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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

LFS Internacional - Operação francesa de desestabilização na África Ocidental - Créditos MPR.

LFS Internacional - 

Operação francesa de desestabilização na África Ocidental - 

Créditos MPR.


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Uma “operação secreta” liderada pela França foi desmascarada no Sahel. O meio de comunicação da África Ocidental AES Info revela que identificou agentes franceses e afirma que Paris pretende desestabilizar os três países aliados da Aliança dos Estados do Sahel (AES): Burkina Faso, Mali e Níger.


A França recorreu a “uma rede complexa de ONG falsas”, afirma a AES Info, com filiais no Benim, no Chade e em vários outros países da África Ocidental.


O meio de comunicação revela os nomes das pessoas que identifica como agentes e também informa sobre a construção de acampamentos militares franceses na região.


Um deles é Thomas Giozzo, oficial de ligação da Direcção Geral dos Serviços Estrangeiros de França, que trabalhou na embaixada francesa em Niamey antes da deposição do Presidente Mohammed Bazoum em 26 de Julho do ano passado.


Outros franceses foram identificados como trabalhadores no Sahel com identidades falsas na fronteira com o Benim ou mesmo no Chade e na Nigéria. Segundo a AES Info, esses agentes criaram uma rede complexa utilizando falsas ONGs como cobertura para suas atividades.


A mídia também os acusa de terem fornecido equipamento militar e de comunicações a organizações terroristas, especialmente ao Boko Haram. A sua actividade consistiria em financiar grupos jihadistas para se instalarem em áreas críticas e causarem crises humanitárias, permitindo assim que "ONGs fictícias interviessem e fornecessem cobertura logística".


O relatório explica que a França construirá dois campos militares na Nigéria, em Guigani e Garingata, onde serão fornecidas armas aos terroristas Sarma e depois aos da região das três fronteiras.


Por fim, uma estrada logística de Kandi a Sokotto teria sido planejada com o objetivo de atacar simultaneamente áreas dos três países que compõem a AES.


Porque é que o Gana está fora do raio de acção jihadista?

Há já algum tempo que os ataques jihadistas que devastam o Sahel se espalharam gradualmente pela África Ocidental, com países como o Benim e o Togo afectados pelo terrorismo. Mas o Gana, embora seja um país vizinho do Burkina Faso, parece estar salvo até agora, embora tenham uma fronteira comum de 600 quilómetros.


Um relatório divulgado em julho pelo Instituto Clingendael denunciou que Gana é a retaguarda dos jihadistas (1) e esta semana a Reuters volta à briga com o mesmo (2). Os ataques ocorrem no Burkina Faso e os seus autores refugiam-se no norte do Gana.


A polícia ganense faz vista grossa porque o governo tem um “pacto de não agressão” tácito com o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), o braço da Al Qaeda na África Ocidental.


As minas de ouro artesanais do norte do Gana constituem um recurso que os jihadistas exploram para se financiarem sem atrair demasiada atenção. Os terroristas atravessam discretamente a fronteira para se abastecerem de alimentos, combustível e explosivos, e para tratarem os seus combatentes feridos em hospitais locais.


“Notámos vários incidentes em que membros ou associados da JNIM estiveram presentes no Gana para reabastecimento, recrutamento ou trânsito temporário”, sublinhou Kars De Bruijne, membro do Instituto Clingendael.


O embaixador do Gana no Burkina Faso reconhece que os jihadistas aproveitam as instalações fronteiriças, mas negou a existência de um acordo com o governo. Afirmou que o Gana está a colaborar activamente com o Burkina Faso para “expulsar” os insurgentes do seu território.


Um líder da JNIM manifestou aos meios de comunicação social a intenção do grupo de reforçar a sua presença no Gana, no Togo e no Benim.


