domingo, 6 de fevereiro de 2022

China e Equador iniciarão conversas para firmar Tratado de Livre Comércio

 

China e Equador iniciarão conversas para firmar Tratado de Livre Comércio

Presidente do Equadro, Guillermo Lasso (à esquerda), e o presidente chinês, Xi Jinping (à direita) - Sputnik Brasil, 1920, 06.02.2022
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A China e o Equador concordaram em iniciar conversas para firmar um Tratado de Livre Comércio entre os dois países, segundo declaração conjunta dos presidentes Guillermo Lasso e Xi Jinping.
"Ambas as partes concordaram em iniciar as negociações de um Tratado de Livre Comércio para explorar os potenciais de comércio, otimizar a cadeia de valor e impulsionar a liberação e facilitação do comércio e investimentos para fomentar o desenvolvimento sustentável, estável e diversificado do comércio bilateral e o aproveitamento de sua contribuição ao desenvolvimento", comunicou a Secretaria de Comunicação do Equador.
A declaração foi emitida em Pequim, onde o presidente equatoriano está em visita oficial, a convite de Xi Jinping.
Boletim Oficial 401. O governo do Equador continua abrindo mercados com passo firme, fortalecendo as relações bilaterais e estreitando vínculos com parceiros comerciais que permitam colocar mais Equador no mundo e mais mundo no Equador.
Os dois países também pretendem aprofundar a cooperação em âmbitos como o combate à pandemia, investimento, financiamento, desenvolvimento sustentável, comércio eletrônico, informação e comunicações, acesso à Internet, interconectividade e a luta contra a mudança climática.
As relações entre Equador e China entrarão em uma nova etapa. Alegro-me em compartilhar os resultados da reunião com o presidente Xi Jinping: assinatura de um memorando de entendimento para o Tratado de Livre Comércio e uma reunião para iniciar a conversa formal sobre a dívida.
De acordo com a declaração oficial, o governo chinês expressou seu desejo de impulsionar as negociações amigáveis com o Equador sobre temas de cooperação financeira, como o financiamento e a dívida, visando ajudar Quito com relação à crise sanitária e à promoção do desenvolvimento sustentável pós-pandemia.
"Houve um acordo no memorando de entendimento para firmar um Tratado de Livre Comércio com a China, e já foi determinada uma reunião entre os ministros das Finanças da China e do Equador para iniciar as conversas formais sobre a proposta do Equador a respeito da dívida", afirmou o presidente equatoriano, Guillermo Lasso. 

Créditos Sputnik

Repercutimos o Informativo Notícias da China No. 85 | 05.02.2022

 


No. 85 | 05.02.2022

Caro/a leitor/a,

Com o início do Ano do Tigre, eis um olhar sobre o que este animal simboliza na cultura e na história chinesas, desde seus usos militares no século 8 a.C. à expressão "Tigre de Papel", usada por Mao para descrever a ameaça do armamento nuclear estadunidense. Apesar das festividades em escala reduzida devido à pandemia, milhões de pessoas ao redor do mundo celebraram o ano novo lunar através de festas, festivais, fogos de artifício, e muito mais. Leia mais sobre as origens, lendas e tradições do feriado mais importante do povo chinês.

Celebração do Ano Novo Lunar na Cidade do Panamá, 01.02.2022 [Luis Costa / AFP / Getty]

Com a abertura das Olimpíadas de Inverno de Pequim, a capital chinesa se torna a primeira cidade na história a sediar os Jogos de Verão (2008) e de Inverno, já a Ásia Oriental realiza sua terceira Olimpíada seguida (PyeongChang, Coréia do Sul, 2018 e Tóquio, Japão, 2020), fato inédito.

Há meses, os EUA lideram um "boicote diplomático" aos Jogos por suposto "genocídio" dos Uigures em Xinjiang, acusação sem provas e veementemte negadas pelo governo chinês. Mas apenas poucos países, como o Reino Unido, Canadá, Austrália, Índia (e outros seis), aderiram ao boicote.

Enquanto o mundo acompanha atentamente o resultado das competições e Pequim luta para conter possíveis surtos de Covid, os presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin se encontram pessoalmente pela primeira vez desde junho de 2019 e prometem anunciar importantes acordos bilaterais.

