sábado, 18 de dezembro de 2021

Xi e Putin elogiam "relações-modelo" entre os dois países e prometem defender a justiça internacional - Xinhua

 

Xi e Putin elogiam "relações-modelo" entre os dois países e prometem defender a justiça internacional

2021-12-16 10:24:56丨portuguese.xinhuanet.com

(Xinhua/Huang Jingwen)

Beijing, 15 dez (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, realizaram uma reunião por vídeo nesta quarta-feira, elogiando as "relações-modelo" China-Rússia e prometeram cooperar mais para salvaguardar os interesses essenciais dos dois países e defender a equidade e justiça internacionais.

Os dois líderes também concordaram em realizar uma reunião presencial em fevereiro na capital chinesa.

A reunião virtual, a segundo do tipo em 2021 e a 37ª reunião entre Xi e Putin desde 2013, abrangeu uma ampla variedade de tópicos incluindo democracia, resposta pandêmica conjunta, comércio bilateral, cooperação energética e os Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022.

"As frequentes interações e a amizade sólida entre os dois chefes de Estado resumem os laços estreitos dos dois países," disse Sun Jingxin, especialista da Academia da China Contemporânea e Estudos Mundiais.

Xi elogiou Putin pelo forte apoio à China na defesa dos interesses essenciais e pela rejeição às tentativas de semear a discórdia entre a Rússia e a China.

O presidente chinês também disse que espera ter uma reunião com Putin em fevereiro quando o presidente russo visitará a China e participará da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.

"Por esta ação concreta, você mostra o apoio à China na organização dos jogos", salientou Xi, acrescentando que será a primeira reunião presencial entre eles em dois anos.

Xi disse que está aguardando pelas discussões profundas sobre as relações bilaterais e os principais assuntos internacionais e regionais, e acredita que mais novos e importantes entendimentos comuns serão atingidos.

Reafirmando a oposição consistente da Rússia às tentativas de politizar os esportes, Putin expressou sua esperança de ter uma profunda troca de opiniões com Xi sobre os principais assuntos de interesse mútuo para promover o desenvolvimento sustentado e de alto nível das relações bilaterais.

"RELAÇÕES-MODELO"

Durante a reunião na quarta-feira, Xi elogiou as relações China-Rússia por "superar todos os tipos de testes para demonstrar uma nova vitalidade".

Os dois lados anunciaram oficialmente a renovação do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa e o tornaram mais relevante na nova era, estenderam firme apoio mútuo em questões relacionadas aos interesses essenciais de cada lado, deste modo defendendo a dignidade nacional e os interesses comuns de ambos os países, disse Xi.

A cooperação prática também tem sido um destaque, com o comércio bilateral nos primeiros três trimestres de 2021 excedendo US$ 100 bilhões pela primeira vez.

Os dois países cumpriram ativamente suas responsabilidades como grandes países, promoveram uma resposta unida e global à COVID-19, comunicaram o significado verdadeiro da democracia e dos direitos humanos, e agiram como porta-bandeira da adesão ao verdadeiro multilateralismo e da defesa da justiça e da equidade no mundo, acrescentou Xi.

Putin disse que a relação Rússia-China está em seu melhor na história com um alto grau de confiança estratégica mútua.

Ela pode ser elogiada como um modelo de relações entre Estados no século 21, disse o presidente russo.

Ruan Zongze, vice-presidente executivo do Instituto Chinês de Estudos Internacionais, disse que a essência desta "relação-modelo" reside no respeito mútuo, equidade e justiça, e cooperação de ganhos recíprocos.

"É importante que se tenha este tipo de cooperação de "back-to-back" ao lidar com desafios no cenário internacional", afirmou Ruan.

Diante do hegemonismo e da interferência externa, China e Rússia certamente trabalharão juntas para salvaguardar a equidade e justiça nas relações internacionais, acrescentou.

Durante a reunião, Xi criticou "certas forças no mundo" por tentarem se intrometer nos assuntos internos da China e Rússia sob o pretexto de "democracia" e "direitos humanos" e por espezinharem grosseiramente o direito internacional e as normas universalmente reconhecidas que regem as relações internacionais.

A China e a Rússia devem lançar mais ações conjuntas para defender mais eficazmente os interesses de segurança dos dois lados. Esforços devem ser firmemente feitos para rejeitar os atos hegemônicos e a mentalidade da Guerra Fria sob o disfarce de "multilateralismo" e "regras", disse Xi.

O presidente chinês destacou que os dois países também devem fortalecer sua resposta pandêmica conjunta, em áreas como teste de COVID-19 e pesquisa e desenvolvimento de vacinas e remédios.

Os dois lados precisam ampliar sua cooperação em energia tradicional, buscar mais cooperação em nova energia, avançar o pacote de cooperação em energia nuclear, além de explorar novas áreas de cooperação como energia renovável, disse.

OPINIÃO CERTA SOBRE DEMOCRACIA

Trocando opiniões com Putin sobre democracia, Xi disse que a democracia é uma aspiração superior e um valor comum de toda a humanidade e também um direito desfrutado pelas pessoas de todos os países.

