Brasil - Israel
| Brasil não terá embaixador em Israel enquanto Netanyahu seguir no poder |
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Créditos CNN.
Grupo ainda afirmou que exige ação da ONU para um cesar-fogo "imediato", e que todas as partes envolvidas no conflito "cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis"

O Brasil e países da Comunidade da América Latina e Estados do Caribe (Celac) assinaram uma declaração lamentando a mortes de civis de palestinos e israelenses nos confrontos entre o Hamas e o exército de Israel, segundo documento divulgado neste sábado (2).
O encontro foi encerrado nesta sexta-feira (1º), em Buccament, São Vicente e Granadinas.
O grupo ainda citou preocupação com a situação humanitária “catastrófica” na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina.
Os países também afirmaram que exigem uma ação da Assembleia Geral das Nações Unidas para um cesar-fogo “imediato” na Faixa de Gaza, e que todas as partes envolvidas no conflito “cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis”.
A nota é assinada pelo Brasil e Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, República Dominicana, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago e República Bolivariana da Venezuela.
Exatamente como Lula, o G20 defende a solução de dois Estados: Palestino e Israel.
Leia matéria colhida da Revista Bras.il - https://capitaofernando.blogspot.com/2024/02/exatamente-como-lula-o-g20-defende.html
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Brasil se torna 1º país a exportar carne de frango para o mercado israelense.
Foto: AP Photo / Charlie Neibergall. Créditos Sputnik, leia mais: https://capitaofernandoagriculturaepecuaria.blogspot.com/2023/09/brasil-se-torna-1-pais-exportar-carne.html
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Indicado a Tel Aviv pelo governo Bolsonaro, Gerson Menandro Garcia de Freitas é general do Exército e não diplomata de carreira

Danilo Moliternoda CNN
São Paulo
O Itamaraty oficializou na edição de segunda-feira (9) do Diário Oficial da União (DOU) a remoção de Gerson Menandro Garcia de Freitas do cargo de embaixador do Brasil em Israel. General do Exército brasileiro, Gerson não é diplomata de carreira.
Ele havia sido indicado à posição em Tel Aviv pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).
A portaria da remoção é assinada pelo atual ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O militar havia sido nomeado para o cargo em setembro de 2020, com indicação do então chanceler, Ernesto Araújo.
Graduado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o general era gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) antes de ser nomeado embaixador.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia oficializado também na segunda-feira a remoção de Nestor Forster da Embaixada do Brasil em Washington.
Durante o mandato de Bolsonaro, o Executivo federal se deslocou da posição de equilíbrio que adotava sobre as relações entre Palestina e Israel. Mais próximo do governo israelense, o ex-presidente cogitou no início da gestão mover a embaixada brasileira, de Tel Aviv para Jerusalém — local sagrado tanto para judeus quanto para mulçumanos.
Contudo, nos primeiros dias de sua gestão, o governo Lula sinalizou o retorno à posição de neutralidade. O Itamaraty emitiu uma nota em que criticou a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.
A nota defendia acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade. A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reiterava a posição do Brasil em favor do equilíbrio nas relações entre os países.
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Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa - créditos CNN.
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Agora sob Lula, Ministério das Relações Exteriores disse “acompanhar com preocupação" a visita de um ministro israelense à Esplanada dos Mesquitas, sagrada tanto para judeus quanto para muçulmanos
Danilo Moliternoda CNN
São Paulo
O Itamaraty emitiu uma nota na terça-feira (3) em que critica a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas — localidade de Jerusalém considerada sagrada tanto por judeus quanto por muçulmanos.
Agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério das Relações Exteriores afirmou “acompanhar com grande preocupação a incursão de Ben-Gvir”, que ocorreu na terça-feira. A nota ainda defende acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade.
“Ações que, por sua própria natureza, incitam à alteração do status de lugares sagrados em Jerusalém constituem violação do dever de zelar pelo entendimento mútuo, pela tolerância e pela paz”, aponta.
A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reitera a posição do Brasil em favor do equilíbrio e da paz nas relações entre Palestina e Israel. Durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o Executivo federal adotou política mais alinhada ao governo israelense.
“O governo brasileiro exorta ambas as partes a se absterem de ações que afetem a confiança mútua necessária à retomada urgente do diálogo com vistas a uma solução negociada do conflito”, completa a pasta.
A incursão do ministro israelense recém-empossado elevou as tensões em Jerusalém. O complexo em questão é considerado o local mais sagrado para o judaísmo e o terceiro mais sagrado para islamismo.
A região contém a Mesquita de Al-Aqsa e os locais do Primeiro Templo e do Segundo Templo judaico, destruídos. Somente os muçulmanos podem rezar na região sob um acordo de décadas. Todavia, Ben Gvir acredita que os judeus também deveriam ter o direito de orar no espaço.
Político de extrema-direita, o ministro israelense já foi condenado por incitar o terrorismo e o racismo no passado.
Os palestinos imediatamente se opuseram à visita. “Condenamos veementemente o ataque do extremista Ben Gvir à abençoada Mesquita de Al-Aqsa e consideramos isso uma provocação sem precedentes e uma séria ameaça”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em um comunicado.
Com informações de Abeer Salman, Irene Nasser e Elliott Gotkine, da CNN Internacional.
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