quinta-feira, 29 de maio de 2014

Egito: Ex-chefe do Exército é eleito presidente, com mais de 90% dos votos válido. Abstenção superou os 60%, resultado questionável

CAIRO - Abdel Fattah al-Sisi, o militar que derrubou o primeiro presidente livremente eleito no Egito, obteve mais de 90 por cento dos votos na eleição presidencial, de acordo com resultados provisórios divulgados nesta quinta-feira, unindo-se assim a uma longa lista de líderes que emergiram das fileiras das Forças Armadas.
No entanto, uma abstenção maior do que a prevista levanta questões sobre a credibilidade de um homem idolatrado por seus partidários como um herói que poderá proporcionar estabilidade política e econômica ao país.
Sisi estava com 93,3 por cento dos votos, segundo fontes do judiciário, enquanto a apuração dos votos prosseguia, após três dias de votação. Seu único rival, o político esquerdista Hamdeen Sabahi, conseguiu 3 por cento e 3,7 por cento dos votos foram invalidados.
Compareceram às urnas 44,4 por cento dos 54 milhões de eleitores, disseram fontes no Judiciário, menos do que 40 milhões de votos, ou 80 por cento do eleitorado, que Sisi pedira ao país na semana passada e também menos do que os 52 por cento de votos que Momahed Mursi obteve na eleição presidencial de 2012.

(Créditos Reuters - Yasmine Saleh e Michael Georgy)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Snowden diz que recebeu treinamento da CIA para ser espião.

Edwad Snowden. Foto internet.




O ex-analista de informática Edward Snowden, que em 2013 revelou programas secretos de espionagem em massa, disse, na primeira entrevista a uma televisão dos EUA, que recebeu treino de espião e trabalhou para a Central de Inteligência norte-americana (CIA) no estrangeiro.
“Fui treinado como espião no sentido tradicional da palavra. Vivi e trabalhei no estrangeiro, encoberto, fingindo que trabalhava em algo que não trabalhava. Inclusive, foi-me atribuído um nome que não era o meu”, disse Snowden à NBC, segundo trechos da entrevista que será divulgada hoje (28).
Autor da maior divulgação de documentos secretos dos últimos anos, Snowden falou de sua experiência profissional para rebater as tentativas da administração norte-americana de desvalorizar os seus conhecimentos. “Trabalhei secretamente para a CIA no estrangeiro, trabalhei secretamente para NSA [Agência de Segurança Nacional] no estrangeiro. Trabalhei para as informações militares, como professor na Academia de Contraespionagem, onde desenvolvi as fontes e os métodos para pôr em segurança as nossas informações e os nossos cidadãos nos pontos mais hostis do planeta”, disse o analista, entrevistado em Moscou, onde está exilado desde agosto.
“Sou um especialista, um perito. Trabalhei em todos os níveis, do mais baixo ao mais alto. Por isso, quando dizem – o governo – que sou um administrador de sistemas de nível inferior, não sabem do que falam, respondo que isso é um pouco enganador”, acrescentou.
Edward Snowden foi acusado nos EUA de espionagem e roubo de documentos oficiais.
Suas revelações sobre programas de escuta em massa de cidadãos norte-americanos, países aliados e organizações nacionais e estrangeiras reabriram o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade e suscitaram tensões político-diplomáticas com vários países. Créditos JB



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Príncipe Charles, primeiro na sucessão do trono do Reino Unido compara Putin a Hitler. Declarações azedam de vez as más relações entre Rússia e a Coroa Britânica.

Foto Diário Digital
Príncipe Charles, o primeiro na sucessão do trono do Reino Unido, fez uma declaração que causou extremo mal estar entre a Rússia e o Reino Unido. O monarca comparou o presidente russo, Putin, a Hitler. Tal afirmação azedou de vez as já péssimas relações entre a Rússia e a Coroa Britância. Leia matéria

quinta-feira, 22 de maio de 2014

LÍBIA MERGULHADA NO CAOS AO SABOR DAS MILÍCIAS!

