milhões de votos, ou 80 por cento do eleitorado, que Sisi pedira ao país na semana passada e também menos do que os 52 por cento de votos que Momahed Mursi obteve na eleição presidencial de 2012.

(Créditos Reuters - Yasmine Saleh e Michael Georgy)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Snowden diz que recebeu treinamento da CIA para ser espião.

Edwad Snowden. Foto internet.




O ex-analista de informática Edward Snowden, que em 2013 revelou programas secretos de espionagem em massa, disse, na primeira entrevista a uma televisão dos EUA, que recebeu treino de espião e trabalhou para a Central de Inteligência norte-americana (CIA) no estrangeiro.
“Fui treinado como espião no sentido tradicional da palavra. Vivi e trabalhei no estrangeiro, encoberto, fingindo que trabalhava em algo que não trabalhava. Inclusive, foi-me atribuído um nome que não era o meu”, disse Snowden à NBC, segundo trechos da entrevista que será divulgada hoje (28).
Autor da maior divulgação de documentos secretos dos últimos anos, Snowden falou de sua experiência profissional para rebater as tentativas da administração norte-americana de desvalorizar os seus conhecimentos. “Trabalhei secretamente para a CIA no estrangeiro, trabalhei secretamente para NSA [Agência de Segurança Nacional] no estrangeiro. Trabalhei para as informações militares, como professor na Academia de Contraespionagem, onde desenvolvi as fontes e os métodos para pôr em segurança as nossas informações e os nossos cidadãos nos pontos mais hostis do planeta”, disse o analista, entrevistado em Moscou, onde está exilado desde agosto.
“Sou um especialista, um perito. Trabalhei em todos os níveis, do mais baixo ao mais alto. Por isso, quando dizem – o governo – que sou um administrador de sistemas de nível inferior, não sabem do que falam, respondo que isso é um pouco enganador”, acrescentou.
Edward Snowden foi acusado nos EUA de espionagem e roubo de documentos oficiais.
Suas revelações sobre programas de escuta em massa de cidadãos norte-americanos, países aliados e organizações nacionais e estrangeiras reabriram o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade e suscitaram tensões político-diplomáticas com vários países. Créditos JB



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Príncipe Charles, primeiro na sucessão do trono do Reino Unido compara Putin a Hitler. Declarações azedam de vez as más relações entre Rússia e a Coroa Britânica.

Foto Diário Digital
Príncipe Charles, o primeiro na sucessão do trono do Reino Unido, fez uma declaração que causou extremo mal estar entre a Rússia e o Reino Unido. O monarca comparou o presidente russo, Putin, a Hitler. Tal afirmação azedou de vez as já péssimas relações entre a Rússia e a Coroa Britância. Leia matéria

quinta-feira, 22 de maio de 2014

LÍBIA MERGULHADA NO CAOS AO SABOR DAS MILÍCIAS!

Muamar Kadafi
              
(BBC, 20/04) 

1. Líbia está mergulhada na instabilidade desde o derrocamento do coronel Muamar Gadafi (foto) em outubro de 2011. Desde então, milícias irregulares ostentam o poder de fato em extensos territórios enquanto cinco governos foram se sucedendo numa luta por assumir o controle do país.
                
2. Quem controla a Líbia? Ninguém e esse é o problema. Há numerosos grupos armados, uns 1.700, com objetivos muito diferentes, mas com um denominador comum: dinheiro e poder. Trata-se de grupos ideologicamente divididos: alguns são islamitas, outros secessionistas e há também os liberais. E mais: as milícias também se diferenciam por linhas étnicas e regionais, o que faz torna a situação uma explosiva mistura.
                
3. Não eram aliados? Efetivamente, hoje aparecem divididos e antes estavam unidos pelo ódio ao coronel Gadafi, mas nada mais que isso. As milícias tinham suas bases em diferentes cidades e lutam suas próprias batalhas.  Depois de 4 décadas de governo autoritário sabem pouco de democracia. Por isso não souberam forjar alianças e construir um novo regime baseado no estado de direito. Os milicianos tomaram instalações petrolíferas operadas por empresas ocidentais, o que levou a uma enorme queda da produção, ainda que sem impacto notável nos mercados globais.