(1) https://www.clingendael.org/sites/default/files/2024-10/a-beacon-of-democracy_0.pdf

(2) https://www.reuters.com/world/africa/ghana-sahel-jihadis-find-refuge-supplies-sources-say-2024-10-24/


 


Créditos MPR

quarta-feira, 24 de abril de 2024

LFS Internacional - Chade também deseja expulsar as tropas estadounidenses do país - créditos MPR





LFS Internacional - 

Chade também deseja expulsar as tropas estadounidenses do país.

Notícias apontam que os EUA estão perdendo cada ve mais apoio e influência na África.

Créditos MPR.


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Chade também deseja expulsar as tropas estadunidenses do país.


Nas últimas semanas, o governo militar nigerino estabeleceu um acordo militar firmado entre ambas as nações e permitiu que membros do exército estadunidense operassem livremente em sua terra.


A decisão foi tomada pelos diplomatas estadunidenses, que não pensavam que a expulsão poderia ser tão repentina.


Sua surpresa é a mesma quando o vizinho Chade anuncia que deseja seguir o exemplo do Níger. Através de uma carta enviada aos representantes da embaixada estadunidense, o governo chadiano amenaza com poner fin al acordo de segurança (SOFA) que vincula ambos os países.


O documento foi enviado de forma bastante surpreendente e foi recebido de uma forma clássica. Um documento firmado pelo chefe do Estado Prefeito da Força Aérea Chadiana, Idriss Amin. No entanto, isso é incomum, especialmente em uma questão tão importante que, geralmente, é entregue à mão.


Washington suspeita que Chad deseja renegociar o acordo existente para que o resultado seja mais benéfico.


Muito em jogo, até o momento em que o general estadunidense Langley visitou o Chade em janeiro. Estive acompanhado pelo assessor principal da Africom, o sargento prefeito Michael Woods. Ambos se reuniram com o general Abakar Abdelkerim Daoud, chefe do prefeito do Estado do exército chadiano, para discutir a questão da influência russa e a segurança na região.


Os Estados Unidos estão perdendo cada vez mais influência na África. Recentemente, um relatório constatou que Washington foi mais enérgico na questão dos vínculos políticos e comerciais com os países africanos. Sem embargo, está sucedendo tudo o contrário.


domingo, 5 de novembro de 2023

Inaugurado o maior oleoduto de África entre o Níger e o Benin



 


Inaugurado o maior oleoduto de África entre o Níger e o Benin


O oleoduto de 2.000 quilómetros de extensão entre o Níger e o Benim, inaugurado em 1 de novembro de 2023, é o maior de África. A previsão é transportar 360 mil barris de petróleo por dia.


O oleoduto é obra da West African Oil Pipeline Company (Wapco), uma empresa com sede em Accra, Gana. Custou entre 2 mil milhões e 3 mil milhões de dólares e foi financiado por uma combinação de fundos públicos e privados.


O oleoduto permitirá ao Níger exportar o seu petróleo bruto para o mercado internacional, através do porto de Semé, no Benim. Deveria gerar grandes receitas para o Níger, que planeia aumentar a participação do petróleo no seu PIB para 25 por cento.


O Níger é um dos países mais pobres do mundo, mas tem reservas estimadas em mais de 2 mil milhões de barris. Hoje a produção gira em torno de 100 mil barris por dia e deverá dobrar nos próximos anos.


O impacto positivo para a população local é incerto. No entanto, o primeiro-ministro nigeriano tentou tranquilizar neste ponto. “Os recursos resultantes da exploração [...] serão exclusivamente destinados a garantir a soberania e o desenvolvimento do nosso país com base na distribuição equitativa com as populações”, declarou Lamine Zeine, durante a cerimónia de inauguração.


O dinheiro que em breve poderá vir em abundância do sector petrolífero é uma das razões do recente golpe militar. A importância dos recursos gerados por um único sector aumenta enormemente os riscos de corrupção. O gasoduto Níger-Benim é um projecto que tem potencial para transformar a economia do Níger, mas isso alimenta a ganância.


