terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CIA foi decisiva para a prisão de Mandela em 1962

Arquivo

Carta Maior - O The New York Times revelou em 1990 que a CIA desempenhou um importante papel na prisão de Mandela em 1962. A agência, usando um agente infiltrado no Congresso Nacional Africano (CNA), deu à polícia sul-africana informações precisas sobre as atividades de Mandela. Segundo o diário norte-americano, um agente da CIA relatou: “Entregamos Mandela à segurança da África do Sul. Demos-lhes todos os detalhes, a roupa que ele estaria a usar, o horário, o exato local onde ele estaria”.

Thatcher e a terra do faz de conta

Em 1987, quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva alinhou Portugal à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos num voto contra o fim do apartheid e a libertação de Nelson Mandela, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher dizia: "O CNA - Congresso Nacional Africano, partido de Mandela - é uma típica organização terrorista... Qualquer um que pense que ele vá governar a África do Sul está a viver na terra do faz de conta".

Reagan dizia que apartheid era essencial para o mundo livre

Nos Estados Unidos, a opinião sobre Mandela não era diferente: o presidente Ronald Reagan inscreveu o CNA na lista de organizações terroristas. Em 1981, Reagan disse que o regime sul-africano – o regime do apartheid – era "essencial para o mundo livre". Reagan explicou à rede de TV CBS que o seu apoio ao governo sul-africano se devia a que “é um país que nos apoiou em todas as guerras em que entrámos, um país que, estrategicamente, é essencial ao mundo livre na sua produção de minerais.”

Mandela precisava de autorização especial para entrar nos EUA

Só em 2008, Mandela e o CNA deixaram a lista americana de organizações e terroristas em observação. Até então, Mandela precisava de uma permissão especial para viajar para os EUA.

Outro país que se manteve ligado ao regime segregacionista sul-africano foi Israel. Durante muitos anos, o governo israelita manteve laços económicos e relações estratégicas com o regime do apartheid. Nesta sexta-feira, o governo israelita lamentou a morte de Mandela afirmando que o "mundo perdeu um grande líder que mudou o curso da história" e que ele foi um "apaixonado defensor da democracia".

“Eu também era um terrorista ontem”

Em entrevista ao jornalista Larry King em 2000, o próprio Mandela falou sobre esta mudança de tratamento. "É verdade. Ontem, chamavam-me terrorista, mas quando saí da cadeia, muitas pessoas me abraçaram, incluindo os meus inimigos, e é isso que digo habitualmente às outras pessoas que dizem que os que lutam pela libertação dos seus países são terroristas. Digo-lhes que eu também era um terrorista ontem, mas, hoje, sou admirado pelas mesmas pessoas que me chamavam terrorista”.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Partido de Maduro conquista maior parte das prefeituras na Venezuela

Bogotá - Na quarta eleição realizada na Venezuela em pouco mais de um ano, o governo de Nicolás Maduro conseguiu, nesse domingo (8), ampliar sua base de apoiono interior do país. Por volta das 22h (1h30 no horário brasileiro de verão), o Conselho Nacional Eleitoral  divulgou os resultados parciais “irreversíveis" de 257 municípios (77%). O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) havia conquistado 13 capitais e a Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne a oposição, oito capitais.
Ao todo, os eleitores escolheram prefeitos para 335cidades e para dois distritos metropolitanos, além de 1.466 vereadores. Dos votos totalizados até o anúncio do primeiro boletim, mais de 97%, o PSUV teve 4.583.477 votos (44,16%) e a MUD 4.252.082, (40,96%)
O comparecimento às urnas foi 58,92% dos eleitores. No país, mais de 19 milhões de eleitores estavam habilitados para votar, mas o voto não é obrigatório. A presidenta do CNE, Tibisay Lucena, parabenizou a população pela participação, que considerou “umsucesso”.
Em Libertador, Distrito Capital, que compreende Caracas e mais quatro cidades, venceu o candidato Jorge Rodríguez, do PSUV, com 54,55%. Após o anuncio da vitória, ele e o presidente Nicolás Maduro deram declarações à população.
No Distrito Metropolitano de Caracas, nome do órgão administrativo e político que coordena a cidade,  venceu o candidato da MUD, Antonio Ledezma, que teve 51,8%. A área metropolitana tem pouco mais de 3 milhões habitantes, de acordo com o último censo. Ledezma derrotou Ernesto Villegas (PSUV), ex-ministro de Comunicações do governo de Hugo Chávez.
A MUD ganhou também na cidade Barinas, capital do estado de Barinas, terra natal de Hugo Chávez, e também no município de Valência, capital de Carabobo.
O presidente Nicolás Maduro fez um longo discurso direto do Palácio de Miraflores. Ao lado de membros do PSUV e de Jorge Rodríguez, prefeito eleito de Libertador (Distrito Capital), ele comemorou os resultados.
“Para cada quatro municípios ganhamos três e a oposição apenas um. Agradeço ao povo pela fidelidade e ao nosso comandante Hugo Chávez”, declarou.
A imprensa nacional e internacional e analistas acompanharam o processo com atenção, porque o resultado definiria a manutenção do apoio regional ao governo de Nicolás Maduro ou determinaria o fortalecimento da oposição, liderada por Henrique Capriles.
Nas últimas eleições municipais no país, realizadas em 2008, a situação ganhou a disputa com ampla maioria, em 267 prefeituras das 335 cidades.
Maduro comemorou também ter vencido a maioria das prefeituras do estado de Miranda, governado por seu principal adversário político, Henrique Capriles.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cristina substitui luto por vestido branco pela primeira vez em solenidade

