quinta-feira, 30 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 30/04/20




Notas internacionais (por Ana Prestes) – 30/04/20

- O governo brasileiro foi acusado por relatores da ONU de estar promovendo uma política irresponsável durante a pandemia do novo coronavírus. Em um comunicado que saiu ontem (29), foi apontado que o Brasil deveria abandonar as políticas de austeridade mal orientadas e que estão colocando vidas em risco. Deveria também aumentar os gastos para combater a desigualdade e a pobreza acentuada ainda mais pela pandemia. No texto do relatório está: “as políticas econômicas e sociais irresponsáveis do Brasil colocam milhões de vidas em risco”. O texto também valoriza medidas que considera boas, como “a renda básica emergencial, bem como a implementação das diretrizes de distanciamento social das autoridades subnacionais, são medidas de salvamento de vidas que são bem vindas. No entanto, é preciso fazer mais”, diz o texto. Afinal, “quem será responsabilizado quando as pessoas morrerem por decisões políticas que vão contra a ciência e o aconselhamento médico especializado?”, questionam.

- Ontem (29), o governo brasileiro, através do Itamaraty, oficializou a expulsão dos diplomatas venezuelanos em serviço no país. A medida ocorre algumas semanas após a retirada dos diplomatas brasileiros que estavam na Venezuela. A condução do processo de rompimento das relações diplomáticas na prática desrespeita a Convenção de Viena e não tem amparo no direito internacional, além de ser uma medida de agressão humanitária em plena pandemia por coronavírus. Quando a ação do Estado brasileiro deveria ser de cooperação e solidariedade.

- A OCDE divulgou há dois dias (28) noite que a Colômbia se tornou oficialmente o 37º. País membro da organização. É o terceiro país da América Latina a participar integralmente do grupo. Até aqui, somente México e Chile tinham assento. O Brasil também pleiteia a entrada na organização e o governo Bolsonaro vem pedindo sistematicamente ajuda dos EUA para o ingresso, mas o processo burocrático nem foi iniciado ainda. Dos latino-americanos, Argentina e Costa Rica estão na frente do Brasil na fila. O desejo de entrada na OCDE é visto mais como um desejo por um título - fazer parte de um seleto grupo de países prestigiados que tem uma sede em Paris. Pois, em termos práticos, há poucas vantagens para o Brasil figurar no grupo. É óbvio que há pontos positivos em estar em mais um mecanismo de cooperação com outros países, mas o Brasil ganharia mais se dedicando apropriadamente aos organismos dos quais já faz parte e que tem abandonado, inclusive financeiramente. A contribuição financeira à OCDE não é pequena. Lembremos que o Brasil, em troca de ter o apoio dos EUA para entrar na OCDE, renunciou ao tratamento especial e diferenciado nas negociações da OMC. Tratamento este reservado a países em desenvolvimento. Neste momento de pandemia, por exemplo, ter tratamento diferenciado na OMC seria vital para o Brasil. Com o mecanismo, o Brasil tinha, por exemplo, mais prazo para cumprir certas determinações e maior margem para proteger produtos nacionais. O Brasil, inclusive já teve retaliações dentro da OMC por conta de sua negociação estranha com os EUA, em que só o Brasil entrega e não ganha nada de volta. A Índia vetou a nomeação de um embaixador brasileiro para negociar questões de pesca, por exemplo. No fundo, os parceiros do BRICS não gostaram nada dessa atitude de Bolsonaro, pois enfraquece o bloco na OMC.

- A União Europeia parece não conseguir se mexer muito para fornecer ajuda financeira aos países mais fortemente atingidos pelo coronavírus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse na semana passada que a UE estava pronta para financiar um fundo significativo de resgate financeiro. “Não estamos falando de bilhões, mas de trilhões”, afirmou ela. Desde então, muitos analistas têm questionado estes números e dizem que não parece algo realista. Onde estaria esse dinheiro? Ele existe? Ou trata-se de mecanismos já existentes no bloco e investimento do setor privado? O formato de materialização dos recursos também é objeto de disputa. Seguindo a divisão que amplamente já comentei aqui nas notas, Alemanha e Holanda são favoráveis a empréstimos aos países mais necessitados, já estes países, como Itália, Espanha e até França, mais atingidos pela covid19, defendem subsídios e transferências financeiras. Na Itália a dívida já era bastante grande antes da pandemia, por exemplo.

- A FAO – organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação – divulgou um relatório esta semana sobre a situação latino americana. Segundo o relatório, “a região viu sua segurança alimentar piorar nos últimos anos e essa nova crise pode ter um impacto particularmente severo em certos países e territórios”. O relatório foi encomendado pelo México enquanto presidente pró-tempore da CELAC (comunidade de estados latino-americanos). Segundo a FAO, os países mais atingidos pela insegurança alimentar hoje são El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua e Venezuela. A agência sugere que os governos declarem alimentos e agricultura como atividades estratégicas e de interesse público nacional. Segundo Julio Berdegue, representante regional da FAO, “é essencial manter o sistema alimentar vivo para que a crise da saúde não se transforme em crise alimentar”. 

- Com o anúncio da Argentina de se retirar das mesas de negociação do Mercosul, um alerta foi aceso lá do outro lado do Atlântico, na União Europeia. Na verdade, o bloco europeu comemorou quando a Argentina anunciou que continua integrada no processo do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a UE. O país, hoje dirigido por Alberto Fernández, decidiu se afastar das negociações ainda não concluídas. O porta-voz da diplomacia europeia, Josep Borrell disse: “a União Europeia congratula-se com o contínuo compromisso da Argentina com o Acordo de Associação UE-Mercosul e mantém seu firme compromisso de que o Acordo entre em vigor o mais rápido possível”. A Argentina informou que está fora das negociações de livre comércio do Mercosul com Coreia do Sul, Cingapura, Canadá, Líbano, Índia e outros. Ainda não há consenso jurídico sobre a validade destas negociações sem um membro do bloco. 

- Por falar em Argentina e Mercosul, os presidentes dos dois países, Alberto Fernández e Louis Lacalle Pou realizaram esta semana (28) uma videoconferência para conversar sobre a decisão argentina de deixar a mesa de negociações de novos acordos de livre comercio do Mercosul. Fernández reforçou que a incerteza internacional fruto da pandemia do novo coronavírus impossibilita o prosseguimento das negociações, já Pou disse que seu governo tem a intenção de fortalecer o Mercosul e precisa manter o avanço das negociações. Ambos concordaram que existem assimetrias importantes intra-bloco. Por fim, Fernández disse que sua intenção “não é deixar o Mercosul, mas antes fazê-lo maior, com mais membros”. O Mercosul atua na base do consenso e todos os membros precisam concordar com qualquer mudança. 

