terça-feira, 14 de abril de 2015

Hillary Clinton quer implantar Bolsa Família nos EUA se eleita presidenta

Hillary Clinton. Foto reprodução
Após anunciar oficialmente que vai se candidatar á presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, Hillary Clinton busca apoio e base em governos progressistas da América Latina e anunciou que irá apoiar programa lançado por governo Lula no Brasil, o Bolsa Família

Por Redação*


Hillary Clinton anunciou oficialmente neste domingo (12) que vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições, que acontecerão em novembro de 2016. É a segunda vez que a ex-secretária de Estado do país tenta chegar ao posto.
Sete anos depois de sua derrota para Barack Obama nas primárias do Partido Democrata, Hillary Clinton se lança à arena eleitoral como a franca favorita para uma dura batalha de 16 meses.
O anúncio foi feito através de um vídeo divulgado em seu site oficial. Com 67 anos de idade, Hillary é por ora a única pré-candidata presidencial democrata, e domina as pesquisas dentro de seu partido.
Os americanos precisam de um defensor. Eu quero ser esse defensor. Eu me lanço à arena para ganhar o voto de vocês — afirmou Hillary em seu primeiro vídeo de campanha.
As primárias começarão no princípio de 2016, em Iowa e New Hampshire. A eleição presidencial acontecerá em novembro. Hillary Clinton teceu uma aliança com Barack Obama, seu adversário nas primárias de 2008 e que se tornou seu amigo.

Na corrida democrata para conquistar a indicação do partido nas eleições gerais dos Estados Unidos em novembro de 2016, a pré-candidata Hillary Clinton guarda em seu programa de governo uma boa notícia para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff: apoiará o programa Bolsa Família caso seja eleita.
A menção ao programa, uma das principais bandeiras sociais do governo Lula, é encarada pela ex-primeira-dama como prioridade para diminuir a pobreza no continente. Em sua plataforma eleitoral para a América Latina, Hillary escreve, na primeira pessoa, sobre a necessidade de reconstruir as relações de seu país com as nações da região.
"Eu vou apoiar programas que dão às famílias poder para construírem seus próprios futuros, como o Bolsa Família do Brasil", afirma a senadora de Nova York. "Essas idéias de combate à pobreza podem ser colocadas em prática aqui, na nossa casa", acrescenta.
No documento oficial em que Hillary Clinton menciona o Brasil, há quatro prioridades prometidas pela pré-candidata à Casa Branca: estimular governos democráticos na América Latina; contribuir para reduzir a desigualdade social da região em 50% até 2015; combater mudanças climáticas e fazer a reforma da imigração nos EUA.
"Isso significa um reconhecimento da importância do Brasil e apoio à sua agenda social. O apoio dela ao Bolsa Família mostra que os programs sociais do governo são mais criticados no Brasil do que fora", afirma Cristina Pecequilo, doutora em Política Internacional pela USP e especialista em eleições nos EUA.
Se eleita, a ex-secretária de Estado dos EUA propõe criar o Fundo de Investimento Social e o Fundo de Desenvolvimento Econômico para as Américas, iniciativas defendidas por Lula desde seu primeiro mandato.
"Como presidente, eu vou dar à América Latina o respeito e a atenção que ela merece. Em colaboração com nossos parceiros da região, eu vou trabalhar duro para restaurar a credibilidade dos Estados Unidos e entregar resultados concretos para o povo da América Latina", diz ela.
As palavras de Hillary têm também uma motivação estratégica. A população de origem hispânica nos EUA já atinge a marca dos 15% neste ano e é a faixa do eleitorado que mais cresce naquele país.
A campanha de Hillary não estava imediatamente disponível para explicar os detalhes do apoio ao Bolsa Família. Proposta semelhante não foi encontrada no programa oficial do pré-candidato Barack Obama, líder das primárias do partido.

Em 2008, Hillary também buscou inspiração e base em governo Lula

Em 2008, Hillary estava em segundo lugar pela busca de indicação do partido, atrás de Barack Obama.
A estratégia foi buscar inspiração e apoio em governos progressistas e a  pré-candidata, viu no governo Lula, ideias ideais para os EUA.
O programa brasileiro, chamado nos EUA de “Family Voucher”, distribui dinheiro a famílias de baixa renda em troca da presença dos seus filhos menores de 15 anos às escolas.
Hillary perdeu a batalha pela indicação do partido Democrata para o então candidato Barack Obama, em 2008.

