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Primeiro-ministro Han Duck Soo assume o cargo de forma interina.
Há 13 horas
Créditos G1
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Primeiro-ministro Han Duck Soo assume o cargo de forma interina.
Há 13 horasMundo
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LFS Internacional - A crise Política na Coreia do Sul
Na Coreia do Sul, a declaração da Lei Marcial pelo presidente gerou uma onda de protestos e uma mobilização histórica na Câmara dos Deputados, que cassou a medida.
A população, unida em manifestações, clamava por mudanças e pela renúncia do presidente, enquanto as redes sociais amplificavam a insatisfação.
O país se viu em uma crise política, com o mundo observando a luta pela democracia e a resposta do governo diante da pressão popular.
Vídeo: https://youtube.com/shorts/X8vqXy8hXG0
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#CoreiaDoSul #Democracia #Protesto #Mudança #Resistência #impeachment #Seul
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Em meio a ameças do Sul e dos EUA, líder norte-coreano diz que vai produzir armas nucleares táticas em massa

Brad LendonGawon Baeda CNN
O líder norte-coreano Kim Jong Un está pedindo um “aumento exponencial” no arsenal de armas nucleares de seu país em resposta ao que ele afirma serem ameaças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, informou a mídia estatal de Pyongyang no domingo (1º).
Os comentários de Kim ocorrem após a Coreia do Norte testar duas vezes no fim de semana o que alegou ser um grande sistema de foguetes de lançamento múltiplo com capacidade nuclear que poderia colocar toda a Coreia do Sul em seu alcance, de acordo com um relatório da Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
Falando na véspera de Ano Novo no último dia de uma sessão plenária de seis dias que revisou 2022, Kim disse que o Sul se tornou um “inimigo indubitável” e seu principal aliado, os EUA, aumentou a pressão sobre o Norte ao “máximo” nível no ano passado.

Kim disse que Pyonyang deve produzir armas nucleares táticas em massa enquanto desenvolve um novo míssil balístico intercontinental (ICBM) que daria ao Norte uma “capacidade de contra-ataque rápido”, de acordo com o relatório da KCNA.
Os comentários de Kim vêm no final de um ano em que seu regime testou mais mísseis do que em qualquer outro momento da história da Coreia do Norte, incluindo um ICBM que poderia, em teoria, atingir o continente americano.
No sábado (30), em seu 37º dia de testes de mísseis em 2022, a Coreia do Norte disparou pelo menos três mísseis balísticos de curto alcance de um local ao sul de Pyongyang, segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.
Seguiu-se naquele domingo cedo com outro teste. A Coreia do Norte disse que os testes de sábado e domingo foram de um sistema de foguete de lançamento múltiplo (MRL) de 600 mm.
A maioria dos sistemas de lançamento de foguetes múltiplos em serviço em todo o mundo tem cerca de 300 mm de tamanho.
O MRL de 600 mm foi introduzido pela primeira vez há três anos e a produção aumentou desde o final de outubro de 2022 para implantação, disse Kim em seu discurso na sessão plenária no sábado, de acordo com a KCNA.
Mais tarde, ele acrescentou que mais 30 do MRL de 600 mm serão implantados para os militares simultaneamente.
Kim disse que a arma é capaz de superar relevos elevados, pode atacar consecutivamente com precisão, tem toda a Coreia do Sul em seu campo de tiro e pode ser carregada com ogivas nucleares táticas, de acordo com o relatório da KCNA.
“Prospectivamente, como uma arma ofensiva chave de nossas forças militares, ele realizará sua própria missão de combate para subjugar o inimigo”, disse Kim.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul respondeu posteriormente aos comentários de Kim, chamando-os de “linguagem provocativa que prejudica seriamente a paz e a estabilidade da Península Coreana”.
O ministério instou Pyongyang a “parar imediatamente” o desenvolvimento de armas nucleares e retornar ao caminho da desnuclearização, alertando que o “regime de Kim Jong Un chegará ao fim se a Coreia do Norte tentar usar armas nucleares”.
O ministério prometeu manter sua postura de prontidão militar para “responder firmemente” a quaisquer ameaças norte-coreanas, acrescentando que os militares fortalecerão seu sistema de defesa de “três eixos” projetado para combater as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte.
O sistema de defesa de três eixos consiste no sistema de ataque preventivo Kill Chain, no sistema de Defesa Aérea e de Mísseis da Coreia e no plano de Punição e Retaliação Massiva da Coreia, um plano operacional para incapacitar a liderança norte-coreana em um grande conflito.