- O governo uruguaio de Pou entrou esta semana no congresso com um pacote de leis, contendo 502 artigos, que contém uma série de medidas polêmicas. O governo pede urgência na aprovação, apesar das leis não terem nada a ver com a atual emergência sanitária por conta do coronavírus. A leitura é de que ele quer aproveitar a dificuldade de mobilização popular de amplos setores da sociedade para aprovar medidas nada populares. Se aprovadas as leis, o resultado será a diminuição do Estado, endurecimento do código penal, reduzir programas sociais, abrir empresas estatais para privatização, mudanças profundas na Educação, abertura de uma reforma da previdência. Seria uma reforma neoliberal profunda em forma de pacotes de leis e com a revogação de inúmeras leis aprovadas pelo governo da Frente Amplio nos últimos 15 anos no país.

- Falei aqui nas notas de ontem (29) que Trump pode impedir chegada de vôos brasileiros por conta do avanço da pandemia no Brasil, mas não coloquei o comentário de Bolsonaro sobre o fato. O presidente brasileiro disse: “eu não concordo com nada nem discordo. O que ele (Trump) achar que tem que fazer no país dele, ele faz”.


Notas Internacionais anteriores disponíveis aqui.




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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 29/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 29/04/20

- O governador da Flórida, dos EUA, Ron DeSantis foi até a Casa Branca combinar com Trump sobre o início da abertura do estado com o país ainda em estado de emergência e epicentro da pandemia global por coronavírus. Qual não foi a surpresa do governador quando Trump se disse preocupado com a chegada de brasileiros! na Flórida. O estado é altamente dependente dos serviços turísticos e o Brasil é o seu maior fornecedor de turistas. A imprensa norte-americana noticia que o presidente foi claro: “cutting off Brazil” (vamos eliminar voos do Brasil), mas que DeSantis foi relutante. O governador sugeriu então que em todos os voos rumo a Miami as companhias aéreas façam testes para o coronavírus e só assim permitam o embarque. A Florida tem uma entrada de cerca de 3 bilhões de dólares/ano proveniente só do turismo e os brasileiros são grande parte deste montante. Segundo uma reportagem sobre o caso, 1,2 milhão de turistas brasileiros foram para a Flórida em 2018, totalizando 8% de todos visitantes internacionais. Na Flórida também vivem cerca de 400 mil brasileiros, um terço de todos os migrantes brasileiros nos EUA. Recordemos que foi na Flórida o último encontro presencial de Trump com Bolsonaro, visita esta da qual ao menos 25 membros da comitiva bolsonariana voltaram infectados pelo coronavirus.

- Trump voltou a atacar a China esta semana. Na sua entrevista coletiva de segunda (27), ele disse que seu governo está conduzindo “investigações muito sérias” sobre a origem do surto por coronavírus e que o país asiático poderia “ter impedido isso na fonte”. Segundo ele, era possível impedir que o vírus “se espalhasse tão rápido e não se espalharia por todo o mundo”. É curiosa a acusação de Trump, pois ela se volta contra ele mesmo. O que ele fez para evitar que o vírus se espalhasse nos EUA? Sua política de prevenção e controle ao vírus foi errática e fantástica, dizendo que o calor de abril mataria o vírus ou sugerindo que pessoas injetassem desinfetante, além de criar confusão com a prescrição de cloroquina e outras loucuras mais. A China respondeu ontem (28) às acusações trumpianas. Segundo o porta-voz do ministério das relações exteriores da China, Geng Shuang, “alguns políticos americanos estariam mentindo com a motivação de desviar a atenção de sua resposta insuficiente à pandemia do novo coronavírus em seu próprio país”. 

- Enquanto Trump ataca a China, o jornal Washington Post revela que o presidente dos EUA recebeu pelo menos 12 alertas sobra a ameaça do novo coronavírus entre janeiro e fevereiro. Eles foram incluídos nos resumos diários das informações recolhidas pelos serviços secretos norte-americanos. O primeiro alerta teria chegado ainda nos primeiros dias de janeiro e dizia que um vírus de origem desconhecida estava se espalhando em Wuhan, na província de Hubei. Nas semanas seguintes, outros alertas surgiram. Essas informações são servidas no café da manhã ao presidente dos EUA no President’s Daily Brief, aquele mesmo que ficou famoso na época do 11 de setembro por ter sido ignorado por Bush. O parlamentar democrata Adam Schiff já sugeriu à Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes dos EUA a abertura de uma investigação sobre as ações de Trump ao longo das semanas que antecederam o estado de emergência no país por conta do coronavírus. Apesar de ter sido alertado nos primeiros dias de janeiro, Trump só tomou medidas em 31 de janeiro quando proibiu entrada de estrangeiros provenientes da China. Curioso é que americanos provenientes da China puderam entrar e não foram avaliados por médicos e nem mesmo tiveram que cumprir quarentena. O que demonstra o caráter racista da medida. Somente em 16 de março (um mês e meio depois) foram tomadas as primeiras medidas de isolamento e distanciamento social e em seguida decretado estado de emergência. Hoje os EUA estão com mais de 1 milhão de infectados e quase 60 mil mortos.

- A Austrália, cujo governo é aliado de Trump, também aumentou o tom em relação à China e pediu uma investigação sobre a origem da Covid-19. A ação fez com que o embaixador da China na Austrália, Cheng Jingye, dissesse em entrevista que os chineses poderiam passar a evitar produtos e universidades australianas, em clara ameaça às exportações australianas. O porta-voz do ministério das relações exteriores da China, Geng Shuang, também falou sobre o caso do pedido de investigação por parte da Austrália. Segundo ele, “a China foi o primeiro país a reportar um caso de Covid-19, mas isso não significa que o vírus se originou na China”. Ele disse ainda que “algumas pessoas estão tentando estimular uma investigação inconsistente com uma atmosfera internacional de cooperação, e suas manobras políticas não terão sucesso”.

- Esta semana está muito comentada a chegada de médicos cubanos em várias partes do mundo. Enquanto aqui no Brasil os médicos cubanos que já atuaram no Mais Médicos e se tornaram residentes estão proibidos de exercer a medicina por uma corporação médica nacional que joga contra a vida da população brasileira. Mais de 200 médicos e profissionais da área da saúde de Cuba chegaram há dois dias (27) na África do Sul para ajudar na luta contra o coronavírus. Outros 250 médicos e profissionais de saúde chegaram também na Angola. 

- A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michele Bachelet, pediu ontem (27) que os Estados não excedam no uso de seus poderes para conter a pandemia e acabem atingindo os direitos humanos de suas populações. Nas palavras dela, “é claro que os Estados precisam de poderes adicionais para lhe responder. No entanto, se o Estado de direito não for respeitado, a emergência de saúde poderá tornar-se uma catástrofe de direitos humanos”. Sendo ainda mais explícita, ela diz: “os governos não devem usar poderes de emergência como arma para silenciar a oposição, controlar a população ou mesmo permanecer no poder”. 

