segunda-feira, 14 de julho de 2014

Vladimir Putin se reúne con rabinos : “Apoyo la lucha de Israel”


Rabinos-Putin-MinisterioG


El presidente de la Federación rusa, Vladimir Putin, se reunió el miércoles con una delegación de rabinos, encabezados por el Gran Rabino sefardí Yitzhak Yosef, el ex Gran Rabino Meir Lau, el Gran Rabino de Rusia Berel Lazar, y los rabinos del Centro Rabínico de Europa (RCE). Entre los temas que se tocaron estuvieron la situación en Gaza así como el combate en contra del revisionismo histórico.
“Sigo de cerca lo que está pasando en Israel”, dijo Putin durante la larga reunión, que se celebró en Moscú.
“Yo apoyo la lucha de Israel en su intento de proteger a sus ciudadanos. También me enteré del horrible asesinato de los tres jóvenes. Es un acto que no puede ser permitido, y le pido que transmita mis condolencias a las familias”, añadió el presidente ruso, al referirse al secuestro y asesinato de tres adolescentes en junio, donde el régimen israelí culpa al movimiento de resistencia palestina Hamas del crimen.
El Rabino Yosef comenzó diciendo que “de acuerdo a la tradición judía, su liderazgo es decidido por el reino de Dios, Rey del mundo, y por lo tanto te bendecimos: Bienaventurado es el Único que dio su gloria a la carne y la sangre”.
El rabino discutió sobre los ataques con cohetes realizados por militantes de Hamas sobre Israel, pretexto que ha usado el régimen israelí para lanzar un bombardeo masivo sobre Gaza que ha provocado más de 100 muertos, la gran mayoría civiles.
“Esta mañana salí del estado de Israel, el estado del pueblo judío. Varias horas antes de que me fuera, un cohete cayó cerca de mi casa en la capital del pueblo judío – Jerusalén”, comentó el rabino.
El Rabino Yosef agregó “No necesito hacer incapie en el pánico que sintieronn mis hijos y nietos, que se vieron obligados a entrar en los refugios a pesar de no haber hecho nada malo. Es difícil describir el daño psicológico causado a ellos. Todo por el “pecado” haber nacido en el pueblo judío”.
“A pesar de la difícil situación, dejé todo y vine aquí, para pedirle a usted, señor presidente, que luche contra el terrorismo llevada a cabo en nombre de la religión”, pidió el rabino Yosef.
“No puede haber una situación en la que la gente manipula la religión para matar a inocentes… Le pido en nombre del pueblo de Israel: por favor, ponga fin a la violencia”, agregó el rabino.
Un verdadero amigo de Israel
Putin respondió el rabino Yosef, pidiéndole que le dijera el Primer Ministro Binyamin Netanyahu que él es un verdadero amigo de Israel y de Netanyahu. Netanyahu llamó a Putin el jueves, y en su conversación, Putin pidió a poner fin al conflicto en Gaza.
El rabino Lau, ex Jefe Rabino asquenazí y el rabino jefe actual de Tel Aviv, habló en la reunión acerca de su historia personal como un sobreviviente del mítico holocausto para luego convertirse en el gran rabino de Israel.
En este contexto, Putin consultó con los rabinos sobre los medios para hacer frente al antisemitismo, a quienes cuestionan la verdad oficial sobre el holocausto y la prevención de revisionismo histórico.
Putin señaló que la reunión marca 73 años desde el asesinato de miles de judíos en Sebastopol en 1942, comentando sobre “la valentía de los judíos que lucharon en las filas del Ejército Rojo contra el Tercer Reich”.
“Recuerdo la visita al Museo Yad Vashem en Israel, que no deja a nadie indiferente, y describe las atrocidades terribles que ocurrieron en esos días”, dijo Putin.
El presidente añadió que “también en este caso en Moscú a la comunidad judía estableció un museo judío que muestro una imagen amarga de esos horribles años, y al mismo tiempo le da esperanza al pueblo judío y la comunidad judía en toda Rusia”.

domingo, 6 de julho de 2014

Alemanha cobra resposta dos EUA sobre suposto espião

Alemanha cobra resposta dos EUA sobre suposto espião

Funcionário do serviço de inteligência alemão foi preso sob suspeita de atuar como agente duplo e repassar documentos para Washington