Em primeiro lugar, a CEDEAO deve levantar as sanções contra o Níger porque as fronteiras do país estão actualmente fechadas. Apenas o Mali e o Burkina Faso continuam a negociar abertamente com o Níger. Por enquanto, Benin afirma que o gasoduto do Níger não é afectado pelas sanções impostas após o golpe. A actual situação política não tem nada a ver com a implementação do projecto, afirma Alassane Kora, vice-chefe de gabinete do Ministro das Minas e Energia do Benim.


Os Estados Unidos fecham as portas aos maus africanos

Além da CEDEAO, os Estados Unidos também bloqueiam o Níger. Na segunda-feira, Biden anunciou que vai retirar o país do programa comercial African Growth and Opportunities (Agoa), além do Gabão, Uganda e República Centro-Africana.


A decisão entrará em vigor no próximo dia 1º de janeiro.


O pretexto é o mesmo de sempre: violações dos direitos humanos por parte da República Centro-Africana e do Uganda, ao que acrescentou que o Níger e o Gabão não fizeram progressos na salvaguarda do “pluralismo político” e do “Estado de direito”.


Numa carta ao Presidente da Câmara dos Representantes, Biden diz que os países afectados não são dóceis: “Apesar do intenso envolvimento entre os Estados Unidos e a República Centro-Africana, o Gabão, o Níger e o Uganda, estes países não abordaram as preocupações dos Estados Unidos. Estados sobre sua situação.”


Mas o Presidente deixa as portas abertas: se eles se comportarem bem e obedecerem aos seus senhores, está disposto a rever a situação. Tal como as crianças na escola, estes países serão monitorizados e sujeitos a avaliação contínua e, se cumprirem os critérios da Agoa, poderão mais uma vez desfrutar da generosidade americana.


Iniciado em 2000, o Agoa oferece a certos países africanos acesso isento de impostos ao mercado dos EUA para as suas exportações. Embora o programa expire em setembro de 2025, eles estão considerando estendê-lo.


Créditos MPR

domingo, 3 de setembro de 2023

LFS GEOPOLÍTICA - NIGER - O golpe militar no Gabão foi realizado para travar a onda anticolonialista em África; Supostamente os EUA ...

LFS GEOPOLÍTICA - NIGER - 


O golpe militar no Gabão foi realizado para travar a onda anticolonialista em África.

Superficialmente, o golpe militar desta semana no Gabão parece fazer parte da mesma onda de luta anticolonial no Continente Negro que no resto da África Ocidental, como a Guiné, o Mali, o Burkina Faso ou o Níger. 

A única coisa certa é que a França está prestes a perder as suas últimas colónias na região e resta saber se outra potência (os Estados Unidos) vai assumir o poder ou se os militares gaboneses serão capazes de segurar as rédeas do país com as próprias mãos.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Níger sofre ataque mais mortífero de jihadistas


 


Níger sofre ataque mais mortífero de jihadistas - Os imperialistas ativaram seus peões jihadistas no país africano.


Na terça-feira, 17 soldados do exército morreram após serem emboscados por um grupo jihadista na região de Tillaberi, que faz fronteira com Mali e Burkina Faso. Além disso, há outros 20 soldados feridos.


O ataque é o mais mortífero desde o golpe militar de 26 de julho. Acontece dois dias antes de uma reunião militar crucial da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que discutirá as modalidades de uma possível intervenção armada para derrubar a junta militar que tomou o poder.


Embora ainda esteja em discussão a opção de uma intervenção militar para repor o anterior presidente, Mohamed Bazum, nas suas funções, a via diplomática parece ser um padrão de espera.


O ataque jihadista ocorreu no início da tarde de terça-feira. Num comunicado de imprensa, a CEDEAO referiu-se a “vários ataques perpetrados por grupos armados”, sem especificar as datas.


A organização condena rotineiramente os ataques e pede à junta militar do Níger "que restaure a ordem constitucional no Níger para que possa focar [sua] atenção na segurança do país", que "ficou ainda mais enfraquecido desde o golpe".