Muamar Kadafi
              
(BBC, 20/04) 

1. Líbia está mergulhada na instabilidade desde o derrocamento do coronel Muamar Gadafi (foto) em outubro de 2011. Desde então, milícias irregulares ostentam o poder de fato em extensos territórios enquanto cinco governos foram se sucedendo numa luta por assumir o controle do país.
                
2. Quem controla a Líbia? Ninguém e esse é o problema. Há numerosos grupos armados, uns 1.700, com objetivos muito diferentes, mas com um denominador comum: dinheiro e poder. Trata-se de grupos ideologicamente divididos: alguns são islamitas, outros secessionistas e há também os liberais. E mais: as milícias também se diferenciam por linhas étnicas e regionais, o que faz torna a situação uma explosiva mistura.
                
3. Não eram aliados? Efetivamente, hoje aparecem divididos e antes estavam unidos pelo ódio ao coronel Gadafi, mas nada mais que isso. As milícias tinham suas bases em diferentes cidades e lutam suas próprias batalhas.  Depois de 4 décadas de governo autoritário sabem pouco de democracia. Por isso não souberam forjar alianças e construir um novo regime baseado no estado de direito. Os milicianos tomaram instalações petrolíferas operadas por empresas ocidentais, o que levou a uma enorme queda da produção, ainda que sem impacto notável nos mercados globais.

4. Quais são as principais milícias? Ansar al Sharia é considerado o mais perigoso dos grupos islamitas armados na Líbia. Analistas apontam que teria forjado alianças com outros grupos islamitas. O coronel Kalifa Haftar também possui uma poderosa milícia. Haftar esteve por trás do  ataque aéreo de 16 de maio contra uma base aérea militar em Bengasi e no assalto dois dias depois ao parlamento em Trípoli.
                
5. Quem é o coronel Haftar? O coronel Haftar esteve  junto a Gadafi quando tomou o poder em 1969 e jogou um papel fundamental na incursão militar da Líbia no Chade nos 80. Em 1987, foi preso e anos depois após ser libertado fugiu para os EUA. Reapareceu na Líbia durante a rebelião contra Gadafi e formou uma milícia a partir de desertores das forças leais a Gadafi. Para muitos líbios, segue sendo uma figura escura que provoca muita instabilidade.
                
6. A situação da Líbia é muito mais anárquica porque o exército se desintegrou após a queda de Gadafi, a diferença do Egito. Líbia nunca teve grupos políticos bem organizados que defendam os interesses de suas bases. Dessa forma o governo está à mercê das milícias. De fato, paga a muitos milicianos com a esperança de comprar a sua lealdade e ajudar a construir um exército nacional, mas há muito pouca evidência de que isso esteja ocorrendo.

Exército anuncia golpe de Estado e suspende Constituição na Tailândia

Prayuth Chan-Ocha disse em discurso que vai restaurar a ordem no país.
Exército também decretou toque de recolher em todo o país entre 22h e 5h.





O comandante do Exército da Tailândia, Prayuth Chan-Ocha, anunciou nesta quinta-feira (22) um golpe de Estado no país. Em pronunciamento na TV, ele afirmou que o Exército está tomando o controle do governo para restaurar a ordem na Tailândia e promover reformas políticas.
Após o anúncio do golpe, o Exército anunciou que a Constituição foi suspensa temporariamente e determinou um toque de recolher em todo o país entre 22h e 5h, indicou um porta-voz dos militares. Também foi determinado que todas as rádios e TVs devem interromper suas programações normais e transmitir apenas material do Exército.
"Para que o país retorne à normalidade, as Forças Armadas devem tomar o poder a partir de 22 de maio às 16h30" (6h30 de Brasília), afirmou. “No interesse da ordem pública e da lei, assumimos os poderes. Por favor, permaneçam calmos e continuem com seus afazeres diários”, disse o comandante na TV pouco antes das 17h locais (7h de Brasília).