A chanceler alemã Angela Merkel: Alemanha cobra explicação dos EUA sobre caso de espionagem
A chanceler alemã Angela Merkel: Alemanha cobra explicação dos EUA sobre caso de espionagem (Stefanie Loos/Reuters)
O governo da Alemanha exigiu neste domingo uma resposta dos Estados Unidos sobre a o caso de um funcionário do Serviço de Inteligência Federal da Alemanha (BND) suspeito de fazer espionagem para os Estados Unidos. "Eu espero que todos ajudem a apurar essas acusações rapidamente, incluindo uma declaração rápida e clara dos Estados Unidos", disse o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, em entrevista ao jornal Bild.
O funcionário do BND foi preso nesta semana acusado de estar atuando há dois anos como agente duplo para a agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) em troca de dinheiro. A suspeita é a de que o agente, de 31 anos, coletava e repassava aos americanos documentos produzidos por uma comissão parlamentar que investiga a atuação da NSA na Alemanha. O embaixador americano em Berlim já foi convocado pelo Ministério de Relações Exteriores para prestar esclarecimentos sobre o caso.
O episódio deve causar ainda mais fissuras na relação entre Washington e Berlim, já abalada pelo vazamento de informações sobre o alcance da espionagem americana, que atingiu até mesmo líderes aliados dos EUA, como a chanceler Angela Merkel, que teve o celular grampeado. 
Reação americana — A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu neste domingo calma e pragmatismo para a condução desse caso. Ela disse que “é necessário esperar os fatos, pois há uma investigação federal em andamento que inclui acusações sérias”. Hillary se mostrou favorável a não colocar em perigo a relação entre seu país e a Alemanha.

Ucrânia - Milícias pró-russas reagrupam em Donetsk

Milícias pró-russas reagrupam em Donetsk
Forças pró-russas dirigem-se para Donetsk onde querem reagrupar

As milícias pró-russas da Ucrânia deixaram este domingo de madrugada as últimas cidades na área de Slaviansk, que se rendeu no sábado às forças de Kiev e deslocaram as suas tropas para Donetsk, de onde querem continuar a combater.
O chefe das milícias em Slaviansk, Igor Strelkov, reconheceu em entrevista à imprensa russa que a defesa das cidades nos arredores de Slaviansk "não teria sentido (...) porque acabaria em outro cerco" como aconteceu com a cidade que até sábado era um símbolo da revolta pró-russa contra Kiev.
Strelkov, identificado em Kiev como o oficial dos serviços de informações militares russos, anunciou que os seus homens estão dispostos a preparar uma "defesa ativa" em Donetsk, "muito mais fácil de defender do que a pequena Slaviansk".
A retirada dos separatistas para a capital da região foi confirmada pelo chefe do serviço de segurança da Ucrânia, Valentín Naliváichenko, que acusou os rebeldes de quererem "provocar o caos em locais com muita população (...) com o objetivo de destruir o Estado, espalhar o pânico e enfraquecer a Ucrânia".

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Israel prende presidente do Parlamento palestino

Israel prende presidente do Parlamento palestino ... leia mais.

Grã-Bretanha - A espionagem a todo vapor.



Programa Tempora tem orçamento de 1 bilhão de libras para monitorar as comunicações em todo o mundo

As denúncias não foram suficientes para barrar a espionagem do imperialismo contra diversos países e sobre seus próprios cidadãos.
Recentemente foi denunciado que a operadora britânica Vodafone, que opera em mais de 40 países, instalou redes de conexão direta e permanente para o acesso a clientes da empresa em 29 países, entre eles Reino Unido, Espanha, Austrália, Alemanha, Albânia, Egito, Hungria, Índia, Malta, Qatar, Roménia, África do Sul e Turquia.
Em maio o jornalista Glenn Greenwald, revelou ao El País estar trabalhando em novo material que é um dos mais importantes da seleção dos documentos vazados. Ele responsável pela que divulga do material disponibilizado pelo ex-agente da CIA e da Agência Nacional de Segurança (NSA, da sigla em inglês), Edward Snowden. Segundo Greenwald, os novos documentos tratam da espionagem de pessoas como professores, escritores e críticos de política internacional, ativistas e pessoas consideradas terroristas.
Só os EUA conforme revelou Snowden, tem pelo menos 17 redes de espionagem. Só a NSA, criada há 61 anos emprega 35 mil funcionários.
Na Grã-Bretanha, a espionagem em larga escala da população é referendada pela Lei RIPA que permite a intercepção das comunicações domésticas.
Uma ação movida pela ONG Privacy International, além de outras promovidas por outros organismos, tentam questionar esses brutais abusos. Mas os questionamentos jurídicos pouco afetam a estrutura da brutal espionagem imposta sobre a população mundial. Conforme revelou esta espionagem é levada adiante pelo Tempora, programa que disporia de um orçamento de um bilhão de libras para monitorar as comunicações em todo o mundo.
Segundo ele, mais de 200 cabos de fibra ótica passam pela Grã-Bretanha como nó (hub) das comunicações entre os continentes. Todos eles são espionados pelos serviços de inteligência britânicos e as informações são compartilhadas com as agências norte-americanas.

