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quinta-feira, 27 de abril de 2023

LFS MELHOR IDADE: Presidente dos EUA, Joe Biden, diz que levou sua idade em consideração ao decidir se candidatar à reeleição; Aos 80 anos, ele é o presidente mais velho da história dos EUA; se eleito, ele terminará o 2º mandato com 86 - créditos CNN

LFS MELHOR IDADE: 

Presidente dos EUA, Joe Biden, diz que levou sua idade em consideração ao decidir se candidatar à reeleição; 

Aos 80 anos, ele é o presidente mais velho da história dos EUA; se eleito, ele terminará o 2º mandato com 86 anos de idade.

Créditos CNN/Reuters/Clodagh Kilcoyne.


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Biden diz que levou sua idade em consideração ao decidir se candidatar à reeleição

Aos 80 anos, ele é o presidente mais velho da história dos EUA; se eleito, ele terminará o 2º mandato com 86

Presidente dos EUA, Joe Biden, gesticula durante evento em Ballina, Condado de Mayo, Irlanda
Presidente dos EUA, Joe Biden, gesticula durante evento em Ballina, Condado de Mayo, Irlanda14/04/2023REUTERS/Clodagh Kilcoyne

Betsy KleinKevin LiptakMaegan Vazquez

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O presidente Joe Biden diz que levou sua sua própria idade em consideração enquanto pensava em buscar a reeleição, marcando sua primeira resposta direta a uma pergunta sobre sua decisão de concorrer à presidência novamente desde que anunciou sua candidatura para 2024 na terça-feira (25).

“[O eleitorado americano] vai assistir a uma corrida e vai julgar se eu tenho [condições] ou não. Eu os respeito dando uma boa olhada nisso. Me sinto animado com as perspectivas”, disse Biden quando pressionado sobre sua idade durante uma coletiva de imprensa conjunta na quarta-feira (26) ao lado do presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol na Casa Branca.

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Aos 80 anos, Biden é o presidente mais velho da história americana, e se reeleito, completaria 86 ao encerrar seu segundo mandato.

Tem sido uma questão política iminente para o presidente, com as pesquisas refletindo consistentemente a preocupação com sua idade, mesmo entre os democratas, antes do anúncio de uma corrida à reeleição.

“Em relação à idade, não posso nem dizer que adivinho quantos anos eu tenho. Não consigo nem dizer o número – não consigo registrar”, brincou.

A campanha de 2024 foi o tema de uma das poucas perguntas que Biden respondeu na coletiva de imprensa conjunta ao lado de Yoon, que estava na Casa Branca como parte de uma visita de estado.

O agendamento da visita de Estado à Casa Branca um dia após o anúncio da reeleição de Biden foi coincidência, segundo autoridades familiarizadas com o planejamento.

Mas as peças da diplomacia americana – retiradas para reafirmar a aliança EUA-Coreia do Sul – servem aos próprios propósitos de Biden, refletindo uma estratégia de usar as armadilhas da presidência para emprestar ao seu atual titular um grau de capital político.

É algo que a equipe política de Biden espera aproveitar enquanto ele busca um segundo mandato, de acordo com autoridades, inclusive nos próximos meses, antes que sua campanha realmente comece.

Isso inclui o uso do Força Aérea para voar para cortes de fita, inovações e inaugurações de fábricas possibilitadas por algumas de suas legislações de assinatura, muitas delas contestadas pelos republicanos.

Também incluirá uma agenda pesada de viagens ao exterior, começando no próximo mês no Japão e na Austrália e continuando durante o verão com uma viagem à Europa, que colocará Biden no cenário global – e muitos fusos horários longe de qualquer crise política que esteja envolvendo Washington.

Assessores estabeleceram planos preliminares para uma viagem ao exterior por mês nos próximos meses.

Biden disse a seus assessores que acredita que seu trabalho principal é ser presidente e planeja se concentrar principalmente em seus deveres presidenciais – não em sua campanha – no futuro.

Na verdade, tudo o que ele fizer será visto por lentes políticas agora que ele é candidato, fato que não passou despercebido pelo presidente ou sua equipe.

