Mostrando postagens com marcador Haiti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Haiti. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de março de 2024

O papel da CIA no Golpe de Estado de 2004 no Haiti




O papel da CIA no Golpe de Estado de 2004 no Haiti.

Confira nosso Acúmulo sobre o Haiti: https://capitaofernando.blogspot.com/search/label/Haiti


----------------------------------


*Participe do nosso grupo LFS Internacional: https://chat.whatsapp.com/HDNbLTuHI9VECYYWzaw5rb


----------------------------------


*Siga nosso Instagram @blogdocapitaofernando --- http://www.instagram.com/blogdocapitaofernando

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Repercutimos a Edição de 30/09/21 do Ex-Blog do César Maia - VETO A HAITIANOS NOS EUA DESGASTA BIDEN! (Amber Phillips, analista de política do Washington Post - O Estado de S. Paulo, 24)

Repercutimos a Edição de 30/09/21 do Ex-Blog do César Maia - 

VETO A HAITIANOS NOS EUA DESGASTA BIDEN!  

(Amber Phillips, analista de política do Washington Post - O Estado de S. Paulo, 24) 



VETO A HAITIANOS NOS EUA DESGASTA BIDEN!

(Amber Phillips, analista de política do Washington Post - O Estado de S. Paulo, 24) As travessias ilegais estão aumentando e os haitianos representam uma parte cada vez maior delas. O Haiti é um país com problemas políticos, econômicos e humanitários, incluindo um presidente assassinado e um forte terremoto recente. Mas muitos desses haitianos no Texas são refugiados de um outro tremor, o de 2010. Na época, eles se refugiaram na América do Sul, mas, por uma série de razões, agora estão fugindo para os EUA.

O motivo pode ser econômico. “Um trabalhador que vem do Chile pode ter uma renda 3,5 vezes maior nos EUA”, disse Alex Nowrasteh, analista do Cato Institute. O agravamento da pandemia em países como o Brasil também desempenha um papel importante. “Quando você olha o que está impulsionando a migração, é uma combinação de deterioração econômica, social e, às vezes, de segurança nos países em que eles vivem”, disse Jessica Bolter, do Migration Policy Institute. “Além da percepção de que, sob o governo de Joe Biden, é mais fácil entrar nos EUA.”

Biden fez várias mudanças na política de imigração de Donald Trump – principalmente reduzindo as deportações. Mas ele continuou a usar ferramenta controversa para expulsar os estrangeiros: um código de saúde, conhecido como “Título 42”, que cita a pandemia como razão para limpar a fronteira o mais rápido possível. Então, os migrantes estão sendo mandados para casa sem a chance de solicitar asilo.

Biden reconhece que as coisas no Haiti estão muito ruins. No semestre passado, o governo concedeu proteção temporária a milhares de haitianos que já estavam ilegalmente nos EUA, citando “condições extraordinárias e temporárias”, como uma crise política, violência e abusos dos direitos humanos. Talvez isso tenha alimentado a falsa percepção de que os imigrantes poderiam entrar nos EUA agora, disse Theresa Brown, do Policy Center. Agora, muitos desses haitianos presos na fronteira estão sendo deportados – muitos dos quais não moram lá há anos. Alguns disseram que foram algemados nos voos para casa.

Mais atenção do público na fronteira é a última coisa de que Biden precisava. É seu ponto fraco desde que assumiu o cargo, e ele tem se preocupado em ser visto como muito leniente em temas migratórios. Mas, enquanto o presidente segue a mesma política de Trump, os migrantes continuam chegando. A crise no Texas ganhou espaço porque os haitianos são diferentes dos migrantes da América Central, mais comuns na fronteira, e por causa da foto de agentes perseguindo os refugiados a cavalo.

Defensores dos direitos humanos e das liberdades civis aumentaram o tom contra Biden. Agora, muitos democratas entraram na fila para criticar o governo. O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, pediu a Biden o fim das deportações. “Não podemos continuar essas políticas odiosas e xenófobas de Trump”, afirmou. A NAACP, uma das mais fortes organizações de defesa da igualdade racial, também disparou contra a Casa Branca. “A crise humanitária que está acontecendo sob esse governo espelha de forma repugnante alguns dos momentos mais sombrios da história dos EUA. Se fechássemos os olhos e isso estivesse ocorrendo sob o governo de Trump, o que faríamos? O tratamento desumano dispensado aos refugiados haitianos é repugnante”, disse o presidente da NAACP, Derrick Johnson.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

HAITI: O 'Homem da Banana' que virou presidente, dissolveu o Parlamento e tentou mudar a Constituição: saiba quem foi Jovenel Moise, o líder assassinado do Haiti

 

Por G1

 


VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
--:--/--:--

VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial

Jovenel Moise, de 53 anos, o presidente do Haiti que foi assassinado nesta quarta-feira (7), nunca teve um apoio grande de seu povo: ele foi eleito com menos de 600 mil votos nas eleições de 2016, em um país que tem 11 milhões de pessoas.