Ensaio da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, 04.02.2022 [Xinhua/Xue Yuge]

Você poderá ler mais sobre esses temas no Notícias da China da semana que vem. 虎年大吉, 幸福安康 (hǔ nián dàjí, xìngfú ānkāng)!

Desejamos sorte, saúde e felicidade a todos vocês no Ano do Tigre!

Coletivo Editorial Dongsheng




Créditos Coletivo Dongsheg

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Governo da China envia Ajuda Humanitária na casa de 850 toneladas ao Afeganistão

 

Governo afegão envia mantimentos humanitários auxiliados pela China para províncias, segundo oficial

2022-02-01 14:31:57丨portuguese.xinhuanet.com

Caminhões são vistos prontos para entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, em Cabul, capital do Afeganistão, no dia 29 de janeiro de 2022. O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, segundo uma autoridade. (Foto por Saifurahman Safi/Xinhua)

Cabul, 30 jan (Xinhua) -- O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados da China para quatro províncias, segundo uma autoridade.

Os suprimentos, que serão enviados por 26 caminhões de carga para as províncias do sul de Candar e Helmande e as províncias ocidentais de Farah e Ghor, incluíram 848 toneladas de arroz e trigo, disse Hasal Khan Musleh, do Ministério de Refugiados e Repatriação, a repórteres no sábado.

Musleh disse que o Afeganistão recebeu vários lotes de suprimentos humanitários doados pela China, que estão sendo enviados para pessoas vulneráveis ​​nas 34 províncias do país.

No início de janeiro, o ministério transportou 440 toneladas de arroz doado pela China para 10 províncias mais vulneráveis.

O funcionário expressou gratidão à China pela assistência humanitária.

A China enviou lotes de assistência humanitária, incluindo alimentos, vacinas de COVID-19 e roupas de inverno para o Afeganistão.

Caminhões são vistos prontos para entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, em Cabul, capital do Afeganistão, no dia 29 de janeiro de 2022. O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, segundo uma autoridade. (Foto por Saifurahman Safi/Xinhua)

Caminhões são vistos prontos para entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, em Cabul, capital do Afeganistão, no dia 29 de janeiro de 2022. O governo interino do Afeganistão começou a entregar mantimentos humanitários auxiliados pela China para quatro províncias, segundo uma autoridade. (Foto por Saifurahman Safi/Xinhua)




Fonte: http://portuguese.news.cn/2022-02/01/c_1310449594.htm

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

INTERNACIONAL - Repercutimos o Clipping Mundo - 31/01/2022 - Carta Maior

 

Clipping Mundo - 31/01/2022

Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos

 
31/01/2022 09:12

(Sergio Lima)

Créditos da foto: (Sergio Lima)

 

1. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

BOLSONARO-PANDEMIA/ Bolsonaro esconde os dados da pandemia e parece normal. Enquanto nos primeiros dias de 2022 o mundo registrou recordes consecutivos de infecções por Covid-19, causadas principalmente pela variante Omicron, o Brasil havia completado um mês sem reportar o número de casos da doença. Em meio à pior omissão de dados da pandemia, cientistas brasileiros pareciam gritar sozinhos que o país estava cego para sua pandemia, enquanto na imprensa o problema não parecia mais preocupar. Este não foi o primeiro “apagão de dados” pandêmico no Brasil. Em 2020, quando o Governo Federal decidiu pela primeira vez adotar uma política baseada na omissão de dados, órgãos de comunicação, políticos, especialistas e influenciadores digitais reagiram fortemente em nome da defesa da vida e da transparência. Desde então, houve outras ocultações deliberadas, mas por que os brasileiros agora parecem se importar menos? O que aconteceu com o jornalismo e seu papel de “cão de guarda” agora que a pandemia voltou a crescer graças a uma variante ainda mais contagiosa? (Última Hora, Paraguai) | bit.ly/3s7J0uT

EXTREMA DIREITA/"São parecidos". O elogio do filho de Jair Bolsonaro a Javier Milei e a comparação com o pai. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, falou sobre as próximas eleições em seu país marcadas para o início de outubro e fez uma comparação entre Javier Milei e seu pai: “São parecidos”, ressaltou. "O Brasil é metade da América do Sul. Se o Brasil cair para a esquerda, será realmente considerado como se toda a América Latina tivesse dado uma guinada", começou. Embora tenha esclarecido que Milei não pertence às Forças Armadas e que é um economista de mercado com uma ideologia mais liberal, ele também disse que está adotando diretrizes conservadoras. Não é a primeira vez que o filho mais velho do presidente brasileiro bajula o economista argentino. Já em setembro, o próprio Eduardo disse que teve uma videochamada com Milei e que o apoiou em sua candidatura. (El Clarín, Argentina) | bit.ly/3HjboQZ

