sexta-feira, 24 de abril de 2015

Exército israelense bombardeia posições do Hamas na Faixa de Gaza, após foguete atingir seu território

Região de Operações
Tanques israelenses dispararam na noite de quinta-feira (23/04) contra posições do movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, após o lançamento de um foguete contra Israel a partir do enclave, segundo fontes israelenses e palestinas.
"Em resposta a um ataque com foguetes desde Gaza sobre o sul de Israel (...), o exército israelense atacou uma infraestrutura terrorista no norte da Faixa", indicou o exército de Israel em um comunicado.
Uma porta-voz militar disse que os tanques atuavam em represália pelo ataque procedente de Gaza.
Fontes de segurança do Hamas confirmaram os disparos contra uma sede do braço militar do movimento islamita no leste de Beit Hanun, no norte do enclave palestino.
Segundo o porta-voz dos serviços de emergência em Gaza, Ashraf al-Qodra, o ataque só provocou danos materiais.
Após o disparo do foguete, o ponto de acesso de Erez entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerá fechado para os moradores de Gaza que desejarem ir a Jerusalém para a oração de sexta-feira, indicou à AFP uma porta-voz do coordenador de atividades governamentais israelenses nos territórios palestinos.
O foguete lançado na noite de quinta-feira foi o primeiro a atingir Israel desde dezembro. Não provocou nenhum dano, segundo o exército.
O enclave palestino foi arrasado no último verão após 50 dias de guerra que deixaram 2.200 palestinos e 73 israelenses mortos. Os bombardeios israelenses arruinaram 100.000 casas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Ex-presidente do Egito Mohammed Mursi e líderes da Irmandade Mulçumana foram condenados a 20 anos de prisão.

Mursi ainda aguarda veredito de mais cinco processos. Foto reprodução

Cairo - Egito, 21/04/2015 - O ex-presidente do Egito Mohammed Mursi, bem como líderes da Irmandade Mulçumana, foram condenados, a 20 anos de prisão por incitação à violência, sequestro e tortura durante protestos contra seu governo em dezembro de 2012.
Trata-se da primeira condenação da Justiça ao ex-presidente, deposto em julho de 2013 por militares comandados pelo atual presidente, Abdel Fattah al-Sisi, que iniciou uma repressão à Irmandade Muçulmana após tomar posse.
Outros membros do movimento islamita, considerado terrorista pelo governo, receberam a mesma pena pelos mesmos crimes.
Os líderes Mohammed el-Beltagy e Essam el-Erian e mais três integrantes ouviram a sentença de dentro de uma jaula no Tribunal Penal do Cairo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Hillary Clinton quer implantar Bolsa Família nos EUA se eleita presidenta

Hillary Clinton. Foto reprodução
Após anunciar oficialmente que vai se candidatar á presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, Hillary Clinton busca apoio e base em governos progressistas da América Latina e anunciou que irá apoiar programa lançado por governo Lula no Brasil, o Bolsa Família

Por Redação*


Hillary Clinton anunciou oficialmente neste domingo (12) que vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, que acontecerão em novembro de 2016. É a segunda vez que a ex-secretária de Estado do país tenta chegar ao posto.
Sete anos depois de sua derrota para Barack Obama nas primárias do Partido Democrata, Hillary Clinton se lança à arena eleitoral como a franca favorita para uma dura batalha de 16 meses.
O anúncio foi feito através de um vídeo divulgado em seu site oficial. Com 67 anos de idade, Hillary é por ora a única pré-candidata presidencial democrata, e domina as pesquisas dentro de seu partido.
Os americanos precisam de um defensor. Eu quero ser esse defensor. Eu me lanço à arena para ganhar o voto de vocês — afirmou Hillary em seu primeiro vídeo de campanha.
As primárias começarão no princípio de 2016, em Iowa e New Hampshire. A eleição presidencial acontecerá em novembro. Hillary Clinton teceu uma aliança com Barack Obama, seu adversário nas primárias de 2008 e que se tornou seu amigo.