Cristina substitui luto por vestido branco pela primeira vez em solenidade Juan Mabromata/AFP 

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, empossou nesta quarta-feira dois novos funcionários vestida de branco, abandonando o luto que observava desde a morte de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.
Na cerimônia na Casa de Governo, Cristina utilizou um vestido totalmente branco, quebrando o rigoroso luto adotado após a morte de Néstor, no dia 27 de outubro de 2010.
Kirchner empossou o padre Juan Carlos Molina como titular da Secretaria de Programação para a Prevenção e o Combate ao Narcotráfico (Sedronar) eMaría Cecilia Rodríguez como ministra da Segurança.
Molina atuou na pastoral da província de Santa Cruz na recuperação de dependentes de drogas e tem grande experiência em locais onde o narcotráfico influencia as crianças.
Cecilia Rodríguez é uma especialista em catástrofes que trabalhou após a passagem do furacão Mitch por Nicarágua Honduras em 1998, e no terremoto que sacudiuEl Salvador em 2001, entre outras catástrofes. Créditos ZH

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Apagão na Venezuela; Maduro denuncia "sabotagem" a 5 dias das eleições locais.

Um apagão na noite de segunda-feira atingiu várias cidades da Venezuela e o presidente Nicolás Maduro atribuiu o blecaute a uma "sabotagem" da direita, cinco dias antes das eleições locais.
O corte de energia elétrica teve origem no mesmo local em que foi registrado um problema similar em setembro, quando um apagão deixou 70% do país às escuras.
O apagão começou às 20H10 (22H40 de Brasília) e afetou várias cidades das regiões central e oeste do país, no momento em que Maduro discursava em cadeia obrigatória de rádio e televisão.
O presidente atribuiu o apagão à "direita fascista" que, segundo declarou mais tarde no Palácio Miraflores, executou uma "sabotagem ao sistema elétrico, ao vivo e direto", pouco antes das eleições municipais de 8 de dezembro, que a oposição encara como um plebiscito da gestão governamental.
"Não há razões para que tenha acontecido o apagão de hoje. De maneira estranha, surpreendeu a todos os venezuelanos", lamentou, antes de afirmar que o governo aumentou os megawatts de geração de energia no país.
"São ataques ao serviço elétrico para desconectá-lo por dias", advertiu Maduro ao alertar sobre possíveis "conspirações" na indústria petroleira. Também disse que as ações não provocarão a suspensão das eleições.
O ministro da Energia Elétrica, Jesse Chacón, afirmou que antes da meia-noite o serviço estaria restituído em todo o país - a luz começou a retornar às 20H40.
Os estados afetados foram os da região da capital, além do centro e oeste do país, assim como Los Llanos.
Chacón insistiu que a falha foi "provocada" e a atribuiu à opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).
O ministro disse que o apagão teve origem nas estações La Horqueta (no estado Aragua, centro) e San Jerónimo (estado Guárico, centro), onde em setembro foi registrada uma falha que deixou 70% do país no escuro por pelo menos três horas.
O governo anunciou uma investigação e a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) anunciou que o abastecimento de combustível estava garantido ao mercado nacional e internacional.
O governo do falecido Hugo Chávez decretou emergência do setor elétrico em 2010, o que provocou severos racionamentos durante vários meses.
Em abril de 2013, Maduro, decretou uma nova emergência elétrica, prorrogada em agosto por 90 dias, apesar de ter mencionado melhorias consideráveis no setor. Créditos Estado de Minas

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Primeiro-ministro de Israel envia assessor aos EUA para discutir negociação com Irã

