sexta-feira, 15 de maio de 2015

Chefe do Exército do Burundi reconhece que tentativa de golpe fracassou

Protestos no Burundi começaram após o atual presidente anunciar que iria concorrer a um terceiro mandado REUTERS/Goran Tomasevic

O chefe do Exército de Burundi disse nesta quinta-feira (14) que uma tentativa de golpe fracassou e forças leais ao presidente Pierre Nkurunziza estavam no poder.
O anúncio do general Prime Niyongabo aconteceu um dia após outro general dizer que havia destituído Nkurunziza por tentar um terceiro mandato presidencial, ato considerado inconstitucional. Tiros foram ouvidos na capital, Bjumbura.
O presidente, que estava na Tanzânia para um encontro de líderes africanos na quarta-feira (13) quando a tentativa de golpe foi anunciada, pediu aos burundineses que mantivessem a calma em uma mensagem publicada no site presidencial e em sua conta no Twitter.
Não houve confirmação oficial da localização precisa do presidente, que provocou mais de duas semanas de protestos após anunciar que iria tentar mais cinco anos no poder. No entanto, duas fontes tanzanianas disseram que ele ainda estava em Dar es Salaam.
"A tentativa de golpe fracassou, forças leais ainda estão controlando os pontos estratégicos", disse Niyangabo em declaração transmitida pela rádio estatal.
Na guerra civil de Burundi, que terminou em 2005, o Exército era comandado pela minoria tutsi, que lutou contra grupos rebeldes da maioria hutus, incluindo um grupo liderado por Nkurunziza. O Exército foi reformado deste então para absorver facções rivais, mas ainda existem pontos falhos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Iraque diz que segundo no comando do Estado Islâmico foi morto

BAGDÁ (Reuters) - O Ministério da Defesa do Iraque disse nesta quarta-feira que o segundo homem no comando do Estado Islâmico foi morto durante um ataque aéreo da aliança a uma mesquita onde ele estava reunido com outros militantes, no norte do país.
"Com base em informações precisas de inteligência, um ataque aéreo das forças da aliança atingiram o segundo no comando do Estado Islâmico, Abu Alaa al-Afari", disse o ministério em nota divulgada em seu site.
Abu Alaa al-Afari, cujo nome real é Abdul Rahman Mustafa Mohammed, é de etnia turcomena, da cidade de Tel Afar, no noroeste iraquiano. Ele é considerado o segundo na hierarquia de comando do Estado Islâmico, após o autoproclamado califa Abu Bakr al-Baghdadi. O Pentágono informou que estava ciente dos relatos, mas não poderia confirmá-los.
Segundo alguns relatos, Baghdadi teria ficado incapacitado devido a um ataque aéreo na mesma parte do Iraque recentemente, e Afari era apontado como possível sucessor na liderança da organização. O Pentágono, em Washington, negou essas informações, dizendo que Baghdadi continua capaz de direcionar operações e não foi ferido em nenhum ataque.
Uma aliança de mais de 60 países, liderada pelos Estados Unidos, iniciou uma campanha no ano passado para "degradar e destruir" o Estado Islâmico, grupo militante islâmico que tomou grandes áreas no Iraque e Síria.
Não foi possível confirmar de forma independente o relato do Ministério da Defesa, e no passado o governo iraquiano já anunciou equivocadamente a morte de outros militantes do Estado Islâmico.

terça-feira, 12 de maio de 2015

John Kerry vai explorar a flexibilidade de Putin sobre Ucrânia e Síria. Relações EUA e Rússia são as piores desde a Guerra Fria