Moise, que era conhecido como Homem da Banana (ele exportava a fruta), teve mais votos que 26 outros candidatos em um processo eleitoral de quase dois anos que foi marcado por acusações de fraude, desastres naturais e uma baixa presença de eleitores. Ele teve 55% dos votos no segundo turno.

Ele era pouco conhecido antes das eleições, mas conseguiu ser o vitorioso com o apoio do ex-presidente Michel Martelly.

Jovenel Moise durante uma entrevista em agosto de 2019 — Foto: Dieu Nalio Chery/Reuters

Jovenel Moise durante uma entrevista em agosto de 2019 — Foto: Dieu Nalio Chery/Reuters

Imagem de 2018 mostra o presidente do Haiti, Jovenel Moise, em uma cerimônia no país — Foto: Dieu Nalio Chery/AP

Imagem de 2018 mostra o presidente do Haiti, Jovenel Moise, em uma cerimônia no país — Foto: Dieu Nalio Chery/AP

Ele assumiu afirmando que suas prioridades eram atacar a corrupção, a mudança climática e modernizar a agricultura do país. Para ele, essa era uma forma de garantir mais empregos.

No entanto, ele teve dificuldades políticas. Em janeiro de 2020, Moise dissolveu o Parlamento e governou o Haiti por decreto desde então.

O prazo do mandato

Em fevereiro deste ano, houve protestos que pediam para que ele terminasse seu mandato.

Imagem de dezembro de 2020 de um protesto em Porto Príncipe, no Haiti — Foto: Dieu Nalio Chery/AP

Imagem de dezembro de 2020 de um protesto em Porto Príncipe, no Haiti — Foto: Dieu Nalio Chery/AP

A oposição afirmava que seu mandato já tinha terminado no começo de 2021, mas ele se recusava a deixar a presidência, dizendo que um governo interino ocupou o primeiro ano de seu período. "Não sou um ditador, meu mandato termina no dia 7 de fevereiro de 2022", ele afirmou.

O governo de Moise prendeu 23 pessoas que, segundo ele, haviam tentado dar um golpe de Estado e colocar um ministro da Suprema Corte do país na presidência.

No dia seguinte, a oposição chegou a declarar um outro ministro da Suprema Corte do país o presidente interino.

Moise não só se manteve no cargo como ainda tentou mudar a Constituição para que a presidência tivesse mais poder.

Governo do Haiti diz ter sofrido tentativa de golpe
--:--/--:--

Governo do Haiti diz ter sofrido tentativa de golpe

A oposição também acusava Moise de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.

Para evitar as críticas, Moise havia prometido que não iria concorrer nas próximas eleições.

No entanto, ele argumentava que para deixar a presidência precisaria acumular poder suficiente para enfrentar uma oligarquia que, de acordo com ele, havia paralisado o Haiti para lucrar de um governo que era muito fraco para conseguir regular a economia ou mesmo cobrar impostos.

Para os críticos, Moise tinha um discurso populista contra essa elite que, segundo ele, havia conseguido capturar o Estado para garantir seus interesses.

Jovenel Moise em 2018, durante a Assembleia Geral da ONU — Foto: Richard Drew/AP

Jovenel Moise em 2018, durante a Assembleia Geral da ONU — Foto: Richard Drew/AP

Ele também foi criticado por centralizar o poder. Por exemplo, a primeira proposta de Constituição que ele apresentou não tinha uma versão em língua crioula, só em francês. Além disso, nenhuma organização da sociedade civil foi convidada para participar da elaboração.

No texto da proposta de Constituição, ele ainda incluiu a possibilidade de reeleição —o que era proibido desde o fim da ditadura de Duvalier, em 1986.

História do Haiti

Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti se tornou o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.

O país já foi invadido e sofreu intervenção dos EUA no século XX e tem um longo histórico de ditadores, como François "Papa Doc" Duvalier e seu filho, Jean-Claude "Baby Doc". A primeira eleição livre do país ocorreu em 1990, mas Jean-Bertrand Aristide foi deposto por um golpe no ano seguinte.

PRESIDENTE DO HAITI ASSASSINADO


Créditos G1