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quarta-feira, 24 de abril de 2024

LFS Internacional - Chade também deseja expulsar as tropas estadounidenses do país - créditos MPR





LFS Internacional - 

Chade também deseja expulsar as tropas estadounidenses do país.

Notícias apontam que os EUA estão perdendo cada ve mais apoio e influência na África.

Créditos MPR.


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Chade também deseja expulsar as tropas estadunidenses do país.


Nas últimas semanas, o governo militar nigerino estabeleceu um acordo militar firmado entre ambas as nações e permitiu que membros do exército estadunidense operassem livremente em sua terra.


A decisão foi tomada pelos diplomatas estadunidenses, que não pensavam que a expulsão poderia ser tão repentina.


Sua surpresa é a mesma quando o vizinho Chade anuncia que deseja seguir o exemplo do Níger. Através de uma carta enviada aos representantes da embaixada estadunidense, o governo chadiano amenaza com poner fin al acordo de segurança (SOFA) que vincula ambos os países.


O documento foi enviado de forma bastante surpreendente e foi recebido de uma forma clássica. Um documento firmado pelo chefe do Estado Prefeito da Força Aérea Chadiana, Idriss Amin. No entanto, isso é incomum, especialmente em uma questão tão importante que, geralmente, é entregue à mão.


Washington suspeita que Chad deseja renegociar o acordo existente para que o resultado seja mais benéfico.


Muito em jogo, até o momento em que o general estadunidense Langley visitou o Chade em janeiro. Estive acompanhado pelo assessor principal da Africom, o sargento prefeito Michael Woods. Ambos se reuniram com o general Abakar Abdelkerim Daoud, chefe do prefeito do Estado do exército chadiano, para discutir a questão da influência russa e a segurança na região.


Os Estados Unidos estão perdendo cada vez mais influência na África. Recentemente, um relatório constatou que Washington foi mais enérgico na questão dos vínculos políticos e comerciais com os países africanos. Sem embargo, está sucedendo tudo o contrário.


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Rússia construirá uma usina nuclear em Burkina Faso


REUTERS/Anton Vaganov/File Photo
 


Rússia construirá uma usina nuclear em Burkina Faso


A junta militar que governa o Burkina Faso anunciou um acordo com a Rosatom, a empresa pública russa de energia nuclear, para construir uma central nuclear.


O memorando de entendimento foi assinado sexta-feira em Moscovo com o objetivo de promover a cooperação no domínio da utilização da energia atómica para fins pacíficos.


O acordo foi assinado pelo Ministro da Energia, Minas e Pedreiras do Burkina Faso, Simon Pierre Boussim, e pelo diretor-geral da Companhia Nacional Russa de Energia Atómica, Rosatom, Nikolai N. Spasski.


Burkina Faso é um dos países com a taxa de ligação à rede eléctrica mais baixa. Apenas 21 por cento da população tem fornecimento de electricidade.


O governo militar liderado por Ibrahim Traoré alinhou-se com a Rússia e pediu em Julho passado, durante a sua visita a Moscovo, ajuda para construir uma central nuclear.


“Temos uma necessidade crítica de energia. É um ponto importante para mim porque precisamos, se possível, construir uma central nuclear no Burkina Faso que gere electricidade”, declarou Traoré em Moscovo.


Créditos MPR/Reuters.



segunda-feira, 31 de julho de 2023

Após França condenar golpe no Níger, manifestantes depredam embaixada do país - BdF

Créditos BdF


Após França condenar golpe no Níger, manifestantes depredam embaixada do país

Governo de Macron afirma que não tolerará nenhum ataque contra o país ou interesses franceses

São Paulo |
 
Apoiadores agitam bandeiras russas e um cartaz com um slogan anti-França enquanto se reúnem em apoio à junta militar do Níger - AFP


Manifestantes depredaram a embaixada francesa na capital do Níger, Niamey, no último domingo (30). A multidão apoiava o grupo militar responsável pelo golpe de Estado, ocorrido na quarta-feira (26), e que há quatro dias mantém o presidente deposto Mohamed Bazoum preso no palácio presidencial. O Níger foi colônia da França desde o final do século 19 (ainda como África Ocidental Francesa) até 1960.

