domingo, 21 de fevereiro de 2021

CHINA - Xi responde a carta de soldados centenários

 

Ampliação: Xi responde a carta de soldados centenários

2021-02-19 18:10:34丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 19 fev (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou a necessidade de contar mais histórias sobre o Partido Comunista da China (PCC), suas gloriosas tradições e excelente conduta para orientar os membros do Partido, especialmente as gerações mais jovens, a permanecerem fiéis à missão fundadora, firmarem sua fé e lutarem bravamente.

Xi, também secretário-geral do Comitê Central do PCC e presidente da Comissão Militar Central, fez o comentário ao escrever nesta quinta-feira para mais de 40 soldados veteranos centenários, membros de uma sociedade de pesquisa com sede em Shanghai, sobre a história do Novo Quarto Exército.

"Desde jovens, vocês se dedicaram à revolução, lutando bravamente pela causa do Partido e do povo. Agora, como centenários, vocês continuam a se preocupar com a educação sobre a história do Partido. Este profundo amor pelo Partido é admirável", afirmou Xi na carta.

Observando que a história revolucionária da China é o melhor livro escolar para os comunistas chineses, Xi disse que os veteranos conhecem melhor do que outros a aspiração original do Partido e a missão fundadora, pois viveram os grandes avanços históricos que viram a nação se erguer, tornar-se próspera e crescer em força.

Xi expressou esperança de que os veteranos continuem a desempenhar sua parte no próximo estudo em todo o Partido sobre sua própria história, orientando os seus membros a trabalharem incansavelmente para construir plenamente uma China socialista moderna na nova era.

Fundada em 1980, a sociedade de pesquisa se dedica ao estudo e divulgação da história do Partido e do exército.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Clipping Internacional - 14/02/2021 - Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos - Carta Maior

Clipping Internacional - 14/02/2021

Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos


(Reprodução/bit.ly/3b0A69U)

Créditos da foto: (Reprodução/bit.ly/3b0A69U)

1. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

LULA/O general Villas-Boas revela que conspirou contra a libertação de LulaConteúdo escandaloso do livro "General Villas Boas: conversas com o comandante". O ex-chefe do Exército Brasileiro revelou que lideranças militares conspiraram contra a libertação de Lula da Silva. Villas Boas admite que o texto disparado via Twitter ameaçava os ministros do STF. As revelações e afirmações que surgiram nos últimos dias abalam o Brasil. O depoimento que surpreendeu veio um dia antes, por intermédio de Gilmar Mendes, um dos veteranos do Supremo Tribunal Federal, em resposta às revelações sobre a forma como o ex-desembargador Sérgio Moro atuou no julgamento que o ex-presidente Lula da Silva condenou prisão, Mendes admitiu se sentir "perturbado". (Página 12, Argentina; Público, Portugal; El Telégrafo, Equador) | bit.ly/3rNTuhe | bit.ly/37vlJcX | bit.ly/3ddNGt5

LAVAJATO/Moro é parcial e suspeitoAdvogado comemora fim da Lava Jato e acusação contra Moro no STF: "O ex-juiz é parcial e suspeito". O advogado e professor Fabiano Silva dos Santos, coordenador do grupo Prerrogativas, que denuncia a violação das prerrogativas profissionais dos advogados de defesa durante a Lava Jato. "A operação Lava Jato é talvez um dos maiores escândalos jurídicos de que se tem notícia, não só no Brasil, mas no mundo. Para o Estado Democrático de Direito e para nós, professores, que temos como missão ensinar milhares de alunos a operar adequadamente o Direito, seria muito produtivo que ela fosse de fato extinta e ficasse como um péssimo exemplo de como se aparelhar e como se utilizar mal o poder judiciário", disse o advogado. (RFI, França) | bit.ly/3u0ytl6

GOVERNO BOLSONARO/Ministério da Cidadania paga o apoio do ‘Centrão’O presidente brasileiro Jair Bolsonaro nomeou na sexta-feira o deputado João Roma, do partido republicano e integrante do chamado "Centrão", bloco de centro-direita que fortaleceu a base do presidente. Roma, advogado de 48 anos, era o chefe de gabinete do prefeito de Salvador, ACM Neto, atual presidente do DEM, outra formação daquele bloco alinhado em sua vasta maioria com Bolsonaro para apoiar os candidatos do presidente para comandar o Congresso. O Partido Republicano, com forte presença evangélica, um dos setores que mais apoia o Bolsonaro, não tinha ministério no atual governo. O Ministério da Cidadania cuida dos programas de assistência social do Governo. As mudanças ministeriais visam as eleições de 2022. (El Diário, Espanha) | bit.ly/3u027qX | bit.ly/2Oyyb4N

