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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

LFS INTERNACIONAL --- PERU: COM A DESTITUIÇÃO DE PEDRO CASTILLO, DINA BOLUARTE ASSUME A PRESIDÊNCIA DO PERU! (Agenda do Poder, 08)

 

COM A DESTITUIÇÃO DE PEDRO CASTILLO, DINA BOLUARTE ASSUME A PRESIDÊNCIA DO PERU!

(Agenda do Poder, 08) A vice-presidente do Peru, Dina Boluarte, assumiu a Presidência do país nesta quarta-feira (7/12). A advogada cobre a vacância deixada por Pedro Castillo, após ser destituído pelo congresso peruano e preso logo em seguida.

Também nesta quarta-feira (7/12), o Congresso do Peru aprovou pedido de impeachment contra o então presidente, após anúncio de golpe de estado. Castillo tentou dissolver o Congresso e instituir estado de exceção.

O parlamento, por sua vez, em sessão de urgência, votou a destituição de Pedro Castillo. A aprovação do impeachment contou com o apoio de 101 deputados. Outros seis votaram contra e houve 10 abstenções.

A destituição teve o apoio da então vice-presidente peruana, Dina Boluarte. Mais cedo, em uma publicação no Twitter, a advogada afirmou que rejeita a decisão de Pedro Castillo de “perpetrar a quebra da ordem constitucional com o fechamento do Congresso”.

Dina referiu-se à medida adotada por Castillo como um golpe, e considerou que pode agravar a crise política e institucional que atinge a sociedade peruana


Créditos Ex-Blog do César Maia

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

LFS INTERNACIONAL: Pedro Castillo é detido no Peru após tentativa frustrada de Golpe de Estado - créditos CNN

Pedro Castillo é detido no Peru após tentativa frustrada de golpe

Ex-presidente havia dissolvido parcialmente o Congresso nesta quarta-feira (7)

Da CNN

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Pedro Castillo, presidente do Peru que sofreu impeachment nesta quarta-feira (7), foi detido pela Polícia Nacional do Peru, após fazer uma tentativa frustrada de golpe de Estado. A informação foi confirmada por Lourival Sant’Anna, analista de Internacional da CNN.

De acordo com fontes da CNN, Castillo está na prefeitura de Lima. A Polícia Nacional do Peru chegou a publicar uma foto do ex-mandatário com policiais em uma sala, mas apagou a publicação.

Tweet apagado da Polícia Nacional do Peru após a detenção de Castillo / Reprodução/redes sociais

A crise política no Peru se agravou nesta quarta, quando Castillo dissolveu temporariamente o Congresso horas antes de uma moção de vacância (o equivalente a um processo de impeachment) ser votada contra ele.

Apesar da medida, o Parlamento realizou a moção de censura e aprovou a deposição do político.

Quem é Pedro Castillo

Pedro Castillo Terrones nasceu na região de Cajamarca. Ele tem mestrado psicologia educacional e começou a lecionar na província de Chota, em Cajamarca, em 1995.

Até 2017, fez parte do partido Peru Possível, fundado pelo ex-presidente Alejandro Toledo, que está preso nos Estados Unidos, após o judiciário do Peru ordenar, em 2017, prisão preventiva por suposto envolvimento em subornos com a Odebrecht. As acusações foram negadas por Toledo.

Atualmente, Castillo é filiado do Peru Livre e, como sindicalista, foi um dos líderes em uma greve de professores durante o governo de Pedro Pablo Kuczynski.

O presidente foi acusado de ser aliado de membros da polêmica organização Movadef, indicada pela polícia como braço político do grupo de guerrilha peruano, algo que eles negam.

Em julho de 2021, Castillo foi declarado presidente após uma demorada apuração. Mesmo sendo um candidato desconhecido, ganhou visibilidade nos debates. Ao final da disputa, venceu a ex-presidente peruana Keiko Fujimori.

