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domingo, 1 de dezembro de 2024

Geopolítica da África - Estamos vendo uma completa despedida das relações com a França - As últimas colônias africanas da França dão as costas à metrópole - créditos MPR

LFS Internacional - a Geopolítica da África - 


Estamos vendo uma completa despedida das relações com a França.  

As últimas colônias africanas da França dão as costas à metrópole.


Créditos MPR.  









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Durante mais de meio século após a independência, a França manteve uma influência militar considerável em algumas regiões de África. Esta presença, herdada da época colonial, manifestou-se através de uma densa rede de bases militares, acordos de defesa e cooperação militar. Paris manteve relações privilegiadas com as suas ex-colónias, gerindo regularmente os seus assuntos internos e mantendo o papel de polícia.


Esta política, muitas vezes criticada como neocolonial, há muito que permite à França preservar os seus interesses estratégicos e económicos no continente.


O Senegal e o Chade, dois aliados históricos da França, afirmaram recentemente o seu desejo de autonomia militar. O presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye anunciou o próximo encerramento das bases francesas, enquanto N'Djamena termina os seus acordos de defesa com Paris. Estas decisões estão a mudar o mapa das relações militares franco-africanas.


O Djibuti continua a ser o pilar central do sistema militar francês em África, com 1.500 soldados estacionados no Corno de África. A presença francesa também permanece na Costa do Marfim, onde estão destacados cerca de 600 soldados, bem como no Gabão, que acolhe cerca de 350 homens. Estes três países constituem hoje os principais pontos de ancoragem do exército francês no continente.


A retirada das forças francesas do Mali, Burkina Faso e Níger ilustra o fim de uma era. Estes países, que já foram vítimas da estratégia francesa de apoio ao terrorismo e ao jihadismo na região, cortaram sucessivamente os seus laços militares com Paris. A Operação Barjan, que mobilizou até 2.400 soldados no Mali, e a força-tarefa Saber no Burkina Faso terminaram, marcando um declínio histórico na presença militar francesa. 


Créditos MPR

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Cooperação China-África é elogiada na 37ª cúpula da União Africana - créditos Xinhua

Cooperação China-África é elogiada na 37ª cúpula da União Africana. 

Créditos Xinhua.



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Cooperação China-África é elogiada na 37ª cúpula da União Africana


O presidente chinês Xi Jinping enviou uma mensagem de congratulações à 37ª cúpula da União Africana (UA) neste sábado (10), pedindo um novo plano para a cooperação, promovendo a construção conjunta de uma comunidade China-África de alto nível com um futuro compartilhado.


Pessoas de todas as esferas da vida em vários países africanos disseram que apreciam a mensagem de Xi, acreditando na alta consideração da #China pela #África



REFORMAS NA GOVERNANÇA GLOBAL


O mundo atual está passando por mudanças profundas nunca vistas em um século, e o Sul Global está crescendo, o que tem um impacto profundo no curso da história mundial, disse Xi.


"A mensagem do presidente Xi mostra claramente que a China está ao lado da África em seus esforços de desenvolvimento", disse Lalu Etalla, editor sênior da Ethiopian Broadcasting Corporation.


No ano passado, a entrada da Etiópia no mecanismo #BRICS e a adesão formal da UA ao G20 foram explicitamente apoiadas pela China, disse Etalla, enfatizando que isso representa os resultados da cooperação Sul-Sul (...)


Youssouf Mandoha Assoumani, presidente do Comitê de Representantes Permanentes da UA, expressou gratidão pela dedicação da China (...)


Amadou Diop, especialista senegalês sobre a China, disse que, por meio do aumento do investimento e do reequilíbrio das relações internacionais, a cooperação moldou novas relações internacionais entre os dois lados e influenciou as direções das políticas globais e os métodos de governança em todo o mundo.


Benjamin Mgana, editor-chefe do jornal The Guardian, da #Tanzânia, disse que a mensagem de Xi enfatiza a importância da solidariedade e da unidade entre as nações africanas (...)


 Créditos Xinhua

terça-feira, 12 de setembro de 2023

O que a adesão da UA ao G20 trará para o mundo? Fonte: CMG/CRI

 O que a adesão da União Africana ao G20 trará para o mundo?


A cúpula do G20 em Nova Délhi terminou no domingo (10). Um dos resultados mais importantes da reunião foi que todas as partes concordaram em admitir a União Africana (UA) como membro pleno do G20. A UA é, portanto, a segunda organização regional, depois da UE, a ingressar no G20. Esse é o resultado de muitos anos de esforços da UA e dos países africanos e também está intimamente relacionado ao desenvolvimento da estrutura mundial, bem como à promoção de forças externas.

Fundada em 2002, a UA é composta por 55 países africanos e conta com uma ampla representatividade. Nos últimos anos, a UA tem procurado defender os interesses gerais da África no cenário internacional e se juntar ao G20, uma importante plataforma para a governança da economia global.

Como um bom amigo dos países africanos, a China sempre apoiou a África e a UA para que desempenhassem um papel mais importante nos assuntos internacionais e regionais. A China é o primeiro país a apoiar explicitamente a adesão da UA ao G20. Por um lado, a China e a África já estabeleceram uma forte confiança política mútua  há muito tempo e são bons parceiros no caminho do desenvolvimento comum; por outro lado, a África é um importante polo de poder internacional e uma grande força para garantir a equidade e a justiça internacional. A inclusão da UA no G20 é uma vitória para o “multilateralismo genuíno”.

O G20 é um fórum fundamental para a cooperação econômica internacional. O que a adesão da UA, que representa 55 países com uma população de mais de 1,4 bilhão de pessoas, significará para a África e o mundo?

A adesão ao G20 dará à África um importante canal de comunicação e coordenação de políticas macrofinanceiras com as principais economias do mundo. Isso ajudará os países africanos a lidar com os desafios que enfrentam atualmente, como o aumento dos riscos de endividamento, as mudanças climáticas e a segurança alimentar.

A África tem enormes vantagens em termos de recursos, população e mercado e, quando estiver mais bem integrada à economia global, liberará mais potencial de desenvolvimento e impulsionará o continente no cumprimento da Agenda 2063 da UA o mais rápido possível.

De uma perspectiva mais ampla, a inclusão da UA no G20, após a expansão do mecanismo de cooperação do BRICS, é outro marco para o desenvolvimento e o fortalecimento das potências do Sul Global. Em um mundo de turbulências e mudanças, a voz mais forte do Sul Global tem fortalecido o poder do multilateralismo, o que exercerá um efeito atenuante sobre a hegemonia e a política de poder.

tradução: Shi Liang

revisão: Erasto Santos Cruz


Créditos CRI

União Africana e missão chinesa prometem aumentar a cooperação sob Cinturão e Rota

Créditos Xinhua.