CRIMINALIDADE/ Homicídios voltam a subir no Brasil em 2020. Mortes violentas que voltam a aumentar depois de dois anos de queda. De acordo com os dados do Monitor de Violência, cinco pessoas morreram por hora o ano passado. Compra de armas quase duplicou em relação a 2019. O confinamento imposto pela pandemia daC-19 no Brasil não foi suficiente para travar a subida de mortes violentas, contrariando uma tendência de queda dos últimos dois anos. O Nordeste foi a região mais assolada pelo aumento de homicídios. (Público, Portugal) | bit.ly/3dkxC8W

ARMAS/A obsessão de Bolsonaro: ampliar a liberação de armas a civisO presidente brasileiro Jair Bolsonaro deu um novo passo em seu objetivo de promover a "autodefesa" e flexibilizar ainda mais o acesso dos civis às armas, por meio de um decreto publicado neste sábado no Diário Oficial da União. De acordo com o texto, os cidadãos que possuem as licenças correspondentes agora poderão comprar até seis armas e 2.000 munições por ano; Flexibilizar o acesso às armas foi uma das ofertas que Bolsonaro apresentou aos brasileiros na campanha eleitoral de 2018, mas várias das medidas que tem adotado nesse sentido foram moderadas ou mesmo anuladas pelo Parlamento ou pela Justiça. (El Diário, Espanha; El Espectador, Colômbia; Jornal de Notícias, Portugal) | bit.ly/2N5NC47 | bit.ly/3agIxPh | bit.ly/3qoAjKG

AMAZÔNIA/Redes de supermercado acusadas de comprar carne de desmatamento. Três das maiores redes de supermercados dos Estados Unidos vendem carne brasileira produzida por uma polêmica empresa de carnes ligada à destruição da floresta amazônica, revelou uma investigação. Os gigantes do setor alimentício Walmart, Costco e Kroger - que juntas totalizaram vendas líquidas de mais de meio trilhão de dólares no ano passado - estão vendendo carne bovina brasileira importada da JBS, a maior empresa de carne do mundo, que está associada ao desmatamento. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/2MYD07g

COVIDKIT/Médicos também entraram nas prescrições do Dr. Bolsonaro. A reportagem relata o que aconteceu com um casal da Amazônia. “Minha esposa e eu tivemos Covid-19. Nosso médico prescreveu um medicamento usado para tratar parasitas em gado”. Um coquetel de pílulas - o Covid Kit - varreu o Brasil devastado por coronavírus, apesar das poucas provas científicas de que ajuda. Foram muitos os médicos que recomendaram o tratamento recomendado por diretrizes do governo Bolsonaro como a azitromicina e a ivermectina. (The Washington Post, EUA) | wapo.st/3rR703r

NEGACIONISMO BOLSONARISTA/Pastores evangélicos mentem a índios sobre vacinas. Os indígenas da floresta convencidos pelas falsas notícias e piadas do negador presidente Bolsonaro sobre as doses de imunizante que "se transformam em crocodilos". A tensão está crescendo entre as tribos da Amazônia brasileira e as equipes médicas envolvidas na assistência e tratamento contra Covid. Os indígenas não querem ser vacinados e desconfiam dos profissionais de saúde. Eles temem ser infectados pelo coronavírus ou outras doenças. O clima é particularmente tenso. A nova onda do coronavírus com as cenas angustiantes de centenas de pacientes enfileirados, à espera de oxigênio que é escasso e em muitos casos exausto, exasperam os ânimos em Manaus e na mata circundante. (La Repubblica, Itália) | bit.ly/3qlvS3b

RIO DE JANEIRO/A cidade que se comporta como se a pandemia não existisseRevista francesa visita o Rio de Janeiro, “um mundo onde a pandemia nunca existiu”. A revista francesa Le Point traz em sua edição desta semana uma longa reportagem realizada no Rio de Janeiro. O enviado especial da publicação conta que as praias continuam lotadas e as festas incitam aglomerações em uma cidade que não parece enfrentar uma pandemia. (RFI, França) | bit.ly/3bkcIVd