*publicado por Tiago Tortella, da CNN

Créditos CNN

 



quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

INTERNACIONAL - Presidente do Peru, Pedro Castillo, reativa estatal Petroperú


 Foto reprodução



INTERNACIONAL - AMÉRCIA LATINA - PERU

Presidente do Peru, Pedro Castillo, reativa estatal Petroperú.


O presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou nesta segunda-feira (27) o retorno da Petroperú às atividades de produção de petróleo e gás, após 25 anos; Governo declara Guerra aos preços dos combustíveis. 

Leia matéria: http://brasilindependente.com.br/destaque/castillo-reativa-estatal-petroperu-guerra-aos-precos-de-combustiveis/ 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Repercutimos a edição de 22/09/21 do ex-Blog do César Maia - COMISSÃO DA VERDADE (NO PERU)! (Cesar Maia - Folha de São Paulo 14/04/11)

 

COMISSÃO DA VERDADE!

(Cesar Maia - Folha de São Paulo 14/04/11) O Informe da Comissão da Verdade e Reconciliação do Peru cobre 20 anos, de 1980 a 2000. Em agosto de 2003, foi entregue ao presidente Alejandro Toledo. O relatório foi transformado no documentário “Para que Não se Repita”, dividido em 12 blocos, com seis horas de duração.

O escopo do informe e o período que cobre foram amplos: “Esclarecer as violações contra os direitos humanos cometidas pelo Estado e por grupos terroristas entre maio de 1980 e novembro de 2000”. Cada “comissão” criada na América Latina tem um escopo e um período de análise diferentes.

O relatório mostra a complexidade de uma comissão desse tipo. Foram 69 mil vítimas no período: 90% de mortos e 10% de desaparecidos.

O informe destaca o Sendero Luminoso/Partido Comunista Peruano, apresentando-o como um grupo terrorista. Também trata das causas históricas da violência no Peru, a discriminação de índios e negros e as diferenças sociais.

Após sublinhar as características democráticas dos ex-presidentes Fernando Belaúnde e Alan García, relata ações repressivas do Exército e da polícia tidas como terroristas.

Em Ayacucho, base do Sendero onde lecionava seu líder, Abimael Guzmán ou “presidente Gonzalo” (preso desde 1992), concentrou-se a violência, passando depois a Lima.

O governo de Alberto Fujimori, que liquidou o Sendero, tem seus méritos minimizados e, nesse caso, associa-se a ele a repressão e o terrorismo da polícia e do Exército.

Destaca-se ainda o papel das milícias locais (rondas), armadas pelo próprio Exército e atuando em cada região com independência. Mesmo informando casos de terror praticados pelos “ronderos”, o relatório tenta realçá-los como autodefesas das comunidades, e que teriam tido papel básico.

Para concluir, o informe condena a passividade da Justiça e do Ministério Público, que deveriam ter tido papéis ativos, mas seriam responsáveis, por omissão, por crimes contra os direitos humanos.

O documento “esquece” o MRTA (Movimento Revolucionário Tupac Amaru), ostensivamente financiado pelo tráfico de drogas e responsável pelo sequestro múltiplo na Embaixada do Japão, desintegrado pela inteligência policial em operação cinematográfica e ao vivo, no período Fujimori.

De tudo o que mostra o relatório/documentário, o mais importante é o risco do trabalho de comissão similar passar a cumprir um papel político, ter uma abrangência sem limites e igualar ou encobrir excessos de forças heterogêneas.

Uma comissão de tal tipo pode terminar servindo para atirar em qualquer direção e, assim, incorporar riscos de excitar e deformar a memória.