4. Quais são as principais milícias? Ansar al Sharia é considerado o mais perigoso dos grupos islamitas armados na Líbia. Analistas apontam que teria forjado alianças com outros grupos islamitas. O coronel Kalifa Haftar também possui uma poderosa milícia. Haftar esteve por trás do  ataque aéreo de 16 de maio contra uma base aérea militar em Bengasi e no assalto dois dias depois ao parlamento em Trípoli.
                
5. Quem é o coronel Haftar? O coronel Haftar esteve  junto a Gadafi quando tomou o poder em 1969 e jogou um papel fundamental na incursão militar da Líbia no Chade nos 80. Em 1987, foi preso e anos depois após ser libertado fugiu para os EUA. Reapareceu na Líbia durante a rebelião contra Gadafi e formou uma milícia a partir de desertores das forças leais a Gadafi. Para muitos líbios, segue sendo uma figura escura que provoca muita instabilidade.
                
6. A situação da Líbia é muito mais anárquica porque o exército se desintegrou após a queda de Gadafi, a diferença do Egito. Líbia nunca teve grupos políticos bem organizados que defendam os interesses de suas bases. Dessa forma o governo está à mercê das milícias. De fato, paga a muitos milicianos com a esperança de comprar a sua lealdade e ajudar a construir um exército nacional, mas há muito pouca evidência de que isso esteja ocorrendo.

Exército anuncia golpe de Estado e suspende Constituição na Tailândia

Prayuth Chan-Ocha disse em discurso que vai restaurar a ordem no país.
Exército também decretou toque de recolher em todo o país entre 22h e 5h.





O comandante do Exército da Tailândia, Prayuth Chan-Ocha, anunciou nesta quinta-feira (22) um golpe de Estado no país. Em pronunciamento na TV, ele afirmou que o Exército está tomando o controle do governo para restaurar a ordem na Tailândia e promover reformas políticas.
Após o anúncio do golpe, o Exército anunciou que a Constituição foi suspensa temporariamente e determinou um toque de recolher em todo o país entre 22h e 5h, indicou um porta-voz dos militares. Também foi determinado que todas as rádios e TVs devem interromper suas programações normais e transmitir apenas material do Exército.
"Para que o país retorne à normalidade, as Forças Armadas devem tomar o poder a partir de 22 de maio às 16h30" (6h30 de Brasília), afirmou. “No interesse da ordem pública e da lei, assumimos os poderes. Por favor, permaneçam calmos e continuem com seus afazeres diários”, disse o comandante na TV pouco antes das 17h locais (7h de Brasília).


A medida ocorre dois dias após o Exército decretar lei marcial, medida justificada como necessária para “restaurar a paz”. O comandante afirmou que busca restaurar a ordem no país e impedir mais mortes e uma escalada do conflito entre os críticos e apoiadores do governo.
Após o anúncio do golpe, o Exército convocou o atual premiê interino, Niwattumrong Boonsongpaisan e seus ministros a se reportarem às Forças Armadas.
Também foi determinada a proibição de protestos - grupos de mais de cinco pessoas estão proibidos de se reunir em qualquer lugar do país.
A atual crise começou no fim do ano passado, com manifestações que exigiam a renúncia da então primeira-ministra Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin e no poder desde 2011. Ela foi destituída pela justiça no início de maio.
Falta de acordo
Prayuth fez o anúncio em uma transmissão na TV após ter mantido um encontro com todas as facções políticas rivais com o objetivo de encontrar uma solução para protestos antigovernamentais que já duravam seis meses.

A reunião foi cancelada por Chan-Ocha após duas horas de conversa sem acordo. Líderes dos manifestantes dos dois grupos foram retirados do local da reunião em veículos militares, sob escolta, pouco antes do anúncio do golpe de Estado, segundo testemunhas.

Os militares também mantinham detidos após o golpe vários representantes do governo, incluindo o ministro da Justiça.
Os soldados foram em furgões do exército até Chaikasem Nitisiri, titular tailandês de Justiça, assim como os líderes das manifestações e dos partidos políticos até as dependências do Primeiro Regimento de Infantaria.
Manifestantes
O Exército também anunciou que irá enviar tropas para os locais de concentração de manifestantes para retirá-los. "Nós vamos enviar tropas e veículos para ajudar os manifestantes a deixar todos os locais de protesto", disse à Reuters o general Teerachai Nakwanit, primeiro comandante regional do Exército.