Putin e John Kerry. (Foto: Dailymail)
Por Arshad Mohammed e Denis Dyomkin
SOCHI, Rússia (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, espera explorar a vontade russa de conter seu envolvimento na Ucrânia e seu apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, em conversas nesta terça-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Com as relações entre Rússia e Estados Unidos em seu pior nível desde a Guerra Fria, a viagem de Kerry para discutir questões que incluem as conversas sobre o programa nuclear do Irã, o Iêmen e a Líbia parece ser apenas para manter contato. Kerry também deve encontrar o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Sochi.
"É importante para nós manter as linhas de comunicação abertas. É importante tentar conversar com quem decide", disse uma autoridade sênior do Departamento de Estado norte-americano.
"Temos muitos negócios que podemos fazer juntos, caso haja interesse", disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato.
O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, saudou o encontro como um passo positivo. "Pelo diálogo é possível encontrar maneiras para a normalização, coordenação mais próxima para lidar com problemas internacionais", disse Peskov a repórteres.
As relações entre Washington e Moscou pioraram desde que a Rússia anexou a península da Crimeia em março do ano passado e apoio rebeldes pró-Rússia na Ucrânia. Moscou acusa Washington de orquestrar a queda do presidente da Ucrânia no ano passado, que era apoiado pela Rússia.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jovem de 24 anos libertada na semana passada estava em grupo de 300 mulheres em poder do grupo terrorista

Libertadas não eram do grupo sequestrado de meninas sequestradas há um ano
Libertadas não eram do grupo sequestrado de meninas sequestradas há um ano. BBC

"Todos os dias nós testemunhávamos a morte de uma de nós e esperávamos nossa vez". É assim que Asabe Umaru, de 24 anos, descreve o período que passou sequestrada com seus dois filhos pelo Boko Haram.
Ela estava em um grupo de 300 mulheres e crianças que estavam na floresta da Sambisa, no norte da Nigéria, e que foram libertadas pelo Exército nigeriano na semana passada. Na última semana, segundo os militares, cerca de 700 pessoas foram resgatadas em uma ofensiva contra o grupo extremista islâmico.
Durante o resgate em Sambisa, segundo as sobreviventes, algumas delas foram apedrejadas até a morte quando o Exército se aproximou.
Elas disseram que combatentes do Boko Haram começaram a atacá-las depois que elas se recusaram a fugir. As sobreviventes não souberam dizer quando mulheres teriam morrido.
Outras mulheres, segundo elas, foram mortas inadvertidamente pelos militares durante a operação de resgate.
Soldados não perceberam "a tempo que não éramos os inimigos" e algumas mulheres e crianças foram "atropeladas por seus caminhões", disse Umaru à agência de notícias Reuters.
No cativeiro, "eles não deixavam a gente se mover um centímetro," afirmou ela. "Tínhamos que ficar em um só lugar. Estávamos amarradas."
Segundo sobreviventes, elas eram vigiadas até quando iam ao banheiro.
Uma mulher disse que elas recebiam apenas uma refeição por dia.
"Éramos alimentadas apenas com milho seco à tarde, que não estava bom para o consumo humano", disse Cecilia Abel à Reuters. Isso levou à desnutrição, doença e morte.
Grávida
As sobreviventes disseram que, quando foram pegas, os militantes mataram homens e meninos mais velhos na frente de suas famílias antes de levar mulheres e crianças para a floresta.
Algumas foram obrigadas a se casar. Uma mulher, Lami Musa, de 27 anos, conseguiu evitar esse destino.

"Quando eles perceberam que eu estava grávida, disseram que eu estava impregnada por um infiel (seu marido) e o mataram", disse ela.
Segundo Musa, militantes disseram que ele teria que casar com o comandante uma semana após dar à luz.
"Eu tive filho à noite e fomos resgatados por soldados na manhã seguinte," acrescentou Musa, chorando.
Resgate
As mulheres e crianças viajaram durante três dias em caminhonetes da floresta Sambisa, onde foram resgatados, até o acampamento na cidade de Yola, onde chegaram na noite de sábado.
Por meio de entrevistas, as autoridades descobriram que quase todos os resgatados são de Gumsuri, uma aldeia perto da cidade de Chibok, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Aparentemente, nenhum dos reféns libertados são do grupo de mais de 200 estudantes de Chibok sequestradas pelo Boko Haram um ano atrás, em um sequestro em massa que levou a protestos em todo o mundo pedindo a libertação das meninas.
Milhares foram mortos no norte da Nigéria desde que o Boko Haram - que significa "educação ocidental é pecado" - começou sua insurgência, em 2009, para criar um Estado islâmico.
Em fevereiro, militares da Nigéria, apoiados por tropas dos países vizinhos, lançaram uma grande ofensiva contra os combatentes islâmicos, recapturando a maioria do território que o Boko Haram havia tomado no ano anterior.
Acredita-se que os últimos esconderijos restantes estejam na floresta Sambisa, que rodeia uma reserva com o mesmo nome.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Exército israelense bombardeia posições do Hamas na Faixa de Gaza, após foguete atingir seu território

