domingo, 4 de abril de 2021

Jordânia acusa ex-príncipe regente de complô para desestabilizar o país e prende seus aliados políticos

Jordânia acusa ex-príncipe regente de complô para desestabilizar o país e prende seus aliados políticos

Por G1

 


Príncipe  Hamza bin Hussein em imagem de 2004 — Foto: Ali Jarekji/Reuters

Príncipe Hamza bin Hussein em imagem de 2004 — Foto: Ali Jarekji/Reuters

O ex-príncipe regente da Jordânia, Hamza bin Hussein, e seus aliados foram acusados neste domingo (4) de sedição e de terem cooperado com estrangeiros em um plano de longo prazo para desestabilizar o país.

Hamza disse que estava em prisão domiciliar.

Veja um Globo Repórter de abril de 2020 sobre a Jordânia.

Globo Repórter - Os caminhos sagrados da Jordânia - 10/04/2020
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Globo Repórter - Os caminhos sagrados da Jordânia - 10/04/2020

Pessoas importantes da política da Jordânia foram detidas.

O vice-primeiro ministro da Jordânia, Ayman Safadi, disse que o príncipe Hamza, meio-irmão do atual rei, é investigado já faz um tempo.

No sábado, os militares disseram que emitiram um aviso ao príncipe por suas ações que tinham como alvo a segurança e estabilidade do país.

"As investigações monitoraram interferências e comunicações com estrangeiros sobre qual seria o momento certo de desestabilizar a Jordânia", afirmou Safadi.

Entre os estrangeiros aos quais ele faz referência, está uma agência de inteligência contratada pela mulher do príncipe Hamza, para planejar a saída deles da Jordânia.

"As investigações iniciais mostram que essas atividades e movimentos chegaram a um ponto que afetava diretamente a segurança e estabilidade do país, mas sua majestade (o rei Abdullah) decidiu que era melhor falar diretamente com o príncipe Hamza, para lidar com isso dentro da família e evitar que [o tema] fosse explorado", disse Safadi.

A mãe de Hamza, a rainha Noor, defendeu seu filho. Ela afirmou que reza para que a verdade e a justiça prevaleçam e classificou as acusações de calúnias perversas.

Segundo Safadi, os serviços de segurança pediram para que as pessoas envolvidas com o plano sejam levadas a uma corte de segurança do Estado.

Os países vizinhos e aliados do Irã se solidarizaram com o rei Abdullah, um aliado importante dos Estados Unidos.

A Jordânia é um dos países mais estáveis do Oriente Médio.

Alguns políticos de oposição defenderam o príncipe Hamza, o que desagradou o rei, de acordo com fontes próximas da família.


Créditos G1, publicado originalmente em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/04/04/jordania-acusa-ex-principe-regente-de-sedicao-e-prende-seus-aliados-politicos.ghtml

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