"Se um país é democrático ou não e como alcançar melhor a democracia só pode ser deixado para seu próprio povo decidir", disse Xi.

A China promoverá a comunicação e coordenação com a Rússia para incentivar a comunidade internacional a tomar a opinião certa sobre a democracia e defender os direitos democráticos legítimos de todos os países, acrescentou.

Putin disse que a Rússia está pronta para conduzir uma maior comunicação com a China sobre a defesa dos verdadeiros direitos e dos interesses democráticos de todos os países.

A Rússia será a mais firme defensora da posição legítima do governo chinês sobre questões relacionadas a Taiwan, disse Putin, acrescentando que seu país se oporá firmemente às ações de quaisquer forças para prejudicar os interesses da China usando questões relacionadas a Taiwan, e às ações para formar quaisquer tipos de "grupos pequenos" na região Ásia-Pacífico.

"Nenhuma tentativa de semear discórdia entre a Rússia e a China terá sucesso", afirmou o presidente russo.

INTERNACIONAL - Repercutimos o Informativo "Notícias da China - No. 80 | 18.12.2021

 

No. 80 | 18.12.2021
Watch the Video

Declaração conjunta de China e Nicarágua para restabelecer relações diplomáticas em Tianjin, 10.12.2021 [Xinhua]


Caro leitor/a,

Este é o último Notícias da China do ano. Nos próximos dois sábados, de Natal (no mundo cristão) e Ano Novo, faremos uma pequena pausa para retomarmos as energias para 2022. No dia 08/01, voltaremos com uma edição especial, apresentando a retrospectiva dos temas mais importantes de 2021. Boas festas para todas e todos!

-Coletivo Editorial Dongsheng


Geopolítica

Nicarágua restabelece relações diplomáticas com a China após romper laços com Taiwan e reconhecer princípio da "China Única"

Desde o início do mandato da líder Tsai-Ing Wen (2016), outros sete países romperam com a ilha chinesa. Pequim doou 1 milhão de vacinas ao país centro-americano em cooperação contra a covid, enquanto discutem parcerias em outras áreas

Global Times, 13.12.2021

Global Times, 10.12.2021

Pequim nega "confisco" de aeroporto de Uganda, ou de qualquer outro projeto africano, em resposta a alegações da mídia dias antes da cúpula do FOCAC

O Eximbank chinês emprestou R$ 1,17 bilhão a 2% de juros anuais para a expansão do aeroporto de Entebbe. Ministro das Finanças Matia Kasija admite que Uganda "não deveria ter aceito algumas cláusulas", mas notícias de "entrega" do aeroporto, que viralizaram, são falsas

AsiaTimes, 08.12.2021

Política Nacional

China elege estabilidade como prioridade da política econômica e anuncia expansão de políticas sociais, como habitação e emprego para juventude em 2022

Em Conferência de Trabalho Econômico Central, realizada anualmente, governo anuncia política fiscal proativa - com alto gasto orçamentário e mais incentivos tributários - enquanto política monetária buscará garantir liquidez. Moradias para aluguel de famílias de média e baixa renda terão prioridade sobre setor comercial privado

China Daily, 11.12.2021

Pequim cria plataforma online para oferecer aulas de reforço gratuitas a 330 mil alunos do ensino fundamental da cidade até 2022

Conteúdos são disponibilizados das 18h às 21h diariamente, exceto finais de semana e feriados. Decisão expande acesso e visa atender as demandas dos pais após reforma do setor privado de reforço escolar

Caixin Global, 11.12.2021

Economia

Banco Central exige que bancos aumentem taxa de reserva compulsória em moeda estrangeira - de 7% a 9% - para conter valorização do yuan e especulação

Cotação do yuan chinês atinge a 6,368 por dólar - valor mais alto desde 2018 - devido a superávit comercial e aumento de reservas internacionais, que alcançaram R$ 18,2 trilhões em novembro. Alta da moeda chinesa pode prejudicar atividade econômica

South China Morning Post, 09.12.2021

Em dezembro de 2001, após 15 anos e 37 reuniões, China se tornava membro da Organização Mundial do Comércio

Em 20 anos, país passou da sexta a segunda maior economia do mundo, com volume de comércio crescendo de R$ 2,9 tri a R$ 28,4 tri, e atingindo 11,5% do total global (2001, 3,4%); país assinou mais de 400 acordos multilaterais e 128 tratados bilaterais de investimentos

Global Times, 09.12.2021

Global Times, 08.12.2021 (infográfico sobre as realizações chinesas desde sua entrada na OMC)

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Agricultura e Meio Ambiente

Projetada para capturar 500 mil toneladas de carbono por ano, Usina Taizhou será a maior do mundo, começando a operar em 2023

Projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) podem reduzir emissões de CO2 da China em 60% até 2050, com custo de R$ 2,56 trilhões. País possui 14 projetos do tipo, com capacidade anual combinada de 2,1 milhões de toneladas

Global Times, 13.12.2021

South China Morning Post, 14.12.2021

Inovações em governança urbana são essenciais para que China alcance metas de neutralidade de carbono até 2060, segundo especialistas