Os manifestantes arrancaram a placa da embaixada, apedrejaram e atearam fogo em bandeiras francesas e em uma das portas do prédio. Durante o ataque, eles também exaltavam o presidente Russo, Vladimir Putin, empunhando bandeiras da Rússia.

Os ataques ocorreram após a França defender que Bazoum retorne ao governo. Os militares que tomaram o poder afirmam que os ex-colonizadores querem intervir militarmente em favor do presidente deposto.

::Rebelião e tentativa de golpe: grupo de militares mantém presidente do Níger refém::

"Na sua linha de conduta, em sua busca de formas e meios para intervir militarmente no Níger, a França, com a cumplicidade de alguns nigerinos, realizou uma reunião com o Estado-Maior da Guarda Nacional do Níger para obter as autorizações políticas e militares necessárias", afirmou o grupo militar.

Em nota, o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, comunicou que a reação do país será imediata se houver ataques a cidadãos franceses, ao exército, diplomatas e aos interesses franceses. "Verão a França reagir de maneira imediata e irascível", diz o comunicado.

Atualmente, 1,5 mil soldados franceses estão no Níger e realizavam operações conjuntas com o exército local contra grupos guerrilheiros islâmicos que querem instituir a "guerra santa" (jihad) no país. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) também enviavam ajuda aos militares nigerinos.

A França ainda disse que apoia “todas as iniciativas regionais voltadas para a restauração da ordem constitucional", reiterando a exigência do retorno ao poder do presidente Mohamed Bazoum.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a Rússia espera que a legalidade no país seja restabelecida o mais rápido possível.

Até então, para o Ocidente, o Níger era um parceiro confiável no combate aos jihadistas do Sahel africano, em especial aos integrantes do grupo islâmico Boko Haran. A região é ainda palco de disputa entre França e Rússia por maior influência na região.

 
Sanções e expectativas

Os 15 países que integram a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Ecowas, na sigla em inglês) suspenderam as relações diplomáticas com o Níger, deram o prazo de uma semana para que Bazoum volte à presidência do país e anunciaram sanções financeiras e de viagens aos responsáveis pelo golpe de Estado. A entidade disse não descartar ações militares contra o Níger.

::Golpe de Estado: militares derrubam presidente do Níger::

"Caso as exigências das autoridades não sejam atendidas dentro de uma semana, tomaremos as medidas necessárias para restaurar a ordem constitucional na República do Níger. Tais medidas podem incluir o uso da força", disse o presidente da Comissão, Omar Alieu Touray, após reunião de emergência no domingo (30).

A França e a União Europeia suspenderam o apoio financeiro ao Níger. Os EUA ameaçam fazer o mesmo.

Para os militares, Bazoum precisou ser deposto devido a sua incapacidade de controlar a violência jihadista. O que culminou na deterioração da segurança do país. O general Abdourahamane Tiani, líder da Guarda Presidencial, se autoproclamou presidente do Níger, na sexta-feira (28).

O Níger é um dos países mais pobres do mundo, com poucos recursos naturais, mas importantes reservas de urânio, material usado para a fins energéticos ou nucleares, 

 

 

 

 

Edição: Rodrigo Durão Coelho

sábado, 29 de julho de 2023

Contornos de uma nova parceria: a cooperação Rússia-África na consolidação do mundo multipolar

 Créditos Sputnik



Contornos de uma nova parceria: a cooperação Rússia-África na consolidação do mundo multipolar