A medida ocorre dois dias após o Exército decretar lei marcial, medida justificada como necessária para “restaurar a paz”. O comandante afirmou que busca restaurar a ordem no país e impedir mais mortes e uma escalada do conflito entre os críticos e apoiadores do governo.
Após o anúncio do golpe, o Exército convocou o atual premiê interino, Niwattumrong Boonsongpaisan e seus ministros a se reportarem às Forças Armadas.
Também foi determinada a proibição de protestos - grupos de mais de cinco pessoas estão proibidos de se reunir em qualquer lugar do país.
A atual crise começou no fim do ano passado, com manifestações que exigiam a renúncia da então primeira-ministra Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin e no poder desde 2011. Ela foi destituída pela justiça no início de maio.
Falta de acordo
Prayuth fez o anúncio em uma transmissão na TV após ter mantido um encontro com todas as facções políticas rivais com o objetivo de encontrar uma solução para protestos antigovernamentais que já duravam seis meses.

A reunião foi cancelada por Chan-Ocha após duas horas de conversa sem acordo. Líderes dos manifestantes dos dois grupos foram retirados do local da reunião em veículos militares, sob escolta, pouco antes do anúncio do golpe de Estado, segundo testemunhas.

Os militares também mantinham detidos após o golpe vários representantes do governo, incluindo o ministro da Justiça.
Os soldados foram em furgões do exército até Chaikasem Nitisiri, titular tailandês de Justiça, assim como os líderes das manifestações e dos partidos políticos até as dependências do Primeiro Regimento de Infantaria.
Manifestantes
O Exército também anunciou que irá enviar tropas para os locais de concentração de manifestantes para retirá-los. "Nós vamos enviar tropas e veículos para ajudar os manifestantes a deixar todos os locais de protesto", disse à Reuters o general Teerachai Nakwanit, primeiro comandante regional do Exército.

Por enquanto, não houve registro de violência.
Manifestantes contra e pró-governo têm se reunido em diversas partes de Bangcoc nos últimos meses. Jatuporn Prompan, líder do movimento dos "camisas vermelhas", pró-governo, disse que continuará com os protestos mesmo após o golpe.
“Vocês vão lutar ou não vão lutar? Nós não vamos a lugar nenhum. Não entrem em pânico, porque nós esperávamos isso”, disse ele a apoiadores.
Soldados tailandeses dispararam para o ar para tentar dispersar os manifestantes no local. Testemunhas disseram que os integrantes dos “camisas vermelhas” deixavam o local pacificamente.
O Exército se posicionou como mediador nos protestos nesta semana, ao declarar lei marcial no país em uma tentativa, segundo o comandante, de tentar controlar a crise. Confrontos deixaram 28 mortos em mais de seis meses de protestos.
Os manifestantes opositores ao governo exigem uma reforma do sistema político, considerado corrupto, e propõem a criação de um conselho que realize mudanças antes de novas eleições.
A Tailândia vive uma grave crise desde o golpe de Estado que derrubou em 2006 o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado pelos opositores de comandar o governo do exílio.
Os "camisas vermelhas", seguidores de Thaksin, ameaçaram intensificar os protestos em Bangcoc se o exército tomasse o poder e o governo interino caísse.
Durante os últimos 80 anos foram registrados 18 golpes de Estado na Tailândia. O último havia acontecido em 2006 contra o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, atualmente no exílio. Créditos G1.
Lei Marcial, que impede manifestações pró e contra o governo, foi declarada no país há poucos dias. Nesta quinta, militares anunciaram Golpe de Estado (Foto: Wason Wanichakorn/AP)Lei Marcial, que impede manifestações pró e contra o governo, foi declarada no país há poucos dias. Nesta quinta, militares anunciaram Golpe de Estado (Foto: Wason Wanichakorn/AP)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Egito. Ex-presidente Mubarak é condenado a 3 anos de prisão por desvio de verba pública.

Foto Diário Digital
Aos 85 anos, o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi condenado nesta quarta-feira (21) a três anos de prisão por apropriação indevida de fundos públicos em um caso relacionado com o orçamento dos palácios presidenciais. O Tribunal Penal do Cairo... Leia matéria

terça-feira, 20 de maio de 2014

Tailândia - Exército impõe Lei Marcial. Medida seria um "contra-golpe" à possível deposição da Monarquia local.

