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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Política externa dos EUA foi moldada por medo da união entre Rússia e China, cravam especialistas

Política externa dos EUA foi moldada por medo da união entre Rússia e China, cravam especialistas


© Sputnik / Grigory Sysoev



Fundados sob o mito do destino manifesto, segundo o qual sua nação teria sido escolhida por Deus para liderar o mundo, os Estados Unidos ainda mantêm essa crença. A persistência é evidente não só pela postura militar internacional de embate à Rússia e à China, mas também dentro de seu próprio país, pelo mau trato aos seus cidadãos.


As práticas de imperialismo estadunidenses foram tema do episódio desta quarta-feira (11) do Mundioka, podcast da Sputnik Brasil apresentado pelos jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho.


Em entrevista, a professora de relações internacionais do Ibmec São Paulo Karina Calandrin explicou que os primeiros sinais do imperialismo norte-americano se dão na sua marcha para o oeste a partir do destino manifesto, doutrina que prega a expansão dos colonos estadunidenses pela América do Norte fundamentada em uma vontade divina.


"O destino manifesto estabelece uma visão de fato religiosa da criação dos Estados Unidos enquanto país. A política estadunidense ali no final do século XVIII, no século XIX, foi muito pautada nesse aspecto."


Essa expansão territorial, lembrou Carlos Eduardo Martins, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor visitante da Universidade Johns Hopkins em 2022 e pesquisador do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), não se deu de maneira pacífica.


Pelo contrário, foi eliminando os povos originários e levou à guerra com o México, após a qual incorporou cerca de 55% do território mexicano a partir do Tratado de Guadalupe Hidalgo.


Ao mesmo tempo, logo os EUA procuraram afastar as potências europeias do cenário geopolítico americano. É a chamada Doutrina Monroe, "na qual as pretensões expansionistas também estão contidas", classifica Martins.


"Os Estados Unidos se colocam na condição de falar sobre os conflitos que se dão nesse espaço e iniciam de fato uma trajetória expansionista, seja para o oeste, seja para o sul e para o norte, e para o Caribe."



Imperialismo à la americana


Ainda que tenha passado por um período de expansionismo territorial no século XIX, o modelo que definiu o imperialismo estadunidense não foi um de dominação de territórios, como o europeu, caracterizado pela Conferência de Berlim, mas sim um de expansão de poder e de mercado consumidor, afirmou Calandrin.


Isso não quer dizer, no entanto, que o poder militar é desconsiderado dentro da doutrina imperialista dos EUA. Na verdade é o oposto: o militarismo estadunidense é extremamente aflorado, mas em vez de conquistar territórios, ele demarca as posições norte-americanas por todo o globo e é utilizado para interferir em assuntos locais.


"A cada cinco a dez anos, os Estados Unidos se envolvem numa guerra. A história norte-americana é uma história de guerras", afirma Martins.


Nesse sentido, afirma o professor da UFRJ, a presença de bases militares estadunidenses escancara a ocupação física norte-americana. "Não há nenhum outro precedente na história da humanidade de um país que tenha colocado forças de ocupação militar em um espaço tão amplo no mundo como fazem os Estados Unidos."



EUA × China e Rússia


Segundo Calandrin, os EUA têm na base da sua diplomacia o conceito de realpolitik como postulado por Henry Kissinger, figura da política norte-americana do século XX que ocupou cargos tanto nos governos do Partido Democrata quanto nos do Partido Republicano, isto é, a partir do realismo do poder bélico.


Isso coloca os norte-americanos em oposição à China, que atua a partir do pragmatismo econômico. Um exemplo disso é como ambas as nações se posicionam no Oriente Médio. Os chineses, a partir de sua diplomacia, conseguiram reaproximar o Irã e a Arábia Saudita, lembra a professora do Ibmec.


"Já os Estados Unidos sempre apostaram mais no conflito, utilizando os países no Oriente Médio, na Ásia, na África, de modo que entrassem em conflito e atendessem aos seus próprios interesses de poder."


Nesse ponto, a ascensão chinesa, ainda que na Ásia, incomoda muito os Estados Unidos, por conta de sua proximidade com a Rússia, que pode fazer a ponte entre o mundo europeu e o mundo asiático.


"Por isso a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] foi criada. Um dos princípios da OTAN era impedir a vinculação da Alemanha à União Soviética, e com o fortalecimento da China, tornou-se absolutamente fundamental impedir essa conexão China-Rússia-Alemanha", diz Martins.


Com o colapso da União Soviética, lembra o pesquisador, houve conversas sobre fraturar a Federação da Rússia. Em 1997, o cientista político Zbigniew Brzezinski, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA durante a presidência Carter (1977–1981), publicou um artigo na Foreign Affairs propondo a partição do território russo em três repúblicas: uma europeia, uma siberiana e uma do extremo leste.