Por isso, nunca poderá ser governamental nem ter cor ideológica. Deve ter foco específico e detalhado em um período.

sábado, 12 de setembro de 2020

INTERNACIONAL - Congresso peruano aprova pedido que pode levar a impeachment do presidente Martin Vizcarra

 *”Congresso peruano aprova pedido que pode levar a impeachment do presidente”* 


Dois anos e meio após a interrupção do mandato de Pedro Pablo Kuczynski, o Peru volta a viver uma crise que pode levar à destituição do atual presidente, Martín Vizcarra, 57. No fim da tarde desta sexta (11), o Congresso terminou de votar a moção de vacância do presidente Martín Vizcarra —o pedido foi aprovado com 65 votos a favor, 36 contra e 24 abstenções. O próximo passo está marcado para 18 de setembro, quando vão ocorrer a defesa do mandatário e a votação que decide sobre seu afastamento. Para que ele seja afastado, são necessários 87 votos (dois terços do Parlamento). O pedido debatido ao longo desta sexta foi apresentado na noite de quinta-feira pelo parlamentar Edgar Alarcón. O congressista mostrou três áudios que serviriam como evidência de que um amigo de Vizcarra, o cantor e compositor Ricardo Cisneros, foi favorecido por contratos públicos com o Ministério da Cultura no valor de US$ 50 mil (cerca de R$ 266 mil).

Nas gravações, o presidente pede a assessoras que mintam em um inquérito parlamentar sobre sua relação com um ex-colaborador investigado por contratos irregulares. Alarcón é do partido Unión pelo Peru, cujo líder é Antauro Humala, irmão mais velho do ex-presidente Ollanta Humala e que está preso por um ataque terrorista na cidade de Andahuaylas. A divulgação dos áudios e a apresentação do texto foram aprovados pelo presidente do Congresso, Manuel Merino, do partido Ação Popular, que tem maioria na casa. No caso de afastamento de Vizcarra, é Merino quem assume a Presidência —uma vez que a segunda vice-presidente, Mercedes Araóz, renunciou durante a crise que levou o presidente a pedir o fechamento do Congresso em 2019. Nos áudios, há mais de uma conversa entre Vizcarra e a secretária-geral da Presidência, Karem Roca, para organizar visitas de Cisneros, cujo nome artístico é Richard Swing, à sede do poder Executivo. Uma das gravações mostra ambos falando sobre as investigações já em andamento e outra traz um diálogo entre Roca e o próprio Cisneros. "Isso é uma palhaçada para desestabilizar a democracia, para tomar o controle do governo e permitir a reeleição de congressistas, postergar as eleições e garantir trunfos eleitorais", disse Vizcarra, que afirmou que não renunciará.
Entre os parlamentares que mostraram apoio à moção, até o começo da noite desta sexta, estão vários que enfrentam processos de corrupção —como o próprio Alarcón—, membros do partido fujimorista Força Popular e do Podemos Perú. O Congresso anterior, dissolvido por Vizcarra em 2019, e o atual têm maioria opositora e vêm boicotando as reformas políticas que estão sendo impulsionadas pelo Executivo, como a regulamentação do fim das reeleições para cargos parlamentares e regionais. "Esse pedido de vacância não faz o menor sentido. O conteúdo desses áudios não traz nenhuma acusação grave que justifique a destituição de Vizcarra, ainda mais quando estamos próximos a uma eleição que renovará tudo, a Presidência e o Congresso. Só posso pensar que está sendo articulado por interesses que querem evitar essas eleições por meio de um golpe", diz à Folha a analista política Rosa María Palacios. Para o autor da biografia "Vizcarra" (editora Planeta), Martin Riepl, a tentativa de remover o presidente do cargo "responde a interesses de grupos muito afincados no Parlamento, como as bancadas de evangélicos, da educação e de lobistas do mundo empresarial. Estes que não estão interessados nas eleições convocadas e vão buscar, por meio dessa desestabilização, mudar o calendário eleitoral para continuar no poder e evitar a reforma política". O mandato de Vizcarra termina no próximo dia 28 de julho. As eleições estão marcadas para o dia 11 de abril.
A figura política à qual o texto da moção se baseia para afastar Vizcarra do cargo é a de “permanente incapacidade moral”. Riepl observa que essa categoria é antiquada, "era usada em outros tempos, quando um mandatário perdia de fato a saúde e a capacidade intelectual de manejar o poder". Alarcón, titular da Comissão de Fiscalização do Congresso, afirma que o presidente teria "desenhado uma estratégia para que servidores públicos mintam ante autoridades em investigações de irregularidades em contratações do Ministério da Cultura e outros". O texto do pedido de vacância diz que "os conteúdos dessas conversas são indícios de possíveis delitos de encobrimento real e de obstrução à Justiça". O texto inclui ainda uma menção à má administração, por parte de Vizcarra, da pandemia do coronavírus. Em declarações à imprensa, Cisneros diz que foi usado com o objetivo de "conseguir o poder político mediante um golpe de Estado disfarçado de vacância". Atualmente sem partido, Vizcarra assumiu o país num período conturbado. Desde que PPK tomou posse, em julho de 2016, a bancada fujimorista, então majoritária no Parlamento, fez sua vida muito difícil. PPK teve vários ministros e também seu primeiro-ministro (que cumpre a função de chefe de gabinete) impedidos pelo Congresso. O então presidente enfrentou dois pedidos de moção de vacância sob a acusação de que teria se envolvido no escândalo de subornos e caixa dois da empreiteira brasileira Odebrecht enquanto ocupou os cargos de ministro e primeiro-ministro do ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006).
O primeiro pedido acabou não sendo aprovado, graças a um acordo de PPK com Kenji Fujimori, o filho mais novo do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que armou uma dissidência dentro do Força Popular —partido fujimorista, comandado por sua irmã, Keiko. Os parlamentares aliados a Kenji votaram contra a destituição de PPK. A moeda de troca foi um indulto a Fujimori pai, que foi solto. A Justiça peruana, no entanto, invalidou a decisão. Na segunda vez, sem ter certeza de reunir os votos que poderiam salvá-lo da destituição, PPK decidiu renunciar antes da votação do pedido. Deixou o poder, então, em 23 de março de 2018. Ao sair, foi formalmente processado por participar do escândalo da Odebrecht e hoje cumpre prisão domiciliar. Foi assim que Martín Vizcarra, que era vice de PPK, acabou assumindo a Presidência. Em 30 de setembro de 2019, Vizcarra ordenou a dissolução do Congresso usando um recurso legal que está na Constituição Nacional, permitido quando se nega ao Executivo uma questão de confiança. ​A moção de vacância pode ser invocada por cinco razões: morte, incapacidade moral ou física permanente, aceitação de sua renúncia pelo Congresso, saída do território nacional sem permissão do Congresso ou não retorno no prazo estipulado, e destituição depois de ter sido sancionado por infrações mencionadas no artigo 117 da Constituição (traição à pátria, tentativa de impedimento das eleições presidenciais, legislativas ou regionais). 
Créditos FPA