- O governo chinês está se preparando para lançar o programa China Standards 2035. Trata-se de um plano de 15 anos para criar especificações técnicas de como o mundo utilizará tecnologias novas, como inteligência artificial, internet das coisas, computação na nuvem, big data e 5G (com infos do Meio).

- Causou rebuliço ontem na imprensa e nas redes um anúncio da farmacêutica norte-americana Pfizer de que potencialmente uma vacina já estaria pronta para “uso emergencial” nos EUA no próximo outono do hemisfério norte. Testes com a vacina já estão sendo feitos na Alemanha e podem começar a ser feitos nos EUA nas próximas semanas.

- Repercutiu na imprensa de Israel a afirmação do chanceler brasileiro Ernesto Araújo de que as medidas de isolamento social adotadas pelos países para conter o coronavírus na verdade são parte de um plano de globalismo comunista e podem ser comparados aos campos de concentração usados pelos nazistas, como o de Auschwitz. A comparação foi recebida com espanto pelo seu despropósito e desrespeito às vítimas do holocausto.

- A América Latina está como a Europa há seis semanas no que diz respeito ao coronavirus e portanto haverá crescimento do número de casos nas próximas semanas disse ontem (28) o subdiretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

- Na Colômbia, a prefeita da capital Bogotá, Claudia López, está enfrentando o presidente Iván Duque mantendo a cidade em quarentena total, enquanto o presidente tenta reabrir o país sem fundamento científico da segurança desta medida. 

- Aconteceu ontem um importante debate sobre a política externa brasileira com os ex-chanceleres Celso Lafer, Rubens Ricupero, Celso Amorim e Aloysio Nunes. Em um dos pontos do debate, o ex-ministro Celso Amorim disse: “em 50 anos de atuação no MRE, nunca vi nada igual, nossa reputação externa não poderia ser pior”. Está disponível neste link:
 https://www.youtube.com/watch?v=sVZzzYVjK_E&feature=youtu.be

- Amanhã, 30 de abril de 2020, será o aniversário de 45 anos do fim da Guerra do Vietnã, que deveria ser conhecida como Guerra ao Vietnã.


Confira aqui as Notas Internacionais de datas anteriores.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 28/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 28/04/20

- O mundo inteiro está de olho nos EUA por conta do impacto que a pandemia do novo coronavírus Sars cov 19 está tendo no país. Já é o recordista absoluto em número de casos e mortos, mesmo que nos outros países haja subnotificação ou inconsistência nos dados, muito dificilmente algum país vai ultrapassar suas marcas. Está escancarado para o mundo o efeito para a saúde pública de um país que concentrou tudo em um sistema privado de saúde que exclui quase 30 milhões de pessoas. Com a pandemia, até o final da semana passada, 26 milhões de americanos já haviam acessado o seguro-desemprego. Enquanto escrevo, espio o mapa da Johns Hopkins e vejo que os EUA já possuem perto de um milhão de casos registrados, são 988.469 mil e 56.253 mortes. O jornal The New York Times fez recentemente uma análise das mais de 260 mil palavras ditas por Trump durante a pandemia, a grande maioria de suas coletivas diárias com a imprensa. O jornal identificou que em 600 momentos ele faz autoelogios e em 160 demonstra empatia, solidariedade o apelo à unidade nacional. Em uma matéria do Nexo jornal, feita por João Paulo Charleaux, sobre como a pandemia tem afetado a liderança americana no mundo, há uma citação interessante de um cientista político, Dominique Moisi: “os EUA prepararam-se para o tipo errado de guerra. O país estava esperando um novo 11 de setembro, mas veio um vírus. Isso nos leva á seguinte questão: teriam os EUA se tornado o tipo errado de potência, com o tipo errado de prioridade?”. Link para a matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/04/24/Como-a-pandemia-afeta-a-lideran%C3%A7a-americana-no-mundo

- Só pra ilustrar essa afirmação de Moisi sobre os EUA terem se preparado para a guerra errada, uma reportagem do El Pais traz a informação de que os gastos militares dos EUA estão em expansão no último período, com uma taxa de crescimento de 5,3% internamente e 38% do gasto mundial. Os gastos são com recrutamento de pessoal, modernização de armas convencionais e militares. Mesmo que o número seja ainda inferior ao gasto há dez anos, com a presença no Afeganistão e no Iraque. A China também aumentou em 5,1% seu gasto militar. O aumento vem em uma crescente desde 1994. EUA e China detém hoje 52% dos gastos militares de todo o globo.

- Os EUA estão estrangulando tanto a Venezuela, que o país está perdendo a capacidade do refino de combustíveis. Lá do outro lado do mundo, no oriente médio, o mesmo se passa com o Irã, que sancionado, encontra dificuldade para adquirir bens básicos no mercado internacional. A crise da pandemia fez os dois países se aproximarem ainda mais. As equipes de saúde pública dos dois países tem feito videoconferências para intercambio de protocolos. Os presidentes Maduro e Rohaní também se falam agora com mais frequência, segundo a imprensa estatal dos dois países. Uma matéria do Estadão do final de semana traz uma reportagem sobre a vinda de voos da iraniana Mahan Air para a Venezuela trazendo insumos para o preparo de gasolina, além de peças de reposição que o país não consegue comprar no mercado internacional bloqueado pelas sanções norte-americanas. 

- Quem também deu sinais importantes de cooperação com o Irã foi a China. A imprensa chinesa noticia que o presidente Xi Jinping falou ao telefone com seu homólogo Hassan Rouhani e “expressou sua sincera simpatia e firme apoio ao governo iraniano e às pessoas que estão lutando contra o surto da Covid19”. O presidente chinês ainda lembrou que o país já enviou ao Irã várias remessas de materiais necessários para o controle da epidemia e foi o primeiro país destino de uma equipe de especialistas chineses. As mesmas fontes relatam que a resposta iraniana foi de agradecimento e pedido de ajuda para suspensão das “sanções unilaterais ilegais” impostas ao país.

- Em um processo de “solidariedade” seletiva, como lhe é próprio, os EUA vão enviar respiradores para alguns países latino-americanos. Aqueles que lhe são mais obedientes, por óbvio. São eles Equador, El Salvador e Honduras. A Guatemala também deve ser alcançada, pois Trump está muito agradecido aos países da América Central que estão cumprindo seu plano de contenção da imigração para os EUA. Esses países assinaram em 2019 acordos com os EUA sob pressão. Foram ameaçados por Trump, caso não assinassem, de ter sobretarifação sobre suas exportações e aplicação de taxas nas remessas de dinheiro dos EUA para o país (muitos cidadãos destes países trabalham no setor agrícola dos EUA e mandam dinheiro para suas famílias que ficaram no país de origem”. Ao assinarem os acordos, Guatemala, Honduras e El Salvador ficaram obrigados a receber de volta solicitantes de asilo nos EUA provenientes de outros países. Por isso ficou conhecido como o acordo do “terceiro país”. Os países ficam obrigados a abrigar imigrantes de outras nacionalidades, que não as suas e que estejam pedindo asilo aos EUA. De 2007 a 2016 o número de imigrantes em situação irregular nos EUA, apenas originário destes países, chegou a 375 mil.

