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sábado, 14 de outubro de 2023

Hezbolah intervirá na guerra se as tropas israelenses entrarem em Gaza

 

 

O Hezbolah intervirá na guerra se as tropas israelenses entrarem em Gaza

O antigo director da Segurança Libanesa, General Ibrahim Abbas, viajou a Paris para anunciar, sem grandes precauções diplomáticas, a intervenção da milícia libanesa na guerra, caso as tropas israelitas entrem em Gaza.


Leia mais sobre o Conflito:

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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

EGITO, À BEIRA DO COLAPSO, VÊ AUMENTO DA POBREZA E PODE REPETIR SINA DO LÍBANO! (Folha de SP, 30) --- créditos Ex-Blog do César Maia

 

EGITO, À BEIRA DO COLAPSO, VÊ AUMENTO DA POBREZA E PODE REPETIR SINA DO LÍBANO!

(Folha de SP, 30) Em julho, o líder do Egito, Abdel Fattah al-Sisi completa dez anos no poder. Mas o general terá pouco tempo para pensar no aniversário do golpe que deu em 2013. Dada a crise, esse mês parece cada vez mais distante e, em meados do ano, Sisi encontrará uma população ainda mais pobre e insatisfeita.

A libra egípcia perdeu cerca de 50% do seu valor desde março do ano passado. Já a taxa anual da inflação passou dos 20%. Os preços mudam durante o dia e são rabiscados e corrigidos a mão nas etiquetas.

Produtos básicos como ovo, carne e leite viraram itens de luxo. A classe média tem acumulado dois ou três empregos para poder pagar o aluguel e as parcelas do carro.

Dados de 2020 indicam que 30% da população vivia abaixo da linha da pobreza, uma cifra que, afirmam especialistas, aumentou bastante com os últimos anos de colapso.

Não é a pior crise econômica do Oriente Médio. Nas redondezas, o Líbano passa por uma hecatombe, com a desvalorização de sua moeda em 95% em relação ao dólar e a maior parte da população varrida para baixo da linha da pobreza. Mas o Líbano tem menos de 6 milhões de habitantes. Já o Egito, com quase 110 milhões, é o país árabe mais populoso; sua instabilidade repercute nesta região e no mundo.

Sisi tem culpado a conjuntura externa. A Guerra da Ucrânia é um dos principais fatores. Russos e ucranianos estavam entre os principais grupos que visitavam o Egito, país que depende do turismo. Deixaram de ir. O conflito também impediu a importação de trigo –o Egito é o maior comprador do grão no mundo. Na esteira, investidores externos deixaram o país, levando US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões).

Esses fatores externos provocam tanto impacto devido à fragilidade do sistema. "A economia egípcia depende da importação para os setores da indústria e da agricultura", diz Amr Adly, professor de economia política na Universidade Americana do Cairo e autor de "Cleft Capitalism" (capitalismo de fissura). O livro, de 2020, trata do fracasso egípcio em desenvolver sua economia.

Nesse contexto, a súbita piora da crise nesses meses não é bem uma surpresa. "Houve muitos sinais que foram ignorados pelo governo e pelo Fundo Monetário Internacional", afirma Adly.

Nos últimos anos, o país tem dependido cada vez mais de empréstimos em dólar e foi se expondo ao movimento de capital, razão pela qual a fuga dos investidores gerou tanto dano.

Para Adly, a crise egípcia, no entanto, não deve chegar ao extremo da libanesa. Ele menciona a dívida dos dois países, por exemplo. A do Líbano supera 150% de seu PIB. Já a do Egito está em torno de 90%. Além disso, o Líbano vive um vácuo de poder, com desavenças políticas impedindo a eleição de um novo presidente desde a saída de Michel Aoun em outubro. O professor menciona, também, o fato de que o sistema bancário do Egito é mais sólido do que o libanês, em colapso.

Para resolver a crise, o governo precisa agir. Com ajuda externa, pode reforçar os setores produtivos para que dependam menos de importação. "Isso precisa aparecer no radar de doadores e aliados", diz Adly.