*Com informações das agências internacionais




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cuba é único latino-americano a atingir metas de educação, diz Unesco

Foto: G1-GA
Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação no período 2000-2015, informou nesta quinta-feira (9) a Unesco  (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
Quinze anos após o lançamento, em Dakar, da iniciativa "Educação para Todos", a missão fixada pela Unesco não foi cumprida, apesar de alguns progressos.
"Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da EPT (Educação para Todos) estabelecidos no ano 2000", destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que "na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos". O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.
O principal objetivo - a escolarização universal de todas as crianças em idade de cursar o ensino fundamental - foi atingido por apenas a metade dos países, tanto na América Latina como em todo o mundo, destacou a Unesco, um mês antes do Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul.
"Mas em todo o mundo foram registrados progressos impressionantes", destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. "Conseguimos o ingresso no ensino fundamental de milhões de crianças que não estariam lá se persistissem as tendências predominantes na década de 90".
"Para que a universalização da educação chegue a ser uma realidade, é necessário adotar estratégias específicas e financiá-las adequadamente para dar prioridade às crianças mais pobres, especialmente às meninas, visando melhorar a qualidade do ensino e reduzir as diferenças no grau de alfabetização", acrescentou Bokova.
O relatório assinala que serão necessários US$ 22 bilhões anuais para completar as contribuições previstas pelos governos visando garantir o sucesso dos novos objetivos em matéria de educação para o período 2015-2030.

Persistem evasão escolar e analfabetismo na América Latina
Segundo o relatório, mais da metade dos países da região conseguiram a universalização do ensino fundamental, "mas ainda há 3,7 milhões de crianças sem escolarização".
"Mais de um quinto dos alunos do ensino fundamental da região abandonam a escola antes de terminar este ciclo de aprendizado" e esta situação "não sofreu qualquer mudança desde 1999".
"Os índices de analfabetismo caíram em 26% em toda a região, um percentual muito distante dos 50% previstos neste objetivo", assinala a Unesco, que estima que apenas Bolívia, Peru e Suriname "vão atingir a meta estabelecida".
A Unesco estima em 33 milhões o número de adultos "que carecem de conhecimentos básicos de leitura e escrita" na América Latina, "sendo 55% mulheres".
O relatório emite uma série de recomendações, entre elas a obrigação de se "cursar um ano de ensino pré-escolar no mínimo", uma "educação gratuita que deve abranger cadernos, livros, uniformes e transporte escolar", a aplicação dos "convênios internacionais sobre idade mínima" para o trabalho, a adequação das políticas de alfabetização às "necessidades das comunidades" e a redução das "disparidades de gênero em todos os níveis".

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Príncipe Harry da Inglaterra se incorpora ao exército australiano

Príncipe Harry deposita flor de papoula no monumento conhecido como Quadro de Honra, durante visita ao Memorial Australiano da Guerra, nesta segunda-feira, 6 de abril de 2015. Foto: Lukas Coch/AFP
Príncipe Harry deposita flor no Memorial Australiano da Guerra. Foto: Lukas Coch/AFP

Sydney (AFP) - O príncipe Harry chegou nesta segunda-feira a Canberra para se incorporar durante um mês ao exército australiano.

Harry, que anunciou sua baixa do exército britânico para junho, aterrissou em Sydney e dali voou à capital, onde uma dezena de admiradores o aguardavam.

O príncipe planejava depositar uma coroa no túmulo do soldado desconhecido do Memorial australiano da guerra, antes de se apresentar no quartel-general das Forças Armadas Australianas (ADF).

"O príncipe Harry está ansioso para começar suas quatro semanas com as forças armadas australianas", declarou o porta-voz do príncipe à rede de televisão pública ABC.

O príncipe, de 30 anos, quarto na linha de sucessão e em breve quinto, quando o segundo filho de seu irmão William nascer, se integrará em unidades e regimentos de Sydney, Darwin e Perth.