domingo, 1 de junho de 2014

ONU quer Brasil em mais missões internacionais de paz

Edmont Mulet no seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti". Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto
Trabalho de militares brasileiros no Haiti é excepcional e admirável, diz Edmont Mulet. Foto ONU
As Nações Unidas precisam do Brasil em mais missões internacionais de paz em outros países. A afirmação é do secretário-geral assistente de Operações de Paz da ONU, Edmond Mulet, em entrevista exclusiva à BBC Brasil no Rio de Janeiro durante as comemorações dos dez anos da Minustah, missão de paz no Haiti liderada pelas forças brasileiras.
Nascido na Guatemala, o diplomata participou do seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti", na Escola de Guerra Naval da Marinha, na Urca. Para ele, que já atuou duas vezes como chefe da Minustah, o trabalho dos militares brasileiros é "excepcional e admirável".
O Brasil já participou de várias missões de paz ao longo dos anos, seja com observadores militares ou de outras maneiras, mas enviou tropas a apenas quatro: a missão de Suez, em 1956, do Timor Leste, em 1999, e atualmente a Unifil, no Líbano, e a Minustah, no Haiti.
Para Mulet, é imprescindível que esta participação continue e se expanda. Prova desta confiança foi a indicação do general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, que esteve à frente das tropas no Haiti, para chefiar a Monusco, missão da ONU na República Democrática do Congo.
Na entrevista, o diplomata, baseado em Nova York, que supervisiona 16 missões de paz da ONU ao redor do mundo falou sobre o trabalho de Santos Cruz, que completa um ano na África, e comentou ainda uma potencial expansão da atuação brasileira no Líbano e a inédita permissão do uso da força aos "capacetes azuis" atuando no Congo.
Confira os principais trechos:
BBC Brasil – O Brasil já participou de várias missões internacionais de paz nas últimas décadas e enviou tropas em quatro ocasiões. Agora que a Minustah completa dez anos, como o senhor avalia esta participação?
Edmond Mulet – Eu posso dizer, com toda certeza, que as tropas brasileiras atuam com profissionalismo, qualidade, e com um nível de comprometimento excepcional e admirável. Tendo servido duas vezes como chefe da missão no Haiti, fui testemunha deste trabalho, e posso dizer que a atuação deles faz uma grande diferença.
E sabendo que eventualmente a Minustah vai começar a ser reduzida e um dia será encerrada, a ONU está tentando motivar o Brasil a olhar além do Haiti, e analisar outras possibilidades em outras partes do mundo.
Em nome do Departamento de Operações de Missões de Paz, posso dizer que as Nações Unidas precisam do Brasil. Eu espero que os líderes políticos e militares do Brasil levem em consideração esta atuação além do Haiti, para que contribuam levando a paz e a estabilidade a outros lugares.
BBC Brasil – O que ainda é necessário fazer no Haiti antes que a Minustah possa ser encerrada e a ONU deixe o país?
Mulet – A ONU sempre terá uma presença no Haiti. Não necessariamente com uma missão de paz, com componentes militares e policiais, mas os programas de desenvolvimento e ajuda internacional continuarão lá, com certeza.
É preciso lembrar que uma missão de paz deveria ter curta duração e que os objetivos são atuar em situações de instabilidade e insegurança. E podemos dizer que no Haiti estas metas foram alcançadas. A capacidade da polícia nacional haitiana é excelente e dentro de dois anos eles devem atingir o número de 15 mil homens.
Sobre o que está pendente, acho que os haitianos precisam começar, sozinhos, a lidar com assuntos como o cumprimento da lei, do Estado de Direito, e o combate à impunidade. É necessário investir em infraestrutura, em desenvolvimento.
O Estado precisa ser reestruturado, as instituições ainda são muito frágeis. É necessário instaurar sistemas de registro civil, registro de propriedades de terra. É preciso convidar investidores internacionais a analisarem oportunidades para gerar renda e empregos.
O país tem um potencial de turismo enorme, com praias lindas e 1.700 quilômetros de costa, a uma hora apenas de distância dos Estados Unidos.
Seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti". Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto
O seminário "Minustah e o Brasil: Dez anos pela paz no Haiti" aconteceu no Rio de Janeiro
