sábado, 30 de abril de 2022

INTERNACIONAL --- Líder norte-coreano alerta para uso 'preventivo' de armas nucleares


Líder norte-coreano alerta para uso 'preventivo' de armas nucleares

Desde o início do ano, Kim Jong Un vem fazendo uma série de testes com armas proibidas 

AFP

Kim participou de desfile militar esta semana, pelo aniversário de 90 anos das Forças Armadas

Kim participou de desfile militar esta semana, pelo aniversário de 90 anos das Forças Armadas

AFP PHOTO/KCNA VIA KNS – 27.04.2022

O líder norte-coreano Kim Jong Un advertiu que Pyongyang pode usar de maneira "preventiva" suas armas nucleares contra forças hostis, informou neste sábado (30) a imprensa estatal.

Kim disse a comandantes militares que, para "manter a superioridade absoluta" das Forças Armadas norte-coreanas, o país deve ter a possibilidade de "conter e frustrar todas as tentativas perigosas e ações ameaçadoras (...) se necessário", informou a agência oficial de notícias KCNA.

Pyongyang deve continuar construindo o próprio arsenal para ter "musculatura militar esmagadora que nenhuma força no mundo possa provocar", acrescentou.

Os comentários foram feitos poucos dias depois de um desfile militar, em 25 de abril, quando Kim afirmou que poderia usar o arsenal nuclear caso o país considere seus "interesses fundamentais" ameaçados.

Kim se reuniu com o comando militar para exaltar seu trabalho no desfile de segunda-feira, que celebrou o aniversário de 90 anos das Forças Armadas do país e exibiu mísseis balísticos intercontinentais (ICBM).

Apesar das sanções, a Coreia do Norte prossegue com o projeto de modernização militar, com uma série de testes de armas proibidas executados desde o início do ano, ao mesmo tempo que ignora as propostas dos Estados Unidos para negociações.

Pyongyang testou em março um ICBM de pleno alcance pela primeira vez desde 2017. E imagens de satélites mostraram atividade em uma área de testes nucleares.

A série de testes acontece no momento em que o presidente eleito da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, se prepara para assumir o poder. Ele prometeu adotar uma linha mais dura a respeito de Pyongyang.

Analistas dizem que as advertências de Kim indicam que não está aberto ao diálogo com o futuro governo de Seul.

"As declarações de Kim demonstram que não tem interesse em uma relação com o governo de Yoon na Coreia do Sul, nem em falar sobre desnuclearização com os Estados Unidos", afirmou Leif-Eric Easley, professor de Estudos Internacionais da Universidade Ewha de Seul.


Créditos R7






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    quinta-feira, 28 de abril de 2022

    INTERNACIONAL --- Israel assinala o genocídio de seis milhões de judeus pelo nazismo

     

    Israel assinala o genocídio de seis milhões de judeus pelo nazismo

    As sirenes soaram hoje em Israel dando início às cerimónias que todos os anos assinalam o Holocausto de seis milhões de judeus pelo regime nazi no poder na Alemanha desde 1932 até 1945.  

    Israel assinala o genocídio de seis milhões de judeus pelo nazismo
    Notícias ao Minuto

    28/04/22 09:58 ‧ HÁ 2 HORAS POR LUSA

    MUNDO ISRAEL

    Ao soar das sirenes, as pessoas pararam na rua assim como os automóveis. O genocídio dos judeus vai ser recordado ao longo do dia com cerimónias oficiais que incluem uma sessão especial no Parlamento israelita.

    O Estado de Israel foi fundado em 1948 por judeus que abandonaram a Europa a seguir ao final da Segunda Guerra Mundial (1945) sendo que cerca de 165 mil sobreviventes do genocídio nazi vivem atualmente no país onde são reconhecidos como figuras históricas mas, cuja maioria, enfrenta situações de pobreza. 

    Hoje, o primeiro-ministro israelita Naftali Bennet prestou homenagem no Memorial Yad Vashem afirmando que o mundo tem de deixar de comparar o Holocausto a outros acontecimentos e factos históricos.

    Naftali Bennet fazia referência aos recentes discursos dos chefes de Estado da Rússia e da Ucrânia que estabeleceram paralelos entre a atual guerra em território ucraniano e o genocídio durante a Segunda Guerra Mundial. 

    "Com o passar dos anos há cada vez mais discursos a nível mundial que comparam 'outras dificuldades' e acontecimentos com o Holocausto. Mas não é assim", afirmou Naftali Bennet.

    "Nenhum outro acontecimento na História foi mais cruel assim como nada é comparável ao extermínio dos judeus pelos nazis e colaboracionistas na Europa", frisou o primeiro-ministro de Israel.

    Naftali Bennet referiu-se também às "grandes diferenças" que estão atualmente a dividir Israel.

    Este ano, o discurso do primeiro-ministro - num dos dias mais solenes do ano para Israel - ocorre numa altura em que Naftali Bennet é alvo de ameaças.

    Na terça-feira, uma carta com ameaças de morte e com uma bala foi endereçada à família do chefe de governo de Israel, estando o assunto a ser investigado pelas autoridades.  

    "Irmãos e irmãs, nós não podemos permitir que a génese dos mesmos perigos, das fações, desmantelem Israel internamente", declarou Naftali Bennet.  

    Todos os anos, Israel recorda as vítimas do Holocausto exaltando os sobreviventes.

    Os restaurantes e locais de entretenimento mantêm-se encerrados durante todo o dia, as estações de rádio transmitem música sóbria e as televisões incluem na programação documentários e emissões especiais sobre o Holocausto.

    Trata-se da primeira vez desde o início da crise sanitária que o país assinala a data sem ser em contexto de confinamento.

    A pandemia de SARS CoV-2 afetou em particular os sobreviventes do holocausto devido à idade avançada e a situações doenças associadas à terceira idade.

    De acordo com um grupo que representa as vítimas do Holocausto citado pela Associated Presse, em Israel, cerca de um terço dos sobreviventes do Holocausto vivem abaixo do limiar da pobreza sendo que muitos são dependentes das ajudas governamentais e doações.

    Por outro lado, um relatório divulgado hoje em Israel indica que apesar dos esforços implementados nos programas escolares, em todo o mundo, sobre a história do Holocausto, o antissemitismo aumentou nos últimos anos a nível global. 

    O documento refere que os sentimentos contra os judeus foram sentidos durante o confinamento sanitário, em vários pontos do mundo; nos comentários publicados nas redes sociais assim como após a intervenção militar israelita contra o território palestiniano de Gaza, no ano passado.

    No âmbito das cerimónias oficiais, o presidente de Israel, Isaac Herzog, vai acender seis tochas que assinalam os seis milhões judeus assassinados pela Alemanha nazi. 

    O porta-voz do Parlamento da Alemnha, Baerbel Bas, vai estar presente nas várias cerimónias oficiais em Israel.