- A pandemia fez até Europa e Reino Unido esquecerem que estão vivendo um Brexit. Na última semana o negociador europeu, Michel Barnier, reclamou da falta de progresso nas negociações. Segundo ele, para que haja um acordo de convivência em relação à economia e à geografia até o final do ano, algo precisa avançar até junho. Só pra recordar, o Reino Unido deixou a União Europeia em 31 de janeiro, mas segue sujeito a várias regras e ainda é parte do mercado único e da união aduaneira até 31 de dezembro. Alguns organismos, como o FMI, pressionam por uma extensão do período de negociações.

- Aos poucos, a Etiópia está se firmando na África como um dos principais entrepostos da presença chinesa na região. Assim como o governador do Maranhão, Flávio Dino, aqui do Brasil conseguiu comprar respiradores chineses com a carga passando pela Etiópia e não por países europeus ou EUA, para garantir sua chegada, o mesmo ocorre com a maioria dos países africanos. Em matéria do Estadão, o jornalista Marcelo Godoy, traz as informações de que hoje, Etiópia e África do Sul são os principais parceiros da China na África para as respostas à pandemia no continente. A capital da Etiópia, Adis-Abeba, é onde está localizada a sede da União Africana e o país se tornou mais estável com o fim da guerra com a Eritreia. Está também próximo do Djibuti onde a China tem sua primeira base militar estrangeira. Sem dizer que o Chifre da África e o sul da península arábica é um ponto estratégico na geopolítica há milênios. Detalhe importante é que o atual secretario geral da OMS, Tedros Adhanom foi por muito tempo ministro da saúde na Etiópia e contou com o apoio da China para ser eleito ao cargo.

- Segue em alta na imprensa internacional o “cancelamento do casamento” entre a Boeing e a Embraer com ataques dos dois lados. A Boeing acusa a brasileira de não ter cumprido as “condições necessárias” e a Embraer acusa a norte-americana de rescindir o contrato com “falsas alegações”. No meio da confusão, uma cifra de 5,2 bilhões de dólares. Com o casório, seria criada uma nova empresa que ficaria sob o comando da Boeing, que teria 80% de participação e a Embraer ficaria com 20%. Não sei porque a Embraer está reclamando por cair fora desse mau casamento...

- Em Israel, chama atenção como os ultraortodoxos estão sendo atingidos pela epidemia local do coronavírus. Eles já são um terço dos casos de todo o país, apesar de serem cerca de 10% da população de 9 milhões de habitantes. Os haredis (tementes a Deus) como são conhecidos, tem uma peculiaridade de serem famílias numerosas (sem controle da reprodução) e nas quais grande parte dos homens se dedicam exclusivamente aos estudos das sagradas escrituras e orações, enquanto as mulheres sustentam as famílias com empregos precários e buscando ajudas sociais. Justamente os bairros onde estão estas famílias são as zonas de maior contágio por covid19.

Marechal Haftar assumirá poder na Líbia, declarando queda do acordo de unidade da ONU

Khalifa Haftar, líder militar do Exército Nacional Líbio (LNA) sediado no leste da Líbia, 27 de abril de 2020
Reuters/Exército Nacional Líbio/Handout/Sputinik

Haftar assumirá poder na Líbia, declarando queda do acordo de unidade da ONU


O marechal Khalifa Haftar declarou que suas forças assumirão o controle da Líbia, argumentando que o acordo de unidade negociado pela ONU está morto.
A declaração foi feita durante um discurso televisionado, no qual Haftar informou que a "vontade do povo" lhe deu um mandato para governar, anunciando que o seu Exército Nacional Líbio (LNA) assumirá o controle do país.
"O Comando Geral das Forças Armadas aceita a vontade do povo apesar do peso dessa confiança, da multiplicidade de obrigações e da magnitude das responsabilidades perante Deus, nosso povo, nossa consciência e história", disse.
As forças de Haftar já controlam a maior parte da Líbia, e passaram grande parte do último ano avançando contra Trípoli para derrubar o Governo do Acordo Nacional (GNA), criado em 2015 após as conversações mediadas pela ONU, na sequência da operação da OTAN liderada pelos EUA que depôs o governante líbio Muammar Gaddafi e jogou o país em anos de guerra civil.

Acordo de unidade

Durante o discurso, dirigindo-se aos "líbios livres", o general condenou o acordo de unidade que estabeleceu o GNA, insistindo que ele "destruiu" a Líbia, e que os cidadãos tinham escolhido outro líder "elegível".
"Seguimos sua resposta ao nosso chamado para anunciar a queda do Acordo Político, que destruiu o país e o levou ao abismo, e para autorizar aqueles que consideram elegíveis para liderar esta etapa", disse Haftar, acrescentando que o LNA trabalharia para criar "instituições duráveis do Estado civil".
Em resposta ao anúncio, a Embaixada dos EUA em Trípoli disse que Washington lamenta "a sugestão de Haftar de que mudanças na estrutura política da Líbia podem ser impostas por declaração unilateral", e instando o LNA a declarar um cessar-fogo durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, enquanto o país luta contra o surto de coronavírus.
Contando com o apoio da Turquia, o GNA conseguiu repelir as ofensivas de Haftar ao longo do último ano, inclusive ganhando terreno contra o LNA perto de Trípoli nas últimas semanas. No entanto, o governo de unidade pediu apoio a Washington, declarando em fevereiro que receberia tropas dos EUA em solo líbio para ajudar na luta contra o "terrorismo".
Militante das forças líbias leais a Khalifa Haftar (foto de arquivo)
© REUTERS / ESAM OMRAN AL-FETORI
Militante das forças líbias leais a Khalifa Haftar (foto de arquivo)
A operação de mudança de regime da OTAN em 2011, que forçou Kadhafi a sair do poder e terminou em uma brutal execução à beira da estrada às mãos de rebeldes apoiados pelo Ocidente, transformou a Líbia em um Estado devastado pela guerra, promovendo quase uma década de conflito armado entre centros de poder concorrentes e a ascensão de grupos terroristas como o Daesh (proibido na Rússia e demais países), que floresceu em focos de anarquia criados em meio aos combates.


Créditos Sputnik, publicado originalmente em - https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020042815509291-haftar-assumira-poder-na-libia-declarando-acordo-de-unidade-da-onu-coisa-do-passado/

INTERNACIONAL - ÁSIA: Kim Jong-un manda carta a presidente da África do Sul, diz mídia norte-coreana

Sul-coreanos assistem a uma reportagem televisiva sobre o líder norte-coreano Kim Jong-un em Seul, na Coreia do Sul, 21 de abril de 2020
Heo Han/Sputnik/Reutrs 

INTERNACIONAL - ÁSIA
Kim Jong-un manda carta a presidente da África do Sul, diz mídia norte-coreana. 
A KCNA, agência estatal de notícias da Coreia do Norte, divulgou o texto de uma carta de Kim Jong-un ao presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, cumprimentando-o por um feriado nacional. A mensagem seria datada de 27 de abril, mas não se sabe de fato quando foi redigida ou quem a escreveu. 