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

CRISE NO PERU - CORONAVÍRUS

 CRISE NO PERU - CORONAVÍRUS

O Peru se tornou o país com mais óbitos por 100.000 habitantes no mundo. Até o momento, são mais de 28.000 mortes e 647.000 casos para uma população de 31 milhões de habitantes. Segundo o governo, o triste recorde se dá devido à transparência de dados e uma taxa de subnotificação baixa, mas o sistema de saúde mal preparado, com pouco investimento, o trabalho informal, a pobreza e a superlotação domiciliar também têm ajudado na propagação da doença e no aumento dos óbitos. No que diz respeito aos leitos de UTI, o Peru possui 1.600, enquanto, seguindo os parâmetros da OMS, o ideal seria ter, ao menos, 9.300. A situação é crítica. Créditos VEJA

terça-feira, 3 de setembro de 2019

China e Peru prometem fortalecer cooperação

China e Peru prometem fortalecer cooperação


 
CHINA-BEIJING-WANG QISHAN-PERU-MEETING (CN)

 (Xinhua/Zhang Ling)

Beijing, 3 set (Xinhua) -- O vice-presidente chinês, Wang Qishan, se reuniu nesta segunda-feira com a vice-presidente peruana, Mercedes Aráoz, que está em Beijing para participar da Expo Horticultural de Beijing.
Wang elogiou as atuais relações bilaterais, dizendo que a China está disposta a avançar ainda mais o entendimento mútuo e a relação de confiança entre os dois países, e aprofundar a cooperação para elevar o relacionamento a um novo patamar.
Aráoz parabenizou o país asiático pelo 70º aniversário da fundação da República Popular da China e disse que o Peru está pronto para aprofundar a cooperação com a China em áreas como comércio e economia, investimento, agricultura, alívio da pobreza, ciência, tecnologia e cultura.
Créditos Xinhua, publicado originalmente em - http://portuguese.xinhuanet.com/2019-09/03/c_138360945.htm

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Peru confirma vitória de Pedro Paulo Kuczynski no 2º turno. Keiko Fujimori, a versão Aécio Neves do Peru, não reconheceu derrota.