Foto: CHRISTOPHE ARCHAMBAULT/AFP


Créditos: http://www.publico.pt/mundo/noticia/exercito-tailandes-declara-a-lei-marcial-no-pais-1636673#/0

sábado, 17 de maio de 2014

Coreia do Norte constrói dois navios de combate ultramodernos

Coreia do Norte constrói dois navios de combate ultramodernos
Foto: Flickr.com/John Pavelka/cc-by
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_16/Coreia-do-Norte-constoi-dois-navios-de-combate-ultramodernos-4754/



Fotografias de satélite comprovam que a Coreia do Norte possui dois navios de combate ultramodernos – os maiores que este país construíu nos últimos 25 anos. Esta informação foi divulgada pelo portal de internet 38 North.


Os especialistas do portal afirmam que os dois navios de guerra ultramodernos da Coreia do Norte dispõem de helipontos, capazes de receber uma só aeronave. Os navios estão munidos também de complexos de mísseis especiais destinados a combater os submarinos da Coreia do Sul.
Joseph Bermudez, perito americano competente em armamentos da Coreia do Norte, declarou que, na última década, as autoridades da Coreia do Norte têm conseguido prosseguir na construção de navios de guerra apesar de todas as sanções econômicas por parte da comunidade internacional e da estagnação na economia e na indústria. Na sua opinião, esta circunstância deve fazer com que a direção dos outros países avalie a eficiência das medidas que visam impedir o incremento do potencial militar de Pyongyang.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Putin tem estratégia incerta, mas objetivos claros no leste da Ucrânia

Foto: Reuters
Opositores no leste da Ucrânia realizaram referendo de autodeterminação no fim de semana


Moscou - 13/05/14 - Há apenas quatro dias, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que grupos pró-Rússia no leste da Ucrânia adiassem um referendo - realizado no domingo - sobre a autodeterminação da região.
Já na segunda-feira, o Kremlin descreveu a votação de domingo nas regiões de Donetsk e Luhansk como "a vontade do povo" e deixou claro que a Rússia respeitaria os resultados.
Não foi feita nenhuma menção à ausência de observadores internacionais durante as votações, à falta de listas de eleitores atualizada ou à questão bastante confusa nas cédulas de voto.
Apesar da sugestão de Putin para que a votação fosse adiada, a simpatia de Moscou aos grupos pró-Rússia no leste da Ucrânia nunca esteve em dúvida.
Basta assistir à televisão russa sobre a crise na Ucrânia para ver isso - o canal de notícias da TV estatal teve extensa cobertura positiva na segunda-feira dos "Referendos do Povo".
No domingo, uma sala de votação chegou a ser aberta em Moscou para expatriados ucranianos.
Esse apoio envia uma mensagem para os adversários do Kremlin: as autoridades ucranianas podem classificar os referendos como "farsa" com "nenhum peso legal" ou políticos ocidentais podem alegar que os plebiscitos têm "credibilidade zero". Mas a Rússia ainda apoia aqueles que buscam maior autonomia - ou mesmo independência - de Kiev. Enquanto essa posição continuar, Kiev vai sofrer para restaurar sua autoridade em partes do leste da Ucrânia.

Esfera de influência

Mas será que isso vai continuar? Qual é o jogo final de Putin?
De acordo com a edição de segunda-feira do tabloide russo Vedomosti, ele está longe de estar claro.
"Putin mantém seus oponentes em um estado de tensão constante, atacando-os quando e onde ele quiser", disse o jornal. "(Na Ucrânia), ele não tem uma estratégia. Ele apenas reage aos acontecimentos."
Se este for o caso, torna-se difícil prever o próximo movimento do Kremlin. Mas a breve declaração da Rússia na segunda-feira sobre o referendo dá algumas pistas: pede por "diálogo" e "implementação" pacífica dos resultados da votação.

Votação na Ucrânia
Moscou pode considerar que governo fraco em Kiev e instabilidade no leste da Ucrânia podem lhe favorecer.