Primeiro-ministro de Israel envia assessor aos EUA para discutir negociação com Irã DAVID BUIMOVITCH/AFP
Premiê tem sido crítico contumaz da política externa de ObamaFoto: DAVID BUIMOVITCH / AFP
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira o envio de seu conselheiro para a segurança nacional para os Estados Unidos para discutir o futuro acordo final sobre a questão nuclear iraniana.
— Eu ficaria feliz em poder me juntar às vozes em todo o mundo que saudaram o acordo de Genebra. É verdade que a pressão internacional que nós exercemos trouxe um resultado melhor do que o originalmente esperado, mas continua a ser um mau acordo. Ele reduz a pressão sobre o Irã sem receber nada tangível em troca. Falei ontem com o presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama e concordamos que nos próximos dias uma delegação chefiada pelo conselheiro de Segurança Nacional Yossi Cohen irá aos Estados Unidos para discutir o acordo final com o Irã — declarou Netanyahu ao Parlamento.
E acrescentou:
— Este acordo deve conduzir a um resultado: o desmantelamento da capacidade nuclear do Irã. Reafirmo o meu compromisso, como primeiro-ministro de Israel, evitar que os líderes do Irã alcancem a capacidade de destruir o Estado de Israel.
O presidente Obama convidou no domingo Netanyahu a discutir o acordo sobre a questão nuclear iraniana e propôs consultas sobre este assunto.
Netanyahu criticou no domingo, especialmente os Estados Unidos, pelo acordo alcançado em Genebra, chamando-a de "erro histórico".

sábado, 23 de novembro de 2013

Embaixadas israelenses distribuem cartilha contra a atuação do Irã na América Latina


Documento afirma também que o grupo libanês Hezbollah apoia o narcotráfico e outras atividades criminosas na região


De Kfar Saba, Israel*
Não é possível afirmar que o temido confronto militar entre Israel e Irã vai se tornar realidade, mas no que tange a diplomacia ele é bastante intenso e envolve a América Latina. Uma cartilha produzida pelo Centro de Informação e Documentação de Israel para a América Latina (Cidipal) e distribuída pelas embaixadas israelenses nos países sul-americanos é prova disso.
No informe Cidipal.doc – Documentos sobre Medio Oriente Irán-Latinoamérica - Sangre, Terror y Dinero, o centro de informação apresenta suposições no lugar de documentação e o que diz serem evidências da influência do Irã e do grupo xiita libanês Hezbollah em países da América Latina. O grande perigo reside, segundo o texto, no eixo Teerã – Caracas – La Paz, capitais que estariam mantendo relações de grande proximidade e afinidade ideológica. “O Irã incrementa sua presença política e econômica na América Latina, desafiando os Estados Unidos e tentando minar a hegemonia americana. Além disso, fomenta a islamização radical xiita e exporta a ideologia revolucionária do Irã, utilizando o Hezbollah para estabelecer redes de inteligência, terrorismo e crime para ser – provavelmente – exportadas contra EUA e Israel”. Não custa lembrar, como lembra o capitão e coordenador de estratégia das Forças de Defesa de Israel, Roni Kaplan, que “atualmente o Hezbollah é a maior preocupação do Estado de Israel, seguido do Irã e do Hamas (que controla a Faixa de Gaza).”
Na tentativa de ampliar sua “presença política, econômica, religiosa e de inteligência terrorista”, segundo o informe, Teerã estaria buscando na região apoio ao seu programa nuclear contra a “identidade sionista (Israel e seus conflitos contra os EUA e o Ocidente)”.
O centro de informações e documentação é ligado ao Centro de Inteligência e Informação sobre Terrorismo Meir Amit, localizado desde 2001 em Gilgal, a 11 km de Tel Aviv. De acordo com o documento distribuído pelas representações diplomáticas, antes mesmo da “intensiva atividade iraniana dos últimos anos”, o Hezbollah havia visto na região um “terreno fértil para uma ampla atividade criminosa e terrorista”. “Isso se deve à penetração das comunidades xiitas libanesas que vivem na América Latina e seus laços profissionais estreitos com os cartéis de droga”, diz o texto ao afirmar que o controle do Hezbollah sobre a indústria do crime no Vale do Bekaa, no Líbano, concede ao grupo a vantagem de saber combinar suas habilidades criminosas no Líbano com outras da região latino-americana.
Assim, o principal foco dessas atividades criminosas seria na Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, além de novos lugares, como Colômbia, México e a Ilha Margarita, na Venezuela.
Pirataria. No trecho em que cita o estudo Pirataria fílmica, crime organizado e terrorismo, do think tank RAND Corporation, o documento afirma que todos os anos são enviados 20 milhões de dólares à Tríplice Fronteira para financiar o Hezbollah. Além disso, o grupo teria baixado uma regra religiosa (fatwa) para “permitir o tráfico de drogas, a fim de investir em atentados terroristas antiamericanos e antijudeus”.
O grupo libanês teria, também segundo o Cidipal, conexões com cartéis de drogas locais, especialmente aqueles com sede no triângulo do Gran Chaco, na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, assim como os grupos narcotraficantes da Venezuela, Colômbia e México. Além disso, o texto afirma que redes ligadas ao Hezbollah e ao Irã na Argentina “foram usadas para perpetrar dois ataques terroristas, com muitos mortos em Buenos Aires (o bombardeio à Embaixada de Israel em 1992 e ao edifício da Associação Mutual Israelita Argentina em 1994) em vingança aos golpes sofridos pelo Hezbollah no Líbano”.
Ao lembrar a visita do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez a Teerã em julho de 2007, o centro de informação fala em cooperação econômica e petrodólares como pilares que sustentam a influência política do Irã na região, especialmente em Caracas - “Caracastã”. Além disso, busca ressaltar características comuns ao Irã e à Venezuela, dentro do grupo dos cinco maiores exportadores de petróleo mundial, e acordos de cooperação econômica, como a construção pelo Irã de “10 mil edifícios na Venezuela e fábricas de bicicletas, tratores e ladrilhos e, no futuro, uma planta automotriz.”
Por fim, o relatório oferece endereços de sites onde seria feita a disseminação da influência iraniana e do grupo xiita libanês pela América Latina. Seriam blogs que simpatizam com o Irã, com o Hezbollah e com uma comunidade indígena denominada Autonomia Islâmica Wayuu. Todos, segundo o documento, de teor neonazista e contrários à existência do Holocausto. Créditos Carta Capital / Blog Capitão Fernando
*A repórter foi enviada por CartaCapital para Israel para participar do curso Os Meios de Comunicação em Zonas de Conflito, promovido pelo Ministério das Relações Exteriores israelense. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Acordo entre Irã e potências tem novo impasse - Negociador iraniano afirma que direito de seu país de produzir urânio enriquecido é "inegociável."