Entre outras coisas, participará de "exercícios de treinamento urbano, patrulhas na zona rural, exercícios de simulação de voo, exercícios de tiro conjuntos e atividades com um regimento indígena", indicaram as forças australianas na semana passada.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tribunal da Indonésia rejeita último apelo de australianos

Juiz da Indonésia Ujang Abdullah anuncia sentença sobre australianos condenados à morte
Juiz da Indonésia anuncia sentença sobre australianos condenados à morte. Foto Reuters


Jacarta - Uma corte da Indonésia rejeitou nesta segunda-feira (06/04) o recurso de última hora de dois australianos condenados à morte por tráfico de drogas, mas advogados de defesa e promotores estavam divididos sobre os parâmetros legais restantes para evitar a execução por pelotão de fuzilamento.
Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram condenados em 2006 como líderes de um plano para tráfico de heroína para fora da Indonésia.
Ambos recorreram da decisão da corte administrativa de Jacarta de não julgar um apelo contra a recusa do presidente Joko Widodo de conceder clemência.
Os australianos estão entre 10 condenados por tráfico de drogas a serem executados por fuzilamento na prisão de Nusakambangan. O grupo inclui cidadãos da França, Brasil, Filipinas, Gana, Nigéria e Indonésia.
Widodo negou clemência aos condenados apesar de diversos pedidos dos governos de Austrália, Brasil e França.
A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, mostrou seu desapontamento e disse em nota que Camberra vai continuar a usar todas as opções diplomáticas para evitar a execução.
O procurador-geral da Indonésia está aguardando o resultado dos apelos legais para três condenados à morte antes de marcar a data das execuções.
O porta-voz da procuradoria disse anteriormente que a intenção é que todas as execuções sejam realizadas juntas, mas podem acontecer separadas.
A Indonésia possui penas severas para tráfico de drogas e voltou a realizar execuções em 2013, após uma pausa de cinco anos.
Widodo prometeu não ter misericórdia para condenados por tráfico de drogas, dizendo que a Indonésia enfrente uma "emergência". O país é o maior destino da região para drogas traficadas.
Sukumaran e Chan foram identificados como líderes de um grupo de nove australianos presos na ilha de Bali em 2005 e condenados por tentativa de tráfico de 8 quilos de heroína para a Austrália.
Um cidadão brasileiro também está no corredor da morte da Indonésia por um crime relacionado a drogas.
Em janeiro, a Indonésia já executou um brasileiro por tráfico de drogas, num incidente que provocou tensão diplomática entre os dois países.

terça-feira, 24 de março de 2015

Imprensa dos Estados Unidos acusa Israel teria espionado negociações entre EUA e Irã. Israel nega.

 
O governo de Israel espionou as negociações do ano passado entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear deste último, segundo denúncia publicada pelo site do diário "The Wall Street Journal".    
A operação fazia parte de uma ampla campanha do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para contestar os termos de um eventual acordo alcançado nas tratativas, que ainda estão em curso e também envolvem Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.    
Além da espionagem, Israel obteve informações por meio de briefings reservados com diplomatas norte-americanos e europeus. No entanto, mais do que as interceptações, o que irritou a Casa Branca foi o fato do país judeu ter compartilhado dados conseguidos ilegalmente com parlamentares dos EUA para enfraquecer o seu apoio às negociações sobre o programa nuclear iraniano.    
"Uma coisa é a espionagem recíproca entre EUA e Israel, outro é o furto de segredos norte-americanos para depois passá-los aos congressistas e minar a nossa diplomacia", disse um alto funcionário do governo dos Estados Unidos. A Casa Branca descobriu a operação quando suas agências de inteligência grampearam comunicações entre israelenses que continham detalhes que só podiam ser provenientes dos colóquios privados entre os dois países. 
"Nós não espiamos os Estados Unidos, nem diretamente e nem por outras vias. Essas informações não estão corretas", declarou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Kim Jon-un manda seu Exército estar preparado para guerra.

Líder norte-coreano Kim Jong-un, Durante Reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia em Pyongyang, na quarta-feira (18).  (Foto: KCNA / Reuters)
Líder norte-coreano Kim Jong-un, Durante Reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia em Pyongyang, na quarta-feira (18). (Foto: KCNA / Reuters)






O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu Durante Reunião do governante Partido dos Trabalhadores Que Seu Exército piteira "completamente Preparado" para uma guerra, informou Nesta segunda-feira (23) a Agência Estatal "KCNA".
O Jovem ditador discursou na Primeira Reunião em dez meses da COMISSÃO Militar Central do Partido Único. He afirmou that a Situação de Segurança é "mais graves do Que Nunca", tanto na Coreia do Norte Como No exterior, Segundo a Agência do regime.
Kim exigiu do Exército Lealdade a ELE e Ao Partido e "pediu Pará Estar Completamente Preparado Pará REAGIR um QUALQUÉR forma de guerra Criada Pelo Inimigo", AO Que se referiu Como "Os imperialistas dos EUA".