Especialistas —incluindo os credores do Egito— têm sugerido que o governo reduza a participação do Exército na economia, permitindo o desenvolvimento da iniciativa privada em setores como a construção e a comunicação. Hoje, militares controlam parte da cadeia produtiva nesse regime autoritário.

A ausência de protestos, por ora, não pode ser tomada como um indicador de apoio popular ao regime de Sisi. O Egito proíbe manifestações públicas, prendendo e torturando opositores. Mas esse é o mesmo país que, no passado, revoltou-se pelo preço do pão. É também o país que, em 2011, foi às ruas exigir o fim da ditadura de Hosni Mubarak, durante o que ficou conhecido como Primavera Árabe.




Créditos Ex-Blog do César Maia



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domingo, 17 de outubro de 2021

LÍBANO - Hezbollah: Não usaremos roupas de guerra civil

Hezbollah: Não usaremos roupas de guerra civil

O chefe da facção do Hezbollah no parlamento libanês e o chefe do conselho executivo do movimento disseram em um comunicado que o sangue dos mártires de Beirute não seria desperdiçado, mas que o Hezbollah não estava caminhando para uma guerra civil e uma ameaça à paz interna do Líbano .

Hezbollah: Não usaremos roupas de guerra civil

De acordo com o Grupo Internacional da Agência de Notícias Fars, "Mohammad Raad", chefe da facção do Hezbollah no parlamento libanês , afirmou em um comunicado que o movimento não caminhará para uma guerra civil.

De acordo com Al - Ahd , ele disse: "Quando as pessoas saíram às ruas com o slogan de combate à corrupção, algumas pessoas foram encontradas em Jal al-Deeb e al-Zalqa (na província de Jabal) que gritaram que o Hezbollah é um terrorista e nós não quero que o Líbano seja ocupado pelo Irã. "

Ele acrescentou: "Se existe terrorismo (este terrorismo), são estes os que levantaram o slogan porque toda a história está matando, ameaçando e atingindo a paz interna". Qual é a história da ocupação do Irã? Cadê? Alguém vê um militar iraniano no Líbano? Mas esses são os mesmos racistas sionistas dentro do Líbano e mercenários no exterior que falam sobre a ocupação do Irã e nós queremos dizer eles ...

Ao anunciar que o Hezbollah sempre trabalhou pela paz interna entre os libaneses e pela ausência de guerra civil, Raad acrescentou: "Eles impediram a formação do governo por um ano e meio." Eles queriam nos quebrar durante o cerco, especialmente na questão da gasolina e combustível, e quando foi tomada a decisão de trazer navios de combustível do Irã, a mensagem foi clara de que estávamos prontos para qualquer confronto e derrota do cerco; Então, durante duas noites, o governo libanês foi formado. Apoiamos a formação deste governo porque o país caminha para o caos sem governo.

Ele acrescentou que o Hezbollah deseja incondicionalmente formar um governo budista, mas que há pessoas no Líbano que não concordam com Najib Mikati ou Saad al-Hariri e não querem nenhum governo. Entre eles estão aqueles que derramaram o sangue dos libaneses com atiradores colocados nos telhados para destruir a paz interna do Líbano.

Ao anunciar que o sangue dos mártires da última quinta-feira em Beirute não será desperdiçado, Raad disse que o crime cometido pelas forças filiadas às forças libanesas na semana passada tem sua própria conta e punição, mas o Hezbollah nunca será arrastado para a guerra civil e paz. E não vai ameaçar a paz interna. O governo deve conduzir uma investigação sobre o assunto e levar os perpetradores à punição.

Safiuddin: Hezbollah não usará as roupas da guerra civil

"O Hezbollah não usará as roupas da guerra civil", disse Seyyed Hashem Safi al-Din, presidente do conselho executivo do Hezbollah.

Segundo Al-Manar, acrescentou que há quem queira repetir a experiência da guerra civil a pretexto de apoiar a comunidade cristã perante as ameaças no Líbano.

Apoiadores do Hezbollah e do movimento Amal saíram às ruas na quinta-feira passada para protestar contra a má conduta de Tariq Bitar, o investigador responsável pelo bombardeio no porto de Beirute, e se reuniram pacificamente, atirando repentinamente em indivíduos desconhecidos dos telhados. As forças de segurança libanesas já prenderam 19 pessoas em conexão com o incidente, 17 delas libanesas e dois sírios . Os tiroteios resultaram em sete mártires e sessenta feridos.