INTERNACIONAL
Acordo entre Irã e potências tem novo impasse
Negociador iraniano afirma que direito de seu país de produzir urânio enriquecido é "inegociável."

Andrei Netto
Correspondente/Paris

O governo do Irã informou ontem, em Genebra, que não pretende suspender o enriquecimento  de urânio em troca de um acordo internacional que reduza as sanções econômicas contra seu país. O anúncio foi feito pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e ampliou as dúvidas sobre a chance de um entendimento em torno do programa nuclear iraniano.
As negociações reúnem representantes diplomáticos do Irã e do P5+1, o grupo formado por  Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha. O segundo dia do encontro, ontem, ressaltou uma divergência que pode ser decisiva para o acordo. Isso porque o regime iraniano se recusa a fechar suas usinas de produção de enriquecimento de urânio a 20% - a base crítica para avançar a 90% de enriquecimento, nível necessário para a construção da bomba atômica. O fechamento é uma exigência do governo da França para qualquer tipo de acordo.
"O princípio do enriquecimento não é negociável", afirmou Araghchi. Mas o negociador deu sinais de que o entendimento com os membros do P5+1 é possível. "Nós podemos discutir o volume, o nível e o local", ressaltou, com tom realista. "Nós estamos na parte mais delicada da negociação. Cada palavra tem sua importância. Nós procuramos nos colocar de acordo sobre uma formulação aceitável para as duas partes", declarou o diplomata iraniano.
A firmeza sobre a continuidade do programa de enriquecimento de urânio foi demonstrada um dia depois do pronunciamento do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, exortando seus negociadores a não cederem demais ao P5+1. "Eu insisto sobre a consolidação dos direitos nucleares do Irã", afirmou o líder religioso, em encontro na quarta-feira, a uma platéia de militantes islamistas em Teerã.
Mesmo com o limite traçado pelo Irã, Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia da União Européia, Catherine Ashton, afirmou que as negociações estão evoluindo, apesar das evidências de impasse.
"Foi um dia de negociações intensas, substanciais e detalhadas, em uma boa atmosfera. Vamos  continuar nessa sexta-feira", disse Mann, sem, no entanto, garantir que um acordo seja possível.
Um indício de que as negociações não estão avançadas é o de que os ministros das Relações Exteriores dos seis países ainda não chegaram a Genebra, segundo Araghchi. "Enquanto a perspectiva  de um acordo não existir, não creio que os ministros virão", disse ele à agência iraniana Mehr.
Em paralelo ao esforço diplomático em Genebra, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em visita à Rússia, voltou a garantir que não permitirá que o Irã chegue à fabricação de bombas atômicas - com ou sem acordo entre o país e as grandes potências. "Eu prometo que o Irã não terá a arma nuclear", reafirmou. O premiê criticou a postura de Khamenei, que na quarta-feira afirmou  que Israel "está fadada a desaparecer". "O líder supremo iraniano, Khamenei, disse "Morte à América,  morte a Israel. Ele disse que os judeus não são seres humanos. Tal Irã não deve ter a arma nuclear",  argumentou.