Na corrida democrata para conquistar a indicação do partido nas eleições gerais dos Estados Unidos em novembro de 2016, a pré-candidata Hillary Clinton guarda em seu programa de governo uma boa notícia para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff: apoiará o programa Bolsa Família caso seja eleita.
A menção ao programa, uma das principais bandeiras sociais do governo Lula, é encarada pela ex-primeira-dama como prioridade para diminuir a pobreza no continente. Em sua plataforma eleitoral para a América Latina, Hillary escreve, na primeira pessoa, sobre a necessidade de reconstruir as relações de seu país com as nações da região.
"Eu vou apoiar programas que dão às famílias poder para construírem seus próprios futuros, como o Bolsa Família do Brasil", afirma a senadora de Nova York. "Essas idéias de combate à pobreza podem ser colocadas em prática aqui, na nossa casa", acrescenta.
No documento oficial em que Hillary Clinton menciona o Brasil, há quatro prioridades prometidas pela pré-candidata à Casa Branca: estimular governos democráticos na América Latina; contribuir para reduzir a desigualdade social da região em 50% até 2015; combater mudanças climáticas e fazer a reforma da imigração nos EUA.
"Isso significa um reconhecimento da importância do Brasil e apoio à sua agenda social. O apoio dela ao Bolsa Família mostra que os programs sociais do governo são mais criticados no Brasil do que fora", afirma Cristina Pecequilo, doutora em Política Internacional pela USP e especialista em eleições nos EUA.
Se eleita, a ex-secretária de Estado dos EUA propõe criar o Fundo de Investimento Social e o Fundo de Desenvolvimento Econômico para as Américas, iniciativas defendidas por Lula desde seu primeiro mandato.
"Como presidente, eu vou dar à América Latina o respeito e a atenção que ela merece. Em colaboração com nossos parceiros da região, eu vou trabalhar duro para restaurar a credibilidade dos Estados Unidos e entregar resultados concretos para o povo da América Latina", diz ela.
As palavras de Hillary têm também uma motivação estratégica. A população de origem hispânica nos EUA já atinge a marca dos 15% neste ano e é a faixa do eleitorado que mais cresce naquele país.
A campanha de Hillary não estava imediatamente disponível para explicar os detalhes do apoio ao Bolsa Família. Proposta semelhante não foi encontrada no programa oficial do pré-candidato Barack Obama, líder das primárias do partido.

Em 2008, Hillary também buscou inspiração e base em governo Lula

Em 2008, Hillary estava em segundo lugar pela busca de indicação do partido, atrás de Barack Obama.
A estratégia foi buscar inspiração e apoio em governos progressistas e a  pré-candidata, viu no governo Lula, ideias ideais para os EUA.
O programa brasileiro, chamado nos EUA de “Family Voucher”, distribui dinheiro a famílias de baixa renda em troca da presença dos seus filhos menores de 15 anos às escolas.
Hillary perdeu a batalha pela indicação do partido Democrata para o então candidato Barack Obama, em 2008.

*Com informações das agências internacionais




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cuba é único latino-americano a atingir metas de educação, diz Unesco

Foto: G1-GA
Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação no período 2000-2015, informou nesta quinta-feira (9) a Unesco  (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
Quinze anos após o lançamento, em Dakar, da iniciativa "Educação para Todos", a missão fixada pela Unesco não foi cumprida, apesar de alguns progressos.
"Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da EPT (Educação para Todos) estabelecidos no ano 2000", destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que "na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos". O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.
O principal objetivo - a escolarização universal de todas as crianças em idade de cursar o ensino fundamental - foi atingido por apenas a metade dos países, tanto na América Latina como em todo o mundo, destacou a Unesco, um mês antes do Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul.
"Mas em todo o mundo foram registrados progressos impressionantes", destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. "Conseguimos o ingresso no ensino fundamental de milhões de crianças que não estariam lá se persistissem as tendências predominantes na década de 90".
"Para que a universalização da educação chegue a ser uma realidade, é necessário adotar estratégias específicas e financiá-las adequadamente para dar prioridade às crianças mais pobres, especialmente às meninas, visando melhorar a qualidade do ensino e reduzir as diferenças no grau de alfabetização", acrescentou Bokova.
O relatório assinala que serão necessários US$ 22 bilhões anuais para completar as contribuições previstas pelos governos visando garantir o sucesso dos novos objetivos em matéria de educação para o período 2015-2030.