China possui projetos piloto de baixo carbono em 81 cidades e 52 parques industriais, enquanto mercado de carbono do país cresce e movimenta mais de R$ 1,78 bi desde seu lançamento em julho deste ano

Xinhua, 14.01.2021

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Cultura e Vida do Povo

De acordo com pesquisa, juventude chinesa questiona casamento e normas sexuais, mas não se importa com democracia eleitoral

Ao contrário de suposições da mídia ocidental sobre liberdade de expressão e repressão educacional, pesquisa da Yicay (com 2.268 pessoas) revela que jovens chineses têm visões e práticas diferentes do governo, mas confia em sua capacidade de garantir crescimento econômico, vendo país crescer 10 vezes em 20 anos

Nikkei Asia, 12.12.2021

China realiza oitava cerimônia do Dia da Memória das Vítimas do Massacre de Nanjing, um dos acontecimentos mais brutais durante a invasão japonesa

Em 13 de dezembro de 1937, tropas japonesas invadiram Nanjing e assassinaram mais de 300 mil civis e soldados desarmados em seis semanas. Presidente Xi Jinping homenageia os 61 sobreviventes do massacre ainda vivos e vê memória do evento como fundamental para a manutenção da paz

Xinhua, 13.12.2021

China Daily, 13.12.2021

Tributo silencioso para as vítimas do Massacre de Nanjing, província de Jiangsu, 13.12.2021 [Sang Yu/China Daily]


 


Créditos Coletivo Dongshong

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

INTERNACIONAL - GANGUES DISPUTAM CONTROLE DE CIDADES DA RIVIERA MAIA E ASSUSTAM TURISTAS NO MÉXICO! (O Estado de SP, 06) - REPERCUTIMOS A EDIÇÃO 13/12/2021 DO EX-BLOG DO CÉSAR MAIA

 

GANGUES DISPUTAM CONTROLE DE CIDADES DA RIVIERA MAIA E ASSUSTAM TURISTAS NO MÉXICO!

(O Estado de SP, 06) Os mexicanos mais saudosistas ainda se lembram do paraíso que era o balneário de Acapulco, cantado na voz doce de Frank Sinatra – hoje, uma cidade tomada pela violência. Para não ver o pesadelo se repetir na Riviera Maia, o governo do Presidente Andrés Manuel López Obrador mandou para a região um batalhão de elite da Guarda Nacional, treinado especificamente para a segurança dos turistas. No fim de semana, homens fortemente armados começaram a patrulhar as praias de água azul turquesa.

O envio de um grupo de elite da Guarda Nacional foi anunciado por López Obrador em novembro após uma onda de violência tomar conta da Península de Yucatán. No dia 20 de outubro, um confronto entre gangues no bar La Malquerida, em Tulum, deixou dois turistas mortos – uma alemã e uma indiana – e três feridos.

No dia 4 de novembro, em Puerto Morelos, um lugarejo localizado entre Cancún e Playa del Carmen, um comando fortemente armado tomou de assalto a praia do hotel Hyatt Ziva Riviera com a intenção de assassinar dois traficantes de um grupo rival – ambos disputavam o ponto de venda de drogas. O confronto terminou com a morte de dois traficantes e cenas de pânico, com turistas e funcionários correndo em desespero em busca de proteção.

Na semana passada, documentos revelados pela agência EFE mostraram uma operação confusa da polícia do Estado de Quintana Roo, no dia 1º de outubro. Homens mascarados e fortemente armados invadiram o hotel El Pez, em Tulum, causando pânico entre os hóspedes. O governo estadual garante que foi uma missão de busca e apreensão, mas muitos turistas acabaram roubados – alguns foram até expulsos do lugar sob a mira de fuzis automáticos.

No México, há um excesso de forças policiais. Além de duas polícias federais e 31 estaduais, cada município também tem uma. No total, são mais de duas mil corporações diferentes. Apenas o Distrito Federal – Cidade do México – tem quatro forças policiais.

A ponta mais frágil da cadeia são os policiais municipais, que quase não têm direito a férias. A maioria, cerca de dois terços, ganha menos do que um salário mínimo e todos pagam pela munição que utilizam. Ao mesmo tempo, são eles que enfrentam mais de 90% dos crimes comuns cometidos e estão na linha de frente dos cartéis, portanto, mais vulneráveis à corrupção.

Por isso, a ideia de López Obrador é tentar federalizar a segurança pública, investindo nessa força de elite da Guarda Nacional. Ao todo, cerca de 1,5 mil integrantes foram enviados para a Riviera Maia, distribuídas entre as localidades de Benito Juárez, Isla Mujeres, Solidaridad, Puerto Morelos e Tulum.

De acordo com especialistas, quatro grandes cartéis disputam o domínio do tráfico de drogas nas praias de Quintana Roo – Los Zetas, Jalisco Nueva Generación, Golfo e Sinaloa. Essas quatro organizações estão ligadas a gangues locais, que não se importam em disparar contra qualquer um em plena luz do dia. Uma delas é conhecida como ‘Cartel de Cancún’, que é formado por ex-integrantes dos Zetas.