CARNAVAL/O Rio de Janeiro sem carnaval. ‘É tudo tão triste’: o Rio lamenta a perda do barulho e da paixão do carnaval. As escolas de samba lutam para se manter otimistas, já que o cancelamento dos desfiles prejudica empregos e diminui a esperança nas favelas. Para os acadêmicos da Rocinha, a escola de samba da favela mais famosa do Brasil, 2021 deveria anunciar um novo amanhecer. O surto de coronavírus, que matou cerca de 240 mil brasileiros, forçou o cancelamento dos desfiles que deveriam ter começado na sexta-feira, pela primeira vez desde que começaram em 1932. (The Guardian, Inglaterra; Le Monde, França; Jornal de Notícias, Portugal) | bit.ly/3b6KvRy | bit.ly/37dtP9O | bit.ly/3ajPv5X

2. NOTÍCIAS DO MUNDO

EUA/A supremacia branca venceu ontem. 'A supremacia branca venceu hoje': críticos condenam a absolvição de Trump como voto racista. Analistas dizem que a "brancura protege a si mesma" depois que apenas sete republicanos votaram para condenar Trump por incitar motins mortais no Capitólio. Em um discurso anterior, Trump exortou seus seguidores a ‘lutar’ contra o voto e chamou seu público de maioria branca de ‘o povo que construiu esta nação’. O ex-presidente foi julgado esta semana por seu papel na incitação à insurreição de 6 de janeiro no Capitólio dos EUA, onde muitos de seus seguidores agitaram bandeiras confederadas e usaram roupas e símbolos racistas e antissemitas enquanto invadiam o prédio. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/3jPo86R

EUA/Trump escapa do impeachmentOs senadores votaram 57-43 a favor da condenação, não conseguindo alcançar os 67 votos (2/3) necessários para declarar o ex-presidente Trump culpado de incitar a rebelião no Capitólio. 7 republicanos rompem com ex-presidente na votação do segundo impeachment. O veredicto traz um fim abrupto ao quarto julgamento de impeachment presidencial nos EUA história, concluindo depois de apenas cinco dias. Trump escapou, mas não foi liberado. É improvável que seja a palavra final para Trump, seu partido mal dividido ou as feridas inflamadas que o motim de 6 de janeiro deixou para trás. O presidente que saiu do julgamento de impeachment do ano passado se sentindo encorajado emerge deste isolado a portas fechadas na Flórida e enfrentando um futuro político e jurídico incerto.( The New York Times, EUA) | nyti.ms/3rXPRFz | nyti.ms/37dhtP8

EUA/ Senado McConnell vota não mas condena TrumpO "inocente" de McConnell e o dilema republicano. O senador que simbolizou a aliança de Trump com o partido vota para absolver o ex-presidente cujos excessos lhe custam mais, mas o considera "crítico e moralmente responsável". Quando Mitch McConnell foi questionado no verão de 2017 como era ser um líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, ele respondeu que era "um pouco como ser um gerente de cemitério. Todos estão abaixo de você", explicou ele, "mas ninguém ouve você." (El País, Espanha) | bit.ly/3rTNqnq

EQUADOR/Recontagem dos votos com a aprovação da OEA. AntiCorreísmo concordou com uma recontagem massiva. Num acordo em que participaram apenas os dois candidatos que ficaram em segundo lugar, sem consultar o que ganhou amplamente no primeiro turno, foi aprovada uma revisão massiva da eleição. As autoridades eleitorais não explicaram os motivos nem fixaram prazos para o fazer. A decisão da CNE ocorreu após uma reunião em que participou apenas o candidato Guillermo Lasso, da coligação CREO-Partido Social Cristão (PSC), segundo nas eleições, Yaku Pérez, do partido Pachakutik, terceiro no resultado eleitoral e a OEA. (Página 12, Argentina) | bit.ly/3bkcJIL

ARGENTINA/’Lawfare’ na Argentina: decisões judiciais contestadas por FernándezApós uma série de decisões judiciais alinhadas com a lei anti-governamental, o Presidente e o Ministro da Justiça sublinharam que uma democracia não pode coexistir com juízes que concordaram com o PRO em “estabelecer causas para perseguir os seus adversários” e que agora garantem a impunidade de macrismo. Alberto Fernández destacou a necessidade de "mudanças urgentes". O ministro Losardo questionou os juízes que "concordaram" com Macri em suas decisões e agora garantem a impunidade de ex-funcionários do governo ‘Juntos por el Cambio’ de Macri. “É difícil construir uma democracia melhor e uma República mais sólida com juízes que vêm em auxílio de seus constituintes políticos ou corporativos”, tuitou o presidente Fernández. O jurista Raul Zaffaroni juntou-se aos críticos. (Página 12, Argentina) | bit.ly/3bkcJZh | bit.ly/3rMjCZI