Região de Operações
Tanques israelenses dispararam na noite de quinta-feira (23/04) contra posições do movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, após o lançamento de um foguete contra Israel a partir do enclave, segundo fontes israelenses e palestinas.
"Em resposta a um ataque com foguetes desde Gaza sobre o sul de Israel (...), o exército israelense atacou uma infraestrutura terrorista no norte da Faixa", indicou o exército de Israel em um comunicado.
Uma porta-voz militar disse que os tanques atuavam em represália pelo ataque procedente de Gaza.
Fontes de segurança do Hamas confirmaram os disparos contra uma sede do braço militar do movimento islamita no leste de Beit Hanun, no norte do enclave palestino.
Segundo o porta-voz dos serviços de emergência em Gaza, Ashraf al-Qodra, o ataque só provocou danos materiais.
Após o disparo do foguete, o ponto de acesso de Erez entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerá fechado para os moradores de Gaza que desejarem ir a Jerusalém para a oração de sexta-feira, indicou à AFP uma porta-voz do coordenador de atividades governamentais israelenses nos territórios palestinos.
O foguete lançado na noite de quinta-feira foi o primeiro a atingir Israel desde dezembro. Não provocou nenhum dano, segundo o exército.
O enclave palestino foi arrasado no último verão após 50 dias de guerra que deixaram 2.200 palestinos e 73 israelenses mortos. Os bombardeios israelenses arruinaram 100.000 casas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Ex-presidente do Egito Mohammed Mursi e líderes da Irmandade Mulçumana foram condenados a 20 anos de prisão.

Mursi ainda aguarda veredito de mais cinco processos. Foto reprodução

Cairo - Egito, 21/04/2015 - O ex-presidente do Egito Mohammed Mursi, bem como líderes da Irmandade Mulçumana, foram condenados, a 20 anos de prisão por incitação à violência, sequestro e tortura durante protestos contra seu governo em dezembro de 2012.
Trata-se da primeira condenação da Justiça ao ex-presidente, deposto em julho de 2013 por militares comandados pelo atual presidente, Abdel Fattah al-Sisi, que iniciou uma repressão à Irmandade Muçulmana após tomar posse.
Outros membros do movimento islamita, considerado terrorista pelo governo, receberam a mesma pena pelos mesmos crimes.
Os líderes Mohammed el-Beltagy e Essam el-Erian e mais três integrantes ouviram a sentença de dentro de uma jaula no Tribunal Penal do Cairo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Hillary Clinton quer implantar Bolsa Família nos EUA se eleita presidenta

Hillary Clinton. Foto reprodução
Após anunciar oficialmente que vai se candidatar á presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, Hillary Clinton busca apoio e base em governos progressistas da América Latina e anunciou que irá apoiar programa lançado por governo Lula no Brasil, o Bolsa Família

Por Redação*


Hillary Clinton anunciou oficialmente neste domingo (12) que vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, que acontecerão em novembro de 2016. É a segunda vez que a ex-secretária de Estado do país tenta chegar ao posto.
Sete anos depois de sua derrota para Barack Obama nas primárias do Partido Democrata, Hillary Clinton se lança à arena eleitoral como a franca favorita para uma dura batalha de 16 meses.
O anúncio foi feito através de um vídeo divulgado em seu site oficial. Com 67 anos de idade, Hillary é por ora a única pré-candidata presidencial democrata, e domina as pesquisas dentro de seu partido.
Os americanos precisam de um defensor. Eu quero ser esse defensor. Eu me lanço à arena para ganhar o voto de vocês — afirmou Hillary em seu primeiro vídeo de campanha.
As primárias começarão no princípio de 2016, em Iowa e New Hampshire. A eleição presidencial acontecerá em novembro. Hillary Clinton teceu uma aliança com Barack Obama, seu adversário nas primárias de 2008 e que se tornou seu amigo.

