quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

França avalia tomar medidas contra colonos judeus na Cisjordânia - créditos CNN

 Créditos CNN



França avalia tomar medidas contra colonos judeus na Cisjordânia

Iniciativa também é considerada pela União Europeia após casos de violência contra palestinos na região, em meio à guerra entre Israel e Hamas

Igreja da Natividade, em Belém, na Cisjordânia
Igreja da Natividade, em Belém, na Cisjordânia09/12/2023REUTERS/Lucy Marks

Chris LiakosClaudia Collivada CNN

Paris

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A França está considerando tomar medidas contra alguns “colonos extremistas” na Cisjordânia, disse a ministra das Relações Exteriores francês nesta terça-feira (19).

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Durante uma coletiva de imprensa com o secretário britânico de relações exteriores, David Cameron, Catherine Colonna condenou a violência cometida por colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia e pediu ação de Israel.

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“Vi com meus próprios olhos a violência cometida por certos colonos extremistas na Cisjordânia. Não é apenas lamentável, é inaceitável”, disse Colonna.

A ministra acrescentou que a França está avaliando tomar certas “medidas” contra “alguns” desses colonos e que está trabalhando em sanções a nível europeu.

Na semana passada, o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, disse que o bloco estava trabalhando na imposição de sanções contra “colonos extremistas na Cisjordânia”, sem fornecer mais detalhes.

No início deste mês, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou uma nova política de vistos para evitar que “indivíduos possam estar envolvidos em minar a paz, a segurança ou a estabilidade na Cisjordânia” venham para os Estados Unidos. A política se aplicaria a israelenses e palestinos que são responsáveis por ataques na Cisjordânia, disse Blinken.

Na segunda-feira (18), o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, apareceu em uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, e pediu o fim dos ataques de colonos extremistas contra palestinos.

Este conteúdo foi criado originalmente em Internacional.

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LFS INTERNACIONAL - ARGENTINA: Congresso argentino tem a possibilidade de revogar o 'megadecreto' de Milei - e vai fazer isso, podem apostar!

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Congresso argentino tem a possibilidade de revogar o 'megadecreto' de Milei

Procedimento envolve a Comissão Permanente Bicameral e votação por maioria absoluta na Câmara e Senado. Créditos Brasil 247

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domingo, 17 de dezembro de 2023

Entenda o cenário político do Chile que pode influenciar plebiscito de nova Constituição - créditos CNN

 

Entenda o cenário político do Chile que pode influenciar plebiscito de nova Constituição

Analista político da Universidade Diego Portales revisou o ambiente político que antecedeu a votação chilena sobre novo texto constitucional

Presidente do Chile, Gabriel Boric, posa para foto segurando texto da primeira proposta de nova Constituição do país em Santiago. Projeto foi recusado em plebiscito.
Presidente do Chile, Gabriel Boric, posa para foto segurando texto da primeira proposta de nova Constituição do país em Santiago. Projeto foi recusado em plebiscito.04/07/2022 REUTERS/Pablo Sanhueza

Da CNN

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Chile vai às urnas para decidir se aceita ou não um novo texto para substituir a atual Constituição da era da ditadura de Augusto Pinochet.

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Os dias que antecederam o plebiscito constitucional foram marcados por diversas polêmicas, algumas novas e outras reintegradas na agenda devido a acontecimentos específicos na política chilena.

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O analista político da Universidade Diego Portales, Claudio Fuentes, revisou o ambiente político que antecede as votações sobre a referida questão em nosso país vizinho sul-americano.

Fuentes explicou que desde 2018 “não estamos em tempos normais”, o que ele atribuiu principalmente a um surto social, que dividiu forças e instalou um sólido clima anti-establishment na sociedade.

No cenário atual, haverá uma grande presença de eleitores indecisos que reagirão aos acontecimentos atuais, como o Caso dos Convênios – primeiro grande escândalo do governo Boric envolvendo a transferência de verba milionária do Ministério da Habitação para organizações ligadas aos partidos da coalizão governista.

Presidente do Chile, Gabriel Boric / 21/07/2023 REUTERS/Gonzalo Fuentes

Outro fator que pode influenciar é o tipo de campanha que temos visto: agora não se trata do texto, mas sim da aprovação ou não do governo.

“Isso é o que chamamos de campanha emocional. Eles estão promovendo o medo em ambas as campanhas, e acredito que, efetivamente, hoje pode ter mais relevância“, explicou.