As receitas dos cartéis, no entanto, não se resumem ao tráfico de drogas. Segundo Edgardo Buscaglia, especialista da Columbia Law School, de Nova York, as organizações criminosas mexicanas complementam a renda com contrabando, falsificação de dinheiro, de documentos, fraudes, homicídios por encomenda, roubo, pirataria, prostituição, sequestro, tráfico de armas e de seres humanos.

No caso da Riviera Maia, a extorsão é uma importante fonte de recursos das organizações criminosas. Nos últimos meses, hotéis, restaurantes, pizzarias e até um shopping center sofreram violentos ataques associados à cobrança por proteção, o que levou muitos estabelecimentos a fecharem suas portas. ‘As investigações apontam que a violência é causada, principalmente, por células do cartel de Sinaloa que disputam o território entre si’, disse o governador do Estado, Carlos Joaquín González.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

CHINA - Xi enfatiza adesão ao Estado de Direito socialista com características chinesas

 

Xi enfatiza adesão ao Estado de Direito socialista com características chinesas

2021-12-08 10:50:25丨portuguese.xinhuanet.com

Uma cerimônia para o centenário do Partido Comunista da China é realizada na Praça Tian'anmen em Beijing, capital da China, em 1º de julho de 2021. (Xinhua/Chen Zhonghao)

Beijing, 7 dez (Xinhua) -- Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), enfatizou a adesão resoluta ao caminho do Estado de Direito socialista com características chinesas e o avanço do desenvolvimento desse sistema.

Xi fez as observações enquanto discursava em uma sessão de estudo coletivo do Birô Político do Comitê Central do PCC na segunda-feira.

Observando que a China está agora em um estágio crítico para alcançar a revitalização nacional, Xi pediu esforços para elevar a capacidade e o nível de governança baseada na lei em todos os aspectos e fornecer uma forte garantia legal para a construção de um país socialista moderno em todos os aspectos.

Reconhecendo as conquistas históricas na construção do sistema de Estado de Direito socialista com características chinesas desde o 18º Congresso Nacional do PCC, Xi ressaltou que a China embarcou numa nova jornada, que cria novas e mais altas demandas para o Estado de Direito.

O sistema de Estado de Direito socialista com características chinesas deve ser impulsionado de forma abrangente, disse Xi, acrescentando que devem ser feitos esforços para seguir a direção correta na construção do sistema legal, defender a liderança do Partido e o sistema socialista com características chinesas, além de implementar a teoria do Estado de Direito socialista chinês.

Enfatizando o compromisso com uma abordagem centrada no povo, Xi disse que os requisitos de representar os interesses do povo, refletir seus desejos, proteger seus direitos e melhorar seu bem-estar devem ser integrados em todo o processo de construção do sistema legal.

Xi pediu mais esforços para promover o trabalho legislativo em áreas-chave, incluindo segurança nacional, inovação científica e tecnológica, saúde pública, biossegurança, conservação ecológica e prevenção de riscos, bem como focar na tarefa fundamental de elevar a qualidade legislativa.

Pedindo a melhoria do mecanismo para garantir que todos sejam iguais perante a lei, Xi disse que todos os atos que violam a Constituição ou outras leis devem ser responsabilizados.

Xi também exigiu intensificar a supervisão dos poderes legislativo, de aplicação da lei, de supervisão e judicial e melhorar a formação de profissionais legais.

Xi instou esforços contínuos para reprimir a corrupção na aplicação da lei e nos campos judiciais de acordo com a lei, combater o crime organizado e eliminar as quadrilhas criminosas locais de forma contínua.

Salientando o aprimoramento da legislação em áreas relacionadas às relações exteriores, Xi pediu a promoção do desenvolvimento do sistema de leis para aplicação extraterritorial.

A ampliação da cooperação na aplicação da lei e no trabalho judicial deve ser incorporada à agenda das relações bilaterais e multilaterais, a fim de melhorar a eficiência da aplicação da lei e do trabalho judicial relacionados ao exterior e salvaguardar resolutamente a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China, disse Xi.

Ele destacou a necessidade de avançar no desenvolvimento do sistema disciplinar, do sistema acadêmico e do sistema de discurso da ciência jurídica com características chinesas. Ele também pediu para intensificar a orientação política para advogados.

Pedindo progressos na garantia de que a lei seja observada por todos, Xi ressaltou orientar o público em geral a cumprir conscientemente a lei, recorrer à lei quando precisarem de assistência e confiar na lei para resolver seus problemas. 


Créditos Xinhua

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Repercutimos a edição 29/11/21 - Ex Blog do César Maia - KAST, BORIC E O PARADOXO DA POLÍTICA CHILENA! (O Estado de S. Paulo., 25)

 

KAST, BORIC E O PARADOXO DA POLÍTICA CHILENA!

(O Estado de S. Paulo., 25) O segundo turno da eleição presidencial do Chile será uma corrida em direção ao centro, já que a maioria dos eleitores quer mudanças, mas sem radicalismos. Algum dos candidatos conseguirá isso?