BBC Brasil – Em termos de moradia e segurança, dois assuntos cruciais, já que o terremoto deixou muitos sem casa e vitimou grande parte das forças policiais, o senhor acha que o país realmente já está em condições de caminhar sem a ajuda da ONU?
Mulet – Se você comparar os níveis de violência, em termos de sequestros, homicídios e outros crimes, com outros países do Caribe e América Central, o Haiti é provavelmente neste momento uma das nações mais seguras da região. Acho que os níveis de segurança e estabilidade no Haiti são aceitáveis agora.
BBC Brasil – O Brasil avalia enviar tropas terrestres à Unifil, missão de paz que monitora a costa do Líbano desde 1978, e onde o país mantém uma fragata com mais de 200 marinheiros e fuzileiros navais desde 2011. Houve algum avanço nas negociações?
Mulet – O Brasil tem contribuído com sua embarcação e um almirante brasileiro é o chefe do componente marítimo da Unifil. Eles têm feito um ótimo trabalho e espero que continuem. Quanto às tropas terrestres, há países como a Espanha, que estão reconfigurando seus contingentes na missão.
Eles buscam reduzir o número de homens presentes no Líbano, mas convidando países latino-americanos a enviarem tropas para atuarem dentro de seus batalhões. Ainda não há confirmação oficial de que o Brasil vá enviar tropas terrestres nem de que tenha aceito qualquer convite da Espanha para ter soldados "embedados" nos batalhões espanhóis.
BBC Brasil – Os países emergentes tendem a ter um papel cada vez mais forte em missões de paz da ONU?
Mulet – Sem dúvida. Países como Camboja, Mongólia e Vietnã, que nunca haviam participado de missões de paz, enviaram recentemente seus primeiros observadores militares. Muitas nações da Ásia Central e da Europa Oriental também começam a participar.
Mas também é preciso dizer que os países da Otan, que estiveram no Oriente Médio nos últimos anos, começam a fazer a transição de poder no Afeganistão e com isso poderão voltar a contribuir com as missões de paz da ONU, não só necessariamente com tropas, mas com expertise e equipamentos.
A Holanda, por exemplo, contribuiu com quatro helicópteros de ataque, uma unidade de inteligência e forças especiais para nossa missão no Mali. A Alemanha e os países nórdicos, como Islândia, Dinamarca e Suécia estão contribuindo com aeronaves, e nossa mais nova missão, que será estabelecida no dia 15 de setembro, na República Centro-Africana, também contará com contribuições de muitos países europeus, alguns com tropas.
BBC Brasil – O trabalho dos "capacetes azuis", como são conhecidos os soldados das missões de paz da ONU, sempre foi marcado pela contenção, mas no Congo, pela primeira vez, uma missão da ONU conta com uma brigada de intervenção, com autorização para o combate direto. Como isto pode afetar a visão do mundo sobre as missões de paz?
Mulet – Esta foi uma decisão tomada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e temos que enxergá-la como parte de um esforço político maior na região. Eu não creio que este seja um modelo a ser replicado em outros países, em outros contextos.
Os 11 países que assinaram o acordo para a atuação da missão de paz na região dos Grandes Lagos aceitaram esta proposta, que na verdade foi sugerida por eles. Esta possibilidade do uso da força é uma ferramenta, um instrumento, para se atingirem os objetivos políticos mais abrangentes da região.
Cada missão de paz é completamente diferente e temos que nos adaptar com flexibilidade aos desafios e riscos de cada lugar onde atuamos. Créditos BBC Brasil

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EUA trocam prisioneiros de Guantanamo por sargento americano

Bowe Bergdhal foi capturado em junho de 2009 
Bowe Bergdhal foi capturado em junho de 2009
O soldado norte-americano raptado pelo Talibã em 2009 no Afeganistão foi soltou em troca da libertação de cinco detidos em Guantanamo. As informações são do jornal Washington Post. 
O sargento Bowe Bergdhal, o único prisioneiro de guerra dos EUA no Afeganistão, foi levado de helicóptero pelas forças especiais norte-americanas e transferido para o leste do país.
Bergdahl é esperado na base de Bagram após uma avaliação de suas condições de saúde. A transferência ocorreu após uma intensa semana de tratativas com a mediação do governo do Catar. Créditos JB