O analista também abordou o quanto a fragmentação dos republicanos – que fazem oposição a Boric – liderada por Rojo Edwards poderia ter impacto.

“Acredito que isso efetivamente gera um impacto dentro desse segmento específico, especialmente através das redes sociais. É um grupo muito homogêneo que está interagindo muito entre si de uma forma muito hermética e que ainda por cima movimenta milhões de votos, então uma quebra realmente tem um impacto importante”, disse Fuentes.

No entanto, ele destaca como percebe uma dispersão nas forças políticas em geral se compararmos com o processo anterior.

“Essa será a coisa interessante para analisarmos no dia seguinte à eleição. Se o “Contra” vencer, por exemplo, quem é o dono disso? Aí veremos uma disputa de responsabilidade dos Republicanos, do Partido Comunista, da Frente Amplio e da sociedade que está irritada com tudo“, disse ele.

Questionado sobre o quanto ele acredita que as convocações e anúncios de votação emitidos por figuras políticas importantes, como Ximena Rincón, Eduardo Frei e outros, Fuentes aponto que o momento que vivemos continua muito antipolítico e, portanto, o impacto de alguns desses líderes será muito baixo.

“Alguém que se distingue, sim, é Michelle Bachelet, que tinha atributos muito distintos da política tradicional. Nas campanhas anteriores ela sempre brincou um pouco com o fato de ser uma outsider. Essa exceção pode mover um pouco a agulha, mas no resto dos casos vejo muito pouco apego. Temos uma crise de liderança muito forte no sistema político chileno“, acrescentou.

sábado, 16 de dezembro de 2023

MASSACRE EM GAZA - Guerra contra jornalistas: Israel mata mais dois em Gaza e total já chega a 64 - créditos BdF

MASSACRE EM GAZA

Guerra contra jornalistas: Israel mata mais dois em Gaza e total já chega a 64

Emissoras e entidades acusam Tel Aviv de tentar calar jornalistas para que não retratem as atrocidades em curso

Brasil de Fato | Botucatu (SP) |
 
Homem mostra o colete de Wael Dahdouh, jornalista ferido no mesmo ataque que matou seu colega da Al Jazeera e outro profissional de mídia - AFP

Em meio à visita a Israel de um enviado do governo dos Estados Unidos, que tem pressionado para que a ofensiva em Gaza encontre formas de poupar as vidas de civis inocentes, o massacre israelense na Faixa de Gaza tirou a vida de mais dois jornalistas nesta sexta-feira (15), o que elevou para 64 o número de profissionais da mídia mortos desde o início da guerra.

O número total de vítimas do lado palestino já beira 19 mil e aumentou a suspeita de que as tropas do país invasor mantêm uma política deliberada de tentar inviabilizar o trabalho de quem se dedica a reportar a agressão em curso.

Samer Abudaqa, da emissora Al Jazeera, e Ramy Budair, da agência Palestinian New Press, são as vítimas fatais do dia na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza. Mas o ataque israelense deixou também uma série de feridos, entre eles o chefe da redação da Al Jazeera em Gaza, Wael Dahdouh, que deu detalhes sobre o que ocorreu.


Wael Dahdouh na cama do hospital, logo após o ataque: após perder vários parentes num ataque israelense, dessa vez a vítima foi ele. Mas sobreviveu / AFP

Dahdouh afirmou que a equipe da emissora estava acompanhando socorristas na evacuação de uma família após a destruição de sua casa. "Capturamos a destruição devastadora e chegamos a lugares que não tinham sido alcançados por nenhuma lente de câmera desde o início da operação terrestre israelense", disse, na cama de um hospital.

À medida que os jornalistas saíam do local a pé, Dahdouh disse que "algo grande" o derrubou no chão. Após a explosão, ele pressionou seus ferimentos e saiu do local em busca de ajuda, mas quando chegou a uma ambulância, os socorristas disseram que não poderiam retornar ao local do ataque porque era muito perigoso.

Segundo ele, uma ambulância tentou chegar até Abudaqa, mas foi alvo de disparos, o que parece configurar mais um caso, entre tantos outros reportados nos últimos dias, em que civis inocentes feridos não conseguem obter o atendimento médico adequado porque as forças israelenses atrapalham o trabalho de resgate.