AMÉRICA LATINA/ A esquerda retoma o voo na América Latina. As presidências de Arce na Bolívia, Fernández na Argentina, López Obrador no México e um eventual triunfo de Arauz no Equador são evidências do de um tíbio retorno do progressismo regional. O desafio é superar o fardo dos pais fundadores do ciclo dourado do início do século. Arauz é um jovem político de apenas 36 anos. No entanto, as pesquisas mostraram que as simpatias pelo chamado socialismo do século 21 ainda não desapareceram e agora representam uma nova esperança para seus aliados internacionais, que esperam consolidar um novo eixo de esquerda na região. (El País, Espanha) | bit.ly/3ahpUdS

ESPANHA/Eleições na CatalunhaA Catalunha vai este domingo às urnas na esperança de que os boletins de voto lhe apontem na direção de uma saída do labirinto político, institucional, constitucional, económico e social em que se encontra metida desde os últimos meses de 2017, quando uma série de projetos e proclamações independentistas, promovidos pelos seus líderes políticos e civis, e acolhidos por uma parte significativa da sua população, esbarraram na inflexibilidade do Governo central e na ação implacável da Justiça. Possível abstenção elevada, devido à pandemia, aumenta ainda mais a incerteza sobre o futuro da região autonómica espanhola. (Público, Portugal) | bit.ly/3ddcKAw

CHILE/O país exige mudanças na polícia, os ‘carabineros’: Os Carabineros do Chile, no olho do furacão após um novo episódio de violência. A refundação do órgão será uma das questões prioritárias das eleições constituintes de abril. Em 5 de fevereiro, Francisco Martínez Romero fazia malabarismos em uma esquina. Um policial o considerou suspeito por brincar com sabres e não hesitou em pedir seus documentos de identidade. O artista de rua se recusou a encerrar seu show. Ele foi baleado primeiro. Então outro. E assim por diante, até que foi atingido por cinco balas. O policial disse que foi um ato de legítima defesa. Mas as imagens desmentem. Não havia dúvida: o agente Juan González decidiu encerrar a discussão com sua arma. (El Periódico, Espanha) | bit.ly/2OrWQb9

VENEZUELA/Para relatora da ONU, as sanções dos EUA agravaram a situaçãoUma relatora da ONU afirma que as sanções dos Estados Unidos à Venezuela "agravaram as calamidades" no país caribenho Elena Douhan apresentou suas conclusões após uma visita de 12 dias à Venezuela. A relatora especial das Nações Unidas sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais no gozo dos direitos humanos garantiu nesta sexta-feira que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Venezuela agravaram as calamidades no país sul-americano. “As sanções impostas, cada vez mais, pelos Estados Unidos têm exacerbado as calamidades relatadas anteriormente”, afirmou. (El Mercurio, Chile) | bit.ly/37vlPkP

3. ARTIGOS/ENTREVISTAS

Dall’Alba e outros – Brasil/Pandemia (The Lancet, EUA) | “COVID-19 no Brasil: muito além da biopolítica” | bit.ly/3pocRf4

Emir Sader – Brasil/Lula (Página 12, Argentina) | “Razões e dilemas de Lula” | bit.ly/3allse4

Ricardo Romero – Brasil (Tiempo Argentino, Argentina) | “No Brasil, outra vez, desponta a primavera” | bit.ly/2OyyfBz

Luis Bruschtein _Argentina/Lawfare (Página 12, Argentina) | “’Lawfare’ a todo vapor. Bombas e bombachas: o lixão deixado pelo macrismo na justiça” | bit.ly/3phG6Qz

Marco Teruggi – Equador (Página 12, Argentina) | “Eleições no Equador: o anticorreísmo pactou uma massiva recontagem” | bit.ly/3bkcJIL

Dante Barontini – Itália (Dinistra in Rete, Itália) | “"O que Draghi fará? Ele já explicou isso, basta ler” | bit.ly/3bkcKMP

Geminello Preterossi – Itália (Dinistra in Rete, Itália) | “Draghi e e governo das finanças: não prevalecerão!” | bit.ly/3u5ZaFp

Robert Reich – EUA/Trump (The Guardian, Inglaterra) | “Condenado ou não, Trump é história – Biden está transformando os EUA” | bit.ly/3tSSkD3

Abdellatif Zeroual – Socialismo (Esquerda.net, Portugal) | “Desenvolvimento e socialismo em Samir Amin: uma perspectiva do Sul” | bit.ly/3dgK4Xp

