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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Irã anuncia exercícios navais com Rússia e China

Navios de guerra da Marinha do Irã
© AP Photo / Agência de Notícias Fars, Mahdi Marizad




O Irã anunciou exercícios navais no Golfo de Omã com Rússia e China, segundo disse, no sábado (21), o chefe do departamento de assuntos internacionais do Estado-Maior Iraniano, brigadeiro-general Qadir Nezami.
"Em breve e pela primeira vez após a revolução islâmica, serão realizados exercícios conjuntos com a Rússia e a China", afirmou Nezami, segundo publicou a agência de notícias Fars.
Segundo ele, os exercícios com a participação dos três países serão realizados na parte norte do oceano Índico e no Golfo de Omã. Os exercícios têm vários objetivos, incluindo a troca de experiências, observou Nezami.
Nezami também disse que chefes do Estado-Maior de vários países visitariam Teerã em breve, mas sem especificar quais e nem quando esses encontros aconteceriam.
Em julho, o comandante da Marinha iraniana, o contra-almirante Hossein Khanzadi, disse que o Irã e a Rússia planejavam realizar exercícios conjuntos na região do oceano Índico até o final do ano. Ao mesmo tempo, ele não especificou a data dos exercícios. O ano iraniano começa em março e, portanto, os exercícios podem ser realizados antes de janeiro ou março de 2020.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, confirmou anteriormente as intenções de Teerã e Moscou de realizar exercícios navais conjuntos, observando que eles serão realizados no Oceano Índico e não são direcionados contra países terceiros. No entanto, à época o ministro não falou sobre a participação da China as manobras.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Inimigo será aprisionado e derrotado caso viole Irã, adverte major-general iraniano

Mísseis iranianos exibidos durante uma parada por ocasião do Dia Nacional do Exército (foto de arquivo)
AP Photo/Ebrahim Noroozi/Sputnik


O major-general Mohammad Hossein Baqeri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, declarou que o resultado de qualquer guerra contra o Irã será aprisionamento e derrota do inimigo.
"Temos dito repetidamente ao inimigo que se houver qualquer violação relacionada ao Irã, eles enfrentarão a mesma ação que ocorreu com o drone americano e o petroleiro britânico", afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Mohammad Hossein Baqeri, citado pela agência de notícias Tasnim.
Mohammad Hossein Baqeri acrescentou que o Irã não tem nenhuma inimizade contra a Arábia Saudita nem contra os Emirados Árabes Unidos.
Anteriormente, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, ressaltou que seu país não permitirá que ninguém viole suas fronteiras. Além disso, o comandante da Marinha do Irã, Hossein Khanzadi, deixou claro que Teerã está preparada para defender suas fronteiras marítimas e responder "esmagadoramente" a qualquer agressão inimiga.

Aumento de tensões

As tensões entre o Irã e a Arábia Saudita dispararam na semana passada com os ataques a refinarias sauditas da petrolífera estatal Aramco Saudita, ocasionando paralização temporária da maior refinaria do mundo, aumento do preço do petróleo e da incerteza no mercado mundial.
O movimento iemenita Houthis se responsabilizou pelos ataques às refinarias, mas os Estados Unidos responsabilizaram o Irã. Por sua vez, Teerã refutou as acusações.
Em 21 de setembro, os EUA enviaram o destróier Nitze para a costa nordeste da Arábia Saudita, em uma tentativa de "preencher a lacuna" na defesa antiaérea saudita.
Em agosto, os Estados Unidos convocaram Austrália, França, Alemanha, Japão, Noruega, Coreia do Sul, Reino Unido e outras nações a se unirem em uma coalizão que garantiria a passagem marítima segura pelas vias estratégicas do golfo por meio de vigilância aérea e navios-patrulha.