Além Disso, o dirigente destacou Que o Exército Popular, um DOS MAIORES DO MUNDO COM Aproximadamente 1,1 Milhão de soldados, reforçou SUA CAPACIDADE de combate no ano Passado EO Fara AINDA Mais em 2015 Graças um 'reorganização' e 'simplificação' de SUA Estrutura.
A KCNA NAO revelou em Detalhe OS temas Tratados na Reunião da COMISSÃO Militar Central do Partido, Uma Importante Reunião Que se Acredita tenha acontecido este Fim de Semana e na qua o 'Líder supremo' e cargas Altos do regime poderiam ter Tomado decisões IMPORTANTES em Política de Defesa.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico diz que queimou piloto vivo; Jordânia confirma morte

Piloto jordaniano foi sequestrado na Síria em dezembro.
Imagens do que seria o refém dentro de uma grade circulam pela web.


Imagem compartilhada no perfil do grupo que monitora terrorismo SITE mostra o piloto jordaniano (Foto: Reprodução/Twitter @Rita_Katz)
Imagem compartilhada no perfil do grupo que monitora terrorismo SITE mostra o piloto jordaniano (Foto: Reprodução/Twitter @Rita_Katz)


O grupo Estado Islâmico (EI) afirma ter queimado vivo o piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, refém do grupo, segundo informam as agências de notícias Reuters e France Presse. A Jordânia confirmou a morte do refém, segundo veiculado pela TV estatal. Ela teria ocorrido há um mês, no dia 3 de janeiro. Familiares do piloto disseram à Reuters que foram informados de sua morte pelo chefe das forças armadas da Jordânia.

Imagens do que seria um vídeo divulgado pelo EI, com o refém dentro de uma grade e um rastro de fogo, circulam pela web. A autenticidade do vídeo não foi confirmada.

Muath al-Kasaesbeh foi capturado pelos militantes radicais na Síria, após a queda de seu avião durante uma operação da coalizão internacional no leste do país em dezembro. A coalizão, que é liderada pelos Estados Unidos, bombardeia alvos do grupo na Síria e no Iraque.
Vingança
Após a divulgação do vídeo, o Exército da Jordânia soltou um comunicado em que afirma que a morte do piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, morto pelo grupo Estado Islâmico será vingada. "A vingança será tão grande quanto a calamidade que atingiu a Jordânia", afirmou o porta-voz do Exército Mamdouh al Ameri no comunicado.
Além disso, uma fonte de segurança do governo disse à agência France Presse que a Jordânia vai executar a jihadista iraquiana que está presa no país e cuja soltura chegou a ser negociada em troca da libertação de al-Kasaesbeh.

"A pena de morte contra a iraquiana Sajida al Rishawi será executada amanhã", indicou a fonte à AFP. No entanto, para a Reuters foi dito que a execução poderia ocorrer "em horas".
Com 44 anos, Sajida al-Rishawi está detida em uma prisão jordaniana desde a sua condenação à morte, em setembro de 2006, por atos terroristas que remontam a 9 de novembro de 2005.

Após a divulgação do vídeo, o rei Abdullah II interrompeu sua visita aos Estados Unidos e está voltando para a Jordânia. Na TV estatal, o rei disse que a morte do piloto é um ato de "terror covarde" de um grupo sem nenhuma relação com o Islã.

EUA condenam
A Casa Branca disse estar ciente do vídeo, e que os serviços de inteligência trabalham para verificar sua autenticidade. O governo dos EUA condena as ações do grupo radical e se solidarizou com a família do piloto, afirmou.
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Cena do vídeo divulgado pelo Estado Islâmico com a suposta execução de Kenji Goto (Foto: Reprodução/Youtube)Cena do vídeo divulgado pelo Estado Islâmico com
a execução do jornaista  Kenji Goto
(Foto: Reprodução/Youtube)
O presidente norte-americano Barack Obama afirmou que, se o vídeo for verdadeiro, trata-se de mais uma indicação da crueldade e barbárie do grupo e que a determinação da coalizão internacional de "destruir" o EI será redobrada. Segundo a Casa Branca, Obama pediu que equipes de inteligência dediquem todas suas fontes para localizar reféns mantidos pelos militantes do grupo jihadista.