Em tom de conciliação, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse no mesmo encontro esperar  que uma solução "mutuamente aceitável seja encontrada em um futuro próximo".
Fonte: Folha de SP / Blog do Capitão Fernando - Internacional

Rafael Correa e a mudança de época, por Emir Sader


Emir Sader
Presidente do Equador, Rafael Correa
 

Assim que foi eleito, em 2007, Rafael Correa anunciou que o Equador se somava ao processo de saída da longa noite de trevas do neoliberalismo e que não se tratava apenas de um uma época de mudanças, mas de uma mudança de época.  Depois de ter 5 presidentes derrubados sucessivamente por mobilizações populares, o Equador escolhia um jovem economista para dirigir o país, apoiado em imensas mobilizações populares. 


“Políticas que puderam manter-se na base de enganos e de atitudes antidemocráticas por parte de seus beneficiários, com apoio total de organismos multilaterais, que disfarçaram de ciência a uma simples ideologia”- assim Correa caracterizava as políticas neoliberais que haviam predominado por tres décadas em todo o continente. O que caracterizava efetivamente a essas políticas era que “beneficiavam ao grande capital e sobretudo ao capital financeiro”. 

No Equador, depois de uma grave crise que viveu o país, em 1999, produto das políticas de desregulamentação da circulação do capital, houve uma grave crise financeira, que destruiu a moeda nacional e a conclusão do neoliberalismo era de que o problema era ter uma moeda nacional. E em 2000 o Equador eliminou sua moeda nacional, substituída pelo dólar.

Paralelamente se satanizava o Estado e a política, substituídos pelo mercado e por técnicos, supostamente neutros. “E assim se elevou a sumos sacerdotes aos economistas, a tecnocratas, e esse é um dos mais graves erros que se podem cometer, as decisões tem que se tomadas por homens políticos, com uma visão integral: em outras palavras, não deem muita importância aos economistas, que temos só uma visão parcial das coisas.”

Burocratas, do país e de fora, se reuniam três dias em algum hotel de cinco estrelas e decidiam o que era bom e o que era ruim para nossos países, “faziam o diagnóstico” davam soluções, “porque nós éramos tontos e eles, sim, eram iluminados”. Fracassavam e organizavam um novo seminário, no mesmo hotel de cinco estrelas, durante três dias, para ver porque tinham fracassado e tentar de novo. “No final de contas, não eram eles que pagavam as consequências dos seus erros, nós é que pagávamos.”

Correa afirma que está convencido de que “as decisões de política pública devem ser tomadas por mulheres e homens políticos, com uma visão integral e com legitimidade democrática, plenamente responsáveis por seus atos; à luz do dia e não nos suntuosos escritórios dos organismos multilaterais”.

Coincidem os anos em que começaram as recessões e as depressões que afetaram a países como oa EUA, a Grã Bretanha e a França, entre outros, para ver que são os momentos m que maior rentabilidade tem o capital especulativo. Suas previsões de que o livre comercio acelera o crescimento econômico foram desmentidos frontalmente pela realidade concreta.

A América Latina e todos os países do Sul do mundo sentiram os efeitos dessas políticas na conta comercial pela redução da demanda de bens primários e pela remessa, sem contrapartida de lucros para o Norte. Na conta de capitais, pela repatriação dos astronômicos recursos requeridos pelos planos de salvamento propostos pelos governos do Norte. 

Mas a diferença política é que “a esquerda hoje não está em minoria” na América Latina. Muitas vezes parece que “a esquerda se acostuma a estar na oposição e não entende que no poder, desde o executivo, temos que governar e temos que gerar mãos para governar e muitas vezes nossos próprios companheiros de esquerda parecem ser nossos principais opositores, continuam mantendo essa dinâmica de quando, insisto, éramos minoria, tínhamos governos neoliberais, governos entreguistas”. 

“Este é um ponto importante de reflexão: o pragmatismo que deve acompanhar a nova esquerda”, ressalta Correa. “Como dizia Pepe Mujica, esse querido amigo Presidente do Uruguai:  ‘essa esquerda do tudo ou nada é a melhor aliada do status quo’, porque se queremos o tudo ou nada, vai dar no nada, podem estar seguros...”

Ganhar as eleições na América Latina, como em quase todas as partes do mundo, até mesmo nos Estados Unidos, não é ganhar o poder, é ganhar uma parte do poder. Os poderes reais continuam vivos: os poderes econômicos, os poderes sociais, o poder informativo, “esse terrível adversário que tem os governos progressistas da América Latina: empresas de comunicação que tomam o lugar dos partidos de direita em decadência, fazem política descaradamente e tratam de desestabilizar e conspirar diariamente”. Esse poder está muito vivo, junto a poderes religiosos e às ingerências internacionais.