Em um primeiro olhar, algo parece inexplicável: apenas um ano depois de 80% dos eleitores terem comparecido às urnas para pedir uma nova Constituição, e seis meses depois de escolherem a Assembleia Constituinte encarregada de redigir a nova Carta, com clara maioria à esquerda, no domingo, os chilenos demonstraram pluralidade no primeiro turno, ao votar em José Antonio Kast, um ex-deputado conservador que se opõe à nova Constituição e tem minimizado violações de direitos humanos cometidas pela ditadura militar.

Com um evidente impulso a seu favor, Kast tem agora chance real de se tornar o próximo presidente do Chile, no segundo turno que será realizado em 19 de dezembro. Estarão os eleitores chilenos se comportando de maneira errática? Estarão arrependidos do processo de redação da nova Constituição?

Eu argumentaria que não, que não há nenhum tipo de confusão nem arrependimento. No ano passado, a maioria dos chilenos queria – e continua querendo até hoje – mudanças pragmáticas e moderadas em políticas sociais e inclusão econômica, mas sem jogar a criança fora com a água do banho. Ainda que os chilenos queiram uma nova Constituição, que lhes conceda mais direitos sociais, eles também querem manter muitos aspectos do modelo econômico que levou seu país a tanta prosperidade ao longo das três décadas recentes. Querem que a nova Constituição garanta mais direitos sociais, mas também um governo que siga a lei e a ordem. A disputa pela presidência deverá ser vencida pelo candidato que articular melhor esse equilíbrio.

RUMO AO CENTRO. Conforme esperado, Kast e Gabriel Boric, esquerdista e deputado no segundo mandato, acabaram em primeiro e segundo lugar no primeiro turno das eleições presidenciais. Kast e Boric receberam, respectivamente, 28% e 25,7% dos votos – em linha com as previsões das pesquisas. Já que os outros 46% dos eleitores optaram por outros candidatos, a corrida para vencer o segundo turno obrigará Kast e Boric a conquistar esses eleitores.

Com um comparecimento às urnas pouco abaixo de 50%, o primeiro turno não atraiu mais eleitores do que as disputas presidenciais anteriores, colocando em dúvida a alegação de que os chilenos estão altamente polarizados e mais interessados em política do que nos pleitos anteriores.

É improvável que o comparecimento às urnas seja muito maior no segundo turno. Por isso, os candidatos terão de conquistar os eleitores cujas primeiras escolhas já não estão na disputa. Será mais fácil para Kast atrair eleitores que votaram no primeiro turno em Sebastián Sichel (12,7%), candidato do atual presidente, Sebastián Piñera. Por sua vez, será mais fácil para Boric atrair quem votou em Yasna Provoste (11,6%), candidata do Novo Pacto Social, de centro-esquerda (coalizão que ocupou o poder na maior parte do período dentre 1990 e 2018), e nos candidatos de esquerda Marco Enríquez-ominami (7,6%) e Eduardo Artés (1,5%).

Mas o grande trunfo serão os eleitores que votaram no candidato que surpreendeu a todos, terminando em terceiro lugar, com 12,9% dos votos: o economista Franco Parisi, que vive nos EUA e fez campanha somente pela internet (já que estava alegadamente impossibilitado de viajar ao Chile em razão de um processo que sofre por falta de pagamento de pensão alimentícia dos filhos). Ele já havia disputado a presidência anteriormente, em 2013, com uma plataforma populista de direita e amigável ao mercado.

Desta vez, Parisi fez campanha como candidato antissistema. Alguns desses eleitores poderão se abster, mas Kast tentará atraí-los com uma mensagem de igualdade de condições no capitalismo e respeito à lei e à ordem, enquanto Boric deverá tentá-los com segurança social e uma agenda moralmente progressista.

Em seu discurso de vitória, Kast falou diretamente com o eleitor médio, enquanto Boric colocou foco mais nos eleitores de esquerda e no grande desafio adiante. Ainda que inflamar as bases seja mais importante para Boric, ele também precisará do apoio de eleitores mais moderados, que se preocupam com sua falta de experiência, pouca idade (35 anos) e suas propostas radicais. Por sua vez, Kast precisará convencer eleitores de que é sensato e precisará abandonar propostas mais populistas de direita (como isenções fiscais e aumentos de gastos).

O campo político de Kast tentará transformar as eleições em uma escolha entre democracia e comunismo, enquanto o campo político de Boric tentará transformá-las numa escolha entre democracia e fascismo. Como ambos tentarão apavorar os eleitores em relação ao rival, veremos muita campanha negativa.

Como em outros segundos turnos de eleições presidenciais, os candidatos buscarão apresentar a si mesmos como moderados e qualificar o rival como radical. A população poderá acabar escolhendo entre o menor dos males e, quando o próximo presidente assumir, sua aprovação poderá despencar rapidamente, à medida que os eleitores se desapontarem com as prioridades de um presidente que não foi sua primeira escolha.

O próximo Congresso também será um ambiente difícil para aprovar reformas, com ambas as Casas tendendo um pouco à esquerda como resultado da votação do domingo, mas sem nenhuma maioria clara para os candidatos.

MENSAGEM. Como os candidatos de ambos os extremos ideológicos foram para o segundo turno, alguns podem se ver tentados a afirmar que os chilenos estão polarizados. Mais eleitores, porém, votaram em candidatos moderados – apesar do apoio fragmentado ter impedido que algum deles passasse para o segundo turno. Além disso, os chilenos sabem que todos os candidatos precisam adotar posições mais moderadas no segundo turno.