Obama ainda disse que o piloto al-Kasaesbeh estava "na vanguarda do esforço para degradar e destruir a ameaça" do EI.
Entenda o caso
No final de janeiro, o EI divulgou um vídeo em que ameaçava executar o piloto se Amã não libertasse uma jihadista presa e condenada à morte. No mesmo vídeo o grupo ameaçou executar outro refém, o jornalista japonês Kenji Goto, que acabou sendo decapitado no último final de semana. O vídeo, postado em sites jihadistas, mostrava uma foto de Goto segurando a foto de al-Kasaesbeh, com a suposta voz de Goto formulando a ameaça.
Na última quarta-feira (28), o governo da Jordânia disse que o país estava pronto para entregar a iraquiana Sajida al-Rishawi, presa por tentar realizar um ataque suicida, em troca da libertação de um piloto. Dias depois, pediu uma prova de que o piloto estava vivo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Forças Especiais da Polícia francesa prende quatro em operação contra jihadistas

Forças especiais da polícia da França prenderam nesta terça-feira quatro homens na cidade de Lunel, no sul do país, em uma operação com o objetivo de desmontar redes jihadistas, disse uma fonte da polícia.
Dois deles voltaram à França da Síria, segundo a fonte.
Lunel, na região de Hérault, tem atraído atenção depois que a mídia local disse que até 10 moradores da cidade têm intenção de viajar para a Síria para lutar ao lado de militantes islâmicos.
A França aumentou as medidas de combate ao recrutamento de jihadistas depois que 17 pessoas foram mortas este mês em três dias de violência cometida por militantes islâmicos em Paris.
Os ataques, um na sede do jornal satírico "Charlie Hebdo" e outro em um supermercado judaico, foram realizados por homens que tinham ligação com recrutadores jihadistas. Os militantes foram mortos pela polícia.
Desde então, a polícia tem realizado prisões de supostos militantes islâmicos na Bélgica, França e Alemanha.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Geopolítica: Congresso dos EUA convida Primeiro Ministro de Israel para uma sessão conjunta irritando a Casa Branca.



O Congresso dos EUA convidou o primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para uma sessão conjunta especial sobre as ameaças do programa nuclear iraniano e o advento do terror islâmico.
"O primeiro-ministro Netanyahu é um grande amigo do nosso país, e este convite carrega com ele o nosso compromisso inabalável com a segurança eo bem-estar de seu povo", disse o US Câmara dos Representantes, John Boehner, em comunicado. Leia mais

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Dilma prestigia posse de Evo Morales e busca melhorar relações com Bolívia

AFP
Presença de Dilma na posse de Evo Morales pode melhorar o relacionamento entre os dois países

A presidente Dilma Rousseff participa nesta quinta-feira em La Paz, na Bolívia, da posse do terceiro mandato do presidente boliviano, Evo Morales. Analistas veem na visita um gesto para tentar reanimar a relação entre os dois países.
Os laços com a Bolívia – país com o qual o Brasil compartilha sua maior fronteira (3,4 mil quilômetros) - se estremeceram nos últimos anos, principalmente depois do asilo político concedido ao senador oposicionista Roger Pinto Molina, em 2012.
O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva visitou nove vezes a Bolívia em seus dois mandatos entre 2003 e 2010, mas Dilma não foi ao país uma vez sequer durante seu primeiro mandato (2011-2014).

"O Brasil é visto aqui como uma nação subimperialista. Isso (o asilo político) provocou uma tensão e reforçou essa visão", afirma o boliviano-brasileiro Eduardo Lohnhoff, estudante de sociologia e militante do Partido Comunista Boliviano, que apóia Morales, mas pressiona por um governo mais à esquerda.

