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sábado, 18 de dezembro de 2021

Chanceler chinês destaca Cinturão e Rota de alta qualidade para desenvolvimento comum - Xinhua

 

Chanceler chinês destaca Cinturão e Rota de alta qualidade para desenvolvimento comum

2021-12-18 16:39:08丨portuguese.xinhuanet.com

(Xinhua/Wang Ye)

Beijing, 17 dez (Xinhua) -- O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, discursou na sexta-feira, por videoconferência, na reunião de 2021 do Conselho Consultivo do Fórum do Cinturão e Rota para a Cooperação Internacional.

À medida que o mundo enfrenta a conjuntura crucial de recuperação econômica, a China está disposta a trabalhar com todos os parceiros para seguir uma filosofia de cooperação centrada no povo, realizar uma cooperação de alta qualidade e alto padrão e lutar pela visão do desenvolvimento comum global, afirmou Wang.

Wang assinalou que a construção conjunta do Cinturão e Rota tem alcançado resultados concretos desde que a iniciativa foi apresentada há oito anos.

A China aderirá à abertura em vez de fechar portas para o mundo, e seguirá com resultados de ganhos recíprocos em vez de buscar um jogo de soma zero, de modo a contribuir para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade através da construção do Cinturão e Rota de alta qualidade, disse Wang.

(Xinhua/Wang Ye)

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Entrevista: Acadêmico dos EUA pede que o mundo ocidental entenda melhor a Iniciativa do Cinturão e Rota

Entrevista: Acadêmico dos EUA pede que o mundo ocidental entenda melhor a Iniciativa do Cinturão e Rota


Nova York, 3 out (Xinhua) -- A Iniciativa do Cinturão e Rota, proposta pela China, é "um dos eventos seminais da história recente" e o Ocidente precisa ter uma boa compreensão sobre ela, disse um acadêmico dos EUA.
"É um projeto notável para todos os países", disse em entrevista à Xinhua Sarwar Kashmeri, professor adjunto de ciências políticas da Universidade de Norwich.
Depois de passar anos pesquisando e escrevendo sobre a Iniciativa, ele descobriu que "o que foi escrito sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota (no Ocidente) não é, em primeiro lugar, muito preciso".
"Em segundo lugar, geralmente usa uma linguagem destinada a especialistas, e por isso os formuladores de políticas e cidadãos comuns não a entendam o quanto deveriam", disse ele.
"E, finalmente, a mídia, se assim posso dizer, não fez um trabalho adequado para explicar o enorme projeto, primeiro na história", acrescentou Kashmeri, também membro da Foreign Policy Association, uma organização sem fins lucrativos.
Ele ressaltou que a Iniciativa tem sido "erroneamente vista" nos Estados Unidos "como a manifestação de neocolonialismo chinês".
"Não vejo nenhuma evidência disso", disse ele. "Colonialismo é uma palavra muito carregada. Não vejo a China dizendo que faremos a Iniciativa do Cinturão e Rota porque haverá um império chinês com 100 países".
"E não acredito que isso seja possível no século XXI. O mundo é muito diferente", acrescentou. "Então, eu simplesmente não acredito nisso."
Instando as pessoas a pensarem a Iniciativa "por conta própria", Kashmeri disse que a vê como "uma declaração visionária" e "o que a China está tentando fazer nunca foi feito na história antes".
A Iniciativa do Cinturão e Rota também reflete a crescente confiança da China em seu futuro e seu papel de liderança global, disse Kashmeri. "É uma evolução natural, na minha opinião, de onde a China estará no século XXI."
Para ele, a Iniciativa significa "você fica rico, nós ficamos ricos". "Quando os países ficam ricos, eles gostam de se conectar, estabelecer alianças. Mas acho que as alianças que sairão da Iniciativa do Cinturão e Rota serão mais alianças do século XXI, não baseadas no pensamento militar."
Desde que foi apresentada, em 2013, mais de 160 países e organizações internacionais assinaram acordos de cooperação da Iniciativa do Cinturão e Rota com a China.
Segundo o professor, a razão pela qual a Iniciativa conseguiu atrair a maior parte da comunidade internacional em menos de seis anos está no "milagre econômico da China".
"Acho que os países são atraídos porque eles realmente acreditam que ficarão ricos à medida que a China ficar rica, e sua amizade com a China se desenvolverá, o padrão de vida se desenvolverá."
"E muitas vezes gosto de salientar que não devemos esquecer que, nas últimas duas ou três décadas, a China tirou 700 milhões de seus cidadãos da pobreza para a classe média baixa."
Para os países subdesenvolvidos, é a escolha certa começar a construir suas economias a partir da construção de infraestrutura, disse Sarwar Kashmeri. "A infraestrutura conduz ao desenvolvimento, conduz aos padrões de vida mais altos."
Embora a Iniciativa do Cinturão e Rota esteja "apenas nos estágios iniciais", já é "uma realidade", disse Kashmeri, observando que muitos países ocidentais e investidores privados participam do financiamento dos projetos da Iniciativa, especialmente por meio do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês).
"Acredito que será a mudança mais consequente em duas décadas ou mais que vimos" no campo da governança econômica global, disse ele sobre o AIIB.
Observando que a China enfrenta desafios na administração dos projetos complexos e multilaterais da Iniciativa do Cinturão e Rota envolvendo diferentes países com diferentes sistemas culturais, econômicos e políticos, Kashmeri destacou que, como qualquer visão, a Iniciativa do Cinturão e Rota é "uma meta a ser alcançada" e o caminho para a atingir pode "evoluir com o tempo".
Ele acrescentou que a China e os Estados Unidos precisam encontrar formas de cooperação mais estreitas dentro da estrutura da Iniciativa do Cinturão e Rota. "Acredito que é importante para a China pensar em como trabalhar com os EUA. E os EUA também precisam entender como trabalhar com a China.".
Créditos XINHUA, publicado originalmente em: http://portuguese.xinhuanet.com/2019-10/03/c_138446297.htm