Sergio Halimi – França/ Mitterrand (Le Monde Diplomatique, França) | “O legado envenenado de François Mitterrand – As ‘Memórias de Jean-Pierre Chevènement” | bit.ly/3rRiHHx

Jonah Birch – França/Mitterrand (Jacobin, EUA) | “A ascenção e a queda do socialismo francês” | bit.ly/2NnU9Ha


Créditos Carta Maior

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Clipping Internacional - 08/02/2021 e 09/02/2021 - Carta Maior

Clipping Internacional - 08/02/2021 
Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Clipping-Internacional/Clipping-Internacional-08-02-2021/44/49889   


Clipping Internacional - 09/02/2021 
Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos - --- 

GOLPE DE ESTADO: O que eu vi durante o golpe de Myanmar - The New York Times

 

O que eu vi durante o golpe de Myanmar

Senti que estava sendo transportada de volta para o país antigo e isolado

 
09/02/2021 12:59

Soldado monta guarda do lado de fora de um templo hindu, em Yangon, Mianmar (Aung Kyaw Htet/SOPA Images/LightRocket, via Getty Images)

Créditos da foto: Soldado monta guarda do lado de fora de um templo hindu, em Yangon, Mianmar (Aung Kyaw Htet/SOPA Images/LightRocket, via Getty Images)

 
YANGON, Myanmar — Às seis da manhã de uma segunda-feira, meu telefone não parava de tocar. Eu ignorei a primeira chamada, presumindo que um amigo taiwanês havia esquecido do fuso horário. Eu ainda estava com dificuldade para dormir, e então vi o nome da minha mãe na tela. Minha mãe, que mora em Mandalay, no meio de Myanmar, cerca de 400 milhas de Yangon, nunca me liga assim tão cedo.

Algumas horas depois, era esperado que o recém eleito parlamento de Myanmar se reunisse em sua primeira sessão. A Liga Nacional pela Democracia de “Daw” Aung San Suu Kyi havia ganhado mais de 80% dos votos nas eleições de novembro e estava prestes a começar seu segundo mandato. O exército, que é liderado pelo General Min Aung Hlaing, estava contestando a legitimidade das eleições. No final de semana, a maioria das conversas que tive com amigos e familiares foram debates sobre a possibilidade de um golpe.

Quando eu vi a ligação da minha mãe, eu sabia: aconteceu um golpe.

“Vai ficar com sua tia”, me disse minha mãe. Se junte com sua família e não confie em ninguém mais. Meus avós paternos, que eram parte de uma minoria vulnerável, se esconderam nas casas de vários familiares durante o golpe de 1962, quando o exército, liderado pelo General Ne Win, substituiu o governo civil do primeiro-ministro U Nu em um golpe.

Durante o levante liderado por estudantes em 1988 contra a ditadura, minha mãe e seus irmãos se alternavam para marchar nas ruas e mergulhar em esgotos para evitar os tiroteios, enfrentando a repressão liderada pelo presidente Sein Lwin. A Sra. Aung San Suu Kyi formou a Liga Nacional pela Democracia logo após essa repressão brutal.

Mesmo ganhando as eleições dos anos 90, a Sra. Aung San Suu Kyi e outros oficiais seniores da NLD foram colocados em prisão domiciliar, e o exército recriou seu domínio do país depois desse golpe. Não iria acontecer outra eleição em 20 anos.

Depois de falar com minha mãe, me senti dormente, mas vagarosamente me recompus. Tentei ligar para a minha tia, mas meu celular não estava funcionando. Eu estava apavorada. As autoridades bloquearam telefones celulares e a internet, mas não completamente.

Eventualmente, eu vi que minha internet de banda larga estava funcionando, e comecei a mandar mensagem para meus amigos jornalistas e ativistas. Eles me disseram que sabiam. O exército já havia prendido a Sra. Aung San Suu Kyi e outros líderes da NLD. Compartilhamos informações, comparamos notas sobre boatos e nos consolamos.

Eu temi que as autoridades fossem desconectar a eletricidade ou a água depois da internet e dos celulares. Eu enchi meu tanque de água e carreguei todos os meus aparelhos eletrônicos e fontes de bateria que pude encontrar. Cerca de sete da manhã, eu saí do meu apartamento no distrito de Chinatown, cerca de 20 minutos da prefeitura. Eu queria falar com as pessoas. As ruas pareciam vazias da minha varanda, mas eu não via soldados, ainda. Eu deixei comida para os meus gatos e saí.