Estrada
Lohnhoff conversou com a BBC ontem nas ruínas do sítio arqueológico de Tiwanaku, vizinho à La Paz, onde um ritual indígena celebrou o novo mandato de Morales – o local era sede de uma civilização anterior aos incas.
Entre os fatores que alimentam a visão negativa do Brasil em parte da sociedade boliviana, diz ele, está o interesse brasileiro em concluir uma estrada cortando a Bolívia e o norte do Chile para conectar o porto de Santos (SP) ao Oceano Pacífico, além da presença de grandes fazendeiros brasileiros produtores de soja na região de Santa Cruz de La Sierra.
De acordo com uma nota divulgada pelo Itamaraty, "as relações com a Bolívia são prioritárias para o Brasil" e "um marco relevante será a conclusão da pavimentação do corredor rodoviário interoceânico, que cruzará o território boliviano, conectando o porto de Santos aos portos chilenos".
Essa enorme rodovia terá um total de 2.700 quilômetros de extensão, sendo 1.561 quilômetros em território da Bolívia, 947 quilômetros em solo brasileiro e 192 quilômetros em área do Chile. A estrada atravessa as regiões bolivianas de Santa Cruz, Cochabamba e Oruro, cortando áreas de preservação ambiental, o que gerou resistência de grupos locais.
Mas, segundo Lohnhoff, a oposição à obra tem diminuído, a partir de um trabalho do presidente de convencer a população da importância do empreendimento para o desenvolvimento local.
"A verdade é que o impacto ambiental não é tão grande assim e a estrada pode melhorar a circulação dentro do país", considera.

Asilo político


Senador Roger Molina pediu asilo ao Brasil alegando perseguição

Outro fator que estremeceu a relação Brasil-Bolívia foi o episódio da fuga do senador de oposição boliviano Roger Pinto Molina, observa a socióloga brasileira Fernanda Wanderley, que vive há duas décadas na Bolívia e é professora da Universidad Mayor de San Andrés, em La Paz.
"Causou uma tensão e uma certa paralisação nas relações", ela afirma.
Molina, senador oposicionista que é acusado de corrupção e responde a 14 processos no país, pediu asilo ao Brasil em maio de 2012 argumentando preseguição política. O pedido foi atendido pelo governo Dilma.
No entanto, a Bolívia não concedeu salvo conduto para que ele deixasse o país, de modo que o Molina viveu por quase 15 meses na Embaixada brasileira em La Paz. O impasse levou o diplomata Eduardo Saboia a fugir com o senador para o Brasil, mesmo sem autorização prévia do Itamaraty.
Wanderley lembra que o episódio Molina traz consequências práticas até hoje. Desde a fuga do senador em agosto de 2013, a Embaixada brasileira em La Paz não tem um embaixador oficial. O cargo vem sendo ocupado interinamente desde a retirada de Marcel Biato, que não agradava Morales. Atualmente está à frente da Embaixada o encarregado de negócios Antonio José Resende de Castro.
Nesse contexto, a professora acredita que a vinda de Dilma pela primeira vez ao país para prestigiar a posse de Morales seja um gesto que pode melhorar o relacionamento entre os dois países.
Para comparecer à La Paz, a presidente desmarcou sua ida ao Fórum Econômico de Davos, na Suiça. Com a presença na cerimônia de Morales, Dilma também retribui a ida do líder boliviano a Brasília para sua posse de segundo mandato.
O sociólogo boliviano Fernando Mayorga também considera importante a vinda de Dilma a La Paz para a relação bilateral. Ele minimiza o esfriamento recente entre os dois países.

Proximidade

Mayorga observa que Morales e Lula eram muito próximos porque tinham muito em comum e considera natural que a relação tenha se tornado mais fraca com a mudança de presidente no Brasil.

"Lula foi muito importante para dar legitimidade a Morales, foi uma influência forte frente ao radicalismo de Hugo Chávez (ex-presidente venezuelano). Ambos vieram do sindicalismo, são mais abertos à negociação que Chávez, que era um militar", afirma.
Mayorga acredita que Morales buscará melhores relações externas no seu terceiro mandato, porque a queda dos preços das commodities exportadas pelo país, como gás e minérios, aumentará a necessidade de atrair investimentos estrangeiros para industrializar a economia nacional.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Bolívia: consome cerca de 40% do total das exportações bolivianas, por causa da venda do gás natural, e é a segunda maior origem de suas importações, atrás apenas do Chile.
O intercâmbio comercial entre as duas economias (soma das importações e exportações) passou de US$ 818 milhões em 2002 para US$ 5,4 bilhões em 2014 – sendo que o saldo é negativo para o Brasil em US$ 2,2 bilhões.
Além da importância da questão energética (gás) e da integração logística regional, outra agenda bilateral relevante é o controle da fronteira para combate ao tráfico de drogas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Rússia e Irã discutirão cooperação militar


Rússia e Irã discutirão cooperação militar


O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, irá discutir o tema da cooperação militar com o Irã durante sua visita oficial ao país, segundo informou nesta segunda-feira (19) o porta-voz da pasta, major-general Igor Konashenkov.