INUNDAÇÕES/ Sobe para 18 o número de mortos pelas fortes chuvas em São Paulo. O número de mortos pelas chuvas torrenciais que colocaram o estado de São Paulo em alerta subiu para 18, incluindo sete crianças, enquanto mais de 500 famílias estão desabrigadas ou despejadas na região mais populosa do Brasil, informaram neste domingo fontes oficiais. Fontes meteorológicas alertaram que as fortes chuvas em vários pontos do estado devem continuar até a próxima terça-feira, pelo que pediram cautela à população. “A continuidade das chuvas junto com o solo úmido mantém elevado o potencial de formação de enchentes, queda de árvores, transbordamento de rios e deslizamentos de terra”, disse o Centro de Gestão de Emergências Climáticas de São Paulo. (El Diário, Espanha; Tribune de Genève, Suíça; Público, Portugal; El Clarín, Argentina; Deutsche Welle, Alemanha; La Jornada, México; Telesur, Venezuela; Al Jazeera, Catar) | bit.ly/3IRxydv | bit.ly/3ocwLw1 | bit.ly/3oepQlL | bit.ly/3obo4BO | bit.ly/3AKTowo | bit.ly/3KXpYzV | bit.ly/34pS329 | bit.ly/34nXdLL

FINANÇA/ Fundos negociados em bolsa. Primeiro ETF DeFi do mundo será lançado no Brasil no próximo mês. O fundo investirá em tokens gerados por aplicativos descentralizados, em vez de criptomoedas ou empresas listadas. (Financial Times, Inglaterra) | on.ft.com/3uirMgX

PANDEMIA/ Brasil confirma 330 mortes e 134 mil casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. O Brasil, um dos três países mais afetados pela pandemia no mundo, registrou 330 novas mortes e 134.175 novos positivos para coronavírus nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde neste domingo. De acordo com o boletim mais recente divulgado pelo ministério, desde o início da emergência sanitária, em fevereiro de 2020, o país sul-americano acumulou um total de 626.854 mortes e 25.348.797 casos confirmados da doença. Especialistas apontam o avanço da campanha de vacinação como o principal fator para o controle relativo do aumento do número de óbitos, já que, até hoje, 71,2% da população brasileira tinha o ciclo completo de imunização. Da mesma forma, 77,3% dos 213 milhões de habitantes do país já haviam recebido a primeira dose de uma das vacinas anticovid aplicadas no país. (El Mercúrio, Chile; La Nación, Argentina) | bit.ly/3ocZK2D | bit.ly/3HiG9p5

2. NOTÍCIAS DO MUNDO

PORTUGAL/ Surpresa em Portugal: o socialista António Costa atinge maioria absoluta. "Maioria absoluta não é poder absoluto", disse o atual primeiro-ministro depois de superar a barreira de 116 assentos que lhe permite governar sozinho. A extrema direita do Chega tornou-se uma terceira força. O PS só havia alcançado esse marco uma vez em toda a sua história desde o fim da ditadura. O PS obteve 41,68% dos votos, seguido pelo conservador Partido Social Democrata (PSD), com 27,8% e 71 cadeiras. O partido de extrema-direita Chega torna-se a terceira força política com 7,15% e 12 deputados, à frente da Iniciativa Liberal, com 8 deputados (4,98%); Bloco Esquerdo, 5 (4,46%); e a aliança entre comunistas e verdes, com 6 deputados (4,39%). A participação eleitoral também aumentou pela primeira vez desde 2005. (El Diário, Espanha; Página 12, Argentina; Libération, França; The Independent, Inglaterra; La Repubblica, Itália) | bit.ly/3o7RbpR | bit.ly/33XCeQt | bit.ly/3re4mr9 | bit.ly/3rYYXDw | bit.ly/3HaGV7H