Por enquanto, não houve registro de violência.
Manifestantes contra e pró-governo têm se reunido em diversas partes de Bangcoc nos últimos meses. Jatuporn Prompan, líder do movimento dos "camisas vermelhas", pró-governo, disse que continuará com os protestos mesmo após o golpe.
“Vocês vão lutar ou não vão lutar? Nós não vamos a lugar nenhum. Não entrem em pânico, porque nós esperávamos isso”, disse ele a apoiadores.
Soldados tailandeses dispararam para o ar para tentar dispersar os manifestantes no local. Testemunhas disseram que os integrantes dos “camisas vermelhas” deixavam o local pacificamente.
O Exército se posicionou como mediador nos protestos nesta semana, ao declarar lei marcial no país em uma tentativa, segundo o comandante, de tentar controlar a crise. Confrontos deixaram 28 mortos em mais de seis meses de protestos.
Os manifestantes opositores ao governo exigem uma reforma do sistema político, considerado corrupto, e propõem a criação de um conselho que realize mudanças antes de novas eleições.
A Tailândia vive uma grave crise desde o golpe de Estado que derrubou em 2006 o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado pelos opositores de comandar o governo do exílio.
Os "camisas vermelhas", seguidores de Thaksin, ameaçaram intensificar os protestos em Bangcoc se o exército tomasse o poder e o governo interino caísse.
Durante os últimos 80 anos foram registrados 18 golpes de Estado na Tailândia. O último havia acontecido em 2006 contra o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, atualmente no exílio. Créditos G1.
Lei Marcial, que impede manifestações pró e contra o governo, foi declarada no país há poucos dias. Nesta quinta, militares anunciaram Golpe de Estado (Foto: Wason Wanichakorn/AP)Lei Marcial, que impede manifestações pró e contra o governo, foi declarada no país há poucos dias. Nesta quinta, militares anunciaram Golpe de Estado (Foto: Wason Wanichakorn/AP)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Egito. Ex-presidente Mubarak é condenado a 3 anos de prisão por desvio de verba pública.

Foto Diário Digital
Aos 85 anos, o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi condenado nesta quarta-feira (21) a três anos de prisão por apropriação indevida de fundos públicos em um caso relacionado com o orçamento dos palácios presidenciais. O Tribunal Penal do Cairo... Leia matéria

terça-feira, 20 de maio de 2014

Tailândia - Exército impõe Lei Marcial. Medida seria um "contra-golpe" à possível deposição da Monarquia local.

Foto: CHRISTOPHE ARCHAMBAULT/AFP


Créditos: http://www.publico.pt/mundo/noticia/exercito-tailandes-declara-a-lei-marcial-no-pais-1636673#/0

sábado, 17 de maio de 2014

Coreia do Norte constrói dois navios de combate ultramodernos

Coreia do Norte constrói dois navios de combate ultramodernos
Foto: Flickr.com/John Pavelka/cc-by
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_16/Coreia-do-Norte-constoi-dois-navios-de-combate-ultramodernos-4754/



Fotografias de satélite comprovam que a Coreia do Norte possui dois navios de combate ultramodernos – os maiores que este país construíu nos últimos 25 anos. Esta informação foi divulgada pelo portal de internet 38 North.


Os especialistas do portal afirmam que os dois navios de guerra ultramodernos da Coreia do Norte dispõem de helipontos, capazes de receber uma só aeronave. Os navios estão munidos também de complexos de mísseis especiais destinados a combater os submarinos da Coreia do Sul.
Joseph Bermudez, perito americano competente em armamentos da Coreia do Norte, declarou que, na última década, as autoridades da Coreia do Norte têm conseguido prosseguir na construção de navios de guerra apesar de todas as sanções econômicas por parte da comunidade internacional e da estagnação na economia e na indústria. Na sua opinião, esta circunstância deve fazer com que a direção dos outros países avalie a eficiência das medidas que visam impedir o incremento do potencial militar de Pyongyang.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Putin tem estratégia incerta, mas objetivos claros no leste da Ucrânia

Foto: Reuters
Opositores no leste da Ucrânia realizaram referendo de autodeterminação no fim de semana