Créditos Agencia FARS

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Conflitos estouram entre exército e grupo armado no norte do Líbano

Conflitos estouram entre exército e grupo armado no norte do Líbano

2020-09-28 14:10:28丨portuguese.xinhuanet.com

Beirute, 26 set (Xinhua) - O exército libanês invadiu no sábado um grupo armado em Wadi Khaled, norte do Líbano, levando a severos confrontos entre o exército e membros do grupo armado perto da fronteira com a Síria, informou a Agência Nacional de Notícias.

Uma fonte de segurança disse à Xinhua que os membros do grupo armado abriram fogo contra o exército libanês e os atacaram lançando granadas.

Enquanto isso, o canal de TV local al-Mayadeen relatou que dois membros do grupo armado se explodiram para evitar que fossem presos pelo exército libanês.

A maioria dos membros do grupo são cidadãos sírios, segundo o relatório.

Os residentes locais na área disseram que viram nuvens de fumaça subindo da área montanhosa.

Hassan Khaled, um residente de Wadi Khaled, disse à Xinhua que as pessoas ouviram claramente sons de balas e bombas.

A Agência Nacional de Notícias informou que os confrontos ainda estão em andamento enquanto o número de mortos e feridos ainda não foi identificado. 

Créditos Xinhua - http://portuguese.xinhuanet.com/2020-09/28/c_139403350.htm

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Notas Internacionais (por Ana Prestes) – 05/08/20 – especial Líbano

Notas Internacionais (por Ana Prestes) – 05/08/20 – especial Líbano

- O Líbano viveu uma tragédia ontem, 4 de agosto. Eram seis da tarde no país quando uma série de pequenas explosões, seguidas de uma grande explosão, incendiaram o porto da capital, Beirute. Ainda não há um número preciso de mortos, mas toda a imprensa internacional tem divulgado que gira em torno de 100 e ainda vai passar, pois há muitas pessoas soterradas. 

- O número de feridos está na casa dos 4 mil e de desalojados em 300 mil. Segundo sismólogos libaneses e alemães, a magnitude do impacto foi equivalente a um terremoto de 3.5 na escala Richter. A explosão repercutiu em toda a capital, chegando a causar danos em locais distantes do epicentro, como o aeroporto internacional que está a 9 km do local e teve janelas quebradas. 

- Pelo menos três hospitais foram danificados e pacientes precisaram ser transferidos. Há notícias de que enfermeiras morreram em serviço. Toda a infraestrutura portuária foi destruída e é por ali que o país recebe, armazena e exporta a grande maioria de seus produtos, como grãos, gás, medicamentos. Um grande galpão com toneladas de grãos foi totalmente destruído. Ao vistoriar a tragédia, o prefeito Jamal Itani descreveu a cidade como uma zona de guerra e disse que a reconstrução custará bilhões. Calcula-se um prejuízo material entre 3 e 5 bilhões de dólares. 

- O Governador da região metropolitana de Beirute, Marwan Abboud, anunciou que o governo está trabalhando para prover água, comida e abrigo para os desalojados. O Primeiro Ministro Hassan Diab convocou um dia de orações para hoje (5) e o presidente do país, Michel Aoun, convocou a reunião de um gabinete de crise para hoje e pode declarar estado de emergência por duas semanas. 

- Os países do golfo foram os primeiros a se solidarizar e o Catar enviou hospitais de campanha para aliviar um sistema hospitalar já sobrecarregado anteriormente. Austrália, que ajudou com 2 milhões de dólares, Irã, Índia, e França também estão entre os primeiros a prestar solidariedade, com envio de suprimentos médico-hospitalares e recursos financeiros. 

- O presidente francês Emmanuel Macron anunciou que viajará a Beirute acompanhado de especialistas em resgate e ajuda humanitária. Também a União Europeia vai enviar especialistas em incêndios e soterramentos, com veículos, cães e equipamentos para localização de vítimas soterradas.
 