BOLÍVIA/ Havia um plano da polícia para sabotar a vitória eleitoral de Arce segundo Morales. O ex-presidente boliviano e líder do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales, revelou um plano para a polícia se vestir de plantadores de coca e atirar em soldados em 2020 para incentivar a intervenção estrangeira e impedir a vitória de Luis Arce nas eleições presidenciais. A informação foi fornecida pelos "mesmos irmãos policiais e militares" e que o objetivo teria sido culpar os cocaleiros do Trópico de Cochabamba por esses ataques, explicou o ex-líder indígena em seu programa na Rádio Kausachun Coca. (La Jornada, México) | bit.ly/3AJxLfU

CHILE/ Milhares protestam contra o afluxo de imigrantes ilegais. Milhares de pessoas se manifestaram domingo no norte do Chile, responsáveis pelo aumento da criminalidade, aos gritos de “Fora os delinquentes!"."Não queremos mais imigrantes ilegais em nossa cidade", disse um manifestante à frente da procissão repleta de bandeiras chilenas. Segundo a polícia, cerca de 4.000 pessoas participaram dessa mobilização na cidade de Iquique, localizada 1.800 quilômetros ao norte de Santiago. Um venezuelano chegou a ser espancado por manifestantes até que a polícia interveio para protegê-lo. Esta mobilização foi organizada após o ataque de terça-feira por sete venezuelanos de dois policiais de Iquique que os acusavam. O incidente, revelado nas redes sociais, ocorreu num contexto de aumento da criminalidade, pelo qual a população atribui a responsabilidade ao afluxo de migrantes. (La Presse, Canadá) | bit.ly/3GhaD9U

EQUADOR E PERU-DESASTRES/ Vazamento de óleo ameaça parte da selva amazônica equatoriana. Derramamento de petróleo no Peru: "perdas irreparáveis". Até o momento, nem o governo nem o gestor do oleoduto detalharam a quantidade de óleo derramado na natureza. Mais de 40 quilômetros do litoral ao norte de Lima são afetados pela mancha de óleo, que continua a se expandir. (Le Monde, França; Common Dreams, EUA) | bit.ly/3gd56q8 | bit.ly/342YWq4 | bit.ly/3ubGKp5

OMICRON/ Retrato do Omicron, a variante que marcou um antes e um depois na pandemia. Omicron não é um coronavírus atenuado mais parecido com um resfriado; o que mudou, sobretudo, são as armas que o corpo tem para se defender da vacina ou de ter passado a infecção, segundo especialistas e pesquisadores. As vacinas amortecem os piores casos da onda mais contagiosa. Dois meses depois, centenas de estudos científicos em todo o mundo tentaram esmiuçar sua incubação, como infecta, quão grave é ou com que rapidez é eliminado do corpo para explicar como conseguiu derrubar seu antecessor dominante, delta, em tão pouco tempo; e em nível social, político e científico, abriu-se um debate sem precedentes sobre se é hora de começar a gerenciar o coronavírus de outra maneira. A previsão da OMS é de que 50% da população europeia esteja infectada em dois meses, o que, juntamente com a extensão das terceiras doses, gerará um nível significativo de imunidade na população. Uma vez passado o golpe da sexta onda. (El Diário, Espanha) | bit.ly/3reBpeB

ALEMANHA/ O nazismo ressurge na Alemanha nas mãos dos antivacinas. O uso de um estádio nazista para uma manifestação contra as restrições anticovid gerou polêmica na Alemanha, um dia depois de vários protestos terem sido registrados em diferentes cidades e enquanto as infecções continuavam a aumentar devido à disseminação da variante Omicron. Cerca de 4.000 pessoas, segundo a Polícia, se reuniram neste domingo no estádio de Nuremberg, construído durante o Terceiro Reich para sediar congressos do partido nazista. Em Munique, eram esperadas cerca de 10.000 pessoas no Theresienwiese (Prado de Teresa), local habitual da Oktoberfest (festival da cerveja), mas no final havia apenas cerca de 1.000, segundo a Polícia. A maioria dos participantes não cumpriu as normas sobre o uso de máscara e distância de segurança, o que motivou o alerta da Polícia. (Página 12, Argentina) | bit.ly/32JRPlN

3. ARTIGOS/ENTREVISTAS

Wilfredo Chávez, entrevista – Bolívia/golpe (Página 12, Argentina) | “O procurador-geral da Bolívia revela que ‘os papéis’ comprovam a participação do governo de Mauricio Macri no golpe contra Evo” | bit.ly/3KTrR0F

