Em seu plano de resgate do México do ruinoso período neoliberal iniciado na década de 1980, o presidente Andrés Manuel López Obrador está tocando os dois maiores projetos de infraestrutura desenvolvidos no país em décadas: o Trem Maia e o Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec. O primeiro, uma moderna ferrovia de 1.554 quilômetros que atravessa os cinco estados da Península de Yucatán e deverá estar concluída em 2024, já é um projeto consagrador em si próprio, com implicações que vão além do transporte de cargas e passageiros em uma das regiões mais pobres do país. Mas o segundo tem um alcance ainda maior, com grandes implicações socioeconômicas e um forte componente geopolítico, agregando um eixo de infraestrutura bioceânico e dez pólos de desenvolvimento com atividades produtivas modernas – pelo que está sendo chamado a “Rota da Seda Mexicana”.
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