Com resultado apertado, Kuczynski comemora vitória no Peru

173 urnas serão enviadas para análise, mas não reverteriam resultado.
Keiko Fujimori não reconheceu derrota.

O Escritório Nacional de Processos Eleitorais no Peru (ONPE) anunciou nesta quinta-feira (9) o resultado da apuração das eleições presidenciais com 100% das urnas processadas, em que Pedro Paulo Kuczynski, do Peruanos Pela Mudança (PPK), tem 50,12% dos votos contabilizados ante 49,88% de Keiko Fujimori, do Força Popular.
O órgão não o proclamou oficialmente como novo presidente. Ainda assim, PPK comemorou pelo Twitter. "Obrigado Peru! É hora de trabalhar junto pelo futuro do nosso país", tuitou. "Obrigado pelos que votaram em mim e aos que votaram contra mim... Prometo a vocês um país melhor e diferente (...). Temos que trabalhar como um só país, com muitas opiniões. Ofereço a vocês humildade, conciliação, diálogo e, sobretudo trabalho".

De todas as urnas processadas, 77.134 ou 99,77% foram contabilizadas. Ainda 173 urnas ou 0,22% não foram contabilizadas e serão enviadas para análise da justiça eleitoral. O jornal peruano "La República" informa, no entanto, que elas não representam votos suficientes para reverter o resultado em favor de Keiko -- ou seja, Kuczynski é o virtual presidente eleito, só falta isso ser confirmado oficialmente.

A presidente Michelle Bachelet, do Chile, telefonou para Kuczynski para parabenizá-lo pela vitória. Juan Manuel Santos, da Colômbia, também o parabenizou pelo Twitter: "Grande amigo pessoal e grande amigo da Colômbia". PPK ainda agradeceu em sua conta na rede social os presidentes da Argentina, Maurício Macri, e do Peru, Ollanta Humala Tasso.

A diferença de votos válidos entre os dois candidatos é de 41.438 votos. Pedro Pablo Kuczynski tem até o momento 8.580.474 votos, enquanto Keiko Fujimori tem 8.539.036.

Kuczinsky após o anúncio do resultado do segundo turno no Peru (Foto: Silvia Izquierdo/AP)Kuczinsky após o anúncio do resultado do segundo turno no Peru (Foto: Silvia Izquierdo/AP)
Apoiadores imediatamente comemoraram a vitória de Kuczynski nos arredores da sede de sua campanha em Lima, informa a Associates Press. Apesar do clima de celebração, a campanha de Fujimori parece não ter pressa para reconhecer a derrota. Pedro Spadaro, um deputado que trabalha na campanha de Fujimori, disse à Associated Press que eles estão esperando que o Conselho Eleitoral Nacional proclame o vencedor antes de ceder.

Equipe de transmissão
Desde antes da divulgação dos 100% das urnas processadas, representantes do PPK já consideravam que não havia mais riscos de derrota, de acordo com a agência France Presse.

"Já podemos dizer que Pedro Paulo é presidente (...) Sabemos que a margem é bastante apertada, mas finalmente a população decidiu a alternativa do Peruanos Por el Kambio", disse o primeiro-vice-presidente da chapa de PPK, Martin Vizcarra, ao chegar à casa de seu candidato.
Com base em seus próprios cálculos, o Peruanos Por el Kambio já começou a adiantar os trabalhos e organizar sua equipe para a transmissão de cargo com o governo de Ollanta Humala, que se encerra em 28 de julho. Esta equipe será chefiada pela segunda vice-presidente da chapa do PPK e legisladora eleita, Mercedes Aráoz.
Kuczynski, ex-ministro da Economia, sabe que terá que estender pontes ao fujimorismo, que controla 73 dos assentos do Congresso que assumirá em 28 de julho e no qual seu partido tem apenas 18 representantes. Serão vitais para fazer reformas.