Rocío Velarde e Guido Lapa – Argentina/desigualdade (Página 12, Argentina) | “Chaves para alcançar um sistema tributário mais progressivo” | bit.ly/342YPLa

François Xavier-Gomes – Argentina/FMI (Libération, França) | “Acordo com o FMI: uma tábua de salvação para a economia argentina” | bit.ly/3rgLt7a

Baptiste Albertone & Anne-Dominique Correa – América Latina (Le Monde Diplomatique, França) | “Cepal: a instituição que inventou a América Latina. As utopias progressistas do pós-guerra são uma memória distante.” | bit.ly/3Gf42ww

Alberto Lopez Girondo – Forum Social Mundial (Tiempo Argentino, Argentina) | “Alerta para a extinção do Fórum Social Mundial, aquele espaço antineoliberal nascido em 2001” | bit.ly/3KUOqBX

David Teurtry – Guerra Fria/Ucrânia (Le Monde Diplomatique, França) | “Ucrânia, por que a crise. Europeus fora de jogo. Embora estejam alarmados com o aumento das tensões na Ucrânia, os europeus estão visivelmente ausentes das negociações abertas entre Moscou e Washington.” | bit.ly/3IICCAT

William Horne – EUA/extrema direita (Other News, Itália) | “A ‘fase legal’ do fascismo começou. Ameaças de violência do vigilante branco são reais” | bit.ly/3gbULea

Branko Marcetic – Guerra Fria/EUA (Jacobinlat, América Latina) | “Por que os EUA fomentam o pânico a uma invasão russa?” | bit.ly/3s4BPU7

Bryce Greene – Guerra Fria/EUA (Common Dreams, EUA) | “O que está faltando na cobertura da Ucrânia pela mídia corporativa? A maioria das reportagens sobre o conflito atual deixa de fora o papel crucial que os EUA desempenharam na escalada das tensões na região.” | bit.ly/3ucjhE2

Melvin Goodman – EUA/imperialismo (Counterpunch, EUA) | “Os Estados Unidos da Hipocrisia: Revisitando a Doutrina Monroe” | bit.ly/3IRxyu1

Franco Berardi – Guerra Fria (Sinistra in Rete, Itália) | “Um concerto de cisnes cantando (e negros). Crise russo-ucraniana, declínio dos EUA, depressão, eventos impensáveis: de que serve o otimismo quando a perspectiva é o caos?” | bit.ly/3s6hSMB

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Repercutimos a edição 26/01/2022 do ex-Blog do César Maia - OS CANHÕES DE JANEIRO! (O Estado de S. Paulo, 23)

 

OS CANHÕES DE JANEIRO!

(O Estado de S. Paulo, 23) “O que está diante de nós, que poderia ocorrer dentro de semanas, é a primeira guerra industrializada e digitalizada de um grande Exército contra outro grande Exército neste continente em gerações”, alertou, na quarta-feira, James Heappey, vice-ministro de Defesa do Reino Unido, apontando para a concentração de mais de 100 mil soldados da Rússia na fronteira da Ucrânia. “Dezenas de milhares de pessoas poderiam morrer.”

O chefe de Defesa da Estônia ecoou o alerta. “Tudo está se movendo na direção de um conflito armado”, afirmou. Nas semanas recentes, a Rússia mobilizou reservistas e trouxe tropas e mísseis de regiões remotas, como a fronteira com a Coreia do Norte. Países ocidentais preparam-se para o pior.

Na segunda-feira, o Reino Unido começou a mandar de avião milhares de mísseis antitanque para a Ucrânia. Dias antes, a Suécia enviou veículos blindados para a Ilha de Gotland, enquanto três lanchas de desembarque russas cruzavam o Mar Báltico com destino desconhecido. No mesmo dia, a Ucrânia sofreu ciberataques que desfiguraram sites do governo e bloquearam a maioria dos computadores oficiais.

Enquanto isso, a Casa Branca afirmou que possui informações de inteligência dando conta de que a Rússia planejava encenar atos de sabotagem contra as forças que apoia no leste da Ucrânia para fabricar um pretexto para atacar o país.

