terça-feira, 28 de abril de 2020

Marechal Haftar assumirá poder na Líbia, declarando queda do acordo de unidade da ONU

Khalifa Haftar, líder militar do Exército Nacional Líbio (LNA) sediado no leste da Líbia, 27 de abril de 2020
Reuters/Exército Nacional Líbio/Handout/Sputinik

Haftar assumirá poder na Líbia, declarando queda do acordo de unidade da ONU


O marechal Khalifa Haftar declarou que suas forças assumirão o controle da Líbia, argumentando que o acordo de unidade negociado pela ONU está morto.
A declaração foi feita durante um discurso televisionado, no qual Haftar informou que a "vontade do povo" lhe deu um mandato para governar, anunciando que o seu Exército Nacional Líbio (LNA) assumirá o controle do país.
"O Comando Geral das Forças Armadas aceita a vontade do povo apesar do peso dessa confiança, da multiplicidade de obrigações e da magnitude das responsabilidades perante Deus, nosso povo, nossa consciência e história", disse.
As forças de Haftar já controlam a maior parte da Líbia, e passaram grande parte do último ano avançando contra Trípoli para derrubar o Governo do Acordo Nacional (GNA), criado em 2015 após as conversações mediadas pela ONU, na sequência da operação da OTAN liderada pelos EUA que depôs o governante líbio Muammar Gaddafi e jogou o país em anos de guerra civil.

Acordo de unidade

Durante o discurso, dirigindo-se aos "líbios livres", o general condenou o acordo de unidade que estabeleceu o GNA, insistindo que ele "destruiu" a Líbia, e que os cidadãos tinham escolhido outro líder "elegível".
"Seguimos sua resposta ao nosso chamado para anunciar a queda do Acordo Político, que destruiu o país e o levou ao abismo, e para autorizar aqueles que consideram elegíveis para liderar esta etapa", disse Haftar, acrescentando que o LNA trabalharia para criar "instituições duráveis do Estado civil".
Em resposta ao anúncio, a Embaixada dos EUA em Trípoli disse que Washington lamenta "a sugestão de Haftar de que mudanças na estrutura política da Líbia podem ser impostas por declaração unilateral", e instando o LNA a declarar um cessar-fogo durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, enquanto o país luta contra o surto de coronavírus.
Contando com o apoio da Turquia, o GNA conseguiu repelir as ofensivas de Haftar ao longo do último ano, inclusive ganhando terreno contra o LNA perto de Trípoli nas últimas semanas. No entanto, o governo de unidade pediu apoio a Washington, declarando em fevereiro que receberia tropas dos EUA em solo líbio para ajudar na luta contra o "terrorismo".
Militante das forças líbias leais a Khalifa Haftar (foto de arquivo)
© REUTERS / ESAM OMRAN AL-FETORI
Militante das forças líbias leais a Khalifa Haftar (foto de arquivo)
A operação de mudança de regime da OTAN em 2011, que forçou Kadhafi a sair do poder e terminou em uma brutal execução à beira da estrada às mãos de rebeldes apoiados pelo Ocidente, transformou a Líbia em um Estado devastado pela guerra, promovendo quase uma década de conflito armado entre centros de poder concorrentes e a ascensão de grupos terroristas como o Daesh (proibido na Rússia e demais países), que floresceu em focos de anarquia criados em meio aos combates.


Créditos Sputnik, publicado originalmente em - https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020042815509291-haftar-assumira-poder-na-libia-declarando-acordo-de-unidade-da-onu-coisa-do-passado/

INTERNACIONAL - ÁSIA: Kim Jong-un manda carta a presidente da África do Sul, diz mídia norte-coreana

Sul-coreanos assistem a uma reportagem televisiva sobre o líder norte-coreano Kim Jong-un em Seul, na Coreia do Sul, 21 de abril de 2020
Heo Han/Sputnik/Reutrs 

INTERNACIONAL - ÁSIA
Kim Jong-un manda carta a presidente da África do Sul, diz mídia norte-coreana. 
A KCNA, agência estatal de notícias da Coreia do Norte, divulgou o texto de uma carta de Kim Jong-un ao presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, cumprimentando-o por um feriado nacional. A mensagem seria datada de 27 de abril, mas não se sabe de fato quando foi redigida ou quem a escreveu. 