Moscou - 13/05/14 - Há apenas quatro dias, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que grupos pró-Rússia no leste da Ucrânia adiassem um referendo - realizado no domingo - sobre a autodeterminação da região.
Já na segunda-feira, o Kremlin descreveu a votação de domingo nas regiões de Donetsk e Luhansk como "a vontade do povo" e deixou claro que a Rússia respeitaria os resultados.
Não foi feita nenhuma menção à ausência de observadores internacionais durante as votações, à falta de listas de eleitores atualizada ou à questão bastante confusa nas cédulas de voto.
Apesar da sugestão de Putin para que a votação fosse adiada, a simpatia de Moscou aos grupos pró-Rússia no leste da Ucrânia nunca esteve em dúvida.
Basta assistir à televisão russa sobre a crise na Ucrânia para ver isso - o canal de notícias da TV estatal teve extensa cobertura positiva na segunda-feira dos "Referendos do Povo".
No domingo, uma sala de votação chegou a ser aberta em Moscou para expatriados ucranianos.
Esse apoio envia uma mensagem para os adversários do Kremlin: as autoridades ucranianas podem classificar os referendos como "farsa" com "nenhum peso legal" ou políticos ocidentais podem alegar que os plebiscitos têm "credibilidade zero". Mas a Rússia ainda apoia aqueles que buscam maior autonomia - ou mesmo independência - de Kiev. Enquanto essa posição continuar, Kiev vai sofrer para restaurar sua autoridade em partes do leste da Ucrânia.

Esfera de influência

Mas será que isso vai continuar? Qual é o jogo final de Putin?
De acordo com a edição de segunda-feira do tabloide russo Vedomosti, ele está longe de estar claro.
"Putin mantém seus oponentes em um estado de tensão constante, atacando-os quando e onde ele quiser", disse o jornal. "(Na Ucrânia), ele não tem uma estratégia. Ele apenas reage aos acontecimentos."
Se este for o caso, torna-se difícil prever o próximo movimento do Kremlin. Mas a breve declaração da Rússia na segunda-feira sobre o referendo dá algumas pistas: pede por "diálogo" e "implementação" pacífica dos resultados da votação.

Votação na Ucrânia
Moscou pode considerar que governo fraco em Kiev e instabilidade no leste da Ucrânia podem lhe favorecer.

O Kremlin pode não ter uma estratégia. Mas seus objetivos são claros: manter influência em pelo menos parte da Ucrânia e garantir que nem todos na Ucrânia abracem a União Europeia ou - o maior pesadelo da Rússia - a Otan, a aliança militar do Ocidente.
É por isso que Moscou pode considerar que um governo central fraco em Kiev e a contínua instabilidade no leste da Ucrânia podem lhe favorecer.
Na TV russa na segunda-feira, um proeminente político ucraniano pró-Rússia pediu a Donetsk e Luhansk e outras regiões do leste e sul da Ucrânia que formem um Estado independente chamado de Novorossiya (Nova Rússia).
Esse "Estado" seria inevitavelmente leal a Moscou.
Seria, então, a Novorossiya parte do plano de longo prazo do Kremlin de manter influência em grande parte da Ucrânia? Isso poderia envolver assistência militar russa para aqueles em conflito com Kiev?
Ou será que a estratégia de curto prazo de Moscou tem mais a ver com desestabilizar as próximas eleições presidenciais na Ucrânia?
Ao impedir que a votação ocorra em grande parte do leste, a Rússia pode esperar deslegitimar o novo presidente, uma figura que provavelmente será pró-Ocidente.
Ou não há nenhum plano, apenas uma prontidão em Moscou para reagir aos fatos?
A menos de duas semanas das eleições presidenciais na Ucrânia, se o Kremlin tem um plano, ele deverá revelá-lo em breve.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ex-chefe de inteligência de Chávez é morto a tiros na Venezuela

Foto Sainti Donaire/EFE
Caracas/ Venezuela - 30/04/2014 - O major do Exército Venezuelano, Eliézer Otaiza, ex-chefe da inteligência de Hugo Chavez foi morto a tiros na última segunda-feira ( 28). Um suspeito do crime já foi preso, porém o governo não divulgou sua identidade. Leia matéria completa