Na corrida democrata para conquistar a indicação do partido nas eleições gerais dos Estados Unidos em novembro de 2016, a pré-candidata Hillary Clinton guarda em seu programa de governo uma boa notícia para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff: apoiará o programa Bolsa Família caso seja eleita.
A menção ao programa, uma das principais bandeiras sociais do governo Lula, é encarada pela ex-primeira-dama como prioridade para diminuir a pobreza no continente. Em sua plataforma eleitoral para a América Latina, Hillary escreve, na primeira pessoa, sobre a necessidade de reconstruir as relações de seu país com as nações da região.
"Eu vou apoiar programas que dão às famílias poder para construírem seus próprios futuros, como o Bolsa Família do Brasil", afirma a senadora de Nova York. "Essas idéias de combate à pobreza podem ser colocadas em prática aqui, na nossa casa", acrescenta.
No documento oficial em que Hillary Clinton menciona o Brasil, há quatro prioridades prometidas pela pré-candidata à Casa Branca: estimular governos democráticos na América Latina; contribuir para reduzir a desigualdade social da região em 50% até 2015; combater mudanças climáticas e fazer a reforma da imigração nos EUA.
"Isso significa um reconhecimento da importância do Brasil e apoio à sua agenda social. O apoio dela ao Bolsa Família mostra que os programs sociais do governo são mais criticados no Brasil do que fora", afirma Cristina Pecequilo, doutora em Política Internacional pela USP e especialista em eleições nos EUA.
Se eleita, a ex-secretária de Estado dos EUA propõe criar o Fundo de Investimento Social e o Fundo de Desenvolvimento Econômico para as Américas, iniciativas defendidas por Lula desde seu primeiro mandato.
"Como presidente, eu vou dar à América Latina o respeito e a atenção que ela merece. Em colaboração com nossos parceiros da região, eu vou trabalhar duro para restaurar a credibilidade dos Estados Unidos e entregar resultados concretos para o povo da América Latina", diz ela.
As palavras de Hillary têm também uma motivação estratégica. A população de origem hispânica nos EUA já atinge a marca dos 15% neste ano e é a faixa do eleitorado que mais cresce naquele país.
A campanha de Hillary não estava imediatamente disponível para explicar os detalhes do apoio ao Bolsa Família. Proposta semelhante não foi encontrada no programa oficial do pré-candidato Barack Obama, líder das primárias do partido.

Em 2008, Hillary também buscou inspiração e base em governo Lula

Em 2008, Hillary estava em segundo lugar pela busca de indicação do partido, atrás de Barack Obama.
A estratégia foi buscar inspiração e apoio em governos progressistas e a  pré-candidata, viu no governo Lula, ideias ideais para os EUA.
O programa brasileiro, chamado nos EUA de “Family Voucher”, distribui dinheiro a famílias de baixa renda em troca da presença dos seus filhos menores de 15 anos às escolas.
Hillary perdeu a batalha pela indicação do partido Democrata para o então candidato Barack Obama, em 2008.

*Com informações das agências internacionais




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cuba é único latino-americano a atingir metas de educação, diz Unesco

Foto: G1-GA
Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação no período 2000-2015, informou nesta quinta-feira (9) a Unesco  (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
Quinze anos após o lançamento, em Dakar, da iniciativa "Educação para Todos", a missão fixada pela Unesco não foi cumprida, apesar de alguns progressos.
"Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da EPT (Educação para Todos) estabelecidos no ano 2000", destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que "na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos". O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.
O principal objetivo - a escolarização universal de todas as crianças em idade de cursar o ensino fundamental - foi atingido por apenas a metade dos países, tanto na América Latina como em todo o mundo, destacou a Unesco, um mês antes do Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul.
"Mas em todo o mundo foram registrados progressos impressionantes", destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. "Conseguimos o ingresso no ensino fundamental de milhões de crianças que não estariam lá se persistissem as tendências predominantes na década de 90".
"Para que a universalização da educação chegue a ser uma realidade, é necessário adotar estratégias específicas e financiá-las adequadamente para dar prioridade às crianças mais pobres, especialmente às meninas, visando melhorar a qualidade do ensino e reduzir as diferenças no grau de alfabetização", acrescentou Bokova.
O relatório assinala que serão necessários US$ 22 bilhões anuais para completar as contribuições previstas pelos governos visando garantir o sucesso dos novos objetivos em matéria de educação para o período 2015-2030.