- As causas da explosão ainda não estão esclarecidas. A princípio houve comentários sobre um depósito de fogos de artifício, mas investigações iniciais têm ligado a explosão a um estoque de 2750 toneladas de nitrato de amônia (geralmente usado como fertilizante) confiscado e guardado em um galpão na região portuária há seis anos. Por decisão judicial, o material já deveria ter sido exportado ou removido. Há no país um burburinho de omissão e negligência das autoridades públicas quanto ao armazenamento desse material.

- Funcionários do porto serão colocados em prisão domiciliar até o fim das investigações. Segundo notícias da Reuters, serão detidos funcionários que trabalham no setor de armazenamento desde 2014. 

- Países como EUA e Israel, não oficialmente, mas via imprensa, já plantaram notícias de que a explosão pode ter sido provocada pelo Hezbollah. A tv americana Fox News, chegou ao absurdo de dar uma manchete dizendo que “Explosões em Beirute parecem acidentais, mas as atividades do Hezbollah no porto estão sob escrutínio – o porto é conhecido por estar sob controle não oficial do Hezbollah”.

- Por sua vez, o grupo Hezbollah soltou uma nota dizendo que “a trágica catástrofe não tem precedentes e sua devastação tem sérias consequências em vários níveis e exigirá de todos os libaneses e das forças políticas e atores nacionais solidariedade, unidade e ação conjunta para superar os efeitos dessa provação cruel”. 

- Antes da explosão, o Líbano já vivia uma grave crise política, econômica e sanitária, com a pandemia do novo coronavírus. O final de 2019 e início de 2020 foram de grandes manifestações populares e troca de primeiro ministro. Lembre-se que o poder no Líbano é dividido entre as principais religiões, sendo o presidente cristão maronita, o primeiro ministro muçulmano sunita e o presidente do parlamento muçulmano xiita.

- Um dia antes da explosão, no dia 3 de agosto, o ministro de relações exteriores do país, Nassif Hitti, havia renunciado alegando uma grande crise de governança no país. Em sua carta de renúncia, ele também acusou o governo de se afastar demais dos países árabes e se aproximar muito do Irã. 

- Também dias antes da explosão, o primeiro ministro libanês, Hassan Diab, havia se pronunciado diante da elevação da tensão entre Israel e o Hezbollah, dizendo estar havendo violação da soberania libanesa por parte de Israel no sul do país, região que faz fronteira com o norte de Israel e está bastante tensa nas últimas semanas.

- A embaixada do Brasil em Beirute também sofreu as consequências da explosão. Apesar de estar distante do local da explosão, a cerca de 3 km, os vidros da embaixada foram destruídos, mas ninguém foi ferido, pois já não havia mais expediente no local. As casas dos diplomatas também foram atingidas. Segundo a coluna do Jamil Chade, a casa do diplomata brasileiro, Roberto Salone, sofreu danos severos e está destruída. Segundo os moradores, as janelas explodiram e as portas “voaram”. Em outra residência, mas de adido militar brasileiro, também houve danos nas janelas que chegaram a atingir a esposa do oficial, que foi atendida e passa bem.

- O Brasil faz parte da Força Tarefa Marítima (FTM) da Missão da ONU no Líbano – UNIFIL – Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Militares brasileiros vivem na região. Segundo a Marinha brasileira, a Fragata Independência que faz parte da força tarefa encontrava-se ontem patrulhando a região conhecida como Área de Operações Marítimas a uma distância de 15 km do porto de Beirute e chegou a se aproximar do porto em horário próximo da explosão, mas nenhum militar brasileiro foi ferido e também a embarcação não sofreu danos. 

- Tanto o governo brasileiro, como organizações da sociedade civil, autoridades, artistas e a população brasileira em geral, manifestaram sua solidariedade ao povo libanês neste momento difícil.

domingo, 5 de abril de 2020

Comandante do Hezbollah alegadamente próximo de Soleimani é morto no Líbano, diz mídia