Pelo contrário, os militares que tomaram o poder, liderados pelo general Abdurahaman Tchiani, utilizaram sobretudo o argumento da "deterioração da situação de segurança" para justificar o seu golpe.


Três semanas depois, a ameaça de uma intervenção militar da CEDEAO ainda paira sobre Niamey. Hoje, os chefes de governo da África Ocidental estão reunidos em Accra, Gana, para discutir os detalhes da operação militar.


Mas os apelos por uma solução pacífica para esta crise se multiplicaram nos últimos dias, inclusive entre alguns parceiros ocidentais como os Estados Unidos. “Continuamos focados nos canais diplomáticos para obter o retorno à ordem constitucional e acredito que ainda há espaço para obter esse resultado diplomaticamente”, disse o secretário de Estado, Antony Blinken, na terça-feira.


Putin e seu homólogo do Mali, Assimi Goita, também sublinharam durante uma entrevista por telefone a importância de resolver a situação no Níger "apenas por meios político-diplomáticos pacíficos".


aliados procurados

Enquanto isso, o novo governo do Níger percorre a região em busca de aliados. O novo primeiro-ministro de Niamey, nomeado pelos militares, Ali Mahaman Lamine Zeine, deslocou-se esta terça-feira a N'Djamena, capital do Chade, onde foi recebido pelo presidente transitório Mahamat Idriss Deby Itno.


Expressando a sua irmandade, em nome do general Tchiani, quis "renovar o sentimento de boa vizinhança" entre os dois países, insistindo no entanto na "independência" do Níger.


Pela primeira vez, indicou que o seu país está "num processo de transição", sem especificar, no entanto, a duração até eventuais eleições. Zeine deixou N'Djamena ontem à tarde.


O Chade, grande potência militar na região do Sahel, indicou na semana passada que não participará de nenhuma intervenção militar ao lado da CEDEAO, à qual não pertence.


Os vizinhos Mali e Burkina, também liderados por soldados que chegaram ao poder por meio de golpes em 2020 e 2022, foram rápidos em mostrar solidariedade aos generais de Niamey.


Estes permanecem inflexíveis no momento e detêm o presidente deposto Mohamed Bazum desde 26 de julho, a quem pretendem processar por alta traição. Consideram que a invasão militar ao seu país seria uma "agressão ilegal e sem sentido" e prometeram uma "resposta imediata", caso ocorra.


O exército nigeriano está mobilizado há anos na luta contra os jihadistas, em particular na vasta região de Tillaberi, localizada na área das chamadas "três fronteiras" entre o Níger, Burkina Faso e Mali, onde o ataque na terça-feira aconteceu. 

Créditos MPR.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Declaração do Partido Comunista do Zimbábue em solidariedade ao povo e ao governo do Níger


 


Declaração do Partido Comunista do Zimbábue em solidariedade ao povo e ao governo do Níger


O Partido Comunista do Zimbábue estende sua total solidariedade e apoio ao povo da República do Níger liderado pelo Presidente Abdurahaman Tchiani e o Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria em sua derrubada do domínio colonial francês.


O golpe popular no Níger ocorrido em 26 de julho de 2023 segue-se aos golpes anti-imperialistas progressivos na Guiné e Mali em 2021 e em Burkina Faso em 2022, bem como o movimento da República Centro-Africana através de seu presidente eleito Faustin Archange Tuadera para distanciar seu país do domínio francês.


O Partido Comunista do Zimbábue condena qualquer movimento dos fantoches imperialistas da França, dos Estados Unidos ou da CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) para reverter os resultados de um golpe de Estado apoiado pela esmagadora maioria do povo nigeriano e que não tem oposição óbvia dentro do país.


Estamos muito claros que os golpes podem ser reacionários ou progressistas. Gamal Abdel Nasser, Muammar Gaddafi e Thomas Sankara serviram bem ao seu povo depois dos golpes progressistas.