Processo eleitoral
Parlamentares do partido conservador de Keiko Fujimori levantaram dúvidas sobre o processo eleitoral do país nesta quinta-feira, embora tenham dito que aceitarão os resultados oficiais do pleito mais disputado em décadas no país.

O parlamentar Pedro Spadaro e o congressista eleito Daniel Salaverry afirmaram que integrantes do partido haviam detectado irregularidades em postos eleitorais na Amazônia e nos Estados Unidos e estavam pedindo às autoridades a anulação desses votos, alguns dos quais já foram contabilizados.
Num centro de votação, mais pessoas votaram do que o número de registrados, disse Spadaro. "Ninguém, absolutamente ninguém, nenhum dos partidos políticos, pode se declarar vitorioso ainda”, afirmou Spadaro em comentários transmitidos de uma entrevista à imprensa na sede da campanha de Keiko Fujimori.
Outra parlamentar, Lourdes Alcorta, notou um número “excessivo” de policiais e militares em zonas eleitorais, mas disse que o partido não estava denunciado fraude. "Nós não usamos essa palavra e não vamos usá-la”, afirmou. “O que estamos exigindo é velocidade e transparência para que o desejo das pessoas não seja distorcido.”
Observadores da União Europeia disseram no domingo que a eleição havia sido limpa e que não havia nenhum relato de fraude.

Trajetória
Kuczynski nasceu em Lima em 1938, filho de pai alemão e mãe franco-suíça. Su pai emigrou para o Peru durante o nacional-socialismo. PPK foi ministro de Minas e Energia no segundo governo de Fernando Belaúnde nos anos 1980 e depois da Economia e primeiro-ministro na gestão de Alejandro Toledo (2001-2006), período caracterizado por um avanço dos resultados econômicos do país.

Integrou as diretorias de várias empresas, razão pela qual seus opositores temem que possa defender interesses particulares. Ele é favorável ao livre mercado, planeja reduzir impostos para reativar uma economia exportadora tradicional e criar três milhões de empregos, com investimentos públicos e privados.

Precisou renunciar a sua nacionalidade americana em meio ao receio de seus compatriotas, que temem que isso possa servir para que ele fuja da justiça, como fez o peruano-japonês Alberto Fujimori. Explora sua imagem de experiência, valorizada pelos mercados.

Ele trabalhou duro para tentar superar a imagem de alguém afastado dos mais pobres - setor no qual Keiko Fujimori é popular.

Seu partido, Peruanos pela Mudança, é uma legenda nova que aglutina diversos grupos políticos pequenos, que, por sua vez, representam diferentes interesses. Créditos G1

terça-feira, 12 de abril de 2016

PERU: KEIKO FUJIMORI E PEDRO PAULO KUCZYUNSKI VÃO AO SEGUNDO TURNO!

PERU:  KEIKO FUJIMORI E PEDRO PAULO KUCZYUNSKI VÃO AO SEGUNDO TURNO!

1. Keiko Fujimori –conservadora filha do ex-ditador Alberto Fujimori- obteve 39,2% dos votos, indo além das pesquisas. Em 2011, Keiko havia passado ao segundo turno com 23,5%. Dessa forma, obteve um crescimento de 67%.  Keiko tem 41 anos. Com 19 anos tornou-se primeira dama com o divórcio de seus pais. Formou-se em Administração de Empresas pela Universidade de Boston. Casou-se nos EUA com Mark Villanella –americano-, com quem tem 2 filhas.
            