Ninguém tem a ilusão de que as vantagens do cargo irão apagar os significativos ventos contrários que Biden enfrenta, incluindo sua idade e índice de aprovação.

As mesmas vantagens não garantiram ao ex-presidente e candidato a 2024, Donald Trump, um segundo mandato.

Eles, no entanto, esperam que a autoridade incorporada de realmente ser presidente possa fornecer a Biden uma vantagem quando os americanos começarem a sintonizar a eleição.

Quarta-feira foi uma demonstração literal da “estratégia Rose Garden”, a abordagem de longa data de um presidente em exercício para usar o poder da presidência para garantir a reeleição.

Parado no jardim ao lado de seu homólogo sul-coreano, Biden respondeu a perguntas sobre ameaças nucleares e economia, enquanto reafirmava os laços com Seul.

Mas ele também alertou contra o “perigo” que Trump “representa para a nossa democracia” e procurou lembrar a sua audiência o que herdou ao assumir o cargo ao defender sua própria atuação como presidente, apontando para a dívida nacional e uma “séria perda de credibilidade ao redor do mundo.”

Biden disse na entrevista coletiva que acredita que ainda estaria concorrendo se Trump não estivesse buscando a reeleição.

“Acho que ainda estaria concorrendo se [Trump] não fosse. Eu o conheço bem… Olha, só falta… falta mais para terminar o trabalho. Temos a oportunidade de nos colocar em uma posição em que estejamos econômica e politicamente seguros por um longo tempo… Então, acho que temos que terminar o trabalho e acertar”, acrescentou.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

versão original

Créditos CNN

domingo, 7 de fevereiro de 2021

INTERNACIONAL - Governo Biden pode transformar Brasil em grande vilão internacional

Governo Biden pode transformar Brasil em grande vilão internacional

Coerente com a campanha que o levou à Casa Branca, novo presidente americano suspende políticas irracionais de Trump e engrossa coro dos descontentes com o governo brasileiro


Joe Biden


Joe Biden (Foto: Reprodução)
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Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual – O início do governo de Joe Biden tem sido coerente com seus compromissos de campanha. Nesse sentido, a questão da imigração é talvez a mais simbólica. O democrata assinou na terça-feira (2) medidas para reunir famílias de imigrantes ilegais separadas de seus filhos pelas políticas do governo de Donald Trump. Mas será preciso uma força-tarefa para transpor dificuldades burocráticas, como a falta de documentos que permitam a rápida associação e reencontro entre os entes separados. Tal política de Trump, não sem razão, foi considerada por analistas como nazista. Chegou a ser tema de um episódio realista e comovente da aclamada série Law and Order SVU, em que se veem dezenas de crianças enjauladas em uma área de segurança, como animais.

Em política externa, o democrata adota o tom do chamado multilateralismo, recolocando os Estados Unidos como interlocutores ativos no Acordo de Paris e em organismos como Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde. Como noticiou o The New York Times na quinta-feira (4), Biden anunciou o fim do apoio do país à campanha militar da Arábia Saudita no Iêmen. Por outro lado, o tom com que o democrata se refere a Rússia e China permanece duro.

“Normalidade”

Obviamente, os Estados Unidos sob Biden vão continuar a defender o lema “America first“. Mas os democratas no mundo e, dentro do país, as “minorias” (negros, latinos, mulheres) comemoram o ressurgimento dos parâmetros “normais”. “É um alívio ver a volta do bom senso e voltar a ter esperança de um mundo sem as ‘baixarias’ para as quais Trump apelou e Bolsonaro apela”, diz Thomas Heye, do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em relação à Venezuela, por exemplo, como mostra reportagem do Brasil de Fato, Biden começou a flexibilizar, cautelosamente, algumas sanções econômicas, passando a permitir transações comerciais por via marítima e aérea com o país vizinho. A medida é puramente pragmática, porque politicamente não está no horizonte o reconhecimento do presidente Nicolás Maduro. 