O país teve disputas em segundo turno em todas as eleições realizadas desde 1999.

Os chilenos também sabem que o impacto da eleição presidencial deste ano será mais limitado, já que uma nova Constituição está sendo redigida. Se a nova Carta realizar mudanças grandes o suficiente no sistema político, novas eleições poderão ser convocadas quando (e se) a Constituição for aprovada num referendo a ser realizado no segundo semestre de 2022. Colocado de outra maneira: o mandato tanto de Kast quanto de Boric poderia ser encurtado, e o Chile poderia adotar, por exemplo, um sistema parlamentarista.

Isso explica por que o impacto que a Assembleia Constituinte surtirá nas instituições políticas chilenas será muito maior do que qualquer prioridade política que o governo seja capaz de levar adiante. Na realidade, se a Assembleia Constituinte e o novo governo discordarem a respeito de prioridades, a Assembleia Constituinte terá a última palavra, já que completará a redação da nova Constituição meses depois de o novo governo ser empossado.

Como um conflito entre um novo governo que avance com suas prioridades e a Assembleia Constituinte, que tem prioridades próprias, parece possível, os chilenos poderão querer introduzir provisões de pesos e contrapesos votando por um governo capaz de restringir o ímpeto fundamental da Assembleia Constituinte.

De fato, quatro meses após iniciadas suas deliberações, mais chilenos rejeitam do que aprovam o trabalho que a Assembleia Constituinte está realizando. Assolada por escândalos e controvérsias em razão de comentários exagerados de alguns de seus integrantes (como mudar o nome do país ou alterar sua bandeira), a Assembleia Constituinte está começando a causar preocupações entre os que temem que a nova Constituição possa trazer mudanças demais.

Ainda assim, o crescente descontentamento em relação à Assembleia Constituinte não deve ser confundido com uma rejeição à nova Constituição. Da mesma maneira que pais descontentes com a escolha de seus genros, mas animadíssimos com o fato de que serão avós, os chilenos ainda adoram a ideia de ter uma nova Constituição que tornará seu país um lugar mais justo.

IGUALDADE. Mesmo sabendo também que redução de desigualdade de renda e mais oportunidades para todos dependem de uma economia forte, os chilenos parecem ter sinalizado na eleição de 21 de novembro que, agora que a Assembleia Constituinte está colocando o foco nas maneiras de distribuir melhor a riqueza, eles querem um governo que coloque o foco em fazer a economia crescer novamente e priorize a lei e a ordem.

Enquanto a campanha para o segundo turno está só começando, e Boric e Kast precisam duplicar a quantidade de votos que tiveram no primeiro turno para se tornar o próximo presidente do Chile, ainda é cedo demais para sabermos o nome do próximo líder. O que bem sabemos é que os chilenos recompensarão quem fizer um bom trabalho em convencer os eleitores moderados.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

A 12ª reunião da Comissão Ucraniana-Israelense de Cooperação Econômica e Comércio começou em Israel

 

A 12ª reunião da Comissão Ucraniana-Israelense de Cooperação Econômica e Comércio começou em Israel

29 de novembro de 2021, 17:26 | ID: 65373

Hoje, em 29 de novembro, começou a 12ª reunião da Comissão Conjunta Ucraniana-Israel sobre Comércio e Cooperação Econômica no Estado de Israel.

A agenda do evento inclui questões de cooperação bilateral em áreas como economia, investimento, inovação, agricultura, energia, saúde, desenvolvimento regional, ciência, educação, turismo, transporte, telecomunicações, etc.

No âmbito da finalização da ata da reunião, foram realizadas reuniões bilaterais setoriais de membros de delegações governamentais, durante as quais foram discutidas as questões de cooperação nas áreas identificadas.

Amanhã, em 30 de novembro de 2021, uma sessão plenária será realizada sob a presidência da Comissão do Ministro da Defesa da Ucrânia Oleksiy Reznikov e do Ministro da Política de Construção e Habitação, Ministro de Jerusalém e Patrimônio Nacional Zeev Elkin.


Créditos Governo da Ucrânia

Comércio agrícola da Ucrânia com a Ásia sobe 20 pct de janeiro a setembro Fonte: Xinhua| 2021-11-30 05:17:19| Editor: huaxia

Comércio agrícola da Ucrânia com a Ásia sobe 20 pct de janeiro a setembro

Fonte: Xinhua| 2021-11-30 05:17:19| Editor: huaxia 


KIEV, 29 de novembro (Xinhua) -- O comércio de produtos agrícolas entre a Ucrânia e os países asiáticos atingiu 10 bilhões de dólares em janeiro a setembro de 2021, subindo 20% ano a ano, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira.

Durante o período, a China foi o maior destino de exportação de produtos agrícolas ucranianos na Ásia, seguido pela Índia e turquia, disse o National Research Center Institute of Agrrian Economics of Ukraine em um comunicado.