Eu fui para um dos mercados de rua próximos, andei por lojas de chá, as redes sociais tradicionais, onde você fica sabendo das notícias do bairro, dos rumores do país. Passei por um velho templo chinês e algumas lojas de ouro, e os bancos e cafés que chegaram depois que a transição quase democrática começou em 2010.

Tudo parece estranhamento normal. Monges e freiras estavam coletando suas esmolas matinais, andando em filas com roupas combinando. Oficiais municipais estavam coletando propinas dos vendedores. As pessoas compravam crisântemos e jasmins para seus santuários.

Eu comecei a tirar fotos. A câmera trouxe uma certa inquietação. Algumas pessoas desviavam. Algumas cobriam os rostos. Eu percebi que algumas bandeiras da NLD – com um vermelho brilhante e um pavão dourado buscando uma estrela – que recentemente adornavam tantas varandas, para-choques e frentes de loja tinham sumido. Eu vi um vendedor raspando um adesivo da NLD do seu carrinho de nozes.

Durante a pandemia de covid-19, somente um membro da família podia fazer compras no mercado de rua. Ninguém pareceu atender a essas restrições naquele dia; lares inteiros foram aos mercados para fazer compras. Uma mulher vendendo batata doce disse ao dono de uma loja, “eu te disse. Nós os conhecemos”.

Enquanto eu passava pela loja de chá na esquina da minha rua, um homem idoso que mora perto e tinha se recusado a deixar seu assento na loja de chá mesmo com a pandemia, disse à sua companheira, “não há nada que possamos fazer”.

As ruas ainda estavam quietas quando voltei para casa uma hora depois. A realidade do golpe havia batido, e o pânico pareceu crescer. Longas filas se formaram fora dos bancos e de caixas automáticos. Pessoas começaram a correr para lojas de ouro para trocar dinheiro por ouro. Lembranças de outros golpes – a desmonetização da moeda pelo exército, as longas repressões – começaram a direcionar os comportamentos.

E as pessoas começaram a comprar arroz. Você pode sobreviver um toque de recolher, uma longa repressão, se você tem arroz suficiente. Motoristas de Trishaw na minha rua estavam transportando sacos de arroz de 100 quilos. Eu tinha menos de 10 quilos.

Cerca de dez da manhã eu tranquei meu apartamento e fui para a casa da minha tia, que é na esquina. A atividade frenética da manhã havia dado lugar para um clima moderado. Os vendedores ainda estavam abertos, mas os bancos e outras lojas estavam fechadas. Eu cheguei na casa da minha tia e encontrei os sacos de arroz de 100 quilos na entrada.

Momentos depois, ouvimos música vindo da rua. Uma procissão de caminhões com a bandeira de Myanmar na rua, carregando jovens rapazes vestidos em camuflagem militar e com espadas tradicionais. Eles entoavam slogans apoiando o exército e o General Min Aung Hlaing, o comandante das forças armadas, agora a autoridade suprema.

As pessoas nas varandas ouviam em silêncio e tiravam fotos. Os caminhões, seguidos por carros cheios de monges budistas, foram até a prefeitura de Yangon para se juntar ao protesto em apoio ao golpe. Minha tia, que viveu a repressão de 1988 e o golpe em 1990, começou a fazer piadas. “Agora somos a Coréia do Norte”, ela disse rindo. “É como se fosse antigamente. Tão divertido.”

Almoçamos perto do meio-dia. Alguns de nós recuperaram o sinal de telefone. Páginas verificadas da NLD no Facebook começaram a enviar mensagens dizendo para as pessoas protestarem, mesmo com o administrador da página estando preso. Enquanto ouvia minha família falar, eu senti um sentimento diferente de estar sendo transportada de volta para a antiga e isolada Myanmar, quando viagens estrangeiras eram quase impossíveis e a comunicação com o mundo exterior era cara e ilegal.

“Houve um golpe em 1990, e agora está acontecendo novamente”, apontou meu tio, que está com 60 e poucos e vivendo seu terceiro golpe. “Ficamos livres por dez anos”, ele adicionou. “Eu não sei mais viver assim.”

Nos sentamos e conversamos sobre o que Myanmar estava preste a perder. Estávamos prestes a iniciar projetos de ferrovias com apoio japonês que conectariam a antiga Yangon à linha Mandalay. Nos preocupamos com a volta das sanções econômicas. Conversamos sobre as exportações de vestimentas para a União Europeia. Nos perguntamos se o golpe afetaria a cooperação internacional de vacinas contra a covid. 