#CoréiadoNorte #KimJong-un 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Palestina pede para Israel libertar prisioneiro diagnosticado com COVID-19

Palestina pede para Israel libertar prisioneiro diagnosticado com COVID-19


 
Ramala, 25 abr (Xinhua) - A Palestina pediu no sábado que Israel libertasse um prisioneiro palestino diagnosticado com COVID-19, três dias depois de ser preso pelas forças israelenses na Cisjordânia.
Saeb Erekat, secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina, acusou Israel de violar o direito internacional, continuando com a detenção do jovem de 21 anos, exigindo sua libertação imediata.
"Mohamed Hasan é um estudante da Universidade Birzeit, detido pelo ocupante israelense em um centro de detenção em Jerusalém. Ele foi diagnosticado com COVID-19", disse Erekat em comunicado à imprensa.
Ele pediu à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU que "obriguem Israel a libertá-lo imediatamente, a fim de acompanhar sua condição médica", segundo o comunicado.
Segundo os advogados de Hasan, seu interrogatório foi prorrogado por mais oito dias, apesar do diagnóstico.
As autoridades palestinas alertaram que a situação de Hasan pode colocar centenas de outros prisioneiros palestinos nas prisões israelenses em risco de contrair o vírus.

Créditos Xinhua, publicado originalmente em - www.portuguese.xinhuanet.com/2020-04/27/c_139012411.htm

Coréia do Norte - Sem esclarecer rumor, TV estatal divulga texto de Kim Jong-un

KCNA
NA COREIA DO NORTE 

Sem esclarecer rumor, TV estatal divulga texto de Kim Jong-un - UOL

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 27/04/20

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 27/04/20

- Uma notícia bem importante hoje é o abandono por parte da Argentina das negociações de acordos comerciais dentro do Mercosul. O anúncio foi feito pelo Paraguai que hoje preside o Mercosul. Uma das principais regras do Mercosul e um dos seus pilares é que tratados comerciais com terceiros só podem ser fechados se todos os países do bloco estiverem de acordo. O presidente argentino, Alberto Fernández, argumenta que a pandemia do coronavírus impossibilita a Argentina de seguir nas negociações. A decisão não atinge tratados fechados com a Associação Europeia de Livre Comercio (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e com a União Europeia (27 países). Mas pode afetar acordos em fase de negociação com Canadá, Coreia do Sul, Cingapura, Líbano e Índia. A batida em retirada das negociações por parte da Argentina é resultado de um conflito intra-bloco durante a pandemia do coronavírus. O Governo de Fernández diz que optou por priorizar a proteção dos mais pobres e das empresas argentinas locais durante a pandemia. E, segundo ele, faz isso “em contraste com as posições de alguns parceiros, que propõem uma aceleração das negociações para acordos de livre comércio (citados acima).” Deste modo, Fernández demarca ainda mais uma fronteira entre ele e Bolsonaro, Marito e Lacalle Pou. Sem a assinatura dos quatro, qual acordo terá validade?

- E a primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou o fim da transmissão comunitária do novo coronavírus em seu país. O anúncio de eliminação do vírus veio com o afrouxamento das medidas mais duras de restrições do convívio social. A partir de amanhã (28) alguns serviços não essenciais e atividades escolares voltarão a funcionar. Grande parte da população, no entanto, ainda está orientada a ficar em casa e evitar interações sociais. A primeira ministra disse: “nós estamos abrindo a economia, mas nós não estamos abrindo a vida social das pessoas”. Durante toda a crise, a Nova Zelandia teve pouco menos de 1500 casos e 19 mortes. O diretor de saúde do país, Ashley Bloomfield disse: “eliminação não quer dizer que não teremos mais casos, mas sim que nós saberemos de onde nossos casos estão vindo”. A Nova Zelândia foi um dos países que adotou medidas mais duras e mais previamente, quando ainda tinham em torno de uma dezena de casos. Fecharam logo as fronteiras, colocaram em quarentena todos que chegaram de fora do país, determinaram o isolamento social e fechamento quase completo das atividades econômicas, fizeram ampla testagem e mapa da rota dos infectados e os contatos por eles estabelecidos.

- E a Europa parece ter chegado a algum nível de consenso sobre sua recuperação econômica pós-pandemia. Segundo o primeiro-ministro português, António Costa, o plano aprovado no final da semana passada (25) “é certamente mais que um estilingue, mas ainda é preciso ver se chega a uma bazuca”. A previsão de encolhimento da economia do bloco é de mais de 4% e com especial destaque para o segundo trimestre do ano, quando os países foram mais atingidos pelo vírus, vide Itália e Espanha. Mesmo sem uma definição precisa de valores, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que tratam-se de trilhões de euros. Um detalhe importante do desfecho foi a posição da França. Quem lê estas notas lembra que eu sempre dizia que estavam Itália, Espanha, Portugal e outros países do sul europeu de um lado e Alemanha, Holanda, Áustria e outros do norte do outro, no cabo de guerra para a definição de uma ajuda mais robusta (sul) ou menos (norte). A França nunca era muito clara sobre de qual lado ficaria na batalha. Pois Macron resolveu ficar ao lado dos países do sul e passou a “apoiar firmemente” as transferências orçamentarias requisitadas por estes.

- Os EUA estão chegando perto de 1 milhão de casos registrados de infectados pelo novo coronavírus e o mundo chegará a 3 milhões nas próximas horas. Já são 206 mil mortes registradas em todo o planeta, sendo um quarto, 54 mil, nos EUA. 

- E não é que alguns americanos levaram a sério a sugestão de Donald Trump de injetar desinfetante caseiro para acabar com o vírus? No caso, as pessoas estão ingerindo desinfetante e reportagens mostram que na cidade de Nova Iorque aumentou o número de chamadas de emergência por ingestão de desinfetante. 

- Berlin e Stuttgart na Alemanha foram palco de protestos contra o isolamento social. As manifestações foram dispersas por policiais e as pessoas devem sofrer sanções por violação das regras da quarentena. 

- E o El País traz hoje uma linda fotorreportagem sobre as crianças abaixo de 14 anos que puderam sair às ruas em todo o país após 6 semanas de isolamento social bastante rígido. Está no link: https://brasil.elpais.com/brasil/2020/04/26/album/1587896904_810893.html?utm_source=meio&utm_medium=email#foto_gal_3

- E a tão propalada compra da Embraer pela Boeing parece ter desandado mesmo. A fabricante norte-americana desistiu da negociação de 4,2 bilhões de dólares que daria origem a uma nova empresa na área da aviação comercial. Agora, a Embraer deverá receber algum socorro do governo para sobreviver ou será comprada por outra estrangeira. A empresa acabou de investir 1,75 bilhão para desenvolver três novos modelos de aviões que estão sendo pouco demandados por conta da pandemia, segundo matéria do Estadão. Não são tempos fáceis para o mercado aéreo. 