De acordo com o comunicado, a Ucrânia exportou principalmente cereais, oleosas, petróleo, resíduos de processamento de alimentos e produtos de carne para países asiáticos nos primeiros nove meses deste ano, e importou frutas exóticas, óleo de palma, oleosas, chá e café.

O Instituto de Economia Agrária da Ucrânia prevê que as exportações agrícolas da Ucrânia para países asiáticos chegarão a 10,9 bilhões de dólares este ano.

Em 2020, as exportações de produtos agroprodutos da Ucrânia para a China subiram 84% ano a ano, para 3,5 bilhões de dólares. Enditem 

Xinhua

CORONAVÍRUS - A Alemanha vai apertar restrições sanitárias às pessoas que não estão vacinadas contra a covid-19, num dos últimos atos políticos de Angela Merkel enquanto chanceler

 

sábado, 27 de novembro de 2021

Mossad impediu preparo de ataque por Irã contra turistas de Israel, diz mídia israelense

 

Mossad impediu preparo de ataque por Irã contra turistas de Israel, diz mídia israelense

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O Canal 12 israelense relatou uma suposta tentativa falha pela Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica de atacar cidadãos de Israel na Tanzânia, no Gana e no Senegal.
Cinco pessoas de nacionalidades africanas foram presas por suspeita de receber treino da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) tendo na mira turistas e empresários israelenses, escreveu no domingo (7) o Canal 12 israelense.
Sem atribuir a informação a qualquer fonte, a mídia disse que o Mossad, serviço de inteligência e espionagem de Israel, desvendou o trama, que teria envolvido recrutas africanos treinados no Líbano e operando em três países sob o disfarce de estudantes religiosos.
Os alvos teriam sido turistas israelenses na Tanzânia, um destino popular para turnês turísticos, e empresários israelenses trabalhando no Gana e no Senegal.
O Canal 12 não detalhou o envolvimento do Mossad na operação, e indicou que todos os cinco suspeitos foram presos por espiões "ocidentais" (Israel se considera um país "ocidental"), que forneceram inteligência.
Segundo a emissora, os suspeitos ainda estão sendo questionados, mas não mencionou quando e onde as detenções tiveram lugar, e afirmou que a conspiração se tratava da última "tentativa iraniana de prejudicar alvos judeus e israelenses", após anteriores relatos de supostos esforços pela inteligência iraniana de atacar empresários de Israel no Chipre em outubro, e tentar alvejar cidadãos israelenses na Colômbia em junho.
Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana administrado pela israelense Zodiac Maritime que foi atacado na costa de Omã. Foto de arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana administrado pela israelense Zodiac Maritime que foi atacado na costa de Omã. Foto de arquivo
Funcionários dos países africanos referidos não comentaram o artigo, o mesmo acontecendo com o Irã, que anteriormente negou relatos de ter atacado alvos no Chipre e na Colômbia, e tem avisado de "fabricações e ataques em bandeira falsa" por parte de Israel. 

Créditos Sputnik

terça-feira, 16 de novembro de 2021

INTERNACIONAL - Repercutimos a Edição 16/11/2021 do Ex-Blog do César Maia - COVID: COMO A ALEMANHA PERDEU CONTROLE SOBRE PANDEMIA DE CORONAVÍRUS! (BBC, 12)

 


COVID: COMO A ALEMANHA PERDEU CONTROLE SOBRE PANDEMIA DE CORONAVÍRUS!


(BBC, 12) Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, a Alemanha registrou, recentemente, mais de 50 mil casos diários da doença.

De acordo com o Instituto Robert Koch, a agência pública de controle e prevenção de doenças, 50.196 infecções foram confirmadas na quarta-feira (10/11), tornando a Alemanha o país europeu com o maior número de contágios diários.

Com quase 250 infecções por 100 mil habitantes, a situação do país é muito pior do que na França (94) ou na Itália (73), segundo dados do Statista citados pela agência de notícias AFP.

A força com que esta quarta onda de Covid-19 atinge a Alemanha tem disparado o alerta não só dos agentes de saúde, mas também políticos e econômicos. Scholz, o atual vice-chanceler e provável sucessor de Angela Merkel, afirmou na quinta-feira que o país precisa aplicar maiores restrições para conter o aumento dos casos e, assim, poder "passar por este inverno [boreal]".

"Mesmo que a situação seja diferente [do inverno passado] porque muitas pessoas foram vacinadas, ainda não é boa, especialmente porque até agora bastante gente não optou por ser vacinada", acrescentou.

A vacinação insuficiente contra Covid-19 é vista como a principal causa do aumento de casos da doença. Desde meados de outubro, as infecções e mortes pelo novo coronavírus vêm aumentando na Alemanha, algo que os especialistas atribuem à taxa de vacinação relativamente baixa, já que apenas 67% da população tomou as duas doses, segundo a publicação Our World in Data da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Com este percentual, o país está atrás de nações como Portugal (88%), Espanha (80%), Irlanda (75%), Bélgica (74%) e Itália (72%), entre outros.

No total, cerca de 16 milhões de alemães acima de 12 anos não estão totalmente vacinados. E isso não se deve à falta de insumos.