Créditos Carta Maior - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Pelo-Mundo/O-que-eu-vi-durante-o-golpe-de-Myanmar/6/49902

O dia passou como uma névoa de conversas ansiosas. Eventualmente colapsamos em um sono inquieto. No dia seguinte, os apoiadores do exército realizaram um grande protesto no Parque do Povo, na sombra de Shwedagon Pagoda, um dos locais mais sagrados no país. Estudantes, trabalhadores, médicos, advogados começaram a organizar um movimento online de resistência.

Estamos traumatizados e exaustos, mas às oito da noite o toque de recolher foi iniciado, as pessoas no meu bairro se juntaram em suas varandas e batiam panelas e potes, anunciando que não vamos fugir da luta.

*Publicado originalmente em 'The New York Times' | Tradução de Isabela Palhares

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Animação em papel recortado sobre Ano Novo Chinês é lançada em 8 idiomas

 

Animação em papel recortado sobre Ano Novo Chinês é lançada em 8 idiomas

2021-02-08 17:31:09丨portuguese.xinhuanet.com


A animação em papel recortado "Ano Novo Chinês" foi lançada na quinta-feira em Beijing em oito idiomas, compartilhando a história da Festa da Primavera com o público de todo o mundo. Baseada na história de "Nian", um monstro lendário, a animação apresenta o contexto cultural e as conotações da Festa da Primavera. As obras foram criadas por Fu Zhao-E, herdeiro na arte do recorte de papel, um patrimônio imaterial de nível nacional. O vídeo integra seus trabalhos com animação bidimensional, mostrando o carisma da cultura tradicional.


Créditos Xinhua

domingo, 7 de fevereiro de 2021

INTERNACIONAL - Governo Biden pode transformar Brasil em grande vilão internacional

Governo Biden pode transformar Brasil em grande vilão internacional

Coerente com a campanha que o levou à Casa Branca, novo presidente americano suspende políticas irracionais de Trump e engrossa coro dos descontentes com o governo brasileiro


Joe Biden


Joe Biden (Foto: Reprodução)
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Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual – O início do governo de Joe Biden tem sido coerente com seus compromissos de campanha. Nesse sentido, a questão da imigração é talvez a mais simbólica. O democrata assinou na terça-feira (2) medidas para reunir famílias de imigrantes ilegais separadas de seus filhos pelas políticas do governo de Donald Trump. Mas será preciso uma força-tarefa para transpor dificuldades burocráticas, como a falta de documentos que permitam a rápida associação e reencontro entre os entes separados. Tal política de Trump, não sem razão, foi considerada por analistas como nazista. Chegou a ser tema de um episódio realista e comovente da aclamada série Law and Order SVU, em que se veem dezenas de crianças enjauladas em uma área de segurança, como animais.

Em política externa, o democrata adota o tom do chamado multilateralismo, recolocando os Estados Unidos como interlocutores ativos no Acordo de Paris e em organismos como Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde. Como noticiou o The New York Times na quinta-feira (4), Biden anunciou o fim do apoio do país à campanha militar da Arábia Saudita no Iêmen. Por outro lado, o tom com que o democrata se refere a Rússia e China permanece duro.

“Normalidade”

Obviamente, os Estados Unidos sob Biden vão continuar a defender o lema “America first“. Mas os democratas no mundo e, dentro do país, as “minorias” (negros, latinos, mulheres) comemoram o ressurgimento dos parâmetros “normais”. “É um alívio ver a volta do bom senso e voltar a ter esperança de um mundo sem as ‘baixarias’ para as quais Trump apelou e Bolsonaro apela”, diz Thomas Heye, do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em relação à Venezuela, por exemplo, como mostra reportagem do Brasil de Fato, Biden começou a flexibilizar, cautelosamente, algumas sanções econômicas, passando a permitir transações comerciais por via marítima e aérea com o país vizinho. A medida é puramente pragmática, porque politicamente não está no horizonte o reconhecimento do presidente Nicolás Maduro. 

Brasil de Bolsonaro: vilão ambiental

A questão ambiental – tema fundamental de sua campanha – é outro ponto em que Biden vai investir pesado, politicamente. E aí entra o Brasil. Por exemplo, sob a gestão Biden, os Estados Unidos projetam a adoção de políticas contra a importação de produtos brasileiros provenientes de desmatamento ilegal. A pressão contra a “política” ambiental do governo Bolsonaro e seu ministro Ricardo Salles não é, de resto, apenas norte-americana. “Há uma orquestração da campanha contra o grande vilão ambiental, que hoje é o Brasil”, observa Heye.

Outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, não só fazem parte da “orquestração” contra o “vilão ambiental” como querem distância de Bolsonaro. “Seríamos eleitos o grande vilão internacional, o vilão favorito do mundo. Biden não está sozinho. Macron também tem torpedeado Bolsonaro. Merkel, aliás, se recusa a entrar no mesmo recinto em que Bolsonaro estiver. Ela não quer que alguém tenha nem a chance de fazer uma foto dela sequer perto de Bolsonaro”, constata o professor da UFF.

Eleições na Alemanha

Claro, os líderes de França e Alemanha têm os olhos voltados para seu público interno e também para a União Europeia. Em setembro, ocorrem as eleições para a sucessão de Angela Merkel. Ela e Macron têm extremo cuidado para não assustar o crescente e importante eleitorado verde, cujos votos estão na mira de todos os políticos importantes do Velho Mundo. Qualquer associação com Bolsonaro e seu governo que queima a Amazônia e o Pantanal é uma desastrosa antipropaganda.

Se as coisas podem ficar mais complicadas para Bolsonaro ante a nova gestão da Casa Branca, as armas dos líderes mundiais contra o presidente brasileiro não parecem, num primeiro momento, tão contundentes quanto desejariam setores e cidadãos que prezam a democracia e querem o impeachment do presidente brasileiro. Por hipótese, “a arma mais tradicional para esse tipo de situação seriam sanções econômicas”, sugere Heye. Mas tal solução – por parte do Ocidente ou mesmo da China – é muito improvável, além de indesejável. “Sanções econômicas têm uma característica muito triste, porque afetam a parte mais carente da sociedade”, observa o analista.

Uma solução menos drástica seria, por exemplo, Biden subsidiar a produção de soja aos agricultores americanos, o que agradaria os eleitores tradicionais de Trump. Apesar das rusgas entre chineses e americanos, muitas vezes retórica para consumo interno, com um preço melhor os orientais poderiam substituir a commodity brasileira pela estadunidense. “Com isso, Biden minaria os redutos eleitorais do Trump, e de Bolsonaro também, e o agronegócio brasileiro ficaria muito contrariado com o presidente”, diz Heye.

A retórica bolsonarista

Mas o analista pondera que Bolsonaro também seria capaz de usar sua conhecida retórica farsesca e capitalizar situações adversas provocadas por Biden, colocando-se como vitima da comunidade internacional, invertendo o discurso de atrelamento cego aos Estados Unidos de Trump. “Com isso, poderia ainda roubar o discurso de parte da esquerda brasileira”. Esse discurso, obviamente, seria dirigido ao bolsonarismo “de raiz”, que ignora a crise e a tragédia da pandemia, que já matou mais de 230 mil brasileiros. “E, no momento, a vitória no Congresso, ao eleger os presidentes da Câmara e do Senado, o fortalece”, observa Heye.

Trump é passado

Segundo documento revelado pela BBC News Brasil esta semana, Biden e membros do alto escalão da Casa Branca receberam um caudaloso dossiê pedindo o “congelamento” de acordos, negociações e alianças políticas com o Brasil “enquanto Jair Bolsonaro estiver na Presidência”. O documento, segundo a reportagem, é endossado por mais de 100 acadêmicos de universidades como Harvard, Brown e Columbia. Entidades como Friends of the Earth, nos Estados Unidos, e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) também apoiam a ideia. 

Entre os acordos feitos pelo presidente brasileiro e ex-presidente americano, está o que, na prática, cede a base de Alcântara aos EUA, segundo analistas um claro atentado à soberania nacional. “É muito grave”, avalia Heye. Bolsonaro, unilateralmente, isentou norte-americanos de pagarem taxas para entrar no Brasil, isenção que não beneficia os brasileiros, violando o princípio de reciprocidade diplomática, como observa o professor da UFF.

“Haveria espaço para conversar com Biden sobre questões como essas. Mas, convenhamos, com nosso atual chanceler, não dá para imaginar um diálogo muito frutífero com a diplomacia americana. Com a primeira ‘terraplanície’ que Ernesto Araújo soltar, acaba a conversa”, conclui Thomas Heye.



Créditos Brasil 247, publicado originalmente em - https://www.brasil247.com/mundo/governo-biden-pode-transformar-brasil-em-grande-vilao-internacional