O presidente russo Vladimir Putin e o presidente da República Centro-Africana, Faustin Archange Touadera, participam de uma reunião à margem da 2ª Cúpula Rússia-África e Fórum Econômico e Humanitário no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
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Nos últimos tempos, a Rússia aumentou significativamente seus contatos diplomáticos e comerciais com a África. Tais laços com o continente africano provaram que o isolamento da Rússia é tão somente uma propaganda do Ocidente.
Diante desse contexto, a Segunda Cúpula Rússia-África, que teve lugar entre os dias 27 e 28 de julho, presenciou diversas reuniões de negócios, assim como novos contornos nas relações políticas entre as duas partes.
Não por acaso, num artigo recente escrito por Vladimir Putin na véspera do evento, o presidente russo menciona que "a Rússia saúda a crescente autoridade internacional [...] da África", assim como "seu desejo de fazer suas vozes serem ouvidas e de tomar os problemas do continente em suas próprias mãos".
Moscou tem continuamente apoiado os países africanos em sua busca por um lugar de destaque nas estruturas de governança global, incluindo no Conselho de Segurança da ONU, e também na reforma de instituições financeiras como o Banco Mundial e o FMI.
O presidente russo, Vladimir Putin, é visto na tela do telefone enquanto participa de uma declaração conjunta com o presidente das Comores, Azali Assoumani, da Segunda Cúpula Rússia-África no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
O presidente russo, Vladimir Putin, é visto na tela do telefone enquanto participa de uma declaração conjunta com o presidente das Comores, Azali Assoumani, da Segunda Cúpula Rússia-África no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023
Ainda no mesmo artigo, Putin destaca que "a África sente o fardo dos desafios globais como nenhuma outra parte do mundo", o que ajuda a explicar o desejo africano de assegurar a continuidade do acordo de grãos e sua preocupação com a segurança alimentícia no continente.
Ora, ainda que o acordo de grãos não tenha sido renovado no último dia 18 de julho, a Rússia (que detém sozinha 20% do mercado global de trigo) prometeu fornecer a quantidade de grãos necessários à África por sua própria conta.
Nos primeiros seis meses de 2023, por exemplo, a Rússia já exportou dez milhões de toneladas de grãos para a África. Não obstante, ainda em 2023 o comércio de produtos agrícolas entre a Rússia e o continente africano cresceu cerca de 60%.
Como asseverou mais uma vez Putin em seu artigo, a Rússia compreende "a importância do abastecimento ininterrupto de alimentos para o desenvolvimento socioeconômico e a estabilidade política dos Estados africanos".
Segunda Cimeira Rússia-África e Fórum Económico e Humanitário. Na mesa discussão o tópico Ciência fundamental: A Pedra Angular da Soberania Tecnológica, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
Segunda Cimeira Rússia-África e Fórum Económico e Humanitário. Na mesa discussão o tópico "Ciência fundamental: A Pedra Angular da Soberania Tecnológica, 28 de julho de 2023
Assim sendo, "apesar das sanções, a Rússia continuará seus esforços enérgicos para fornecer grãos, produtos alimentícios, fertilizantes e outros bens para a África". Já no plano político, ainda no mês de junho Putin mostrou a líderes africanos os termos da negociação entre Moscou e Kiev que serviriam de base para o encerramento do conflito na Ucrânia.
Conforme demonstrou o presidente russo, Kiev já havia praticamente concordado com as condições gerais do documento, que envolviam sobretudo a fixação de neutralidade permanente da Ucrânia em relação à OTAN.
O fim do conflito, no entanto, tão ansiado pelo Sul Global, acabou tendo sua resolução sabotada pelo Ocidente, que viu no fornecimento de armas e ajuda financeira a Kiev uma oportunidade de guerrear indiretamente contra a Rússia.
Diante desse quadro, continentes e regiões tidos como relativamente periféricos (e/ou semiperiféricos) dentro da economia mundial, como é o caso de América Latina e África, são os que mais sofrem pelo prolongamento do conflito e os que têm justamente se mostrado neutros diante da crise no Leste Europeu.
Participante na Segunda Cimeira Rússia-África e Fórum Económico e Humanitário no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