O governo alemão reconheceu que é improvável que muitas dessas pessoas sejam persuadidas a tomar a vacina, apesar do fato de esta quarta onda está sendo considerada, como em muitas outras partes do mundo, uma pandemia de não vacinados.

Na quarta-feira, o Estado da Saxônia registrou o maior índice de infecções do país: cerca de 459 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional é inferior a 250.

A Saxônia também tem a menor taxa de vacinação: apenas 57% de sua população foi imunizada.

Os efeitos da decisão de vacinar ou não se refletem nos centros de saúde.

Na unidade de terapia intensiva para Covid-19 do Hospital Universitário de Leipzig, por exemplo, havia 18 pessoas internadas, das quais apenas quatro haviam sido vacinadas, segundo a correspondente da BBC na Alemanha Jenny Hill.

"É muito difícil motivar a equipe a tratar os pacientes agora nesta quarta onda. Uma grande parte da população ainda subestima o problema", diz o professor Sebastian Stehr, chefe da ala de Covid-19 do hospital.

As consequências em termos de vidas humanas podem ser muito altas. De acordo com Christian Drosten, um dos virologistas mais renomados da Alemanha, cerca de 100 mil pessoas podem morrer no país se não forem tomadas medidas para impedir esta quarta onda agressiva.

"Temos que agir agora", enfatizou Drosten, que descreveu a situação como uma verdadeira emergência.

Para tentar deter as infecções, já estão sendo esboçadas uma série de restrições.

O Partido Social-Democrata, o Partido Verde e o liberal FDP — que estão em negociação para formar uma nova coalizão de governo — apresentaram uma série de propostas no Parlamento para fazer frente à pandemia.

Entre elas, está permitir o acesso a determinados locais apenas para aqueles que foram vacinados ou que já se recuperaram da doença, endurecer as exigências de teste de Covid-19 em ambientes de trabalho e reintroduzir os testes rápidos de antígeno, que foram aplicados no verão passado.

Estas propostas serão analisadas pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se aprovadas, podem entrar em vigor até o fim do mês.

No Estado da Saxônia, eles já começaram a aplicar algumas medidas adicionais, como a proibição da entrada de pessoas não vacinadas em bares, restaurantes, eventos públicos e instalações esportivas e recreativas.

A medida irritou os grupos antivacina que realizaram um protesto no último fim de semana em Leipzig, no qual participaram milhares de pessoas.

"Isso é discriminação e queremos expressar com veemência que não aceitamos isso em nossa sociedade", enfatizou Leif Hansen, representante de um dos grupos antivacina de Leipzig.

"Dizem que a vacina não faz mal e que deveria dar aos meus filhos. Jamais! Tenho a sensação de que isso nunca deveria entrar no meu corpo e lutarei o máximo que puder para evitar", disse Hansen à BBC.

Além destas restrições, muitos temem que um novo lockdown seja imposto.

Entre eles, está Nadine Herzog, coproprietária de um bar em Leipzig que a duras penas sobreviveu ao lockdown anterior.

"Meu negócio está morrendo. Meus sonhos se tornaram realidade e agora sofremos porque as pessoas não fazem as coisas lógicas para evitar que outras pessoas adoeçam e morram, estou muito chateada", afirmou ela à BBC.

Mas muitos já estão deduzindo as consequências que as restrições contra a Covid-19 somadas aos problemas globais na cadeia de abastecimento vão ter sobre a economia alemã.

O Conselho Alemão de Especialistas Econômicos, um grupo consultivo do governo, reduziu nesta semana suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano de 3,1% para 2,7%.

"Gargalos na cadeia de suprimentos estão retardando a produção industrial, e a Alemanha é particularmente afetada por isso, mais do que outros países em que a indústria é responsável por uma parcela menor do PIB", explicou Volker Wieland, professor de política monetária da Universidade Goethe de Frankfurt, de acordo com o jornal Financial Times.

Com estes números do PIB, a Alemanha teria uma das taxas de crescimento mais baixas de toda a zona do euro neste ano.

Enquanto isso, foram observadas nesta semana longas filas em alguns centros de vacinação de Leipzig, o que talvez seja uma evidência de que algumas pessoas estão mudando de ideia sobre a vacina.

No entanto, na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário de Leipzig, teme-se que o estrago já tenha sido feito. Cirurgias foram canceladas e procedimentos eletivos adiados para reservar leitos para pacientes com Covid-19.

Os médicos disseram à BBC que quase metade das pessoas que dão entrada ali acabam morrendo.

"Para a Alemanha, que inventou uma das primeiras vacinas contra Covid-19 do mundo, isso é uma grande vergonha", diz Jenny Hill, correspondente da BBC no país.

sábado, 13 de novembro de 2021

Xi se reunirá com Biden via videoconferência

 

Xi se reunirá com Biden via videoconferência

2021-11-13 10:12:32丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 13 nov (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, se reunirá com o presidente dos EUA, Joe Biden, por meio de vídeo na manhã de 16 de novembro (horário de Beijing), disse neste sábado a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying.

Xi trocará opiniões com Biden sobre as relações China-EUA e as questões de preocupação comum, disse Hua. 

Créditos Xinhua