Persistem evasão escolar e analfabetismo na América Latina
Segundo o relatório, mais da metade dos países da região conseguiram a universalização do ensino fundamental, "mas ainda há 3,7 milhões de crianças sem escolarização".
"Mais de um quinto dos alunos do ensino fundamental da região abandonam a escola antes de terminar este ciclo de aprendizado" e esta situação "não sofreu qualquer mudança desde 1999".
"Os índices de analfabetismo caíram em 26% em toda a região, um percentual muito distante dos 50% previstos neste objetivo", assinala a Unesco, que estima que apenas Bolívia, Peru e Suriname "vão atingir a meta estabelecida".
A Unesco estima em 33 milhões o número de adultos "que carecem de conhecimentos básicos de leitura e escrita" na América Latina, "sendo 55% mulheres".
O relatório emite uma série de recomendações, entre elas a obrigação de se "cursar um ano de ensino pré-escolar no mínimo", uma "educação gratuita que deve abranger cadernos, livros, uniformes e transporte escolar", a aplicação dos "convênios internacionais sobre idade mínima" para o trabalho, a adequação das políticas de alfabetização às "necessidades das comunidades" e a redução das "disparidades de gênero em todos os níveis".

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Príncipe Harry da Inglaterra se incorpora ao exército australiano

Príncipe Harry deposita flor de papoula no monumento conhecido como Quadro de Honra, durante visita ao Memorial Australiano da Guerra, nesta segunda-feira, 6 de abril de 2015. Foto: Lukas Coch/AFP
Príncipe Harry deposita flor no Memorial Australiano da Guerra. Foto: Lukas Coch/AFP

Sydney (AFP) - O príncipe Harry chegou nesta segunda-feira a Canberra para se incorporar durante um mês ao exército australiano.

Harry, que anunciou sua baixa do exército britânico para junho, aterrissou em Sydney e dali voou à capital, onde uma dezena de admiradores o aguardavam.

O príncipe planejava depositar uma coroa no túmulo do soldado desconhecido do Memorial australiano da guerra, antes de se apresentar no quartel-general das Forças Armadas Australianas (ADF).

"O príncipe Harry está ansioso para começar suas quatro semanas com as forças armadas australianas", declarou o porta-voz do príncipe à rede de televisão pública ABC.

O príncipe, de 30 anos, quarto na linha de sucessão e em breve quinto, quando o segundo filho de seu irmão William nascer, se integrará em unidades e regimentos de Sydney, Darwin e Perth.

Entre outras coisas, participará de "exercícios de treinamento urbano, patrulhas na zona rural, exercícios de simulação de voo, exercícios de tiro conjuntos e atividades com um regimento indígena", indicaram as forças australianas na semana passada.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tribunal da Indonésia rejeita último apelo de australianos

Juiz da Indonésia Ujang Abdullah anuncia sentença sobre australianos condenados à morte
Juiz da Indonésia anuncia sentença sobre australianos condenados à morte. Foto Reuters


Jacarta - Uma corte da Indonésia rejeitou nesta segunda-feira (06/04) o recurso de última hora de dois australianos condenados à morte por tráfico de drogas, mas advogados de defesa e promotores estavam divididos sobre os parâmetros legais restantes para evitar a execução por pelotão de fuzilamento.
Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram condenados em 2006 como líderes de um plano para tráfico de heroína para fora da Indonésia.
Ambos recorreram da decisão da corte administrativa de Jacarta de não julgar um apelo contra a recusa do presidente Joko Widodo de conceder clemência.
Os australianos estão entre 10 condenados por tráfico de drogas a serem executados por fuzilamento na prisão de Nusakambangan. O grupo inclui cidadãos da França, Brasil, Filipinas, Gana, Nigéria e Indonésia.
Widodo negou clemência aos condenados apesar de diversos pedidos dos governos de Austrália, Brasil e França.
A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, mostrou seu desapontamento e disse em nota que Camberra vai continuar a usar todas as opções diplomáticas para evitar a execução.
O procurador-geral da Indonésia está aguardando o resultado dos apelos legais para três condenados à morte antes de marcar a data das execuções.
O porta-voz da procuradoria disse anteriormente que a intenção é que todas as execuções sejam realizadas juntas, mas podem acontecer separadas.
A Indonésia possui penas severas para tráfico de drogas e voltou a realizar execuções em 2013, após uma pausa de cinco anos.
Widodo prometeu não ter misericórdia para condenados por tráfico de drogas, dizendo que a Indonésia enfrente uma "emergência". O país é o maior destino da região para drogas traficadas.
Sukumaran e Chan foram identificados como líderes de um grupo de nove australianos presos na ilha de Bali em 2005 e condenados por tentativa de tráfico de 8 quilos de heroína para a Austrália.
Um cidadão brasileiro também está no corredor da morte da Indonésia por um crime relacionado a drogas.
Em janeiro, a Indonésia já executou um brasileiro por tráfico de drogas, num incidente que provocou tensão diplomática entre os dois países.