O “presidente” derrubado Mohamed Bazum que na realidade, como a maioria dos “presidentes” na África francófona, não era nada mais do que um nomeado colonial, um governador colonial trabalhando para os interesses do capitalismo monopolista francês. Quando a França concedeu “independência” às suas colônias africanas no início dos anos 1960, manteve o controle das economias e continuou com a ocupação militar e as eleições. Qualquer presidente africano que não obedecesse era deposto e frequentemente assassinado.


Atualmente, o Níger é um dos países mais pobres do mundo e de acordo com os últimos números disponíveis, os de 2020 no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU por país, ocupa o 189º lugar entre 189. O mais baixo.


No entanto, o urânio do Níger é responsável por 24% do fornecimento às usinas nucleares da Europa e por quase um terço do fornecimento de eletricidade da França. Mas apenas 20% dos domicílios no Níger têm eletricidade, dos quais 75% foram gerados pela Nigéria, até que a Nigéria, por ordem de seus mestres coloniais, cortou a eletricidade!


Quando a Guarda Presidencial do Níger, liderada pelo general Abdurahaman Tchiani, assumiu o poder em 26 de julho de 2023, não apenas o exército apoiou o golpe, mas milhares de cidadãos jubilosos encheram as ruas de Niamey, a capital. Mais recentemente, o presidente Tchiani, conhecido pelo povo como “Omar”, discursou em um comício em um estádio de futebol lotado por cerca de 30.000 torcedores.


O presidente Mamady Dumbuya da Guiné, o presidente Assimi Goita do Mali e o presidente Ibrahim Traoré do Burkina Faso prometeram apoio militar ao Níger, caso seja atacado. Dois outros países fronteiriços com o Níger, a Argélia e o Chade, recusaram-se a participar de alguma forma na atividade militar contra o Níger.


O recém-eleito presidente da Nigéria, Bola Tinubu, que também é o atual presidente da CEDEAO, ameaçou invadir o Níger a partir da Nigéria, mas foi impedido pelo Senado nigeriano. A participação nas eleições nigerianas foi de apenas 26,71%; disso, Tinubu teve a maior votação, 36,61 por cento. Portanto, representa apenas uma minoria de nigerianos. Mesmo assim, sua escolha enfrenta um sério desafio nos tribunais. Tinubu, cuja posição pessoal é muito fraca, não só enfrenta séria oposição, inclusive dentro de seu próprio partido, mas muitos nigerianos estão pedindo um golpe militar em seu próprio país porque acreditam que os governos militares anteriores foram menos corruptos do que os governos civis anteriores. .


Guiné, Mali, Burkina Faso, República Centro-Africana e Níger recrutaram os serviços da empresa militar privada russa Wagner, que recentemente desempenhou um papel importante na aquisição do complexo militar construído pela OTAN em Artyomovsk (renomeado Bakhmut pelos ucranianos em 2016 ) das forças nazistas ucranianas.


Liberais, eurocomunistas, trotskistas e outras forças da pseudo-esquerda, real ou objetivamente apoiando o imperialismo, zombaram de governos revolucionários anti-imperialistas por contratarem uma “companhia militar privada”.


O objetivo dessas pessoas é simplesmente desarmar a revolução.


Atualmente, forças francesas, alemãs e americanas permanecem no Níger. Os Estados Unidos construíram uma grande base de drones na esperança de usá-la para controlar a região e seus recursos.


Uma das principais desculpas para as forças imperialistas estarem na região é a "Guerra ao Terror" que os fundamentalistas islâmicos estão operando na região do Sahel.


Mas de onde vêm os fundamentalistas islâmicos?