Brasil de Bolsonaro: vilão ambiental

A questão ambiental – tema fundamental de sua campanha – é outro ponto em que Biden vai investir pesado, politicamente. E aí entra o Brasil. Por exemplo, sob a gestão Biden, os Estados Unidos projetam a adoção de políticas contra a importação de produtos brasileiros provenientes de desmatamento ilegal. A pressão contra a “política” ambiental do governo Bolsonaro e seu ministro Ricardo Salles não é, de resto, apenas norte-americana. “Há uma orquestração da campanha contra o grande vilão ambiental, que hoje é o Brasil”, observa Heye.

Outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, não só fazem parte da “orquestração” contra o “vilão ambiental” como querem distância de Bolsonaro. “Seríamos eleitos o grande vilão internacional, o vilão favorito do mundo. Biden não está sozinho. Macron também tem torpedeado Bolsonaro. Merkel, aliás, se recusa a entrar no mesmo recinto em que Bolsonaro estiver. Ela não quer que alguém tenha nem a chance de fazer uma foto dela sequer perto de Bolsonaro”, constata o professor da UFF.

Eleições na Alemanha

Claro, os líderes de França e Alemanha têm os olhos voltados para seu público interno e também para a União Europeia. Em setembro, ocorrem as eleições para a sucessão de Angela Merkel. Ela e Macron têm extremo cuidado para não assustar o crescente e importante eleitorado verde, cujos votos estão na mira de todos os políticos importantes do Velho Mundo. Qualquer associação com Bolsonaro e seu governo que queima a Amazônia e o Pantanal é uma desastrosa antipropaganda.

Se as coisas podem ficar mais complicadas para Bolsonaro ante a nova gestão da Casa Branca, as armas dos líderes mundiais contra o presidente brasileiro não parecem, num primeiro momento, tão contundentes quanto desejariam setores e cidadãos que prezam a democracia e querem o impeachment do presidente brasileiro. Por hipótese, “a arma mais tradicional para esse tipo de situação seriam sanções econômicas”, sugere Heye. Mas tal solução – por parte do Ocidente ou mesmo da China – é muito improvável, além de indesejável. “Sanções econômicas têm uma característica muito triste, porque afetam a parte mais carente da sociedade”, observa o analista.

Uma solução menos drástica seria, por exemplo, Biden subsidiar a produção de soja aos agricultores americanos, o que agradaria os eleitores tradicionais de Trump. Apesar das rusgas entre chineses e americanos, muitas vezes retórica para consumo interno, com um preço melhor os orientais poderiam substituir a commodity brasileira pela estadunidense. “Com isso, Biden minaria os redutos eleitorais do Trump, e de Bolsonaro também, e o agronegócio brasileiro ficaria muito contrariado com o presidente”, diz Heye.

A retórica bolsonarista

Mas o analista pondera que Bolsonaro também seria capaz de usar sua conhecida retórica farsesca e capitalizar situações adversas provocadas por Biden, colocando-se como vitima da comunidade internacional, invertendo o discurso de atrelamento cego aos Estados Unidos de Trump. “Com isso, poderia ainda roubar o discurso de parte da esquerda brasileira”. Esse discurso, obviamente, seria dirigido ao bolsonarismo “de raiz”, que ignora a crise e a tragédia da pandemia, que já matou mais de 230 mil brasileiros. “E, no momento, a vitória no Congresso, ao eleger os presidentes da Câmara e do Senado, o fortalece”, observa Heye.

Trump é passado

Segundo documento revelado pela BBC News Brasil esta semana, Biden e membros do alto escalão da Casa Branca receberam um caudaloso dossiê pedindo o “congelamento” de acordos, negociações e alianças políticas com o Brasil “enquanto Jair Bolsonaro estiver na Presidência”. O documento, segundo a reportagem, é endossado por mais de 100 acadêmicos de universidades como Harvard, Brown e Columbia. Entidades como Friends of the Earth, nos Estados Unidos, e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) também apoiam a ideia. 