- A pandemia do coronavírus criou um novo termo nas atuais relações internacionais que é a dos “refugiados sanitários”. Um exemplo bem próximo é o fato de que todos os dias nas últimas semanas cerca de 150 a 200 paraguaios residentes no Brasil chegam à Ponte da Amizade, que une Brasil e Paraguai em Foz do Iguaçu, depois de abandonarem São Paulo e outras cidades brasileiras onde trabalhavam. Mas não é fácil o reingresso deles em seu país. As medidas sanitárias e de controle estão bastante rígidas. O Paraguai tem sido mais duro em suas medidas contra a pandemia, desde a primeira quinzena de março o país está em quarentena total e sem dia para terminar. Uma reportagem do jornal paraguaio ABC Color traz a informação de que a cada dia aumenta a rejeição a brasileiros e paraguaios provenientes do Brasil e que tentam entrar no Paraguai. Nas cidades fronteiriças, segundo a jornalista Tereza Freytes, há um verdadeiro pânico em relação a pessoal que chegam do Brasil. “Hoje temos 170 pessoas na ponte. Quando essas pessoas entrarem no Paraguai, outras 150 ou 200 chegarão. Todos os dias acontece isso” diz Tereza, que não pode se aproximar dos “refugiados sanitários” por ordem expressa das autoridades paraguaias e do próprio jornal em que trabalha. As notícias são de que o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez está bastante incomodado com Bolsonaro e as autoridades brasileiras que defendem a abertura irrestrita da fronteira com o Paraguai.

- O último dia 25 de abril foi dia de lembrar a Revolução dos Cravos em Portugal e também os 75 anos da primeira conferência das Nações Unidas em São Francisco nos EUA que produziria a carta de fundação a ONU. Em Portugal foram feitos vários registros emocionantes em vídeos das pessoas cantando a canção “Grandôla, Vila Morena”, símbolo da revolução, pelas janelas. Sobre a fundação da ONU, sempre bom lembrar que graças a uma brasileira, Bertha Lutz e outras líderes latinoamericanas, o texto da carta que deu origem ao organismo multilateral traz a preocupação com a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

- Repercutiu muito em toda a imprensa internacional a saída de Sergio Moro do ministério da justiça do governo Bolsonaro. Internacionalmente Moro é bastante conhecido por causa de Lula. É tido em todo o mundo como o juiz que perseguiu Lula.

domingo, 26 de abril de 2020

INTERNACIONAL - Memorando republicano revela estratégia anti-China sobre COVID-19 para candidatos do Partido Republicano

INTERNACIONAL - Memorando republicano revela estratégia anti-China sobre COVID-19 para candidatos do Partido Republicano


 
Washington, 25 abr (Xinhua) -- "Não defenda Trump, além da proibição de viagens sobre China - ataque a China", recomendou um memorando detalhado enviado pelo Comitê Nacional Senatorial Republicano (NRSC, em inglês) às campanhas do Partido Republicano, pedindo aos candidatos republicanos que abordem a pandemia da COVID-19 agressivamente atacando a China.
O documento de estratégia de 57 páginas, obtido pelo Politico na sexta-feira, inclui conselhos sobre tudo, como amarrar candidatos democratas ao governo chinês e como lidar com acusações de racismo, segundo uma reportagem do Politico.
"Que cartilha. Dê uma olhada!" tuitou em resposta a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, ainda na sexta-feira.
O memorando está focado em três linhas principais de ataque: que a China causou o vírus "por encobrí-lo", que os democratas são "suaves com a China", e que os republicanos "pressionarão por sanções à China por seu papel na disseminação desta pandemia", resumiu o Politico.
O memorando também aconselha os candidatos republicanos a culpar o governo chinês quando o presidente Donald Trump for questionado sobre sua manipulação da pandemia e a rejeitar alegações de que chamar a COVID-19 de "vírus chinês" é racista.
"O memorando deveria chamar 'Jogada de Culpa para Principiantes'", comentou o internauta John Mac Cormack.
"Esta é a mensagem republicana? Acho que é tudo o que resta. Não podem correr sob responsabilidade fiscal, não podem correr sobre a economia, não podem correr sobre cuidados de saúde, não podem correr sobre empregos, não podem correr sobre gestão de crises, então acho que é isso, culpe a China. Os republicanos sempre precisam de um bicho-papão. Em 2016 foi o México, agora a China em 2020 ", postou Patrick Lowry.
Os republicanos indicaram que planejam fazer da China uma peça central da campanha de 2020, disse a reportagem do Politico, observando que a campanha de reeleição do presidente tem investido pesado em uma grande campanha publicitária na TV focada no tema.
O NRSC, que é o braço de campanha do Partido Republicano do Senado, distribuiu o documento, mas não o encomendou, segundo o Politico. O memorando foi autorizado pela firma de consultoria política de Brett O'Donnell, um estrategista republicano veterano que tem assessorado o secretário de Estado Mike Pompeo e o senador do Arkansas Tom Cotton.

Créditos Xinhua, publicado originalmente em http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/26/c_139008868.htm

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 23/04/20 -

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 23/04/20

- E não é que Zizek se deu ao trabalho de responder Ernesto Araújo? Tá podendo o chanceler. Segundo o filósofo, o chanceler “não entendeu a questão”. Nas palavras dele, “o chanceler brasileiro me acusou de usar a epidemia do coronavírus como uma desculpa para introduzir outro vírus, o ‘comunavírus’. Infelizmente, ele não entendeu a questão”. Para Zizek, em seu livro “Vírus”, a pandemia escancarou a insustentabilidade do sistema capitalista. A consequência é que países bastante conservadores em relação à ode ao “Deus Mercado” estão adotando medidas sanitárias, sociais e econômicas inimagináveis antes da crise. Algumas soam a “sonhos comunistas”, segundo Zizek. Ele fala da distribuição de dinheiro para desempregados, produção de equipamentos de saúde por indústrias de outras áreas, defesa de sistemas universais de saúde e etc. Quando foi que se viu conservadores “dando preferência ao bem comum em vez dos mecanismos do mercado?” Este é “a questão” que Ernesto Araújo não entendeu e duvido que algum dia entenda.

- O Conselho Europeu deve se reunir hoje para debater a criação de um fundo comum para enfrentar as consequências da crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus na região. Segue entre os europeus um debate sobre o “coronabonus”, que divide o norte do sul. Por um lado Alemanha e Holanda resistem e por outro Itália e Espanha pressionam pelo bônus. O premiê italiano tem argumentado que a EU não pode repetir os mesmos erros cometidos na crise de 2008, quando não houve uma resposta conjunta. Até agora, a União Europeia tem lançado mão do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES) conhecido por apresentar condicionantes orçamentárias bastante rigorosas aos países que o utilizam. A Itália já está há quase dois meses completamente parada.