Participante na Segunda Cimeira Rússia-África e Fórum Económico e Humanitário no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum, 28 de julho de 2023
Com o tempo, a África, assim como o Sul Global, passou a estar comprometida com a criação de condições para um acerto de paz entre Rússia e Ucrânia, abordagem essa muito bem-vinda em vista do cenário atual. A Europa e os Estados Unidos, por sua vez, esperavam uma condenação em uníssono da Rússia por parte dos países africanos.
Contudo, a África ainda mantém viva na memória a ajuda oferecida por Moscou durante a Guerra Fria a seus processos de descolonização e de independência frente às antigas metrópoles europeias. Tal auxílio fez com que a Rússia adquirisse um grande capital político perante as lideranças africanas.
Até os dias atuais, como escreveu Putin, os russos continuam "comprometidos em auxiliar seus parceiros africanos de todas as maneiras possíveis para fortalecer sua soberania nacional e cultural, assim como para desempenhar um papel mais ativo na resolução de desafios regionais e globais".
A Rússia, por certo, entende a importância de fornecer assistência na formação e fortalecimento dos Estados africanos, ampliando assim sua soberania e capacidades de defesa. Logo, essa (re)aproximação de Moscou com a África (sugerida justamente em seu mais recente Conceito de Política Externa) visa expandir a política externa russa para o continente.
Sessão plenária da Segunda Cúpula Rússia-África e Fórum Econômico e Humanitário no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
Sessão plenária da Segunda Cúpula Rússia-África e Fórum Econômico e Humanitário no Centro de Congressos e Exposições ExpoForum em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023
Para este fim, Vladimir Putin anunciou durante a abertura da Cúpula a preparação de cerca de 30 projetos de energia na África, com uma capacidade total de geração de cerca de 3,7 gigawatts em 16 países diferentes.
Além do mais, dado que vários países africanos estão se preparando para ingressar na indústria de energia nuclear, Moscou já disponibilizou sua expertise para auxiliar o continente em mais esta empreitada. No momento, existe apenas uma usina nuclear em operação na África, a da África do Sul.
A segunda ainda está sendo construída no Egito pela estatal russa Rosatom. Em meio às divisões atuais que perpassam o mundo, como entre o Norte e o Sul, entre o eixo euro-atlântico e o eurasiático, entre a unipolaridade e a multipolaridade, a cooperação Rússia-África vai se fortalecendo e ampliando.
Participantes da Segunda Cúpula Rússia-África e Fórum Económico e Humanitário em São Petersburgo, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
Participantes da Segunda Cúpula Rússia-África e Fórum Económico e Humanitário em São Petersburgo, 28 de julho de 2023
Ao mesmo tempo, atendendo a seus interesses nacionais, consubstanciados no desenvolvimento econômico e social de suas populações, assim como na defesa da pluralidade civilizacional do planeta, russos e africanos têm cada vez mais se aproximado mesmo diante de mudanças drásticas na conjuntura internacional.
Estados Unidos e Europa pretendiam romper essas relações, mas fracassaram de forma flagrante. Novos polos de poder surgiram no sistema – deslocando a preeminência até então circunscrita aos países ocidentais.
Tudo isso se deve a uma tomada de consciência por parte de países da América Latina, África e Ásia que compartilham o desejo comum de participarem de forma ativa da condução dos negócios globais.
O presidente russo, Vladimir Putin, e os chefes das delegações participam de uma oportunidade para fotos de família durante a Segunda Cúpula Rússia-África e Fórum Econômico e Humanitário em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2023
O presidente russo, Vladimir Putin, e os chefes das delegações participam de uma oportunidade para fotos de família durante a Segunda Cúpula Rússia-África e Fórum Econômico e Humanitário em São Petersburgo, Rússia, 28 de julho de 2023
O momento não poderia ser mais propício para que os novos contornos dessa parceria entre Rússia e África pela consolidação de um mundo verdadeiramente multipolar desse os seus frutos.
As opiniões expressas neste artigo podem não coincidir com as da redação.