"Os Estados Unidos não podem aceitar a presença de um Estado com essa dimensão territorial, com esse poder geopolítico de conexão que a Rússia tem nessa conexão entre a Europa e a Ásia."


O antagonismo à Rússia, ressalta Martins, não se dá somente por sua capacidade de conectar ambos os polos, mas também por sua recuperação geoeconômica, que levou os Estados Unidos a expandirem a OTAN para o leste e cercarem a Rússia.


"A Rússia", diz Martins, "vinha se colocando como um poder que se recuperava do desastre da adesão ao neoliberalismo e que retomava suas prerrogativas de Estado nacional".


"E se convertia em um forte exportador de petróleo e gás, de alimentos, de armas. E tinha na Europa um grande mercado para esses bens."


Cr´ditos Sputnik

domingo, 28 de maio de 2023

LFS INTERNACIONAL - GEOPOLÍTICA: “O novo mundo multipolar está nascendo, com a assinatura de Xi e Putin”, diz Pepe Escobar. Créditos Brasil 247


 



LFS INTERNACIONAL - GEOPOLÍTICA: 

“O novo mundo multipolar está nascendo, com a assinatura de Xi e Putin”, diz Pepe Escobar.

Créditos Brasil 247, leia mais: https://capitaofernandointernacional.blogspot.com/2023/03/lfs-internacional-o-novo-mundo.html


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segunda-feira, 20 de março de 2023

Xi Jinping se reúne com o presidente russo Putin

 Xi Jinping se reúne com o presidente russo Putin


  Na tarde de 20 de março, horário local, o presidente Xi Jinping, que acabara de chegar a Moscou, reuniu-se com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin a pedido. Foto do repórter Shen Hong da agência de notícias Xinhua

  Agência de Notícias Xinhua, Moscou, 20 de março (Repórter Hao Weiwei e Shi Hao) Na tarde de 20 de março, horário local, o presidente Xi Jinping, que acabara de chegar a Moscou, reuniu-se com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin a pedido.

  Quando Xi Jinping chegou, o comandante do Kremlin o cumprimentou no local de desembarque. O presidente Putin apertou calorosamente as mãos e tirou uma foto de grupo com Xi Jinping. Os dois chefes de Estado tiveram conversas profundas e francas sobre as relações China-Rússia e questões de interesse comum.

  Xi Jinping destacou que é um grande prazer fazer outra visita de Estado à Rússia a convite do presidente Putin. Dez anos atrás, escolhi a Rússia para minha primeira visita ao exterior depois de assumir o cargo de presidente, o que ainda está fresco em minha memória. Por dez anos, mantive contato próximo com o presidente Putin. Quer eu tenha sido reeleito como secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China no 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, quer tenha sido reeleito como presidente da China há pouco tempo, você me enviou um parabéns mensagem o mais rápido possível. Estou profundamente grato. A Rússia realizará eleições presidenciais no próximo ano. Sob sua forte liderança, o desenvolvimento e a revitalização da Rússia fizeram grandes progressos. Acredito firmemente que o povo russo continuará a apoiá-lo com firmeza.

  Xi Jinping enfatizou que o desenvolvimento das relações China-Rússia até hoje tem sua profunda lógica histórica. Como os maiores vizinhos e parceiros estratégicos abrangentes de coordenação, as relações China-Rússia ocupam uma posição prioritária em suas respectivas diplomacia geral e políticas externas. A China sempre buscou uma política externa independente. Consolidar e desenvolver as relações China-Rússia é uma escolha estratégica feita pela China com base em seus próprios interesses fundamentais e na tendência geral de desenvolvimento mundial. A direção geral de fortalecer a cooperação estratégica entre a China e a Rússia é inabalável. Tanto a China quanto a Rússia estão comprometidas com o desenvolvimento e rejuvenescimento nacional, ambas apoiam a multipolarização mundial e ambas promovem a democratização das relações internacionais. Os dois lados devem aprofundar ainda mais a cooperação prática em vários campos, fortalecer a coordenação e a cooperação em plataformas multilaterais como as Nações Unidas, ajudar seus respectivos países a se desenvolver e revitalizar e ser o esteio da paz e estabilidade mundiais.

  Putin acolheu calorosamente a visita de estado de Xi Jinping à Rússia e, mais uma vez, estendeu calorosas felicitações a Xi Jinping por sua reeleição como presidente chinês. Putin disse que nos últimos dez anos, a China obteve conquistas notáveis ​​em todos os aspectos do desenvolvimento, que são atribuídas à excelente liderança do presidente Xi Jinping, que também prova a superioridade do sistema nacional e do sistema de governança da China. Acredito firmemente que, sob a forte liderança do presidente Xi Jinping, a China continuará a se desenvolver e prosperar e alcançar com sucesso vários objetivos ambiciosos. Com os esforços conjuntos de ambos os lados, as relações Rússia-China alcançaram resultados frutíferos em vários campos nos últimos anos. A Rússia está disposta a continuar a aprofundar a cooperação prática bilateral com a China, fortalecer a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais e promover o processo de multipolarização mundial e democratização das relações internacionais.