2. Pedro Paulo Kuczynski –conhecido como PPK- economista liberal. Graduado na Universidade de Oxford (Inglaterra) e depois na Universidade de Princeton (EUA). Trabalhou nos EUA e ocupou posições no Banco Mundial e no FMI. Presidiu o Banco Central do Peru, e foi ministro de Minas e Energia e Ministro de Finanças. Foi primeiro-ministro do Peru (coordenador de gabinete) entre 2005 e 2006.  Obteve 22,1% dos votos. Em 2011 havia obtido 18,5%, crescendo portanto 19%.  Tem 78 anos. Fala com sotaque americano. Tem surpreendido por mobilizar o voto jovem.

3. Em 2011, Humala, candidato da esquerda apoiado ostensivamente por Lula e discretamente por Chávez, obteve no primeiro turno 31,2%. Foi ao segundo turno e derrotou Keiko Fujimori. Na atual eleição a candidata da esquerda Veronika Mendoza obteve 18,4%. Uma queda de 41%.
            
4. A expectativa para o segundo turno era favorável a PPK em função de uma diferença nas pesquisas de 10 pontos a favor de Keiko. Mas com esta diferença ampliada para 17 pontos, Keiko Fujimori abrirá o segundo turno como favorita. 
Blog do Cesar Maia.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Brasil e Peru consolidam aliança com visita de Dilma

Presidentes do Peru e do Brasil
A presidente Dilma Rousseff iniciou nesta segunda-feira (11) uma visita oficial ao Peru, que deverá aprofundar a aliança estratégica assinada há dez anos entre os dois países.


Novos acordos de cooperação em infraestrutura, comércio e temas sociais serão assinados nesta ocasião.



Dilma, que assinou durante a manhã um declaração conjunta com o presidente peruano Ollanta Humala no Palácio do Governo, chegou acompanhada por 60 empresários que participarão em um fórum de negócios com líderes de empresas de ambos os países, e no qual serão exploradas novas oportunidades comuns de investimento.



"O Brasil investiu 6 bilhões de dólares no Peru, com mais de 70 empresas no país, incluindo as principais multinacionais brasileiras", enfatizou Dilma em uma mensagem no Twitter.



Pronunciamentos de Dilma Rousseff - 10 vídeos




Peru e Brasil, que compartilham uma tensa fronteira e têm seus territórios banhados pelo Amazonas, darão particular importância ao cuidado com o meio ambiente através de um acordo relativo à monitoração e vigilância da região amazônica.


Outros dos compromissos abordam a redução de tarifas da telefonia móvel nas zonas de fronteira para a vigência de preços locais e não internacionais, assim como um acordo de cooperação trabalhista orientado a dar facilidades aos trabalhadores de ambos países.



Miguel Vega Alvear, presidente da Câmara Binacional de Comércio e Integração, afirmou à AFP que o Brasil "está em condições de quintuplicar seus investimentos no Peru durante os próximos vinte anos", passando de 6 a mais de 30 bilhões.



O empresário peruano se referiu a uma nova agenda para um cenário de duas décadas de cooperação nas áreas de energia, hidrovias, petroquímica, estradas, têxtil, turismo, entre outros.



Na última década, Brasil e Peru consolidaram projetos comuns de infraestrutura, desenvolvimento e segurança fronteiriça, educação, agricultura e programas sociais.



A balança comercial entre os dois países cresceu nos últimos seis anos acima dos 8% em média, de 2,3 a 3,7 bilhões de dólares anuais, segundo cifras da Associação Peruana de Exportações.



A visita de Dilma é a quarta ao Peru e será a oitava ocasião em que se encontrará com Humala.



A agenda da presidente brasileira inclui também uma cerimônia na prefeitura de Lima, onde a prefeita da capital, Susana Villarán, a declarará hóspede ilustre.





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11.nov.2013 - Presidente Dilma Rousseff recebe honras militares em sua chegada ao Palácio do Governo, em Lima, Peru. A presidente iniciou na manhã desta segunda-feira (11) uma série de compromissos na capital peruana, com o intuito de estreitar a relação entre o Brasil e o país vizinho, sobretudo do ponto de vista econômico Ernesto Benavide/AFP