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domingo, 3 de março de 2024

Brasil e países da Celac lamentam mortes de civis e situação “catastrófica” em Gaza - créditos CNN

Créditos CNN.


Brasil e países da Celac lamentam mortes de civis e situação “catastrófica” em Gaza

Grupo ainda afirmou que exige ação da ONU para um cesar-fogo "imediato", e que todas as partes envolvidas no conflito "cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis"

Fumaça espalha-se sobre o norte da Faixa de Gaza, vista de Israel
Fumaça espalha-se sobre o norte da Faixa de Gaza, vista de Israel26/02/2024REUTERS/Amir Cohen


O Brasil e países da Comunidade da América Latina e Estados do Caribe (Celac) assinaram uma declaração lamentando a mortes de civis de palestinos e israelenses nos confrontos entre o Hamas e o exército de Israel, segundo documento divulgado neste sábado (2).


O encontro foi encerrado nesta sexta-feira (1º), em Buccament, São Vicente e Granadinas.

O grupo ainda citou preocupação com a situação humanitária “catastrófica” na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina.


Os países também afirmaram que exigem uma ação da Assembleia Geral das Nações Unidas para um cesar-fogo “imediato” na Faixa de Gaza, e que todas as partes envolvidas no conflito “cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis”.

A nota é assinada pelo Brasil e Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, República Dominicana, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago e República Bolivariana da Venezuela. 


Confira os pontos da declaração:

  1. Deploramos o assassinato de civis israelenses e palestinos, incluindo os cerca de 30.000 palestinos mortos desde o início da incursão de Israel em Gaza, e manifestamos profunda preocupação com a situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina.
  2. Endossamos fortemente a exigência da Assembleia Geral das Nações Unidas (A/ES-10/L.27) de um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza e de que todas as partes no conflito cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis.
  3. Tomamos nota dos casos em curso perante a Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina pelo Estado de Israel constitui uma violação do direito internacional e se o ataque de Israel a Gaza constituiria genocídio.
  4. Exigimos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, bem como a garantia de acesso humanitário às áreas afetadas, e apoiamos a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA).
  5. Recordamos as múltiplas Resoluções relevantes da Assembleia Geral das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, que reiteram a importância crucial do estabelecimento de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado dentro de fronteiras seguras e reconhecidas.
  6. Decidimos convocar, sob a presidência ´pro tempore´ da República de Honduras, um mecanismo apropriado para monitorar ativamente o impacto dessa incursão na recuperação, no desenvolvimento e na segurança da Palestina, e na busca de uma paz justa e duradoura entre os Povos israelense e palestino.

 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

LFS INTERNACIONAL: Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa - créditos CNN

LFS INTERNACIONAL: 

Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa - créditos CNN.

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Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa

Agora sob Lula, Ministério das Relações Exteriores disse “acompanhar com preocupação" a visita de um ministro israelense à Esplanada dos Mesquitas, sagrada tanto para judeus quanto para muçulmanos

Danilo Moliternoda CNN

São Paulo

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O Itamaraty emitiu uma nota na terça-feira (3) em que critica a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas — localidade de Jerusalém considerada sagrada tanto por judeus quanto por muçulmanos.

Agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério das Relações Exteriores afirmou “acompanhar com grande preocupação a incursão de Ben-Gvir”, que ocorreu na terça-feira. A nota ainda defende acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade.


“Ações que, por sua própria natureza, incitam à alteração do status de lugares sagrados em Jerusalém constituem violação do dever de zelar pelo entendimento mútuo, pela tolerância e pela paz”, aponta.

A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reitera a posição do Brasil em favor do equilíbrio e da paz nas relações entre Palestina e Israel. Durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o Executivo federal adotou política mais alinhada ao governo israelense.

“O governo brasileiro exorta ambas as partes a se absterem de ações que afetem a confiança mútua necessária à retomada urgente do diálogo com vistas a uma solução negociada do conflito”, completa a pasta.

As tensões em Jerusalém

A incursão do ministro israelense recém-empossado elevou as tensões em Jerusalém. O complexo em questão é considerado o local mais sagrado para o judaísmo e o terceiro mais sagrado para islamismo.

A região contém a Mesquita de Al-Aqsa e os locais do Primeiro Templo e do Segundo Templo judaico, destruídos. Somente os muçulmanos podem rezar na região sob um acordo de décadas. Todavia, Ben Gvir acredita que os judeus também deveriam ter o direito de orar no espaço.

Político de extrema-direita, o ministro israelense já foi condenado por incitar o terrorismo e o racismo no passado.

Os palestinos imediatamente se opuseram à visita. “Condenamos veementemente o ataque do extremista Ben Gvir à abençoada Mesquita de Al-Aqsa e consideramos isso uma provocação sem precedentes e uma séria ameaça”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em um comunicado.

Com informações de Abeer Salman, Irene Nasser e Elliott Gotkine, da CNN Internacional.

Créditos CNN

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Brasil apoia plano dos EUA para Israel e Palestina

Brasil apoia plano dos EUA para Israel e Palestina


O governo brasileiro se posicionou nesta quarta-feira a favor do plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para solucionar o conflito entre Israel e Palestina, e afirmou que "configura uma visão promissora para que, depois de sete décadas de esforços infrutíferos, retomar o caminho rumo a tão desejada solução do conflito". Créditos XINHUA>

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Autoridade Palestina protesta contra inauguração de escritório diplomático do Brasil em Jerusalém

Autoridade Palestina protesta contra inauguração de escritório diplomático do Brasil em Jerusalém


A Autoridade Palestina (AP) convocou no domingo seu embaixador no Brasil em protesto contra a inauguração de um escritório diplomático para o Brasil em Jerusalém, informou o Ministério das Relações Exteriores da AP em comunicado oficial. Créditos XINHUA.