Esse ataque poderia adquirir muitas formas. Uma possibilidade é a Rússia simplesmente fazer abertamente o que tem feito furtivamente há sete anos – enviar tropas às “repúblicas” de Donetsk e Luhansk, territórios separatistas da região do Donbas, no leste da Ucrânia – seja para expandir seu perímetro a oeste ou para reconhecer as regiões como Estados independentes, como fez quando acionou forças em Abkházia e Ossétia do Sul, duas regiões da Geórgia, em 2008.

CRIMEIA. Outro cenário é a possibilidade de a Rússia buscar estabelecer um acesso terrestre até a Crimeia, a península que anexou em 2014. Isso requereria tomar uma faixa de território de 300 quilômetros ao longo do Mar de Azov, incluindo o porto ucraniano de Mariupol, no Rio Dnieper.

Essas tomadas de território limitadas estão dentro das capacidades das forças concentradas na Rússia ocidental. Mas é menos claro se isso poderia servir aos objetivos de guerra do Kremlin. Se o objetivo da Rússia é deixar a Ucrânia de joelhos e impedir que o país entre para a Otan ou até mesmo coopere com a aliança, simplesmente consolidar o controle de Donbas ou de uma pequena faixa de território dificilmente resolveria a questão.

Fazer isso exigiria impor custos ao governo em Kiev – seja dizimando suas Forças Armadas, destruindo a infraestrutura crucial do país ou acabando com tudo de uma vez. Uma opção para a Rússia seria usar armas “de alcance ampliado”, sem forças terrestres, emulando a guerra da Otan contra a Sérvia, em 1999.

Ataques de lançadores de foguetes e mísseis poderiam causar destruição. Esse armamento poderia ser apoiado com novas armas, como ciberataques contra a infraestrutura ucraniana, como os que prejudicaram a rede de energia do país, em 2015 e 2016.

O problema é que campanhas punitivas como essas tendem a durar mais e serem mais difíceis do que aparentam inicialmente. Se a guerra vier, ataques à distância têm mais probabilidade de ser prelúdios e apoios para a guerra terrestre, em vez de substituí-la. “Não vejo muitos obstáculos no caminho deles até Kiev”, afirma David Shlapak, da Rand Corporation, um instituto de análise.

INSURGÊNCIA. O objetivo, provavelmente, seria danificar a Ucrânia, não ocupá-la. O país é tão grande e populoso quanto o Afeganistão e, desde 2014, mais de 300 mil ucranianos adquiriram alguma experiência militar – a maioria tem acesso a armas de fogo. Autoridades americanas disseram a aliados que tanto o Pentágono quanto a CIA dariam apoio a uma insurgência armada.

A Rússia pode considerar o que o Exército americano chama de “ataque trovão”, afirma Shlapak, um ataque veloz e profundo sobre um front estreito, com intenção de chocar e paralisar o inimigo, em vez de conquistar território. E o ataque não tem de vir apenas do leste.

Na segunda-feira, soldados russos, alguns vindos do extremo oriental do país, começaram a chegar a Belarus, para exercícios militares marcados para fevereiro. A Rússia também afirmou que enviará uma dúzia de aviões militares e dois sistemas de defesa antiaérea S-400. Um ataque vindo do norte, através da fronteira de Belarus com a Ucrânia, permitiria à Rússia se aproximar da capital ucraniana pelo oeste e cercá-la.

“Imagine o centro de Kiev ao alcance de foguetes”, disse Shlapak. “Os ucranianos gostariam de viver essa situação?” Mesmo se o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, estiver disposto a tolerar um cerco, a Rússia pode apostar que o governo dele simplesmente colapsará – e poderá usar espiões, forças especiais e desinformação para acelerar esse processo.

Mas guerras se desenrolam de maneiras imprevisíveis. A Rússia não empreende uma ofensiva em larga escala envolvendo infantaria, blindados e fogo aéreo desde as batalhas que culminaram a 2.ª Guerra. Países sob ataque podem tanto ficar firmes quanto se desintegrar. Ivan Timofeev, do Conselho Russo para Assuntos Internacionais, alerta para um “longo e moroso confronto”, que arriscaria “a desestabilização da própria Rússia”.