Militantes do grupo xiita libanês Hezbollah
AP Photo / Mohammed Zaatari
INTERNACIONAL - ORIENTE MÉDIO
Comandante do Hezbollah alegadamente próximo de Soleimani é morto no Líbano, diz mídia.
O comandante do Hezbollah, milícia xiita libanesa, Ali Mohammed Younis, foi assassinado por desconhecidos no sul do Líbano neste sábado (4) relata a agência iraniana Tasnim.  Leia matéria: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020040515417640-comandante-do-hezbollah-alegadamente-proximo-de-soleimani-e-morto-no-libano-diz-midia/ 

terça-feira, 17 de março de 2020

INTERNACIONAL - China oferecerá mais doações ao Líbano para combate ao COVID-19, segundo seu embaixador

China oferecerá mais doações ao Líbano para combate ao COVID-19, segundo seu embaixador


Beirute, 15 mar (Xinhua) - O embaixador chinês no Líbano, Wang Kejian, disse no domingo que a China oferecerá mais doações ao Líbano para ajudar na luta contra o COVID-19.
"Estamos dispostos a oferecer doações ao Líbano e o governo chinês oferecerá alguns novos testes de PCR", disse Wang durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro da Saúde, Hamad Hassan, no aeroporto de Beirute.
Recentemente, o governo chinês ofereceu dois equipamentos de medição de temperatura humana ao aeroporto de Beirute e entregou 600 óculos de proteção médica ao Ministério da Saúde do Líbano.
O embaixador disse que o coronavírus é uma pandemia mundial que precisa de alta cooperação para ser combatido de maneira eficaz. "Não há país que possa enfrentá-lo sozinho e estamos prontos para mais cooperação com o governo libanês", disse ele.
Enquanto isso, Hassan agradeceu à China por sua valiosa assistência enquanto elogiava a amizade fraterna entre os dois países.
Ele também elogiou a tecnologia chinesa que, em sua opinião, reflete a disposição da China em manter a produção, mesmo em tempos difíceis.
Créditos XINHUA, publicado originalmente em - http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/17/c_138886236.htm

terça-feira, 27 de agosto de 2019

INTERNACIONAL - Líbano chama ataque de drone atribuído a Israel de 'declaração de guerra'

INTERNACIONAL -
Líbano chama ataque de drone atribuído a Israel de 'declaração de guerra'.
Do outro lado, o vice dos EUA, Mike Pence afirma que apoia o direito de defesa do governo israelense a 'ameaças iminentes'. Créditos G1, leia matéria: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/08/26/libano-chama-ataque-de-drone-atribuido-a-israel-de-declaracao-de-guerra.ghtml

sábado, 3 de agosto de 2019

Alemanha Mulls Banindo Irmandade Muçulmana sobre sua crescente influência

Exclusivo - Alemanha Mulls Banindo Irmandade Muçulmana sobre sua crescente influência

Segunda-feira, 15 de julho de 2019 - 06:00
Apoiadores da Irmandade Muçulmana. (Reuters)
Berlim - Raghida Bahnam
Quando o ex-presidente egípcio Mohammed Morsi faleceu no mês passado, mais de 300 mesquitas em toda a Alemanha pediram a realização da oração pelos mortos por ele. A maioria dessas mesquitas é afiliada à Comunidade Islâmica da Alemanha, que é financiada por Ancara através da União Turco-Islâmica para Assuntos Religiosos (DITIB). 

As orações foram realizadas na primeira sexta-feira após a morte de Morsi com elogios que os observadores disseram que foram tão longe para "glorificar" o falecido. O ex-membro do Partido Verde Volker Beck criticou os elogios, dizendo que eles não tinham nada a ver com religião ou islamismo, mas tentaram retratar os Morsi como um "mártir".

Fundadora e diretora do Centro de Pesquisa de Frankfurt sobre o Islã Global, Susanne Schröter alertou que havia uma conexão "perigosa" entre as mesquitas turcas na Alemanha e a Irmandade Muçulmana. 

Meses atrás, a Irmandade na Europa lançou, através do Conselho Europeu para Fatwa e Pesquisa, um aplicativo de celular que foi acusado de alimentar o ódio e o anti-semitismo. O Google recebeu inúmeras reclamações sobre o aplicativo, forçando-o a removê-lo temporariamente. Foi restaurado em abril e ainda está recebendo pedidos para ser removido.

