| Principais notícias: O acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entra em vigor provisoriamente na sexta-feira, 1º de maio, após mais de um quarto de século de negociações, no que constitui um dos acordos comerciais mais ambiciosos do mundo e a maior abertura recíproca já finalizada pelo bloco sul-americano. A assinatura final ocorreu em 17 de janeiro em Assunção e, embora a ratificação final pelo Tribunal de Justiça da União Europeia e a subsequente aprovação pelo Parlamento Europeu ainda estejam pendentes, a entrada em vigor provisória permite o início imediato de reduções tarifárias que abrangem 95% dos produtos do Mercosul e 91% dos produtos da UE.
Os Estados Unidos e a Venezuela inauguraram na quinta-feira a primeira conexão aérea direta entre os dois países desde 2019 e assinaram dois novos acordos de energia, em um dia que a Casa Branca descreveu como um avanço substancial na fase de "revitalização econômica" do plano de três etapas elaborado pelo presidente Donald Trump e pelo secretário de Estado Marco Rubio para reorganizar a relação bilateral após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por tropas americanas em 3 de janeiro.
O petróleo Brent atingiu US$ 126,41 por barril na quinta-feira, seu nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, após a Axios noticiar que o Comando Central dos EUA (CENTCOM) estava preparando um plano militar que contemplava uma série de ataques "curtos e poderosos" contra a infraestrutura iraniana para forçar Teerã a retornar à mesa de negociações. O preço posteriormente se moderou, fechando próximo a US$ 114, uma queda parcialmente atribuída ao vencimento do contrato futuro de junho, mas a referência europeia acumula alta de mais de 60% desde o início da guerra contra o Irã em 28 de fevereiro.
O déficit nominal do setor público brasileiro atingiu 9,41% do Produto Interno Bruto (PIB) nos doze meses até março de 2026, quase um ponto percentual a mais que no período anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. O déficit consolidado de todas as administrações públicas — governo federal, estados e municípios — chegou a 1,21 trilhão de reais, o equivalente a cerca de US$ 244 bilhões, um dos maiores índices dos últimos anos para a maior economia da América Latina.
O Parlamento Europeu aprovou na quinta-feira, por ampla maioria, uma resolução que insta o Conselho da União Europeia a não levantar as sanções impostas aos responsáveis por violações dos direitos humanos na Venezuela até que o país adote "medidas significativas para uma transição pacífica para a democracia". O texto, promovido pelo Partido Popular Europeu, obteve 507 votos a favor, 31 contra e 35 abstenções, e foi apoiado inclusive pelo grupo dos Socialistas e Democratas, apesar das divergências internas sobre a estratégia em relação ao governo da presidente interina Delcy Rodríguez.
O Banco Central da Venezuela (BCV) começou a publicar sistematicamente indicadores econômicos que estavam sob sigilo há pelo menos uma década, em uma mudança institucional impulsionada pela intervenção militar dos EUA que culminou em 3 de janeiro com a captura do ex-presidente Nicolás Maduro e pela subsequente reconfiguração do sistema financeiro venezuelano sob a supervisão de Washington. A atualização das séries históricas no site do banco central permite agora saber, pela primeira vez em anos, que a inflação mensal atingiu 32% em janeiro, 14,6% em fevereiro e 13,1% em março, enquanto o índice anual ficou em 649,5% ao final do primeiro trimestre.
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