As forças fundamentais


Esses islâmicos trabalharam em parceria com a OTAN para destruir a Líbia e seu líder Muammar Gadhafi. Depois de fazer o trabalho sujo lá, eles se mudaram para o sul. Também vimos no Afeganistão, Iraque e Síria que esses movimentos foram financiados pelos imperialistas que os usaram como desculpa para enviar suas tropas como parte da "Guerra ao Terror". Além disso, as armas enviadas pelos países da OTAN para a Ucrânia chegaram agora às mãos desses jihadistas.


Os povos do Sahel viram o que está acontecendo e agora estão expulsando as forças imperialistas.


O imperialismo francês foi implacável no passado, mas o clima da opinião mundial está mudando e o povo da África não está mais disposto a ser mandado.


Os africanos não esquecem o caminho traçado por seus mártires, Thomas Sankara e Muammar Gaddafi, e que em Burkina Faso e na Líbia, os padrões de vida e os direitos humanos genuínos aumentaram com esses líderes, e que esses grandes líderes foram assassinados pelos “Defensores da Democracia e Direitos Humanos”, e o povo de Burkina Faso e da Líbia voltou a cair na pobreza.


Os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e outras nações européias foram arrastadas para uma guerra desnecessária contra a Rússia, na esperança de enfraquecê-la. Em vez disso, eles se enfraqueceram. A França enfrenta um caos interno e não tem condições de iniciar uma nova guerra contra certas nações do Sahel.


De 22 a 24 de agosto de 2023, a Cúpula dos Brics acontecerá em Gauteng. Tem havido muita especulação sobre quem quer se juntar ao grupo. Naledi Pandor, a confiável Ministra de Relações Internacionais da África do Sul, entregou uma lista de 23 países prontos para ingressar no Brics imediatamente: Argélia, Argentina, Bangladesh, Bahrein, Bielo-Rússia, Bolívia, Cuba, Egito, Etiópia, Honduras, Indonésia, Irã . , Cazaquistão, Kuwait, Marrocos, Nigéria, Palestina, Arábia Saudita, Senegal, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, Venezuela e Vietnã.


No mundo em geral, o dólar americano está sendo deixado de lado como a principal moeda comercial em favor do comércio em favor do ouro, moedas nacionais, yuan ou até mesmo criptomoedas. A desdolarização está se espalhando até mesmo para os aliados mais próximos dos Estados Unidos.


Os dias de hegemonia dos EUA e da Europa Ocidental estão chegando ao fim. Ainda não é o fim do capitalismo, mas é o fim da agenda neoliberal e o começo do fim do neocolonialismo.


É importante que a África aproveite as novas condições. Trabalhadores, camponeses e intelectuais progressistas devem garantir que haja planejamento econômico nos níveis local, nacional e pan-africano.


As empresas estrangeiras devem trabalhar na África sob nossas leis e regulamentos e de acordo com nossos planos. Sempre que possível, precisamos de indústrias nacionalizadas bem geridas.


Nossos próprios saqueadores, que se imaginam como nossos governantes, devem ser tratados com firmeza.


A África está mudando. O mundo está mudando.


Solidariedade com o Níger!!

Solidariedade com o Sahel!!

Tropas francesas e americanas fora da África!!

Uma África do Cabo ao Cairo!!


tradução de David Fuente



Partido Comunista do Zimbábue

Créditos MPR

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Líder golpista do Níger se reúne com junta aliada do Grupo Wagner no Mali

 Créditos CNN 


Líder golpista do Níger se reúne com junta aliada do Grupo Wagner no Mali

Centenas de mercenários da empresa militar privada estão no país para reprimir insurgência que se forma em área onde as fronteiras Mali, Burkina Faso e Níger se encontram.

General Salifou Mody durante sua visita ao Mali na quarta-feira, 2 de agosto.
General Salifou Mody durante sua visita ao Mali na quarta-feira, 2 de agosto.Presidência do Mali

Larry MadowoJessie GretenerTara Johnda CNN

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O general Salifou Mody, um dos oficiais do Níger que tomou o poder no golpe militar na semana passada, visitou o Mali na quarta-feira (2), segundo a presidência do Mali, em meio a especulações sobre um possível interesse no grupo mercenário Wagner, que tem presença no país.