#CoréiadoNorte #KimJong-un 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Palestina pede para Israel libertar prisioneiro diagnosticado com COVID-19

Palestina pede para Israel libertar prisioneiro diagnosticado com COVID-19


 
Ramala, 25 abr (Xinhua) - A Palestina pediu no sábado que Israel libertasse um prisioneiro palestino diagnosticado com COVID-19, três dias depois de ser preso pelas forças israelenses na Cisjordânia.
Saeb Erekat, secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina, acusou Israel de violar o direito internacional, continuando com a detenção do jovem de 21 anos, exigindo sua libertação imediata.
"Mohamed Hasan é um estudante da Universidade Birzeit, detido pelo ocupante israelense em um centro de detenção em Jerusalém. Ele foi diagnosticado com COVID-19", disse Erekat em comunicado à imprensa.
Ele pediu à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU que "obriguem Israel a libertá-lo imediatamente, a fim de acompanhar sua condição médica", segundo o comunicado.
Segundo os advogados de Hasan, seu interrogatório foi prorrogado por mais oito dias, apesar do diagnóstico.
As autoridades palestinas alertaram que a situação de Hasan pode colocar centenas de outros prisioneiros palestinos nas prisões israelenses em risco de contrair o vírus.

Créditos Xinhua, publicado originalmente em - www.portuguese.xinhuanet.com/2020-04/27/c_139012411.htm

Coréia do Norte - Sem esclarecer rumor, TV estatal divulga texto de Kim Jong-un

KCNA
NA COREIA DO NORTE 

Sem esclarecer rumor, TV estatal divulga texto de Kim Jong-un - UOL

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 27/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 27/04/20

- Uma notícia bem importante hoje é o abandono por parte da Argentina das negociações de acordos comerciais dentro do Mercosul. O anúncio foi feito pelo Paraguai que hoje preside o Mercosul. Uma das principais regras do Mercosul e um dos seus pilares é que tratados comerciais com terceiros só podem ser fechados se todos os países do bloco estiverem de acordo. O presidente argentino, Alberto Fernández, argumenta que a pandemia do coronavírus impossibilita a Argentina de seguir nas negociações. A decisão não atinge tratados fechados com a Associação Europeia de Livre Comercio (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e com a União Europeia (27 países). Mas pode afetar acordos em fase de negociação com Canadá, Coreia do Sul, Cingapura, Líbano e Índia. A batida em retirada das negociações por parte da Argentina é resultado de um conflito intra-bloco durante a pandemia do coronavírus. O Governo de Fernández diz que optou por priorizar a proteção dos mais pobres e das empresas argentinas locais durante a pandemia. E, segundo ele, faz isso “em contraste com as posições de alguns parceiros, que propõem uma aceleração das negociações para acordos de livre comércio (citados acima).” Deste modo, Fernández demarca ainda mais uma fronteira entre ele e Bolsonaro, Marito e Lacalle Pou. Sem a assinatura dos quatro, qual acordo terá validade?

- E a primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou o fim da transmissão comunitária do novo coronavírus em seu país. O anúncio de eliminação do vírus veio com o afrouxamento das medidas mais duras de restrições do convívio social. A partir de amanhã (28) alguns serviços não essenciais e atividades escolares voltarão a funcionar. Grande parte da população, no entanto, ainda está orientada a ficar em casa e evitar interações sociais. A primeira ministra disse: “nós estamos abrindo a economia, mas nós não estamos abrindo a vida social das pessoas”. Durante toda a crise, a Nova Zelandia teve pouco menos de 1500 casos e 19 mortes. O diretor de saúde do país, Ashley Bloomfield disse: “eliminação não quer dizer que não teremos mais casos, mas sim que nós saberemos de onde nossos casos estão vindo”. A Nova Zelândia foi um dos países que adotou medidas mais duras e mais previamente, quando ainda tinham em torno de uma dezena de casos. Fecharam logo as fronteiras, colocaram em quarentena todos que chegaram de fora do país, determinaram o isolamento social e fechamento quase completo das atividades econômicas, fizeram ampla testagem e mapa da rota dos infectados e os contatos por eles estabelecidos.