O Kremlin pode não ter uma estratégia. Mas seus objetivos são claros: manter influência em pelo menos parte da Ucrânia e garantir que nem todos na Ucrânia abracem a União Europeia ou - o maior pesadelo da Rússia - a Otan, a aliança militar do Ocidente.
É por isso que Moscou pode considerar que um governo central fraco em Kiev e a contínua instabilidade no leste da Ucrânia podem lhe favorecer.
Na TV russa na segunda-feira, um proeminente político ucraniano pró-Rússia pediu a Donetsk e Luhansk e outras regiões do leste e sul da Ucrânia que formem um Estado independente chamado de Novorossiya (Nova Rússia).
Esse "Estado" seria inevitavelmente leal a Moscou.
Seria, então, a Novorossiya parte do plano de longo prazo do Kremlin de manter influência em grande parte da Ucrânia? Isso poderia envolver assistência militar russa para aqueles em conflito com Kiev?
Ou será que a estratégia de curto prazo de Moscou tem mais a ver com desestabilizar as próximas eleições presidenciais na Ucrânia?
Ao impedir que a votação ocorra em grande parte do leste, a Rússia pode esperar deslegitimar o novo presidente, uma figura que provavelmente será pró-Ocidente.
Ou não há nenhum plano, apenas uma prontidão em Moscou para reagir aos fatos?
A menos de duas semanas das eleições presidenciais na Ucrânia, se o Kremlin tem um plano, ele deverá revelá-lo em breve.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ex-chefe de inteligência de Chávez é morto a tiros na Venezuela

Foto Sainti Donaire/EFE
Caracas/ Venezuela - 30/04/2014 - O major do Exército Venezuelano, Eliézer Otaiza, ex-chefe da inteligência de Hugo Chavez foi morto a tiros na última segunda-feira ( 28). Um suspeito do crime já foi preso, porém o governo não divulgou sua identidade. Leia matéria completa


sábado, 1 de março de 2014

Legislativo russo autoriza Putin a usar força militar na Ucrânia

Em resposta a pedido do presidente Vladimir Putin, a câmara alta do Legislativo russo autorizou neste sábado (01/03) por unanimidade o uso em potencial de força militar na Ucrânia. Após a requisição de Moscou, o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, convocou uma reunião de emergência com sua equipe de defesa nacional para discutir os próximos passos.
Putin enviou o pedido ao Legislativo em função da "situação extraordinária" que ocorre no país vizinho. O chefe de Estado russo afirmou que a medida é necessária para proteger a população de maioria étnica russa que vive na Crimeia, bem como a vida dos oficiais que atuam na base militar que o país mantém na região.
Agência Efe
Diante de militar não identificado, população pró-Rússia se junta em frente em praça distrito autônomo da Crimeia, na Ucrânia

A legislação do país prevê que o emprego das forças armadas no exterior precise apenas do aval do Senado; a autorização da câmara baixa russa não é necessária.
O líder do Executivo regional da Crimeia já havia pedido à Rússia ajuda para preservar a segurança do território autônomo da Crimeia, região pró-Rússia que possui relativa independência do governo central da Ucrânia.
Aparição de Yanukovich
Na madrugada de hoje, a chancelaria russa já havia denunciado que homens armados partiram de Kiev em direção e tentaram invadir prédios públicos na capital da Crimeia, distrito pró-Rússia que se opõe ao afastamento do presidente eleito Viktor Yanukovich. O ataque, segundo informou a chancelaria da Rússia, deixou inúmeros feridos.
Autoridades do governo provisório da Ucrânia também afirmaram que militares russos estavam tomando pontos estratégicos na República Autônoma da Crimeia, região que possui relativa independência do governo central da Ucrânia.
Ontem, o presidente afastado da Ucrânia fez sua primeira aparição pública após deixar Kiev, há uma semana. Em entrevista coletiva em uma cidade no sul da Rússia, Yanukovich afirmou que não foi formalmente deposto e que ainda é o presidente do país. Ele acusou o Ocidente pelo fracasso do acordo firmado com a oposição sob a mediação da União Europeia.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Companheiro de turma rema 40 min para driblar o transito do Rio de Janeiro.

