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sábado, 6 de janeiro de 2024

LFS Internacional - Suécia faz duro ataque econômico contra o Mali como vingança


 

LFS Internacional - 

Suécia faz duro ataque econômico contra o Mali como vingança.

Houve uma retaliação contra o Mali por não ter votado na ONU a favor da retirada das tropas russas da Ucrânia.

Créditos MPR.





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Na ONU o voto dos países não é livre, especialmente o dos africanos. Você não pode votar o que quiser, mas sim o que lhe ditam. A Suécia retaliou o Mali por não ter votado na ONU a favor da retirada das tropas russas da Ucrânia.


O governo sueco irá cortar a sua ajuda ao desenvolvimento ao país africano, explicou Johan Forssell, o ministro sueco da Cooperação Internacional.


“Quando cooperamos com outros países, queremos que esses países também queiram cooperar com a Suécia, mas a junta militar no Mali olha mais para a Rússia”, disse ele. Os países africanos não deveriam olhar para a Rússia se não quiserem ser sancionados, tal como a Rússia.


A retaliação faz parte de uma estratégia de pressão. Ou nós ou a Rússia. As boas relações diplomáticas com a Rússia devem ser caras.


A Suécia destinou cerca de 352 milhões de dólares para o desenvolvimento do Mali nos últimos dez anos.


Desde o início da guerra, os países imperialistas não têm gostado dos votos dos países africanos na ONU porque minam a sua noção de “comunidade internacional” e, portanto, a sua hegemonia. Todos os países do mundo deveriam votar da mesma forma que os Estados Unidos. É por isso que são chamadas de “nações unidas”.


Em Fevereiro do ano passado, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução exigindo que a Rússia retirasse imediatamente as suas tropas da Ucrânia. 141 países votaram a favor, 7 votaram contra e 32 se abstiveram.


O mesmo aconteceu com a votação das reparações económicas que os imperialistas querem obrigar a Rússia a pagar, que nada mais é do que a legalização do confisco de bens russos, ou seja, um roubo de grandes proporções.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Suécia contraria tendência global com método menos restritivo contra coronavírus


Suécia contraria tendência global com método menos restritivo contra coronavírus


A Suécia se tornou uma exceção na reação à pandemia de coronavírus, mantendo escolas abertas e adotando menos restrições, enquanto embarca em um "enorme experimento", segundo um especialista em saúde do país escandinavo. Desde que o Reino Unido entrou em quarentena, na noite de segunda-feira (23), a Suécia é o maior país europeu com menos limites sobre aonde as pessoas podem ir e o que podem fazer. As escolas para crianças até 16 anos estão funcionando, muitas pessoas continuam indo trabalhar, e trens e ônibus lotados foram relatados nesta semana na capital, Estocolmo. Por outro lado, as autoridades do país proibiram reuniões públicas com mais de 500 pessoas, fecharam universidades e aconselharam os trabalhadores a ficar em casa, caso seja possível. Na terça (24), ordenaram que restaurantes e bares só sirvam pessoas nas mesas, e não no balcão.
A mídia sueca trouxe muitas reportagens sobre milhares de pessoas reunidas nas estações de esqui, que até sábado (21) mantinham sua vida noturna em funcionamento. O vírus já se propagou com facilidade em resorts de montanha na Áustria e na Itália. Johan Carlson, chefe do departamento de saúde da Suécia, defendeu na semana passada essa abordagem, dizendo que o país "não pode tomar medidas draconianas que têm um impacto limitado na epidemia, mas derrubam as funções da sociedade". Mas admitiu que o número de pessoas que morrem anualmente na Suécia, 90 mil, "aumentará significativamente" se o sistema de saúde do país ficar sobrecarregado. Houve pouco mais de 2.500 casos de Covid-19 relatados na Suécia, e 44 mortes até a tarde desta quarta (25). Na Itália, o país mais afetado da Europa, foram 6.820 mortes. "O futuro ainda parece administrável", disse Anders Tegnell, epidemiologista do governo sueco que se tornou uma das faces públicas da epidemia.
Ele afirma que as escolas precisam ficar abertas para oferecer cuidados aos filhos de trabalhadores da saúde, comentando que os jovens parecem ter índices de infecção muito mais baixos. Mas um número importante de especialistas em saúde do país discordam. Tegnell enfrentou uma avalanche de críticas depois que detalhes da tática adotada contra o vírus vazaram na TV sueca no fim de semana. Joacim Rocklov, epidemiologista da Universidade de Umea, disse que as autoridades estão assumindo enormes riscos com a saúde pública quando ainda se conhece pouco sobre o coronavírus. "Não vejo por que a Suécia deve ser tão diferente dos outros países. É um enorme experimento", disse ele ao Financial Times. "Não temos ideia —pode dar certo. Mas também pode ir loucamente na direção errada." As autoridades suecas disseram não seguir explicitamente uma estratégia de "imunidade de rebanho", quando um grande segmento da população contrai o vírus para que a sociedade produza imunidade. O principal assessor científico do Reino Unido sugeriu na semana passada que o país havia adotado essa abordagem, antes que o governo recuasse. A Suécia, ao contrário, busca desacelerar a disseminação da infecção e garantir que seu sistema de saúde não fique superlotado. O ex-primeiro-ministro Carl Bildt diz que a situação nas ruas de Estocolmo mudou "drasticamente" nas últimas semanas, apesar da falta de restrições legais, com muito menos pessoas saindo de casa. Mas Rocklov disse que ainda não se sabe por quanto tempo a imunidade à Covid-19 vai durar. "Há um grande risco de que a Suécia tenha de entrar em quarentena quando o sistema de saúde entrar em crise." A abordagem descontraída do país contrasta com seus vizinhos nórdicos. Dinamarca, Noruega e Finlândia fecharam escolas, trancaram as fronteiras e impuseram outras restrições. O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, de centro-esquerda, pediu que cada um faça sua parte para conter a disseminação do vírus, deixando de visitar parentes idosos e trabalhando em casa, por exemplo.
Ele usou um pronunciamento nacional na televisão no domingo (22) para advertir que medidas mais restritivas poderão ser adotadas, admitindo que os próximos meses serão difíceis. "Há poucos momentos cruciais na vida quando você tem de fazer sacrifícios, não só pelo seu próprio bem, mas também para assumir a responsabilidade pelas pessoas ao seu redor, por seus semelhantes e por seu país. Esse momento é agora. O dia é hoje. E esse dever cabe a todo mundo", disse. A estratégia da Suécia também foi criticada por outro motivo, com alguns afirmando que o dano que poderá causar à economia é alto demais. Kerstin Hessius, uma importante gestora de fundos, é um dos que afirmam que o país pode estar trocando um desastre por outro ainda pior. Suas opiniões provocaram uma resposta de Leif Ostling, ex-CEO da fabricante de caminhões Scania, que a acusou de viver em uma "bolha financeira". Ele pediu que a Suécia não seja cínica e mantenha seu "ponto de vista humanista". Rocklov disse que é uma "discussão válida" se as medidas destinadas a salvar vidas podem causar ainda mais danos. Mas ele também afirmou que as autoridades suecas não estão dando informação suficiente para que as pessoas formem sua própria opinião. "Cada vez mais especialistas se sentem desconfortáveis com essa condução. Não está permitindo um debate aberto. Está mais tentando forçar as pessoas a ficarem quietas."

Créditos FPA/UOL