O presidente de transição do Mali, Assimi Goïta, recebeu Mody e uma grande delegação militar nigeriana na quarta-feira, de acordo com fotos e um comunicado publicado no Facebook pela presidência do Mali.

Mody chamou a reunião de “parte de um contexto regional complexo”, disse a presidência do Mali, e agradeceu às autoridades malianas “pelo apoio e acompanhamento desde a tomada do poder pelo CNSP”, referindo-se ao Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria, onde Mody é vice-presidente.

Centenas de contratados do Grupo Wagner estão no Mali a convite da junta militar do país, para reprimir uma insurgência islâmica que se forma em uma área onde as fronteiras do Mali, Burkina Faso e Níger se encontram.

Veja também: Golpe militar na África: General se apresenta como novo líder do Níger

O chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, comemorou na semana passada o golpe no país da África Ocidental, dizendo que sua companhia militar privada também poderia ajudar em situações como a que está ocorrendo no Níger.

A dramática deposição do presidente do Níger, Bazoum, na semana passada, alarmou os líderes ocidentais, incluindo os EUA e a França, que são os principais interessados ​​na repressão do Níger às insurgências islâmicas locais.

Autoridades americanas alertaram que o grupo mercenário russo pode agora buscar novas oportunidades no Níger. “Eu não ficaria surpreso em ver Wagner tentar explorar esta situação em seu próprio benefício, como eles tentaram explorar outras situações na África em seu próprio benefício”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matt Miller, na quarta-feira.

Miller acrescentou que “qualquer tentativa dos líderes militares no Níger de trazer as forças de Wagner para o país seria um sinal, mais um sinal de que eles não têm os melhores interesses do povo nigeriano no coração”.

A Presidência do Mali postou fotos e uma declaração no Facebook, anunciando que o presidente de transição do país, Assimi Goïta, entrevistou uma grande delegação militar nigeriana na quarta-feira. / Presidência do Mali

Várias investigações da CNN e outras de grupos de direitos humanos estabeleceram o envolvimento e a cumplicidade do Grupo Wagner com atrocidades contra populações civis no Sudão, Mali e na República Centro-Africana, onde foram empregados para ajudar as forças de defesa locais contra rebeliões e insurgências, e reprimir a oposição.

Reação mista

O golpe provocou uma reação dividida dos países da região do Sahel, onde a ameaça de militantes extremistas nos últimos anos desestabilizou os governos locais e levou à volatilidade.

Na segunda-feira, os governos de Mali e Burkina Faso disseram que considerariam qualquer intervenção militar “um ato de guerra” contra eles e colocariam seus exércitos em alerta.

A declaração da presidência do Mali disse que o general Mody disse ao seu anfitrião que veio para explorar “maneiras e meios de fortalecer nossa cooperação em segurança, em um momento em que alguns países planejam intervir militarmente em nosso país”.

A declaração vem depois que a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) ameaçou no domingo usar a força se o presidente deposto do Níger, Mohamed Bazoum, não fosse reintegrado em uma semana.

A Cedeao também impôs a proibição de viagens e o congelamento de bens para os militares envolvidos na tentativa de golpe, bem como para seus familiares e civis que aceitarem participar de quaisquer instituições ou governos estabelecidos pelos oficiais.

Burkina Faso e Mali expressaram sua solidariedade com as autoridades nigerianas e disseram que não participariam de nenhuma medida da Cedeao contra o Níger, chamando as sanções de “ilegais, ilegítimas e desumanas”. A Guiné também expressou sua solidariedade com o Níger na segunda-feira.