Entre os acordos feitos pelo presidente brasileiro e ex-presidente americano, está o que, na prática, cede a base de Alcântara aos EUA, segundo analistas um claro atentado à soberania nacional. “É muito grave”, avalia Heye. Bolsonaro, unilateralmente, isentou norte-americanos de pagarem taxas para entrar no Brasil, isenção que não beneficia os brasileiros, violando o princípio de reciprocidade diplomática, como observa o professor da UFF.

“Haveria espaço para conversar com Biden sobre questões como essas. Mas, convenhamos, com nosso atual chanceler, não dá para imaginar um diálogo muito frutífero com a diplomacia americana. Com a primeira ‘terraplanície’ que Ernesto Araújo soltar, acaba a conversa”, conclui Thomas Heye.



Créditos Brasil 247, publicado originalmente em - https://www.brasil247.com/mundo/governo-biden-pode-transformar-brasil-em-grande-vilao-internacional 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Joe Biden toma posse: volta dos EUA ao Acordo de Paris e outras medidas do novo presidente

Joe Biden toma posse: volta dos EUA ao Acordo de Paris e outras medidas do novo presidente

Joe Biden assina ordens executivas no Salão Oval no seu primeiro dia de governo
REUTERS

Legenda da foto,

'Não há tempo a perder', disse Joe Biden

Joe Biden começou a desfazer algumas das principais políticas de Donald Trump, horas depois de tomar posse como o 46° presidente dos Estados Unidos.

Ele assinou 15 ordens executivas e 2 memorandos, com o objetivo de impulsionar a resposta federal à crise do coronavírus e reverter a posição do governo anterior sobre questões-chave, como mudanças climáticas, imigração e relações raciais.

Entre as medidas, Biden determinou o retorno dos Estados Unidos ao Acordo Climático de Paris. Donald Trump havia retirado o país do acordo no ano passado. A medida foi sua promessa de campanha.


Aprovado em 2015 por 195 países, o Acordo de Paris prevê metas de redução de emissões de carbono para impedir que a temperatura média no planeta aumente mais do que 2ºC em comparação com níveis pré-industriais. Cientistas preveem que isso provocaria sucessivas catástrofes ambientais.


Biden está avançando com uma velocidade sem precedentes na execução de sua agenda. Em comparação, Trump havia assinado apenas oito ordens executivas depois de duas semanas na Casa Branca; o presidente Barack Obama, nove; Bill Clinton, três; e George W. Bush, duas.

A expectativa é que várias outras ordens executivas sejam assinadas por ele nos próximos dias.

O novo governo diz que que o estado atual do país, que enfrenta uma pandemia e as consequências econômicas dela, justifica a urgência do presidente.

As medidas são "não apenas para reverter os danos mais graves do governo Trump, mas também para começar a fazer nosso país avançar", disse um comunicado da Casa Branca detalhando as ordens.

"Não há tempo a perder quando se trata de lidar com as crises que enfrentamos", o novo presidente tuitou, enquanto se dirigia à Casa Branca após a posse.

Então, o que Biden determinou até agora?

Acordo de Paris: sob Trump, os Estados Unidos abandonaram o acordo no fim de 2020. Agora, voltarão em até 30 dias. Além do simbolismo, significa que o país terá mais uma vez que seguir as regras combinadas em Paris. Isso, junto com o compromisso de Biden de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, guiará a economia americanas nos próximos anos.

Geleira na Argentina
GETTY

Legenda da foto,

Os próximos meses nos EUA podem trazer boas notícias para a agenda ambiental

Cancelamento de oleoduto: em uma medida que já deixou alarmadas autoridades no Canadá, um dos maiores aliados dos Estados Unidos, Biden rescindiu uma autorização para o controverso oleoduto Keystone XL, projeto que, se concretizado, cruzaria o território canadense e os Estados Unidos de norte a sul até alcançar um oleoduto já existente.

Uso de máscaras: o "Desafio de Máscaras por 100 Dias" pede aos americanos que usem máscaras por 100 dias. Isso será obrigatório em prédios e áreas federais e empresas contratadas pelo governo. Os governos locais foram instados a fazer o mesmo.