Persistem evasão escolar e analfabetismo na América Latina
Segundo o relatório, mais da metade dos países da região conseguiram a universalização do ensino fundamental, "mas ainda há 3,7 milhões de crianças sem escolarização".
"Mais de um quinto dos alunos do ensino fundamental da região abandonam a escola antes de terminar este ciclo de aprendizado" e esta situação "não sofreu qualquer mudança desde 1999".
"Os índices de analfabetismo caíram em 26% em toda a região, um percentual muito distante dos 50% previstos neste objetivo", assinala a Unesco, que estima que apenas Bolívia, Peru e Suriname "vão atingir a meta estabelecida".
A Unesco estima em 33 milhões o número de adultos "que carecem de conhecimentos básicos de leitura e escrita" na América Latina, "sendo 55% mulheres".
O relatório emite uma série de recomendações, entre elas a obrigação de se "cursar um ano de ensino pré-escolar no mínimo", uma "educação gratuita que deve abranger cadernos, livros, uniformes e transporte escolar", a aplicação dos "convênios internacionais sobre idade mínima" para o trabalho, a adequação das políticas de alfabetização às "necessidades das comunidades" e a redução das "disparidades de gênero em todos os níveis".

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Príncipe Harry da Inglaterra se incorpora ao exército australiano

Príncipe Harry deposita flor de papoula no monumento conhecido como Quadro de Honra, durante visita ao Memorial Australiano da Guerra, nesta segunda-feira, 6 de abril de 2015. Foto: Lukas Coch/AFP
Príncipe Harry deposita flor no Memorial Australiano da Guerra. Foto: Lukas Coch/AFP

Sydney (AFP) - O príncipe Harry chegou nesta segunda-feira a Canberra para se incorporar durante um mês ao exército australiano.

Harry, que anunciou sua baixa do exército britânico para junho, aterrissou em Sydney e dali voou à capital, onde uma dezena de admiradores o aguardavam.

O príncipe planejava depositar uma coroa no túmulo do soldado desconhecido do Memorial australiano da guerra, antes de se apresentar no quartel-general das Forças Armadas Australianas (ADF).

"O príncipe Harry está ansioso para começar suas quatro semanas com as forças armadas australianas", declarou o porta-voz do príncipe à rede de televisão pública ABC.

O príncipe, de 30 anos, quarto na linha de sucessão e em breve quinto, quando o segundo filho de seu irmão William nascer, se integrará em unidades e regimentos de Sydney, Darwin e Perth.

Entre outras coisas, participará de "exercícios de treinamento urbano, patrulhas na zona rural, exercícios de simulação de voo, exercícios de tiro conjuntos e atividades com um regimento indígena", indicaram as forças australianas na semana passada.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tribunal da Indonésia rejeita último apelo de australianos

Juiz da Indonésia Ujang Abdullah anuncia sentença sobre australianos condenados à morte
Juiz da Indonésia anuncia sentença sobre australianos condenados à morte. Foto Reuters


Jacarta - Uma corte da Indonésia rejeitou nesta segunda-feira (06/04) o recurso de última hora de dois australianos condenados à morte por tráfico de drogas, mas advogados de defesa e promotores estavam divididos sobre os parâmetros legais restantes para evitar a execução por pelotão de fuzilamento.
Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram condenados em 2006 como líderes de um plano para tráfico de heroína para fora da Indonésia.
Ambos recorreram da decisão da corte administrativa de Jacarta de não julgar um apelo contra a recusa do presidente Joko Widodo de conceder clemência.
Os australianos estão entre 10 condenados por tráfico de drogas a serem executados por fuzilamento na prisão de Nusakambangan. O grupo inclui cidadãos da França, Brasil, Filipinas, Gana, Nigéria e Indonésia.
Widodo negou clemência aos condenados apesar de diversos pedidos dos governos de Austrália, Brasil e França.
A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, mostrou seu desapontamento e disse em nota que Camberra vai continuar a usar todas as opções diplomáticas para evitar a execução.
O procurador-geral da Indonésia está aguardando o resultado dos apelos legais para três condenados à morte antes de marcar a data das execuções.
O porta-voz da procuradoria disse anteriormente que a intenção é que todas as execuções sejam realizadas juntas, mas podem acontecer separadas.
A Indonésia possui penas severas para tráfico de drogas e voltou a realizar execuções em 2013, após uma pausa de cinco anos.
Widodo prometeu não ter misericórdia para condenados por tráfico de drogas, dizendo que a Indonésia enfrente uma "emergência". O país é o maior destino da região para drogas traficadas.
Sukumaran e Chan foram identificados como líderes de um grupo de nove australianos presos na ilha de Bali em 2005 e condenados por tentativa de tráfico de 8 quilos de heroína para a Austrália.
Um cidadão brasileiro também está no corredor da morte da Indonésia por um crime relacionado a drogas.
Em janeiro, a Indonésia já executou um brasileiro por tráfico de drogas, num incidente que provocou tensão diplomática entre os dois países.