Mas há um ressurgimento da esquerda na nossa região, que representa ao mesmo tempo um ressurgimento e o despertar dos nossos povos. “Mas devemos ser uma nova esquerda, uma esquerda que não repita os erros da esquerda tradicional, que é preciso reconhecê-los, temos que ser autocríticos. Se satanizou no passado a palavra  “revisionista”, mas temos que revisar-nos dia a dia, inventar-nos dia a dia. Isso é  o que busca o socialismo do século XXI, o socialismo do bom viver que praticamos no Equador”.  Créditos Carta Maior

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mídia estrangeira aponta atuação decisiva de general brasileiro para estabilização no Congo

Gen Santos Cruz
Brasília, 18/11/2013 – Há pouco mais de uma semana, o exército congolês anunciou uma vitória militar de enorme significado: o fim da rebelião do Movimento 23 de Março (M23), no Leste da República Democrática do Congo (RDC), depois de uma insurgência de 20 meses que custou a vida de milhares de congoleses. O feito histórico foi possível a partir da intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), que instituiu uma missão de estabilização no país (Monusco) autorizada a usar a força, pela primeira vez, contra os combatentes. À frente dessa missão, o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz tem sido apontado, pela mídia internacional, como fator decisivo para o sucesso da campanha.

Indicado para o posto de comando no Congo no primeiro semestre deste ano, Santos Cruz liderou uma experiência inédita entre os chamados capacetes azuis: a Brigada de Intervenção, uma unidade de soldados da ONU que tem autoridade e equipamentos para ações ofensivas que garantam a manutenção da paz em regiões de conflito. Foi assim que, ao lado do exército congolês, o comandante brasileiro conseguiu derrotar os rebeldes do grupo armado M23.

Na ocasião de sua nomeação, Santos Cruz, que também dirigiu as operações de manutenção da paz no Haiti, chamou atenção para a relevância da escolha da ONU: “Isso faz parte do prestígio do Brasil que há tempos vem se projetando no cenário internacional”. E completou: “É a combinação da diplomacia, da experiência militar e da determinação do governo”. 

Pelo menos duas agências de notícia – BBC e Reuters – e o jornal português Diário de Notícias – um dos mais conceituados periódicos – deram destaque para os resultados obtidos no Congo. De acordo com a matéria da Reuters, por exemplo, há um ano era impossível imaginar que o Congo se livraria de uma guerra prolongada. Porém, na última semana, de acordo com a agência, o grupo rebelde M23 se rendeu. 

A BBC também trata do tema referente aos esforços de paz naquele país. Para a agência britânica, que distribui matérias no idioma português, as análises de especialistas mostram que a missão de paz é um importante avanço na pacificação do Congo. Segundo os analistas, o M23 era um dos mais resistentes ao processo de deposição de armas. 

Para o jornal português, que conseguiu uma conversa exclusiva com o general Santos Cruz, o fato de ser brasileiro foi um dos fatores para o sucesso da missão de paz. “Como o Brasil também tem um pouco de raízes africanas, é fácil perceber como aqui é um lugar maravilhoso, muito bonito. Então toda essa simpatia pelo local e pelo povo ajuda a gente a se sentir bem e a trabalhar da melhor maneira pela paz,” disse Santos Cruz ao DN. Foto: Felipe Barra - ASCOM MD

China promove, democraticamente, uma série de mudanças em seu Exército - Comissão Militar do Partido Comunista Chinês otimizará tamanho e estrutura do maior Exército do Mundo, diz nota oficial do PCC.

A China otimizará o tamanho e a estrutura do exército, ajustará e melhorará a proporção entre as diversas tropas e reduzirá as instituições e o pessoal não combatentes, segundo uma decisão do Partido Comunista da China (PCC) publicada na sexta-feira. A decisão sobre os principais assuntos referentes a reformas integrais e profundas foi divulgada em 12 de novembro no final da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central do PCC.  De acordo com a decisão, o Comitê Central do PCC pediu inovação da teoria militar, reforço da dirigência militar, melhoria da estratégia militar e criação de um moderno sistema de poder militar com características chinesas.  A decisão também promete aprofundar a reforma e o ajuste do sistema e aparelhos militares, promover a reforma e o ajuste do sistema de política militar e promover a integração entre o exército e os civis.  O sistema de dirigência do exército sofrerá reformas e a função e o marco institucional da Comissão Militar Central (CMC) serão otimizados, indica a decisão, acrescentando que o sistema de comando conjunto de operações será melhorado.  A decisão também promete acelerar a construção de novos poderes de combate e aprofundar a reforma das academias militares. Será construído um sistema de quadros militares científico e de qualidade, além de se melhorar o sistema de pessoal não militar.  A decisão indica que os sistemas de pesquisa e produção de defesa, assim como a aquisição de armamentos, serão melhorados e as empresas privadas de qualidade poderão se unir à indústria de defesa.  por Agência Xinhua

sábado, 16 de novembro de 2013

Presidenta Dilma receberá presidente da França para uma Visita de Estado, nos dias 12 e 13 de dezembro. "Vamos relançar nossa parceria", afirma Dilma