- E a Europa parece ter chegado a algum nível de consenso sobre sua recuperação econômica pós-pandemia. Segundo o primeiro-ministro português, António Costa, o plano aprovado no final da semana passada (25) “é certamente mais que um estilingue, mas ainda é preciso ver se chega a uma bazuca”. A previsão de encolhimento da economia do bloco é de mais de 4% e com especial destaque para o segundo trimestre do ano, quando os países foram mais atingidos pelo vírus, vide Itália e Espanha. Mesmo sem uma definição precisa de valores, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que tratam-se de trilhões de euros. Um detalhe importante do desfecho foi a posição da França. Quem lê estas notas lembra que eu sempre dizia que estavam Itália, Espanha, Portugal e outros países do sul europeu de um lado e Alemanha, Holanda, Áustria e outros do norte do outro, no cabo de guerra para a definição de uma ajuda mais robusta (sul) ou menos (norte). A França nunca era muito clara sobre de qual lado ficaria na batalha. Pois Macron resolveu ficar ao lado dos países do sul e passou a “apoiar firmemente” as transferências orçamentarias requisitadas por estes.

- Os EUA estão chegando perto de 1 milhão de casos registrados de infectados pelo novo coronavírus e o mundo chegará a 3 milhões nas próximas horas. Já são 206 mil mortes registradas em todo o planeta, sendo um quarto, 54 mil, nos EUA. 

- E não é que alguns americanos levaram a sério a sugestão de Donald Trump de injetar desinfetante caseiro para acabar com o vírus? No caso, as pessoas estão ingerindo desinfetante e reportagens mostram que na cidade de Nova Iorque aumentou o número de chamadas de emergência por ingestão de desinfetante. 

- Berlin e Stuttgart na Alemanha foram palco de protestos contra o isolamento social. As manifestações foram dispersas por policiais e as pessoas devem sofrer sanções por violação das regras da quarentena. 

- E o El País traz hoje uma linda fotorreportagem sobre as crianças abaixo de 14 anos que puderam sair às ruas em todo o país após 6 semanas de isolamento social bastante rígido. Está no link: https://brasil.elpais.com/brasil/2020/04/26/album/1587896904_810893.html?utm_source=meio&utm_medium=email#foto_gal_3

- E a tão propalada compra da Embraer pela Boeing parece ter desandado mesmo. A fabricante norte-americana desistiu da negociação de 4,2 bilhões de dólares que daria origem a uma nova empresa na área da aviação comercial. Agora, a Embraer deverá receber algum socorro do governo para sobreviver ou será comprada por outra estrangeira. A empresa acabou de investir 1,75 bilhão para desenvolver três novos modelos de aviões que estão sendo pouco demandados por conta da pandemia, segundo matéria do Estadão. Não são tempos fáceis para o mercado aéreo. 