Para driblar o trânsito, o major Wolney Mello faz o trajeto entre o Rio e Niterói de caiaque. Ele mora em Charitas, em Niterói, na Região Metropolitana e trabalha na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, na Zona Sul do Rio, conforme mostrou o Bom Dia Rio nesta quinta-feira (20).
O major faz o percurso de sete quilômetros em aproximadamente 50 minutos. "Eu chego remando e ainda vou direto para o treinamento físico militar. Então, eu que gosto de atividade física, pra mim é o paraíso”, contou o major Wolney. Se o trajeto fosse feito de carro, o tempo gosto seria de cerca de 1h40. Major usa caiaque para driblar trânsito da Ponte Rio-Niterói.
Enquanto o major Wolney Mello fez o trajeto remando, uma equipe do Bom Dia fez o caminho que ele faria caso fosse de carro – Charitas, em Niterói, para a Urca (confira no vídeo do topo da página).
Wolney Mello contou que já faz o percurso há um ano e meio. Durante o trajeto, ele falou que já encontrou até golfinhos. “No caminho tem muita vida marinha, tem muita tartaruga, muito peixe pulando, em certas épocas do ano tem golfinho aqui também”, revelou.
Um problema ambiental que o major encontra diariamente é a sujeira na superfície da Baía de Guanabara. “Óleo e esgoto não tem tanto, já está bem melhor, mas a sujeira superficial é uma companheira nossa  constante aqui nas remadas”.
Os barcos grandes não oferecem perigo às remadas, contou o major. “O cargueiro por ele ser tão grande ele não faz tanta onda quando uma lancha normal. Então, é só esperar um pouco, a frente dele é curta. Se você der quatro remadas já passou”.
Wolney Mello faz o trajeto em aproximadamente 50 minutos (Foto: Reprodução/TV Globo)Wolney Mello faz o trajeto em aproximadamente 50 minutos (Foto: Reprodução/TV Globo)
O militar contou que rema desde os 14 anos. “Já são mais de 20 anos na água. Mas para uma pessoa que está começando, é recomendável procurar uma escolinha de caiaque, tem na Urca, em Niterói, procura porque vale a pena. Todos os problemas da minha vida eu resolvo aqui, de maneira muito mais sensata, muito mais tranquila. Esse contato com o mar, com a natureza me traz muita paz”, recomendou.
Depois das remadas diárias, o major Mello afirmou que se sente muito feliz. “O meu dia começa muito mais tranquilo quando eu venho remando. Não parece que eu estou chegando ao trabalho, parece que eu estou chegando no céu”, disse major Wolney Mello.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Peru e Israel fortalecem laços de cooperação

Jerusalém (Israel), 17 fev (EFE), (Imagens: Javier Martín).=. Os presidentes, de Israel Shimon Peres, e do Peru, Ollanta Humala, expressaram nesta segunda-feira o desejo comum de fortalecer e estreitar através da cooperação econômica as "excelentes" relações de amizade que ambos países mantêm desde o estabelecimento do Estado judeu em 1948. Durante uma cerimônia na sede da Presidência israelense, Humala destacou o desejo de seu Governo de achar em Israel "caminhos de prosperidade além da pátria", que contribuam "no desenvolvimento dos dois povos unidos por desafios comuns". "Queremos assinalar que o Peru quer manter essa política de ser um parceiro importante para Israel na América Latina", disse o líder antes de ressaltar que o objetivo é consolidar os laços bilaterais no plano tecnológico e industrial. Por sua parte, Peres destacou a longa tradição de amizade e cooperação que une os dois países e lembrou que o Peru foi uma das primeiras nações a reconhecer o Estado de Israel no ano de sua fundação. "As relações são excelentes desde o primeiro momento. Peru voto a favor de nosso estado desde o princípio, é algo que nunca esqueceremos", afirmou. Após a cerimônia, os dois líderes se reuniram por trinta minutos e falaram sobre economia e política externa acompanhados de suas delegações. Créditos EFE