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Sudão liberta mulher condenada à morte

As autoridades sudanesas anunciaram que a libertação de uma mulher condenada à morte por apostasia estaria para breve.
A notícia foi avançada por um alto funcionário do ministério sudanês dos negócios estrangeiros.
Meriam Yahia Ibrahim Ishag, de 27 anos, encontra-se detida numa prisão para mulheres situada nas proximidades de Cartum.
Na terça-feira passada deu à luz uma bebé.
No dia 15 de maio, um tribunal em Cartum condenou-a à morte acusando-a de ter trocado a religião muçulmana pelo cristianismo.
Meriam é casada com um norte-americano cristão.
A condenação à morte provocou uma onda de indignação pelo mundo pressionando o governo sudanês a recuar.
A Grã-Bretanha apelou ao Sudão no sentido de defender o que designou como obrigações internacionais relativas à liberdade religiosa.
No Sudão vigora a Sharia, a lei islâmica que pune as conversões religiosas com a morte. Créditos EuroNews

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Egito: Ex-chefe do Exército é eleito presidente, com mais de 90% dos votos válido. Abstenção superou os 60%, resultado questionável

CAIRO - Abdel Fattah al-Sisi, o militar que derrubou o primeiro presidente livremente eleito no Egito, obteve mais de 90 por cento dos votos na eleição presidencial, de acordo com resultados provisórios divulgados nesta quinta-feira, unindo-se assim a uma longa lista de líderes que emergiram das fileiras das Forças Armadas.
No entanto, uma abstenção maior do que a prevista levanta questões sobre a credibilidade de um homem idolatrado por seus partidários como um herói que poderá proporcionar estabilidade política e econômica ao país.
Sisi estava com 93,3 por cento dos votos, segundo fontes do judiciário, enquanto a apuração dos votos prosseguia, após três dias de votação. Seu único rival, o político esquerdista Hamdeen Sabahi, conseguiu 3 por cento e 3,7 por cento dos votos foram invalidados.
Compareceram às urnas 44,4 por cento dos 54 milhões de eleitores, disseram fontes no Judiciário, menos do que 40 milhões de votos, ou 80 por cento do eleitorado, que Sisi pedira ao país na semana passada e também menos do que os 52 por cento de votos que Momahed Mursi obteve na eleição presidencial de 2012.

(Créditos Reuters - Yasmine Saleh e Michael Georgy)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Snowden diz que recebeu treinamento da CIA para ser espião.

Edwad Snowden. Foto internet.




O ex-analista de informática Edward Snowden, que em 2013 revelou programas secretos de espionagem em massa, disse, na primeira entrevista a uma televisão dos EUA, que recebeu treino de espião e trabalhou para a Central de Inteligência norte-americana (CIA) no estrangeiro.
“Fui treinado como espião no sentido tradicional da palavra. Vivi e trabalhei no estrangeiro, encoberto, fingindo que trabalhava em algo que não trabalhava. Inclusive, foi-me atribuído um nome que não era o meu”, disse Snowden à NBC, segundo trechos da entrevista que será divulgada hoje (28).
Autor da maior divulgação de documentos secretos dos últimos anos, Snowden falou de sua experiência profissional para rebater as tentativas da administração norte-americana de desvalorizar os seus conhecimentos. “Trabalhei secretamente para a CIA no estrangeiro, trabalhei secretamente para NSA [Agência de Segurança Nacional] no estrangeiro. Trabalhei para as informações militares, como professor na Academia de Contraespionagem, onde desenvolvi as fontes e os métodos para pôr em segurança as nossas informações e os nossos cidadãos nos pontos mais hostis do planeta”, disse o analista, entrevistado em Moscou, onde está exilado desde agosto.
“Sou um especialista, um perito. Trabalhei em todos os níveis, do mais baixo ao mais alto. Por isso, quando dizem – o governo – que sou um administrador de sistemas de nível inferior, não sabem do que falam, respondo que isso é um pouco enganador”, acrescentou.
Edward Snowden foi acusado nos EUA de espionagem e roubo de documentos oficiais.
Suas revelações sobre programas de escuta em massa de cidadãos norte-americanos, países aliados e organizações nacionais e estrangeiras reabriram o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade e suscitaram tensões político-diplomáticas com vários países. Créditos JB