CUSTOS. Mesmo a vitória sairia caro. “Os ucranianos lutarão e infligirão grandes baixas aos russos”, afirma Peter Zwack, general da reserva que atuou como adido de defesa dos EUA em Moscou durante a primeira invasão russa à Ucrânia, em 2014. “Isso será difícil para a Rússia, que está basicamente sozinha.”

Juntamente com a ameaça das pesadas sanções sendo preparadas pelos EUA e por seus aliados europeus, e diante da aparente ausência de qualquer apoio doméstico para uma nova aventura, tudo isso pode estar dando a Putin, até mesmo agora, razões para pensar duas vezes.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

INTERNACIONAL - Repercutimos o "Notícias da China | No. 83" - créditos Coletivo Dongsheng

INTERNACIONAL - 

Repercutimos o "Notícias da China | No. 83" - créditos Coletivo Dongsheng



No. 83 | 22.01.2022
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Economia

PIB chinês cresce 8,1% em 2021, tem maior alta da década e atinge R$ 97,7 trilhões, superando expectativas do FMI, do Banco Mundial e de Pequim

Setor industrial e de serviços crescem 8,2%, com destaque para manufaturas de alta tecnologia (18,2%) e software/TI (17,2%), mas desaceleração no último trimestre (alta de 4%) faz Banco Central afrouxar política monetária

CGTN, 17.01.2022

National Bureau of Statistics of China, 17.01.2022

PIB/capita da China chega a R$ 68 mil e consumo/capita cresce 12,6%, totalizando R$ 20,5 mil

Renda pessoal disponível anual média (ganhos menos impostos) atinge R$ 30 mil (+9,1%), sendo R$ 40,5 mil na cidade e R$ 16.175 no campo. Maiores gastos são comida, tabaco e álcool (29,8%), moradia (23,4%), educação, cultura e lazer (10,8%) e saúde (8,8%)

National Bureau of Statistics of China, 17.01.2022

Geopolítica

Com recordes históricos, comércio exterior chinês (R$ 33 trilhões) tem alta de 30%, enquanto superávit comercial (R$ 3,68 trilhões) cresce 26,5%

Controle da pandemia deu vantagem à China na cadeia produtiva global, sobretudo em eletrônicos e produtos médicos. Maior parceiro comercial é ASEAN, e mais da metade do superávit chinês veio do comércio com os EUA, apesar da guerra comercial

Yicai Global, 14.01.2022

CGTN, 14.01.2022

Investimento estrangeiro direto na China tem alta de 14,9%, bate recorde e totaliza R$ 980 bilhões

Indústrias de alta tecnologia (+17,1%) e serviços (+16,7%) lideram o crescimento do IED, cujas maiores fontes foram os países da Nova Rota da Seda (+29,4%) e da ASEAN (+29%). China amplia abertura e lista de setores com restrições a IED diminui de 33 para 31 em 2021

CGTN, 14.01.2022

UNCTAD, 19.01.2022

Política Nacional

Presidente Xi mantém tolerância zero contra a corrupção em "autoreforma" de uma década do PCCh, fundamental na preparação de seu XX Congresso Nacional

Desde 2012, com amplo apoio popular, 900 mil membros do partido foram expulsos e 400 servidores públicos de alto nível foram destituídos. Nos primeiros três trimestres de 2021, órgãos anticorrupção receberam 2,84 milhões de relatórios e puniram 414 mil funcionários - 22 em nível ministerial e provincial

Global Times, 19.01.2022

Reforma de três anos das empresas estatais está quase concluída, com principais estatais registrando R$ 1,5 trilhão em lucros líquidos (janeiro-novembro 2021)

Utilizando as forças de mercado para aumentar a eficiência, introduzir capital privado, manter quadros e melhorar a lucratividade, reformas iniciadas nos anos 70 foram aprofundadas com plano de ação em 2020, garantindo o crescimento do país em setores estratégicos onde companhias privadas têm atuação limitada

Global Times, 18.01.2022

CGTN, 08.02.2021

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Agricultura e Meio Ambiente

Lixo plástico de e-comércio e entregas de comida disparam para 1,1 milhão de toneladas, gerados por 83,4 bilhões de pacotes

Em 2020, 17,1 bilhões de entregas foram feitas em mercado de R$ 564,2 bilhões. Tecnologias de incineração são utilizadas para reduzir "poluição branca" em aterros sanitários, mas proibição do plástico aprovada ano passado e imposto ambiental ainda baixo têm impactos limitados

