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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Governo Lula remove general do Exército do cargo de embaixador do Brasil em Israel


Governo Lula remove general do Exército do cargo de embaixador do Brasil em Israel

Indicado a Tel Aviv pelo governo Bolsonaro, Gerson Menandro Garcia de Freitas é general do Exército e não diplomata de carreira

Gerson Menandro Garcia de Freitas, ex-embaixador do Brasil em Israel
Gerson Menandro Garcia de Freitas, ex-embaixador do Brasil em IsraelEdilson Rodrigues / Agência Senado

Danilo Moliternoda CNN

São Paulo

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O Itamaraty oficializou na edição de segunda-feira (9) do Diário Oficial da União (DOU) a remoção de Gerson Menandro Garcia de Freitas do cargo de embaixador do Brasil em Israel. General do Exército brasileiro, Gerson não é diplomata de carreira.

Ele havia sido indicado à posição em Tel Aviv pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

A portaria da remoção é assinada pelo atual ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O militar havia sido nomeado para o cargo em setembro de 2020, com indicação do então chanceler, Ernesto Araújo.

Graduado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o general era gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) antes de ser nomeado embaixador.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia oficializado também na segunda-feira a remoção de Nestor Forster da Embaixada do Brasil em Washington.

A embaixada de Israel e as relações no Oriente Médio

Durante o mandato de Bolsonaro, o Executivo federal se deslocou da posição de equilíbrio que adotava sobre as relações entre Palestina e Israel. Mais próximo do governo israelense, o ex-presidente cogitou no início da gestão mover a embaixada brasileira, de Tel Aviv para Jerusalém — local sagrado tanto para judeus quanto para mulçumanos.

Contudo, nos primeiros dias de sua gestão, o governo Lula sinalizou o retorno à posição de neutralidade. O Itamaraty emitiu uma nota em que criticou a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

A nota defendia acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade. A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reiterava a posição do Brasil em favor do equilíbrio nas relações entre os países.

Créditos CNN

 



quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

LFS INTERNACIONAL: Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa - créditos CNN

LFS INTERNACIONAL: 

Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa - créditos CNN.

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Após alinhamento na era Bolsonaro, Itamaraty critica Israel por visita em área de disputa

Agora sob Lula, Ministério das Relações Exteriores disse “acompanhar com preocupação" a visita de um ministro israelense à Esplanada dos Mesquitas, sagrada tanto para judeus quanto para muçulmanos

Danilo Moliternoda CNN

São Paulo

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O Itamaraty emitiu uma nota na terça-feira (3) em que critica a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas — localidade de Jerusalém considerada sagrada tanto por judeus quanto por muçulmanos.

Agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério das Relações Exteriores afirmou “acompanhar com grande preocupação a incursão de Ben-Gvir”, que ocorreu na terça-feira. A nota ainda defende acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade.


“Ações que, por sua própria natureza, incitam à alteração do status de lugares sagrados em Jerusalém constituem violação do dever de zelar pelo entendimento mútuo, pela tolerância e pela paz”, aponta.

A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reitera a posição do Brasil em favor do equilíbrio e da paz nas relações entre Palestina e Israel. Durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o Executivo federal adotou política mais alinhada ao governo israelense.

“O governo brasileiro exorta ambas as partes a se absterem de ações que afetem a confiança mútua necessária à retomada urgente do diálogo com vistas a uma solução negociada do conflito”, completa a pasta.

As tensões em Jerusalém

A incursão do ministro israelense recém-empossado elevou as tensões em Jerusalém. O complexo em questão é considerado o local mais sagrado para o judaísmo e o terceiro mais sagrado para islamismo.

A região contém a Mesquita de Al-Aqsa e os locais do Primeiro Templo e do Segundo Templo judaico, destruídos. Somente os muçulmanos podem rezar na região sob um acordo de décadas. Todavia, Ben Gvir acredita que os judeus também deveriam ter o direito de orar no espaço.

Político de extrema-direita, o ministro israelense já foi condenado por incitar o terrorismo e o racismo no passado.

Os palestinos imediatamente se opuseram à visita. “Condenamos veementemente o ataque do extremista Ben Gvir à abençoada Mesquita de Al-Aqsa e consideramos isso uma provocação sem precedentes e uma séria ameaça”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em um comunicado.

Com informações de Abeer Salman, Irene Nasser e Elliott Gotkine, da CNN Internacional.

Créditos CNN

domingo, 24 de outubro de 2021

🧿 Reabertura da Missão Palestina dos EUA em Jerusalém “pode não acontecer”

 🧿 Reabertura da Missão Palestina dos EUA em Jerusalém “pode não acontecer”

O vice-ministro das Relações Exteriores, Idan Roll, disse neste domingo que o governo Biden pode arquivar seu plano de reabrir uma missão diplomática dos EUA para palestinos em Jerusalém, depois que Israel expressou oposição a tal movimento. O consulado de Jerusalém foi incorporado à embaixada dos EUA, que foi transferida de Tel Aviv para Jerusalém, em 2018, pela administração do ex-presidente Donald Trump. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou este mês o plano de Washington de reabrir o consulado em um esforço para reparar os laços palestinos. Ele não deu prazo. “Acredito ter boas razões para pensar que isso não vai acontecer”, disse Roll. “Os americanos entendem a complexidade política. Temos relações muito boas… Não acreditamos em surpreendê-los. Não acho que eles vão tentar nos surpreender”. Porta-vozes da embaixada dos EUA não foram encontrados para comentar. Israel considera toda Jerusalém sua capital indivisível e diz que não consentirá na reabertura do consulado. A reabertura do consulado poderia enfraquecer o primeiro-ministro Naftali Bennett e minar seu frágil governo interpartidário, argumentaram autoridades israelenses. Fonte: Hamodia 

Créditos Bras.il