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MUNDO - ENTREVISTA DENIS PIETTON - CORREIO BRAZILIENSE

"Vamos relançar nossa parceria" 

SILVIO QUEIROZ

A presidente Dilma Rousseff receberá, em 12 e 13 de dezembro, o colega francês, François 
Hollande, uma das últimas visitas de Estado ao Brasil antes da campanha pela reeleição em 2014. 
Preparar o terreno para o desembarque foi a principal missão do embaixador Denis Pietton desde que se 
instalou em Brasília, há dois meses, vindo da posição de chefe de gabinete do ministro das Relações 
Exteriores, Laurent Fabius. Com 57 anos e três décadas de diplomacia, Pietton construiu carreira na área 
de Oriente Médio, com passagens em postos como Beirute e Jerusalém. O representante francês não 
esconde a paixão por temas como a busca da paz entre israelenses e palestinos ou o desafio 
representado pelo programa Nuclear do Irã. Enaltece o amadurecimento diplomático do Brasil, sem 
deixar de pontuar as diferenças entre os governos, e deixa claro que a ambição de Paris é consolidar a 
posição de aliado preferencial. 

O que se pode esperar da visita do presidente François Hollande, em dezembro? 
Os presidentes Hollande e Dilma Rousseff já se encontraram em duas ocasiões. Primeiro, na 
Rio+20, e depois em dezembro passado, quando da visita da presidente a Paris. Desde então, 
conversaram várias vezes por telefone. O objetivo da visita é relançar a parceria estratégica entre a 
França e o Brasil, que foi firmada em 2006 e se desenvolveu muito, com o presidente Jacques Chirac e 
com Nicolas Sarkozy. Para nós, essa é uma visita a um grande parceiro, que está engajado em missões 
de paz e tem uma diplomacia ativa. A nossa é uma parceria única, por exemplo, no setor naval, com a 
construção do Submarino Nuclear brasileiro. E estamos em vias de estabelecer uma parceria forte no 
setor energético, agora que a Total integra com 20% de participação o consórcio vencedor do leilão para 
explorar o campo de Libra. O objetivo é relançar a parceria em desenvolvimento sustentável e 
transportes. A França é o principal sócio europeu do Brasil nesse programa magnífico que é o Ciência 
sem Fronteiras — temos a meta de receber 10 mil bolsistas até 2015. 

Quantos são os brasileiros na França pelo Ciência sem Fronteiras, no momento? 
São 4,5 mil, ao todo. Mas vamos desenvolver novos programas, principalmente para graduação 
na França, com o objetivo de aumentar esse número para 10 mil. E vamos lançar uma iniciativa similar à 
do “inglês sem fronteiras”, em que os estudantes brasileiros que vão ao país podem aprender o idioma a 
distância, principalmente pela internet. 

França e Brasil têm relações que vão além do terreno político e m diplomático. Como o senhor vê 
as perspectivas para os intercâmbios humanos, culturais? 
Nós não estamos aqui apenas para fazer comércio com o Brasil, mas porque se trata de uma 
relação antiga, com tradição histórica. São muitos os brasileiros que vão à França para estudar: já 
formamos 100 mil doutores. Temos 400 mil bolsistas brasileiros e queremos ir mais longe. Queremos que 
as nossas empresas ofereçam estágios, no âmbito do Ciência sem Fronteiras. As relações bilaterais vão 
além. A França é o primeiro país de destino dos brasileiros na Europa. O diretor do Louvre informou que 
os maiores contingentes de estrangeiros recebidos pelo museu são os americanos, em primeiro lugar, 
depois os chineses e, em seguida, os brasileiros. Tudo isso são sinais de uma verdadeira herança 
comum. Esse movimento também se faz no sentido oposto. Vemos cada vez mais estudantes franceses 
que vêm ao Brasil, hoje são 1.200 nas universidades daqui. 