Um jornal de Frankfurt disse no mês passado que o aplicativo tenta retratar a Irmandade Muçulmana como sendo aberta a outras religiões. A organização tenta retratar-se como pacífica e aberta, que é uma das razões pelas quais é mal interpretada e, muitas vezes, permite que ela ganhe uma grande influência na sociedade, observou. 

Trabalhando contra a integração social

A inteligência interna alemã reconheceu que a Irmandade conseguiu construir uma rede forte e extensa na Alemanha. O grupo também ganhou influência nos últimos anos. Descreve-o como mais perigoso do que o ISIS e a al-Qaeda porque não acredita nos fundamentos da democracia em que se baseia a vida na Europa.

Schröter concordou com essa avaliação, dizendo a Asharq Al-Awsat que era fácil detectar os apoiadores do ISIS e da Al-Qaeda, mas os seguidores da Irmandade eram "muito mais difíceis" de identificar. Ela explicou que os membros da Irmandade são frequentemente educados, enquanto os seguidores da Al-Qaeda geralmente não são. O ISIS e a Qaeda usam a violência para alcançar seus objetivos, enquanto a Irmandade desenvolve estratégias inteligentes para se infiltrar na sociedade alemã.

Nos últimos anos, a Irmandade aproveitou a enorme onda de refugiados que chegou à Alemanha para ganhar mais apoio. Comissário de refugiados e integração na União Democrata Cristã da Alemanha, Mustafa Ammar disse a Asharq Al-Awsat que a Irmandade trabalha contra os esforços de integração. Por exemplo, ele disse que funciona contra a integração das mulheres na sociedade e apóia a poligamia. "Ele quer introduzir a lei da Sharia em um país que a bane", alertou ele. 

Ammar revelou que o partido no poder estava discutindo a possibilidade de proibir a Irmandade na Alemanha. Caso o partido concordasse com a proibição, a proposta seria submetida ao parlamento para discussão e votação. 

Esforços para banir o Hezbollah

Semanas atrás, o parlamento votou uma proposta para proibir o partido libanês Hezbollah, com suas alas políticas e militares. A proposta foi submetida pela alternativa da extrema direita para a Alemanha, mas foi rejeitada. A União Democrata-Cristã, no poder, explicou que mudar a política em relação ao Hezbollah deve primeiro começar no nível europeu. A Alemanha só proíbe a ala militar do partido. Os principais partidos políticos alemães geralmente se opõem à proibição da ala política do Hezbollah, porque o partido possui legisladores e ministros no parlamento e governo libaneses. 

Ammar ressaltou que a Irmandade tinha uma chance maior de ser banida na Alemanha, uma vez que a organização foi banida no Egito.

Schröter disse, no entanto, que a proibição da Irmandade pode ser difícil na ausência de provas que comprovem seu envolvimento em atos violentos. A organização, disse ela, “mantém suas cartas perto de seu peito e esconde sua identidade e objetivos reais do público. Seus líderes falam em democracia, mas estão propagando princípios não democráticos. Eles realmente começaram a se infiltrar com sucesso na vida política e na sociedade, o que os torna uma grande ameaça ”.

Além disso, a Alemanha tem tentado impedir o financiamento estrangeiro para a Irmandade. O financiamento destina-se às suas instituições e mesquitas na Alemanha e é fornecido pela Turquia e pelo Qatar. A União Democrata Cristã aprovou uma proposta para barrar o financiamento estrangeiro de mesquitas e instituições religiosas na Alemanha e será submetida a votação no parlamento antes do final do ano. 

Schröter acredita que a proibição do financiamento estrangeiro de mesquitas turcas será difícil porque não viola a lei. Ela ressaltou que o principal problema está na “falta de consciência política e social” dos perigos da Fraternidade. Ela chegou a descrever os políticos da Alemanha como "ingênuos" ao acreditar que a Irmandade era apenas outra organização muçulmana.

A inteligência alemã está, no entanto, ciente do perigo do grupo e disse que tenta se retratar como uma alternativa “inofensiva” aos violentos grupos ISIS e Qaeda, alertando que a crescente influência do grupo pode representar uma ameaça para a sociedade. Os elogios que foram entregues para Morsi na Alemanha eram um lembrete gritante da influência e alcance da Irmandade na sociedade alemã.
Tradução Google.