Caixin Global, 15.01.2022

Poluição por ozônio diminui produtividade do trigo (33%) e do arroz híbrido (30%), custando R$ 283,4 bilhões anualmente (2017-2019), demonstra estudo recente

Redução de 50% da concentração de ozônio no solo - principalmente da queima de combustíveis fósseis - aumentaria produtividade do trigo (20%) e arroz (10%), mas interações complexas com outros poluentes trazem desafios e requerem medidas de mitigação, incluindo produtos químicos que ajudam as plantas a bloquearem ozônio

Sixth Tone, 18.01.2022

Cultura e Vida do Povo

Em 2021, China registra menor crescimento demográfico (480 mil) em 60 anos, e taxa de natalidade atinge baixa histórica (7,52/1000 habitantes)

População do país chega a 1,41 bilhão, sendo 14% de idosos com mais de 65 anos, mas 62,45% da população economicamente ativa (15-59 anos) - primeiro crescimento da década. Expectativa é que políticas governamentais para impulsionar taxa de natalidade tenham baixo impacto

Caixin Global, 18.01.2022

Bancas de jornais chinesas enfrentam decadência com encolhimento da mídia impressa, acelerada pela pandemia

Surgidas há um século para vender jornais e produtos básicos, bancas cresceram rapidamente nos anos 90, em esforços para garantir empregos aos trabalhadores demitidos na reestruturação das empresas estatais. Xangai chegou a ter 3 mil bancas, reduzidas a 200 em 2019, e a algumas dezenas após a pandemia

Sixth Tone, 15.01.2022

Banca de jornais em Guangzhou, província de Guandong, setembro de 2018 [Li Canrong/People Visual via Sixth Tone]


 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

INTERNACIONAL - Chanceler chinês se reúne com secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo

 

Chanceler chinês se reúne com secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo

2022-01-12 09:43:02丨portuguese.xinhuanet.com

(Xinhua/Ji Chunpeng)

Nanjing, 12 jan (Xinhua) -- O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, se reuniu na terça-feira com o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Nayef bin Falah Al-Hajraf Nayef, que está em visita a Wuxi, na Província de Jiangsu, no leste da China.

Wang disse que, nos últimos anos, a China e o CCG vêm consolidando sua confiança política mútua e aprofundando a cooperação prática. A China aprecia a compreensão e o apoio do CCG às proposições da China sobre questões relativas aos principais interesses e preocupações do país asiático. A China também apoia firmemente os países do CCG na salvaguarda de sua independência, segurança e estabilidade nacionais.

Ele disse que a China continuará a se opor à interferência de qualquer país nos assuntos internos dos países do CCG sob o pretexto de "direitos humanos" e se oporá a vincular o terrorismo a qualquer religião ou grupo étnico em particular.

Tanto a China quanto o CCG são forças importantes para a estabilidade, disse Wang, acrescentando que, diante das incertezas causadas por profundas mudanças de uma escala inédita em um século e pelo impacto da pandemia de COVID-19, ambos os lados devem trabalhar juntos para desempenhar um papel mais positivo na promoção da paz e estabilidade regionais, bem como na paz e no desenvolvimento mundiais.

Nayef disse que a China é um importante parceiro estratégico e o maior parceiro comercial do CCG, e os dois lados desfrutam de um alto nível de confiança mútua.

O CCG aprecia muito a importante influência e o papel positivo da China nos assuntos internacionais e regionais, e tem altas expectativas para o futuro das relações bilaterais, disse Nayef.

Os dois lados concordaram que as condições para a China e o CCG estabelecerem uma parceria estratégica estão maduras, e acelerarão esse processo. Eles também trabalharão juntos para formular e assinar um plano de ação para o diálogo estratégico nos próximos três anos, de acordo com um comunicado de imprensa.

Os dois lados concordaram em concluir as negociações sobre um acordo de livre comércio entre a China e o CCG em uma data antecipada, e concordaram em fortalecer a coordenação e a cooperação em assuntos internacionais e regionais para enfrentar conjuntamente desafios globais, como a pandemia de COVID-19 e as mudanças climáticas, de acordo com o comunicado de imprensa.

Eles também trocaram opiniões e coordenaram suas posições sobre a questão nuclear iraniana e a questão do Iêmen. 

Fonte: Xinhua