  Os dois lados trocaram opiniões aprofundadas sobre a questão da Ucrânia. Xi Jinping enfatizou que, na questão da Ucrânia, vozes pacíficas e racionais estão constantemente se reunindo. A maioria dos países apóia o alívio da tensão, defende a promoção da paz e das negociações e se opõe a adicionar combustível ao fogo. Historicamente, os conflitos sempre foram resolvidos por meio do diálogo e da negociação. Não muito tempo atrás, a China emitiu um documento de posição pedindo uma solução política para a crise ucraniana, opondo-se à mentalidade da Guerra Fria e às sanções unilaterais. Acreditamos que quanto mais difícil for, mais espaço deve ser deixado para a paz; quanto mais agudo o conflito, mais não devemos desistir de esforços para o diálogo. A China está disposta a continuar a desempenhar um papel construtivo na promoção da solução política da questão ucraniana.

  Putin disse que a Rússia aprecia a consistente defesa da justiça, objetividade e equilíbrio da China nas principais questões internacionais, e defende a imparcialidade e a justiça. O lado russo estudou cuidadosamente o documento de posição da China sobre a solução política da questão ucraniana e está aberto a negociações de paz e dá as boas-vindas à China para desempenhar um papel construtivo a esse respeito.

  Os dois chefes de Estado expressaram que esperam se encontrar novamente amanhã para planejar um novo projeto para a parceria estratégica abrangente de coordenação China-Rússia no próximo período.

[Editor responsável: Qian Zhongbing] - créditos Xinhua 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

sábado, 17 de setembro de 2022

LFS INTERNACIONAL: Ocidente vê sinal preocupante nas negociações entre os líderes da Rússia e China, diz colunista - créditos Sputnik

 


Ocidente vê sinal preocupante nas negociações entre os líderes da Rússia e China, diz colunista

Presidente russo, Vladimir Putin (à esquerda), e o líder chinês Xi Jinping (à direita) em Pequim - Sputnik Brasil, 1920, 17.09.2022
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Pequim pretende seguir apoiando incondicionalmente a política do presidente russo Vladimir Putin na Ucrânia, escreve a colunista Dana Heide em um artigo de opinião no jornal Handelsblatt.
De acordo com a jornalista, o encontro entre o presidente da Rússia Vladimir Putin e o líder da China Xi Jinping às margens da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) no Uzbequistão, durante o qual os dois chefes de Estado anunciaram uma frente unida na arena mundial, envia um sinal inquietante ao Ocidente.
"Ambos os líderes garantiram um ao outro compromissos mútuos, Xi chamou Putin de 'velho amigo'. Isto significa que Pequim pretende seguir apoiando incondicionalmente o rumo de Putin", disse Heide.
A colunista considera que Xi Jinping na avaliação dos acontecimentos não se orienta pela mídia ocidental, mas tira suas próprias conclusões. "Parece que Xi [Jinping] simplesmente não acredita na mídia ocidental", diz a publicação.
Na cúpula da SCO em Samarcanda nesta quinta-feira (16) Vladimir Putin realizou conversações com Xi Jinping.
O líder russo criticou as tentativas do Ocidente de criar um mundo totalmente unipolar, inaceitável para a esmagadora maioria dos países mundiais. Seu homólogo chinês observou que Pequim, juntamente com Moscou, está pronto para mostrar um exemplo de uma potência mundial responsável e levar o mundo a um caminho de desenvolvimento sustentável e positivo.
Da esquerda para a direita, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Mongólia, Ukhnaagiin Khurelsukh, durante reunião trilateral durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) em Samarcanda, no Uzbequistão, em 15 de setembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2022
Panorama internacional
Casa Branca está preocupada com reunião entre Xi e Putin, diz porta-voz
Na coletiva de imprensa nas vésperas da cúpula, a embaixadora russa no secretariado da SCO, Natalia Stepkina, enfatizou que a Organização de Cooperação de Xangai foi criada para fomentar a cooperação e o desenvolvimento e não para "fazer amizades" contra alguém. Assim, a embaixadora rejeitou quaisquer declarações sobre a comparação da organização com a OTAN.


Créditos Sputnik





LFS INTERNACIONAL: Ocidente vê sinal preocupante nas negociações entre os líderes da Rússia e China, diz colunista - créditos Sputnik, leia matéria:




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