terça-feira, 24 de março de 2015

Imprensa dos Estados Unidos acusa Israel teria espionado negociações entre EUA e Irã. Israel nega.

 
O governo de Israel espionou as negociações do ano passado entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear deste último, segundo denúncia publicada pelo site do diário "The Wall Street Journal".    
A operação fazia parte de uma ampla campanha do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para contestar os termos de um eventual acordo alcançado nas tratativas, que ainda estão em curso e também envolvem Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.    
Além da espionagem, Israel obteve informações por meio de briefings reservados com diplomatas norte-americanos e europeus. No entanto, mais do que as interceptações, o que irritou a Casa Branca foi o fato do país judeu ter compartilhado dados conseguidos ilegalmente com parlamentares dos EUA para enfraquecer o seu apoio às negociações sobre o programa nuclear iraniano.    
"Uma coisa é a espionagem recíproca entre EUA e Israel, outro é o furto de segredos norte-americanos para depois passá-los aos congressistas e minar a nossa diplomacia", disse um alto funcionário do governo dos Estados Unidos. A Casa Branca descobriu a operação quando suas agências de inteligência grampearam comunicações entre israelenses que continham detalhes que só podiam ser provenientes dos colóquios privados entre os dois países. 
"Nós não espiamos os Estados Unidos, nem diretamente e nem por outras vias. Essas informações não estão corretas", declarou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Kim Jon-un manda seu Exército estar preparado para guerra.

Líder norte-coreano Kim Jong-un, Durante Reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia em Pyongyang, na quarta-feira (18).  (Foto: KCNA / Reuters)
Líder norte-coreano Kim Jong-un, Durante Reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia em Pyongyang, na quarta-feira (18). (Foto: KCNA / Reuters)






O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu Durante Reunião do governante Partido dos Trabalhadores Que Seu Exército piteira "completamente Preparado" para uma guerra, informou Nesta segunda-feira (23) a Agência Estatal "KCNA".
O Jovem ditador discursou na Primeira Reunião em dez meses da COMISSÃO Militar Central do Partido Único. He afirmou that a Situação de Segurança é "mais graves do Que Nunca", tanto na Coreia do Norte Como No exterior, Segundo a Agência do regime.
Kim exigiu do Exército Lealdade a ELE e Ao Partido e "pediu Pará Estar Completamente Preparado Pará REAGIR um QUALQUÉR forma de guerra Criada Pelo Inimigo", AO Que se referiu Como "Os imperialistas dos EUA".



Além Disso, o dirigente destacou Que o Exército Popular, um DOS MAIORES DO MUNDO COM Aproximadamente 1,1 Milhão de soldados, reforçou SUA CAPACIDADE de combate no ano Passado EO Fara AINDA Mais em 2015 Graças um 'reorganização' e 'simplificação' de SUA Estrutura.
A KCNA NAO revelou em Detalhe OS temas Tratados na Reunião da COMISSÃO Militar Central do Partido, Uma Importante Reunião Que se Acredita tenha acontecido este Fim de Semana e na qua o 'Líder supremo' e cargas Altos do regime poderiam ter Tomado decisões IMPORTANTES em Política de Defesa.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico diz que queimou piloto vivo; Jordânia confirma morte

Piloto jordaniano foi sequestrado na Síria em dezembro.
Imagens do que seria o refém dentro de uma grade circulam pela web.