- A pandemia do coronavírus criou um novo termo nas atuais relações internacionais que é a dos “refugiados sanitários”. Um exemplo bem próximo é o fato de que todos os dias nas últimas semanas cerca de 150 a 200 paraguaios residentes no Brasil chegam à Ponte da Amizade, que une Brasil e Paraguai em Foz do Iguaçu, depois de abandonarem São Paulo e outras cidades brasileiras onde trabalhavam. Mas não é fácil o reingresso deles em seu país. As medidas sanitárias e de controle estão bastante rígidas. O Paraguai tem sido mais duro em suas medidas contra a pandemia, desde a primeira quinzena de março o país está em quarentena total e sem dia para terminar. Uma reportagem do jornal paraguaio ABC Color traz a informação de que a cada dia aumenta a rejeição a brasileiros e paraguaios provenientes do Brasil e que tentam entrar no Paraguai. Nas cidades fronteiriças, segundo a jornalista Tereza Freytes, há um verdadeiro pânico em relação a pessoal que chegam do Brasil. “Hoje temos 170 pessoas na ponte. Quando essas pessoas entrarem no Paraguai, outras 150 ou 200 chegarão. Todos os dias acontece isso” diz Tereza, que não pode se aproximar dos “refugiados sanitários” por ordem expressa das autoridades paraguaias e do próprio jornal em que trabalha. As notícias são de que o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez está bastante incomodado com Bolsonaro e as autoridades brasileiras que defendem a abertura irrestrita da fronteira com o Paraguai.

- O último dia 25 de abril foi dia de lembrar a Revolução dos Cravos em Portugal e também os 75 anos da primeira conferência das Nações Unidas em São Francisco nos EUA que produziria a carta de fundação a ONU. Em Portugal foram feitos vários registros emocionantes em vídeos das pessoas cantando a canção “Grandôla, Vila Morena”, símbolo da revolução, pelas janelas. Sobre a fundação da ONU, sempre bom lembrar que graças a uma brasileira, Bertha Lutz e outras líderes latinoamericanas, o texto da carta que deu origem ao organismo multilateral traz a preocupação com a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

- Repercutiu muito em toda a imprensa internacional a saída de Sergio Moro do ministério da justiça do governo Bolsonaro. Internacionalmente Moro é bastante conhecido por causa de Lula. É tido em todo o mundo como o juiz que perseguiu Lula.

domingo, 26 de abril de 2020

INTERNACIONAL - Memorando republicano revela estratégia anti-China sobre COVID-19 para candidatos do Partido Republicano

INTERNACIONAL - Memorando republicano revela estratégia anti-China sobre COVID-19 para candidatos do Partido Republicano


 
Washington, 25 abr (Xinhua) -- "Não defenda Trump, além da proibição de viagens sobre China - ataque a China", recomendou um memorando detalhado enviado pelo Comitê Nacional Senatorial Republicano (NRSC, em inglês) às campanhas do Partido Republicano, pedindo aos candidatos republicanos que abordem a pandemia da COVID-19 agressivamente atacando a China.
O documento de estratégia de 57 páginas, obtido pelo Politico na sexta-feira, inclui conselhos sobre tudo, como amarrar candidatos democratas ao governo chinês e como lidar com acusações de racismo, segundo uma reportagem do Politico.
"Que cartilha. Dê uma olhada!" tuitou em resposta a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, ainda na sexta-feira.
O memorando está focado em três linhas principais de ataque: que a China causou o vírus "por encobrí-lo", que os democratas são "suaves com a China", e que os republicanos "pressionarão por sanções à China por seu papel na disseminação desta pandemia", resumiu o Politico.
O memorando também aconselha os candidatos republicanos a culpar o governo chinês quando o presidente Donald Trump for questionado sobre sua manipulação da pandemia e a rejeitar alegações de que chamar a COVID-19 de "vírus chinês" é racista.
"O memorando deveria chamar 'Jogada de Culpa para Principiantes'", comentou o internauta John Mac Cormack.
"Esta é a mensagem republicana? Acho que é tudo o que resta. Não podem correr sob responsabilidade fiscal, não podem correr sobre a economia, não podem correr sobre cuidados de saúde, não podem correr sobre empregos, não podem correr sobre gestão de crises, então acho que é isso, culpe a China. Os republicanos sempre precisam de um bicho-papão. Em 2016 foi o México, agora a China em 2020 ", postou Patrick Lowry.
Os republicanos indicaram que planejam fazer da China uma peça central da campanha de 2020, disse a reportagem do Politico, observando que a campanha de reeleição do presidente tem investido pesado em uma grande campanha publicitária na TV focada no tema.
O NRSC, que é o braço de campanha do Partido Republicano do Senado, distribuiu o documento, mas não o encomendou, segundo o Politico. O memorando foi autorizado pela firma de consultoria política de Brett O'Donnell, um estrategista republicano veterano que tem assessorado o secretário de Estado Mike Pompeo e o senador do Arkansas Tom Cotton.