- Também na Europa percebe-se um aumento do tom com relação à China. Não de forma tosca como nos EUA e no Brasil onde se fala em “vírus chinês”, mas ainda assim questionador do papel do gigante asiático na pandemia que atingiu todo o globo. Uma matéria do El País traz aspas dos ministros das relações exteriores da França e da Itália sobre o tema. Para Jean-Yves Le Drian, espera-se “que a China nos respeite, como ela deseja ser respeitada” e ainda: “Pequim joga com a fragmentação da UE”. Já Dominic Raab tem um tom mais duro: “nada pode voltar a ser como antes enquanto a China não esclarecer de forma cabal tudo o que está relacionado com o vírus”. A Alemanha continua discreta na crise. Merkel deixa escapar coisas como: “quanto mais transparente a China for quanto à gênese do vírus, melhor será para que o mundo inteiro aprenda sobre ele” (coletiva de imprensa, citada pelo El País). A Alemanha é o país com mais negócios com a China em toda a Europa e Merkel visita o país todos os anos já há algum tempo. Mas enquanto a chanceler Angela Merkel “segura a onda”, o editor do jornal alemão Bild promove sua briga particular com a China, um dos seus ataques veio em uma carta dirigida ao presidente Xi Jinping: “o senhor fecha todos os jornais e sites que criticam seu Governo, mas não fecha os locais que vendem sopa de morcego”.

- A secretária executiva da CEPAL (comissão econômica para a América Latina e o Caribe), Alicia Bárcena, emitiu um novo informe sobre os efeitos da pandemia na economia latino-americana. Segundo seu informe, a América Latina que já sofria com um baixo crescimento nos últimos anos, 0,4% em média entre 2014 e 2019, pode ter uma queda brusca e chegar a – 5,3% em 2020. Para comparar ela apontou que índices assim só houve em 1914 (- 4,3%) e 1930 (- 5%). O documento mostra que houve pelo menos cinco canais de “transmissão” da crise para a América Latina: redução do comércio internacional, queda dos preços de produtos primários, intensificação da prevenção a riscos (de investimento), baixa demanda por serviços de turismo e redução de remessas. Segundo Alicia, o que vem por aí é desemprego, pobreza e desigualdade.

- Em Cuba, nos últimos dias tem ocorrido a testagem de uma vacina que na verdade é um “inmunopotenciador” algo que dá mais potência à imunidade inata das pessoas e pode reduzir os riscos de entrada de organismos causadores de infecções no organismo humano. Trata-se do CIGB 2020, aplicado nas narinas ou sublingual e já se demonstrou efetivo em pessoas com testes positivos para o novo coronavírus, impedindo o desenvolvimento da doença covid19. Segundo o doutor Gerardo Guillén Nieto, diretor da Investigaciones Biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), a vacina pode ajudar a salvar a vida de muitas pessoas ao estimular moléculas da superfície celular que marcam a ativação do sistema imune relacionado com o vírus. Além disso, o sistema de saúde da ilha trabalha no desenvolvimento de três anti-virais e métodos próprios de diagnóstico da covid19.

- Ontem (22) o presidente mexicano, López Obrador, reapresentou um plano econômico estatal para enfrentamento da pandemia do coronavírus no país. O plano prevê redução de salários de autoridades e servidores públicos, cancelamento de bônus e adicionais de salários, redução em 25% dos serviços gerais do Estado e suprimentos gerais em até 75% (materiais de uso do Estado que não estão relacionados com os serviços de saúde). Não serão tocadas as aposentadorias, as bolsas de estudos, as bolsas sociais. Obras de infra-estrutura, como construção de universidades, também não serão tocadas. Haverá crédito de 3 milhões de pesos para a população mais necessitada e a classe média e a criação de 2 milhões de novos empregos (não disse como). Tudo isso protegerá cerca de 25 milhões de lares mexicanos, sem aumentar o preço do combustível, impostos ou endividamento do país, segundo AMLO. Em suas palavras: “vamos demonstrar que há outra forma de enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia ou de qualquer índole, qualquer tipo de crise, sempre e quando não se permita a corrupção, se fortaleçam os valores e princípios como humanismo e se governe com e para o povo”.

- Presidente Trump assinou ontem (22) um decreto que suspende temporariamente a imigração para o país durante a pandemia. Segundo ele, isso vai garantir que os americanos sejam os primeiros nas listas de empregos quando a economia abrir. A restrição pode durar entre 60 e 90 dias. A medida claramente tira proveito do contexto do coronavírus para reduzir a imigração no país, seja legal ou ilegal. É o “America first” de seu emblema de campanha na prática protegendo os empregos dos americanos. O decreto levanta uma questão importante sobre os trabalhadores rurais, geralmente ligados às colheitas, que costumam ser imigrantes, além dos serviços gerais e atualmente os serviços especializados de saúde.

- Trump também elevou ontem (22) o tom contra o Irã. “Instruí a Marinha dos EUA a abater e destruir toda e qualquer canhoneira iraniana caso elas provoquem nossos navios no mar” disse ele pelo twitter. Trump se refere a uma elevação a tensão nos mares entre a marinha americana e a iraniana nas últimas semanas. Os iranianos responderam às ameaças de Trump no mesmo tom nas últimas horas. O comandante em chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, disse mais cedo na TV estatal iraniana que “o Irã destruirá navios de guerra dos EUA se a segurança do país for ameaçada no Golfo Pérsico”.

- E uma última nota sobre os EUA, é que a primeira morte por Covid19 no país se deu no início de fevereiro e não no final do mês como inicialmente noticiado. A descoberta indica que o vírus já circulava no país desde janeiro, mesmo período em que a China também tentava encontrar respostas para o novo vírus. Medidas poderiam ter sido tomadas com maior antecedência. O país pode chegar a um milhão de infectados nos próximos dias e na casa dos 50 mil mortos.

- O Programa Mundial de Alimentação da ONU (PMA) fez um alerta esta semana de que a pandemia do coronavírus pode fazer dobrar o número de pessoas que sofrem com a fome no mundo para 265 milhões em 2020. Segundo seu diretor, David Beasley, estamos à beira de “uma pandemia de fome”. Segundo ele, o “fantasma da fome extrema” é hoje uma possibilidade muito concreta especialmente em países afetados por conflitos.