Resposta à covid-19: criou o cargo de coordenador de resposta à pandemia, que será ocupado por Jeffrey D. Zients. Ele responderá diretamente a Biden e será responsável por gerenciar os esforços americanos para produzir e distribuir vacinas e equipamentos médicos para conter a crise gerada pelo novo coronavírus.

Uma placa diz que uso de máscaras é obrigatório, em inglês
LOS ANGELES TIMES VIA GETTY IMAGES

Legenda da foto,

Biden tem dito que vai tentar pessoalmente convencer os governadores a apoiar obrigatoriedade de uso de máscaras

Saída da OMS: os Estados Unidos não sairão mais da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 6 de julho como havia sido decidido por Trump, que também queria parar de financiar a entidade. Anthony Fauci, maior especialista em doenças infecciosas do país, chefiará a delegação americana na OMS.

Empréstimos estudantis: a suspensão temporária dos pagamentos e cobrança de juros de empréstimos estudantis foi estendida até pelo menos 30 de setembro.

Despejos e hipotecas: foi prorrogada a moratória nacional sobre despejos até 31 de março, e foi pedido que as agências governamentais façam o mesmo com a moratória das execuções de hipotecas garantidas pelo governo federal, que foi decretada em resposta à pandemia.

Manifestante carrega placa dizendo 'parem os despejos'; ela é uma mulher idosa branca, de cabelos brancos até o ombro e usa máscaras
THE BOSTON GLOBE VIA GETTY IMAGES

Legenda da foto,

Biden quer diminuir o número de despejos por causa da pandemia

Comissão sobre escravidão: foi encerrada a Comissão 1776, criada pelo governo anterior para incentivar uma "educação mais patriótica" nas escolas americanas. A iniciativa foi uma resposta a um projeto do jornal The New York Times que debate o papel da escravidão na história dos Estados Unidos e foi criticado pelo ex-presidente por mostrar um país criado sobre a opressão e não sob a liberdade, segundo Trump.

Ética no governo: todos os nomeados do Poder Executivo deverão assinar um compromisso de ética impedindo-os de agir no interesse pessoal e exigindo que defendam a independência do Departamento de Justiça.

Discriminação: foi reinstaurada a proibição do governo federal discriminar com base na orientação sexual ou identidade de gênero, política que havia sido suspensa por Trump.

Igualdade: as agências federais terão que "erradicar o racismo sistêmico" e revisar e relatar o nível de diversidade e igualdade racial em suas equipes em até 200 dias, além de apresentar um plano para remover as barreiras às oportunidades em políticas e programas.

Regulamentações: foram temporariamente suspensas todas as novas regulamentações criadas pelo governo anterior para avaliar quais serão mantidas.

Kamala Harris (esq.), Jill Biden (centro), e Joe Biden (direita) no Capitólio
AFP

Legenda da foto,

Joe Biden chegou ao Capitólio com a vice-presidente Kamala Harris e sua esposa Jill

Cidadania para imigrantes: o DACA, programa que protege da deportação de imigrantes trazidos para os Estados Unidos quando crianças, foi fortalecido. Trump buscou por anos encerrá-lo. Foi pedido que o Congresso promulgue uma legislação que abra um um caminho para obtenção de cidadania por esses imigrantes.

Fiscalização de imigração: foi revertida a expansão promovida por Trump nos esforços de fiscalização da imigração nos Estados Unidos para encontrar e deportar aqueles em situação ilegal.

Imigrantes no Censo: o plano do governo Trump de excluir cidadãos não documentados do Censo foi revogado.

Refugiados: foram prorrogados os adiamentos de deportação e autorizações de trabalho para cidadãos da Libéria que estão refugiados no país até 30 de junho de 2022.

Fim do veto a muçulmanos: acabaram as restrições impostas pelo governo Trump à entrada nos Estados Unidos de portadores de passaportes de sete países de maioria muçulmana.

Muro na fronteira: foi interrompida a construção do muro de fronteira com o México, uma das principais medidas do governo Trump, ao encerrar a declaração nacional de emergência usada para financiar a obra. Será feita uma "revisão cuidadosa" da legalidade do dinheiro federal usado para este fim.



Créditos BBC - https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55740588