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, disse no domingo durante um telefonema com chefes militares que a Coreia do Norte continuará a conduzir constantes provocações nucleares e de mísseis, e os militares da Coreia do Sul devem responder com retaliação clara, disse seu gabinete.
Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha em Seul, disse que Pyongyang usou o ano passado para demonstrar sua capacidade de realizar uma série de ataques militares.
“Seus recentes lançamentos de mísseis não foram tecnicamente impressionantes.
Em vez disso, o alto volume de testes em horários incomuns e de vários locais demonstra que a Coreia do Norte pode lançar diferentes tipos de ataque, a qualquer momento e de várias direções”, disse Easley.
Easley também observou que não são apenas mísseis que a Coreia do Norte está usando para aumentar a pressão militar no sul.
Na semana passada, Pyongyang lançou cinco drones no espaço aéreo sul-coreano, forçando Seul a enviar caças e helicópteros para rastreá-los e, posteriormente, enviar seus próprios drones ao espaço aéreo norte-coreano. Tudo leva a uma escalada de tensões, de acordo com Easley.
“Tais provocações, incluindo incursões de drones, parecem excessivas para dissuasão e podem ter a intenção de assustar a Coreia do Sul para que adote uma política mais branda.
Mas com Kim negando a diplomacia e ameaçando produzir armas nucleares em massa, o governo Yoon provavelmente aumentará ainda mais as capacidades de defesa e a prontidão da Coreia do Sul”, disse Easley. De sua parte, a Coreia do Sul também está reforçando suas forças.
A Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) de Seul anunciou no mês passado que gastará mais de US$ 2,7 bilhões em 10 anos para fortalecer as capacidades de missão e a capacidade de sobrevivência de sua frota de caças F-15K, jatos que desempenhariam um papel fundamental em qualquer possível ataque à Coreia do Norte.
Washington também não está parado. Além de enviar recursos como caças F-22 e bombardeiros B-1 para os exercícios na Península Coreana, os militares dos EUA ativaram recentemente seu primeiro comando da Força Espacial em solo estrangeiro na Coréia do Sul, com o novo comandante da unidade dizendo que está pronto para enfrentar qualquer ameaça na região.
A nova unidade “terá a tarefa de coordenar operações e serviços espaciais, como alerta de mísseis, navegação de posição e temporização e comunicações por satélite na região”, de acordo com as Forças dos EUA na Coreia.
Mesmo antes dos últimos comentários de Kim, os especialistas notaram os grandes avanços que Pyongyang havia feito em suas forças de mísseis no ano passado.
Ankit Panda, especialista em política nuclear do Carnegie Endowment for International Peace, disse à CNN em meados de dezembro que Pyongyang emergiu como uma potência de mísseis.
“O panorama geral é que a Coreia do Norte está literalmente se tornando uma importante operadora de forças de mísseis em larga escala”, disse Panda. “A palavra teste não é mais apropriada para falar sobre a maioria dos lançamentos de mísseis norte-coreanos”.
“A maioria dos mísseis que eles lançaram este ano faz parte de exercícios militares. Eles estão ensaiando para uma guerra nuclear. E esse, eu acho, é o panorama geral deste ano”, disse Panda.
Sul-coreano atravessa fronteira armada em rara fuga para a Coreia do Norte.
Um cidadão da Coreia do Sul atravessou a fronteira fortemente armada para a Coreia do Norte em uma aparente deserção.
© Getty Images
Segundo o comando militar sul-coreano, o fugitivo conseguiu escapar mesmo após horas e horas de buscas por ele realizadas pelas tropas da Coreia do Sul. Ele foi avistado na zona desmilitarizada (DMZ), que separa as duas Coreias, por volta das 21h (horário local).
Não há informações se essa pessoa não identificada ainda está viva, mas o comando militar sul-coreano pediu aos vizinhos do Norte que ele seja protegido.
Durante a pandemia, o governo da Coreia do Norte adotou uma estratégia de atirar à primeira vista em que tentar entrar no país, com o objetivo de evitar o espalhamento da covid-19.
Em setembro de 2020, tropas norte-coreanas atiraram contra um barco pesqueiro sul-coreano, que estava perdido na região e depois foi queimado. O incidente acirrou os ânimos entre os países vizinhos, e a Coreia do Norte emitiu um raro pedido de desculpas, atribuindo o erro à rígida política anti-covid.
O líder da Coreia, Kim Jong-un, declarou emergência nacional durante a pandemia e fechou uma cidade depois que um norte-coreano com sintomas de covid-19 fugiu da Coreia do Sul para o país vizinho ao norte.