Kim Jong-un está 'governando normalmente', afirma governo da Coréia do Sul

R7

Kim Jong-un está 'governando normalmente', afirma governo da Coréia do Sul
 
Kim Jong-un está "governando normalmente", disse em um comunicado oficial o governo da Coreia do Sul, desmentindo rumores de que o líder norte-coreano está em estado crítico de saúde. De acordo com a declaração, divulgada nesta terça-feira (21), o serviço de inteligência sul-coreano não detecta "nenhuma atividade diferente" em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, e não há nenhum relato sobre a saúde de Kim. Leia a matéria completa - créditos R&
 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

URGENTE - Israel: Netanyahu e Gantz formam governo de unidade em caráter emergencial

URGENTE - Israel: Netanyahu e Gantz formam governo de unidade em caráter emergencial. 
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu rival nas eleições Benny Gantz assinaram um acordo hoje para formar um governo de coalizão de emergência a fim de encerrar um ano de impasse político no país. 

domingo, 19 de abril de 2020

União Européia alerta Gantz que anexação da Cisjordânia afetará relação entre bloco europeu e Israel

Bandeiras de Israel e da União Europeia (foto de arquivo)
© AFP 2020 / THIERRY CHARLIER
INTERNACIONAL
União Européia alerta Gantz que anexação da Cisjordânia afetará relação entre bloco europeu e Israel, diz mídia. Leia mais: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020041915475258-ue-alerta-gantz-que-anexacao-da-cisjordania-afetara-relacao-entre-bloco-europeu-e-israel-diz-midia/

China pede ao Banco Mundial que suspenda o pagamento da dívida para os países mais pobres


WASHINGTON (Reuters) - A China instou na quinta-feira o Banco Mundial a permitir que seus mutuários mais pobres suspendam o pagamento da dívida enquanto lidam com a pandemia de coronavírus, dizendo que o maior banco multilateral de desenvolvimento do mundo deve “dar o exemplo”.
FOTO DO ARQUIVO: O ministro das Finanças da China, Liu Kun, fala durante uma entrevista à Reuters no Ministério das Finanças em Pequim, China, 23 de agosto de 2018. REUTERS / Jason Lee
O ministro das Finanças da China, Liu Kun, disse em comunicado ao Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial que todas as partes devem participar de ações conjuntas acordadas pelo Grupo dos 20 países para lidar com as vulnerabilidades da dívida em meio à pandemia, incluindo credores bilaterais comerciais, multilaterais e oficiais.
Liu disse que a suspensão do serviço da dívida pelo braço da Associação Internacional de Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial seria "neutra no valor presente líquido" e não prejudicaria seu rating de crédito.
Se o Grupo Banco Mundial "não participar de ações coletivas para suspender os pagamentos do serviço da dívida, seu papel como líder global no desenvolvimento multilateral será seriamente enfraquecido e a eficácia da iniciativa será prejudicada", afirmou Liu.
Na quarta-feira, as principais economias do G20 concordaram em suspender os pagamentos bilaterais do serviço da dívida oficial para os países mais pobres do mundo até o final do ano, um movimento rapidamente acompanhado por um grupo de centenas de credores privados. Esperava-se liberar mais de US $ 20 bilhões para os países gastarem no combate ao surto de coronavírus.
"Como um credor bilateral responsável, a China se envolverá ativamente em consultas bilaterais com países mutuários para efetivar as providências para a suspensão dos pagamentos do serviço da dívida alcançados pelo G20 por consenso", disse Liu.
O presidente do Banco Mundial, David Malpass, que pressionou pela iniciativa de dívida do G20, disse em uma reunião de autoridades financeiras do G20 que a tolerância da dívida por bancos multilaterais de desenvolvimento exigiria que eles mantivessem a capacidade de crédito.
“Suspender o pagamento aos MDBs, se não for totalmente compensado pelas novas contribuições dos acionistas, correria o risco de prejudicar os pobres no curto prazo, reduzindo nossa capacidade de fornecer assistência antecipada e, a longo prazo, reduzindo nossa capacidade de alavancagem ”, afirmou Malpass em comunicado.

CHINA APOIA EMISSÃO DE SDR

O governador do Banco Popular da China, Yi Gang, disse em comunicado separado ao comitê diretor do Fundo Monetário Internacional que a China apoia uma alocação geral de novos Direitos Especiais de Saque, o que aumentaria a liquidez dos países membros.
O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, na quinta-feira frustrou qualquer esperança de uma nova emissão de reservas monetárias do FMI no momento, dizendo que isso ajudaria pouco os países mais pobres e que a maioria dos benefícios fluiria para os países mais ricos que não precisam deles.
Fontes familiarizadas com as deliberações do FMI sobre o assunto disseram à Reuters nesta semana que os Estados Unidos também se opunham ao fornecimento de novos recursos ao Irã e à China sem condições.
"Também apoiamos uma alocação oportuna de Direitos de Saque Especiais (DSE), que foi comprovada como uma medida ágil e eficaz na resposta a crises anteriores", disse Yi.

Em 2009, o FMI destinou US $ 250 bilhões em novos DSE aos seus membros, proporcionando um aumento de liquidez durante as profundezas da última crise financeira. 


Tradução Google
Créditos Reuters, publicado originalmente em https://www.reuters.com/article/us-imf-worldbank-china-idUSKBN21Y3KN 

sábado, 18 de abril de 2020

China pede que EUA deixem de politizar a pandemia da COVID-19

China pede que EUA deixem de politizar a pandemia da COVID-19



Foto de arquivo mostra bandeiras nacionais da China e dos EUA na Avenida de Constituição em Washington, Estados Unidos. (Xinhua/Bao Dandan)
Beijing, 18 abr (Xinhua) -- Os Estados Unidos devem deixar de politizar a pandemia da COVID-19 e se concentrar em derrotar o vírus e impulsionar a economia, assinalou na sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.
Zhao fez as declarações durante uma entrevista coletiva logo depois que o secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper, disse que é "difícil acreditar na informação do Partido Comunista da China" e que "eles vêm enganando os Estados Unidos e foram opacos".
Zhao disse que a China adotou as medidas de prevenção e controle mais abrangentes, rigorosas e eficientes de maneira aberta, transparente e responsável desde o surto da COVID-19 e promoveu ativamente a cooperação internacional no controle da pandemia.
"Se os Estados Unidos foram enganados ou não tiveram informação suficiente nos primeiros dias, como puderam os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitir precauções contra a doença causada pelo novo coronavírus em 15 de janeiro? Por que os Estados Unidos anunciaram em 25 de janeiro uma decisão de fechar seu consulado em Wuhan e retirar todo seu pessoal? Por que, em 2 de fevereiro, proibiram a entrada de cidadãos chineses e estrangeiros que tivessem estado na China nos 14 dias anteriores?", perguntou Zhao.
Difamar a China não pode ajudar a parte americana a encobrir os fatos, e culpar outros não pode afugentar o vírus, disse Zhao, destacando que a comunidade internacional só pode vencer a batalha contra a pandemia através de esforços conjuntos.
"Pedimos que a parte americana se concentre mais em derrotar o vírus e em impulsionar a economia o mais cedo possível", disse Zhao.

Créditos Xinhua, publicado originalmente em http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/18/c_138988309.htm