Créditos Xinhua, publicado originalmente em http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/26/c_139008868.htm

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 23/04/20 -

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 23/04/20

- E não é que Zizek se deu ao trabalho de responder Ernesto Araújo? Tá podendo o chanceler. Segundo o filósofo, o chanceler “não entendeu a questão”. Nas palavras dele, “o chanceler brasileiro me acusou de usar a epidemia do coronavírus como uma desculpa para introduzir outro vírus, o ‘comunavírus’. Infelizmente, ele não entendeu a questão”. Para Zizek, em seu livro “Vírus”, a pandemia escancarou a insustentabilidade do sistema capitalista. A consequência é que países bastante conservadores em relação à ode ao “Deus Mercado” estão adotando medidas sanitárias, sociais e econômicas inimagináveis antes da crise. Algumas soam a “sonhos comunistas”, segundo Zizek. Ele fala da distribuição de dinheiro para desempregados, produção de equipamentos de saúde por indústrias de outras áreas, defesa de sistemas universais de saúde e etc. Quando foi que se viu conservadores “dando preferência ao bem comum em vez dos mecanismos do mercado?” Este é “a questão” que Ernesto Araújo não entendeu e duvido que algum dia entenda.

- O Conselho Europeu deve se reunir hoje para debater a criação de um fundo comum para enfrentar as consequências da crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus na região. Segue entre os europeus um debate sobre o “coronabonus”, que divide o norte do sul. Por um lado Alemanha e Holanda resistem e por outro Itália e Espanha pressionam pelo bônus. O premiê italiano tem argumentado que a EU não pode repetir os mesmos erros cometidos na crise de 2008, quando não houve uma resposta conjunta. Até agora, a União Europeia tem lançado mão do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES) conhecido por apresentar condicionantes orçamentárias bastante rigorosas aos países que o utilizam. A Itália já está há quase dois meses completamente parada.

- Também na Europa percebe-se um aumento do tom com relação à China. Não de forma tosca como nos EUA e no Brasil onde se fala em “vírus chinês”, mas ainda assim questionador do papel do gigante asiático na pandemia que atingiu todo o globo. Uma matéria do El País traz aspas dos ministros das relações exteriores da França e da Itália sobre o tema. Para Jean-Yves Le Drian, espera-se “que a China nos respeite, como ela deseja ser respeitada” e ainda: “Pequim joga com a fragmentação da UE”. Já Dominic Raab tem um tom mais duro: “nada pode voltar a ser como antes enquanto a China não esclarecer de forma cabal tudo o que está relacionado com o vírus”. A Alemanha continua discreta na crise. Merkel deixa escapar coisas como: “quanto mais transparente a China for quanto à gênese do vírus, melhor será para que o mundo inteiro aprenda sobre ele” (coletiva de imprensa, citada pelo El País). A Alemanha é o país com mais negócios com a China em toda a Europa e Merkel visita o país todos os anos já há algum tempo. Mas enquanto a chanceler Angela Merkel “segura a onda”, o editor do jornal alemão Bild promove sua briga particular com a China, um dos seus ataques veio em uma carta dirigida ao presidente Xi Jinping: “o senhor fecha todos os jornais e sites que criticam seu Governo, mas não fecha os locais que vendem sopa de morcego”.