De acordo com o comunicado, Shoigu vai manter conversações com o ministro da Defesa iraniano, brigadeiro-general Hossein Dehghan. As questões relativas à segurança global e regional serão discutidas na reunião em Teerã, bem como a “ativação da cooperação militar e técnico-militar entre os dois países".

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_19/R-ssia-e-Ir-discutir-o-coopera-o-militar-9236/

Rússia diz que precisa fortalecer Exército para se defender

O presidente russo, Vladimir Putin, participa de um fórum dedicado à sociedade civil em Moscou, na Rússia
O presidente russo, Vladimir Putin, participa de um fórum dedicado à sociedade civil, na Rússia

Moscou - O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira que a Rússia precisa fortalecer suas Forças Armadas para proteger sua soberania contra os "desafios" colocados por outros países que podem ameaçar Moscou.
Os comentários de Putin reforçam seu compromisso com um caro programa de modernização das Forças Armadas do país, que o Ministério das Finanças já sinalizou que ficará fora de qualquer corte orçamentário a ser realizado pelo governo por causa da atual crise econômica.
"Vamos continuar a fortalecer as nossas Forças Armadas e organizações militares como um todo ao torná-las modernas, móveis, bem equipadas e capazes de realizar sua tarefa principal: neutralizar riscos e ameaças políticas potenciais à segurança de nosso país", disse Putin durante reunião da comissão de indústria do país. Putin não especificou quais seriam essas ameaças, mas a nova doutrina militar russa aponta a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como uma ameaça.
Putin também acusou os Estados Unidos de tentarem subjulgar a Rússia, culpou o Ocidente pela derrubada de um presidente pró-Moscou na Ucrânia no ano passado e disse que Washington incentivou protestos contra ele há três anos.
"Vemos o quanto outros países são abertos a respeito de suas reivindicações geopolíticas e como não hesitam em interferir abertamente nos assuntos de Estados independentes ao mesmo tempo em que expandem e melhoram ativamente seus arsenais militares", disse Putin.
"Eles gastam muitas vezes mais do que nós (em armas). Podemos e precisamos responder a este desafio."

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Primeiro-ministro japonês exige libertação imediata de reféns do Estado Islâmico



O Primeiro-Ministro  Japonês, Shinzo Abe, exigiu Hoje (20) a Libertação Imediata de Dois Reféns Que o Movimento extremista Estado Islâmico (EI) ameaçou matar, em novo vídeo, e recusou Pagar Resgate de US $ 200 Milhões (cerca de R $ 520 milhões). Shinzo Abe, exigências recusou Ceder Como de Fazer EI, declarando que "a Comunidade internacional NÃO vai Ceder Ao Terrorismo e DEVE COOPERAR contra Ameaça esta". "Estou extremamente indignado com este Ato e exijo que vigorosamente Nenhum mal SEJA FEITO [AOS Reféns ] e Que Sejam libertados imediatamente ", Disse Shinzo Abe à Imprensa, em Jerusalém. Abe garantiu Que o Japão, apesar do sequestro, Não ia anular a Ajuda de US $ 200 Milhões, prometida AOS Países Afectados Pela AÇÃO DOS jihadistas Fazer EI, especialmente não e Iraque na Síria. "Esta posição NÃO se vai Mudança de forma Alguma", afirmou o chefe do Governo Japonês, ressaltando a vocação Humanitária Desta Ajuda. A Ajuda japonesa E mencionada Nenhum vídeo atribuido Ao EI justificar Pará Como ameaças contra Reféns Os Dois . Em vídeo divulgado on-line, o EI ameaçou matar Dois Japoneses - Haruna Yukawa e Kenji Goto - SE. o Governo Japonês NÃO PAGAR US $ 200 Milhões EM 72 Horas Nas Imagens, um militante vestido de preto empunhando Uma faca dirige-se à câmera, em Ingles, de PE, Entre Dois Reféns Vestidos COM macacões CR Laranja. "Voces TEM 72 horas Pará pressionar o Governo a Tomar Uma decisão Mais sensata e Pagar US $ 200 Milhões Para salvar a vida dos SEUS Cidadãos", Disse. O militante explicou Que o valor do Resgate SERVIR de Compensação Pela Ajuda Que o Primeiro-Ministro Japonês, Shinzo Abe, Prometeu dar à Campanha contra o Estado Islâmico no Oriente Médio.