Estatísticas

Dahdouh perdeu vários membros de sua família (esposa, filho, filha e neto) em um ataque aéreo israelense em outubro. Segundo o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), jornalistas em Gaza enfrentam riscos particularmente altos ao cobrir a invasão israelense, que advêm de ataques aéreos devastadores, comunicações interrompidas, escassez de suprimentos e cortes de energia, sem falar em múltiplos ataques, ameaças, ciberataques, censura e assassinatos de familiares de jornalistas.

Confira os números que se referem a profissionais de mídia até 15 de dezembro: 64 mortos (57 palestinos, 4 israelenses e 3 libaneses); 13 feridos; 3 desaparecidos; 19 presos.

O CPJ pediu uma investigação independente sobre o ataque desta sexta. Carlos Martinez de la Serna, diretor da entidade, disse estar alarmado com "o padrão de ataques a jornalistas da Al Jazeera e suas famílias".

Ao todo, pelo menos 18.787 pessoas foram mortas em Gaza e 50.897 ficaram feridas desde o início da guerra, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.


Menos de dois meses atrás, Dahdouh (centro) velava seus familiares e outras vítimas de um ataque israelense: o massacre continua / Mahmud HAMS / AFP - 26/10/2023

Mortes premeditadas?

Em 27 de outubro, portanto 20 dias após o início da ofensiva de Israel, as agências de notícias Reuters e France Press buscaram junto às Forças de Defesa de Israel (IDF) garantias de que seus jornalistas não seriam alvo de ataques, e ouviram que seria impossível garantir a segurança deles.

Recentemente, a Al Jazeera afirma ter perguntado ao porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, se Israel estava alvejando jornalistas deliberadamente, o que ele negou: "Não vi nenhuma indicação disso, absolutamente nenhuma evidência de que Israel esteja indo atrás de jornalistas. É uma alegação infundada".

Repercussão

Tim Dawson, secretário-geral adjunto da Federação Internacional de Jornalistas, soou o alarme sobre as "dezenas de jornalistas" mortos desde 7 de outubro. "Acredito que isso agora é uma questão de liberdade de imprensa. Temos que nos perguntar: 'O que o [militar israelense] está tentando alcançar? Por que eles não permitem a entrada de jornalistas estrangeiros?'", disse à Al Jazeera.

Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, afirmou: "É crucial que os jornalistas possam realizar seu trabalho sem ataques violentos".

Israel admite ter matado reféns por engano

Em meio à comoção causada pelas mortes dos jornalistas, o exército israelense admitiu que matou por engano três pessoas feitas reféns pelo Hamas na invasão a Israel do dia 7 de outubro. Segundo o porta-voz Daniel Hagari, o exército "identificou erroneamente três reféns israelenses como uma ameaça" durante combates na Cidade de Gaza.

"Durante uma varredura e inspeção da área do incidente, surgiu uma suspeita sobre a identidade dos mortos. Os corpos foram levados para exame em território israelense, após o qual ficou claro que eram três reféns israelenses", disse. Os nomes de dois deles foram divulgados e o terceiro permaneceu em sigilo, a pedido da família.

As impressões do enviado de Biden

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, que está em Tel Aviv, disse nesta sexta-feira que a guerra de Israel, que declaradamente é contra o Hamas, "vai levar meses". Ele contou que discutiu com os líderes israelenses planos para transição da "fase de alta intensidade" da ofensiva em Gaza para "operações mais direcionadas". Não especificou um cronograma para a suposta transição, mas disse que seu país quer "ver os resultados".

Após declarar apoio total a Israel no início da ofensiva, inclusive com o envio de recursos bélicos e financeiros, o governo do presidente Joe Biden tem adotado uma postura mais crítica nos últimos tempos, ao afirmar que Israel precisa poupar civis e que seu aliado histórico está perdendo apoio na comunidade internacional por causa do massacre em Gaza.

Nova passagem humanitária

Israel anunciou na sexta-feira que abrirá temporariamente a passagem de Keren Shalom, de modo que algumas entregas de ajuda humanitária possam passar diretamente de Israel para Gaza, sem a necessidade de entrar no Egito para entrar em Gaza pela cidade de Rafah, onde existe um gargalo, uma limitação na capacidade de promover esse corredor humanitário. É a primeira vez desde o início da ofensiva que a ajuda humanitária poderá passar diretamente entre Israel e Gaza.

 

Com informações da Al Jazeera e Washington Post.

Edição: Rebeca Cavalcante


 



Créditos Brasil de Fato