(Tim Lister, da CNN, Christian Sierra e Jennifer Hansler contribuíram para este texto)

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

versão original


segunda-feira, 31 de julho de 2023

Após França condenar golpe no Níger, manifestantes depredam embaixada do país - BdF

Créditos BdF


Após França condenar golpe no Níger, manifestantes depredam embaixada do país

Governo de Macron afirma que não tolerará nenhum ataque contra o país ou interesses franceses

São Paulo |
 
Apoiadores agitam bandeiras russas e um cartaz com um slogan anti-França enquanto se reúnem em apoio à junta militar do Níger - AFP


Manifestantes depredaram a embaixada francesa na capital do Níger, Niamey, no último domingo (30). A multidão apoiava o grupo militar responsável pelo golpe de Estado, ocorrido na quarta-feira (26), e que há quatro dias mantém o presidente deposto Mohamed Bazoum preso no palácio presidencial. O Níger foi colônia da França desde o final do século 19 (ainda como África Ocidental Francesa) até 1960.

Os manifestantes arrancaram a placa da embaixada, apedrejaram e atearam fogo em bandeiras francesas e em uma das portas do prédio. Durante o ataque, eles também exaltavam o presidente Russo, Vladimir Putin, empunhando bandeiras da Rússia.

Os ataques ocorreram após a França defender que Bazoum retorne ao governo. Os militares que tomaram o poder afirmam que os ex-colonizadores querem intervir militarmente em favor do presidente deposto.

::Rebelião e tentativa de golpe: grupo de militares mantém presidente do Níger refém::

"Na sua linha de conduta, em sua busca de formas e meios para intervir militarmente no Níger, a França, com a cumplicidade de alguns nigerinos, realizou uma reunião com o Estado-Maior da Guarda Nacional do Níger para obter as autorizações políticas e militares necessárias", afirmou o grupo militar.

Em nota, o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, comunicou que a reação do país será imediata se houver ataques a cidadãos franceses, ao exército, diplomatas e aos interesses franceses. "Verão a França reagir de maneira imediata e irascível", diz o comunicado.

Atualmente, 1,5 mil soldados franceses estão no Níger e realizavam operações conjuntas com o exército local contra grupos guerrilheiros islâmicos que querem instituir a "guerra santa" (jihad) no país. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) também enviavam ajuda aos militares nigerinos.

A França ainda disse que apoia “todas as iniciativas regionais voltadas para a restauração da ordem constitucional", reiterando a exigência do retorno ao poder do presidente Mohamed Bazoum.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a Rússia espera que a legalidade no país seja restabelecida o mais rápido possível.

Até então, para o Ocidente, o Níger era um parceiro confiável no combate aos jihadistas do Sahel africano, em especial aos integrantes do grupo islâmico Boko Haran. A região é ainda palco de disputa entre França e Rússia por maior influência na região.

 
Sanções e expectativas

Os 15 países que integram a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Ecowas, na sigla em inglês) suspenderam as relações diplomáticas com o Níger, deram o prazo de uma semana para que Bazoum volte à presidência do país e anunciaram sanções financeiras e de viagens aos responsáveis pelo golpe de Estado. A entidade disse não descartar ações militares contra o Níger.

::Golpe de Estado: militares derrubam presidente do Níger::

"Caso as exigências das autoridades não sejam atendidas dentro de uma semana, tomaremos as medidas necessárias para restaurar a ordem constitucional na República do Níger. Tais medidas podem incluir o uso da força", disse o presidente da Comissão, Omar Alieu Touray, após reunião de emergência no domingo (30).

A França e a União Europeia suspenderam o apoio financeiro ao Níger. Os EUA ameaçam fazer o mesmo.

Para os militares, Bazoum precisou ser deposto devido a sua incapacidade de controlar a violência jihadista. O que culminou na deterioração da segurança do país. O general Abdourahamane Tiani, líder da Guarda Presidencial, se autoproclamou presidente do Níger, na sexta-feira (28).

O Níger é um dos países mais pobres do mundo, com poucos recursos naturais, mas importantes reservas de urânio, material usado para a fins energéticos ou nucleares, 

 

 

 

 

Edição: Rodrigo Durão Coelho