- A secretária executiva da CEPAL (comissão econômica para a América Latina e o Caribe), Alicia Bárcena, emitiu um novo informe sobre os efeitos da pandemia na economia latino-americana. Segundo seu informe, a América Latina que já sofria com um baixo crescimento nos últimos anos, 0,4% em média entre 2014 e 2019, pode ter uma queda brusca e chegar a – 5,3% em 2020. Para comparar ela apontou que índices assim só houve em 1914 (- 4,3%) e 1930 (- 5%). O documento mostra que houve pelo menos cinco canais de “transmissão” da crise para a América Latina: redução do comércio internacional, queda dos preços de produtos primários, intensificação da prevenção a riscos (de investimento), baixa demanda por serviços de turismo e redução de remessas. Segundo Alicia, o que vem por aí é desemprego, pobreza e desigualdade.

- Em Cuba, nos últimos dias tem ocorrido a testagem de uma vacina que na verdade é um “inmunopotenciador” algo que dá mais potência à imunidade inata das pessoas e pode reduzir os riscos de entrada de organismos causadores de infecções no organismo humano. Trata-se do CIGB 2020, aplicado nas narinas ou sublingual e já se demonstrou efetivo em pessoas com testes positivos para o novo coronavírus, impedindo o desenvolvimento da doença covid19. Segundo o doutor Gerardo Guillén Nieto, diretor da Investigaciones Biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), a vacina pode ajudar a salvar a vida de muitas pessoas ao estimular moléculas da superfície celular que marcam a ativação do sistema imune relacionado com o vírus. Além disso, o sistema de saúde da ilha trabalha no desenvolvimento de três anti-virais e métodos próprios de diagnóstico da covid19.

- Ontem (22) o presidente mexicano, López Obrador, reapresentou um plano econômico estatal para enfrentamento da pandemia do coronavírus no país. O plano prevê redução de salários de autoridades e servidores públicos, cancelamento de bônus e adicionais de salários, redução em 25% dos serviços gerais do Estado e suprimentos gerais em até 75% (materiais de uso do Estado que não estão relacionados com os serviços de saúde). Não serão tocadas as aposentadorias, as bolsas de estudos, as bolsas sociais. Obras de infra-estrutura, como construção de universidades, também não serão tocadas. Haverá crédito de 3 milhões de pesos para a população mais necessitada e a classe média e a criação de 2 milhões de novos empregos (não disse como). Tudo isso protegerá cerca de 25 milhões de lares mexicanos, sem aumentar o preço do combustível, impostos ou endividamento do país, segundo AMLO. Em suas palavras: “vamos demonstrar que há outra forma de enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia ou de qualquer índole, qualquer tipo de crise, sempre e quando não se permita a corrupção, se fortaleçam os valores e princípios como humanismo e se governe com e para o povo”.

- Presidente Trump assinou ontem (22) um decreto que suspende temporariamente a imigração para o país durante a pandemia. Segundo ele, isso vai garantir que os americanos sejam os primeiros nas listas de empregos quando a economia abrir. A restrição pode durar entre 60 e 90 dias. A medida claramente tira proveito do contexto do coronavírus para reduzir a imigração no país, seja legal ou ilegal. É o “America first” de seu emblema de campanha na prática protegendo os empregos dos americanos. O decreto levanta uma questão importante sobre os trabalhadores rurais, geralmente ligados às colheitas, que costumam ser imigrantes, além dos serviços gerais e atualmente os serviços especializados de saúde.

- Trump também elevou ontem (22) o tom contra o Irã. “Instruí a Marinha dos EUA a abater e destruir toda e qualquer canhoneira iraniana caso elas provoquem nossos navios no mar” disse ele pelo twitter. Trump se refere a uma elevação a tensão nos mares entre a marinha americana e a iraniana nas últimas semanas. Os iranianos responderam às ameaças de Trump no mesmo tom nas últimas horas. O comandante em chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, disse mais cedo na TV estatal iraniana que “o Irã destruirá navios de guerra dos EUA se a segurança do país for ameaçada no Golfo Pérsico”.

- E uma última nota sobre os EUA, é que a primeira morte por Covid19 no país se deu no início de fevereiro e não no final do mês como inicialmente noticiado. A descoberta indica que o vírus já circulava no país desde janeiro, mesmo período em que a China também tentava encontrar respostas para o novo vírus. Medidas poderiam ter sido tomadas com maior antecedência. O país pode chegar a um milhão de infectados nos próximos dias e na casa dos 50 mil mortos.