As restrições contra o avanço da pandemia acabaram reduzindo bastante o número de defecções da Coreia do Norte para a Coreia do Sul.
A fronteira entre os dois países é uma das regiões mais fortemente armadas do mundo. Ela é tomada por minas terrestres, cerca eletrificada, arame farpado, câmeras de vigilância e tropas militares.
A chamada "zona desmilitarizada" é uma área que abrange um trecho de 248 km de extensão e 4 km de largura. Ela foi criada em 1953 como uma alternativa de contenção militar por causa da tensão da guerra entre a República Popular Democrática da Coreia e a República da Coreia, criadas em 1948. Naquele ano, a divisão geográfica entre as duas nações se converteu em uma fronteira internacional de fato.
A guerra coreana começou em 1950, quando as então superpotências, Estados Unidos e União Soviética, passaram a "dividir" o mundo após a Segunda Guerra Mundial.
Os soviéticos haviam ficado com o controle da parte norte da península, e os americanos com a parte sul.
No dia 25 de junho de 1950, a Coreia do Norte, apoiada pela União Soviética e pela China, invadiu a Coreia do Sul. E imediatamente os Estados Unidos enviaram suas forças militares para ajudar o país a combater a "invasão dos comunistas".
© Getty Images Panmunjom é a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias
Com a ajuda de Washington, Seul, capital sul-coreana, foi recuperada em dois meses.
A China, por sua vez, preocupada com a decisão dos Estados Unidos de mobilizar suas forças até o norte para tentar a reunificação da península, interveio no conflito.
Estima-se que mais de 5 milhões de pessoas (entre militares e civis) morreram na guerra.
No armistício de 1953, que deu fim à guerra entre os dois países, ambos os lados concordaram em não executar qualquer ato hostil dentro, a partir de, ou contra essa área DMZ.
Atualmente, a única parte da fronteira em que os soldados estão permanentemente frente a frente é a chamada Área de Segurança Conjunta (JSA), em Panmunjom.
"Após a grande Guerra da Coreia, as duas partes tentaram utilizar o lugar como forma de propaganda para demonstrar o quão melhor uma era sobre a outra", diz Isaac Stone Fish, da Asia Society, um think tank com sede em Nova York (EUA).
Foi também nesse local que, até março de 1991, ocorreram as negociações militares entre o Comando das Nações Unidas (ONU) e a Coreia do Norte.
O local que mais chama atenção na Área de Segurança Conjunta é o edifício em que se localiza uma sala de conferências peculiar, que tem um espaço que corta as duas nações. Aqueles que entram nela podem cruzar, na prática, a tensa linha de fronteira, apenas andando de um lado a outro da sala.
Por muitos anos, o local não foi mais do que um ponto de tensão no Paralelo 38, que serve para demarcar a fronteira entre as duas Coreias. Com o passar do tempo, Panmunjom também virou um dos muitos lugares onde centenas de norte-coreanos foram mortos tentando desertar para o Sul. A migração no sentido inverso é bem mais rara.

A irmã do líder norte-coreano afirmou que a Coreia do Norte está pronta para uma nova cúpula com a Coreia do Sul para negociar um tratado de paz que encerre formalmente a Guerra da Coreia (1950-1953).
A irmã de Kim Jong-un e alta funcionária norte-coreana, Kim Yo-jong, disse no sábado (25) que as negociações de paz podem prosseguir se houver respeito e imparcialidade por parte da República da Coreia.
"Eu acho que apenas quando a imparcialidade e a atitude de respeito mútuo forem mantidas pode haver um entendimento tranquilo entre o Norte e o Sul", disse Kim.
Kim acrescentou que as pessoas de ambos os países compartilham o desejo de paz.
"Senti que a atmosfera do público sul-coreano que deseja recuperar as relações intercoreanas de um impasse e atingir a estabilidade pacífica o mais rápido possível é irresistivelmente forte", sublinhou Kim. "Nós também temos o mesmo desejo."
Na sexta-feira (24), a irmã do líder norte-coreano destacou que é preciso entender se agora é o momento certo e se todas as condições são satisfeitas para discutir a declaração do fim do estado de guerra.
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em seu discurso nesta terça-feira (21) na 76ª Assembleia Geral da ONU, voltou a propor o anúncio do fim da guerra na península da Coreia com apoio dos Estados Unidos e da China. Moon disse que a Coreia do Sul está totalmente disposta a alcançar a paz duradoura na península.
As duas Coreias permanecem tecnicamente em estado de guerra, dado que a Guerra da Coreia de 1950-1953 terminou com um cessar-fogo em vez de um tratado de paz.
Créditos Sputnik
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