Imagem compartilhada no perfil do grupo que monitora terrorismo SITE mostra o piloto jordaniano (Foto: Reprodução/Twitter @Rita_Katz)
Imagem compartilhada no perfil do grupo que monitora terrorismo SITE mostra o piloto jordaniano (Foto: Reprodução/Twitter @Rita_Katz)


O grupo Estado Islâmico (EI) afirma ter queimado vivo o piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, refém do grupo, segundo informam as agências de notícias Reuters e France Presse. A Jordânia confirmou a morte do refém, segundo veiculado pela TV estatal. Ela teria ocorrido há um mês, no dia 3 de janeiro. Familiares do piloto disseram à Reuters que foram informados de sua morte pelo chefe das forças armadas da Jordânia.

Imagens do que seria um vídeo divulgado pelo EI, com o refém dentro de uma grade e um rastro de fogo, circulam pela web. A autenticidade do vídeo não foi confirmada.

Muath al-Kasaesbeh foi capturado pelos militantes radicais na Síria, após a queda de seu avião durante uma operação da coalizão internacional no leste do país em dezembro. A coalizão, que é liderada pelos Estados Unidos, bombardeia alvos do grupo na Síria e no Iraque.
Vingança
Após a divulgação do vídeo, o Exército da Jordânia soltou um comunicado em que afirma que a morte do piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, morto pelo grupo Estado Islâmico será vingada. "A vingança será tão grande quanto a calamidade que atingiu a Jordânia", afirmou o porta-voz do Exército Mamdouh al Ameri no comunicado.
Além disso, uma fonte de segurança do governo disse à agência France Presse que a Jordânia vai executar a jihadista iraquiana que está presa no país e cuja soltura chegou a ser negociada em troca da libertação de al-Kasaesbeh.

"A pena de morte contra a iraquiana Sajida al Rishawi será executada amanhã", indicou a fonte à AFP. No entanto, para a Reuters foi dito que a execução poderia ocorrer "em horas".
Com 44 anos, Sajida al-Rishawi está detida em uma prisão jordaniana desde a sua condenação à morte, em setembro de 2006, por atos terroristas que remontam a 9 de novembro de 2005.

Após a divulgação do vídeo, o rei Abdullah II interrompeu sua visita aos Estados Unidos e está voltando para a Jordânia. Na TV estatal, o rei disse que a morte do piloto é um ato de "terror covarde" de um grupo sem nenhuma relação com o Islã.

EUA condenam
A Casa Branca disse estar ciente do vídeo, e que os serviços de inteligência trabalham para verificar sua autenticidade. O governo dos EUA condena as ações do grupo radical e se solidarizou com a família do piloto, afirmou.
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Cena do vídeo divulgado pelo Estado Islâmico com a suposta execução de Kenji Goto (Foto: Reprodução/Youtube)Cena do vídeo divulgado pelo Estado Islâmico com
a execução do jornaista  Kenji Goto
(Foto: Reprodução/Youtube)
O presidente norte-americano Barack Obama afirmou que, se o vídeo for verdadeiro, trata-se de mais uma indicação da crueldade e barbárie do grupo e que a determinação da coalizão internacional de "destruir" o EI será redobrada. Segundo a Casa Branca, Obama pediu que equipes de inteligência dediquem todas suas fontes para localizar reféns mantidos pelos militantes do grupo jihadista.

Obama ainda disse que o piloto al-Kasaesbeh estava "na vanguarda do esforço para degradar e destruir a ameaça" do EI.
Entenda o caso
No final de janeiro, o EI divulgou um vídeo em que ameaçava executar o piloto se Amã não libertasse uma jihadista presa e condenada à morte. No mesmo vídeo o grupo ameaçou executar outro refém, o jornalista japonês Kenji Goto, que acabou sendo decapitado no último final de semana. O vídeo, postado em sites jihadistas, mostrava uma foto de Goto segurando a foto de al-Kasaesbeh, com a suposta voz de Goto formulando a ameaça.
Na última quarta-feira (28), o governo da Jordânia disse que o país estava pronto para entregar a iraquiana Sajida al-Rishawi, presa por tentar realizar um ataque suicida, em troca da libertação de um piloto. Dias depois, pediu uma prova de que o piloto estava vivo.