- O Programa Mundial de Alimentação da ONU (PMA) fez um alerta esta semana de que a pandemia do coronavírus pode fazer dobrar o número de pessoas que sofrem com a fome no mundo para 265 milhões em 2020. Segundo seu diretor, David Beasley, estamos à beira de “uma pandemia de fome”. Segundo ele, o “fantasma da fome extrema” é hoje uma possibilidade muito concreta especialmente em países afetados por conflitos.

Kim Jong-un está 'governando normalmente', afirma governo da Coréia do Sul

R7

Kim Jong-un está 'governando normalmente', afirma governo da Coréia do Sul
 
Kim Jong-un está "governando normalmente", disse em um comunicado oficial o governo da Coreia do Sul, desmentindo rumores de que o líder norte-coreano está em estado crítico de saúde. De acordo com a declaração, divulgada nesta terça-feira (21), o serviço de inteligência sul-coreano não detecta "nenhuma atividade diferente" em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, e não há nenhum relato sobre a saúde de Kim. Leia a matéria completa - créditos R&
 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

URGENTE - Israel: Netanyahu e Gantz formam governo de unidade em caráter emergencial

URGENTE - Israel: Netanyahu e Gantz formam governo de unidade em caráter emergencial. 
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu rival nas eleições Benny Gantz assinaram um acordo hoje para formar um governo de coalizão de emergência a fim de encerrar um ano de impasse político no país. 

domingo, 19 de abril de 2020

União Européia alerta Gantz que anexação da Cisjordânia afetará relação entre bloco europeu e Israel

Bandeiras de Israel e da União Europeia (foto de arquivo)
© AFP 2020 / THIERRY CHARLIER
INTERNACIONAL
União Européia alerta Gantz que anexação da Cisjordânia afetará relação entre bloco europeu e Israel, diz mídia. Leia mais: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020041915475258-ue-alerta-gantz-que-anexacao-da-cisjordania-afetara-relacao-entre-bloco-europeu-e-israel-diz-midia/

China pede ao Banco Mundial que suspenda o pagamento da dívida para os países mais pobres


WASHINGTON (Reuters) - A China instou na quinta-feira o Banco Mundial a permitir que seus mutuários mais pobres suspendam o pagamento da dívida enquanto lidam com a pandemia de coronavírus, dizendo que o maior banco multilateral de desenvolvimento do mundo deve “dar o exemplo”.
FOTO DO ARQUIVO: O ministro das Finanças da China, Liu Kun, fala durante uma entrevista à Reuters no Ministério das Finanças em Pequim, China, 23 de agosto de 2018. REUTERS / Jason Lee
O ministro das Finanças da China, Liu Kun, disse em comunicado ao Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial que todas as partes devem participar de ações conjuntas acordadas pelo Grupo dos 20 países para lidar com as vulnerabilidades da dívida em meio à pandemia, incluindo credores bilaterais comerciais, multilaterais e oficiais.
Liu disse que a suspensão do serviço da dívida pelo braço da Associação Internacional de Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial seria "neutra no valor presente líquido" e não prejudicaria seu rating de crédito.
Se o Grupo Banco Mundial "não participar de ações coletivas para suspender os pagamentos do serviço da dívida, seu papel como líder global no desenvolvimento multilateral será seriamente enfraquecido e a eficácia da iniciativa será prejudicada", afirmou Liu.
Na quarta-feira, as principais economias do G20 concordaram em suspender os pagamentos bilaterais do serviço da dívida oficial para os países mais pobres do mundo até o final do ano, um movimento rapidamente acompanhado por um grupo de centenas de credores privados. Esperava-se liberar mais de US $ 20 bilhões para os países gastarem no combate ao surto de coronavírus.
"Como um credor bilateral responsável, a China se envolverá ativamente em consultas bilaterais com países mutuários para efetivar as providências para a suspensão dos pagamentos do serviço da dívida alcançados pelo G20 por consenso", disse Liu.
O presidente do Banco Mundial, David Malpass, que pressionou pela iniciativa de dívida do G20, disse em uma reunião de autoridades financeiras do G20 que a tolerância da dívida por bancos multilaterais de desenvolvimento exigiria que eles mantivessem a capacidade de crédito.
“Suspender o pagamento aos MDBs, se não for totalmente compensado pelas novas contribuições dos acionistas, correria o risco de prejudicar os pobres no curto prazo, reduzindo nossa capacidade de fornecer assistência antecipada e, a longo prazo, reduzindo nossa capacidade de alavancagem ”, afirmou Malpass em comunicado.