A relação entre os presidentes Sarkozy e Lula foi sempre calorosa. Como será agora entre 
Hollande e Dilma? 
Cada político aporta a própria personalidade a uma relação. O presidente Hollande não é como o 
seu antecessor, e a presidente Dilma tem a sua personalidade. A relação entre os nossos governantes é 
boa, e espero que essa visita de retribuição contribua para fortalecer esse laço pessoal. Para além do 
aspecto pessoal, as relações entre nossos dois países são sólidas. A França é um sócio capital para o 
Brasil.
A visita praticamente coincidirá com a troca de ofertas entre União Europeia e Mercosul para um 
acordo comercial. Será possível concluir as negociações? 
A França vê muito positivamente a reabertura dessas negociações. É normal e recomendável 
que a UE busque um acordo profundo e ambicioso com o Mercosul. Somos muito favoráveis a um 
acordo. É uma negociação longa. Envolve produtos industriais e agrícolas, acesso ao mercado de 
serviços e ao setor público. Mas desejamos muito conhecer a oferta do Mercosul. 

Quais as perspectivas imediatas para a retomada das relações econômicas entre o Brasil e a 
França? 
A UE é a primeira potência comercial do mundo, o primeiro exportador e o primeiro investidor. Os 
países-membros têm investimentos importantes no Brasil. A França é o quarto maior investidor no Brasil, 
e a conclusão do processo com o campo de Libra vai reforçar a posição dos investimentos franceses. 
Somos favoráveis à liberalização das trocas comerciais, mas também a que se crie alguma 
regulamentação internacional. E acho que, nesse aspecto, partilhamos a concepção do Brasil. Temos 
600 empresas francesas no país. Elas têm dificuldades, é difícil penetrar no mercado brasileiro. 

O Brasil participou de uma tentativa de acordo com o Irã, há alguns anos. A França é apontada 
como a potência que obstruiu um acerto sobre a questão Nuclear. Há perspectiva de resolver 
esse impasse? 
A França crê que a rodada de conversações em Genebra permitiu avanços. E a compreensão da 
França sobre um acordo nesse tema é de que ele seja sólido. Nenhuma questão deve ser deixada de 
lado. 

Hollande está visitando Israel. 
Que mensagem ele leva sobre o processo de paz com os palestinos? 
Conheço a questão palestina, pois fui cônsul-geral da França em Jerusalém. A França só pode 
se alegrar com a paz entre Israel e os palestinos, e isso passa pela criação de um Estado palestino 
viável, com contiguidade territorial. O presidente Hollande reforçará essa posição: é preciso que 
israelenses e palestinos façam os esforços necessários, cada qual da sua parte.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Bolívia terá maior crescimento econômico de sua história em 2013

O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou nesta terça-feira (12) que o crescimento econômico do país será recorde este ano. De acordo com as previsões do governo, o crescimento este ano será de 6,5%.


Em 2014, investimentos públicos superarão US$ 6 bilhões |Foto: Telám

"Analisando os dados econômicos me surpreendeu o crescimento, eu sinto que é um crescimento recorde estimado em 6,5% (este ano)", disse Evo numa coletiva de imprensa na cidade boliviana de Sucre.

O mandatário atribuiu o boom econômico aos esforços das pessoas, a contribuição do setor produtivo e da política de nacionalização que é implementado no país desde 2006 e busca recuperar os recursos naturais e empresas estratégicas para os bolivianos.

A mudança é devido à geração de divisas das empresas estatais, à cobrança de impostos e à democratização da renda, assegurou.

Com Telám

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Presidentes de Brasil e Uruguai se reúnem em Brasília. Uruguai pode vir a abandonar a Minustah, a missão de paz no Haiti.

Dilma e Mujica

A presidenta Dilma Rousseff recebeu na tarde deste domingo (10) o colega uruguaio, José Mujica, informou à AFP a assessoria de imprensa da Presidência.

O encontro dos dois presidentes não teve caráter oficial e foi celebrado no Palácio da Alvorada, residência da presidente, explicou uma porta-voz, sem dar maiores detalhes sobre a reunião.

Mujica chegou a Brasília a caminho da Venezuela e ainda em Montevidéu disse que conversaria com os colegas brasileira e venezuelano, Nicolás Maduro, sobre a permanência das forças de paz uruguaias no Haiti.

No Haiti, o Uruguai tem 840 homens, uma centena a menos do que no começo de sua participação na MINUSTAH - criada em 2004 pelo Conselho de Segurança da ONU - uma missão também integrada por militares de Brasil (que comanda as forças), Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Filipinas, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru e Sri Lanka.

A ONU acertou em 10 de outubro reduzir sua missão de paz no Haiti a um máximo de 5.021 soldados, quando até hoje foi de 6.233.

A presidência uruguaia destacou, ainda, que Mujica e Dilma também conversaam sobre Mercosul e integração bilateral, sobretudo na área da energia.

Segundo a nova agenda da presidente, Dilma adiou sua viagem ao Peru para se reunir com o presidente Ollanta Humala, prevista inicialmente para a tarde deste domingo. A presidente voará com destino a Lima na manhã desta segunda-feira. Créditos ZH