CHINA APOIA EMISSÃO DE SDR

O governador do Banco Popular da China, Yi Gang, disse em comunicado separado ao comitê diretor do Fundo Monetário Internacional que a China apoia uma alocação geral de novos Direitos Especiais de Saque, o que aumentaria a liquidez dos países membros.
O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, na quinta-feira frustrou qualquer esperança de uma nova emissão de reservas monetárias do FMI no momento, dizendo que isso ajudaria pouco os países mais pobres e que a maioria dos benefícios fluiria para os países mais ricos que não precisam deles.
Fontes familiarizadas com as deliberações do FMI sobre o assunto disseram à Reuters nesta semana que os Estados Unidos também se opunham ao fornecimento de novos recursos ao Irã e à China sem condições.
"Também apoiamos uma alocação oportuna de Direitos de Saque Especiais (DSE), que foi comprovada como uma medida ágil e eficaz na resposta a crises anteriores", disse Yi.

Em 2009, o FMI destinou US $ 250 bilhões em novos DSE aos seus membros, proporcionando um aumento de liquidez durante as profundezas da última crise financeira. 


Tradução Google
Créditos Reuters, publicado originalmente em https://www.reuters.com/article/us-imf-worldbank-china-idUSKBN21Y3KN 

sábado, 18 de abril de 2020

China pede que EUA deixem de politizar a pandemia da COVID-19

China pede que EUA deixem de politizar a pandemia da COVID-19



Foto de arquivo mostra bandeiras nacionais da China e dos EUA na Avenida de Constituição em Washington, Estados Unidos. (Xinhua/Bao Dandan)
Beijing, 18 abr (Xinhua) -- Os Estados Unidos devem deixar de politizar a pandemia da COVID-19 e se concentrar em derrotar o vírus e impulsionar a economia, assinalou na sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.
Zhao fez as declarações durante uma entrevista coletiva logo depois que o secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper, disse que é "difícil acreditar na informação do Partido Comunista da China" e que "eles vêm enganando os Estados Unidos e foram opacos".
Zhao disse que a China adotou as medidas de prevenção e controle mais abrangentes, rigorosas e eficientes de maneira aberta, transparente e responsável desde o surto da COVID-19 e promoveu ativamente a cooperação internacional no controle da pandemia.
"Se os Estados Unidos foram enganados ou não tiveram informação suficiente nos primeiros dias, como puderam os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitir precauções contra a doença causada pelo novo coronavírus em 15 de janeiro? Por que os Estados Unidos anunciaram em 25 de janeiro uma decisão de fechar seu consulado em Wuhan e retirar todo seu pessoal? Por que, em 2 de fevereiro, proibiram a entrada de cidadãos chineses e estrangeiros que tivessem estado na China nos 14 dias anteriores?", perguntou Zhao.
Difamar a China não pode ajudar a parte americana a encobrir os fatos, e culpar outros não pode afugentar o vírus, disse Zhao, destacando que a comunidade internacional só pode vencer a batalha contra a pandemia através de esforços conjuntos.
"Pedimos que a parte americana se concentre mais em derrotar o vírus e em impulsionar a economia o mais cedo possível", disse Zhao.

Créditos Xinhua, publicado originalmente em http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/18/c_138988309.htm